Mostrando postagens com marcador Domínio Próprio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Domínio Próprio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando se Faz Necessário Calar


              A noção de democracia, que rege a nossa sociedade nos dá uma falsa impressão de que, para sermos respeitados, temos que opinar sobre tudo, alardear nossas opiniões, comprar discussões infrutíferas e nos envolver em polêmicas.

            Entretanto, a palavra de Deus, em Tiago 1: 19-20, alerta que: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. /Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.

            Algumas das situações citadas acima, que nos são colocadas no cotidiano, ao invés de glorificar o nome do Senhor, às vezes nos envolvem em ciladas que culminam em falatórios vazios, mal estar desnecessário e uma mancha em nossa comunhão com Deus.

            Em vários trechos da Bíblia, fica claro que a boca é caminho para a perdição e que as palavras, tanto traduzem sabedoria, quanto tolice, como é possível observar em Provérbios 15:2: “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a tolice”.

Diante de tantas situações que envergonham os mandamentos de Deus, muitas vezes, esperar a resposta vinda do Senhor é mais produtivo do que se expor em situações que desagradam o Pai.

            As polêmicas, as grandes divulgações que ferem a santidade da palavra de Deus, as distorções da moral e da ética cristã, muitas vezes devem nos servir de reflexão e alerta individual para a prática do “vigiar e orar” e não do “discutir e irar-se”, pois a figueira seca está, por si só, infrutífera diante da glória do Pai.

            Não busquemos a exaltação e a glória diante dos homens, através de palavras para que não sejamos envergonhados, mas que tenhamos a sabedoria e a humildade de sempre clamar à Deus: "Dirige os meus passos nos teus caminhos" (Salmos 17:5)

Andrea Grace

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Siga seu coração?


O coração humano
O popular mantra “siga seu coração” assume que nós temos uma bondade inerente dentro de nós, e que nós precisamos apenas expressar isso às outras pessoas.
John Keats, poeta romântico inglês, escreveu: “Eu de nada tenho certeza, a não ser da realidade das afeições do coração e da verdade da Imaginação.”
E quem não se lembra do desenho “Ursinhos carinhosos”, que  usavam poderes vindos do coração para derrotar o vilão “Coração Gelado”?
A incorporação foi desativada mediante solicitação
Ursinhos Carinhosos
Na verdade, Jesus trouxe algumas más notícias no que diz respeito ao que vem do coração humano: pensamentos vis, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, falso testemunho, ganância, malícia, dissimulação, lascívia, inveja, fofoca, arrogância e frivolidades (Mateus 15.17-20; Marcos 7.20-22). Ele conclui, “Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem ‘impuro’.
Em Gálatas 5.17-21, Paulo segue a linha de Jesus e nos diz que é inerente a nós a imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, inimizade, conflito, ciúmes, ira, rivalidade, dissensão, divisão,  inveja, embriagues, orgias e outras coisas desse tipo.
O Fruto do Espírito
Após fazer uma lista de desejos pecaminosos, Paulo procede e lista os Frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. O fruto do Espírito não nos é inerente, mas é trabalhado em nós pelo Espírito Santo.
O coração natural do homem produz um tipo de desejo, e o Espírito produz outro tipo ao nos dar um novo coração. E eles se opõem. Moitas não produzem laranjas. Grama não produz maçãs. E o coração humano não consegue produzi naturalmente o fruto do Espírito.
Enganos
Infelizmente, alguns Cristãos tratam o fruto do Espírito como uma nova lei – metas que precisamos nos esforçar para atingir com nossas próprias forças. Não é isso que Paulo quer dizer. O fruto do Espírito é trabalhado pelo Espírito, não por nós. Essa é uma mensagem de grade esperança, não de resignação pessimista. O fruto do Espírito é algo que podemos pedir a Deus e esperar que ele nos dê. O fruto do Espírito é a esperança pelo agir de Deus em nós; não é um dever a ser cumprido. O fruto do Espírito é uma antecipação do que Deus pode fazer por nós; não é uma expectativa moral com ameaça de punição. O fruto do Espírito é Deus matando partes de nós para transformá-las – cortando para curar, destruindo para reconstruir. O fruto não é nossa dedicação a nossas intenções piedosas.
Se é Deus quem trabalha em nós a o querer e o efetuar de acordo com sua bondade (Filipenses 2.13), então porque nós começamos com o Espírito e na realidade, tentamos atingir nossos objetivos por nossas próprias forças (Gálatas 3.3)?
• Como você demonstra seu amor quando sente ódio por seu (sua) ex? Ou pela pessoa que te ofendeu? Ou aquele seu amigo egocêntrico e chato?
• Como você demonstra alegria quando está paralisado pelo medo e pela insegurança?
• Como você encontra paz quando está cheio de preocupações sobre seu passado, presente, ou futuro?
• Como você mantém a paciência quando você acorda no meio da noite, cheio de uma ansiedade tão grande que você consegue até sentir no próprio corpo?
• Como você age com bondade quando há tantas pessoas que agem como se fosse seus inimigos?
• Como você age com mansidão quando percebe que os mais mansos são normalmente pisados como pano de chão?
• Como você age com bondade quando a maldade surge mais naturalmente e parece ser mais recompensadora?
• Como você mantém o domínio próprio quando seu desejo pelo prazer imediato parece tão fora de controle?
Transformação
Por nós mesmos, não somos capazes de nenhuma dessas coisas, pois o fruto do Espírito é um agir de Deus em nós, não um plano de ação para eliminar o pecado e atingir a santidade. Não precisamos de um ajuda do Espírito Santo combinada com nosso “esforço espiritual”. Precisamos que o Espírito nos transforme. Precisamos que o Espírito nos dê um novo coração, com novos desejos e afeições: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5.17).
O fruto do Espírito é o fruto da fé e do arrependimento, não uma auto-determinação espiritual. O fruto do Espírito é a esperança de que Deus vai fazer o que prometeu: restaurar o que foi destruído, ser fiel quando você não é, e agir com poder em tempos de fraqueza.
Justin Holcomb é o Diretor Acadêmico do centro de treinamento do The Resurgence
Traduzido por Filipe Schulz
Intercâmbio feito por Guilherme Barros
Artigo originalmente publicado em: http://iprodigo.com/traducoes/siga-seu-coracao.html