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segunda-feira, 24 de março de 2014

Glorificando a Deus nas Rotinas

Beijo, abraço, cobertor de macaco, livro, orar. Essa é a soma da rotina de dormir pré-escolar do meu filho. Sua simples rotina para dormir deve significar o mundo para ele, porque se eu perder uma batida ou abalar a ordem, ele me permite saber que o universo está caindo aos pedaços. Se você quiser que a responsabilidade para manter uma rotina disciplinada, apenas deixe pré-escolares saberem as suas intenções, e eles vão incansavelmente lembrar vocês a manter o curso.

Ordem e previsibilidade percorrem um longo caminho para tranquilizar as crianças que o seu mundo é estável. Rotinas funcionam do mesmo jeito em nos tranquilizar, crianças grandes, também. Pense em quão perturbador sua manhã seria se a cafeteira de repente cuspisse faíscas sobre a bancada e quebrasse.

Quando a vida parece chata

Apesar de tudo podemos apreciar a estabilidade que as rotinas trazem (Obrigado, Deus, porque o sol se levanta esta manhã), uma vida onde "todas as coisas comuns" possam parecer, bem... Chatas. Vivemos no mundano, e que muda a vida, momentos dramáticos são, por definição, extraordinários. Qualquer que seja o seu “normal”, eu acho que todos podemos concordar que é onde vivemos. Mesmo assim, ansiamos por um trabalho significativo, chamados únicos e oportunidades incomuns.

É tentador ver a vida todos os dias como um ciclo monótono de fazer a sua cama só para deitar nela novamente. A nossa perspectiva, todos os dias de nossas vidas, sobre o negócio é importante, porque quando nos esquecemos sobre a atividade de Deus no mundo, tornamo-nos funcionalmente inútil. Qual é o ponto sobre as coisas, se "tudo é vaidade"? Muitas vezes a nossa visão do comum é governada pelo "ter-fazer": eu tenho que levar o lixo para fora, eu tenho que ir para o trabalho; eu tenho que mudar outra fralda, e assim por diante. Nós ouvimos a instrução de Paulo: " qualquer coisa que você fizer, fazei tudo para a glória de Deus" ( 1 Coríntios. 10:31 ) e nós queremos saber como isso se enquadrada com o "ter-fazer" da nossa vida cotidiana. Graça lança luz sobre o nosso mundano. A graça pode transformar o "ter-fazer" em "conseguir-fazer", pois vivemos para a Sua glória.

Aqui estão apenas três das maneiras da graça de Deus governar as áreas de nossas vidas que parecem comuns e sem importância:

1. Nós começamos a viver fora do jardim. vivos. Nós começamos a viver. Deixe o seu coração disparar com gratidão quando você percebe que Deus continua a nos dar a vida, mesmo que todos nós pecamos contra a Sua santidade. Deixe sua mente ser surpreendida pela realidade que Jesus é atualmente, intencionalmente segurando nossas vidas juntos pela palavra do Seu poder. O gracioso dom da vida, apesar do nosso pecado ser esmagador. Certamente esta misericórdia é motivo para incessante louvor ao nosso Criador. Jó nos ensina que qualquer condição que esteja as nossas vidas, Deus é digno de ser louvado. Como destinatários de tal graça surpreendente, longe de nós lamentarmos de que a vida é chata. Em vez disso, vamos espalhar com louvor o Autor da Vida com a nossa respiração.

2. Nós começamos a viver para sempre em Cristo. Cada um de nós está a apenas um fôlego de encontro com o Senhor face a face. Por causa da morte expiatória de Jesus na cruz, nós olhamos para o nosso Deus e vivemos, e vamos viver para sempre na Sua presença, onde há plenitude de alegria. Nesse meio tempo, nós somos consolados pelo Espírito Santo que habita em nós e que podemos ter comunhão com Deus, mesmo agora. Deus usa meios comuns para nos deixar conforme à imagem de Seu Filho amado. Esta é apenas uma maneira do evangelho da graça dá um novo significado às rotinas aparentemente sem importância.


3. Nós começamos a participar do plano cósmico de Deus. A morte substitutiva penal de Jesus Cristo, Sua ressurreição dentre os mortos, e sua exaltação acima de qualquer nome, muda como vemos nossas vidas comuns, porque, na verdade, muda tudo. A fim de experimentar a alegria no trabalho que Deus tem para nós, devemos procurar entender o mistério da vontade de Deus que tem propósitos "para unir todas as coisas em Cristo" ( Ef 1:09 -. 10 ). Enquanto estamos tentados a se preocupar com nossos horários perfeitos, Jesus está infalivelmente colocando o cosmos em ordem novamente. Esta teologia do grande-retrato do plano cósmico de Deus se vê através do trabalho pela manhã e os pratos empilhados na pia para fazer a varredura do horizonte dos novos céus e da nova terra. Que graça extraordinária que nos foi dada para participar no plano de Deus para reconciliar todas as coisas para Ele mesmo ( 1 Coríntios. 15:27-28 ).

