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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A "Manifestação" do Antinomianismo nos Arraiais Evangélicos Brasileiros

Em minha última viagem aos Estados Unidos fiquei impressionado com o número de crentes que estão abraçando o antinomianismo. Um pastor amigo compartilhou que em sua igreja dois pastores abandoram a denominação por se considerarem antinomianos. Para piorar a situação, sei de inúmeros casos no Brasil onde pastores e líderes de segmentos denominacionais diferentes rejeitam o cumprimento da lei moral de Deus. 

Um antinomianista significa literalmente alguém que se posiciona contra a lei. Na verdade, ele é um "antilei". Ele nega ou diminui a importância da lei de Deus na vida do crente. 

Os antinomianistas acreditam que em virtude da graça adquirida em Cristo  o crente está desobrigado a obedecer às leis morais de Deus simplesmente  porque Jesus os libertou da lei. Para estes a graça não só liberta da maldição da lei de Deus, mas também nos liberta da obrigação de obedecê-la. 

Caro leitor, o antinomianismo é antibíblico pela razão de que o Senhor deseja com que obedeçamos a lei moral de Deus. O apóstolo João em sua primeira carta nos adverte a guardar os mandamentos do Senhor. (I João 5:03), isso sem falar é claro nos inúmeros textos que nos incentivam a viver a vida de forma santa. Ora, o antinomianismo é contrário a tudo o que a Bíblia ensina. Deus espera que vivamos uma vida de moralidade, amor e integridade. Além disso as Escrituras nos ensinam devemos lutar para vencer o pecado e viver uma vida de santidade. João nos admoesta a  guardarmos os mandamentos do Senhor: "Ora, aquele que diz: eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou." 

Para terminar cito o notável teólogo R.C, Sproul que  ensinou: 

"O Antigo Testamento é um testemunho monumental da maravilhosa graça de Deus em favor de seu povo. Semelhantemente, o Novo Testamento está literalmente cheio de mandamentos. Não somos salvos pela lei, mas demonstramos nosso amor a Cristo obedecendo a seus mandamentos." Jo 14.15. 

Pense nisso!

Renato Vargens

Publicado em: http://renatovargens.blogspot.com.br/2014/07/a-manifestacao-do-antinomianismo-aos.html?m=1
Intercâmbio feito por Joana Revoredo

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Em Adão

A aderência do pecado original

Ele adere em nós como o negror à pele do etíope, de tal modo que não podemos nos livrar dele. Paulo pôde sacudir a víbora de sua mão, mas não foi capaz de se livrar dessa corrupção engendrada. Pode ser comparada à figueira brava crescendo pela parede, que mesmo com as raízes arrancadas ainda brota pelas pequenas fibras nas juntas dos tijolos e que não sumirá até a parede ser destroçada. A concupiscência original não é como um convidado que passa a noite, mas um morador: "o pecado que habita em mim" (Rm 7.17).

O pecado é "um espírito maligno" que nos persegue aonde quer que vamos: "os cananeus persistiam em habitar nessa terra" (Js 17.12).

O pecado original põe obstáculo à adoração

O pecado nos atrasa e atrapalha no exercício da adoração a Deus. De onde vêm toda essa apatia e falta de vida na religião? É o fruto do pecado original. Isso é o que nos faz adormecer nos deveres: "Porque não faço o bem que prefiro" (Rm 7.19). O pecado é comparado a um peso (Hb 12.1). Um homem que tem pesos amarrados às suas pernas não pode correr rapidamente. É como aquele peixe, de que Plínio fala, uma lampreia marítima, que se gruda à quilha do navio e atrapalha seu deslocamento ao navegar.

