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sábado, 7 de junho de 2014

Onde o Espírito Santo está Atuando?

A importância do Espírito Santo e sua obra, assim como a sua divindade, a priori, são elementos comuns aos cristãos, sendo inclusive uma forma de identificar aqueles que destoam do pensamento ortodoxo. No entanto, na prática, a atuação do Espírito tem sido um elemento de contrastes entre as igrejas reformadas e as pentecostais, sendo aquelas acusadas de frias, por causas de seus cultos onde o Espírito não se faz presente, ou no mínimo, não tem o devido lugar ou espaço. Qual a razão desta afirmação por partes dos irmãos pentecostais? Eles estão corretos em seu entendimento?

De que forma podemos “medir” a presença do Espírito em um culto? O encontraremos somente onde há barulho e êxtase? O perceberemos tão somente quando presentes as cordas vocais estridentes e as manifestações extraordinárias? Infelizmente esse é um pensamento muito comum no evangelicalismo brasileiro, em que pese o fato de ser uma realidade também presente em todo o mundo, ao ponto do Anglicano John Stott, afirmar que para muitos a principal manifestação do Espírito é o barulho. Onde não há a presença dos dons extraordinários do Espírito, este está ausente para muitos. Mas esta é a maneira realmente bíblica de tratar o assunto? Vejamos o que o próprio Cristo nos ensina a respeito de onde podemos encontrar o Consolador:

1. O encontraremos onde a verdade for conhecida e proclamada:
Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade.
João 16:13

Sempre que a palavra de Deus for pregada com fidelidade, esta ação deve-se ao labor do Espírito, que capacita o pregador e fala através Dele, e também prepara o coração dos ouvintes para compreender as verdades bíblicas. Sem esta ação sobrenatural do Espírito todos os esforços dos mestres e pastores são vãos. É o Espírito, mediante a Palavra que Ele mesmo inspirou, que instrui e alimenta a Igreja de Cristo.

2. O encontraremos onde pecadores se arrependem e creem em Cristo:
Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
João 16:8

O homem natural é cego para as coisas Espirituais, e jamais conseguirá por si só compreender seu estado de pecado, e assim arrepender-se e crer em Cristo para a vida eterna. A salvação só se dá mediante a ação do Espírito retirando as escamas de seus olhos, vivificando-o, operando a regeneração. Só herdará a vida eterna quem nascer de novo, e somente o Espírito pode efetuar esta obra no coração do homem. Não há conversão em a obra do Espírito, aplicando o evangelho aos corações dos homens.


3. Ele está onde CRISTO é reconhecido como Deus e exaltado:
"Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito.
João 15:26

Como poder crer em Cristo e nas Escrituras? O testemunho interno do Espírito! Este é o ministério Dele, nos fazer cada vez mais firmes em Cristo. Sempre que crescemos na graça e no conhecimento, amando e confiando mais em Jesus, anelando que ele seja cada vez mais exaltado e glorificado em nossas vidas, podemos perceber, por excelência, a obra do Espírito. Sua missão é cristocêntrica. Ele é um farol que lança luz sobre a obra de Cristo. E certamente este é um parâmetro infalível para medir a validade de qualquer manifestação feita em nome do Espírito: Ele aponta para Cristo? Se aponta somente para homens, certamente não está de acordo com aquilo que a Escritura nos revela sobre o Espírito.

Este é o ministério do Consolador: Aplicar a verdade das Escrituras no coração de pecadores levando-os a amar a Cristo e odiar os seus pecados. Se você observa estas coisas em sua igreja, ali está o Espírito de Deus, ainda que não haja movimentos pirotécnicos. Quem afirmar o contrário, tem uma compreensão equivocada das Escrituras. Onde Cristo é honrado, o Espírito está presente. Sua presença não se mede pelo calor ou pelo barulho, mas sim pela reverência e amor ofertados a Cristo.

