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terça-feira, 1 de julho de 2014

Feliz Dia dos “Falhos”!

Todo pai que eu conheço (incluindo o que eu conheço melhor: eu) vive com pesar. Todos nós temos estragado tudo com os nossos filhos, em alguns aspectos muito grandes e ruins. E isso pode tornar o dia dos pais humilhante, constrangedor e até mesmo doloroso. Recebemos honra e louvor, mas nós sabemos que realmente não merecemos.

Dia dos Pais pode ser uma dura lembrança de nossas falhas em um dos mais importantes papeis da vida - o papel de um pai. Para todos vocês, pais lá fora, deixe-me ser o primeiro a desejar-lhe um "Feliz dia da falha." Agora, deixe-me apontar na direção de Jesus.

JESUS ​​TIRA O PECADO

As últimas palavras são ditas para serem palavras duradouras, e o Antigo Testamento da Bíblia termina com algumas palavras duradouras. O profeta Malaquias registra essas palavras finais de Deus, que disse: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:5-6).

Cerca de 400 anos depois que esta mensagem foi entregue, João Batista mostra-se a desempenhar o papel de Elias (Jesus deixa isso claro em Mateus 17:12) e proclama Jesus como "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! "(João 1:29).

Como Jesus tira o pecado daqueles que confiam nele para o perdão, substitui coração duros por corações moles. Com novos corações, os pais amam as crianças e as crianças amam os pais de uma forma que é maior do que o pecado, o fracasso, vergonha e arrependimento.

JESUS ​NOS ​AMA EM NOSSA FALHA

Pais, o amor de Deus Pai derramado por nós em Jesus nos permite ultrapassar nossos piores fracassos. Ele nos vê através da justiça de Jesus e convida-nos a nos ver no mesmo caminho, mesmo quando nós falhamos. Isto significa, na prática, eu posso ter meus pecados publicamente contra meus filhos através da confissão e arrependimento. E, embora as conseqüências do meu pecado possam demorar, não há condenação, então meu coração está livre para amar os meus filhos de uma maneira que supera a tristeza que eu sinto de ferir aqueles que eu mais amo.

Na letra de "Como Ele ama", uma canção que muitas vezes cantamos juntos em adoração: "Eu não tenho tempo pra manter esses pesares quando eu penso sobre o caminho... Ele nos ama."

JESUS NOS AJUDA A PERDOAR

Filhos e filhas, o amor do Pai derramado por nós em Jesus nos capacita a perdoar os pais que falharam conosco. É por isso que a Bíblia nos ensina a: "Seja gentil com o outro, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32). Assim como Jesus muda o coração dos pais, ele muda o coração das crianças também. Ele pode tomar o coração ferido de uma criança destinada à dureza de amargura e torná-lo suave e indulgente.

O Pai enviou seu Filho para mudar os corações dos pais e seus filhos. E Jesus fez exatamente isso. Ele nos dá novos corações cheios de amor. A Bíblia é verdadeira e nos exorta: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados." (1 Ped. 4:8).


Pais, há apenas um Pai perfeito, e não somos ele. Mas ele torna possível para homens falhos como nós realmente ter um feliz dia dos pais.


Fonte: http://theresurgence.com/2014/06/15/happy-failure-s-day

Tradução feita por Jéssica Figueredo

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os Filhos não Estão à Procura de Pais Perfeitos

Embora nossos filhos aprendam a partir do que dizemos, eles aprendem ainda mais através do que somos e do que fazemos. Nossa fé, nossa oração, nosso ensino e nossa vida devem ser partes de um conjunto harmonioso. Sendo assim, a implementação do nosso ensino como pais-profetas necessita ser moldada por Deus.

O principal modelo piedoso para nós como pais-profetas é o Senhor Jesus, o qual superou todos os outros como um verdadeiro profeta, professor, pescador de homens  e fazedor de discípulos. Agimos bem ao fazermos um estudo particular dos Evangelhos com os olhos em como Cristo andou treinando seus discípulos. Um bom professor procura por bons modelos e se esforça constantemente para aprimorar suas habilidades e melhorar seus métodos. Cristo nos oferece o melhor modelo e abundantes recursos aos quais podemos recorrer à medida em que assumimos o tarefa de ensinar e treinar nossos filhos.

Os filhos não estão à procura de pais perfeitos, e eles são incrivelmente generosos. Eles têm uma maneira incomum de saber quem seus pais são e o que eles representam. É difícil guardar nossos segredos de alguém quando vivemos sob o mesmo teto. Nossos filhos estão sempre lendo o livro da nossa vida. Além da Bíblia, a maneira como vivemos a nossa fé dia após dia é o livro mais importante e que sempre será lido por nossos filhos.

O que as crianças precisam ver não é uma mãe perfeita ou pai perfeito, nem, certamente, uma mãe ou pai que nunca dizem: "Eu sinto muito." Eles precisam ver em nós um compromisso inabalável com Jesus Cristo, um amor incondicional por eles, e um forte vínculo amoroso um para com o outro como marido e mulher . Eles precisam ver a mãe e o pai trabalhando ombro a ombro, dos quais as crianças podem dizer : "Minha mãe e meu pai odeiam o pecado, eles amam a Deus, e sua única esperança está em Cristo Jesus. Eles querem, com tudo o que há neles, viver uma vida santa e piedosa . Eu posso ver isso, eu posso sentir isso; Eu sei que é verdade e que é real, e eu quero ser como eles. Eu quero que o Deus do meu pai e da mãe seja o meu Deus." Em particular, o modelo piedoso deve inculcar lentamente nos filhos a convicção de que a vida cristã é um modo de vida o qual proporciona a verdadeira alegria, o verdadeiro propósito e significado da vida, e despertar neles uma espécie de ciúme santo a fim de quererem essas coisas para si mesmos. Conforme nossos filhos leem o livro da nossa vida, eles aprendem como Deus, Cristo, a Bíblia, a fé , a oração e a adoração em família são importantes para nós.

Texto original disponível em: http://www.ligonier.org/blog/children-are-not-looking-perfect-parents/ POR: JOEL BEEKE / 10 de maio de 2014.

TRADUZIDO E EDITADO POR LETÍCIA LIMA

               https://www.facebook.com/leticiaa.limaa

terça-feira, 1 de abril de 2014

Criando Filhos para Morrer

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmos 127:3

Os valores do mundo tem uma tendência inequívoca de se distanciar dos parâmetros bíblicos, e isto é um fato até mesmo esperado pois trata-se de um conflito de reinos e de cosmovisões diferentes. Alarmante mesmo é quando a própria igreja, povo de Deus comprado por um alto preço, deixa enveredar-se por caminhos que são sábios aos seus próprios olhos, ignorando os princípios eternos e imutáveis da palavra de Deus. Lamentavelmente isto tem ocorrido com bastante frequência, e, como de costume, a família é um alvo sempre almejado pelo mundanismo, principalmente a criação dos filhos.

Tendo como ponto de partida a reflexão presente no Salmo 127:3, já é possível verificar a flagrante inconsistência dos cristãos que não desejam ter filhos. Quem em sã consciência rejeitaria uma herança preciosa dada por um pai amoroso? Assim são os filhos, e aqueles que pensam como o mundo, colocando seu corpo, sua carreira, e suas finanças como prioridades de suas vidas, evitando filhos por vê-los como empecilhos aos seus projetos pessoais, demostram grande ingratidão contra Deus. Esta passagem é clara nesse sentido.

No entanto, o objetivo do texto vai além disto, e alcança até mesmo aqueles que aceitam esta bendita herança, mas não compreendem que o herdado deverá levar para sempre o nome e a memória daquele que concedeu os bens. Os filhos são herança de Deus e como tal devem levar adiante o legado e a honra daquele que nos presentou com tamanha dádiva. Não foram nos dados para nosso bel prazer e satisfação de carências afetivas. Também não estão sob nossa guarda para que possamos oferecer-lhes benesses matérias sem fim, numa plena e completa overdose de proteção e alegria irresponsável e mimada. Nós devemos esmerar-se para que honrem o legado do Senhor, ainda que isso custe suas vidas, reputações e bem estar. Filhos santos são o galardão do ventre de uma mãe santa!

Devemos refletir com sinceridade: Qual seria a nossa maior alegria como pais?

Ter um filho que teve uma vida gloriosa e próspera aos olhos do mundo, ou ter um filho que se mostrou sempre fiel à Deus ainda que isto lhe custasse caro, talvez até mesmo a vida? Nosso desejo é cevá-los com diversos cuidados e benefícios, sempre na meta de que eles devem ter tudo que não tivermos, ou nosso alvo é instrui-los ao crescimento, afastando-os das conquistas fáceis e sem luta, e dos alvos superficiais de uma sociedade consumista e materialista? Queremos filhos que sejam servidos ou que sirvam ao Senhor e ao próximo?

Vejamos o relato do Anjo que anunciou o nascimento de Zacarias e miremo-nos nos seu exemplo: 
Mas o anjo lhe disse: "Não tenha medo, Zacarias; sua oração foi ouvida. Isabel, sua mulher, lhe dará um filho, e você lhe dará o nome de João.
Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele,
pois será grande aos olhos do Senhor.
Lucas 1:13-15

O prazer de Zacarias tinha nome: João Batista. E este seria um mártir da fé. Não lhe aguardava um futuro fácil, um emprego estável, um concurso federal. Ele não seria aprovado numa faculdade de renome, tão pouco se casaria com uma bela e vistosa jovem de sua vizinhança. Por mais que essas coisas sejam legítimas, este não era o caminho proposto por Deus para João.

Mas nem por isso percebemos pesar em seu pai. A profecia diz exatamente o contrário: ele seria sua alegria. Como homem piedoso e temente, Zacarias tinha como satisfação perceber que o seu filho seria fiel a Deus e cumpriria a vontade do Pai Eterno. As outras coisas são secundárias diante de um futuro tão glorioso. Ele sabia o que era de fato importante, não se deixou levar-se pelas coisas lícitas, mas que podem nos afastar do caminho que glorifica ao Senhor quando entronizados como ídolos do coração. A morte de João pelo evangelho, em que pese a tristeza do luto, produzia a certeza da grande dádiva recebida por aquele pai tão temente ao Senhor. Morrer por Cristo é um privilégio dado a poucos. Teríamos nós esse mesmo sentimento?

É preciso criar filhos que desejem viver menos para si mesmos, e que anelem cada vez mais morrer pelo evangelho. E esse é o grande desafio. Pois nosso coração pode facilmente idolatrar casamento, emprego e tantas outras coisas. Não podemos priorizar as dádivas e esquecer do Deus doador. Honrá-lo, como herança sua, deve ser a prioridade em nossas vidas e nas vidas dos nossos filhos. Esse é o testemunho de Cristo para nós e para nossa futura ou atual descendência:

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.
Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?

Que este seja nosso desejo como pais, tanto aqueles que já são como os que serão. Aos que já tem filhos, sempre há tempo para corrigir posturas, e ensiná-los a amar a Deus mais do que o presente século e seu conforto temporal. Para os outros, nos quais me inclui, que ainda não receberam esta dádiva, que tenhamos desde já a sabedoria e o temor para prepará-los desde os primeiros passos à seguir o caminhos da cruz, pois assim um dia estaremos com eles e o nosso Cristo desfrutando de sua presença gloriosa na eternidade. Não há desejo mais belo do que esse na face da terra, por isso precisamos de pais com essa disposição santa, contrariando o mundo com os olhos no eterno.

Rodrigo Ribeiro

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma Reflexão para Mães e Filhos


A família exerce uma influencia imensurável na formação das pessoas, em virtude de ser responsável pela educação mais básica e os passos iniciais de camadas muito profunda da cosmovisão. Neste aspecto, dentro do contexto familiar, a figura materna recebe uma notável importância, pois tem o dever de estar muito próxima dos filhos nos momentos iniciais e mais marcantes de sua jornada nesta terra.

Grandes homens da história atestaram a benéfica influência de suas genitoras, e não só nos aspectos educacionais, mas principalmente espirituais, como no notório exemplo da mãe de Agostinho que orou por anos a fio pela conversão do filho, que passou de um libertino para uma das lideranças mais importantes do Cristianismo.

Mas a reflexão proposta neste texto tem por base as palavras de GREGÓRIO DE NAZIANZO(Pai da Igreja) sobre a piedade sua mãe:

"Ela foi uma esposa segundo o desejo de Salomão; em todas as coisas sujeita a seu esposo segundo as leis do matrimônio, não se envergonhou que ele fosse seu mestre e líder na verdadeira religião.

Ela solucionava o difícil problema de unir a mais elevada cultura, especialmente no conhecimento das coisas divinas e o estrito exercício da devoção, com o cuidado prático de sua casa.Se ela era ativa em sua casa, era como se nada conhecesse dos exercícios da religião; se ela se ocupava de Deus e do seu culto, era como se fosse estranha a cada ocupação terrena: ela era tudo em todas coisas.

As experiências tinham instilado nela a livre confiança nos efeitos da oração; por isso ela era mui inteligente nas súplicas, e por meio das orações superava até mesmo os sentimentos mais profundos da tristeza que lhe sobrevinha e dos sofrimentos dos outros. Por esse meio ela tinha atingido tal controle sobre seu espírito, que em cada dor que encontrava, nunca emitia sequer um tom queixoso, sem antes render graças ao Senhor."

Em um resumo rápido identificamos características valiosas nesta mulher de Deus: submissão, integridade nos deveres domésticos e no culto à Deus, vida de oração e um espírito grato e permeado de contentamento.

Tais atributos influenciaram o seu esposo (que era um bispo herege antes de conhecê-la, mas tornou-se ortodoxo), e principalmente seu filho, o mais notável entre os pais capadócios, um grande teólogo do Século IV, proeminente no concílio de Constantinopla.

Mulheres piedosas são instrumentos de Deus para preparar filhos para um caminho de fidelidade a Deus e ao seu evangelho.
Precisamos de mais mulheres assim.
E consequentemente de mais filhos que honrem este exemplo virtuoso.

Rodrigo Ribeiro
Facebook: https://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811

Graças a Deus reconheço estas virtudes na minha mãe: Rosilda Barros Ribeiro.
Que Deus me conceda a graça de honrar seu legado.

Te amo gata!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deu no Jornal hoje; Deus no Jornal Hoje

Na edição de hoje do Jornal Hoje, uma seção intitulada jovens do Brasil discutiu sobre o problema do consumismo entre os jovens brasileiros. Entre vários testemunhos e estatísticas, o psiquiatra  Hermano Tavares dava orientações sobre compulsão por compras, real necessidade de algo e planejamento. Veja a entrevista completa em

O que mais me chamou atenção foi a fala dele na qual diz que o jovem ainda não tem o córtex pré-frontal bem desenvolvido. Esta região é responsável pelas tomadas de decisões levando em consideração o fator tempo. E nos ajuda a fugir das compulsões. O arremate dele é sensacional e abre as portas para o que eu quero falar. (veja a partir dos 24 minutos do vídeo) .Diz ele para os jovens:

    "Jovem, pega emprestado o córtex de teus pais".

Pronto.  A biologia afirma, através de nossa composição e desenvolvimento cerebrais, o que a Bíblia afirmou no quinto mandamento Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.  (Ex 20.5)

Filhos, é de vossa natureza necessitar da orientação de seus pais. Eles são agentes de Deus em nossas vidas. Ao olhar para eles, lembrem-se de que um Pai amoroso nos céus foi que os deu para te guiar, ensinar e nos conduzir. Precisamos deles, precisamos considerá-los. E honrá-los vai muito além de mero formalismo, mas de atentar às suas orientações, ensino e disciplina. E admitamos que  não dá pra viver sem eles. Além de seu amor, dedicação e esmero para nos dar e ensinar sempre o melhor, a nossa própria condição biológica nos manda honrá-los e ouvi-los, para o nosso próprio bem.

Pais, vejam as responsabilidades que temos, pois Deus colocou em nossas mãos a condução de uma pessoa para a vida, a fim de que nesta, o nome de Deus seja honrado e exaltado. Criemos nossos filhos no temor do Senhor, na sua graça e entendamos que eles são nossos filhos, não nossos escravos. O quinto mandamento também é para os pais. Orientem seus filhos sob a Palavra de Deus, a fim de que ele cresça sadio e entendendo o princípio da glória de Deus em todas as coisas. Não abandonemos nossos filhos. Eles precisam de nós. E que nisto vejamos o quanto nós precisamos do Pai Nosso que está nos céus.

Deus nos abençoe.

Presb. Cicero Pereira
@ciceroeiris


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Por que muitas crianças criadas na igreja a abandonam quando crescem? Com a Palavra Joel Bekee

Toda igreja deseja ter crescimento. No entanto, é surpreendente como poucas delas buscam promover isso por meio de uma ênfase na necessidade de se criar os filhos na verdade da aliança. Poucos lutam com o porquê de muitos adolescentes se tornarem membros apenas nominais das igrejas, com uma mera noção de fé ou abandonarem a verdade evangélica em troca de doutrinas não bíblicas e modismos na adoração.

QUAL A CAUSA DISTO? COM A PALAVRA, JOEL BEEKE.

Creio que uma das principais razões para esse fracasso é a falta de ênfase no culto doméstico. Em muitas igrejas e lares, ele é algo opcional ou, no máximo, uma prática superficial, como uma breve oração de agradecimento antes das refeições. Consequentemente, muitas crianças crescem sem nenhuma experiência ou impressão da fé cristã e da adoração como uma realidade diária. Quando meus pais comemoraram suas bodas de ouro, todos nós, seus cinco filhos, decidimos agradecer a eles pela mesma coisa, sem consultarmos um ao outro. Surpreendentemente, agradecemos nossa mãe por suas orações, e nosso pai por sua liderança no culto doméstico de domingo à noite. Meu irmão disse:

 “Pai, a lembrança mais remota que tenho é a de lágrimas escorrendo pelo seu rosto enquanto você nos ensinava sobre como o Espírito Santo guia os crentes, nas noites de domingo, quando usava o livro O Peregrino. Quando eu tinha três anos de idade, Deus o usou em nosso culto doméstico para me convencer que o cristianismo era verdadeiro. Não importa o quanto tenha me desviado nos últimos anos, nunca pude questionar seriamente a veracidade do cristianismo e quero lhe agradecer por isso”.

Poderíamos ver um reavivamento entre os nossos filhos? Que possamos nos lembrar que Deus usa a restauração do culto doméstico como um prenúncio de avivamento na igreja. Um exemplo disso é a aliança da congregação puritana, de 1677, em Dorchester, Massachusetts, que incluía o compromisso de:

reformar nossas famílias, empenhando-nos para ter
um cuidado consciente para manter a adoração a
Deus em nosso culto doméstico; comportando-nos
em nossa casa com corações perfeitos; executando
todos os afazeres domésticos com fidelidade; educando,
instruindo e exortando nossos filhos e família
a guardarem os caminhos do Senhor.

Conforme as coisas são em casa, assim o serão na igreja e na nação. O culto doméstico é o fator que determina como as coisas andam no lar. É claro que o culto doméstico não é o único fator determinante para isso. Ele não substitui outras obrigações paternas. O culto doméstico sem o bom exemplo dos pais é fútil. O ensino espontâneo que surge ao longo de um dia comum é crucial. Todavia, separar momentos para o culto doméstico também é importante. Ele é a base bíblica da criação de filhos.

Trechos iniciais do livro Adoração No Lar, de Joel Beeke, publicado pela Editora Fiel.

 Nota: O fato de o autor citar o culto doméstico no domingo a noite é pelo fato de os cultos dominicais nas igrejas americanas serem realizados no horário da manhã.

Presb. Cícero da Silva Pereira