O pecado original mostra sua força repentinamente

Embora esteja latente na alma, o pecado original é como uma fonte subterrânea, que sempre explode inesperadamente. Cristão, creia que o mal que está no teu coração pode romper repentinamente, caso Deus permita. Veja o caso de Hazael, que disse: "Pois que é teu servo, este cão, para fazer tão grandes coisas?" (2Rs 8.13), ele não podia acreditar que tinha tal raiz de amargura em seu coração, tanto que seria capaz de rasgar o ventre de mulheres grávidas. É teu servo um cão? Sim, e ainda pior que um cão, quando a corrupção original dentro de nós é provocada. Se alguém tivesse dito a Pedro: "Pedro, dentro de algumas horas você vai negar Cristo", ele teria dito: "É teu servo um cão?" Porém, que impressionante. Pedro não conhecia o próprio coração, nem por quanto tempo aquela depravação prevaleceria sobre ele.

O mar pode estar calmo e até parecer límpido, mas quando o vento sopra, ele esbraveja e espuma. Assim é o teu coração, embora agora ele pareça bom, quando a tentação sopra, como o pecado original se revela, ele te faz espumar com concupiscência e com cólera. Quem pensaria encontrar adultério em Davi, bebedeira em Noé e blasfêmia em Jó? Se Deus deixasse o homem por si mesmo, quão rápido e escandalosamente o pecado original romperia nos homens mais santos da terra.

THOMAS WATSON


Publicado em: http://www.fidesreformata.com/2011/07/em-adao-thomas-watson-1620-1686.html

Intercâmbio feito por Walber Arruda

terça-feira, 1 de julho de 2014

Feliz Dia dos “Falhos”!

Todo pai que eu conheço (incluindo o que eu conheço melhor: eu) vive com pesar. Todos nós temos estragado tudo com os nossos filhos, em alguns aspectos muito grandes e ruins. E isso pode tornar o dia dos pais humilhante, constrangedor e até mesmo doloroso. Recebemos honra e louvor, mas nós sabemos que realmente não merecemos.

Dia dos Pais pode ser uma dura lembrança de nossas falhas em um dos mais importantes papeis da vida - o papel de um pai. Para todos vocês, pais lá fora, deixe-me ser o primeiro a desejar-lhe um "Feliz dia da falha." Agora, deixe-me apontar na direção de Jesus.

JESUS ​​TIRA O PECADO

As últimas palavras são ditas para serem palavras duradouras, e o Antigo Testamento da Bíblia termina com algumas palavras duradouras. O profeta Malaquias registra essas palavras finais de Deus, que disse: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:5-6).

Cerca de 400 anos depois que esta mensagem foi entregue, João Batista mostra-se a desempenhar o papel de Elias (Jesus deixa isso claro em Mateus 17:12) e proclama Jesus como "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! "(João 1:29).

Como Jesus tira o pecado daqueles que confiam nele para o perdão, substitui coração duros por corações moles. Com novos corações, os pais amam as crianças e as crianças amam os pais de uma forma que é maior do que o pecado, o fracasso, vergonha e arrependimento.

JESUS ​NOS ​AMA EM NOSSA FALHA

Pais, o amor de Deus Pai derramado por nós em Jesus nos permite ultrapassar nossos piores fracassos. Ele nos vê através da justiça de Jesus e convida-nos a nos ver no mesmo caminho, mesmo quando nós falhamos. Isto significa, na prática, eu posso ter meus pecados publicamente contra meus filhos através da confissão e arrependimento. E, embora as conseqüências do meu pecado possam demorar, não há condenação, então meu coração está livre para amar os meus filhos de uma maneira que supera a tristeza que eu sinto de ferir aqueles que eu mais amo.

Na letra de "Como Ele ama", uma canção que muitas vezes cantamos juntos em adoração: "Eu não tenho tempo pra manter esses pesares quando eu penso sobre o caminho... Ele nos ama."

JESUS NOS AJUDA A PERDOAR

Filhos e filhas, o amor do Pai derramado por nós em Jesus nos capacita a perdoar os pais que falharam conosco. É por isso que a Bíblia nos ensina a: "Seja gentil com o outro, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32). Assim como Jesus muda o coração dos pais, ele muda o coração das crianças também. Ele pode tomar o coração ferido de uma criança destinada à dureza de amargura e torná-lo suave e indulgente.

