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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Senhorio de Cristo no Contexto Universitário

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NOTA: O que se segue é um sermão pregado pelo pastor Jonas Madureira no dia o2/08/14 no culto de abertura da Aliança Bíblica Universitária de São Paulo, na Igreja Batista de Vila Mariana. Não se trata de uma transcrição integral do sermão, embora grande parte dele tenha sido transcrito. Alguns trechos foram adaptados para a linguagem formal e a essência da mensagem não foi alterada.
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Como lidar com a questão de alguém que está na universidade, deseja ser um profissional, e sofre pressões de um contexto cultural secular?
Poderíamos pensar o senhorio de Cristo em termos de um Ser que tem controle sobre tudo, que controla até mesmo a quantidade de fios de cabelo, ou como um governo extremamente meticuloso e rigoroso que nos leva a uma espécie de preparação militar para entrar na universidade em uma campanha e vencer todos os principados. Porém, precisamos repensar o senhorio de Cristo a partir das implicações de todas as esferas da existência.
Uma visão equivocada sobre o senhorio de Cristo
Quero iniciar a partir de um equívoco que cometemos. Em uma apreensão equivocada, acabamos não reconhecendo Seu senhorio. Por que temos um entendimento equivocado, acabamos perdendo de vista a dimensão do significado e o valor do Senhorio de Cristo. Não são poucos que entendem a obra de Cristo como uma espécie de plano B de Deus, como uma espécie de “jeitinho brasileiro”. O plano A de Deus seria Adão. Essas pessoas dizem que o plano de Deus só seria perfeito se Adão tivesse sido “aprovado na prova”, ou seja, não tivesse pecado. Como Adão errou, o plano B de Deus entra em ação. Deus, então, “inventa Jesus” para resolver o problema do pecado.
Não há nada mais anticristão do que esse pensamento. Jesus não é o plano B. Ele sempre existiu, ele é Deus e não uma invenção. O fato de a Bíblia dizer que Jesus foi gerado, não significa que ele não seja Deus. Há uma diferença entre gerar e criar, como explica C. S. Lewis. Eu posso criar uma estátua a partir de uma matéria bruta, criar uma música, uma teoria, um espetáculo, uma máquina etc., mas não posso criar filhos, somente posso gerá-los. A geração é sempre uma espécie daquilo que a gera. A Bíblia usa a palavra monogenés (μονογενής) para se referir a Jesus, ou seja, ele é o único gerado. Se ele foi gerado, não podemos entender isso do ponto de vista temporal. Significa que ele foi gerado por Deus. João 1.1 diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Tudo que existe foi criado por intermédio de Jesus. Ele é o intermediador da criação. Estamos, em primeira instância, diante de Deus. Não se trata de um plano B para resolver o pecado do homem. Independentemente de o homem pecar, Jesus já existia.
Quando falamos do senhorio de Cristo, portanto, falamos dele como o criador do universo, que fez tudo. Não existe absolutamente nada que não seja fruto da obra criadora de Jesus. Abraham Kuyper disse: “Não há um único centímetro quadrado de todos os domínios da existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame ‘é meu!’.” Aquela divisão entre sagrado e profano não existe. Até mesmo um ateu glorifica a Deus porque sempre que usa a inteligência dele para negar a Deus, ele está se valendo de algo que foi dado por Deus. Não há como olharmos para todas as dimensões da cultura e não concluir que Deus pode ser glorificado lá.
Glorificando a Deus no contexto universitário
Neste sentido, Jesus é o criador, o mediador, de todas as esferas do mundo. Deste modo, Jesus não será Senhor nas diversas disciplinas de uma universidade só porque você coloca o nome de Deus em sua teoria. O fato de algo ter o nome de Deus, não significa que honre a Deus. As coisas à nossa volta podem glorificar a Deus na medida em que realizam em si mesmas as coisas pelas quais elas foram feitas. É por isso que não existe jazz gospel. Há coisas em que não vamos conseguir colocar o nome de Deus.
A pergunta então é: isso não é para Deus? O nome de Deus será glorificado quando o seu trabalho for o melhor. Você não precisa colocar o nome de Deus nele. De alguma forma, precisamos repensar nossa maneira de servir a Deus. Enquanto pensarmos nosso serviço a Cristo apenas em termos dualistas, ou seja, somente posso servir a Deus tocando um instrumento ou pregando, iremos servi-lo apenas dessa maneira. Se você estuda química, matemática, zootecnia etc., e não consegue imaginar usar essas coisas na igreja, você deve se conscientizar que o senhorio de Cristo não está preso às quatro paredes da igreja.
Quando falamos do senhorio de Cristo no contexto universitário, estamos chamando atenção para uma cegueira. Isso envolve sabedoria. Quando fazemos um estudo sobre o nascimento das universidades, vemos que elas surgem a partir do contexto eclesiástico. É incrível como perdemos essa ligação entre Deus e a universidade.
