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quinta-feira, 27 de março de 2014

Jesus Intercede ao Pai pelos seus

JOÃO 17 (TODO O CAPITULO).

Para entendermos o contexto Jesus se despede dos discípulos falando que estaria se preparando para deixa-los e incentivando-os a crerem no próprio Cristo diante das aflições que iriam surgir. Da mesma forma nos fortalecendo nos dias de hoje perante as crises adversas que enfrentaremos até sua vinda.

Todo o capitulo 17 de João é belíssimo, pois se trata da oração do próprio Cristo por nós; muito objetiva e verdadeira. Jesus Começa falando da glorificação do Pai através dEle diante do que iria acontecer (a salvação através da cruz), a mais importante realização para toda a humanidade e criação; depois falando com o pai Ele expressa a importância daqueles que são do pai confirmando assim a predestinação daqueles que são alcançados por ELE.

Porem quero destacar a intercessão de Cristo por nós, que somos salvos, eleitos e escolhidos por ELE nos versículos: 19 e 20 “A favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra”.

Os dois versículos em destaque se refere a Cristo rogando ao Pai em primeiro lugar pelos discípulos (agora os 11) pedindo ao pai que os fortaleça na fé e no conhecimento da sua própria palavra e logo em seguida por nós. A oração do Jesus é também feita para nós e por nós pedindo ao pai que seja conosco diante das adversidades do mundo e das perseguições que enfrentaremos, afinal somos nós que fomos alcançados pelo próprio Cristo através da sua palavra.

Meus queridos o texto é muito claro quando se refere aos que vierem a crer em mim através da sua palavra, Jesus nesse momento esta intercedendo ao Pai o Deus todo o poderoso por nós os eleitos. Então com o próprio Filho (Jesus) intercede pelos seus. Desta forma me sinto  fortalecido e ao mesmo tempo grato por essa graça imensa e imerecida que recebemos (salvação) para levantarmos toda a manha e encarar na vida as adversidades, problemas, dores, perseguições e muito mais, pois temos um que esta sempre ao lado do pai intercedendo por nós nada mais é do que o próprio filho na pessoa de Cristo. E lembremos mais ainda que é uma exclusividade para nós que fomos escolhidos desde a eternidade.

Amados irmãos quero concluir essa reflexão dizendo que ao sermos escolhidos desde a eternidade fomos adotados como filhos Dele através de Cristo isso nos alegra muito, pois diante de tudo que passamos e ainda passaremos nos coloquemos diante do pai em oração da mesma forma que Cristo fez e ainda assim fez a nosso favor, por isso o pai nos amou e confirma esse amor através do seu filho Jesus, seja feliz e viva a vida com Cristo.


Presb. Josinaldo Ferreira

terça-feira, 25 de março de 2014

Cristo, Muito mais que a Cereja do seu Bolo.

É notório vermos que hoje são muitos que se levantam com a bandeira do falso evangelho. Pessoas de todas as partes estão sendo facilmente levadas por falsos mestres a todo instante, pois não conhecem sobre Cristo na sua profundidade, não conhecem quem faz toda a diferença na vida do homem.
Nessa propagação de falso evangelho vemos coisas que são invenções humanas e que precisam ser combatidas com a verdade. Qual a única forma de combate? A bíblia!
É muito comum vermos hoje em dia:
1. Pessoas mostrando meios ou regras para encontrar a salvação.
2. Pessoas colocando o homem como capaz de achar a Cristo.
3. Pessoas que escondem que Cristo veio por muitos e não por todos.
Gostaria de derrubar alguns ensinamentos falsos nesse breve texto, baseados nos 3 pontos acima.
1- Primeiramente, não há meios ou regras que nos levem a salvação, não há nada que você faça digno de salvação, não há nada que você possa fazer para alcança-la, não há um modelo a ser seguido, não há outro caminho se não Cristo.
A Bíblia nos ensina que somos salvo pela graça, mediante a fé em cristo, porém não vindo de nós e sim dom de Deus. 
Referência Bíblica: 
Efésios 2:8- "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus"
2- Não é possível que o homem encontre Jesus sem que ele intervenha antes. O homem não pode fazer isso, pois não tem poder para isso. Jesus chama pessoas a segui-lo, pois ele tem autoridade para isso.
Isto fica claro no momento em que vemos que quando Cristo veio a terra, ele quebra a tradição judaica no quesito do ensino, pois os pupilos procuravam os rabis para aprender quando desejavam saber de algo, com Cristo não, ele não era procurado, ele chamava as pessoas. Não se pode ter um relacionamento com Jesus a menos que ele chame você.
Referência Bíblica: 
Marcos 1:17- "E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens"
3- De início é preciso ficar claro, Deus não veio por todos e sim por muitos, por seus eleitos.
Seria contraditório dizer que Cristo veio por todos e mesmo assim pessoas vão para o inferno, então Cristo foi frustado? Nunca! Ele veio por seus eleitos que foram escolhidos antes da fundação mundo pela vontade soberana de Deus.
Referência Bíblica:
Jo 6:39- "E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu os ressuscitarei no último dia"
Já pensou o que seria de nós sem Cristo? Sem ele nada faria sentido. Dessa forma, Esses 3 pontos são só alguns entre muitos outros que relatam a maravilha que foi o cumprimento da promessa de Deus. Busque conhecer mais de Cristo, pois ele não é a cereja do seu bolo. Ele é TUDO ou não é NADA. Corra para ele, só nele há salvação. 
Soli Deo Glória. Solus Christus. 

