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sábado, 21 de junho de 2014

O que a Oração pelos Perdidos Revela Sobre nossa Crença na Soberania de Deus na Salvação? Com a Palavra, J. I. Packer

"Quando você ora por pessoas não convertidas, você o faz com base no pressuposto de que Deus tem o poder de levá-las à fé. Você suplica a Deus para fazer exatamente isso, e sua confiança em pedir repousa na certeza de que Ele é capaz de fazer o que você pede. E, de fato, Ele é: essa convicção, que motiva a sua intercessão, é a verdade do próprio Deus, escrita em seu coração pelo Espírito Santo. Então, na oração — e o cristão é mais lúcido e sábio do que nunca quando ora — você sabe que é Deus quem salva os homens; você sabe que o que faz os homens se voltarem para Deus é a obra graciosa do próprio Deus ao atraí-los para si; e o conteúdo das suas orações é determinado por esse conhecimento. Assim, por meio de sua prática intercessória, não menos do que agradecer por sua conversão, você reconhece e confessa a soberania da graça de Deus. E assim fazem todos os cristãos em todos os lugares."
J.I. Packer, citado pelo Dr. Sam Storms, sobre quem pode ou não orar pela conversão de perdidos.
"Escolhidos: Uma exposição da doutrina da eleição", em breve, pela Editora Anno Domini
FONTE: Facebook de Andrew McAlister

Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Justiça de Deus em Romanos 9

Romanos 9: 14-24

Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?

Qualquer coisa que Deus faça deve ser justa. Daí que o feliz povo santo de Deus seja diferente dos outros. Simplesmente a graça de Deus os faz serem diferentes. Ele age como benfeitor nesta graça eficaz e previsora que distingue, porque sua graça é somente sua. Ninguém a mereceu, de modo que os que são salvos devem agradecer unicamente a Deus; e aqueles que perecem, devem somente culpar a si mesmos (Os 13.9). Deus não está obrigado além do que lhe pareça bem obrigar-se segundo sua aliança e promessa, que é sua vontade revelada. Esta é que receberá e não lançará fora os que vêm a Cristo; mas a eleição de almas, para que vão, é um favor antecipado e distintivo para os que Ele quer.

Por que ainda encontra faltas? Esta não é objeção que a criatura possa fazer a seu Criador, o homem contra Deus. A verdade, como acontece com Jesus, abate o homem, deixando-o como menos que nada, e estabelece a Deus como o soberano Senhor de tudo. Quem és tu, tão néscio, tão fraco, tão incapaz de julgar os conselhos divinos? Nos corresponde submeter-nos a Ele, não objetá-lo. Os homens não permitiriam ao infinito Deus o mesmo direito soberano para manejar os assuntos da criação, como o oleiro exerce seu direito a dispor de seu barro, quando do mesmo montão de barro faz um vaso para um uso honroso, e outro para uso mais vil? Deus não pode fazer injustiça por mais que assim o pareça aos homens. Deus fará evidente que odeia o pecado. Além disso, formou vasos cheios com misericórdia. A santificação é a preparação da alma para a glória. Esta é obra de Deus. Os pecadores se preparam para o inferno, mas Deus é quem prepara os santos para o céu; e a todos os que Deus destina para o céu no além, a esses prepara agora.

Queremos saber quem são esses vasos de misericórdia? Aos que Deus chamou, e esses não somente são dos judeus, senão dos gentios. Certamente que não pode haver injustiça em nenhuma destas dispensações divinas; não existe em Deus que exerce sua benignidade, paciência e tolerância para com os pecadores sujeitos à culpa crescente, antes de trazer-lhes sua destruição total. A falta está no mesmo pecador calejado. Enquanto a todos os que amam e temem a Deus, por mais que essas verdades pareçam estar além de seu entendimento, ainda assim guardam silêncio perante Ele. É somente o Senhor quem nos faz diferentes; devemos adorar sua misericórdia perdoadora e sua graça que recria, e sermos diligentes para assegurar nossa vocação e eleição.

MATTHEW HENRY

Fonte: Comentário Bíblico de Matthew henry, ed. CPAD

Intercâmbio feito por: Laryssa Lobo

Facebook: https://www.facebook.com/laryslobo

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Por Quem Cristo Morreu?

Por Denis Monteiro


Uma refutação ao artigo publicado no Blog do Ciro. 

O pastor Ciro, em seu blog, argumentou em favor da doutrina arminiana da expiação universal. O texto base para seu argumento foi Romanos 5.6-10; 12,15,18 e 19. 

