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quarta-feira, 12 de março de 2014

Mulheres Rixosas

Todos desejam um lar agradável. Provavelmente é seguro dizer que ninguém quer viver num lugar miserável, infeliz. Mas está claro que um lar agradável não é algo que se possa comprar com dinheiro. Se fosse assim, as pessoas ricas seriam felizes, e todos sabemos que bem poucas delas o são.

O que é que torna nossos lares verdadeiramente agradáveis? Sem dúvida, é a sabedoria que vem de Deus. Quando há sabedoria em casa, o lar é um prazer. Sendo assim, um lar agradável é aquele que tem uma mulher sábia, virtuosa no seu centro. Provérbios tem muitas descrições vívidas da mulher sábia e da mulher insensata.

Para iniciar, considerem Provérbios 14:1: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” Ambas as mulheres estão ocupadas, e seu comportamento tem um impacto considerável sobre seus lares e suas famílias. Mas a mulher sábia está construindo, enquanto a insensata está destruindo. Poderíamos argumentar que pelo menos a insensata tem a atenção centrada no seu lar. Certamente – da mesma maneira que uma equipe de demolição tem sua atenção centrada ao direcionar a bola de demolição. O lar é um triste alvo, e que tragédia quando a pessoa designada por Deus para ser a benção principal acaba se tornando uma vergonha e uma destruidora.

Charles Bridges, um pastor do final do século XIX, diz em seu comentário sobre Provérbios, “Muitas são as misérias na vida de um homem; mas nenhuma se iguala àquela que vem de quem deveria ser o esteio da sua vida.” E continua dizendo que a esposa petulante é uma grande calamidade doméstica, e não há saída legal. Um filho rebelde pode pelo menos ser posto para fora de casa, diz ele, mas uma má esposa simplesmente tem que ser suportada.

O livro de Provérbios confirma isso. Uma mulher briguenta, petulante, rixosa, indiscreta, ignorante é uma grande aflição para seu marido e sua família. Seria melhor dormir sobre o teto, ou no deserto, do que suportar a sua raiva e amargura. Salomão diz que seria melhor suportar o mau tempo do que lidar com ela. Afinal, neste caso, o tempo pode ser pior em casa do que fora. Um homem está melhor sozinho do que acompanhado de uma mulher como esta.

A maioria das mulheres cristãs prontamente presume que não estão na categoria das “rixosas e petulantes.” Mas gostaria de refinar isto um pouco para que possamos todos prestar atenção. Já vi mulheres destruírem seus lares, e normalmente isto não acontece em um dia. Foram anos de lamúrias, reclamações, descontentamento, perturbação e outros “pequenos” pecados não tratados. E isto se transformou em profundo ressentimento que acabou com uma espetacular demolição de um lar. “Pequenos pecados” de irritação, desprazer, auto-piedade, e um espírito crítico são como pequenos balanços com malhos. A parede acaba cedendo. Pequenos pecados sempre se transformam em grandes pecados. Cantares diz que as raposinhas estragam o vinhedo. As mulheres precisam ter uma política de tolerância zero com respeito aos seus próprios pecados. Devem se arrepender de todos imediatamente. Mentiras devem ser confessadas. Restituições devem ser feitas. O perdão deve ser buscado em todos os casos. De outra forma, um pecado leva a outro, e logo as coisas que deveriam ser o doce conforto do lar, a mesa de jantar e a cama de casal, tornam-se os palcos da tragédia anunciada.

De que maneira uma mulher pode buscar sabedoria para que isto não aconteça? De que maneira pode transformar seu lar se as coisas já estiverem em um estado de entulho e confusão? Como eu disse acima, o pecado deve ser primeiramente reconhecido e tratado. Mas depois, ela deve considerar a característica da sabedoria descrita em Provérbios e buscá-la diligentemente. “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal ” (Provérbios 3:7). A mulher sábia busca a sabedoria no Senhor, não em si mesma. Esta humildade permite que ela seja ensinada: “O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios vem a arruinar-se ” (10:8); “O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado ” (10:17). Uma mulher insensata não aceita mandamentos, instrução, crítica, informação ou correção de ninguém. Nem do seu marido, nem do pastor, nem de seus amigos, nem da Palavra. Ela é sábia aos seus próprios olhos e não necessita de nada. Ela justifica seu comportamento para si mesma. Ela conta e reconta sua história em suas próprias palavras e faz os ajustes necessários para garantir que ainda pareça um personagem compassível. Mas os outros personagens da história, a sua família, a vêem de maneira bem diferente.

A mulher sábia não apenas pode ser ensinada, mas também ensina aos outros coisas boas: “Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos ” (10:20-21). Quando uma mulher sábia fala ao seu marido, isto é alimento. Quando fala aos filhos, eles são abençoados. Ela se torna a fonte de força da sua família, ao invés de drenar sua alegria. Ela é a coroa, trazendo ao seu marido “bem e não mal, todos os dias da sua vida.” (31:12).

Um lar com sabedoria será um “manancial de vida” (10:11). A mulher que busca este tipo de sabedoria necessariamente se tornará alegre, prudente, obediente, disciplinada, respeitosa e submissa ao marido, uma bênção para todos ao seu redor, edificando seu lar. Este é um contraste bem marcante em relação à mulher insensata que está destruindo a sua casa por ser rixosa, barulhenta, indiscreta, ignorante, tolerante consigo mesma, argumentadora, nunca satisfeita, e sempre reclamando. Há uma razão para a repetição em Provérbios deste assunto: as mulheres têm a tendência a tentação comum de serem como torneiras gotejando. E subestimam radicalmente o impacto da sua desobediência: “O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes” (27.15).

