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segunda-feira, 3 de junho de 2013

UMP INDICA: É na Roda que Se Vê (Dr. Davi Charles Gomes)

Expondo o texto de Tiago 3.13-18, o Reverendo Davi Charles Gomes encontra na tradição popular uma metáfora adequada para explicar a diferença entre a sabedoria humana, carnal e eterna e sabedoria que vem do Alto: é na roda que se vê!

A cantiga popular afirma que para saber se um pássaro é um curió, um macho, ou uma curruíra, fêmea, deve-se colocá-lo na roda, com os outros pássaros e observar a forma com que ele canta. Só assim perceberemos quem é curió de fato. Apropriando-se desta metáfora, o pregador nos mostra que nos mostramos a sabedoria que seguimos a partir da forma com que atuamos, vivemos e fazemos a nossas obras. Não com o que alcançamos com elas, mas da forma com que fazemos.

Diante do texto de Tiago, somos confrontados com o modo com que temos vivido. Somos levados a refletir em nossas motivações, afeições e sentimentos. E no resultados disto: a forma com que vivemos e trabalhamos. Será que se fomos observar nossa conduta "na roda", seremos curíos ou curríara? Seremos sábios segundo Deus ou segundo o mundo?

É esta reflexão que a pregação que indicamos nos traz. Assista e seja confrontada pela maravilhosa sabedoria divina, que é o próprio Cristo encarnado.

Veja a pregação:

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Evitando Brigas Desnecessárias


"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira".
Provérbios 15:1

Poucas passagens bíblicas nos ajudam tanto a evitar desgastes desnecessários com pessoas como este verso. O conselho é simples e de fácil compreensão. É possível aplacar a ira de alguém por meio do ato de regular internamente o que vai sair dos nossos lábios como resposta.

O que caracteriza a resposta branda? Em primeiro lugar, é a resposta que procura entender antes de falar. Nada mais insensato do que nos precipitarmos a falar sem antes ouvir. Qual a razão da demanda? Por que a pessoa se acha tão indignada? São razoáveis os seus motivos? Diante do que me está sendo apresentado, qual a melhor forma de lidar com o problema?

Em segundo lugar, trata-se de uma resposta que visa a edificação em vez de visar sair vitorioso numa discussão. Se a meta foi determinada pelo amor, certamente, sairemos em busca da melhor forma de expressão para que o nosso intento não seja estragado pelo descuido no modo de falar.

Em terceiro lugar, a resposta branda parte sempre da pressuposição de que não é da natureza humana ouvir quem fala com arrogância. Se você quer convecer seu interlocutar de algo que julga importante, jamais fale de modo irritante e procure sempre ganhar a mente pela via do coração.

Em quarto lugar, a resposta branda leva em consideração sempre as condições emocionais e o caráter do interlocutor. Tem gente que não tem estrutura para ouvir certas verdades. Há daqueles que são propensos a distorcer tudo o que é falado, tendentes a menosprezar a verdade, mais interessados em proteger seus egos frágeis do que lidar com fatos. Em suma, não dê suas pérolas aos porcos e respeite os limites das pessoas. Algumas, momentaneamente, não podem ouvir. Outras, talvez, não ouvirão nunca.

Em último lugar, todo aquele que visa edificar através do que fala, sempre levará em consideração suas próprias circunstâncias pessoais. Tenho acesso a todos os lados da questão? Encontro-me no melhor do meu estado emocional para iniciar a conversar? O momento é propício? O sábio sabe o tempo e o modo de dizer as coisas. Nada pior do que gente que está mais preocupada em ser sincera do que em amar.

Considere a quantidade de problema que você deixará de atrair para a sua vida por seguir este conselho de Salomão. Pense no desgaste de subitamente você passar a ter inimigos na vida por haver se envolvido numa contenda tola. 

É claro que Deus não espera de você o absoluto silêncio. Faz parte do compromisso com a verdade proclamá-la com intrepidez e coragem. O conselho é para você saber que brigas comprar, como evitar atrair conflitos desnecessários, a aprender a transformar inimigos em amigos e a sempre falar em amor. Na minha vida, confesso com tristeza, este é um dos pecados que mais me trouxeram sofrimento, que espero, agora que não sou mais garoto, dele largar. Deus não me chamou para usar a língua para ferir, mas sim para curar.


Antônio C. Costa
TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://palavraplena.typepad.com/accosta/2013/01/evitando-brigas-desnecessárias.html

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Siga seu coração?