Segundo a sua explicação, o texto de Romanos 5.12,15,18 e 19 mostra uma conexão com a doutrina da expiação universal. Segue abaixo algumas explicações dele: 

Pr. Ciro - Versículo 18: "por uma só ofensa [a de Adão] veio o juízo sobre todos os homens para condenação [...] por um só ato de justiça [realizado pelo Senhor Jesus] veio a graça sobre todos os homens para a justificação de vida". O termo "todos", aqui, à luz do contexto imediato, refere-se, sem dúvidas, à totalidade da humanidade pecadora.

O pastor Ciro, falando em contexto, está negando a passagem anterior. O verso 17 explica o verso 18. Paulo diz que "pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo." (Romanos 5:17). Perceba que no versículo 18 Paulo explica como ocorreu este ato de condenação por uma só ofensa veio o juízo sobre todos. Mas o mais interessante do verso 17 é sobre os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça. Como o verso 18 diz que veio, graça sobre todos, sendo que no verso 17 diz que a graça recebem? (vs 17) 

Perceba que quem recebe a graça, recebe o dom da justiça como descrito no verso 18 para justificação e vida. 

Se Cristo morreu por todos, logo todos estão justificados diante de Deus, eles receberam reconciliação e perdão de seu delito. A doutrina da justificação, segundo o que explica Paulo, é pela fé "receberam a abundância da graça" (vs 17). Paulo descreve em Romanos 3.28 e Gálatas 2.26 que a justificação vem por intermédio da fé. 

Se "muitos" significa "todos" (vs 18) logo, toda a humanidade está justificada diante de Deus e já receberam o dom da graça e reinarão com Cristo (vs 17). 

Mas como descrito em Romanos 5.17 aquele que recebe (gr. lambano) este recebe a justiça de Deus, assim como descrito em Rm 3.28 e Gl 2.26, pela fé o crente recebe a justificação. 

Logo, o "todos" de Rm 5.18b são os "muitos" que receberam a Cristo e assim foram justificados. 

Pr. Ciro - Por outro lado, pela mesma lógica, todos os que crerem, considerando que Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2.11; Tg 2.1). 

Mas uma vez me deparo com um argumento de que Deus não faz acepção de pessoas. Mas como entender que Deus não faz acepção de pessoas? Mas antes de explicar sobre este questionamento, quero fazer uma reflexão: Segundo a teologia arminiana a eleição ocorre, a partir do momento que Deus olha no futuro e vê a fé de tal pessoa e a mesma é salva mediante uma fé prevista. Mas como isso pode ser possível, sendo que Deus não faz acepção de pessoas?

Mas voltando ao questionamento, a palavra acepção no grego é prosopolepsia, ou seja, segundo o termo grego indica que Deus não leva em consideração as circunstâncias externas do gênero e nem seus méritos, como ocorria, segundo Tiago descreve: "Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido. E atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos." (Tiago 2:2-4)

Então, concordo que Deus não faz acepção de pessoas, Deus escolhe incondicionalmente baseado unicamente em sua gloriosa vontade, como diz em Romanos 9: "Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama." (Romanos 9:11). Deus não leva em consideração cargo, obras ou qualquer coisa parecida. Deus escolhe mediante sua livre graça e amor. 

O verso 19 não é preciso explicar pelo o fato de que, como foi provado acima, a condenação de "muitos" é igual a "todos", mas a graça que veio sobre "todos" são os "muitos" que recebem a Cristo, como descreve o texto da Ceia: "E lhes disse: Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos." (Marcos 14:24).

Algumas passagens citadas pelo Ciro, como Jo 3.16; 1Tm 2.4, são explicadasneste artigo.

Pr. Ciro - Embora o Senhor Jesus tenha provado a morte por toda a humanidade (Hb 2.9).

Segundo a interpretação do Ciro, Hebreus 2.9 diz que Cristo morreu por toda a humanidade, por ter sofrido a morte[..] em favor de todos. Mas será que "todos" são toda a humanidade? Veja o que diz o verso 10: "Aquele para quem e por quem todas as coisas existem, desejando conduzir à glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles." 

Ou seja, àqueles por quem Cristo morre é aperfeiçoado e leva à glória. Ou será que todos são filhos e estão sendo aperfeiçoado? 

A palavra "todos" no grego "pas" significa que Cristo morreu por classes de pessoas e não todas as pessoas de todas as classes, como descrito em Apocalipse 5.9: "com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação."

Logo, Hebreus não prova que Cristo morreu por toda a humanidade, e sim, pelos filhos de Deus.

O pastor Ciro comete um erro interpretativo enorme. Segundo a sua argumentação Romanos 5.6,8 apoia que Cristo morreu por todos os homens. 

Romanos 5.6 "De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios." 

Romanos 5.8 "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores." 

Veja que os ímpios por quem Cristo morre, são àqueles por quem Deus prova seu amor, nós os que éramos pecadores. 


Intercâmbio feito por Joana Darc

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deus Escolhe Seu Povo!


Ao longo da história sempre houve uma considerável oposição às doutrinas da graça pelo fato de que estas apresentam um Deus Soberano que escolhe alguns pecadores para a salvação. Muitos simplesmente não aceitam a ideia de que Deus, o Criador, poderia escolher um povo para fazer parte de uma nova aliança em Cristo Jesus, excluindo o restante do mundo. Alguns até compreendem que estas doutrinas estão na bíblia, mas não conseguem aceita-las. Mas uma questão bastante interessante é: as críticas à doutrina da eleição são sempre direcionadas à nova aliança, e a maioria se abstém de comentar o fato de que na antiga aliança também houve eleição divina.

Esta escolha tem inicio com o patriarca Abrahão, homem que vivia na terra de Ur, imerso em meio à adoração pagã e na idolatria, sem sequer conhecer o nome de Jeová. Mas Deus, por razões insondáveis, foi ao encontro deste homem, e a partir Dele originou o seu povo, a nação de Israel. (Gênesis 12.1-3). Em outro patriarca, notamos a eleição de forma mais contundente, que é o caso de Jacó, escolhido em detrimento de seu irmão Esaú ainda no ventre de sua mãe (Gênesis 25.23). Deus, livremente, em oposição à os costumes dos homens, elegeu o irmão menor e sua descendência. Posteriormente, este fato foi arguido por Paulo (Rm 9.9-13, 18-23).

Aos olhos humanos, o povo de Israel não tinha nada de especial, pois eram menores que os cananeus, menos sábios que os egípcios e suas culturas, não eram tão antigos como os caldeus, e também não tinham uma superioridade moral, visto que apesar de todos os favores divinos, constantemente enveredavam pelo caminho da idolatria e da ingratidão. Não há explicações racionais ou lógicas para a escolha deste povo, mas somente a eleição incondicional de Deus, que os considerou seu tesouro pessoal, ainda que não houvesse mérito nenhum naquele povo pecador. (Deuteronômio 7-8a).

Deus os libertou da opressão do Egito, os conduziu miraculosamente no deserto, os deu Sua Lei, institui os sacrifícios como forma de afastar a ira Dele contra o pecado, deu-lhes vitórias sobre povos inimigos, fez diversas promessas Aquele povo, e os amou, ainda que não merecessem tal afeto divino. A eleição de Deus não foi algo frio e impessoal, o Criador Soberano, de fato, os amou. (Deuteronômio 10.14-15).

Não resta dúvida que Deus escolheu um povo para fazer parte da antiga aliança. Os que se opõem às doutrinas da graça não negam este fato. Deste modo, se Deus já procedeu desta maneira, agindo de acordo com sua vontade soberana e insondável ao eleger um povo, o que o impediria de fazer novamente na nova aliança? Nada! A soberania de Deus em salvar pecadores, está patente em todas as Escrituras. Nenhum de nós, assim como Israel, merecia tão grande misericórdia, mas ainda assim Ele nos amou de forma inexplicável. Que possamos nos deleitar nessa verdade maravilhosa, percebendo que o Deus Santo ama pecadores, os escolhe para ser seu povo, e os redime através do sangue precioso de Seu Filho Jesus.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eleição Soberana





Renato Vargens

Steven Lawson começou a sua pregação fazendo menção àquilo que pregou na noite passada (leia aqui).  Hoje ele deu continuidade a sua preleção falando sobre a Eleição Soberana e para tanto, usou o evangelho de João.

A doutrina da eleição soberana é a afirmação que  Deus escolheu para seu filho uma noiva. Lawson afirmou que essa eleição não se deu pelo fato dele saber das boas obras dos homens e sim exclusivamente pela sua graça. 

Após essa afirmação Steven leu o evangelho de João capitulo 1, versos 12 e 13. Em sua exposição ele afirmou que a salvação não se dá por sangue, muito menos pela vontade da carne, nem tampouco da vontade de homem e sim exclusivamente pela vontade Soberana de Deus. 

Steven disse que tudo vem de Deus e que a salvação é obra exclusiva dele e que o homem não pode nascer de novo sem que Deus anteriormente tenha feito uma escolha soberana ( I Pedro 1:03)

Muito antes de virmos a Cristo, afirmou o preletor, Deus já havia escolhido uma noiva para o Filho, e isso se deu antes da fundação da mundo. (João 6:37) Nós somos o presente de amor do Pai ao Filho. O Pai ama tanto o Filho que Ele quer uma multidão adore a Cristo!