Nancy Wilson

Fonte: Monergismo
Extraído de: http://www.internautascristaos.com/textos/artigos/mulheres-rixosas

Intercâmbio feito por Lídia Santos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quando nossa Sabedoria é Algo Meramente Humano

1 Reis 10.1-13

Os nossos dias enquanto nação são grandemente promissores. Em várias regiões do nosso país as pessoas estão saindo da pobreza e entrando na classe média. Vários campos de trabalho estão sendo abertos em diferentes regiões o que nos faz estarmos com nosso otimismo em dia. Com o crescimento do progresso cresce a necessidade de aumento do conhecimento, não somente nos setores econômicos, mas também em tudo que nos chega a mão.

O texto em questão fala-nos da época de ouro de um homem extremamente importante na história mundial, o rei Salomão. Ele era filho do grande rei Davi. Homem guerreiro que deu forma ao reino de Israel, mas também conhecido por sua fé em Deus. Salomão, apesar de ser filho de crente, precisava também demonstrar sua fé, algo que ele falha em fazer, conforme 1 Reis cap.11. 

Salomão fica marcado por sua sabedoria, apesar dessa mesma sabedoria não apontar para o objetivo correto. Nós também somos tentados a aumentar nosso conhecimento, só que esse deve buscar a glória de Deus. É nisto que se fundamenta nossa mensagem de hoje, a qual merece um título: “Quando nossa sabedoria é algo meramente humano”.

Devemos tomar cuidado para que não nos afastemos do Senhor em nenhuma condição de nossa vida, mas quão tentador é especularmos e nos desviarmos da simplicidade do evangelho (2 Coríntios 11.3), dando lugar as nossas próprias ideias ou as ideias dos outros. Isso não é comum apenas aos estudantes de hoje, mas a todos nós, por isso vejamos como fazer para que nossa sabedoria seja usada para a glória de Deus.

I- Ela deve revelar a Cristo e não a nós mesmos (1 Reis 10.1-13)
a) A sabedoria vem de Deus (1 Reis 3.11-12) – A sabedoria que Salomão pede a Deus vem num momento crucial da história de Israel, momento de transição de reinos e momento de grandes construções do povo de Deus. Salomão é um rei único na história, visto que reina, quase toda sua vida, sem guerras. Mas sua sabedoria cumpre apenas aquilo que foi determinado por Deus, faltando ainda o reconhecimento de onde vinha a mesma.

b) A fama de Salomão (1 Reis 10.1-13) – A fama do rei sábio corre o mundo. Ele é cantado em todos os lugares, está fama chega aos ouvidos da rainha de Sabá. Ela vem no intento de tirar suas dúvidas quanto a questões difíceis que não são mencionadas. Salomão parece as tirar, pois, é retribuído com presentes. A rainha observa a riqueza desse rei e o encontro fica registrado para celebrar essa sabedoria.

c) A saberia cumprindo apenas o objetivo (v.9) – Apesar de nesta parte a rainha exaltar o nome de Deus, isso ocorre em razão da disposição da mesma em ir até esse conhecimento glorioso, mas não para ver a opulência do rei Salomão. Aplicando ao nosso caso, podemos até mesmo parecer eloquentes e revelar Cristo aos outros, mas se essa sabedoria não refletir Cristo em nosso caráter, seremos apenas como meros instrumentos e não conseguiremos efeitos para nossa própria vida. 

II- A sabedoria divina é espiritual (1 Coríntios 2.6-10)
Paulo, ao escrever aos coríntios, nos mostra como essa sabedoria deve ser aplicada e entendida pelos crentes. Vejamos seu ensino:

a) Uma sabedoria para os experimentados (v.6) – Esses ‘experimentados’, são aqueles que foram chamados, não nos bancos da faculdade, mas como povo escolhido para ser revelado os mistérios divinos. Esse conhecimento vem não para os poderosos, mas para aqueles que são alvo da graça.

b) Uma sabedoria para a nossa glória (v.7) – Essa sabedoria está oculta a aqueles que ainda não nasceram de novo. Sabedoria que revela a graça de Deus a aqueles que a recebem, pois esse conhecimento é um conhecimento glorioso.

c) Uma sabedoria do conhecimento de Cristo (v.8) – Paulo afirma que essa sabedoria faz nutrir no crente um sentimento de culto ao Senhor, algo que ficou ausente no julgamento de Cristo pelos poderosos de sua época.

d) Uma sabedoria ainda incompleta (v.9) – Mesmo apesar de tudo que recebemos, ainda há muito para prosseguirmos. Deus ainda nos dará a conhecer muito mais a aqueles que nele esperam.

e) Uma sabedoria espiritual (v.10) – Por conhecer todos os acessos de Deus, essa sabedoria nos ensina a respeito desse próprio Deus. Conhecimento espiritual para aqueles que vivem espiritualmente.

III- A verdadeira sabedoria nos faz alcançar a salvação (Lucas 11.31). 
O Senhor Jesus ao referir-se sobre o empenho da rainha de Sabá, nos concede as seguintes informações:

a) Um enorme privilégio – Ela, pela fidelidade que demonstrou, estará na posição de crente no dia do juízo, julgando Israel por seu testemunho fiel.

b) Uma enorme dedicação – Ela tem seu empenho reconhecido, pois veio “dos confins da terra”, para ouvir Salomão, alguém que lhe apresentou o Salvador.

c) Jesus é maior do que Salomão – Isso significa que nossos esforços acadêmicos e devocionais devem ter também o mesmo foco, ou seja, a busca pelo conhecimento de Cristo. Este é espiritual e uma vez adquirido não pode ser desprezado por nenhum crente.

Somos grandemente privilegiados por Deus por termos na mão tão gracioso conhecimento. Esse conhecimento transcende o conhecimento da retórica, metafísica e da matemática, porque nos aponta para um caminho glorioso. É inadmissível que sejamos displicentes com este conhecimento, dormindo durante os sermões e fazendo ouvido de mercador durante a instrução pelo ensino. A rainha de Sabá será testemunha para a ruína de Israel, bem como para todos que não desejarem o conhecimento de Cristo, mesmo em nossos dias, “porque veio dos confins da terra”. Saia dos “confins” de sua ignorância e adquira ardentemente o conhecimento de Cristo.

Fabiano Ramos Gomes
Publicado em: http://evangelismoereforma.blogspot.com.br/2012/05/quando-nossa-sabedoria-e-algo-meramente.html

Intercâmbio feito por Walber Arruda

sábado, 11 de janeiro de 2014

5 Razões Por Que Não Faz Sentido Viver para Acumular Riquezas

A ambição move as pessoas do mundo. O mercado é o Deus para muitos, que sacrificam até mesmo os relacionamentos nos seus alteres. Famílias abandadonas, casamentos arruinados e filhos órfãos de pais vivos. O alvo da vida de muitos é somente adquirir bens, e por causa disto sacrificam todo o resto de suas vidas. Eles servem ao dinheiro, ao invés de usá-lo para satisfazer as necessidades.

Sabe por que é uma tolice viver a vida toda correndo e se sacrificando para ter riquezas nesse mundo? O homem mais sábio do mundo irá nos ajudar, pois também empreendeu esforços para encontrar significado nas riquezas, assim como no trabalho, nos prazeres e na sabedoria. Ouça o que o velho e atual Salomão tem a nos dizer, tendo sempre em mente a sua famosa máxima "tudo é vaidade".

Aqui estão 5 motivos (Ec. 5.10-17):

01. Os nossos desejos e nossas ambições são ilimitadas, de modo que JAMAIS teremos o suficiente. Sempre estaremos frustados apesar de todos os esforços. Não há satisfação.

02. A alegria de possuir as coisas é pequena comparada aos transtorno de tê-las, pois quanto mais riquezas, mais pessoas irão nos rodear para usufruí-las. Não a alegria.

03. O trabalhador simples pode descansar, mas o rico está sempre com medo de perder seus preciosos bens. Ele mal dorme, pois nunca tem paz. Não há paz.

04. Toda a riqueza adquirida a duras penas pode ser perdida em poucos dias, em apenas um mal negócio ou investimento. Não há segurança.

05. E a pior questão de todas: pra onde vamos, não levaremos nada disso. Tudo que não é eterno torna-se inútil diante da morte. Não há valor eterno!

No fim das contas, as riquezas não irão satisfazer nossas necessidades, seja a alegria, a paz, segurança e etc. É preciso fugir desta armadilha. A cobiça é um caminho de morte. Abandone este modo de vida insano enquanto é tempo!

Que Cristo seja sua maior riqueza, e o alvo de todos os seus esforços seja agradá-lo.
Somente Nele temos a real satisfação, alegria, paz, segurança e valores eternos!

Que o Senhor nos ajude a afastar de nós a mentalidade mundana que nos leva a cobiça as riquezas e os bens supérfluos, nos afadigando por coisas inúteis. Sofrendo a toa, desperdiçando nossa vida na cobiça e no consumismo.

Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Provérbios: Um Miniguia para a Vida

Em minha leitura bíblica diária do ano passado, li o capítulo 3 de Provérbios, uma passagem que preguei e estudei muitas vezes. Porém, durante essa leitura, percebi que, dos versos 3 a 12, temos todos os temas do resto do livro, e, portanto, um miniguia para uma vida de fidelidade. Existem cinco coisas que constituem uma vida sábia e piedosa. Elas funcionam tanto quanto meios para tornarmo-nos sábios e santos, quanto como sinais de que estamos crescendo nesta vida:
1. Coloque a mais profunda confiança de seu coração em Deus e em sua graça. Todos os dias lembre a si mesmo do amor incondicional e pactual de Deus por você. Não coloque suas esperanças em ídolos ou em seu próprio desempenho.
“Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. Confie no Senhor de todo o seu coração.” (Provérbios 3.3-5a)
2. Submeta toda sua mente à Escritura. Não pense que você sabe mais que a Palavra de Deus. Coloque-a em prática em todas as áreas da vida. Torne-se uma pessoa sob autoridade.
“Não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3.5b-6)
3. Seja humilde e ensinável em relação aos outros. Seja perdoador e compreensivo quando você desejar criticá-los; esteja pronto a aprender dos outros quando eles vierem criticar você.
“Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos.” (Provérbios 3.7,8)
4. Seja generoso com todas as suas posses, e apaixonado pela justiça. Compartilhe seu tempo, talento e tesouros com aqueles que têm menos.
“Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho.” (Provérbios 3.9,10)
5. Aceite e aprenda a partir de dificuldades e sofrimento. Por meio do Evangelho, reconheça-as não como castigo, mas como uma maneira de te aperfeiçoar.
“Meu filho,não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama,assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem.” (Provérbios 3.11,12)
Enquanto meditava nesses cinco elementos – firmar-se em sua graça, obedecer e deleitar-se em sua Palavra, humilhar-se diante dos outros, sacrificar-se generosamente por nosso próximo, e perseverar nas provações – pensava em Jesus. O Novo Testamento nos conta que a “sabedoria divina” personificada do Antigo Testamento é, na realidade, Jesus (Mt 11.19). E eu percebi que: a) ele mostrou a fidelidade e confiança definitivas a Deus e a nós ao ir à cruz, b) ele era moldado e estava saturado pela Escritura, c) ele era manso e humilde de coração (Mt 11.28-30), d) ele, embora rico, se fez pobre por nós, e) ele aceitou seu sofrimento por nós, sem reclamar. Somente cresceremos nessas cinco áreas se soubermos que fomos salvos por uma graça valiosa. Isso te guarda dos ídolos, da autossuficiência e do orgulho, do egoísmo com suas coisas, e de desmoronar diante de problemas. Jesus é a sabedoria personificada, e crer em seu Evangelho traz essas qualidades à sua vida.
Por algumas semanas, tenho gasto meu tempo orando por essas cinco coisas para minha família e para os líderes de minha igreja. Não existe melhor maneira de instilar essas grandes coisas em seu próprio coração que orar intensamente por elas nas vidas daqueles a quem você ama.
Tim Keller
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Texto original aqui

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

UMP INDICA: Gotas de Sabedoria para a Alma

“Gotas de sabedoria para a alma” é um devocionário escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes no qual, para cada dia do ano, encontramos instruções baseadas num versículo dos Provérbios do sábio Salomão.

O início das mensagens é dado a partir do capítulo 10 de Provérbios, pois, como diz o autor, tratam-se de versículos independentes, em que cada um contém uma mensagem distinta e antitética. Portanto, a cada dia você pode ser abastecido com uma gota de sabedoria para a sua alma, colhendo instruções acerca de assuntos diversos sobre a vida, para que você possa fazer o melhor diante do que for posto à sua frente, para a glória de Deus!

“Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!” Pv. 16:16

E eu já ia esquecendo: Ele custa nas livrarias, em média, R$11,90. Um precinho oportuno pra você investir em si mesmo e, é claro, pra presentear muita gente com gotas de sabedoria.



Deus abençoe a todos!
Letícia Lima
Facebook: https://www.facebook.com/leticiaa.limaa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

UMP INDICA: É na Roda que Se Vê (Dr. Davi Charles Gomes)

Expondo o texto de Tiago 3.13-18, o Reverendo Davi Charles Gomes encontra na tradição popular uma metáfora adequada para explicar a diferença entre a sabedoria humana, carnal e eterna e sabedoria que vem do Alto: é na roda que se vê!

A cantiga popular afirma que para saber se um pássaro é um curió, um macho, ou uma curruíra, fêmea, deve-se colocá-lo na roda, com os outros pássaros e observar a forma com que ele canta. Só assim perceberemos quem é curió de fato. Apropriando-se desta metáfora, o pregador nos mostra que nos mostramos a sabedoria que seguimos a partir da forma com que atuamos, vivemos e fazemos a nossas obras. Não com o que alcançamos com elas, mas da forma com que fazemos.

Diante do texto de Tiago, somos confrontados com o modo com que temos vivido. Somos levados a refletir em nossas motivações, afeições e sentimentos. E no resultados disto: a forma com que vivemos e trabalhamos. Será que se fomos observar nossa conduta "na roda", seremos curíos ou curríara? Seremos sábios segundo Deus ou segundo o mundo?

É esta reflexão que a pregação que indicamos nos traz. Assista e seja confrontada pela maravilhosa sabedoria divina, que é o próprio Cristo encarnado.

Veja a pregação:

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando se Faz Necessário Calar


              A noção de democracia, que rege a nossa sociedade nos dá uma falsa impressão de que, para sermos respeitados, temos que opinar sobre tudo, alardear nossas opiniões, comprar discussões infrutíferas e nos envolver em polêmicas.

            Entretanto, a palavra de Deus, em Tiago 1: 19-20, alerta que: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. /Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.

            Algumas das situações citadas acima, que nos são colocadas no cotidiano, ao invés de glorificar o nome do Senhor, às vezes nos envolvem em ciladas que culminam em falatórios vazios, mal estar desnecessário e uma mancha em nossa comunhão com Deus.

            Em vários trechos da Bíblia, fica claro que a boca é caminho para a perdição e que as palavras, tanto traduzem sabedoria, quanto tolice, como é possível observar em Provérbios 15:2: “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a tolice”.

Diante de tantas situações que envergonham os mandamentos de Deus, muitas vezes, esperar a resposta vinda do Senhor é mais produtivo do que se expor em situações que desagradam o Pai.

            As polêmicas, as grandes divulgações que ferem a santidade da palavra de Deus, as distorções da moral e da ética cristã, muitas vezes devem nos servir de reflexão e alerta individual para a prática do “vigiar e orar” e não do “discutir e irar-se”, pois a figueira seca está, por si só, infrutífera diante da glória do Pai.

            Não busquemos a exaltação e a glória diante dos homens, através de palavras para que não sejamos envergonhados, mas que tenhamos a sabedoria e a humildade de sempre clamar à Deus: "Dirige os meus passos nos teus caminhos" (Salmos 17:5)

Andrea Grace

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMP INDICA: Como então viveremos? Davi Charles Gomes

            O livro de Eclesiastes, escrito pelo sábio Salomão e inspirado pelo Espírito Santo, é um incrivelmente profundo, mas as vezes não conseguimos absorver de forma clara seus ensinamentos, ficando perdidos em meio a sua densa linguagem poética. O vídeo que indicamos hoje é uma pregação do Pastor Davi Charles Gomes neste livro e que nos auxilia neste missão de compreender aquilo que Deus deseja nos revelar a través desta porção da escritura.

            Nela podemos responder uma indagação inadiável: como viveremos? A partir da exposição de Eclesiastes 9.1-10, as escrituras sagradas nos revelarão o caminho que nossos passos devem trilhar e a forma com que nosso coração deve percorrer a estrada da existência, em direção à eternidade.

            O resumo desta excelente mensagem é: Nem as incertezas, nem a transitoriedade da vida devem nos impedir de viver intensamente e ao mesmo tempo sem ansiedade, descansados no Deus que controla o nosso destino e sabedores de que não controlamos pessoas nem circunstâncias, gozando a vida e sabendo que a “vida debaixo do sol” não é o fim!

Veja o vídeo:


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd


quinta-feira, 21 de março de 2013

Palavras Perigosas!


                  As nossas palavras são perigosas. Essa é uma verdade incontestável.  E o alto poder que elas possuem foi expresso por Jesus na passagem: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. (Mateus 15:11). Muito além daquilo que pode adentrar a boca humana, o que Jesus enfocou é o que saía dela, usando, inclusive, o verbo “contaminar”, que significa “sujar, manchar aquilo que é puro ou respeitável”.

                Através da palavra, tão convincente e tentadora da serpente, Eva foi levada a pecar. Através de nossas palavras, nós ferimos, machucamos e testemunhamos contra o amor de Deus em nossas vidas. Cotidianamente pecamos com palavras impensadas em momentos de raiva, com palavras agressivas de revide, palavras de mentira, com palavras que levam a contendas, comentários maldosos, observações não construtivas sobre a vida alheia e com a tão na moda hoje, a tal das indiretas. E não apenas da boca dos ímpios que essas palavras saltam.  As bocas que pregam o evangelho e que falam do amor de Cristo, longe dos púlpitos e das rodas de estudo bíblico, invariavelmente, também ferem a comunhão com Cristo utilizando-se de palavras que contaminam o templo do Espírito Santo que somos nós.

                Segundo está escrito no livro de Provérbios 6: 12: “O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida” e aquele que teve o novo nascimento em Cristo anda em sentido contrário às articulações de palavras não edificantes, como se lê em Colossenses 03: 08-10: “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. /Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, /E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.

                Na boca daquele que nasceu para a vida em Jesus não cabe a expressão de palavras que sirvam como forma de contendas, diminuição ou mágoas. Pensar antes de falar e praticar o amor ao próximo são atitudes que nos permitem manter a comunhão com o Pai e que nos resguarda de termos as nossas bocas como portas para a prática do pecado.

                Como nos diz o Senhor: “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. /Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”. (Mateus 12:36-37). A palavra que proferimos nos pode aproximar ou afastar do Pai, pode nos salvar do pecado, quando professamos a Cristo, ou nos manter nas trevas.

                Portanto, que nós possamos verdadeiramente esconder a Palavra de Deus dentro de nós, como expressa o Salmo 119, para que possamos não pecar contra o Pai.

Andrea Grace

sexta-feira, 15 de março de 2013

Meu pensamento voa livre, leve e solto... peraí, será que Deus conhece meus pensamentos? E agora, no que tenho pensado? Com a palavra Charles Haddon Spurgeon


Que nenhum de nós suponha que o Senhor não conhece nossos pensamentos, pois ele tem uma janela no mais íntimo de cada alma, uma janela que não temos como fechar. O olho de Deus nos vê, da mesma forma que observamos a colmeia de abelhas em um vidro. A Bíblia afirma: “A Sepultura e a Destruição estão abertas diante do Senhor; quanto mais os corações dos homens!” O homem é totalmente visível para Deus. Com o céu não há segredos. Porque o que fazemos em um lugar escondido do coração é tão visível quanto as ruas diante de olhos que vêem tudo.

Mas alguns alegarão que não dão oportunidade para os maus pensamentos. Talvez seja verdade, mas a questão é: eles odeiam os maus pensamentos ou não? Não podemos evitar que os ladrões espiem através de nossas janelas, mas se abrirmos nossa porta para eles e os recebemos alegremente, somos tão maus quanto eles. Não podemos ajudar os passarinhos a voar sobre nossas cabeças, mas podemos evitar que façam ninhos em nosso cabelo. Pensamentos inúteis batem a nossa porta, mas não devemos abri-la para eles. Ainda que os pensamentos pecaminosos venham a nossa mente, não podemos deixar que eles a dominem. Quem rola um bocado de algo na boca uma vez e mais outra, faz isso porque aprecia o sabor, e o que pensa no mal, gosta dele e está pronto para se entregar a ele. Pense no diabo que ele aparece; dirija seus pensamentos para os pecados, e logo suas mãos os seguem. As lesmas deixam um muco atrás de si e os pensamentos vão também. Uma flecha pode voar através do ar sem deixar nenhum sinal, mas o mau pensamento sempre deixa rastro, como uma serpente. Onde houver muita movimentação de maus pensamentos, haverá lodo e sujeira; cada onda de pensamentos perniciosos acrescenta algo à corrupção que deteriora a praia da vida.

SPURGEON, Charles Haddon. Sabedoria Bíblica. 1. ed. São Paulo: Shedd Publicações, 2006. 159 p.

Laryssa Lobo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deu no Jornal hoje; Deus no Jornal Hoje

Na edição de hoje do Jornal Hoje, uma seção intitulada jovens do Brasil discutiu sobre o problema do consumismo entre os jovens brasileiros. Entre vários testemunhos e estatísticas, o psiquiatra  Hermano Tavares dava orientações sobre compulsão por compras, real necessidade de algo e planejamento. Veja a entrevista completa em

O que mais me chamou atenção foi a fala dele na qual diz que o jovem ainda não tem o córtex pré-frontal bem desenvolvido. Esta região é responsável pelas tomadas de decisões levando em consideração o fator tempo. E nos ajuda a fugir das compulsões. O arremate dele é sensacional e abre as portas para o que eu quero falar. (veja a partir dos 24 minutos do vídeo) .Diz ele para os jovens:

    "Jovem, pega emprestado o córtex de teus pais".

Pronto.  A biologia afirma, através de nossa composição e desenvolvimento cerebrais, o que a Bíblia afirmou no quinto mandamento Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.  (Ex 20.5)

Filhos, é de vossa natureza necessitar da orientação de seus pais. Eles são agentes de Deus em nossas vidas. Ao olhar para eles, lembrem-se de que um Pai amoroso nos céus foi que os deu para te guiar, ensinar e nos conduzir. Precisamos deles, precisamos considerá-los. E honrá-los vai muito além de mero formalismo, mas de atentar às suas orientações, ensino e disciplina. E admitamos que  não dá pra viver sem eles. Além de seu amor, dedicação e esmero para nos dar e ensinar sempre o melhor, a nossa própria condição biológica nos manda honrá-los e ouvi-los, para o nosso próprio bem.

Pais, vejam as responsabilidades que temos, pois Deus colocou em nossas mãos a condução de uma pessoa para a vida, a fim de que nesta, o nome de Deus seja honrado e exaltado. Criemos nossos filhos no temor do Senhor, na sua graça e entendamos que eles são nossos filhos, não nossos escravos. O quinto mandamento também é para os pais. Orientem seus filhos sob a Palavra de Deus, a fim de que ele cresça sadio e entendendo o princípio da glória de Deus em todas as coisas. Não abandonemos nossos filhos. Eles precisam de nós. E que nisto vejamos o quanto nós precisamos do Pai Nosso que está nos céus.

Deus nos abençoe.

Presb. Cicero Pereira
@ciceroeiris


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Conhecimento ou Sabedoria?


Como temos usado o conhecimento a nós fornecido através das escrituras? Fomos e somos a cada dia doutrinados para sermos cristãos segundo o coração de Deus, certo? E o que temos feito com toda essa teoria? De que tem verdadeiramente nos servido todo o conhecimento teológico que buscamos? Se não for o amor, de nada valerá tudo isso.

Veja o que diz a Bíblia em I Coríntios 13.2:
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

Quero trazer com o texto de hoje uma resposta simples a algo que tem se tornado motivo de discórdia no meio cristão. Até que ponto é importante e a partir de onde está errado buscarmos e pregarmos teorias e conhecimentos teológicos?

Temos entendimento que o cristão deve buscar crescimento e conhecimento não apenas para si, mas para transmitir e trazer crescimento a todo o corpo de Cristo, porem a muito tenho me incomodado com os extremos que os mesmos parecem buscar, quero me deter nesse momento aos que procuram cada vez mais conhecimento e até o adquirem, mas o buscam unicamente para trazer belas e complexas mensagens às igrejas. Quantos de nós temos vivido o que já aprendemos? Sejamos simples, simples como o evangelho da salvação que devemos anunciar, pensemos um pouco e vejamos que nem sempre sermões de altíssimo nível e cheios de tópicos e sub tópicos vão fazer pessoas entenderem o amor de Deus, muitos precisam saber da cruz e do sangue ali vertido em favor de suas vidas.

O conhecimento é de suma importância na vida do cristão, é óbvio que devemos nos aprofundar teologicamente, mas sejamos sábios, todo o conhecimento terá valor quando for pelo amor as almas, não com o objetivo de nos sobressair em meio a multidão, de sermos o orador da parada, mas quando servir de crescimento e edificação própria, assim como da igreja. Deixa de ter valor todo e qualquer conhecimento quando queremos fazer pessoas entenderem aquilo que nós julgamos correto a qualquer custo (ainda que seja). Ensinemos em amor! Tenho visto pessoas dentro das igrejas discutirem por opiniões divergentes a ponto de se afastarem da comunhão com os irmãos e acho que isso não é amor...

Sejamos sábios, mais importa que o irmão esteja em plena comunhão com a igreja do que ele aceitar o que eu julgo correto. E se somos certos de algo e julgamos tal conhecimento importante para a vida cristã oremos pela vida dos nossos irmãos, peçamos ao Senhor que lhes dê a oportunidade de crer como cremos.

O estudo e conhecimento é de fato muito importante, mas de NADA vale se não for o amor, prezemos pela vida dos nossos irmãos, tudo quanto aprendermos seja usado com sabedoria, caso contrário é mero conhecimento, de nada vale.

Karlla Christina

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Evitando Brigas Desnecessárias


"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira".
Provérbios 15:1

Poucas passagens bíblicas nos ajudam tanto a evitar desgastes desnecessários com pessoas como este verso. O conselho é simples e de fácil compreensão. É possível aplacar a ira de alguém por meio do ato de regular internamente o que vai sair dos nossos lábios como resposta.

O que caracteriza a resposta branda? Em primeiro lugar, é a resposta que procura entender antes de falar. Nada mais insensato do que nos precipitarmos a falar sem antes ouvir. Qual a razão da demanda? Por que a pessoa se acha tão indignada? São razoáveis os seus motivos? Diante do que me está sendo apresentado, qual a melhor forma de lidar com o problema?

Em segundo lugar, trata-se de uma resposta que visa a edificação em vez de visar sair vitorioso numa discussão. Se a meta foi determinada pelo amor, certamente, sairemos em busca da melhor forma de expressão para que o nosso intento não seja estragado pelo descuido no modo de falar.

Em terceiro lugar, a resposta branda parte sempre da pressuposição de que não é da natureza humana ouvir quem fala com arrogância. Se você quer convecer seu interlocutar de algo que julga importante, jamais fale de modo irritante e procure sempre ganhar a mente pela via do coração.

Em quarto lugar, a resposta branda leva em consideração sempre as condições emocionais e o caráter do interlocutor. Tem gente que não tem estrutura para ouvir certas verdades. Há daqueles que são propensos a distorcer tudo o que é falado, tendentes a menosprezar a verdade, mais interessados em proteger seus egos frágeis do que lidar com fatos. Em suma, não dê suas pérolas aos porcos e respeite os limites das pessoas. Algumas, momentaneamente, não podem ouvir. Outras, talvez, não ouvirão nunca.

Em último lugar, todo aquele que visa edificar através do que fala, sempre levará em consideração suas próprias circunstâncias pessoais. Tenho acesso a todos os lados da questão? Encontro-me no melhor do meu estado emocional para iniciar a conversar? O momento é propício? O sábio sabe o tempo e o modo de dizer as coisas. Nada pior do que gente que está mais preocupada em ser sincera do que em amar.

Considere a quantidade de problema que você deixará de atrair para a sua vida por seguir este conselho de Salomão. Pense no desgaste de subitamente você passar a ter inimigos na vida por haver se envolvido numa contenda tola. 

É claro que Deus não espera de você o absoluto silêncio. Faz parte do compromisso com a verdade proclamá-la com intrepidez e coragem. O conselho é para você saber que brigas comprar, como evitar atrair conflitos desnecessários, a aprender a transformar inimigos em amigos e a sempre falar em amor. Na minha vida, confesso com tristeza, este é um dos pecados que mais me trouxeram sofrimento, que espero, agora que não sou mais garoto, dele largar. Deus não me chamou para usar a língua para ferir, mas sim para curar.


Antônio C. Costa
TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://palavraplena.typepad.com/accosta/2013/01/evitando-brigas-desnecessárias.html

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Evidências de um Crente Cheio do Espírito Santo


(Ef 5: 15-21)

Introdução
O Espírito nos capacita a testemunhar a Cristo de forma fiel e com poder (At 1:8). Desta maneira, a Igreja não se assombra diante dos obstáculos que muitas vezes tentam fazê-la calar ou mesmo desanimar. Ela vai no poder e sabedoria do Espírito, cumprindo a sua missão imperativa e incondicional de testemunha de Cristo. A Igreja, não pode deixar de dar testemunho, visto que ela “não pode fugir à vocação do seu próprio ser”.  (At 1:8; 4:8-13,31; 9:17-20; 11:21-25;13:9-12). Como Igreja, somos levados sob a direção do Espírito, de forma irreversível a testemunhar sobre a realidade de Cristo e do poder da Sua graça.
O trabalho que temos a realizar no reino de Deus só será possível mediante a capacitação do Espírito Santo. Alias, não existe vida cristã sem o Espírito Santo, pois essa vida começa com o novo nascimento e ninguém nasce de novo a não ser através do Espírito (Jo 3:5).
A doutrina do Espírito Santo é de importância fundamental para a Igreja, pois somos habitação do Espírito, e como vimos, sem Ele não há vida cristã, nem ministério, nem dons espirituais nem pregação genuína.
O conceito de Paulo, quanto à plenitude do Espírito Santo, consiste em seis pontos:

1-       Vê prudentemente como anda (Ef 5:15)
O apóstolo falou sobre os pecados da vida pagã (4:25; 5:14), que devem ser abandonados, e ao fazê-lo, referiu-se ao abandono da escuridão daquela velha vida e ao tornar-se luz no Senhor. Luz é um símbolo tanto de conhecimento como de pureza. Esses irmãos da igreja de Efeso tinham sido iluminando em Cristo. Por isso devem viver de modo digno (Ef 4:1).
Portanto observai (vigiar, olhar) atentamente como estais vivendo...
Sede estritamente cuidadosos acerca da vida que levais. A ideia de Paulo aqui, é que seus irmãos pudessem manter o controle dos princípios pelos quais governam suas vidas.
 A figura bíblica do “andar” é significativa, pois aponta para a nossa realidade diária de caminhar, nos deparando com novas e desafiadoras situações, para as quais o Espírito nos conduzirá de forma segura conforme as Escrituras.
O propósito de Paulo aqui é mostrar que necessariamente a maneira como se porta aqueles que foram iluminados pelo Espírito Santo é oposta ao homem natural. Não como imprudentes, mas como sábios.  A palavra prudência vem do latim “prudentia” que quer dizer: virtude que leva o Homem a prever e a evitar os erros e os perigos.



2-       Redime o tempo (Ef 5:16)
Mais uma vez ele é bastante prático. Andar em sabedoria diz respeito em particular ao uso adequado do tempo.
Um dos maiores desafios que temos na atualidade é em relação à administração e uso correto do nosso tempo. Há algumas expressões que são características do homem moderno:
 “A vida está muito corrida”. “Não tenho tempo para nada”. “A gente não vê o tempo passar”. “Parece que o tempo hoje passa mais depressa que antigamente”. Na realidade o problema não é o tempo, é o modo de vida. O que faz o tempo “passar” mais depressa são as inúmeras atividades com as quais nos envolvemos.
A Bíblia fala a respeito do tempo. O sábio Salomão, ao escrever Eclesiástes disse que há tempo para todo o propósito debaixo do céu. O apóstolo Paulo quando aqui desafia os membros da igreja com a seguinte expressão: “Remindo o tempo Porque os dias são maus.” Efésios 5:16. O que fica patente nestes textos bíblicos é que o tempo precisa ser corretamente administrado.
Paulo lembra que os dias são maus, como crentes não podemos relaxar, mas usar cada oportunidade para conduzir outros das trevas para luz.  Podemos também compreender que, os dias, sendo maus, estão sob o julgamento de Deus, e por esse motivo “o tempo se abrevia” (1 Co 7:29), e cada oportunidade deve, portanto, ser aproveitada antes que seja tarde demais.

