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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Somos Escravos de Cristo?

Todos nós temos uma imagem muito negativa sobre a escravatura, principalmente nos moldes praticados na história do Brasil. Paulo e Timóteo, no primeiro versículo de Filipenses se apresentam como servos (escravos) de Cristo. Na verdade, no original grego a palavra utilizada é doulos (pronuncia-se dulos) e significa escravo.

No Antigo Testamento, as pessoas com um relacionamento mais íntimo e obediente a Deus eram chamadas de servas do Senhor, em uma conotação positiva na medida em que coloca o serviço a Deus em posição de destaque. Moisés, nesse sentido, era um verdadeiro servo do Senhor. Um dos objetivos da vida cristã é de chegar, no final da jornada, e escutar do nosso Senhor: “Servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor”.

No tempo de Paulo, sob a dominação do império romano, a pessoa poderia ser escravizada por quatro razões principais: por dívida, por conquista militar, por livre vontade e por ser filho de escravos. Por que Paulo e Timóteo afirmavam serem escravos de Cristo?

Se Cristo pagou a nossa dívida na cruz, somos sua legítima propriedade, assim somos: escravos por dívida. Se, de fato, Deus nos conquistou e nos libertou do Império das Trevas para o Reino do Filho do seu amor, somos agora escravos por conquista militar. Também não somos obrigados a servir, fomos conquistados pelo seu grande amor, somos, portanto, escravos por livre vontade, a partir da obra regeneradora do Espírito. Como no ritual prescrito no Antigo Testamento, esse tipo de servo tinha as orelhas furadas, representando que desejava servir por toda a vida ao seu Senhor. .

Compreender que somos servos (escravos) honrados por servir a um Deus grande, bom e verdadeiro, ao mesmo tempo, não tendo direito algum em rebelar-se contra o nosso Senhor, pois dele somos propriedade, implica em uma disposição de em tudo honrar o seu santo nome: em nossas ações e reações, em nossas atitudes e pensamentos.

Fiquemos com o exemplo de Cristo, que sendo Deus a si mesmo se esvaziou tomando a forma de SERVO/ESCRAVO, sendo obediente até a morte e morte de Cruz . Sigamos o exemplo de Timóteo que buscou não priorizar os seus próprios interesses (Fp. 2). Sigamos também o exemplo de Paulo para o qual o viver era Cristo (Fp. 1:21). Que Deus nos ajude nesse santo, mas difícil e honroso propósito.

Pb. André Augusto Diniz Lira

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Bendito O Deus que não Atende Todas as Nossas Orações!

Deus é onisciente. Este é um de seus mais conhecidos atributos. No entanto este conhecimento é muitas vezes superficial e inadequado, ou no mínimo, não traz como reflexo nenhuma aplicação prática para nossa fé. Compreender este importante atributo é um recurso indispensável para todos aqueles que necessitam descansar seus corações na sabedoria inefável do Poderoso Deus. Se formos conscientes de nosso estado, todos serão unanimes em reconhecer que esta necessidade é geral, e alcança cada um de nós.

A onisciência de Deus não significa somente que ele sabe de todas as coisas, mas também que ele sempre escolhe os melhores caminhos nos momentos mais oportunos possíveis. É um atributo que nos revela uma sabedoria perfeita, inalcançável. Deus faz tudo da melhor forma possível. Ele controla de modo esplendoroso todos os meios assim como o fim de todas as coisas. Ele o faz com absoluta maestria, ainda que tais caminhos sejam absurdos por diversas vezes aos nossos frágeis olhos carnais.

Mas este atributo não é comunicado a nós, ou seja, nós não somos oniscientes. Sendo assim Ele não seria bondoso para conosco se SEMPRE atendesse os nossos pedidos, que muitas vezes nos fariam mal no fim das contas. As teologias que colocam o poder nas palavras dos homens, vindicando para si o direito de emitir decretos nos quais Deus torna-se um mero agente de suas "sábias" decisões, são heresias que não compreendem nem a infinita sabedoria de Deus, e tão pouco reconhecem as imensas limitações do intelecto humano.

Mas tenho uma excelente notícia: Ele é bom! Tão bom que nós diz não!

Veja o exemplo dos discípulos:

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.

"O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda".
Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles. (Mateus 20:20-22)

Eles queriam beber do cálice de Cristo. Ficar ao seu lado quando fosse erguido. Pensavam que isto significaria glória em Israel, reinando com Ele. Mas isto na verdade significa: Cruz, morte e humilhação. Aqueles posições seriam ocupados por dois ladrões crucificados co, Cristo. Jesus sabia o quão terrível seria o seu destino, ainda que os discípulos não o compreendessem, e por isso foi compassivo com eles, negando suas tolas pretensões. Eles não sabiam o que pediam, mas o mestre sempre soube o que lhes daria.

Em outra narrativa bíblica, percebemos Pedro em uma petição ainda mais nociva, mas que detinha uma aparência de extrema piedade. Obviamente esse pedido partiu de uma compreensão equivocada do discípulo, apesar de sua ótima intenção de preservar seu mestre tão amado, mas se fosse atendido teria consequências irreparáveis:

Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.
E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.


No entanto, como o decorrer do texto demostra, Jesus o repreendeu severamente. Ainda que seu pedido fosse compreensivo diante do carinho que tinha por Cristo, as consequências daquilo seriam terríveis. Se Jesus fosse poupado, Pedro não teria salvação. Todos nós estaríamos no inferno! Os nossos pedidos mais sinceros, por causa das inclinações de nosso coração, podem nos levar a caminhos de morte. Foi isto que ocorrera com Pedro.

GLÓRIA A DEUS, POIS ELE NOS DIZ NÃO!

Não sabemos o que pedimos, mas devemos saber a quem pedimos. Ele é totalmente digno de confiança! E é por saber que ele nos dirá não quando o nosso pedido for nossa armadilha, é que podemos abrir nossos lábios e corações para clamar a Ele com todas as nossas forças. Nosso Deus é tão bom que nos diz não. E há mais amor nesses desejos negados, no que numa prece atendida com consequências negativas inimagináveis.

Clamemos aquele que sempre cumpre sua vontade perfeita! Ele sabe escutar nossas orações e adequá-las ao seu plano soberano e imutável!

Rodrigo Ribeiro
Faceboook: https://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Não Desperdice Seu Câncer



Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor .


1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus
Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E está razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos , ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última . Assim , quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: "e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado" (Jó 42:11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição , e não uma bênção
"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" ( Romanos 8:1). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" (Gálatas 3:13). "Contra Jacó, pois, não há encantamento , nem adivinhação contra Israel" ( Números 23:23). "Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão." (Salmos 84:11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus
O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano . O mundo consegue conforto em estatísticas . Os cristãos não . Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2Coríntios 1:9: "portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte , para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos". O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.

4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte
Todos nós morreremos caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice . Eclesiastes 7:2 diz: "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete ; porque naquela se vê o fim de todos os homens , e os vivos o aplicam ao seu coração". Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? Salmos 90:12 diz: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios". Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício , caso não pensemos sobre a morte.

5. Você desperdiçará seu câncer caso pense que "vencê-lo" significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo .
Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: "tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor". E saber, portanto, que "o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Filipenses 3:8; 1:21).

6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste muito tempo lendo sobre o câncer e não o suficiente a respeito de Deus
Não é errado ler sobre o câncer . Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo . O objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Oséias 6:3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11:32 : "O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas", tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes : "antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará." ( Salmos 1:2,3). Que desperdício lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus .

7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos manifestando afeição
Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos filipenses: "porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente" (Filipenes 2:26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente , mas que ele estava angustiado porque os filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas . Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo .

8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança .
Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: "Não queremos, porém , irmãos , que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança" (1Tessalonicenses 4:13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente é permeada pela esperança: desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor (2Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança .

9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes.
Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. "Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo ?" (Lucas 9:25).

10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo .
Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: "Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho" (Lucas 21:12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida . Não a desperdice.

Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus" (Filipenses 4:19).

Pastor John Piper


Tradução: Josaías Júnior
Revisão: Rogério Portella 

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://www.monergismo.com/textos/sofrimento/desperdice_cancer_piper.htm

Intercâmbio Feito por Guilherme Barros

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Evidências de um Crente Cheio do Espírito Santo


(Ef 5: 15-21)

Introdução
O Espírito nos capacita a testemunhar a Cristo de forma fiel e com poder (At 1:8). Desta maneira, a Igreja não se assombra diante dos obstáculos que muitas vezes tentam fazê-la calar ou mesmo desanimar. Ela vai no poder e sabedoria do Espírito, cumprindo a sua missão imperativa e incondicional de testemunha de Cristo. A Igreja, não pode deixar de dar testemunho, visto que ela “não pode fugir à vocação do seu próprio ser”.  (At 1:8; 4:8-13,31; 9:17-20; 11:21-25;13:9-12). Como Igreja, somos levados sob a direção do Espírito, de forma irreversível a testemunhar sobre a realidade de Cristo e do poder da Sua graça.
O trabalho que temos a realizar no reino de Deus só será possível mediante a capacitação do Espírito Santo. Alias, não existe vida cristã sem o Espírito Santo, pois essa vida começa com o novo nascimento e ninguém nasce de novo a não ser através do Espírito (Jo 3:5).
A doutrina do Espírito Santo é de importância fundamental para a Igreja, pois somos habitação do Espírito, e como vimos, sem Ele não há vida cristã, nem ministério, nem dons espirituais nem pregação genuína.
O conceito de Paulo, quanto à plenitude do Espírito Santo, consiste em seis pontos:

1-       Vê prudentemente como anda (Ef 5:15)
O apóstolo falou sobre os pecados da vida pagã (4:25; 5:14), que devem ser abandonados, e ao fazê-lo, referiu-se ao abandono da escuridão daquela velha vida e ao tornar-se luz no Senhor. Luz é um símbolo tanto de conhecimento como de pureza. Esses irmãos da igreja de Efeso tinham sido iluminando em Cristo. Por isso devem viver de modo digno (Ef 4:1).
Portanto observai (vigiar, olhar) atentamente como estais vivendo...
Sede estritamente cuidadosos acerca da vida que levais. A ideia de Paulo aqui, é que seus irmãos pudessem manter o controle dos princípios pelos quais governam suas vidas.
 A figura bíblica do “andar” é significativa, pois aponta para a nossa realidade diária de caminhar, nos deparando com novas e desafiadoras situações, para as quais o Espírito nos conduzirá de forma segura conforme as Escrituras.
O propósito de Paulo aqui é mostrar que necessariamente a maneira como se porta aqueles que foram iluminados pelo Espírito Santo é oposta ao homem natural. Não como imprudentes, mas como sábios.  A palavra prudência vem do latim “prudentia” que quer dizer: virtude que leva o Homem a prever e a evitar os erros e os perigos.



2-       Redime o tempo (Ef 5:16)
Mais uma vez ele é bastante prático. Andar em sabedoria diz respeito em particular ao uso adequado do tempo.
Um dos maiores desafios que temos na atualidade é em relação à administração e uso correto do nosso tempo. Há algumas expressões que são características do homem moderno:
 “A vida está muito corrida”. “Não tenho tempo para nada”. “A gente não vê o tempo passar”. “Parece que o tempo hoje passa mais depressa que antigamente”. Na realidade o problema não é o tempo, é o modo de vida. O que faz o tempo “passar” mais depressa são as inúmeras atividades com as quais nos envolvemos.
A Bíblia fala a respeito do tempo. O sábio Salomão, ao escrever Eclesiástes disse que há tempo para todo o propósito debaixo do céu. O apóstolo Paulo quando aqui desafia os membros da igreja com a seguinte expressão: “Remindo o tempo Porque os dias são maus.” Efésios 5:16. O que fica patente nestes textos bíblicos é que o tempo precisa ser corretamente administrado.
Paulo lembra que os dias são maus, como crentes não podemos relaxar, mas usar cada oportunidade para conduzir outros das trevas para luz.  Podemos também compreender que, os dias, sendo maus, estão sob o julgamento de Deus, e por esse motivo “o tempo se abrevia” (1 Co 7:29), e cada oportunidade deve, portanto, ser aproveitada antes que seja tarde demais.

3-         Procura compreender a vontade de Deus (Ef 5:17)             
O Rev. Augustus Nicodemus, em um de seus posts no Tempora, diz o seguinte:
O ponto central de Calvino era que o Espírito fala pelas Escrituras. Não que o Espírito estivesse restrito à Pregação da Palavra e aos sacramentos, mas sim que Ele não pode ser dissociado de ambos. O Espírito havia sido dado à Igreja, não para trazer novas revelações, mas para nos instruir nas palavras de Cristo e dos profetas. De acordo com Calvino, o Espírito sela nossas mentes quando ouvimos e recebemos com fé a palavra da verdade, o Evangelho da salvação (Ef 1:13). Ele limita-se a guiar os crentes e a iluminar seus entendimentos naquilo que ouviu e recebeu do Pai e do Filho, e não de Si mesmo (Jo 16:13). Como o ensino divino se encontra nas Escrituras, a obra do Espírito consiste em iluminá-las, fazendo com que esse ensino seja entendido pelos fiéis.
A vontade de Deus é revelada com beleza, graça e verdade nas paginas das Escrituras Sagradas.
"Um reavivamento", diz o Dr. Héber de Campos, "que é produto da obra do Espírito Santo na igreja, certamente tem sua ênfase naquilo que tem sido esquecido por muito tempo: a Palavra de Deus. A autoridade da Palavra de Deus passa ser algo extremamente forte num momento genuíno de reavivamento. A Bíblia passa novamente a ser honrada como a única Palavra inspirada de Deus".

 4-        Canta um novo Cântico (Ef 5: 19)
A Confissão de Westminster (1647) capta bem isso ao dizer: “... O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer outra maneira não prescrita na Santa Escritura.” Adorar a Deus de modo não prescrito em Sua Palavra é um ato idólatra, pois deste modo, adoramos na realidade a nossa própria vontade e gosto. Aqui há uma inversão total de valores: em nome de Deus buscamos satisfazer os nossos caprichos e desejos; Deus se tornou um mero instrumento para a expressão de nossa vontade; a lógica dessa atitude é a seguinte: desde que estejamos satisfeitos, descontraídos e leves, é isso o que importa. Quem assim procede, já recebeu a sua recompensa: A satisfação momentânea do seu desejo pecaminoso.

5-         Dá sempre graças por tudo a Deus (Ef 5:20)                
A expressão “dai graças” é a tradução do verbo grego Eu)xariste, que tem o sentido, conforme o traduzido, de “agradecer”. A sua raiz é a mesma do substantivo Eu)xaristi/a (Eucaristia), que pode ser traduzido por “gratidão” (Cf. At 24:3).
Paulo diz que devemos ser imitadores de Deus e, como tais, ao invés de vivermos com conversações torpes, deveram andar em ações de graça (Ef 5:1-4).
A nossa gratidão a Deus é o resultado da certeza de que Ele cuida de nós e que, de fato, não existem eventos casuais, sorte, azar ou fatalismo. Deus é Quem nos guarda! Portanto, em todas as circunstâncias, podemos encontrar motivos para agradecer a Deus, certos de que Ele é o Senhor da história e nada nos acontece sem a permissão governativa de Deus e que tudo o que nos ocorre tem um sentido proveitoso para a expressão de nossa vida: física, psíquica e espiritual. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). O “bem” dos filhos de Deus é tornar-se cada vez mais identificado com o seu Senhor (Rm 8:29-30).

6-         Sujeita aos outros (Ef 5:21)
   O crente cheio do Espírito revela esta realidade não apenas no seu relacionamento com Deus, mas, também, com o seu próximo. O crente cheio do Espírito está pronto para o serviço em humildade, sem pretensões de grandeza ou de honra, tendo como princípio orientador do seu comportamento, o “temor de Cristo”, sabendo que tudo o que somos e temos provém de Deus (1Co 4:7; 15:10; 2Co 3:5; 2Pe 1:3). Isto significa que uma Igreja cheia do Espírito não é regida pela disputa de cargos, honrarias, individualismo ou vanglória; isto porque há a consciência de que todos servem uns aos outros para a Glória de Deus e o aperfeiçoamento dos santos (Mt 18:1-4; 20.28; Rm 12:10; Ef 4:2,3,11-16; Fp 2:3; 1Pe 5:5).

Um exemplo negativo daqueles que se julgavam “espirituais”, encontramos em Corinto, onde grassava arrogância espiritual, facções, e imoralidade (1Co 1:11,12; 3:1-9; 11:17-22; 14:26-33). A alegação espiritual dos coríntios não correspondia à sua prática de vida; no entanto, revelava a fragilidade e imaturidade de sua fé.

Conclusão
Podemos interpretar o texto de (Ef 5:18), como que Paulo dizendo: “Sede constantemente, momento após momento, controlados pelo Espírito.”  Hoekema
O imperativo presente ensina-nos que ninguém pode, jamais, reivindicar ter sido cheio do Espírito de uma vez por todas. Estar sendo continuamente cheio do Espírito é, de fato, o desafio de uma vida toda e o desafio de cada dia.
 Enchei-vos do Espírito” –, não uma opção de vida cristã para alguns, que pode ser seguida ou não. A ordem bíblica é categórica e para todos os crentes em Cristo. O verbo está na voz passiva, indicando que o sujeito da ação é passivo; Deus é o autor do enchimento.
“O Espírito Santo não trabalha, portanto, independentemente da obra de Cristo, como pregam todos aqueles que enfatizam o culto ao Espírito Santo e acabam por desviar os olhos dos fiéis da pessoa de Cristo. O Espírito Santo não vem como “uma segunda bênção”, nem vem realizar fenômenos sem sentido ou fora do contexto revelador de Cristo, tais como curas espetaculares, risos santos, quedas, urros, dentes de ouro ou quaisquer outras maravilhas glorificadoras dos homens que as realizam. Ele vem selar o trabalho de Cristo na vida do crente, abrindo-lhe o coração à conversão, batizando-o com a abençoada regeneração, fazendo morada no coração de todos os salvos, promovendo a comunhão cristã, edificando o Corpo de Cristo, iluminando o entendimento e operando o crescimento em santificação.” (Pb. Solano Portela).

José Rafael
Pastor da Igreja Congregacional do Centenário em Campina Grande
Um valoroso irmão em Cristo que muito nos honrou com esta brilhante participação em nosso blog.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Siga seu coração?


O coração humano
O popular mantra “siga seu coração” assume que nós temos uma bondade inerente dentro de nós, e que nós precisamos apenas expressar isso às outras pessoas.
John Keats, poeta romântico inglês, escreveu: “Eu de nada tenho certeza, a não ser da realidade das afeições do coração e da verdade da Imaginação.”
E quem não se lembra do desenho “Ursinhos carinhosos”, que  usavam poderes vindos do coração para derrotar o vilão “Coração Gelado”?
A incorporação foi desativada mediante solicitação
Ursinhos Carinhosos
Na verdade, Jesus trouxe algumas más notícias no que diz respeito ao que vem do coração humano: pensamentos vis, imoralidade sexual, roubo, homicídio, adultério, falso testemunho, ganância, malícia, dissimulação, lascívia, inveja, fofoca, arrogância e frivolidades (Mateus 15.17-20; Marcos 7.20-22). Ele conclui, “Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem ‘impuro’.
Em Gálatas 5.17-21, Paulo segue a linha de Jesus e nos diz que é inerente a nós a imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, feitiçaria, inimizade, conflito, ciúmes, ira, rivalidade, dissensão, divisão,  inveja, embriagues, orgias e outras coisas desse tipo.
O Fruto do Espírito
Após fazer uma lista de desejos pecaminosos, Paulo procede e lista os Frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. O fruto do Espírito não nos é inerente, mas é trabalhado em nós pelo Espírito Santo.
O coração natural do homem produz um tipo de desejo, e o Espírito produz outro tipo ao nos dar um novo coração. E eles se opõem. Moitas não produzem laranjas. Grama não produz maçãs. E o coração humano não consegue produzi naturalmente o fruto do Espírito.
Enganos
Infelizmente, alguns Cristãos tratam o fruto do Espírito como uma nova lei – metas que precisamos nos esforçar para atingir com nossas próprias forças. Não é isso que Paulo quer dizer. O fruto do Espírito é trabalhado pelo Espírito, não por nós. Essa é uma mensagem de grade esperança, não de resignação pessimista. O fruto do Espírito é algo que podemos pedir a Deus e esperar que ele nos dê. O fruto do Espírito é a esperança pelo agir de Deus em nós; não é um dever a ser cumprido. O fruto do Espírito é uma antecipação do que Deus pode fazer por nós; não é uma expectativa moral com ameaça de punição. O fruto do Espírito é Deus matando partes de nós para transformá-las – cortando para curar, destruindo para reconstruir. O fruto não é nossa dedicação a nossas intenções piedosas.
Se é Deus quem trabalha em nós a o querer e o efetuar de acordo com sua bondade (Filipenses 2.13), então porque nós começamos com o Espírito e na realidade, tentamos atingir nossos objetivos por nossas próprias forças (Gálatas 3.3)?
Como você demonstra seu amor quando sente ódio por seu (sua) ex? Ou pela pessoa que te ofendeu? Ou aquele seu amigo egocêntrico e chato?
Como você demonstra alegria quando está paralisado pelo medo e pela insegurança?
Como você encontra paz quando está cheio de preocupações sobre seu passado, presente, ou futuro?
Como você mantém a paciência quando você acorda no meio da noite, cheio de uma ansiedade tão grande que você consegue até sentir no próprio corpo?
Como você age com bondade quando há tantas pessoas que agem como se fosse seus inimigos?
Como você age com mansidão quando percebe que os mais mansos são normalmente pisados como pano de chão?
Como você age com bondade quando a maldade surge mais naturalmente e parece ser mais recompensadora?
Como você mantém o domínio próprio quando seu desejo pelo prazer imediato parece tão fora de controle?
Transformação
Por nós mesmos, não somos capazes de nenhuma dessas coisas, pois o fruto do Espírito é um agir de Deus em nós, não um plano de ação para eliminar o pecado e atingir a santidade. Não precisamos de um ajuda do Espírito Santo combinada com nosso “esforço espiritual”. Precisamos que o Espírito nos transforme. Precisamos que o Espírito nos dê um novo coração, com novos desejos e afeições: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5.17).
O fruto do Espírito é o fruto da fé e do arrependimento, não uma auto-determinação espiritual. O fruto do Espírito é a esperança de que Deus vai fazer o que prometeu: restaurar o que foi destruído, ser fiel quando você não é, e agir com poder em tempos de fraqueza.
Justin Holcomb é o Diretor Acadêmico do centro de treinamento do The Resurgence
Traduzido por Filipe Schulz
Intercâmbio feito por Guilherme Barros
Artigo originalmente publicado em: http://iprodigo.com/traducoes/siga-seu-coracao.html

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como saber a vontade de Deus?



Todo aquele que é um Cristão temente a Deus e se preocupa em agradá-lo, certamente já se deparou e irá se deparar muitas vezes ainda, diante de decisões a serem tomadas, com a pergunta: Qual é a vontade de Deus? Que decisão estará de acordo com sua vontade? Aceito ou não esse emprego? Devo namorar esta pessoa ou não? Qual o curso que devo fazer? É da vontade Dele que eu assuma esse cargo na igreja? Enfim, todos nós encontramos com essas questões várias vezes na vida, mas grande parte de nossas dúvidas podem ser eliminadas se observamos alguns aspectos simples:

01. Desconfie de seu coração: As pessoas do mundo costumam valorizar intuições e sentimento na hora de tomar decisões, e acreditam que de seu próprio interior virá à resposta correta. Como cristãos não podemos agir assim, pois precisamos saber que nosso coração é desesperadamente corrupto, e não devemos confiar nele (Jeremias 17.9), pois suas inclinações podem nos conduzir a caminhos que afrontam a vontade de Deus. É preciso fazer uma análise séria e centrada das situações. A maioria de nossas decisões equivocadas poderiam ser evitadas se fossemos menos passionais. É necessário afastarmos de nossos julgamentos os sentimentos que nos cegam. Muitas vezes desprezamos até mesmo conselhos de pessoas sabias e tementes a Deus, achando que nosso coração é mais confiável do que elas. Para saber a vontade de Deus, é indispensável colocar a cabeça no lugar e domar as paixões descontroladas.

02. Obedeça a vontade de Deus revelada nas escrituras: O homem tem uma tendência enorme a ser contraditório e inconstante. Queremos uma coisa e fazemos outra. Hoje desejamos algo e amanhã já não o queremos mais. Mas Deus não é assim, e por mais que saibamos disso, precisamos reafirmar essa certeza em nossos corações. Jamais algo será da vontade de Deus se nos faz desobedecer à vontade Dele revelada na palavra, isso seria contraditório, Ele não muda ideia. Se um emprego te fará mentir ou te fará trabalhar com algo ilícito ou imoral, certamente não é a vontade de Deus para você. Se para conseguir algo terás que desobedecer a seus pais, desonra-los e assim ferir o mandamento de Deus, essa não é a vontade Dele para você. Por mais óbvio que isso pareça, as vezes chegamos ao ponto de tentar respostas subjetivas ou emocionais da parte de Deus para algo que irá afrontar sua palavra. Você pode até seguir esses caminhos errados, mas jamais afirme que o fez porque Deus desejava que você agisse dessa forma. Atente para os mandamentos, olhe para as escrituras, muitas vezes as respostas estão lá, cristalinas, certas e claras. Não adiante orar e esperar que emoções ou presságios nos deem as respostas, quando elas já estão acessíveis na palavra de Deus.

03. Reflita a respeito de suas motivações: Por fim, precisamos nos lembrar da razão para que vivemos. Nós fomos criados para glorificar a Deus e para alegrarmo-nos nele, e uma coisa esta ligada a outra. Se nossos desejos não glorificarem a Deus, eles também não trarão alegria genuína para nós, tão somente uma satisfação passageira e infrutífera, com grandes consequências depois. Uma análise sincera de nossas motivações pode ser a chave para a resposta que procuramos. Qual a decisão irá honrar mais a Deus e glorifica-lo? Será que não estou somente alimentando meus desejos carnais? A decisão irá beneficiar mais a Deus e sua causa ou aos meus desejos egoístas? O cargo que almejo assumir será realmente uma oferta de amor a Deus ou servirá muito mais para alimentar minha vaidade? É preciso negar a si mesmo e viver como um servo fiel apaixonado pela glória de Deus. Tudo que caminha em direção oposta a isto não é a vontade de Deus para nossas vidas.

Bem sei que as vezes nos percebemos diante de questões muito complexas e que estas simples orientações não serão suficientes para nos dar uma resposta segura. Nestes casos devemos meditar bastante, orar, conversar com irmãos de confiança e recorrer ao nosso pastor para nos auxiliar. Entretanto, muitas vezes as respostas são simples e claras, mas tentamos não enxerga-las por que não nos satisfazem, deste modo, acredito que nestes passos elencados acima encontraremos algumas diretrizes a tomar e assim sermos orientados, na palavra de Deus, a agir da maneira correta, que honre nosso Deus.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Qual tem sido o motivo da nossa oração?


No livro de I Samuel 1,1-18 conhecemos a história de Ana uma mulher amargurada, insatisfeita e porque não dizer, marginalizada, levando-se em conta que a infertilidade na cultura em que vivia, era tido como uma maldição. Além do mais também naquela época era tido como normal a poligamia, e seu esposo Elcana embora a amassem muito tinha outra esposa, com a qual tivera filhos, esta outra mulher, valendo-se disso humilhava e irritava constantemente Ana.

Era de costume de Elcana de ano em ano subir até Siló (centro religioso israelita), para adorar ao senhor e apresenta-lhe sacrifício em seu nome e de sua família, e nessas ocasiões Ana se entristecia mais ainda chegando a ponto de deixar de comer, o que preocupava o esposo que de tudo fazia para vê-la feliz. Ana levada pela obsessão do seu sonho ignorava até seus esforços.

Mas aconteceu que certa vez a se ver diante do altar do Senhor ela foi tocada e seu coração se quebrantou de tal forma que ela orou desesperadamente e de uma forma totalmente diferente das outras vezes, em sua petição colocou sua vida inteiramente nas mãos de Deus, mudando sua motivação. Deixou de lado a autoestima, a competição com sua rival e qualquer sentimento de egoísmo, e com ele fez um voto: se o senhor lhe desse o filho tão desejado, assim que desmamado, o devolveria, para servi-lo por toda sua vida. O profeta Eli que a observava notou algo estranho nela, e julgo-lhe embriagada, Ana então lhe contou sua situação, e ele comovido despediu-a com sua benção. E o semblante dela já não era mais triste.

Assim como na vida de Ana. Muitas vezes fazemos petições ao Senhor, levados por nosso desespero, buscando o nosso bem-estar e satisfação, sem levar em conta, a vontade de Deus, e sem nos perguntar em que nossos desejos podem glorificar o seu nome, e muitas vezes a sua resposta é não! Analisando outro aspecto da vida de Ana podemos novamente nos identificar, com ela no momento em que deixamos de valorizar tudo de bom que já nos foi dado por Deus, e obsessivamente colocamos toda nossa razão de viver em algo que queremos ter e ainda não conseguimos ou talvez jamais tenhamos.

Depois de mudar a motivação de sua oração, Deus abençoou Ana e concedeu-lhe, o filho tão desejado, Samuel, que consagrado ao Senhor, foi um dos grandes profetas da história da bíblia, além de muitos outros filhos.

Que possamos assim como Ana, abrir os olhos e reconhecer, que o motivo de nossa oração tem que em primeiro lugar, agradar a Deus e glorificar seu nome. Em segundo lugar devemos ser eternamente gratos a Ele por nos proteger; e por fim, pedir-lhe que acima de tudo direcione nossas orações sejam sempre norteadas pelo amor que deve reger toda nossa existência, citando I Co 13;13“ Agora,  pois ,permanecem a fé , a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor”. E, sobretudo obedecendo ao que está escrito em Dt. 6;5”Amarás . pois o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda alma e de toda tua força.

Rosilda Barros
@rosildabarros1