Como ver o senhorio de Cristo na universidade? A ideia mais grosseira seria transformar-se em professor para evangelizar. É como uma emboscada. O aluno vai assistir a uma aula de introdução a algum pensamento, acredita que realmente vai estudar isso, mas você apresenta Jesus. O maior folheto evangelístico que você tem é você mesmo.
Quando estava na PUC, uma das minhas maiores dificuldades era que, quando explicava o evangelho a alguém e a pessoa gostava, chegava um professor ateu inteligente e então aquela pessoa queria ser como esse professor. Eu olhava para o meu contexto universitário e não tinha nenhum professor evangélico. Havia a ideia de que ou você é inteligente ou é evangélico. Precisamos fazer ciência na universidade. E precisamos fazer isso pra valer. As pessoas irão olhar então para você e perguntar sobre aquilo em que você acredita, porque você está contribuindo para a universidade. Quando você entende o senhorio de Cristo, você não pensa: “Meu Deus estou estudando teoria geral do processo enquanto muitas almas estão morrendo!”
A igreja e a universidade
Infelizmente, a relação da igreja com a universidade é “menos zero”. A igreja consegue preparar um missionário para um país não alcançando, completamente radical em relação à sua crítica ao evangelho, para que possa fazer um trabalho suado, mas não consegue preparar um missionário para o campo universitário. A igreja tem medo da universidade. Eles têm medo de que o jovem entre na universidade. Ficam desesperados. Os pastores têm medo de perguntas. “Pastor, será que a criação foi em sete dias mesmo?” Não dá pra ter uma conversa franca. A igreja não sabe lidar com a universidade e o nome dessa igreja são os pastores. Os pastores não amam a universidade. Enquanto não derem “um beijo” na universidade, continuarão a perder universitários cristãos.
Qual igreja você conhece que consegue investir em um jovem para que possa fazer pós-graduação, doutorado em biologia? Vão pensar, “por que a igreja precisa de biólogo?”. A biologia é um saber que pode glorificar a Deus. Quando fazemos da melhor maneira, Deus é glorificado. Por que você não consegue usar sua ciência para glorificar a Deus, para servir a Deus? Estamos vendo o senhorio de uma maneira muito equivocada.
O filósofo Georg Hegel era protestante e a igreja pagou todos os estudos dele. Se ele foi reconhecido por aquilo que ele fez, foi porque a igreja fez isso. Quantas de nossas igrejas estão investindo pesado nos universitários?
Enquanto os pastores não entenderem que podemos glorificar a Deus e servi-lo em outros campos, não conseguiremos ter um contexto universitário em que podemos vislumbrar o senhorio de Cristo sendo glorificado por cristãos e que são chamados.
Como disse Bruce Nichols, “O evangelho nunca é hóspede da cultura, mas sempre seu juiz e redentor”. Neste sentido, o evangelho nunca é o hospede de uma universidade, porque ele é sempre o juiz.
A doutrina da encarnação
Para que isso possa acontecer, precisamos ter conhecimento da doutrina da encarnação. E ela ensina duas coisas:
1. Deus é Senhor: Quando Deus quis revelar algo de si sobre a humanidade de uma maneira mais sublime, Ele o fez por meio da encarnação. Deus se tornou homem. Tornou-se carne. Isto significa que Deus participou de nossa realidade. Precisamos nos inspirar na doutrina da encarnação. Se queremos influenciar a universidade, não podemos vê-la como inimiga da fé. Precisamos participar, nos engajar. Em outras palavras, estou dizendo que aproveite o que você esta fazendo e seja o melhor juiz, o melhor biólogo. Faça o melhor curso. O que mais precisamos hoje é de referências na universidade. Enquanto não tivermos, seremos sempre considerados uma subclasse.
2. Não apenas devemos participar, mas também comunicar o evangelho: Jesus comunicou o evangelho em nossa linguagem. Você acha que o evangelho chegaria até nós se Ele não assumisse a humanidade? Ele precisou ser como nós para que pudéssemos, a partir de sua humanidade, entendermos o que Ele queria comunicar a nós. Existem varias linguagens. Filosófica, biológica, psicológica, e podemos comunicar através dessas linguagens. O maior desafio, então, é como podemos usar essa linguagem e comunicar com ela essa visão de mundo que o evangelho nos dá.
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Talvez a maior dificuldade seja, no fundo, o seu pastor. Precisamos encontrar pessoas que entendam nosso dilema, a tensão que enfrentamos em todas as áreas do saber, e que possam nos tutorear. Qualquer ministério que, de alguma forma, esteja presente na universidade, tem condições de fazer isso.
Que a mensagem de hoje te anime a mergulhar nos seus estudos, sabendo que eles podem glorificar a Deus ainda que eles sejam um monte de números.
Publicado em: http://tuporem.org.br/o-senhorio-de-cristo-no-contexto-universitario/
Intercâmbio feito por Walber Arruda

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Qual a Diferença entre o Estudo da Teologia e o Estudo da Religião? Com a Palavra, Sproul.

Esse movimento para reduzir a religião à sua essência teve um efeito sutil, porém dramático. O estudo de religião tomou o lugar do estudo de teologia no mundo acadêmico. Essa mudança foi sutil, em que, para a população em geral, religião e teologia eram a mesma coisa, portanto as pessoas não sentiram nenhum impacto dramático. Mesmo no mundo acadêmico a mudança foi aceita em larga escada, quase sem lamúria ou protesto.

Há alguns anos fui convidado a falar ao corpo docente de uma conhecida faculdade do Centro-Oeste americano com uma rica tradição cristã e reformada. O educandário estava sem um presidente e o corpo docente estava envolvido num auto-estudo para definir a identidade da faculdade. Pediram-me para falar sobre a pergunta: ¨Quais são os pontos característicos, inconfundíveis e exclusivos de uma ímpar educação cristã?

Antes da conferência, o deão me levou para visitar o campus. Quando entramos no prédio de administração dos professores, observei um escritório com estas palavras reproduzidas na porta: Departamento de Religião.

Naquela noite, quando falava ao corpo docente, eu disse: ¨Durante minha excursão pelo prédio notei a porta de um escritório que anunciava Departamento de Religião. Minha pergunta é dupla. Primeiro, aquele departamento sempre foi chamado de Departamento de Religião?

Minha pergunta foi recebida com silêncios e olhares vagos. Em princípio pensei que ninguém pudesse responder à minha pergunta. Finalmente um dos professores mais antigos da faculdade levantou a mão e disse: ¨Não, antigamente era chamado de departamento de Teologia. Nós mudamos o nome há uns trinta anos¨.

¨Por que o mudaram?¨ Perguntei.

Ninguém na sala tinha idéia alguma, nem parecia se importar. O que se deixava supor era: ¨realmente não tem importância¨.