Selo de eternidade em nossos globos oculares

Uma perspectiva eterna é algo que você carrega em seu coração. Com os olhos do seu coração iluminado, você pode conhecer a esperança para a qual Deus o chamou. Olhe através desta lente da eternidade quando você está tentado a andar por sua visão. Veja como a graça de Deus transforma a maneira como você vê outra viagem de negócios, outro acidente de treino banal, mais uma tarde em um engarrafamento, outra reunião, outro projeto de lei, ou de outra carga de roupas para lavar. Alegria durável pode existir em coisas comuns da vida hoje, porque tudo o que nos foi dado foi ordenado por Jesus, existe para Jesus, e vai testemunhar para sempre na eternidade como um tributo à sua gloriosa graça.



Traduzido por Jéssica Figueredo

quarta-feira, 19 de março de 2014

Para a Glória de Deus

"Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". Este texto é ao mesmo tempo abrangente e restrito. Um aparente paradoxo. Como um texto que fala em tudo, apresenta restrição? Vejamos atentamente. 

O apóstolo Paulo começa falando sobre ações rotineiras, cotidianas, muitas vezes despercebidas por nós em seu valor como a alimentação, de tão corriqueira que se tornou. Daí, ele generaliza para qualquer outra coisa que venhamos a fazer. Aí então começam as restrições, e que ao mesmo tempo englobam tudo. Façais qualquer outra coisa. Qualquer mesmo? A resposta vem logo depois. Devemos, em qualquer coisa que façamos, glorificar a Deus. E lá vem mais perguntas. O que glorifica a Deus? Qual a medida para este discernimento? A medida é a Bíblia, as Santas Escrituras, que apontam a revelação de Deus de como ele deseja ser glorificado. 

Sendo assim, tudo feito de acordo com as Escrituras glorifica a Deus. Mas isto nos leva a uma outra vertente do caminho. Como compreender as Escrituras a fim de obedecê-las e assim glorificar a Deus? Isto só é possível pela ação do Espírito Santo, nos iluminando, dando entendimento e conduzindo-nos a obedecer à Santa Lei do Senhor. Sem esta compreensão, até nos atos mais simples não damos a devida glória a Deus. Sendo assim, o abrangente tudo está restrito ao específico para a glória de Deus. 

E aí chegamos à maior das restrições. Só vai compreender isto aquele a quem o Pai elegeu antes da fundação do mundo, por quem o Filho morreu na Cruz do Calvário , a quem o Espírito Santo convencerá do pecado da justiça e do juízo, na maravilhosa obra da redenção, trazendo o homem de novo aos caminhos do Pai, ao redil do Bom Pastor e fazendo-o viver e compreender o fim para o qual foi criado: Glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre*. 

*Breve Catecismo de Westminster - Pergunta 1
Deus nos abençoe. 

Presb. Cícero Pereira

sexta-feira, 14 de março de 2014

Por Que um Deus Triúno Criaria o Mundo? Com a Palavra, Tim Keller

O Pai, o Filho e o Espírito caracterizam-se em sua essência por um amor que se doa pelo outro. [...] Se este mundo foi criado por um Deus triúno, relacionamentos de amor são a essência da vida.

Veja bem, diferentes visões de Deus trazem implicações diferentes. Se Deus não existe – se estamos aqui por mero acaso, estritamente em consequência da seleção natural -  então, o que eu e você chamamos de amor não passa de uma reação química do cérebro. Os biólogos evolucionistas dizem que não há em nós nada que não esteja lá por ter ajudado nossos ancestrais a passar adiante com maior êxito nosso código genético. Se você sente amor, isso se dá apenas pelo fato de essa combinação de fatores químicos capacitar a sua sobrevivência a levar as partes do corpo para os ocais que eles precisam estar para transmitir seu código genético. Isto é tudo que é o amor: pura química. Por outro lado, se Deus existe, mas é unipessoal, houve um tempo em que Deus não era amor. Antes que ele criasse o mundo, quando havia apenas ama pessoa divina, não havia a quem amar, pois o amor só pode existir em um relacionamento. Se um Deus unipessoal tivesse criado o mundo e os que nele habitam, tal Deus em essência não seria amor. Seria poder e grandeza, possivelmente, mas não amor. No entanto, se por toda a eternidade, sem que tenha havido inicio ou fim, a realidade suprema é uma comunhão de pessoas que conhecem e amam umas às outras, então a realidade suprema tem a ver com relacionamentos de amor.

Por que um Deus triúno criaria o mundo? Se ele fosse um Deus unipessoal, você poderia dizer: “Bem, ele criou o mundo para que tivesse seres que o amassem e o adorassem, que lhe trouxessem alegria.”. Mas o Deus triúno já tinha tudo isso – e em si mesmo recebia amor de uma forma muito mais pura e poderosa do que os seres humanos poderiam lhe dar. Então, por que iria nos criar? Há somente uma resposta. Ele deve ter nos criado não para receber alegria, mas para dar. Ele deve ter-nos criado para nos convidar a entrar na dança, para dizer: Se você me glorificar, se centralizar a sua vida em torno de mim, apreciar minha beleza por aquilo que sou em mim mesmo, então você entrará na dança, que é o motivo pela qual você foi criado. [...] Você é feito para entrar na dança divina com a Trindidade.



KELLER, Timothy. Capitulo 1: A Dança. In: A Cruz do Rei: a história do mundo na vida de Jesus, tradução de Maria K. A. de Siqueira Lopes. São Paulo, SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 2012.
Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd