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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Como saber se Estamos Realmente Pregando o Evangelho? Com a Palavra, Martin Lloyd-Jones

É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? A genuína pregação do evangelho da salvação somente pela graça sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça. Não existe melhor teste
para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento: algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão: visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus.

Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho. Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz: Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer. O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito: Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante. Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de antinomianismo (estar contra a lei). Eu poderia falar a todos
os ministros do evangelho: SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE; é melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.

Publicado originalmente na Revista Fé para Hoje n° 4 da Editora Fiel

Com a palavra feita por Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 19 de março de 2014

Jamais oculte Cristo em Você!

Ainda tenho argumentos a favor de Deus. Jó 36.2

Não devemos ter o desejo de ser conhecidos pelos outros por causa de nossas virtudes ou de nosso zelo. Ao mesmo tempo, porém, é um pecado tentar sempre ocultar aquilo que Deus nos concedeu para o benefício dos outros.
O crente não deve ser uma aldeia localizada em um vale, e sim uma cidade edificada sobre um monte.

O crente não deve ser uma candeia colocada debaixo de um móvel, e sim uma lâmpada posta em um lugar adequado para iluminar, refletindo sua luz para todos (ver Mateus 5.14-15). O isolamento pode ser útil em ocasiões específicas, e ocultar a si mesmo é algo modesto; todavia, nunca pedemos ocultar que Cristo vive em nós.

O reter a verdade, que é preciosa para nós, é um pecado contra os outros e uma ofensa contra Deus. Se você possui um temperamento explosivo e uma disposição incontrolável, tenha cuidado para que não satisfaça essa terrível tendência e, assim, se torne inútil à Igreja de Cristo.

Em nome do Senhor Jesus, que não se envergonhou de você, decida ignorar seus sentimentos. Conte aos outros o que Ele lhe tem falado. Se você não possui um falar altissonante; fale com sua voz branda e tranquila. Se o púlpito não é sua área de atuação; se escrever livros não é seu dom, fale como Pedro, que disse: "Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou" (Atos 3.6).

Fale à mulher samaritana, na beira do poço, se você não pode pregar um sermão para muitas pessoas. Proclame os louvores de Jesus em casa, se não pode fazê-lo no templo; no campo, se não pode fazê-lo na cidade; entre seus familiares, se não pode fazê-lo a um grande número de pessoas. Das fontes ocultas em seu íntimo, permita que jorrem alegremente as águas de seu testemunho, satisfazendo a sede de cada transeunte.

Não esconda o seu talento. Testemunhar sobre Cristo será estimulante para nós mesmos, encorajador para os crentes, útil aos pecadores e uma honra para o Salvador.

Spurgeon

Publicado em: http://trovian.blogspot.com.br/2012/05/jamais-oculte-cristo-em-voce-chspurgeon.html#.UymHS_ldWfi

Intercâmbio feito por Jhonatas Araújo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ofendidos pelo Evangelho

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. (João 6:66)

Geralmente os pregadores costumam julgar o resultado de sua pregação pelo contentamento nos rostos dos irmãos e elogio dos visitantes após sua ministração. A aprovação dos ouvintes é sinal que tudo foi bem. Certo? Errado. A Bíblia nos mostra o contrário.

O Maior dos pregadores, Jesus, experimentou o dessabor de ser abandonado por muitos de seus seguidores após ter proferido duras palavras em Cafarnaum, a tal ponto de escandalizar seus discípulos mais próximos que diziam: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6:60). A adesão e aprovação inicial do povo ao ministério do Senhor Jesus transformou-se em rejeição e abandono após um único sermão. Muitos o abandonaram e o curioso é que apesar da reação negativa do público, Jesus não mudou o tema dos sermões subsequentes para atrair de volta aos ofendidos.

A ofensa da Palavra de Deus foi o motivo por que muitos dos profetas bíblicos foram perseguidos e mortos (At 7:52).  Homens que não se importaram em falar daquilo que o povo queria ouvir, mas, fielmente proclamaram uma mensagem dura e confrontante. O diácono Estevão, por exemplo, enfrentou a fúria de judeus que se opuseram veementemente à sua pregação. Eles taparam os ouvidos por não suportarem a verdade do Evangelho e como resultado Estevão foi martirizado (At 7:54-58). Os arautos de Deus não receberam aplausos, mas, em maior das vezes, resignação, oposição e perseguição. Mesmo assim podemos afirmar que o ministério deles foi frutuoso, pois gerou insatisfação no coração dos ouvintes.

Fazer do agrado popular termômetro para medir resultado dos sermões não é um critério confiável, muitas vezes o satisfação geral revela apenas que a consciência do ouvinte em nada foi incomodada; John Preston, ministro puritano do século dezessete, ressaltou que “não há um sermão que, sendo ouvido, não nos ponha mais perto do céu ou do inferno”. Portanto, seja qual for o resultado da pregação ela irá gerar grande insatisfação nos receptores, seja com o Deus Justo e Bom, seja com sua própria natureza carnal. Ante a pregação o pecador será movido por grande desagrado, que salvará ou condenará sua alma eternamente.


É preciso entender que só através da santa ofensa da pregação os ofensores (Cl 1:21) poderão ter consciência do quanto tem ofendido o Deus Justo, Santo e Bom, e assim, terão oportunidade de se desviarem do caminho da perdição. Se as pessoas sentem-se ofendidas por sua pregação este é sinal que tudo está indo bem. Continue fiel às Escrituras.

Ericon Fábio

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ouvindo Sermões: 20 Dicas

Ouvir sermões é pelo menos tão importante quanto preparar e pregá-los. Eis aqui 20 formas de se tornar um melhor ouvinte de sermão. Alguns desses pontos foram extraídos de três recursos excelentes:
Expository Listening, de Ken Ramey
Listen up!, de Christopher Ash
Take Care How You Listen (free eBook), de John Piper

ANTES DO SERMÃO
1. Leia e medite na Palavra de Deus todos os dias: A leitura diária da Bíblia aguça o apetite para o prato principal no Dia do Senhor. Não podemos esperar estar prontos para digerir alimento espiritual se não comemos ao longo de toda a semana. E não estrague o seu apetite banqueteando-se com o pecado.
2. Limite o consumo de mídia: A maioria dos americanos consome de 9 a 11 horas de mídia por dia (Tiago 1.21). No livro Preaching to Programmed People: Effective Communication in a Media-Saturated Society, Timothy Turner explica como “assistir televisão e ouvir a uma pregação são diametralmente opostos; um é visual, o outro é racional; um envolve os olhos, o outro envolve os ouvidos; um cria observadores passivos, o outro requer ouvintes ativos”.
Após assistir televisão e ir ao cinema, surfar a semana toda na internet, você vai para a igreja e precisa sentar e ouvir a um sermão longo que requer uma grande quantidade de concentração e esforço com os quais você não está acostumado. Espera-se que você passe de ser um espectador passivo a um ouvinte agressivo literalmente da noite para o dia. Ouvir requer uma grande quantidade de concentração e auto-disciplina. (Expository Listening, Ken Ramey, p. 42)

3. Use bem a noite de sábado:
 Arrume a semana anterior, prepara-se para a próxima semana, vá para cama cedo, desencoraje que as crianças fiquem acordadas até tarde na noite de sábado.
4. Ore por você mesmo e pelo pastor: Faça isso diariamente, mas especialmente no Domingo. De muitas formas, “você receberá o que pediu”.
5. Treine-se para ouvir: Existem inúmeros recursos sobre como pregar, mas, à parte dos poucos mencionados acima, pouquíssimos sobre como ouvir.
Os pregadores possuem muitos recursos para treiná-los e equipá-los a se tornarem melhores pregadores, mas os ouvintes dificilmente têm qualquer recurso para treiná-los e equipá-los a se tornarem melhores ouvintes. Isso é surpreendente quando você considera que o número de ouvintes excede em muito o número de pregadores e ainda mais quando você percebe que a Bíblia fala mais sobre a responsabilidade do ouvinte ouvir e obedecer à Palavra de Deus do que o faz sobre a responsabilidade do pregador explicar e aplicar a Palavra de Deus. De capa a capa, a Bíblia está recheada de versículos e passagens que falam sobre a necessidade vital de ouvir e obedecer à Palavra de Deus. Deus está muito preocupado sobre como os pregadores pregam. Mas com base na enorme quantidade de referências bíblicas a escutar e ouvir, é inegável que Deus está tão preocupado, se não mais, em como os ouvintes ouvem. (Expository Listening, Ken Ramey, p. 3)

O SERMÃO
1. Chegue à igreja com folga de tempo, a fim de se instalar com calma e se concentrar.
2. Respeito o silêncio do santuário: Isso incluir treinar seus filhos a não distrair os outros.
3. Engaje seu corpo e alma na adoração e oração: Envolva todo o seu corpo, mente e alma na adoração antes do sermão.
4. Diga a si mesmo que Deus está prestes a falar: Continue orando para que ele fale com você por meio da sua Palavra.
5. Reconheça que esse é um esforço de equipe e assume a responsabilidade pessoal.
O sermão é uma aventura em conjunto entre o pregador e o ouvinte. Sermões bem sucedidos é o resultado do ouvinte em parceria com o pregador, de forma muito semelhante a como um receptor trabalha em uníssono com um arremessador. Tanto o receptor quanto o arremessador desempenham um papel importante a desempenhar no processo de arremesso. A responsabilidade não descansa inteiramente nos ombros do arremessador. (Expository Listening, Ken Ramey, p. 4)
6. Faça breves anotações: O suficiente para você se concentrar, mas não tantas ao ponto do sermão se transformar numa palestra que engaja apenas a mente.
7. Verifique se o pregador está pregando a Palavra de Deus: Não com um espírito farisaico crítico (Lucas 11.54), mas com um espírito de discernimento bereano (Atos 17.11).
8. Aceite que haverá momentos em que a Palavra te machucará: Não reaja contra isso e “se desligue”, mas receba a repreensão e tente extrair proveito dela.
9. Tenha boa vontade para com o pregador: Má vontade ou malícia para com o pregador é algo que endurece o coração. Algo que bloqueia a Palavra.
10. Tente encontrar uma coisa da qual se beneficiar: Em geral você pode encontrar uma ou duas migalhas mesmo no pior sermão do pior pregador.

APÓS O SERMÃO
1. Converse com outros sobre o sermão: Compartilhe com os seus amigos e família aquilo que te ajudou.
2. Coloque-o em prática: Obedeça e pratique a Palavra.
3. Seja paciente ao esperar os resultados: Semeadura e colheita de frutos pressupõe um processo gradual e lento de desenvolvimento.
4. Trabalhe o seu solo: O solo pode mudar de ruim para bom, e então para muito bom. Somos responsáveis por preparar o solo do nosso coração (Marcos 4.1-20).
5. Dê feedback: De vez em quando encoraje os pregadores com detalhes sobre como e de que forma sermões particulares te ajudaram. E o que acontece quando você fez todas essas 20 coisas dessa lista e decide que precisa dar um feedback negativo. Bem, confira em seu blog o post sobre como criticar o seu pastor.
 
Tradução: Felipe Sabino (setembro/2013)

David Murray

Intercâmbio feito por Guilherme Barros

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Novos Desafios a Fé Evangélica

Vivemos em um contexto onde a Igreja de Deus tem enfrentado crises tremendas, por não perceber em que âmbito está inserida. A sociedade busca a satisfação no efêmero, no fragmentário e no caótico. Não há mais um interesse pelo conteúdo do que se prova e sim, uma busca desesperada por satisfazer os sentidos, sem que haja um sentimento de culpa. Essa sociedade apresenta novos desafios à fé evangélica.

Existe um abismo entre o movimento pós-moderno e o cristianismo, no que diz respeito a uma compreensão mais apurada do mesmo em relação ao movimento do tempo presente, o qual denominamos pós-modernismo. A igreja encontra-se de mãos atadas por não saber como ser “boca de Deus” em uma sociedade que não tem seus padrões pautados na verdade, pois a verdade é relativa no meio de um povo que odeia os absolutos. O que vale é o que “dá certo” e não aquilo que é certo. O entretenimento substituiu, em boa parte das nossas igrejas, a vocação daqueles aos quais Deus chamou. É triste perceber como a hermenêutica dos sentidos tem imperado no evangelicalismo brasileiro de forma surpreendente. Nisto percebemos a influência do pós-modernismo na atmosfera moral do povo evangélico brasileiro, onde tudo é feito sem uma real compreensão dos ritos.

A pós-modernidade tem se infiltrado de forma sutil no meio evangélico, através da filosofia, da arte, da musica, da cultura e por último, através da teologia. Não se sabe mais, à luz do campo visual, quem verdadeiramente é regenerado ou não, pois a grande marca dessa sociedade na qual estamos inseridos é a confusão daquilo que é verdade, a saber, a palavra de Deus. Chega até ser difícil, defender a fé cristã se não for baseada em uma apologética pressuposicional, e mais ainda, numa apologética relacional, onde os indivíduos são atraídos para o evangelho através de relacionamentos significativos entre crentes e não crentes. Desprezando solenemente o aviso bíblico. Isaías 5:20 Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!

Enfim, é necessário que se tenha uma compreensão do momento em que se encontra a sociedade, para então, podermos atuar de forma significativa nesse contexto chamado pós-modernidade. Ou pagaremos o preço e seremos extintos.

Pr. Heliormar Dias

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Existe Distinção entre Pregar para o Crente e Pregar para o Perdido? Com a Palavra, Stuart Olyott.

No Novo Testamento, não temos uma palavra que signifique pregar para o perdido e outra que signifique pregar para o salvo. Temos que nos livrar da ideia de que existe dois tipos de pregação: uma que é adequada ao não convertido e outra que é conveniente para o convertido. De agora em diante temos de rejeitar o pensamento de que pregar para o perdido e pregar para o salvo são dois fenômenos distintos. Não devemos estabelecer uma divisão entre um tipo e outro de pregação. Toda pregação é uma proclamação da salvação (no pleno sentido desse termo) a homens e mulheres, rapazes e moças. É verdade que a audiência pode ser constituída de pessoas muito diferentes. É verdade que os não-convertidos e os convertidos não têm as mesmas necessidades. Portanto, é verdade que a maneira como a Bíblia é aplicada pode variar consideravelmente. Mas não é verdade que a pregação ministrada aos não convertidos possui uma natureza diferente da pregação apresentada aos convertidos. A ideia de que há dois tipos distintos de pregação (e de que algumas pessoas são boas para um tipo de pregação; e que outras pessoas são boas para outro tipo de pregação) está impedindo as pessoas de todos os lugares a entenderem o que é a verdadeira pregação.


OLYOTT, Stuart. In: Pregação pura e simples. Traduzido por Francisco Wellington Ferreira. São José dos Campos, SP: Fiel, 2010. 18 p. 

Ericon Fabio
Facebook: https://www.facebook.com/ericon.fabio

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tesouro em Vaso de Barro ou Pirita em Vaso de Luxo?

O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16): era assim que o apóstolo Paulo se referia ao evangelho, do qual dizia não se envergonhar. Contudo, o apóstolo sabia muito bem que, por causa da queda, o homem natural não daria ouvidos a coisas espirituais, pois elas de discernem espiritualmente (1Co 2.14) e que para os mortos espirituais a Palavra da cruz não passa de loucura (1Co 1.18). Conforme Paulo, como “na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação” (1Co 1.21 – NVI).

Em sua segunda epístola aos Coríntios o apóstolo enfatizou: “visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus” (2Co 4.1,2 – NVI). Ao pregar a Jesus Cristo, o Senhor, iria se cumprir o que Deus disse: “Das trevas resplandeça a luz, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6 – NVI). A conclusão de Paulo é extraordinária: “temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós” (2Co 4.7).

O método de Deus para a salvação é, e sempre foi, a fiel pregação da Palavra que, aplicada ao coração do pecador pelo Espírito de Deus, traz os eleitos à fé em Cristo Jesus e glorifica ao Deus que salva pecadores indignos. O alvo principal da evangelização é, portanto, a glória do Deus gracioso. Foi com essas convicções que Paulo pediu a ajuda da igreja de Roma para chegar à Espanha a fim de pregar o evangelho, visto não ter mais campo de trabalho na região em que estava (Rm 15.23-24).

Mesmo diante dessas verdades, temos testemunhado em nossos dias uma completa distorção do propósito primário da evangelização. Ela agora não prioriza a glória de Deus, mas busca, de toda forma, fazer com que o homem seja salvo. Tirando-se o Senhor do centro, perde-se a convicção de que a proclamação fiel da Escritura seja suficiente para o Senhor salvar a quem quer salvar e busca-se ser “mais eficaz” no chamado do pecador.

O resultado disso é uma mensagem antropocêntrica que visa a tornar o evangelho mais “palatável” ao pecador e que parte da falsa premissa de que o homem está interessado em Deus, mas somente a mensagem da Escritura não é suficiente para despertar nele o interesse pelo Senhor. O esforço, então, não é mais para se compreender o texto bíblico dentro do seu contexto, explicá-lo e aplicá-lo à vida dos homens, dependendo da ação do Espírito para convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo. Longe disso! A maior concentração de forças está em produzir um ambiente agradável e descolado, um marketing que apela àquilo que o pecador acha que precisa e uma mensagem mais “contemporânea” baseada em poesias, filmes e músicas seculares, com umas poucas referências bíblicas e, é claro, com o devido cuidado de não falar diretamente sobre o pecado e a ira de Deus, assuntos tão “indigestos” e “desnecessários”.