O coração humano
O popular mantra “siga seu coração” assume que nós temos uma bondade inerente dentro de nós, e que nós precisamos apenas expressar isso às outras pessoas.
John Keats, poeta romântico inglês, escreveu: “Eu de nada tenho certeza, a não ser da realidade das afeições do coração e da verdade da Imaginação.”
E quem não se lembra do desenho “Ursinhos carinhosos”, que  usavam poderes vindos do coração para derrotar o vilão “Coração Gelado”?
A incorporação foi desativada mediante solicitação
Ursinhos Carinhosos
Na verdade, Jesus trouxe algumas más notícias no que diz respeito ao que vem do coração humano: pensamentos vis, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, falso testemunho, ganância, malícia, dissimulação, lascívia, inveja, fofoca, arrogância e frivolidades (Mateus 15.17-20; Marcos 7.20-22). Ele conclui, “Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem ‘impuro’.
Em Gálatas 5.17-21, Paulo segue a linha de Jesus e nos diz que é inerente a nós a imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, inimizade, conflito, ciúmes, ira, rivalidade, dissensão, divisão,  inveja, embriagues, orgias e outras coisas desse tipo.
O Fruto do Espírito
Após fazer uma lista de desejos pecaminosos, Paulo procede e lista os Frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. O fruto do Espírito não nos é inerente, mas é trabalhado em nós pelo Espírito Santo.
O coração natural do homem produz um tipo de desejo, e o Espírito produz outro tipo ao nos dar um novo coração. E eles se opõem. Moitas não produzem laranjas. Grama não produz maçãs. E o coração humano não consegue produzi naturalmente o fruto do Espírito.
Enganos
Infelizmente, alguns Cristãos tratam o fruto do Espírito como uma nova lei – metas que precisamos nos esforçar para atingir com nossas próprias forças. Não é isso que Paulo quer dizer. O fruto do Espírito é trabalhado pelo Espírito, não por nós. Essa é uma mensagem de grade esperança, não de resignação pessimista. O fruto do Espírito é algo que podemos pedir a Deus e esperar que ele nos dê. O fruto do Espírito é a esperança pelo agir de Deus em nós; não é um dever a ser cumprido. O fruto do Espírito é uma antecipação do que Deus pode fazer por nós; não é uma expectativa moral com ameaça de punição. O fruto do Espírito é Deus matando partes de nós para transformá-las – cortando para curar, destruindo para reconstruir. O fruto não é nossa dedicação a nossas intenções piedosas.
Se é Deus quem trabalha em nós a o querer e o efetuar de acordo com sua bondade (Filipenses 2.13), então porque nós começamos com o Espírito e na realidade, tentamos atingir nossos objetivos por nossas próprias forças (Gálatas 3.3)?
• Como você demonstra seu amor quando sente ódio por seu (sua) ex? Ou pela pessoa que te ofendeu? Ou aquele seu amigo egocêntrico e chato?
• Como você demonstra alegria quando está paralisado pelo medo e pela insegurança?
• Como você encontra paz quando está cheio de preocupações sobre seu passado, presente, ou futuro?
• Como você mantém a paciência quando você acorda no meio da noite, cheio de uma ansiedade tão grande que você consegue até sentir no próprio corpo?
• Como você age com bondade quando há tantas pessoas que agem como se fosse seus inimigos?
• Como você age com mansidão quando percebe que os mais mansos são normalmente pisados como pano de chão?
• Como você age com bondade quando a maldade surge mais naturalmente e parece ser mais recompensadora?
• Como você mantém o domínio próprio quando seu desejo pelo prazer imediato parece tão fora de controle?
Transformação
Por nós mesmos, não somos capazes de nenhuma dessas coisas, pois o fruto do Espírito é um agir de Deus em nós, não um plano de ação para eliminar o pecado e atingir a santidade. Não precisamos de um ajuda do Espírito Santo combinada com nosso “esforço espiritual”. Precisamos que o Espírito nos transforme. Precisamos que o Espírito nos dê um novo coração, com novos desejos e afeições: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5.17).
O fruto do Espírito é o fruto da fé e do arrependimento, não uma auto-determinação espiritual. O fruto do Espírito é a esperança de que Deus vai fazer o que prometeu: restaurar o que foi destruído, ser fiel quando você não é, e agir com poder em tempos de fraqueza.
Justin Holcomb é o Diretor Acadêmico do centro de treinamento do The Resurgence
Traduzido por Filipe Schulz
Intercâmbio feito por Guilherme Barros
Artigo originalmente publicado em: http://iprodigo.com/traducoes/siga-seu-coracao.html