Que verdade maravilhosa disse Lawson  "Antes de crermos, o Pai já havia nos dado ao Filho e é certo de que quem o Pai deu ao Filho virá ao Filho", e mais, afirmou o pastor, "aqueles que Deus deu ao Filho jamais se perderão." 

Lawson falou também que Deus chama as suas ovelhas pelo  nome, e para exemplificar,  usou o texto de João 11 onde Lázaro foi soberanamente ressuscitado. Ele disse, que caso não tivesse mencionado o nome de Lázaro todos os mortos ressuscitariam naquele lugar, todavia, ele DECIDIU, ressuscitar o irmão de Marta e Maria. Da mesma maneira Deus faz isso com os seus eleitos chamando-os pelo nome e salvando-os da ira vindoura. 

Steven também disse que a razão dos incrédulos não crerem, se deve ao fato de não serem ovelhas de Cristo. A seguir ele leu João 15:16  e afirmou que esse texto é tão claro que qualquer um pode entender. Foi Cristo quem os escolheu e não nós que o escolhemos, disse o pastor.  A salvação flui do céu para a terra e não da terra para o céu. A salvação é fruto do propósito SOBERANO do Senhor. Tudo vem de Deus especialmente a nossa salvação, afirmou graciosamente. Logo a seguir  ele disse  que  eleição se deu  também com o propósito de que fossemos ao mundo compartilhando da mensagem do evangelho a fim de que os que foram separados por Ele desde o inicio também encontrassem com Cristo.

Que maravilha a mensagem do Evangelho! Que Deus nos conceda graça para entendermos a mensagem soberana do Evangelho.

A Deus toda gloria!



Todos os direitos reservados ao autor


Intercâmbio feito por:

Felipe Medeiros
@felipe_ipb

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eleição Incondicional





“... assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele: e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça...”

Efésios 1.4-6a

            Muitos são os que afirmam a soberania de Deus, mas muitos paradoxalmente não acreditam no que falam. Grande parte dos cristãos do nosso século são incoerentes no que falam em relação ao que acreditam ou em relação aos seus atos. Diante da soberania de Deus acreditamos que Ele pode tudo: pode dar vida e a pode tirar, pode fazer cego ver e cegar outrem. Mas em relação à salvação, seria Deus um ditador quando escolheu alguns para remissão de pecados e assim os predestinando-os à vida eterna? Teria Cristo morrido por todos ou por muitos? Vejamos.
            As afirmativas da doutrina da Eleição Incondicional são baseadas em argumentos bíblicos bastante enfáticos, como por exemplo, o texto de Mateus 26.28: “Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”.  Um dos pontos mais altos do texto, Cristo afirma que morrerá por muitos e não por todos, tornado assim, seu sacrifício consumado eficazmente na cruz de forma que foi suficiente para todos, porém eficiente e válido somente para os escolhidos.
            No texto de Efésios 1.4, Paulo afirma que Deus nos escolheu antes da fundação no mundo para sermos santos, porém

“Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições.” [1]

ou seja, Deus nos elegeu segundo consentimento, licença e aprovação próprias de sua vontade, para que seja seu nome glorificado. Um traço inegável de caráter divino que expressa misericórdia, amor, providencia e fidelidade a si mesmo. Diferente do suposto Deus ditador que escolhe alguns e reprova outros, o Deus misericordioso tirou alguns do lamaçal do pecado, mediante sacrifício de Cristo, e os trouxe à vida.
            O que talvez fosse dito se fosse afirmado que Deus querendo mostrar sua justiça e fazer conhecido seu poder, tolerou com paciência os preparados para a perdição? Talvez alguns diriam de cara : “ - esse não é o Deus que sirvo!”; Então estariam, também de cara,  contestando afirmativa de Paulo, contida em Romanos 9.22 : “E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição” e não somente isso, mas “Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou” Romanos 9.23.
            O ultimo e não menos importante exemplo Jacó e Esaú:

 “... E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama),  já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!”.  Romanos 9.11-14

Não existe injustiça alguma a Eleição Incondicional de Deus, mas sim grande misericórdia. Quem seria considerado justo, mediante suas obras corrompidas pelo pecado, para que pudesse levantar a voz e afirmar ser justo? Todos se perderam e juntamente se fizeram inúteis e não existindo um só justo, ninguém que busque a Deus e que pudesse ser considerado justo. Nosso padrão de justiça é considerado trapo de imundícia (Isaías 64.6), então entendamos que o padrão de justiça, para a eleição de alguns, usado por Deus não pode ser contestado por nenhum  ser humano, mas sim entendido como ato de misericórdia!

[1]  Confissão de Fé de Westminster, capitulo III parágrafo 2.


Por Felipe Medeiros - @felipe_ipb