Mostrando postagens com marcador Ruan Medeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ruan Medeiros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de julho de 2013

O Justo pelos Injustos

“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio Dele como propiciação pelos nossos pecados.” I João 4.9-10

            O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus: justo, bom e santo, tendo livre acesso a vontade de Deus. Por sua própria vontade o homem desobedeceu ao mandamento da vida, quebrando a aliança com o Pai e corrompendo sua natureza perfeita, perdendo assim o privilegio e o livre acesso a Deus, juntamente com a incapacidade de fazer o bem, recebendo sobre si a maldição do pecado e a morte corporal e espiritual.

“Porque todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus.” Rm 3:23

            O homem estava incapaz de buscar a Deus, “como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Rm 3.10-12. Sua inclinação era para as coisas da carne, não agradando ao Senhor trazendo assim inimizade contra Ele, condenação e morte eterna.

            Fomos criados perfeitos
, porém pecamos e desagradamos a Deus com isso estamos destituídos da gloria Dele. Merecíamos através do justo julgamento o castigo e de maneira nenhuma poderíamos pagar esta divida, pois somos criaturas e não suportaríamos o peso da ira de Deus contra o pecado. Mas o próprio Senhor em seu eterno plano de redenção nos enviou o seu Filho, que seria o grande Salvador e justificador de muitos. “O próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mc10.45

            Deus precisaria de um mediador que ao mesmo tempo fosse totalmente homem, porém perfeito e justo, e totalmente Deus, santo. Mediador esse que imaculado levou sobre si os pecados da humanidade, pois ninguém maculado pelo pecado pagaria o pecado dos outros homens, ”Visto que a morte veio por meio de um só homem,também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem.” (I co 15.21), e ao mesmo tempo ser um Deus, porque somente um verdadeiro Deus poderia cumprir fielmente a lei, sem pecado.

            E sendo Jesus Cristo o próprio Deus Santo, justo e imaculado, pois “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”Joao1.1, foi enviado ao mundo como foi anunciado pelos profetas,onde se fez carne e habitou entre nós assumindo a natureza humana, porém sem pecado, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.
Jo1.14.

            O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência ao Pai, pagou perfeitamente a dívida de todos aqueles a quem o Pai escolheu, sendo justificados através da morte na cruz e da ressurreição de Cristo, por qualquer coisa feita por nós, mas imputando em nós, mediante a fé, os méritos de Cristo, satisfação e a obediência, tornando Deus propício a nós, fazendo a propiciação dos nossos pecados de uma vez por todas sendo Ele o Filho de Deus.    

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.”
1Pedro 3.18

              Que possamos ter um coração grato diante desse Deus justo e misericordioso. Que o nosso coração se regozije diante desse maravilhoso Evangelho da graça e que tenhamos a consciência de que o fim supremo do evangelho é unicamente a Glória de Deus, o que torna em Boas-novas todos os acontecimentos do evangelho.

Ruan Medeiros


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Eles Amaram Mais o Mundo do que Deus

Quando me converti há 26 anos atrás, muitos daqueles que comigo conviviam pensaram que eu tivesse enlouquecido. 

Pois bem, lembro de um amigo cujo nome era José (Nome fictício) que mais ou menos na mesma época da minha conversão, começou a frequentar uma igreja. Lembro que ao encontrá-lo na praia, ouvi dos seus lábios a seguinte expressão: -"Renato, Deus é muito bom! Estou muito feliz com ele. Me "converti" e estou indo todos os domingos na igreja X. 

Ao ouvir o testemunho do meu amigo, vibrei e o incentivei a continuar firme no Senhor. 

Um ano depois, o encontrei novamente na praia e sem titubeios perguntei: - "E aí José, continua firme no Senhor? " 

Para minha surpresa ele me respondeu: - "Xi cara, não deu não! O mundo é bom demais. Voltei pro mundão e estou curtindo a vida adoidado."