Uma mensagem assim não é o evangelho, poder de Deus para a salvação do que crê e tesouro em vaso de barro, antes, assemelha-se mais à pirita ou, como é comumente chamada, “ouro de tolo”. Parece ter algum valor, mas é puro engano e, como não tem o poder para a salvação que é fruto da clara exposição da verdade (2Co 4.2), tem a oferecer somente entretenimento, resultado da ornamentação do vaso que passa a ser mais importante que o seu conteúdo. Uma mensagem assim, que coloca o homem no centro em detrimento de Deus, fatalmente se encaixa naquela categoria que Paulo chamou de “outro evangelho”.

Tesouro em vaso de barro ou “ouro de tolo” em vaso de luxo? O que você tem procurado apresentar ao homens?

Que o Senhor nos faça cada dia mais convictos da suficiência da mensagem do evangelho que aponta o pecado do homem, sua condenação e a providência do Deus gracioso, em Cristo Jesus, para a salvação de todo aquele que nele crê.

Milton Jr.


Intercâmbio feito por Walber Arruda
Facebook: https://www.facebook.com/walber.arruda.73


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Por Que a Pregação da Palavra de Deus Deve Ter a Primazia? Com a palavra, Hernandes Dias Lopes

As Sagradas Escrituras são o conteúdo da pregação expositiva, e esta é a maneira mais eficaz de proclamar as Escrituras.A supremacia da Escritura e a primazia da pregação são inseparáveis.  Na verdade, a pregação bíblica é o fator mais importante para o crescimento sadio da igreja. A pregação é o ministério mais elevado da igreja e a mais profunda necessidade do mundo.

Trecho do livro Pregação Expositiva, sua importância para o crescimento da igreja, publicado pela Editora Hagnos

Presb. Cícero da Silva Pereira

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como aproveitar ao Maximo a Pregação do seu Pastor

Você já se flagrou…
• acordando no domingo de manhã desejando não ter que ir à igreja?
• tendo dificuldades em manter-se acordado durante o culto?
• sonhando acordado durante a mensagem, ou fazendo mentalmente uma lista de afazeres enquanto o pastor está pregando ?
•procurando defeitos na mensagem ou no pregador em sua mente ou não aprendendo nada com o sermão?
• desejando que o seu pastor fosse mais _____?
• esquecendo-se do que se tratava a mensagem antes de chegar em casa da igreja?

Se nós não estamos nos beneficiando do ministério da Palavra que é proclamada publicamente em nossas igrejas locais, a culpa pode não residir naquele que proclama a Palavra. Ela pode estar em nossa disponibilidade para ouvir, receber, e responder à Palavra.
Como você pode preparar seu coração para aproveitar ao máximo a pregação do seu pastor?
 1. Ore por seu pastor enquanto ele se prepara para o domingo. Ore para que a agenda dele esteja livre de distrações desnecessárias. Ore para que Deus dê a ele compreensão no que a Palavra quer dizer.  Ore para que Deus fale com ele pessoalmente por meio da Palavra e que ele responda com humildade e obediência. Ore para que Deus o ajude a comunicar a verdade claramente,  com liberdade, paixão e poder.
2. Se o seu pastor está pregando em serie de um determinado livro da Bíblia, separe um tempo durante a semana para ler antecipadamente e meditar no texto. Peça a Deus que fale ao seu coração antes mesmo de você ouvir a mensagem.
3. Prepare-se para o culto público na noite anterior. Desligue a TV, limite atividades sociais e faça coisas que irão cultivar seu apetite pela Palavra de Deus.
4. Peça a Deus que prepare o seu coração para a pregação da Palavra. Arrependa-se de qualquer pecado que Deus te revelar, e livre-se das coisas que estão no caminho da Palavra na sua vida.
5. Peça a Deus que te dê um senso de antecipação. Vá à igreja pedindo a Deus que encontre-se com você. Espere ouvir dEle e estar diferente quando você sair.

Durante o serviço
1. Participe—Você precisa estar lá. Você não vai aproveitar a igreja se não for.
2. Chegue à igreja cedo o suficiente para gastar alguns minutos preparando silenciosamente o seu coração antes do serviço para o culto. Ore para que Deus atue – no seu pastor, no seu coração, em outros corações – e renda o seu coração para tudo o que Deus disser.
3. Não seja um espectador. Participe plenamente em cada parte do serviço. Isso significa que quando é hora de cantar – cante. Quando é hora de orar – ore. Quando é hora de dar – dê.
4. Enquanto o sermão está sendo pregado, abra a sua bíblia e acompanhe. Se o seu pastor se referir a outras referências, acompanhe.
5. Ouça atentamente a leitura e pregação da Palavra. Tente fazer contato visual com o pastor. Faça uma expressão de aprovação! Isso não apenas ajuda o pastor a saber que as pessoas estão ouvindo e conectando, mas isso também te ajuda a permanecer alerta e focado.
6. Ouça humildemente a pregação da Palavra. Peça a Deus que seja um renovo. Se o seu coração for humilde, seu foco não estará em avaliar a mensagem ou como ela é entregue; você deixará a mensagem te avaliar.
7. Tome notas.  Anote coisas sobre as quais Deus falou com você; realce pontos que o Espírito aplicou no seu coração e na sua vida. Tome essas notas em casa, e trabalhe nelas mais tarde.
8. Não faça do seu pastor um prisioneiro de expectativas irreais. Seu pastor não tem que entreter, ser hipnotizante, dramático, ou contar diversas histórias para ser eficaz. Você é abençoado se ele é um homem de Deus que é humilde, ama a Palavra, e abre a Palavra e busca torná-la clara.  O poder está na verdade, e não no mensageiro.