Caio Anderson

quarta-feira, 19 de março de 2014

Para a Glória de Deus

"Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". Este texto é ao mesmo tempo abrangente e restrito. Um aparente paradoxo. Como um texto que fala em tudo, apresenta restrição? Vejamos atentamente. 

O apóstolo Paulo começa falando sobre ações rotineiras, cotidianas, muitas vezes despercebidas por nós em seu valor como a alimentação, de tão corriqueira que se tornou. Daí, ele generaliza para qualquer outra coisa que venhamos a fazer. Aí então começam as restrições, e que ao mesmo tempo englobam tudo. Façais qualquer outra coisa. Qualquer mesmo? A resposta vem logo depois. Devemos, em qualquer coisa que façamos, glorificar a Deus. E lá vem mais perguntas. O que glorifica a Deus? Qual a medida para este discernimento? A medida é a Bíblia, as Santas Escrituras, que apontam a revelação de Deus de como ele deseja ser glorificado. 

Sendo assim, tudo feito de acordo com as Escrituras glorifica a Deus. Mas isto nos leva a uma outra vertente do caminho. Como compreender as Escrituras a fim de obedecê-las e assim glorificar a Deus? Isto só é possível pela ação do Espírito Santo, nos iluminando, dando entendimento e conduzindo-nos a obedecer à Santa Lei do Senhor. Sem esta compreensão, até nos atos mais simples não damos a devida glória a Deus. Sendo assim, o abrangente tudo está restrito ao específico para a glória de Deus. 

E aí chegamos à maior das restrições. Só vai compreender isto aquele a quem o Pai elegeu antes da fundação do mundo, por quem o Filho morreu na Cruz do Calvário , a quem o Espírito Santo convencerá do pecado da justiça e do juízo, na maravilhosa obra da redenção, trazendo o homem de novo aos caminhos do Pai, ao redil do Bom Pastor e fazendo-o viver e compreender o fim para o qual foi criado: Glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre*. 

*Breve Catecismo de Westminster - Pergunta 1
Deus nos abençoe. 

Presb. Cícero Pereira

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Livre Arbítrio, Eleição e Oração

Os calvinistas muitas vezes se deparam com algumas questões que são aparentemente difíceis, e que acabam por inundar nossas mentes com várias dúvidas acerca das verdades bíblicas. Uma destas indagações que é comumente feita aos que advogam a predestinação é a seguinte: por que pregar a palavra e orar por conversões se os salvos já foram eleitos desde a eternidade? Pretendo nesta breve reflexão tratar da questão envolvendo a oração. É contraditório orar sabendo que Deus já escolheu os seus ou a contradição reside na oração feita por aqueles que acreditam no livre arbítrio?

Desde cedo somos apresentados à ideia de Livre Arbítrio, seja em pregações arminianas que ouvimos, ou por filmes e canções, dentro ou fora da igreja. Até mesmo os incrédulos acreditam nesta doutrina, exatamente por que ela dá mérito e poder ao homem, pois “Deus só me salvou por que eu aceitei”. No entanto esta concepção não é bíblica. Quando a bíblia nos fala que o homem está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1) ele não nos dá margem para concluir que o homem está adoentado, com indisposição ou uma mera virose. Ele está morto espiritualmente! Agora pense bem, que escolha tem um morto? A sua liberdade é usada somente para se deteriorar dentro do caixão.

Esta é a realidade do homem depois da queda. O que pecado nos trouxe a morte física e espiritual. Deste modo o pecador só usa de sua liberdade para pecar, assim como uma pedra atirada de um penhasco, a única coisa que pode fazer é continuar descendo até atingir o chão e se despedaçar. Mortos não tem livre arbítrio, é por isso que Jesus nos fala em nascer de novo (João 3:3), e só Deus pode fazer isso, arrancando nosso coração de pedra e nos dando um coração de carne (Ez 11.19-20). Nosso arbítrio não era livre e sim escravo do pecado, e se não fosse à intervenção do Espírito de Deus estaríamos perdidos escolhendo sempre a morte.

Diante de tudo isso que vimos, percebendo a necessidade da intervenção do Espírito Santo para que o homem seja salvo, só podemos concluir que nosso papel é pregar o evangelho, pois ele é poder de Deus para salvação (Rm 1.16), e orar para que Deus alcance o coração do pecador e derrube todas as barreiras, desvendando os seus olhos para que veja a glória de Cristo (2 Co 2.44), se arrependa de seus pecados e o siga pelos caminhos de vida eterna. É preciso orar pois só Deus pode salvar o nosso amigo ou familiar pecador. Só ele pode dar vida a um morto espiritual através do evangelho de Cristo.

          Não existe contradição entre eleição e oração. Oramos, pois sabemos que sem a ação do Espírito convencendo da justiça, do pecado e do juízo (João 16.8) não haveria salvação, todos seriam condenados, como de fato já estão. A verdadeira contradição existiria se acreditássemos no livre arbítrio do homem e que a decisão final estava nas mãos de um cadáver, e assim não haveria esperança alguma de conversão. Mas se cremos nas doutrinas da graça que preguemos o evangelho e oremos sem cessar!

Rodrigo Ribeiro
Facebook: https://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O que É "Presciência", ou, "Conhecer de Antemão" em que a Predestinação dos Eleitos Está Fundamentada na Bíblia? Com a Palavra John Stott

Essa alusão a “conhecer de antemão”, isto é, saber de alguma coisa antes que ela aconteça, tem levado muitos comentaristas, tanto antigos como contemporâneos, a concluir que Deus prevê quem irá crer e que essa presciência seria a base para a predestinação. Mas isso não pode estar certo, pelo menos por duas razões. A primeira é que neste sentido Deus conhece todo mundo e todas as coisas de antemão, ao passo que Paulo está se referindo a um grupo específico. Segundo, se Deus predestina as pessoas porque elas haverão de crer, então a salvação depende de seus próprios méritos e não da misericórdia divina; Paulo, no entanto, coloca toda a sua ênfase na livre iniciativa da graça de Deus. Assim, outros comentaristas nos fazem lembrar que no hebraico o verbo “conhecer” expressa muito mais do que mera cognição intelectual; ele denota um relacionamento pessoal de cuidado e afeição. Portanto, se Deus “conhece” as pessoas, ele sabe o que passa com elas [Sl. 1.6; 144.3], e quando se diz que ele “conhecia” os filhos de Israel no deserto, isto significa que ele cuidava e se preocupava com eles [Os 13.5].


Na verdade Israel foi o único povo dentre todas as famílias da terra a quem Javé “conheceu”, ou seja, amou, escolheu e estabeleceu com ele uma aliança. [Am 3.2]. O significado de “presciência” no Novo Testamento é similar. “Deus não rejeitou o seu povo [Israel], o qual de antemão conheceu”, isto é, a quem ele amou e escolheu (11:2) [Cf. 1 Pe 1.2.]. À luz deste uso bíblico John Murray escreve: “’Conhecer’... É usado em um sentido praticamente sinônimo de ‘amar’... Portanto, ‘aqueles que ele conheceu de antemão’... é virtualmente equivalente a ‘aqueles que ele amou de antemão” (Murray, vol. I, p. 317). Presciência é “amor peculiar e soberano” (Ibid., p. 318.) Isto se encaixa com a grande declaração de Moisés: “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu, porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo... mas porque o Senhor vos amava...”. [Dt 7.7s.; cf. Ef 1.4s]. 


John Stott - Comentários de Romanos
FONTE: Publicação no Facebook de Marcel Avelino Lima (https://www.facebook.com/marcel.seminarista)

Rodrigo Ribeiro

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Todos os que Morreram na Infância são Salvos? Com a Palavra, William Hendriksen


POSIÇÕES ERRADAS

Primeiramente, há o que pode ser chamado de visão prevalecente na Igreja Católica Romana. Esta posição é: todas as crianças não batizadas estão perdidas, no sentido em que, quando elas morrerem, elas entrarão no Limbus Infantum (ou Infantium), um lugas às margens do inferno. O sofrimento delas aqui é negativo, em vez de positivo. Elas sofrem a falta da “visão beatificada”.

Esta posição, embora contendo realmente um elemento de verdade (já que reconhece justamente o fato que a responsabilidade varia de acordo com a oportunidade), está errada em duas considerações, a saber: A) as Escrituras não designam em nenhuma parte tal importância à omissão do batismo; B) não ensinam também em nenhuma parte sobre a existência de um Limbus Infantum.

Opondo-se a isto está a posição dos que sustentam que todos os bebês são “inocentes”. De acordo com este ponto de vista, o “pecado original”, se é que podemos chamá-lo assim, não é sujeito ao castigo sem que haja transgressão real. Visto que crianças pequenas não são capazes de transgredir realmente, mas são inocentes, todas são salvas se morrem na infância. Esta ou algo similar a esta, é a posição de muitos protestantes evangélicos hoje. Como irmãos em Cristo, nós amamos essas pessoas, mas nós não acreditamos que as Escrituras endossem este argumento de sua posição. As crianças também são culpadas em Adão. Além disso, elas não são inocentes (veja Jó 14.4; Sl 51.5; Rm 5.12, 18, 19; 1Co 15.22 e Ef 2.3) Se elas serão todas salvas, esta salvação não terá que ser concedida com base em sua inocência, mas na aplicação do méritos de Cristo para com elas.

A POSIÇÃO OFICIAL DA IGREJA PRESBITERIANA DOS ESTADOS UNIDOS

A Confissão de Fé de Westminster não dá uma resposta clara à pergunta se todos que morrem na infância serão salvos. De fato, a Confissão deixa espaço para a opinião de que alguns poderiam não ser eleitos e, portanto, não serem salvos. Veja isto você mesmo. A Confissão declara: “As crianças que morrem na infância, sendo eleitas, são regeneradas e por Cristo salvas, por meio do Espírito Santo, que opera quando, onde e como quer (Capítulo X, Seção III). Em 1903, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, porém, interpretou este artigo de forma que hoje sabe-se exatamente onde esta denominação se mantém com relação a este assunto. Esta denominação adotou o seguinte Manifesto Declaratório: “A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América, com toda autoridade, declara como segue... Com referência ao Capítulo X, Seção III, da Confissão de Fé de Westminster, que não é considerado como ensino, que qualquer um que morrer na infância esteja perdido. Nós acreditamos que todos, morrendo na infância, estão incluídos na eleição da graça, e são regenerados e salvos por Cristo através do Espírito Santo, que opera quando, onde e como lhe agrada”.

CITAÇÕES DE OBRAS DE TEÓLOGOS REFORMADOS

Todos que morrem na infância serão salvos. Isto é deduzido do que a Bíblia ensina sobre a analogia entre Adão e Cristo (Rm 5.18-19). As escrituras não excluem qualquer classe de crianças em nenhuma parte, batizada ou não batizada, nascidas em países Cristãos ou pagãos, de pais crentes ou não crentes, dos benefícios da redenção em Cristo.” (Charles Hodge, Systematic Theology, Vol I, 9.26)

O seu destino é determinado independentemente de sua escolha, por um decreto incondicional de Deus, e nenhum ato próprio delas pode suspender sua execução; sua salvação é forjada por uma imediata e irresistível operação do Espírito Santo, antes e à parte de qualquer ação de suas próprias vontades. Isto quer dizer que elas estão incondicionalmente predestinadas para a salvação desde a fundação do mundo.” (B. B. Warfield, Two Studies in the History os Doctrine, p. 230)

A maioria dos teólogos calvinistas sustenta que aqueles que morrem na infância são salvos... Certamente não há nada no sistema calvinista que nos impeça de acreditar nisto; e , até que seja provado que Deus não predestina para a vida eterna todos aqueles que ele agradou chamar na infância, podem nos permitir sustentar esta visão.” (L. Boettner, The Reformed Doctrine of Predestination, pp. 143,144).

Não obstante, nem todos teólogos Reformados se expressam tão positivamente. Alguns apresentam mais claramente a diferença, segundo eles a veem, entre os filhos dos crentes e todas as outras crianças. “As crianças da Aliança, batizadas ou não batizadas, quando morrem, entram no céu; a respeito do destino das outras, tão pouco nos foi revelado que a melhor coisa que podemos fazer é nos abstermos de qualquer julgamento positivo” (H. Bavinck, Gereformeerde Dogmatiek, 3° ed., Vol IV, p.117, minha tradução).

De forma semelhante, L. Berkhof, embora em completo acordo com os Cânones de Dort com relação à salvação dos filhos de pais piedosos, a quem Deus se agrada chamar para fora desta vida em sua infância, declara, a respeito dos outros, que “não há nenhuma evidência nas Escrituras na qual nós possamos basear a esperança de que... os filhos dos gentios que não tenham alcançado a idade do discernimento sejam salvos” (Systematic Theology, pp. 638-693).

O ENSINO BÍBLICO

A) Se aqueles que morrem em sua infância são salvos, essa salvação não está baseada em sua inocência, mas está baseada na graça soberana de Deus através de Cristo aplicada a eles (Veja o terceiro parágrafo deste texto).

B) O fato de que o coração de Deus não se preocupa só com os filhos dos crentes, mas também com os filhos dos descrentes, e até mesmos com aqueles “que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda”, é ensinado claramente em Jonas 4.11.

C)“O Senhor é bom para todos, e suas misericórdias permeiam todas as suas obras” e “Deus é amor” (Sl 145:9; 1Jo 4.8). É nos, então, permitido concordar com as belas linhas:

Porque o amor de Deus é mais vasto
Que a extensão da mente do homem
E o coração do Eterno
É o mais maravilhosamente amável (F. W. Faber, 1854)

D) As crianças não pecaram de qualquer forma similar aos adultos, que rejeitaram a pregação do evangelho e/ou pecaram grosseiramente contra a voz da consciência;

E) As Escrituras, em nenhuma parte, ensina explicitamente que todos os filhos dos descrentes que morreram na infância são salvos. Embora com base nos pontos B, C e D, uma pessoa possa se sentir fortemente inclinada a aceitar a posição que todas estas são salvas, jamais se pode afirmar que as Escrituras positivamente, e com todas as palavras, declarem isto como verdadeiro.