3-         Procura compreender a vontade de Deus (Ef 5:17)             
O Rev. Augustus Nicodemus, em um de seus posts no Tempora, diz o seguinte:
O ponto central de Calvino era que o Espírito fala pelas Escrituras. Não que o Espírito estivesse restrito à Pregação da Palavra e aos sacramentos, mas sim que Ele não pode ser dissociado de ambos. O Espírito havia sido dado à Igreja, não para trazer novas revelações, mas para nos instruir nas palavras de Cristo e dos profetas. De acordo com Calvino, o Espírito sela nossas mentes quando ouvimos e recebemos com fé a palavra da verdade, o Evangelho da salvação (Ef 1:13). Ele limita-se a guiar os crentes e a iluminar seus entendimentos naquilo que ouviu e recebeu do Pai e do Filho, e não de Si mesmo (Jo 16:13). Como o ensino divino se encontra nas Escrituras, a obra do Espírito consiste em iluminá-las, fazendo com que esse ensino seja entendido pelos fiéis.
A vontade de Deus é revelada com beleza, graça e verdade nas paginas das Escrituras Sagradas.
"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus".

 4-        Canta um novo Cântico (Ef 5: 19)
A Confissão de Westminster (1647) capta bem isso ao dizer: “... O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer outra maneira não prescrita na Santa Escritura.” Adorar a Deus de modo não prescrito em Sua Palavra é um ato idólatra, pois deste modo, adoramos na realidade a nossa própria vontade e gosto. Aqui há uma inversão total de valores: em nome de Deus buscamos satisfazer os nossos caprichos e desejos; Deus se tornou um mero instrumento para a expressão de nossa vontade; a lógica dessa atitude é a seguinte: desde que estejamos satisfeitos, descontraídos e leves, é isso o que importa. Quem assim procede, já recebeu a sua recompensa: A satisfação momentânea do seu desejo pecaminoso.

5-         Dá sempre graças por tudo a Deus (Ef 5:20)                
A expressão “dai graças” é a tradução do verbo grego Eu)xariste, que tem o sentido, conforme o traduzido, de “agradecer”. A sua raiz é a mesma do substantivo Eu)xaristi/a (Eucaristia), que pode ser traduzido por “gratidão” (Cf. At 24:3).
Paulo diz que devemos ser imitadores de Deus e, como tais, ao invés de vivermos com conversações torpes, deveram andar em ações de graça (Ef 5:1-4).
A nossa gratidão a Deus é o resultado da certeza de que Ele cuida de nós e que, de fato, não existem eventos casuais, sorte, azar ou fatalismo. Deus é Quem nos guarda! Portanto, em todas as circunstâncias, podemos encontrar motivos para agradecer a Deus, certos de que Ele é o Senhor da história e nada nos acontece sem a permissão governativa de Deus e que tudo o que nos ocorre tem um sentido proveitoso para a expressão de nossa vida: física, psíquica e espiritual. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). O “bem” dos filhos de Deus é tornar-se cada vez mais identificado com o seu Senhor (Rm 8:29-30).

6-         Sujeita aos outros (Ef 5:21)
   O crente cheio do Espírito revela esta realidade não apenas no seu relacionamento com Deus, mas, também, com o seu próximo. O crente cheio do Espírito está pronto para o serviço em humildade, sem pretensões de grandeza ou de honra, tendo como princípio orientador do seu comportamento, o “temor de Cristo”, sabendo que tudo o que somos e temos provém de Deus (1Co 4:7; 15:10; 2Co 3:5; 2Pe 1:3). Isto significa que uma Igreja cheia do Espírito não é regida pela disputa de cargos, honrarias, individualismo ou vanglória; isto porque há a consciência de que todos servem uns aos outros para a Glória de Deus e o aperfeiçoamento dos santos (Mt 18:1-4; 20.28; Rm 12:10; Ef 4:2,3,11-16; Fp 2:3; 1Pe 5:5).

Um exemplo negativo daqueles que se julgavam “espirituais”, encontramos em Corinto, onde grassava arrogância espiritual, facções, e imoralidade (1Co 1:11,12; 3:1-9; 11:17-22; 14:26-33). A alegação espiritual dos coríntios não correspondia à sua prática de vida; no entanto, revelava a fragilidade e imaturidade de sua fé.

Conclusão
Podemos interpretar o texto de (Ef 5:18), como que Paulo dizendo: “Sede constantemente, momento após momento, controlados pelo Espírito.”  Hoekema
O imperativo presente ensina-nos que ninguém pode, jamais, reivindicar ter sido cheio do Espírito de uma vez por todas. Estar sendo continuamente cheio do Espírito é, de fato, o desafio de uma vida toda e o desafio de cada dia.
 Enchei-vos do Espírito” –, não uma opção de vida cristã para alguns, que pode ser seguida ou não. A ordem bíblica é categórica e para todos os crentes em Cristo. O verbo está na voz passiva, indicando que o sujeito da ação é passivo; Deus é o autor do enchimento.
“O Espírito Santo não trabalha, portanto, independentemente da obra de Cristo, como pregam todos aqueles que enfatizam o culto ao Espírito Santo e acabam por desviar os olhos dos fiéis da pessoa de Cristo. O Espírito Santo não vem como “uma segunda bênção”, nem vem realizar fenômenos sem sentido ou fora do contexto revelador de Cristo, tais como curas espetaculares, risos santos, quedas, urros, dentes de ouro ou quaisquer outras maravilhas glorificadoras dos homens que as realizam. Ele vem selar o trabalho de Cristo na vida do crente, abrindo-lhe o coração à conversão, batizando-o com a abençoada regeneração, fazendo morada no coração de todos os salvos, promovendo a comunhão cristã, edificando o Corpo de Cristo, iluminando o entendimento e operando o crescimento em santificação.” (Pb. Solano Portela).

José Rafael
Pastor da Igreja Congregacional do Centenário em Campina Grande
Um valoroso irmão em Cristo que muito nos honrou com esta brilhante participação em nosso blog.