Essa foi a última vez que o vi. Um mês depois recebi a noticia de que meu amigo tinha morrido de overdose de cocaína.

Um outro exemplo é o de uma jovem denominada Maria. (nome ficticio). Maria, vivia dizendo que a igreja era castradora e que queria curtir a vida. Volta e meia ela compartilhava com suas amigas que sentia que estava chegando a hora de desfrutar do prazer do sexo.
 
Pois bem, numa noite quente de verão Maria se envolveu sexualmente com um colega de classe. Essa foi a porta de entrada para uma mundo de promiscuidade. Maria, engravidou, abandonou a escola, a igreja e passou a viver uma vida infernal.

Caro leitor, por acaso você já deu conta o fato de que muitos preferem os prazeres deste mundo a comunhão do Senhor? Ora, quantos porvertura não são aqueles que em virtude dos prazerem deste século preferem uma vida de pecados?

O Apóstolo João ao escrever sua primeira epístola, orientou aos cristãos a não amarem o mundo, nem tampouco as coisas que nele há. Ora, vale a pena ressaltar que a expressão não ameis o mundo não está tratando especificamente das belezas deste planeta ou das pessoas que nele vivem, mas sim de um sistema que se opõe a Deus e sua Palavra.

Caro leitor, diante disto afirmo que os que "amam o mundo" estão em estreita comunhão com ele, dedicando-se aos seus valores, costumes e cultura. Em outras palavras,  Os que se comportam desta forma demonstram  que sua satisfação e prazer estão  naquilo que desagrada a Deus e ofende os princípios das Sagradas Escrituras. Esse pernicioso sentimento impede a comunhão do crente com o Senhor (1 Jo 2.15).

O Apóstolo Paulo, ao escrever sua espístola aos Romanos adverte aos cristãos a não se conformarem com este século.  O verbo “conformar” no original significa “ser modelado de acordo com o um padrão e refere-se à constante imitação de uma atitude ou conduta até que a pessoa se torne igual ao modelo. Neste perspectiva, a Bíblia ensina que o crente deve resistir, combater e não imitar os padrões de comportamento, a cultura e os valores mundanos, mesmo porque, aqueles que estão em Cristo devem viver a vida de forma diferenciada.


Pense nisso!

Renato Vargens.


Intercâmbio feito por Ruan Medeiros

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Reflexões sobre a Graça Comum e a Graça Especial


 A graça comum não traz perdão nem purifica a natureza do homem, e não efetua a salvação dos pecadores. No entanto, ela retém o poder destrutivo do pecado, mantém em certa medida a ordem moral do mundo, possibilitando assim uma vida ordenada e promove o desenvolvimento da ciência e da arte.

O nome
“graça comum” expressa a ideia de que esta graça se estende a todos os homens, povos, línguas e nações.:

“Contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.” Atos 14:17

Há também outro modo usado por Deus para manifestar sua graça, esse limita- se apenas aos escolhidos, é a chamada graça especial. Essa doutrina reformada nos mostra com muita clareza o quanto Deus é misericordioso com o homem, não sendo merecedor de tamanho favor, Deus graciosamente nos dá a Salvação eterna. Esta é a graça que nos salva.

A Graça comum na vida do cristão muitas vezes é entendida de forma distorcida, onde é separado o que é religioso “vida espiritual ” e o que é profano “vida secular”, trazendo consequências para a nossa vida. Sendo dividido assim, ”Santo” é ir a igreja, orar, ler a Bíblia,ouvir músicas evangélicas e conversar sobre assuntos religiosos. E as demais coisas cotidianas são vistas como seculares, gerando assim um erro gravíssimo, pois toda a vida humana tanto a área chamada espiritual como a secular são áreas onde a graça de Deus é manifesta. Deus é quem capacita através dos dons e talentos, quem dá saúde, que o sustenta em todos os momentos da vida sem distinções.

Visto que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, refletindo aquilo que Deus é, o próprio Deus o capacita para que de forma positiva realizem boas obras nas mais variadas áreas da vida como a cultura, a arte e a ciência. Por isso tanto os não cristãos como os cristãos são capazes de produzir coisas boas, nobres, bonitas, agradáveis e justas. Embora a natureza do homem seja caída e maculada pelo pecado, não devemos rejeitar o que ele produz. Contudo se aquilo que foi feito não reflita a glória de Deus, não é proveitoso; como por exemplo, uma canção feita por um cristão, se essa música não glorifica a Deus, não é útil nem agradável, deve ser rejeitada, mas uma música feita por um não cristão, sendo útil, agradável e proveitosa é lícito desfrutarmos dela, pois foi feita através da capacitação que Deus o deu. Os dois principais fins da Graça Comum são o favor e os privilégios dados aos eleitos, e a Glorificação de Deus.

Ruan Medeiros

 Este texto foi baseado na aula nº 08 da revista Palavra viva – Teologia Reformada, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uma Necessidade Contínua


A história de Jonas nos mostra que o evangelho – as boas novas de que Deus busca os pecadores sem medir esforços para salvá-los – é tanto para cristãos como para não cristãos. A vida de Jonas é uma prova disso, pois Jonas, que conhece a Deus, obviamente necessita tanto de salvação quanto qualquer outro personagem da história. De fato, sua necessidade de resgate acaba ganhando muito mais ênfase do que que a dos outros. É a história dele, não a dos Ninivitas, que aparece mais. Só isso já deveria ser suficiente para nos convencer de que o resgate de Deus é uma necessidade contínua para cristãos e não cristãos.
O evangelhos não são simplesmente um conjunto de verdades que os não cristãos devem acreditar para se tornarem salvos. É uma realidade que os cristãos devem abraçar diariamente para experimentarem a salvação. O evangelho não apenas nos salva da penalidade do pecado (pela justificação), mas também nos salva do poder do pecado (pela santificação) dia após dia. Ou, como John Piper disse certa vez, “A cruz não é só um lugar passado de substituição objetiva; é um lugar presente de execução subjetiva”. Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus – a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.
As igrejas tem estado em conflito por anos a respeito de se os cultos devem ser voltados aos cristãos (para encorajá-los e fortalecê-los) ou aos não cristãos (para atraí-los e conquistá-los). Mas esse debate e o conflito sobre ele é uma perda de foco. Estamos fazendo as perguntas erradas e assumindo conceitos errados. A verdade é que nossos cultos devem ser voltados a pecadores em necessidade do resgate de Deus – e isso inclui tanto cristãos quanto não cristãos. Já que os dois grupos precisam da intervenção de Deus, ambos precisam do evangelho.
Eu vejo que sou especialmente necessitado de um ajuste de foco, por meio do evangelho, para me manter longe de uma constante tendência de caminhar em direção à um relacionamento de barganha com Deus. Não estou sozinho nesse caminho; Jerry Bridges observa o quão comum é isso em nosso meio:Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”. Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.
Minha observação sobre o cristianismo me revela que a maioria de nós tende a basear nosso relacionamento com Deus em nossas atitudes ao invés da graça. Se agirmos bem – seja lá o que “bem” significa para cada um de nós – então esperamos que Deus nos abençoe. Se não agirmos tão bem, nossas expectativas diminuem na mesma proporção. Nesse sentido, vivemos pelas nossas obras, ao invés de vivermos pela graça. Somos salvos pela graça, mas ainda vivemos pelo “suor” de nossas próprias obras.
Mais ainda, estamos sempre nos desafiando e desafiando uns aos outros a “tentar um pouco mais”. Parece que acreditamos que o sucesso da vida cristã (seja lá como definimos “sucessos”) depende basicamente de nós: nosso comprometimento, nossa disciplina e nosso zelo, com alguma ajuda de Deus ao longo do caminho. Falamos da boca para fora que somos como o apóstolo Paulo, “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Coríntios 15:10), mas nosso lema velado é “Deus ajuda quem se ajuda”.
O reconhecimento de que meu relacionamento diário com Deus é baseado nos méritos infinitos de Cristo, ao invés das minhas obras, é uma experiência muito libertadora e confortante.
A diferença entre viver para Deus e viver para qualquer outra coisa é que quando nós vivemos para qualquer outra coisa, o fazemos para sermos aceitos, mas quando vivemos para Deus, o fazemos porque já fomos aceitos. Verdadeira liberdade (a liberdade que apenas o evangelho garante) é viver para algo que já nos favoreceu ao invés de viver por algo em troca de favorecimento.

Tullian Tchividjian
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Trecho retirado do livro “Surprised by Grace”, disponibilizado aqui
Intercâmbio feito por Ruan Medeiros

quarta-feira, 10 de abril de 2013

As 95 teses de Martinho Lutero


Histórico

Lutero certamente não planejava que as suas Noventa e Cinco teses fossem uma chamada para a Reforma, pois ele não queria causar uma divisão na igreja. Ele apenas queria ser fiel às Escrituras. De fato, a discussão pública incitada pela publicação das teses era simplesmente a forma típica em que ocorriam debates naquele tempo. Entretanto, o conteúdo das teses que Lutero publicou era bastante controverso. E por causa das novas tecnologias da imprensa e da situação cultural do inicio dos anos 1500, a ideias de Lutero foram espalhadas por toda a Alemanha e abriu caminho para o braço germânico da Reforma.
As Noventa e Cinco Teses foram estimuladas pela controvérsia na igreja sobre a venda de indulgências. Uma indulgência era uma declaração feita pela igreja que removia ou satisfazia a punição pelo pecado. As indulgências se baseavam no “tesouro dos méritos”. De acordo com essa ideia, muitos dos santos da igreja morreram com mais mérito do que precisavam para entrar no céu. Então, o excesso de mérito era “armazenado” e o Papa era o distribuidor desses méritos.
O povo da época Medieval estava muito preocupado com o período de punição no purgatório – uma punição pós-morte enfatizada em detalhes pela igreja. Eles não tinham muito medo do inferno porque acreditavam que o perdão e a benção de seu sacerdote lhes garantiriam a entrada no céu. No entanto, as dores do purgatório permaneciam uma realidade que eles tinham medo de enfrentar. A igreja ensinava que, antes que pudessem estar aptos a entrar no céu, eles precisavam ser limpos de qualquer pecado que tivessem cometido nas suas vidas na terra. As indulgências serviam, então, para limpá-los dos pecados. A igreja fez da penitência um sacramento, solidificando na mente do povo que uma indulgência poderia diminuir o tempo de punição a ser enfrentado no purgatório.
O principal adversário de Lutero na questão da controvérsia da indulgência nas Noventa e Cinco Teses era Johann Tetzel, um vendedor de indulgências contratado por Albrecht, o arcebispo de Mainz. Albrecht concordou em patrocinar a reconstrução da Catedral de São Pierre em Roma, e o Papa concordou com a concessão de uma indulgência especial que ele poderia vender a fim de levantar os fundos necessários.

Conteúdo

Muitos protestantes são muito familiarizados com as ênfases de Lutero na justificação pela fé; no entanto, suas Noventa e Cinco Teses eram sobre indulgências, autoridade papal, a autoridade da Escritura, e o perdão de pecados. As Noventa e Cinco Teses de Lutero foram principalmente destinadas a facilitar a discussão sobre a teologia das indulgências. Após vários séculos de abuso da responsabilidade pastoral na igreja, a prática da venda de indulgências tinha crescido e se tornado um escândalo.
Lutero viu um grande problema pastoral na venda de indulgências. Isso encorajava as pessoas em seus pecados e voltava suas mentes para longe de Cristo e do perdão de Deus, e para a compra do perdão. A frustração de Lutero com a igreja foi com a sua reivindicação de ter autoridade para controlar o tempo das pessoas no céu, no inferno ou no purgatório. Enquanto as Noventa e Cinco Teses tocavam em um assunto de prática diária e atingiu um ponto profundo da estrutura da autoridade que existia na igreja medieval, a causa formal da Reforma Protestante era o tópico da justificação e a causa material era a Eclesiologia, a doutrina da igreja.
As Noventa e Cinco Teses chamaram a igreja ao arrependimento e pedia aos líderes do movimento de indulgências que direcionassem seus olhares para Cristo, o único que seria capaz de pagar o castigo merecido pelo pecado: “Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: ‘Arrependei-vos… ’, certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento” (Tese 1). Em vez do tesouro de mérito que estava sendo vendido, Lutero protestou, “O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.” (Tese 62).
De todas as partes do documento, a conclusão de Lutero (Teses 92-95) é, talvez, a mais memorável:
(92) Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! E não há Paz. (93) Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! E não há cruz. (94) Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno. (95) E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.
Lutero foi condenado pela igreja a se retratar em 1520 e acabou exilado e banido em 1521

Relevância Contemporânea

Uma das grandes formas em que as Noventa e Cinco Teses de Lutero nos afeta hoje – além da maravilhosa herança dos cinco solas da Reforma – é que elas nos levam a examinar cuidadosamente as práticas da igreja à luz do padrão estabelecido na Bíblia. Lutero viu um abuso, não teve medo de enfrentá-lo e foi exilado como resultado de sua fidelidade à Bíblia em meio a uma férrea oposição.


Texto de Justin Holcomb
Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

Intercâmbio feito por Ruan Medeiros

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sola Fide


              Segundo o dicionário, Fé (do Latim fides) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia. Está Fé se manifesta de várias maneiras, uma delas é pela questão emocional como o conforto em momentos de aflição, doenças ou angústias.

            Segundo o pensamento cristão, a verdadeira Fé é o conhecimento e a certeza de que é verdade tudo o que Deus nos revelou em sua palavra. (Sola Scriptura). Outro ponto defendido pela Reforma protestante, juntamente com a Sola Scriptura e a Sola Gratia foi a Sola Fide, onde os reformadores contestavam a Doutrina dos méritos, ou seja o merecimento, defendida pela Igreja Católica; e defendiam a doutrina da Salvação pela Fé. “Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8-9).

            Dizer que Jesus Cristo não é suficiente, e que além Dele, algo mais é necessário, significa dizer que Ele é um Salvador incompleto. O princípio da Sola Fide reconhece Jesus Cristo com todos os seus méritos, apropria-se dele e nada mais busca fora dele. Entretanto, não entendemos isso como se a própria fé nos justificasse, ela é somente o instrumento com que abraçamos a Cristo.

            Formalismo religioso e a fé sempre foram interpretados como se fossem a mesma coisa. As pessoas confundem um homem que cumpre todos os seus deveres religiosos e está frequente a todos os trabalhos de sua igreja, a um homem que vive em obediência ao Senhor e tem comunhão com Ele. Por outro lado também está presente em nossos dias o ateísmo Cristão onde nem sequer as práticas religiosas podem ser vistas, apenas em momentos difíceis.  “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2: 17).

            A fé é o único instrumento que Deus nos dá para nos manter com Ele na comunhão de todos os seus benefícios. Esses, uma vez dados á nos, são mais que suficientes para nos perdoar os pecados.

 “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” (Romanos: 1. 16-17).

Ruan Medeiros

Este texto foi baseado na aula nº 04 da revista Palavra viva – Teologia Reformada, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dizer no que você crê é mais claro que dizer “calvinista”


Nós somos cristãos. Seres radicais, de sangue puro, saturados de Bíblia, exaltadores de Cristo e centrados em Deus. Nós avançamos com missões, ganhamos almas, amamos a igreja, buscamos a santidade e saboreamos a soberania. Somos completamente embriagados pela graça, quebrantados de coração e  felizes seguidores do Cristo onipotente crucificado. Pelo menos esse é o nosso compromisso imperfeito.
Em outras palavras, somos calvinistas, mas esse rótulo não é nem um pouco útil para dizer às pessoas no que você realmente acredita! Então esqueça o rótulo, se isso ajudar, e diga a elas claramente, sem evasivas e sem ambiguidade, o que você acredita a respeito da salvação.
Se eles disserem “Você é um calvinista?” diga “Você decide. É nisso aqui que eu creio…”
Eu creio que sou tão espiritualmente corrupto e orgulhoso e rebelde que eu nunca teria vindo à fé em Jesus sem a misericordiosa e soberana vitória de Deus sobre os últimos vestígios da minha rebelião. (1 Coríntios 2:14; Efésios 3:1-4; Romanos 8:7)
Eu creio que Deus me escolheu antes da fundação do mundo para ser seu filho, sem basear essa escolha em nada que pudesse haver em mim no presente ou no futuro. (Efésios 1:4-6; Atos 13:48; Romanos 8:29-30; Romanos 11:5-7)
Creio que Cristo morreu como um substituto dos pecadores para, de boa fé, oferecer salvação a todas as pessoas. Creio que ele teve um plano invencível em sua morte para obter sua noiva escolhida, a saber, a assembléia de todos os crentes, cujos nomes foram eternamente escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto. (João 3:16; João 10:15; Efésios 5:25; Apocalipse 13:8)
Quando eu estava morto em minhas transgressões, e cego para a beleza de Cristo, Deus me tornou vivo, abriu os olhos do meu coração, me deu a capacidade de crer e me uniu a Jesus, com todos os benefícios do perdão e da justificação e da vida eterna (Efésios 2:4-5; 2 Coríntios 4:6; Filipenses 2:29; Efésios 2:8-9; Atos 16:14; Efésios 1:7; Filipenses 3:9)
Estou eternamente seguro não por causa de qualquer coisa que eu tenha feito no passado, mas decisivamente porque Deus é fiel para completar a obra que ele começou – sustentar minha fé e me manter longe da apostasia, e me afastar do pecado que leva à morte (1 Coríntios 1:8-9; 1 Tessalonicenses 5:23-24; Filipenses 1:6; 1 Pedro 1:5; Judas 25; João 10:28-29; 1 João 5:16)
Chame do jeito que você quiser, isso é minha vida. Eu acredito nisso porque eu vejo isso na Bíblia. E porque eu experimentei isso. Louvor eterno à grandeza da glória da graça de Deus!
Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Original aqui.

Intercâmbio feito por Ruan Medeiros

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Por que os Jovens Evangélicos estão se Desviando na Universidade?


As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1- Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade.  Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferencendo a sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando  publicamente todos aqueles que se dizem cristãos. 

2- Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujo os valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nesta perspectiva não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblicos-cristãos.

3- Nossos jovens não tem sido preparados pela igreja para responder as perguntas de uma sociedade sem Deus como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé.  Nesta perspectiva os conceitos "simplistas" de alguns dos nossos rapazes e moças  tem sido facilmente descontruídos num ambiente onde o cetiscismo e a incredulidade se fazem presentes.

4- Nossos jovens tem sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa por exemplo transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem estar comum e a ausência de Deus. Nesta perspectiva vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar de Cristo ou da igreja.

Diante deste funesto quadro surge a pergunta: O que fazer então?

1-  A Igreja precisa fortalecer a família oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é infalível Palavra de Deus.

2- A Igreja precisa preparar os seus jovens para responder as perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer a juventude "armas" espirituais capazes de anular sofismas.

3- A Igreja precisa investir em universitários promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a estes condições de responder aos seus inquiridores o porque da sua fé.

4- A Igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.

5- A Igreja precisa preparar os seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização "mundanizaram" a Igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não tem sido muito bons.

6- A Igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.

Que Deus nos ajude diante hercúlea missão e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/01/por-que-os-jovens-evangelicos-estao-se.html

Intercâmbio Feito por Ruan Medeiros