Após o serviço
1. Peça a Deus que te dê pelo menos uma coisa para guardar da mensagem —um conceito chave, ou um versículo que você pode rever durante a semana. Anote, assim você não vai esquecer.
2. Enquanto ainda está fresco na sua mente (antes de você sair da igreja, no caminha da igreja até em casa, antes da refeição seguinte ao serviço, etc.), discuta a mensagem com outras pessoas. Compartilhe como Deus falou com você.
3. Seja um praticante da Palavra e não somente um ouvinte (Tiago 1:22). Aplique o que você ouviu no domingo à vida real, circunstâncias  do dia-a-dia e situações ao longo da semana.

Tornando isso pessoal
  • Você estima grandemente, respeita, e reverencia a Palavra de Deus (Ne. 8:5; Sl.138:2)?
  • Você prepara o seu coração para ouvir a palavra de Deus ( Sl. 119:18)?
  • Você encontra deleite em ouvir à Palavra proclamada?
  • Você ouve atentamente quando a Palavra está sendo lida ou pregada (Ne. 8:3; Sl. 85:8)?
  • Você espera que Deus fale com você sempre que ouve a Sua Palavra proclamada?
  • Você tem um espírito disposto a aprender (Sl. 25:9)?
  • Você treme diante da Palavra de Deus (Is. 66:2; Ed 9:4)?
  • Você ora por aqueles que proclamam a palavra a você, que eles sejam puros, vasos ungidos de Deus (1 Ts. 5:25)?
  • Quando a Palavra é pregada, você está consciente de que não está ouvindo palavra de homens mas a palavra de Deus (1 Ts. 2:13)?
  • Você tem  um compromisso em obedecer qualquer coisa que Deus te mostrar da sua Palavra (Mt. 7:24; Tg 1:22–25)?
  • Você responde em fé, isto é, agindo de acordo com a palavra que você tem ouvido (Hb. 4:2)?
  • O seu coração é um solo fértil que recebe a Palavra e produz fruto  (Lc 8:15)?
  • Você está disposto a deixar a mensagem te julgar em vez de você julgar a mensagem?
  • Você toma a mensagem de forma pessoal (Tg 1:22)? Ou você está mais focado em como isso se aplica à pessoa que esta sentada perto de você?
  • Você passa adiante para os outros o que você tem aprendido da Palavra de Deus (2 Tim. 2:2)?
  • Você expressa apreciação e gratidão por aqueles que ministram a Palavra de Deus à você (Gal. 6:6; 1 Ts. 5:12-13)?
Nancy Leigh DeMoss

Publicado originalmente em: http://www.mulherespiedosas.com.br/como-aproveitar-a-pregacao-nancy/