F) Deus deu ao crente e à sua semente a promessa encontrada em Gênesis 17.7 e Atos 2.38,39, e também 1 Coríntios 7.14. Por isso, os Cânones de Dort declaram que “desde que “Devemos julgar a respeito da vontade de Deus com base na sua Palavra. Ela testifica que os filhos de crentes são santos, não por natureza mas em virtude da aliança da graça, na qual estão incluídos com seus pais. Por isso os pais que temem a Deus não devem ter dúvida da eleição e salvação de seus filhos, que Deus chama desta vida ainda na infância.” (I, artigo 17).

HENDRIKSEN, William. In: A vida futura segundo a Bíblia. Traduzido por Marcus Ferreira.  São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2004. pp. 123-127.


Guilherme Barros

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A dicotomia sagrado/secular na Igreja Evangélica Brasileira


                     Irmãos amados, hoje, quero levá-los a refletir sobre um assunto que tem ganhado espaço na Igreja Evangélica Brasileira em nossos dias. A dicotomia sagrado/secular tem moldado o pensamento e as ações de muitos de nossos irmãos, trazendo conceitos diversos e inversos à realidade que as Escrituras traçam para o viver cristão.

            Quero começar nossa reflexão pelo texto de João 1.12, que nos revela quem somos. Se, de fato, cremos no Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador, e fomos amorosa e soberanamente eleitos pelo Pai, nos tornamos filhos de Deus. Isto não é motivo para se ter orgulho ou bater no peito em sinal de superioridade moral em relação ao restante do mundo. Antes, é motivo para que dia após dia nos humilhemos perante Ele e busquemos incessantemente agradá-Lo em tudo. O filho procura obedecer ao pai terreno, a fim de não sofrer sanções por seu comportamento transgressor. Por que, muito mais, não buscaríamos obedecer Àquele que nos criou e amou de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que não perecêssemos, mas tivéssemos a vida eterna (João 3.16)? Ser filho de Deus não é status, é privilégio e responsabilidade.

            Desse modo, precisamos viver como filhos de Deus em todas as áreas de nossa vida. Ser crente na igreja é fácil até demais. Ser alguém que reflete a glória de Deus exige muito mais de nós. Dividir as práticas entre sagradas e seculares não é demonstração de maturidade; é demonstração de fraqueza, e revela aquilo que não está devidamente transformado em nosso ser, o que ainda nos liga ao velho homem, aquilo que não deixamos e, portanto, não nos arrependemos de ter feito. Quando eu tenho dois comportamentos, inevitavelmente, um deles (senão os dois) estará desagradando ao Senhor. Se há algo em mim que não pode ser mostrado na igreja, mas fica recluso ao recôndito do meu quarto, então isto precisa ser consertado.

            Somos, segundo o texto de Mateus 5.13, sal da terra. Talvez você já tenha se cansado de ouvir que nós “precisamos fazer a diferença”. É, eu também. Sabe por quê? Porque não conseguimos tirar isso do papel, do discurso. Se somos sal da terra, é nosso dever viver de forma santa por onde passarmos, para que Cristo, que vive em nós, seja evidenciado em cada palavra, atitude e pensamento, e as pessoas que não conhecem do Seu amor, enxerguem a diferença de possuí-lo em suas vidas. Se trato o tempo que passo fora da igreja (e este tempo é enorme) como o dedicado à minha vida secular, provavelmente não farei a mínima diferença nos ambientes que estiver. Comungarei de opiniões e compactuarei com situações que meu Deus desaprova. Serei facilmente tragado pelas tentações e alienações mundanas.

            Quando eu entendo o peso de ser chamado sal da terra, não me importo de ser excluído do grupo das piadas imorais ou do “vinhozinho” do happy hour. Na realidade, hora feliz é quando estou aos pés do meu Senhor. Não fico tentando me amoldar à linguagem e ao modus vivendi do presente século, mas procuro arduamente viver à maneira que Jesus ordenou. Não há divisão entre secular e sagrado, pois tudo faço para agradar o Deus da minha vida, verdadeiramente.

            João 8.12 aponta para Cristo, a luz do mundo. Quem nele anda, não mais está em trevas. Quem vive em dualidade é semelhante ao que, ao entrar em casa, liga o abajur da sala, mas não acende a luz do quarto. Não podemos ter um pouco de luz em nossas atitudes na igreja e total escuridão fora dela. Estaremos caminhando como completos cegos. Não podemos achar que dentro de nossas comunidades devemos ser exemplares, mas que fora da vista de nossos pastores a vida é nossa e somos donos dos nossos narizes. Não podemos achar que Deus só nos vê na igreja, cantando, levantando a mão e ouvindo sermões, mas que lá fora Ele não se importa se eu deixar a vida, ou o mundanismo, me levar. Não se engane, irmão, Deus não apenas nos vê em todo lugar, mas sonda o mais profundo de nossos corações.