Lembrei ao corpo docente que há uma diferença profunda entre o estudo de teologia e o estudo de religião. Historicamente, o estudo de religião tem sido incluído sob os cabeçalhos de antropologia, sociologia, ou até mesmo psicologia. A investigação acadêmica de religião tem procurado ser fundamentada num método empírico-científico. A razão disso é bastante simples. A atividade humana é parte do mundo fenomenal. É uma atividade que é visível, sujeita à análise empírica. Psicologia pode não ser tão concreta como biologia, mas o comportamento humano em resposta a crenças, ímpetos, opiniões, etc. pode ser estudado de acordo com o método científico.

Para afirmar isso de modo mais simples, o estudo da religião é principalmente o estudo de certo tipo de comportamento humano, seja sob a rubrica da antropologia, sociologia ou psicologia. O estudo de teologia, por outro lado, é o estudo de Deus. Religião é antropocêntrica; teologia é teocêntrica. A diferença entre religião e teologia é, em última análise, a diferença entre Deus e o homem – dificilmente uma diferença pequena.

Outra vez, é uma diferença de assunto. O assunto da teologia em si é Deus; o assunto da religião é o homem.

C. R. Sproul
Livro:  O que é teologia Reformada
Editora Cultura Cristã.
Paginas: 6-7


Intercâmbio feito por Jhonatas Araujo

segunda-feira, 17 de março de 2014

UMP INDICA: REUNI (Reunião de Universitários)

Grande sãos os desafios impostos aos cristãos na sua luta diária contra o pecado, o mundo e Satanás. Mas as diferentes gerações deparam-se com problemas específicos em cada área de suas vidas, e é preciso tratar de maneira bastante focada afim de equiparar os cristãos para o bom combate.

Neste sentido indicamos a excelente iniciativa da UMP da Igreja Presbiteriana do Monte Santo que organiza mais uma edição do REUNI (Reunião dos Universitários) no intuito de dar subsídios aos jovens universitários cristãos para ajudá-los na árdua missão que defender e proclamar sua fé dentro da academia.

Participe e apoie este iniciativa para que gere bons frutos para o reino de Deus.

Informações:
Data: 22 de Março Horário: das 10 às 16hrs Investimento: $10.00 (Almoço incluso) Local: Igreja Presbiteriana do Monte Santo. Rua Santina Leão, 113. Monte Santo

Link para inscrição:
https://docs.google.com/forms/d/1UElaEOBivQdCD9Qdx3_c0ElommSQC8_61299j-39FuY/viewform

Vídeo promocional:
https://www.youtube.com/watch?v=p8jGrIXVvaQ

Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Por que os Jovens Evangélicos estão se Desviando na Universidade?


As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1- Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade.  Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferencendo a sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando  publicamente todos aqueles que se dizem cristãos. 

2- Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujo os valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nesta perspectiva não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblicos-cristãos.

3- Nossos jovens não tem sido preparados pela igreja para responder as perguntas de uma sociedade sem Deus como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé.  Nesta perspectiva os conceitos "simplistas" de alguns dos nossos rapazes e moças  tem sido facilmente descontruídos num ambiente onde o cetiscismo e a incredulidade se fazem presentes.

4- Nossos jovens tem sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa por exemplo transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem estar comum e a ausência de Deus. Nesta perspectiva vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar de Cristo ou da igreja.

Diante deste funesto quadro surge a pergunta: O que fazer então?

1-  A Igreja precisa fortalecer a família oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é infalível Palavra de Deus.

2- A Igreja precisa preparar os seus jovens para responder as perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer a juventude "armas" espirituais capazes de anular sofismas.

3- A Igreja precisa investir em universitários promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a estes condições de responder aos seus inquiridores o porque da sua fé.

4- A Igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.

5- A Igreja precisa preparar os seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização "mundanizaram" a Igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não tem sido muito bons.

6- A Igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.

Que Deus nos ajude diante hercúlea missão e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/01/por-que-os-jovens-evangelicos-estao-se.html

Intercâmbio Feito por Ruan Medeiros