Intercâmbio feito por Laryssa Lobo
https://www.facebook.com/laryslobo


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uma Necessidade Contínua


A história de Jonas nos mostra que o evangelho – as boas novas de que Deus busca os pecadores sem medir esforços para salvá-los – é tanto para cristãos como para não cristãos. A vida de Jonas é uma prova disso, pois Jonas, que conhece a Deus, obviamente necessita tanto de salvação quanto qualquer outro personagem da história. De fato, sua necessidade de resgate acaba ganhando muito mais ênfase do que que a dos outros. É a história dele, não a dos Ninivitas, que aparece mais. Só isso já deveria ser suficiente para nos convencer de que o resgate de Deus é uma necessidade contínua para cristãos e não cristãos.
O evangelhos não são simplesmente um conjunto de verdades que os não cristãos devem acreditar para se tornarem salvos. É uma realidade que os cristãos devem abraçar diariamente para experimentarem a salvação. O evangelho não apenas nos salva da penalidade do pecado (pela justificação), mas também nos salva do poder do pecado (pela santificação) dia após dia. Ou, como John Piper disse certa vez, “A cruz não é só um lugar passado de substituição objetiva; é um lugar presente de execução subjetiva”. Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus – a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.
As igrejas tem estado em conflito por anos a respeito de se os cultos devem ser voltados aos cristãos (para encorajá-los e fortalecê-los) ou aos não cristãos (para atraí-los e conquistá-los). Mas esse debate e o conflito sobre ele é uma perda de foco. Estamos fazendo as perguntas erradas e assumindo conceitos errados. A verdade é que nossos cultos devem ser voltados a pecadores em necessidade do resgate de Deus – e isso inclui tanto cristãos quanto não cristãos. Já que os dois grupos precisam da intervenção de Deus, ambos precisam do evangelho.
Eu vejo que sou especialmente necessitado de um ajuste de foco, por meio do evangelho, para me manter longe de uma constante tendência de caminhar em direção à um relacionamento de barganha com Deus. Não estou sozinho nesse caminho; Jerry Bridges observa o quão comum é isso em nosso meio:Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”. Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.
Minha observação sobre o cristianismo me revela que a maioria de nós tende a basear nosso relacionamento com Deus em nossas atitudes ao invés da graça. Se agirmos bem – seja lá o que “bem” significa para cada um de nós – então esperamos que Deus nos abençoe. Se não agirmos tão bem, nossas expectativas diminuem na mesma proporção. Nesse sentido, vivemos pelas nossas obras, ao invés de vivermos pela graça. Somos salvos pela graça, mas ainda vivemos pelo “suor” de nossas próprias obras.
Mais ainda, estamos sempre nos desafiando e desafiando uns aos outros a “tentar um pouco mais”. Parece que acreditamos que o sucesso da vida cristã (seja lá como definimos “sucessos”) depende basicamente de nós: nosso comprometimento, nossa disciplina e nosso zelo, com alguma ajuda de Deus ao longo do caminho. Falamos da boca para fora que somos como o apóstolo Paulo, “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Coríntios 15:10), mas nosso lema velado é “Deus ajuda quem se ajuda”.
O reconhecimento de que meu relacionamento diário com Deus é baseado nos méritos infinitos de Cristo, ao invés das minhas obras, é uma experiência muito libertadora e confortante.
A diferença entre viver para Deus e viver para qualquer outra coisa é que quando nós vivemos para qualquer outra coisa, o fazemos para sermos aceitos, mas quando vivemos para Deus, o fazemos porque já fomos aceitos. Verdadeira liberdade (a liberdade que apenas o evangelho garante) é viver para algo que já nos favoreceu ao invés de viver por algo em troca de favorecimento.

Tullian Tchividjian
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Trecho retirado do livro “Surprised by Grace”, disponibilizado aqui
Intercâmbio feito por Ruan Medeiros

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMP INDICA: Como então viveremos? Davi Charles Gomes

            O livro de Eclesiastes, escrito pelo sábio Salomão e inspirado pelo Espírito Santo, é um incrivelmente profundo, mas as vezes não conseguimos absorver de forma clara seus ensinamentos, ficando perdidos em meio a sua densa linguagem poética. O vídeo que indicamos hoje é uma pregação do Pastor Davi Charles Gomes neste livro e que nos auxilia neste missão de compreender aquilo que Deus deseja nos revelar a través desta porção da escritura.

            Nela podemos responder uma indagação inadiável: como viveremos? A partir da exposição de Eclesiastes 9.1-10, as escrituras sagradas nos revelarão o caminho que nossos passos devem trilhar e a forma com que nosso coração deve percorrer a estrada da existência, em direção à eternidade.

            O resumo desta excelente mensagem é: Nem as incertezas, nem a transitoriedade da vida devem nos impedir de viver intensamente e ao mesmo tempo sem ansiedade, descansados no Deus que controla o nosso destino e sabedores de que não controlamos pessoas nem circunstâncias, gozando a vida e sabendo que a “vida debaixo do sol” não é o fim!

Veja o vídeo:


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

UMP INDICA: A Importância da Pregação Expositiva para Crescimento Saudável da Igreja (Hernandes Dias Lopes)


Resumo

As tarefas primordiais do pastor, reverendo, presbítero ou bispo são a oração e o ministério da Palavra (Atos 6:4).  Estas são fatores essenciais para uma igreja saudável. Vamos nos concentrar hoje no ministério da Palavra.

O que é Pregação expositiva?