O Pai enviou seu Filho para mudar os corações dos pais e seus filhos. E Jesus fez exatamente isso. Ele nos dá novos corações cheios de amor. A Bíblia é verdadeira e nos exorta: “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados." (1 Ped. 4:8).


Pais, há apenas um Pai perfeito, e não somos ele. Mas ele torna possível para homens falhos como nós realmente ter um feliz dia dos pais.


Fonte: http://theresurgence.com/2014/06/15/happy-failure-s-day

Tradução feita por Jéssica Figueredo

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Homem é Capaz, por si mesmo, de Conhecer a Deus ou Agradá-lo? Com a Palavra, Martinho Lutero.

Precisamos permitir que Paulo explique o seu próprio ensinamento. Diz ele em Romanos 3.9: "Que se conclui? Temos nós [os judeus] qualquer vantagem [sobre os gentios]? não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado". 
Não somente são todos os homens, sem qualquer exceção, considerados culpados à vista de Deus, como também são escravos desse mesmo pecado que os torna culpados. Isso inclui os judeus, os quais pensavam que não eram servos do pecado porque possuíam a lei de Deus. Mas, visto que nem judeus nem gentios têm-se mostrado capazes de desvencilharem-se dessa servidão, torna-se evidente que no homem não há poder que o capacite a praticar o bem. 
Essa escravidão universal ao pecado inclui até mesmo aqueles que parecem ser os melhores e mais retos. Não importa o grau de bondade que um homem possa alcançar; isso não é a mesma coisa que possuir o conhecimento de Deus. O mais admirável que há nos homens é sua razão e sua vontade, todavia, é forçoso reconhecer que essa mais nobre porção dos homens está corrompida. Diz Paulo, em Romanos 3.10-12: "Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer". O significado dessas palavras é perfeitamente claro. Deus é conhecido através da razão e da vontade humanas. Porém, nenhum ser humano, somente por sua natureza, conhece a Deus. Precisamos concluir, por conseguinte, que a vontade humana está corrompida e que o homem é totalmente incapaz, por si mesmo, de conhecer a Deus ou de agradá-Lo. 
Talvez alguma pessoa audaciosa atreva-se a dizer que somos capazes de fazer mais do que de fato fazemos; porém, o que aqui nos interessa é o que somos capazes de fazer, e não o que estamos ou não estamos fazendo. O trecho das Escrituras citado por Paulo, em Romanos 3.10-12, não nos autoriza a fazer tal distinção. Deus condena tanto a incapacidade pecaminosa dos homens quanto os seus atos corruptos. Se os homens fossem capazes, ainda que o mínimo possível, de movimentarem-se na direção de Deus, não haveria mais qualquer necessidade de Deus salvá-los. Deus permitiria que os homens salvassem-se a si mesmos. Porém, nenhum deles está apto nem ao menos a fazer a tentativa. 
No trecho de Romanos 3.19, Paulo declara que toda boca se calará diante de Deus, porque ninguém poderá argumentar contra o julgamento divino, visto que nada existe, em pessoa alguma, digno de ser elogiado pelo Senhor — nem ao menos um arbítrio livre para voltar-se espontaneamente para Ele. Se alguém disser: "Tenho uma capacidade própria, ainda que pequena, de voltar-me para Deus", esse alguém deve estar querendo dizer que pensa que nele há alguma coisa a qual Deus possa elogiar e não condenar. Sua boca não está calada, mas tal ideia contradiz as Escrituras. 