Rodrigo Ribeiro
Facebook:

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Como o trabalho glorifica a Deus? Com a Palavra, John Stott




Deus organizou deliberadamente a vida de tal maneira que ele precisa da cooperação dos seres humanos para o cumprimento dos seus propósitos. Ele não criou o planeta terra para ser produtivo por si mesmo; os seres humanos tinham que subjugá-lo e desenvolvê-lo. Ele não fez um jardim cujas flores se abririam e os frutos amadureceriam por conta própria; ele designou um jardineiro para cultivar a terra. Chamamos isso de “mandato cultural” que Deus deu à raça humana. “Natureza” é o que Deus nos dá; “cultura” é o que nós fazemos com ela. Sem um agricultor humano, todo jardim ou campo se degeneraria rapidamente, transformando-se num deserto.


Na verdade, Deus fornece o solo, a semente, o sol e a chuva, mas nós temos que arar, plantar e colher. Deus fornece as árvores frutíferas, mas nós temos que podá-las e apanhar os frutos. Como Lutero disse certa vez num sermão sobre Gênesis, “Pois por seu intermédio Deus trabalhará todas as coisas; ele vai ordenhar as vacas e desempenhar as tarefas mais humildes por meio de você, e todas as tarefas, da maior até a menor, serão agradáveis a ele”. De que valeria a provisão que Deus faz para nós de uma vaca cheia de leite se nós não estivéssemos lá para ordenhá-la?

Assim, há cooperação, na qual nós realmente dependemos de Deus, mas na qual (acrescentamos reverentemente) ele também depende de nós. Deus é o Criador; o homem é o agricultor. Cada um necessita do outro. No bom propósito de Deus, criação e cultivo, natureza e criação, matéria-prima e perícia profissional humana são indissociáveis. Esse conceito de colaboração divino-humana é aplicável a todas as tarefas honrosas. Deus se humilhou e nos honrou ao fazer-se dependente da nossa cooperação. Observe o bebê humano, talvez a mais desamparada de todas as criaturas de Deus. As crianças são, sem dúvida, “presentes do Senhor”, embora a procriação seja, em si mesma, uma forma de cooperação. Depois do nascimento, é como se Deus lançasse o recém-nascido nos braços da mãe e dissesse: “Agora você cuida”. Ele confia aos seres humanos a criação de cada criança. Nos primeiros dias o bebê parece até ser parte da mãe, de tão próximos que os dois estão. E por muitos anos as crianças são dependentes de seus pais e professores.

Até mesmo na idade adulta, apesar de dependermos de Deus para a própria vida, dependemos uns dos outros para as necessidades da vida. Isso inclui não apenas as necessidades básicas da vida física (alimento, vestuário, habitação, afeto, segurança e cuidados médicos), mas também tudo que engloba a riqueza da vida humana (educação, recreação, esportes, viagens, cultura, música, literatura e as artes), para não mencionar a nutrição espiritual. Assim, qualquer que seja nosso trabalho – em uma das profissões (ensino, medicina, leis, serviços sociais, arquitetura ou construção), nas políticas nacional ou local ou no serviço civil, na indústria, no comércio, no cultivo do solo ou na mídia, em pesquisa, na administração, no serviço público ou nas artes, ou em casa – devemos vê-lo como sendo cooperação com Deus. As palavras de Ambroise Paré, o cirurgião francês do século 16 que algumas vezes foi descrito como “fundador da cirurgia moderna”, estão inscritas no muro da École de Médicine em Paris: “Eu fiz o curativo no ferido; Deus o curou”.

Trecho retirado de Os cristãos e os desafios contemporâneos, de John Stott, publicado pela Editora Ultimato (Para conhecer a obra e adquirir, clique no link acima)

Presb. Cicero da Silva Pereira
https://www.facebook.com/cicero.dasilvapereira

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O que é Fé? Com a Palavra, John Stott

      
Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato de que Deus é digno de todo crédito. Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Ziclague, antes dos Filisteus terem matado Saul na batalha, um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência, os amalequitas tinham saqueado a sua aldeia, incendiado as suas casas, e levado cativas as suas mulheres e crianças, Davi e seus homens choraram "até não terem mas forças para chorar" e então, na sua amargura, o povo cogitou de apedrejar a Davi. Era uma crise séria e Davi facilmente poderia ter-se deixado cair no desespero. Mas, em vez disso, lemos que "Davi se reanimou no Senhor seu Deus" (1 Sm 30.16). Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos. Nem tentou criar sua própria auto-confiança, ou dizer a si mesmo que se sentia muito bem. Não. Ele se lembrou do Senhor seu Deus, o Deus da criação, o Deus da aliança, o Deus que prometeu ser o seu Deus e colocá-lo no trono de Israel. E à medida que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de Deus, sua fé crescia e se fortificava. Ele "se reanimou no Senhor seu Deus".

      Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR.


Trecho do Livro CRER É TAMBÉM PENSAR (página 36), publicado pela Editora da ABU.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O que É "Presciência", ou, "Conhecer de Antemão" em que a Predestinação dos Eleitos Está Fundamentada na Bíblia? Com a Palavra John Stott

Essa alusão a “conhecer de antemão”, isto é, saber de alguma coisa antes que ela aconteça, tem levado muitos comentaristas, tanto antigos como contemporâneos, a concluir que Deus prevê quem irá crer e que essa presciência seria a base para a predestinação. Mas isso não pode estar certo, pelo menos por duas razões. A primeira é que neste sentido Deus conhece todo mundo e todas as coisas de antemão, ao passo que Paulo está se referindo a um grupo específico. Segundo, se Deus predestina as pessoas porque elas haverão de crer, então a salvação depende de seus próprios méritos e não da misericórdia divina; Paulo, no entanto, coloca toda a sua ênfase na livre iniciativa da graça de Deus. Assim, outros comentaristas nos fazem lembrar que no hebraico o verbo “conhecer” expressa muito mais do que mera cognição intelectual; ele denota um relacionamento pessoal de cuidado e afeição. Portanto, se Deus “conhece” as pessoas, ele sabe o que passa com elas [Sl. 1.6; 144.3], e quando se diz que ele “conhecia” os filhos de Israel no deserto, isto significa que ele cuidava e se preocupava com eles [Os 13.5].


Na verdade Israel foi o único povo dentre todas as famílias da terra a quem Javé “conheceu”, ou seja, amou, escolheu e estabeleceu com ele uma aliança. [Am 3.2]. O significado de “presciência” no Novo Testamento é similar. “Deus não rejeitou o seu povo [Israel], o qual de antemão conheceu”, isto é, a quem ele amou e escolheu (11:2) [Cf. 1 Pe 1.2.]. À luz deste uso bíblico John Murray escreve: “’Conhecer’... É usado em um sentido praticamente sinônimo de ‘amar’... Portanto, ‘aqueles que ele conheceu de antemão’... é virtualmente equivalente a ‘aqueles que ele amou de antemão” (Murray, vol. I, p. 317). Presciência é “amor peculiar e soberano” (Ibid., p. 318.) Isto se encaixa com a grande declaração de Moisés: “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu, porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo... mas porque o Senhor vos amava...”. [Dt 7.7s.; cf. Ef 1.4s]. 


John Stott - Comentários de Romanos
FONTE: Publicação no Facebook de Marcel Avelino Lima (https://www.facebook.com/marcel.seminarista)

Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

UMP INDICA: Chris Wright (9 por dia – tornando-se como Jesus)

Nesta série de vídeos chamada "9 por dia" [9-a-day], Chris Wright, diretor internacional da Langham Partnership, nos convida a meditarmos em cada uma dessas características, afim de nos tornarmos mais como Cristo. Neste vídeo, ele medita sobre a importância dessas características serem frutos e não meras ordenanças externas.


Ele traz um pouco sobre o que podemos pensar sobre paciência, paz, alegria, amor, domínio próprio, temperança, fidelidade, bondade, benignidade. Buscar semelhança com Cristo é isso que Chris Wright vai enfatizar, nos incentivando a buscar esses atributos. 

Veja o vídeo introdutório da série e depois a acompanhe:

LARYSSA LOBO
https://www.facebook.com/laryslobo

terça-feira, 9 de julho de 2013

Algumas reflexões sobre o comportamento e o papel do cristão na sociedade do consumo

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

1 Timóteo 6:17

                O mundo de hoje é dinâmico e acaba por solicitar de nós que o acompanhemos em cada uma das suas transformações ano a ano, de tempos em tempos. Nesse sentido e sem querer tudo demonizar e colocar a culpa no capiroto - como a religiosidade sugere, estas mudanças podem fatidicamente nos afastar de Deus. Assim, entende-se claramente que o alerta de Paulo em Efésios 5:16 “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Em 1978, John Stott falando sobre o sermão do monte, afirma no prefácio de seu livro Contracultura Cristã, que se 