            A presença dessa dicotomia tem causado estragos devastadores na Igreja Evangélica Brasileira e, se você não percebeu, comece a observar, por exemplo, os cultos da sua comunidade. A frequência já não é tão grande assim, afinal posso cultuar a Deus em casa mesmo; a atenção já não é mais tão presente, pois vivemos, sim, a época do “comichão nos ouvidos”. Você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com a tal dicotomia sagrado/secular? Vou te dar alguns exemplos de como essa questão tem nos afetado e muito. Convivemos com membros de igreja que sonegam o dízimo e os impostos de seus estabelecimentos comerciais também; rapazes que falam o evangeliquês na igreja, mas fora dela reproduzem a linguagem torpe das ruas; moças que se vestem recatadamente na igreja, mas se liberam e abusam da ousadia nos ambientes sociais “seculares”; pessoas que sobem à Casa do Senhor para entoar louvores a Deus aos domingos, mas passam a semana inteira distante da Palavra e do procedimento no qual deveriam ser exemplos (I Timóteo 4.12).

            Isto exponho não para que as pessoas conheçam as mazelas e problemas conjunturais da atualidade na Igreja Evangélica Brasileira, mas com o fim de nos fazer pensar que muito do que temos vivido não é sequer parecido com o Evangelho e, portanto, não podemos usar como parâmetro. É vital que voltemos ao Evangelho bíblico e resgatemos os sagrados valores que devem permear nossa conduta dentro e fora da igreja, junto com nossos irmãos e colegas de trabalho, amigos de ministério e com o pessoal que mora na nossa rua. Em todo tempo sejam alvas as nossas vestes e o que façamos seja para a glória do Senhor, que nos deu o poder de nos tornarmos seus filhos. Honremos esta grande dádiva! Vivamos para Ele!

Jorge Alberto

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Como saber se o propósito eletivo de Deus está sendo realizado em mim? Com a Palavra, Albert N. Martin





"Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho" (Rm 8.29)

Ele me escolheu em Cristo a fim de que, tendo sido comprado no tempo e chamado no tempo, possa começar a ser santo no tempo, e ter esta obra aperfeiçoada na eternidade. A única certeza que eu tenho de que fui comprado para ser santo, e serei aperfeiçoado em santidade, é que eu esteja buscando a santidade, e a esteja buscando aqui e e agora. Em essência, santidade é conformidade à vontade revelada de Deus em pensamento, palavra e ação, pelo poder do Espírito Santo e através da união com Jesus Cristo. Santidade, piedade, estas são as evidências de que o Seu propósito eletivo veio a existir e a frutificar e se expressar na obediência. É por isso que João pode dizer em 1 Jo 2.5: "Aquele, entretanto, que guarda a Sua palavra, nele, verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus". O propósito para o qual as pessoas foram designadas é preenchido naquelas que guardam a palavra de Deus. Existe clara evidência de que estou experimentando comunhão com Jesus Cristo através de Sua palavra? Porque Ele me chamou à comunhão com Ele, e se eu fui chamado eficazmente então já não sou estranho a um conhecimento experimental do Senhor.

Trecho do livro "As implicações práticas do calvinsmo" (p. 32-33), publicado pela Editora Os Puritanos


Presb. Cícero Pereira

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quais são as marcas da eleição? Por meio de quais indícios alguém pode saber que é um eleito de Deus? Com a Palavra, J. C. Ryle


Essas marcas estão delineadas com clareza nas escrituras. A eleição está unida de forma inseparável à fé em Cristo e à conformidade com sua imagem (Rm 8.29-30). Somente quando Paulo comtemplou a “operosidade” da fé, a “abnegação” do amor e a “firmeza” da esperança dos Tessalonicenses, ele pôde reconhecer a eleições deles (I Ts 1.3-4) Acima de tudo, temos um indicativo da eleição na passagem que estamos considerando (Lucas 18.1-8). Os eleitos de Deus “a ele clamam dia e noite”. Eles são um povo que ora. Sem dúvida, existem pessoas cujas orações são formais e hipócritas. Mas é muitíssimo evidente: uma pessoa que não ora nunca pode ser chamada de um dos eleitos de Deus. Jamais esqueçamos isso.

RYLE, Jonh Charles. In: Meditações no Evangelho de Lucas Traduzido por Editora Fiel.  São José dos Campos, São Paulo: Editora Fiel, 2011. Comentário de Lucas 18, versículos de 1 a 8, pp. 288-289.

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deus Escolhe Seu Povo!


Ao longo da história sempre houve uma considerável oposição às doutrinas da graça pelo fato de que estas apresentam um Deus Soberano que escolhe alguns pecadores para a salvação. Muitos simplesmente não aceitam a ideia de que Deus, o Criador, poderia escolher um povo para fazer parte de uma nova aliança em Cristo Jesus, excluindo o restante do mundo. Alguns até compreendem que estas doutrinas estão na bíblia, mas não conseguem aceita-las. Mas uma questão bastante interessante é: as críticas à doutrina da eleição são sempre direcionadas à nova aliança, e a maioria se abstém de comentar o fato de que na antiga aliança também houve eleição divina.

Esta escolha tem inicio com o patriarca Abrahão, homem que vivia na terra de Ur, imerso em meio à adoração pagã e na idolatria, sem sequer conhecer o nome de Jeová. Mas Deus, por razões insondáveis, foi ao encontro deste homem, e a partir Dele originou o seu povo, a nação de Israel. (Gênesis 12.1-3). Em outro patriarca, notamos a eleição de forma mais contundente, que é o caso de Jacó, escolhido em detrimento de seu irmão Esaú ainda no ventre de sua mãe (Gênesis 25.23). Deus, livremente, em oposição à os costumes dos homens, elegeu o irmão menor e sua descendência. Posteriormente, este fato foi arguido por Paulo (Rm 9.9-13, 18-23).

Aos olhos humanos, o povo de Israel não tinha nada de especial, pois eram menores que os cananeus, menos sábios que os egípcios e suas culturas, não eram tão antigos como os caldeus, e também não tinham uma superioridade moral, visto que apesar de todos os favores divinos, constantemente enveredavam pelo caminho da idolatria e da ingratidão. Não há explicações racionais ou lógicas para a escolha deste povo, mas somente a eleição incondicional de Deus, que os considerou seu tesouro pessoal, ainda que não houvesse mérito nenhum naquele povo pecador. (Deuteronômio 7-8a).

Deus os libertou da opressão do Egito, os conduziu miraculosamente no deserto, os deu Sua Lei, institui os sacrifícios como forma de afastar a ira Dele contra o pecado, deu-lhes vitórias sobre povos inimigos, fez diversas promessas Aquele povo, e os amou, ainda que não merecessem tal afeto divino. A eleição de Deus não foi algo frio e impessoal, o Criador Soberano, de fato, os amou. (Deuteronômio 10.14-15).

Não resta dúvida que Deus escolheu um povo para fazer parte da antiga aliança. Os que se opõem às doutrinas da graça não negam este fato. Deste modo, se Deus já procedeu desta maneira, agindo de acordo com sua vontade soberana e insondável ao eleger um povo, o que o impediria de fazer novamente na nova aliança? Nada! A soberania de Deus em salvar pecadores, está patente em todas as Escrituras. Nenhum de nós, assim como Israel, merecia tão grande misericórdia, mas ainda assim Ele nos amou de forma inexplicável. Que possamos nos deleitar nessa verdade maravilhosa, percebendo que o Deus Santo ama pecadores, os escolhe para ser seu povo, e os redime através do sangue precioso de Seu Filho Jesus.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

terça-feira, 31 de julho de 2012

Um Deus de Milagres... E só!


Nos dias de hoje, vemos igrejas lotadas, o maior número de Cristãos no Brasil que já existiu, mas cada vez mais vimos que o evangelho nessas igrejas é totalmente ou parcialmente esquecido, e é substituído por milagres á torta e a direita, e promessas de realização pessoal para os seus membros. Desta forma vemos que as pessoas não tem procurado um Cristo que salva e sim, um cristo de milagres, que satisfaçam suas necessidades terrenas, sem se preocupar com a eternidade.

Mas este não é um problema dos dias de hoje, o próprio Cristo já se deparou diretamente com essa situação, e como somos Cristãos, não há exemplo melhor pra seguirmos do que o do próprio Jesus. Vejamos como Jesus agiu com estas pessoas.

No capítulo 6 do evangelho de João, Jesus estava Caminhando e uma grande multidão o seguia, mas a multidão estava atrás dos seus milagres. (João 6:2)

Mais adiante, no capitulo 26 Jesus fala qual é a verdadeira razão pela qual as pessoas SEGUEM á Ele. (Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.
Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou. João 6:26-27)

Então um seguidor lhe perguntou como poderia executar as obras de Deus. (João 6:28) O principio da confusão começa quando Jesus responde á essa pergunta. (Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. João 6:29) Ele estava dizendo, que param serem salvos, as pessoas só teriam que crer que Ele era o Messias enviado por Deus.

Mas as pessoas não reagiram bem á essa afirmação de Cristo, pois acharam que Jesus fora arrogante, e duvidaram que Jesus fosse mesmo o Messias, e ai chegamos o ponto que eu gostaria de ressaltar, a indagação feita por aquelas pessoas. Elas não acreditavam que Jesus fosse mesmo quem dizia ser, ao menos que ele fizesse algum sinal, um milagre, ou algo sobrenatural, eles queriam que Jesus fossem como eles queriam, e fizesse o que eles queriam, eles exigiram que Deus provasse através de milagres que Ele realmente era o Messias. (Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. João 6:30-31)
  
Claramente, a situação daquelas pessoas não era muito diferente das de hoje, elas queriam um Jesus de milagres, queriam basear sua fé, em algo que sentiam, ou que viam, ou em algo que traria algum beneficio para eles. Como Jesus, sendo o próprio Deus reagiu perante essa situação? O que ele falou, e o que ele fez?  Ele mostrou o caminho, mas ao mesmo tempo reprovou a atitude daquelas pessoas que não creram. (E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e, contudo não credes. João 6:35-36) 

Logo em seguida Jesus afirmou que as pessoas não virão á Eles por conta dos milagres, ou dos sinais, mas sim porque Deus os mandou á Ele, ou seja, as pessoas creem porque o próprio Deus as atrai. Ele as escolhe, e os chama para uma santa vocação. Milagres não são capazes de convencer ninguém do pecado, e posteriormente leva-lo ao arrependimento. A conversão se dá quando Deus por sua soberana vontade chama alguém, e o justifica através de seu filho Jesus Cristo, que os dará vida eterna, e os fará permanecer na fé. (Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. João 6:37-39). (Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:44).

Jesus seguiu afirmando que Ele é o caminho para a vida eterna (João 6:53-57). Mas pessoas não estavam satisfeitas com este discurso. Eles queriam o maná que seus antepassados tiveram o privilégio de receber, ou seja, eles queriam experiências miraculosas. Então Jesus usa um discurso duro, e fala que os antepassados deles comeram do maná e agora estavam mortos, enquanto Ele esta os oferecendo a vida eterna. (Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.
Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre. João 6:57-58)

Tais afirmações começaram á afastar as pessoas, que estavam se sentindo ofendidas e indo embora, levando até os discípulos ficarem escandalizados, levando-os a indagar se era certo mesmo Jesus estar falando tais coisas. (João 6:60). 

Então Jesus põe fim a discursão afirmando que o mesmo já sabia aqueles que iriam crer, e quem eram aqueles que o Pai tinha entregue á Ele, e perguntou aos seus discípulos se eles também se sentiram ofendidos e gostariam de se retirar(Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? João 6:64-67), ai onde vem a afirmação chave desse estudo. Os discípulos responderam: (Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. João 6:68).

                                                               Conclusões

·         Não devemos usar os milagres para atrair pessoas á Cristo, temos que apresenta-lo como o Salvador, expondo sua situação de pecadores condenados.
·      Devemos pregar o Evangelho genuíno, sem modificações, por que aqueles á quem Deus previamente predestinou vão receber essas palavras, mesmo que espante muitas outras. Temos que nos analisar á luz das escrituras, e não no nível de aceitação das pessoas.
·         O verdadeiro evangelho é o Cristo crucificado, não há outro caminho para a salvação, só Jesus têm as palavras de vida eterna.


                                                        Que Deus continue vos abençoando.


Guilherme Barros

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Alguém pode realmente saber quem são os salvos? Com a Palavra João Calvino




Só Deus sabe realmente quais são, de fato, santos e eleitos seus, conseqüentemente, até onde nos era do interesse conhecê-la por sinais seguros, e como que marcas, no-la assinalou o Senhor. Esta é, na verdade, singular prerrogativa do próprio Deus: saber quem são os seus, como Paulo cita [2Tm 2.19]. E, com efeito, para que a esse ponto a temeridade dos homens se não se arrojas, foi de antemão visualizado, reiterando-o diariamente a própria eventuação, quão longe seus juízos secretos nos superam o entendimento. Ora, também aqueles que pareciam inteiramente perdidos, e haviam sido pranteados como além de toda esperança, são por sua bondade recambiados ao caminho; e os que acima de outros pareciam estar de pé amiúde se prostram arruinados. Sendo assim, segundo a predestinação secreta de Deus, como diz Agostinho, “muitas são as ovelhas do lado de fora, muitos são os labos do lado de dentro”. Pois Deus conhece, e os tem marcados, os que não conhecem nem a ele, nem a si próprios. Mas, daqueles que trazem às claras sua marca, unicamente seus olhos vêem os que não apenas são santos sem dissimulação, mas também hão de perseverar até o fim [Mt 24.13], o que é, afinal, o clímax da salvação.
Por outro lado, entretanto, porque previa ser-nos até certo ponto conveniente que soubéssemos quem fosse de nos ter por seus filhos, nesta parte ele se acomodou a nossa capacidade de entendimento. E porque não era necessária a certeza da fé, pôs em seu lugar um como que juízo da afeição, mediante o qual reconheçamos por membros da Igreja aqueles que pela confissão de fé, pelo exemplo de vida e pela participação dos sacramentos, professam conosco o mesmo Deus e Cristo. Mas o conhecimento do próprio corpo, quanto mais sabia ser necessário para nossa salvação, tanto mais o recomendou por certas marcas.

CALVINO, João. As Institutas da Religião Cristã: capítulo 1, Livro IV, pag. 34


Felipe Medeiros

@felipe_ipb