Deus ordenou que toda boca ficasse calada. Não é apenas certos grupos de pessoas que são culpados diante de Deus. Não apenas os fariseus, dentre o povo israelita, estão condenados. Se isso fosse verdade, então os demais judeus teriam tido alguma capacidade própria para guardar a lei e evitar de tornarem-se culpados. Porém, até mesmo os melhores dentre os homens estão condenados por sua impiedade. Estão espiritualmente mortos, da mesma forma que aqueles que de maneira alguma procuram guardar a lei de Deus. Todos os homens são ímpios e culpados, e merecem ser punidos por Deus. Essas coisas são tão evidentes que ninguém pode nem mesmo sussurrar uma palavra contra elas!
Com a palavra feito por Jhonatas Araujo
Livro: Nascido Escravo Martinho Lutero Paginas: 21 e 22 Editora: Fiel


quarta-feira, 4 de junho de 2014

E Carne Oferecida ao Diabo? Posso Comer?

Muitos cristãos enfrentam dúvidas sinceras convivendo com a cultura que os cerca. Posso isso? Posso aquilo? É pecado aquilo outro? Dependendo da cultura, as perguntas variam, mas no fundo todas elas são resultado do fato que nem sempre a linha que divide o certo do errado é muito clara. 
Paulo enfrentou um caso destes na igreja de Corinto. Havia festivais pagãos oferecidos aos deuses nos templos da cidade, onde se sacrificavam animais e se comia a carne deles. Fazia parte da cultura pagã daqueles dias. Os novos convertidos de Corinto, grande parte deles ex-idólatras (1Cor 6:9-11), estavam cheios de dúvida se podiam ao menos comer carne, pois sempre corriam o risco de, sem saber, estarem comendo a carne de algum animal que havia sido oferecido aos ídolos e aos demônios.
Eles haviam discutido o assunto e se dividiram em dois grupos: os “fortes,” que achavam que podiam comer, e os “fracos,” que achavam que não e preferiam ficar com os legumes (leia 1Co 8—10 para ver o contexto). E mandaram uma carta a Paulo sobre isto (1Cor 8:1). Eram os crentes livres para comer carne mesmo correndo este risco? A resposta de Paulo foi tríplice:
1) O crente não deveria ir ao templo pagão para estas festas e ali comer carne, pois isto configuraria culto aos ídolos e portanto, idolatria. É referindo-se a participar do culto pagão que ele diz “não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Cor 10:19-23).
2) O crente poderia aceitar o convite de um amigo pagão e comer carne na casa dele, mesmo com o risco de que esta carne tivesse sido oferecida aos ídolos. E não deveria levantar o assunto. Se não houvesse ninguém que levantasse a questão e ninguém que fosse se sentir ofendido, o crente poderia comer a carne oferecida por seu amigo descrente. Se, todavia, houvesse alguém presente ali que se escandalizasse, o crente não deveria comer. A proibição de comer não era porque era pecado, mas porque iria ofender o irmão de consciência débil e fraca que porventura estivesse ali também, como convidado (1Cor 10:27-31).
3) E por fim, Paulo diz que o crente pode comer de tudo que se vende no mercado sem perguntar nada. O argumento dele é que a terra e a sua plenitude – isto é, tudo o que Ele criou – é de Deus e intrinsecamente bom, se usados corretamente. (1Cor 10:25-26).
Mais tarde, ele escreve a Timóteo criticando os que “exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1Tim 4.3-4).
Parece claro que o raciocínio de Paulo é que a carne só se torna anátema e proibida para o crente enquanto estiver no ambiente pagão de consagração aos ídolos. Uma vez que a carne saiu de lá e foi para o açougue e de lá para a mesa do crente ou do seu vizinho descrente, não representa mais qualquer ameaça espiritual. De outra forma, Paulo não teria permitido o seu consumo em casa e na casa de um amigo. A restrição é somente no ambiente de culto e consagração pagã.
Alguns dos coríntios, para não arriscar, tinham preferido só comer legumes, com receio de ficarem contaminados com os demônios a quem a carne teria sido oferecida: “o débil come legumes” (Rm 14.2). Paulo certamente preferia que os crentes da cidade seguissem o caminho dos que ele chama de “fortes,” que é daqueles que já aprenderam que só há um Deus e um Senhor e que tudo é dele. A Igreja não pode ficar refém da ética dos “débeis” pois inevitavelmente descamba para o legalismo. Mas, ele admite que “não há este conhecimento em todos” (1Co 8.7) e determina que, em amor e consideração a estes irmãos, haja respeito e consideração uns para com os outros.
Em resumo: à exceção dos churrascos nos templos pagãos, os crentes podiam comer em casa carne comprada no mercado, e na casa de amigos descrentes quando convidados. Quem não se sentisse a vontade para fazer isto, por causa da consciência, que comesse legumes. Não havia problemas, desde que não condenassem os que se sentiam tranquilos para comer carne. E estes, não deveriam zombar e desprezar os outros.
PS IMPORTANTE - antes de perguntar sobre objetos e coisas amaldiçoados leia meu artigo sobre o tema aqui:

Rev. Augustus Nicodemus
Intercâmbio feito por Caio Anderson

terça-feira, 6 de maio de 2014

A América Será Julgada?

A razão pelo qual o Evangelho de Jesus é precioso é que ele oferece alegremente o resgate de um julgamento furioso. A Bíblia fala do “furor da ira do Deus todo-poderoso.” A Bíblia também exulta que “Jesus nos livra da ira vindoura” (1 Tessalonicenses 1.10). Foi o próprio Deus Pai quem enviou Jesus para nos resgatar da sua própria ira: “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (...) muito mais ainda seremos salvos da ira de Deus por meio dele!” (Romanos 5:8-9).


Como as Escrituras relatam o julgamento de Deus?
Há pelo menos cinco formas que a Bíblia trata do julgamento de Deus.
1.Em Seu julgamento, Deus entrega o impenitente a durezas nessa vida.
“Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, (...) Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si.” (Romanos 1.18,24; veja Romanos 11.7-8)
2. Em Seu julgamento, Deus pune nações ao longo da História, tanto Israel quanto outras.
“Você (Israel) será motivo de desprezo e de escárnio, e servirá de advertência e de causa de pavor às nações ao redor, quando eu castigar você com ira, indignação e violência. Eu, o Senhor, falei.” (Ezequiel 5.15)
“Quando minha espada embriagar-se nos céus, saibam que ela descerá para julgar Edom, povo que condenei à destruição.” (Isaías 34.5)
3. Haverá um julgamento final de todos os povos no final da História.
“Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento.” (Romanos 2.5)

4. A morte de Jesus foi o julgamento punitivo final de Deus sobre todo aquele que crê em Cristo.
"Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (João 5.24)
“Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne.” (Romanos 8.3)
5. Os indivíduos algumas vezes são julgados nessa vida, mas para os cristãos, todos os julgamentos são disciplina, não destruição.
“Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.” (Atos 12.23)

“Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram.
Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo.” (1 Coríntios 11.30, 32)

“Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês.” (1 Pedro 1.17)

Deus julga as nações hoje?

O que dizer acerca do julgamento de Deus sobre as nações hoje? E quanto à América como um todo? Existem princípios que apontem como Deus lida com as nações hoje?

Primeiro, a Bíblia mostra Deus como soberano sobre as nações e reinando sobre elas para os Seus propósitos. Isso inclui povos étnicos bem como Estados políticos que emergem ao redor deles: “Pois do Senhor é o Reino; ele governa as nações.” (Salmos 22.28).

Segundo, a Bíblia mostra a relação de Deus com as nações com Ele tolerando o pecado até certo ponto e depois trazendo calamidade. Deus disse a Abrão que os seus descendentes passariam 400 anos em terras estrangeiras como escravos (Gênesis 15.13). Então Deus “traria julgamento sobre a nação a qual eles serviriam” (Gênesis 15.14). Porque tanta demora antes de Deus dar a terra prometida a Israel? Deus responde, “Porque a iniqüidade dos Amorreus ainda não se completou” (Gênesis 15.16). Em outras palavras, havia um nível de corrupção que seria atingido entre as nações da terra prometida que justificaria o julgamento de Deus sobre elas quando Israel retornasse do Egito. Então Deus ensinou o seu povo a não dizer, "O Senhor nos trouxe aqui para tomarmos posse desta terra por causa da nossa justiça". Não! É devido à impiedade destas nações que o Senhor vai expulsá-las da presença de você (Deuteronômio 9.4).

Terceiro, inúmeros textos na Bíblia mencionam os tipos de iniqüidade que Deus tem em mente quando ele diz “a maldade dessas nações”. O julgamento sobre Israel e outras nações é conseqüência de corações arrogantes (Isaías 2.11; 3.15; 13.11), idolatria (Jeremias 16.18; Ezequiel 23.20), suborno (Isaías 1.23), extorsão (Ezequiel 22.12) e opressão ao pobre (Isaías 10.2; Malaquias 3.4).

A seqüência de pecados em Levíticos 18
Mas há uma considerável sequência de pecados em Levíticos 18.20-25 que se parece bastante com o progresso da iniqüidade do mundo ocidental moderno. Moises escreve que foi por causa dessas iniqüidades que “Até a terra ficou contaminada; e eu castiguei a sua iniqüidade, e a terra vomitou os seus habitantes.” (verso 25).

O que levou as nações de Canaã a esse nível de julgamento? Aqui estão os pecados aos quais Moisés estava se referindo:

1. Adultério.
Verso 20: "Não se deite com a mulher do seu próximo, contaminando-se com ela.”

2. Sacrifício de crianças (hoje chamamos de aborto).
Verso 21: "Não entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque.”

3. Relação homossexual
Verso 22: "Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.”


4. Bestialidade
Verso 23: “Não tenha relações sexuais com um animal, contaminando-se com ele. Mulher nenhuma se porá diante de um animal para ajuntar-se com ele; é depravação.”

No Ocidente, nós temos nos movido ao ponto de abertamente aceitarmos o adultério, o assassinato de crianças e o relacionamento homossexual. Iremos agora aprovar a bestialidade? Provavelmente. Semana passada o Huffington Post noticiou que uma mulher encontrou no telefone do seu namorado fotos dele tendo sexo a cachorra dela.

Cinquenta anos a partir de agora? Fifty
A nossa reação a isso provavelmente é a mesma reação das pessoas há cinqüenta anos com relação ao chamado “casamento” homossexual. Há alguma razão para duvidarmos que em cinqüenta anos as leis contra a bestialidade (zoofilia) tomarão o mesmo rumo que as leis contra o relacionamento homossexual tem tomado nos anos recentes? (E quanto a “casamento”, a Wikipédia já tem um verbete sobre “casamento humano-animal”.)

Não seria injustificável, portanto, supor que Deus traria ruína sobre as nações que seguem esse curso de corrupção da forma que as nações Cananeias o fizeram.

É claro que a História não é uma linha reta de inevitabilidades. Deus mesmo pode intervir e trazer à Sua Igreja um grande avivamento de obediência radical e um grande avivamento às nações do Ocidente. Ele tem poder para isso. Ele já fez isso antes. Nós deveríamos orar para que Ele faça. A vingança pretence ao Senhor, não a nós (Romanos 12.19).

Mesmo se a presente onda de que a crescente aprovação da iniqüidade continue, o Evangelho de Cristo permanece o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16). Nenhum indivíduo em Cristo precisa temer o julgamento de Deus. Nós podemos ser mortos aos proclamarmos a santidade bíblica, como Paulo falou em Romanos 8.36, mas em todas essas coisas seremos mais que vencedores naquele que nos amou.


John Piper

Trudizido por: Igor Sabino

segunda-feira, 28 de abril de 2014

3 Maneiras que Noé Resume a Grande História da Bíblia

Todo mundo conhece a história de Noé e a Arca, certo?
Afinal, qual é a casa na América (com crianças pequenas) sem alguma representação de um bicho de pelúcia da arca bonito acompanhado por um arco-íris e uma, com a aparência de um velho barbudo? Os meus filhos adoraram os brinquedos de banho da arca de Noé. Depois, há os livros de histórias, desenhos animados e os "documentários" aparentemente onipresentes alegando "prova" ou que a história é mito, ou que os restos da real arca foram descobertos.

Pode-se também mencionar a minisséries de TV de 1999, ou a comédia de Hollywood 2007 Evan Almighty. Agora, há um novo filme de Hollywood (o que eu não vi), estrelado por nomes como Russell Crowe, Anthony Hopkins e Emma Watson.
Claro, os cristãos biblicamente fiéis seriam rápidos em apontar que essas representações populares inevitavelmente perdem o ponto inteiramente.
Qual é então o ponto?
Muitos cristãos seriam rápidos para dizer que o dilúvio é a respeito do pecado, da justiça e da ira de Deus. E, enquanto que é, pelo menos, parcialmente verdade. As verdades parciais podem ser as mais enganosas de todos. O verdadeiro ponto está no fato de que esta história apresenta alguns dos temas centrais das Escrituras pela primeira vez dentro da narrativa da revelação de Deus.
Deixe-me mostrar-lhe o que quero dizer.

1. NOÉ MOSTRA QUE O PECADO ENTRISTECE DEUS
Para começar, Gênesis 6:6-7 nos dá a primeira visão registrada da resposta de Deus ao pecado um nível emocional. Eu acredito que esta é de importância enorme. E, curiosamente, a primeira resposta de Deus  não é a ira ou raiva. Pelo contrário, o que vemos é tristeza tingida com pesar, como nos é dito que Deus é literalmente entristecido de coração.

Muitas vezes pensamos em pecado em termos meramente transacionais, como a desobediência aos mandamentos ou lei. A infração, então, cria culpa e provoca a ira justa de um Deus santo. Embora tecnicamente verdade, essa visão é inerentemente impessoal e quase mecânica.

A história de Noé apresenta alguns dos temas centrais das Escrituras pela primeira vez dentro da narrativa da revelação de Deus.
O que vemos claramente, primeiramente na história de Noé é que o pecado é essencialmente relacional. Para Deus, o nosso pecado é profundamente pessoal. O que vemos aqui é algo semelhante às emoções de um pai amoroso dolorido e triste ao coração sobre o pecado persistente de um filho ou filha rebelde. Sim, a raiva está na mistura, mas a ênfase principal é profunda dor e decepção transmitidas através de muitos anos de amor paciente.
A história de Noé destrói completamente a venda dos olhos que muitas vezes usamos pelo efeito de nossas escolhas pecaminosas sobre o coração do nosso Pai no céu. Meu pecado faz com que a maior dor em primeiro lugar ao meu Pai no céu. O Rei David tinha razão (Sl. 51:4 ).

2. NOÉ MOSTRA QUE DEUS DÁ GRAÇA
Também importante, e talvez surpreendentemente, a história de Noé nos dá a primeira menção de graça na Bíblia.
Pergunta: Por que Deus salva Noé e sua família?
Anos atrás, quando perguntei, eu imediatamente puxei a minha resposta de Gênesis 6:9: “Noé era um homem justo e íntegro em sua geração." O que eu perdi e que muitos de nós falta-é o verso anterior, que nos diz: “mas Noé achou graça [literalmente graça] aos olhos do Senhor “( Gênesis 06:08 ).
Curiosamente, a primeira resposta de Deus para o pecado não é a ira ou raiva.
Sim, Noé era um homem justo, mas pela graça e não pelas obras. Isso é muito claro por outro conjunto de referências bíblicas na história de Noé: a saber, que crescem uma vinha, fazendo o vinho, ficando bêbado, e que passam a nu (Gn 9:20-23). Noé foi definitivamente justo somente pela graça! A esperança começa a aparecer.

3. NOÉ MOSTRA QUE DEUS FAZ UMA ALIANÇA CONOSCO
A nota mais esperançosa de tudo, no entanto, vem com a primeira ocorrência nas Escrituras da palavra "aliança". Esta é a história de um Pai amoroso e paciente cujos filhos, criados à sua imagem, trazer-lhe dor, angústia, e dor através da rebelião.
A resposta de Deus é o julgamento, trazendo morte universal através do dilúvio. Mas o dilúvio, embora merecido, é impotente para acabar com o pecado e dar um novo começo para uma humanidade justa em um novo jardim. O estado da humanidade não é diferente, depois do dilúvio do que era antes (24:37-39 Matt.). O horror do pecado continua. A intenção de cada coração humano permanece mal (Gen. 6:05). Julgamento e morte continua a ser justa e universalmente merecida hoje.
Sim, Noé era um homem justo, mas pela graça e não pelas obras.
Por um lado, portanto, o dilúvio parece fútil e inútil, mas é aí que reside o ponto principal. O dilúvio não leva a nada (em última instância), mas antecipa tudo. Noé e sua família foram salvos pela graça. Deus estabeleceu um pacto por um só homem pelo qual a raça humana foi preservada.
Esta história verdadeira, de autoria do Espírito Santo através da pena de Moisés, aponta para frente, antecipando um melhor pacto estabelecido de uma vez por todas por um só homem, Jesus.
Ele revela nosso pecado, mostra-nos o coração de Deus, e alerta para o julgamento merecido. Ele antecipa a oferta genuína de uma nova identidade, sendo justificados pela fé em Cristo, que sofreu a morte e o julgamento em nosso lugar. Como resultado, somos adotados em uma nova família sob o Filho justo. Nele conhecemos a alegria da salvação e da promessa de um novo começo em uma nova criatura, livre da presença do pecado.
Pense na história de Noé como sendo como uma mordida de um aperitivo envolto em bacon. Não é satisfatório em si, mas deve levar-nos a salivar em antecipação do banquete por vir. Não vamos perder o ponto principal.


Publicado em:


Tradução e Edição

Jéssica Figueiredo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Igreja é a sua Cara

Muitos criticam a igreja local, o ambiente onde os cristãos se reúnem. E falam bem da Igreja invisível. Contudo, ninguém vê a igreja invisível, e dela fazem parte pessoas visíveis. Jesus nunca disse para não congregarmos, antes nos alertou que teríamos na igreja visível tanto ovelhas como bodes. Tanto joio como trigo. E não caberia a nós separar. O que muitos fazem é apontar os defeitos da igreja local. Contudo, todos temos defeitos.
Uma igreja com a nossa cara será totalmente imperfeita. O problema está quando olhamos para as pessoas imperfeitas ao nosso redor sem ter graça e misericórdia. Então condenamos. Criticamos. Nos afastamos. A igreja, por mais pecadora que seja, é o melhor lugar do mundo. É o lugar onde, apesar de ter joio e trigo juntos, apesar da falta de misericórdia e graça muitas vezes, lá é o lugar onde também poderemos encontrar graça e misericórdia. Onde também encontraremos pessoas tentando ser parecidas com Jesus e aprender com elas. Aprenderemos até com aqueles que não se parecem com Jesus. Aprenderemos a amar, exercitar a paciência, ter coração para com a miséria.
Não busque se afastar das pessoas. Busque estar junto com pecadores que querem ser parecidos com Jesus. Você é igreja. E a igreja é a sua cara. Hoje ela é julgadora, egoísta e prepotente? Talvez seja porque nós somos assim. Graças a Deus porque Ele nos transforma. Eu constantemente me vejo egoísta, julgador e prepotente. E constantemente preciso dobrar meus joelhos e pedir misericórdia. A igreja local é o melhor lugar do mundo onde você pode dedicar sua vida.

Daniel Vasconcelos
Publicado em: http://www.somenteagraca.com/2014/01/a-igreja-e-a-sua-cara.html/

Intercâmbio feito por Jhonatas Araújo