De fato, se a Igreja   tivesse  aceitado   realisticamente   os  seus  padrões  e  valores,   como  aqui   demonstrados,   e  tivesse   vivido segundo   eles,   ela   teria   sido   a   sociedade   alternativa   que   sempre  tencionou  ser,   e   poderia   oferecer   ao  mundo uma autêntica contracultura cristã.¹

                Anos depois deste importante escrito de Stott, uma pergunta parece pertinente: Os cristãos têm conseguido oferecer uma contracultura a dinâmica consumista na qual estão inseridos?

Para começarmos essa breve reflexão, primeiramente lembremos que a nossa sociedade advém do resultado de uma das mudanças mais drásticas vividas pelo homem chamada industrialização Os processos de produção de bens de consumo, até o início do século XVIII, eram meramente artesanais (manufatura), mas em meados do mesmo século, a Revolução Industrial inaugurava um processo produtivo que passou a ter uma produção desenfreada de forma que o estimulo quanto ao consumo foi gerados nas pessoas e finalmente com tudo isto, passamos a ser conhecidos pelo adjetivo “consumidor”. A carapuça serviu tão fortemente que o comprar passou a ser motivado pelo querer, em detrimento do que realmente é necessidade. “Esta é a sociedade que na qual o Senhor nosso Deus nos chamou para servi-lo. [...] Ser discípulo de Cristo numa sociedade de consumo é nosso desafio”, aponta Portela e Campos Jr. (2012, et al) ².

                A questão do consumismo então, passou a ser uma característica outorgada a qualquer segmento social e, a religião, que outrora era a cultura vigente que prometia a satisfação na vida do ‘porvir’, foi colocada de lado como mais uma cultura e consequentemente fora substituída pela possibilidade de uma felicidade no ‘agora’. Disto herdamos dois adágios, o primeiro mais ligado ao consumismo como meio de felicidade, que pode ser resumido como “Dinheiro traz felicidade” e o outro implícito a isto, talvez uma marca capitalista intitulado “você vale o quanto tem”. De longe essas máximas consumistas são incompatíveis com o cristianismo, mas temos sido pouco a pouco envolvidos por elas.

                No texto de 1ª Timóteo 6:17 “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, ponham a esperança na incerteza das riquezas”, Paulo exorta para que nosso olhar sobre tais coisa deve ser bastante diferenciado dos padrões da sociedade vigente, ele queria mostrar aos crentes ricos que o que eles possuem não os faz melhores ou mais importantes do que os demais, ou seja, nitidamente para Deus o valor do homem não se encontra naquilo que ele possui. Também não há segurança naquilo que a traça e a ferrugem destroem. Outra lição imediata está na continuação do versículo “... mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos”, onde Paulo parametriza, nas dádivas divinas a nossa felicidade, que nos leva a entender que inexiste a possibilidade de satisfação fora da presença de Deus. Assim o consumismo claramente não é a resposta para a felicidade do homem por ser efêmero e, portanto não proporciona qualquer satisfação duradoura. O interessante é que mesmo sabendo destas verdades como cristãos que somos, “parecemos freqüentemente tão envolvidos e imersos na promessa de felicidade proposta pelo consumismo quanto qualquer outra pessoa.” ³ (Benton, 2002).  Isso nos mostra que grande parte dos cristãos de nossa época, além de não refutarem biblicamente a falsa ideia das promessas de felicidade terrena atreladas ao consumismo, tem pelo contrário aderido cegamente a tal estratégia, que sem sombra de dúvidas, é obra satânica com a finalidade única nos distanciar do Senhor.

Este deslize traz consigo algumas claras consequências. Por exemplo, primeiramente o consumismo tem se caracterizado como um deus, configurando de vez a ideia que em nada somos diferentes do mundo que se entrega dia-a-dia à felicidade contida na fugacidade do “aqui”. Imediatamente, atrelada a esta idolatria, outra consequência que se configura, é a de que a verdade que tanto afirmamos ser a única, tem sido desacreditada ainda mais. O consumismo é um claro sinal de que não temos crido na promessa da felicidade eterna da salvação e se nem nós temos acreditado, que dirá o mundo, inundado pelo traiçoeiro contentamento imediatista. Estes cristãos consumistas não tem uma mensagem salvadora para a sociedade, pois claramente o consumismo produziu um impacto tão grande na espiritualidade que, por meio destes, talvez até o evangelizar e o levar das boas novas, tenha perdido a credibilidade.

O caráter do cristão está posto à prova em mais um dos níveis da conjuntura social moderna e somos exatamente nós, que vivemos nesse contexto, os chamados por Deus para fazermos a diferença nessa época. Porém antes de tudo, o desafio é verdadeiramente estar satisfeito na obra de Cristo para que por meio dEle e da sua palavra possamos ser ouvidos em uma sociedade que dorme o sono da morte chamado consumismo. Nesse sentido, Deus chama esta geração para ser transformada e para transformar, não com a visão inocente de que isto mudará o mundo por completo, mas com a certeza do cumprimento no nosso papel como verdadeiros embaixadores do evangelho.


Referências

¹ STOTT, John R. W. Contracultura Cristã: A mensagem do Sermão do Monte. Prefácio. São Paulo-SP, Editora ABU, 1981. Versão digital: Fabricio Valadão Batistoni. 

² CAMPOS JR, Heber C. de; PORTELA, Solano et al. Nossa Fé: A opção Cristã – questões éticas atuais. Cap. 4. Ed. Cultura Cristã, 2012.

³ BENETON, John. Cristãos em Uma Sociedade de Consumo. Editora Cultura Cristã, 2002, pag. 42.


Felipe Medeiros

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O fato de a mente humana ser decaída, por causa do pecado, é razão para desprezarmos o intelecto em favor das emoções? Com a Palavra, John Stott


"O fato de que a mente do homem é decaída não nos pode servir de desculpa para batermos em retirada, passando do pensamento à emoção, já que o lado emocional da natureza humana está igualmente decaído. De fato, o pecado traz mais efeitos perigosos à nossa faculdade de sentir do que á nossa faculdade de pensar, porque nossas opiniões são mais facilmente controladas e reguladas pela verdade revelada do que nossas experiências."

Trecho do  livro CRER É TAMBÉM PENSAR DE JOHN STOOT  já indicado aqui ( http://ump-da-quarta.blogspot.com.br/2011/08/ump-indica-crer-e-tambem-pensar-um.html ), publicado pela editora ABU.

Presb. Cícero da Silva Pereira

segunda-feira, 2 de julho de 2012

UMP Indica: O Discípulo Radical, de Jonh Stott


Tive o grande prazer de ser presenteado por Rodrigo Ribeiro (editor deste blog) com esta obra de John Stott. Não havia outrora aderido à literatura cristã, sendo eu relativamente um novo convertido (Deus converteu meu coração em 2009). E agora deslanchei na leitura cristã, dando o ponta-pé inicial com essa obra do líder anglicano britânico, o qual muitos já conhecem.

John Stott (1921 – 2009) nasceu e viveu em Londres. E desde os oito anos de idade foi encaminhado a um internato. Já em outra escola (Rugby Scholl) teve a oportunidade de ser orientado pelo reverendo Eric Nash no ano de 38, que apresentou a Stott o texto de Apocalipse 3:20 "Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo".
Sobre esse trecho de Apocalipse, Stott escreveu:

Aqui, então, é a questão crucial que temos que chegar. Será que já abrimos nossa porta para Cristo? Será que já o convidamos? Essa era exatamente a questão que eu precisava ter colocado para mim. Pois, intelectualmente falando, eu tinha acreditado em Jesus durante toda a minha vida, mas do outro lado da porta. Eu tinha regularmente me esforçado para dizer minhas orações pelo buraco da fechadura. Eu até tinha empurrado tostões por debaixo da porta, em uma vã tentativa de acalmá-lo. Eu havia sido batizado, ia à igreja, lia a Bíblia, tinha altos ideais e tentava ser bom e fazer o bem. Mas o tempo todo, muitas vezes sem perceber, eu estava segurando Cristo no comprimento do braço, mantendo-o fora. Eu sabia que abrir a porta teria conseqüências graves. Estou profundamente grato a ele por permitir-me abrir a porta. Olhando para trás agora em mais de 50 anos, percebo que esse passo simples mudou todo o curso de direção e a qualidade da minha vida.
A obra de John Stott foi reconhecida mundialmente, seu livro mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzida para mais de 60 línguas. E o mesmo foi classificado entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

O LIVRO

É ótimo. Como já falei, Rodrigo não podia ter me presenteado de forma melhor. Tanto é que já indiquei à minha irmã, que leu, e agora minha namorada está lendo. De fato, uma injeção de ânimo na carreira cristã.
O Discípulo Radical trata-se da última Obra de John Stott antes da sua morte. São oito capítulos expondo características de um discípulo de Cristo, ou que um discípulo de Cristo deve ter.

Já na introdução somos surpreendidos pelo autor ao contestar que os seguidores de Cristo são chamados de cristãos apenas três vezes na bíblia. As palavras “cristão” e “discípulo” nos levam a um mesmo pensamento, ou a um mesmo significado físico. Mas o autor nos lança uma pergunta: por que “discípulo radical”? John Stott nos responde claramente: “Existem diferentes níveis de comprometimento na comunidade cristã. O próprio Jesus ilustra isso ao explicar o que aconteceu com as sementes na Parábola do Semeador (Mt 13.3-23). A diferença está no tipo de solo que as recebeu. A semente semeada em solo rochoso ‘não tinha raiz’”.

Os oito capítulos (características) descritos por Stott são inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilíbrio, dependência e morte.

Um dado interessante é que em seu último capítulo, do seu último livro escrito, Stott fala sobre a forma que o discípulo radical encara a morte. Fala um pouco sobre o final da carreira e nos chega a parecer uma carta de despedida. E, no ano posterior, John Stott falece em sua velhice.

Esta é uma obra de muito fácil leitura, atual, e recomendadíssima. Fica aqui a indicação da semana e, modestamente, uma das melhores indicações feitas. Para todos, uma boa leitura.

Walisson Alves
@walisson_alves

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

UMP indica: Crer é Também Pensar, um livro de Jonh Stott (Im memoriam)


 Na semana passada, faleceu, aos 80 anos, o teólogo cristão John Stott (1921-2011). Escritor, pregador e evangelista, temos editadas em português várias de suas obras, entre elas Cristianismo Básico, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, Mentalidade Cristã e vários comentários bíblicos da famosa série A Bíblia Fala Hoje, como A Mensagem de Gálatas, Contracultura Cristã, Tu, Porém.

Stott serviu como pastor da Igreja Anglicana All Souls no centro de Londres, como capelão honorário da rainha Elizabeth, líder da Aliança Evangélica Britânica. Foi preletor do Congresso de Evangelização Mundial em Lausanne, na Suiça em 1974 e posteriormente serviu como membro do comitê do movimento de Lausanne.

Como homenagem a este homem de Deus, a UMP da quarta indica hoje um de seus livros: CRER É TAMBÉM PENSAR (ABU Editora).

  
O livro, cujo título original é Your Mind Matters, ressalta a importância da mente na vida cristã.  No primeiro capítulo, intitulado Cristianismo de Mente Vazia, Stott critica a onda de antiintelectualismo que costuma imperar no meio cristão, com base de que estudar doutrinas significa afastar-se da espiritualidade. Desenvolvendo este tema no decorrer do livro, mostra com sabedoria, que o conhecimento, sem a espiritualidade, e vice-versa, não fazem sentido. Isto torna o cristianismo capenga, ou místico (baseado apenas nas experiências espirituais) ou frio e insensível (baseado apenas no conhecimento intelectual de doutrinas).

A todos que admiram o trabalho de Stott e sentem a falta que ele deixou em nosso meio, indico a leitura deste livro, a fim de entendermos mais o que as Santas Escrituras nos ensinam. Para concluir, uma frase desta grande obra:

“Deus certamente humilha o orgulho dos homens, mas não despreza a mente que ele próprio criou”.

Boa leitura e que Deus nos abençoe.

Obs.: O livro pode ser adquirido no site da editora ultimato.
http://www.ultimato.com.br/loja/produtos/crer-e-tambem-pensar

Presb. Cícero Pereira
@ciceroeiris