A pregação expositiva pode ser resumida em três pontos:
  • Ler o texto. Se um pregador lê o texto rapidamente, provavelmente ele pregará algo que não tem nada a ver com o texto.
  • Explique o texto. Você conhece pregadores que leem o texto, mas pregam algo totalmente diferente? O sermão emana do texto e explica o texto. Não coloque no texto as suas ideias. Não tenha algo pré-concebido na mente e procure um texto para apoiar a sua ideia humana. O verdadeiro pregador é somente um canal explicativo do texto bíblico.
  • Aplicar o texto. Pregação não é um discurso em um auditório, mas um discurso ao auditório. Uma pregação deve pegar as palavras do passado e aplicá-las  às pessoas de hoje. Mas cuidado, se você não interpretar corretamente o texto, você pode aplicá-lo de forma herética, colocando palavras na boca de Deus.

Por que pregadores não pregam expositivamente?

Alguns dos motivos são:
  • Não é ensinado em muitos seminários.
  • Não tem uma boa biblioteca, nem a leem. Os motivos disso podem ser (1) falta de recursos e (2) desinteresse na leitura.
  • Terrível tensão entre pregação e liturgia (uma hora de música e 10 min. de pregação).

Vantagens da pregação expositiva

Podemos listar no mínimo três vantagens da pregação expositiva:
  • A grande vantagem da pregação expositiva é que ela almeja ser fiel (“assim diz o Senhor”) e não popular.
  • Outra vantagem é não ter que ficar cassando a pregação, pois o livro a ser exposto já foi definido previamente.
  • Também evita melindres, pois é pregado o que está no texto, doa quem doer.
Essas coisas são importantes, mas de nada adiantará se você não colocar seu coração nisso. A pior coisa é ficarmos acostumados com o sagrado – com a santidade da pregação. Você acredita no que você prega? Precisamos desesperadamente de um reavivamento no púlpito. John Wesley dizia: põe fogo no seu sermão ou põe seu sermão no fogo.
Por: Hernandes Dias Lopes. Editora Fiel 2006 – 2012 © Todos os direitos reservados.
Resumo por: Voltemos ao Evangelho ©. Website: www.voltemosaoevangelho.com
Permissões do Resumo: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e seu ministério, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Neste link tem o video onde ele prega na Conferência Fiel 


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Iris B nascimento

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Devemos pregar sobre o inferno? Com a Palavra, D. A. Carson


Muitos crentes de nossos dias querem dizer: “Certamente, é melhor pensar no inferno como um lugar que haverá punição temporária, até que todas as pessoas percam, finalmente, toda a consciência: aniquilação”. Outras acham que é manipulador e cruel pensar no inferno: “Fale sobre o amor de Deus”. Há diversas coisas que devem ser ditas. Este não é um assunto fácil, mas tem de ser dito.

            Jesus foi quem apresentou as imagens mais horríveis e vívidas. Ele falou abertamente para os seus discípulos que estavam em risco de serem crucificados, espancados e sofrerem outras atrocidades: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanta alma quanto o corpo (Mt 10.28). Ele falou sobre algemas, cadeias, trevas exteriores. Às vezes, pessoas dizem: “Quero ir para o inferno. Todos os meus amigos estão lá”. Não há amigos no inferno. Jesus falou sobre choro e ranger de dentes. Portanto, não é surpreendente que ele tenha chorado sobre a cidade quando as pessoas não se arrependeram e creram.

            Então, se pessoas acham que falar sobre o inferno é manipulador, elas têm de acusar Jesus de manipulação. Contudo, a acusação será sensível apenas se a ameaça do inferno não for real.  Advertir as pessoas a abandonar um prédio em chamas, contando-lhes as consequências terríveis de permanecer ali e suplicar-lhes que se apressem a sair dele, nunca seria chamado de manipulação. Visto que o inferno é real, terrível e tem de ser evitado urgentemente, seria falta de amor e compaixão da minha parte não advertir as pessoas, exatamente como o seria da parte Jesus não advertir as pessoas de sua época.

CARSON, D. A. In: o Deus Presente. Traduzido por Francisco Wellington Ferreira.  São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2012. Capítulo 13: O Deus bastante irado, pp. 295-296.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

UMP Indica: Exposição do Salmo 50 - Rev. Hermisten Maia

Indicamos hoje, uma exposição do salmo 50, feita pelo Reverendo Hermister Maia, através da qual somos extremamente exortados a prestar um culto a Deus de forma adequada, em espírito e em verdade.

Este é um texto bastante duro das escrituras, mas refletir nele é indispensável a todos aqueles que amam o Senhor e desejam adorá-lo conforme as escrituras. Assista este vídeo e seja edificado na verdade!


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd