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quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Quebrantado

           Um quebrantado coração não move o coração de Deus. O que moveu o coração de Deus é obra salvadora de Cristo na cruz do calvário. Todo e qualquer favor de Deus se é dado ao homem por meio de Jesus Cristo - por meio de mais ninguém.

            Junto ao fato de Cristo ser aquele que aplaca a ira de Deus, justa ira, se encontram os que são abençoados com a plena convicção de seus pecados. Quando Deus se revela ao homem e o faz convicto de seu pecado por meio da sua Lei perfeita, o que acontece de imediato é um sincero e triste quebrantamento. A convicção de que a morte eterna é o justo para o pecador, o faz correr para Cristo.

            O pecado é uma coisa terrível e alcança até o mais atento cristão, mesmo depois de sua conversão e de longos anos de caminhada com Deus. Basta lembrar do rei Davi ou o sábio Salomão. Inclusive Pedro precisou ser repreendido por Paulo. No entanto, um do problemas que tanto temos visto é a ignorância a respeito de Deus e de sua doutrina. Isso tem provocado uma ausência aguda de quebrantamento. Compungir-se por que se não há nada do que se arrepender?

            O grave problema da ausência de quebrantamento é a distância que criarmos de Deus. O salmo 34: 18 nos diz que Deus está perto dos que tem em seus corações esse bem chamado QUEBRANTAMENTO. Ele diz que Deus salva os de espírito oprimido. Logo, um dos sinais indeléveis do coração alcançado pelo Senhor é a constante certeza de suas transgressões e omissões. Essa é a resposta para tantos problemas enfrentados pela igreja em geral, a inexistência de quebrantamento. 

            Portanto, o orgulho espiritual ou carnal nada tem a ver com o quebrantamento, com o arrependimento, com a salvação. Apresente-se diante de Deus com o coração quebrantado, pois mais do que mover o coração de Deus, move o Senhor até nós. 


Pr. Renan de Oliveira 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Decepcionados com a Igreja

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. (Hb 10:25)

Tem sido cada vez mais crescente o número de crentes que tem desistido da Igreja. As causas são as mais diversas possíveis, mas desejo nesse texto apontar alguns motivos mais voltados para fatores relacionais, pois tenho observado que boa parte desta debandagem tem sido ocasionada por decepções, desavenças, brigas por poder, etc.  Por isso não são poucos aqueles abandonam as Congregações tentando cultivar sua fé em Cristo, mas, bem longe de qualquer denominação. Eles estão com suas almas gravemente feridas, estão decepcionadas com a Igreja e não toleram mais as muitas imperfeições do “povo” de Deus.
Se fossemos citar todos os problemas das comunidades evangélicas certamente teríamos que escrever um livro com centenas de páginas e tenho dúvidas se o compendio seria suficiente para abarcar todos as deficiências, tantas que são. Parte dos Evangelhos, das Cartas Paulinas, das Epístolas Gerais e até alguns capítulos do livro de Apocalipse se dedicam em apontar, exortar e tratar dos muitos pecados existentes na religião judaico-cristã. O que esperar então da Igreja atual, senão, que também continue a enfrentar as mesmas dificuldades.
Mas porque tantos tem se afastado das comunidades evangélicas? Pontuo algumas razões:
Falsa visão da Igreja. Muitos imaginam que a Igreja é um lugar composto só de pessoas redimidas, o que está longe de ser verdade. Ímpios podem estar infiltrados nos corais, nos departamentos, e até nos púlpitos (1 Jo 2:19; Mt 7:15;). Estamos em convívio constante com não-regenerados que dividem espaço do mesmo banco conosco. Eles são instrumentos de tropeço para atrapalhar os Filhos de Deus (Gl 2:4). Os filhos do Diabo também costumam frequentar a Igreja de Deus na terra. Só que eles usam disfarces quase perfeitos. Suas roupas de ovelhas só não são capazes de enganar o Supremo Pastor que conhece bem cada um de seus cordeirinhos. Já nós, não somos tão perspicazes. É preciso lembrar de que o joio e o trigo estão juntos na mesma plantação e só serão separados na colheita (Mt 13:24-30).
Critérios exagerados de perfeição: Há muitos santos na Igreja do Senhor (graças a Deus!), mas cada um deles se encontra em estágios diferenciados de santificação. Falamos da santificação progressiva, assim como define alguns teólogos, como processo de crescimento espiritual do crente, ainda incompleto. Mesmo para estes santos em aperfeiçoamento há a possibilidade de tropeços desintencionais. Deslizes que todos os fiéis estão sujeitos a passar por mais vigilantes que sejam. Até o irmão mais piedoso de nossa congregação pode nos entristecer com alguma falta. Quando nossos critérios são exagerados idealizamos o ser perfeito, corremos o grande risco da desilusão. É que este é um critério muito pesado para pessoas imperfeitas como nós. Todo e qualquer lugar onde houver gente, mesmo que esta gente seja eleita, ali também existirá toda sorte de problemas.
Intolerância com as diferenças: Nada pode amadurecer mais um crente do que o convívio duradouro com a Igreja. Pois é através deste relacionamento intenso que descobrimos os defeitos e as diferentes personalidades uns dos outros à medida que somos desafiados a compreender, tolerar e perdoar. Deus permite que em nosso meio haja discordâncias e decepções para que sejamos aperfeiçoados na comunhão. Os primeiros líderes cristãos enfrentaram desacordos entre si, no entanto isto não provocou intrigas, nem ressentimentos duradouros (At 15.39; 1 Co 9:6; Cl 4:10; Fm 24; 2 Tm 4:11; Gl 2:14). Se desejamos viver longos anos e até uma vida inteira dentro de uma Congregação, temos alto preço a pagar: A renúncia do nosso orgulho e a liberação de perdão. Deve ser por isso que a Bíblia trata tanto sobre estes assuntos. Pena que alguns ao se depararem com tal situação preferem abandonar o barco, a saída de emergência sempre parece o caminho mais fácil. Temos que aprender a lidar de forma madura com as diferenças, entendendo que temos nossas opiniões e preferências e isto não é motivo de nos afastarmos, mas com mansidão e espiritualidade resolvermos nossos conflitos.

Elevada Autoestima Espiritual: Geralmente somos tentados a nos julgarmos mais santos do que os outros. Elevando assim o critério com o qual julgamos os demais. E isto nos expõe um terrível erro: não enxergarmos nossos defeitos e só observamos os defeitos dos irmãos (Mt 7.3). É provável que uma pessoa pouco tolerante com outras, se torne muito tolerante com ela mesmo. Não é correto hiperdimensionar os defeitos alheios e minimizar os nossos. Sem contar que crentes com espiritualidade autoestimada custam a reconhecer suas fraquezas e se mostram resistentes quando repreendidas e confrontadas com seus defeitos. Preferem deixar de congregar ao ter que humildemente reconhecer que também são pecadoras, sujeitas a tropeços. Sentem-se santas demais para viverem com pobres pecadores. Quanto a isto Salomão nos traz um alerta solene: Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? (Ec 7:16). E Paulo Completa: Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; (Rm 12.3ª; ver 1Tm 1:15). Irmãos que agem desta forma carregam uma falsa imagem deles mesmos e dificilmente se tornam suficientemente humildes para também reconhecerem que não são imperfeitos.
Escândalos no meio do Povo: Este me parece ser o principal motivo porque muitos crentes desistem de congregar. Poucas coisas nos desapontam mais do que ver escândalos na Igreja: desvio de conduta moral, finanças obscuras, brigas por poder... Situações semelhantes a estas vem sendo cada vez mais frequentes, principalmente com líderes. Mas será que deveríamos ser pegos de surpreso com tais notícias?! Não. A Palavra de Deus nos mostra que eles iriam ocorrer. O Senhor Jesus alertou quanto aos escândalos no meio de Seu povo: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos”, mas prometeu punir os responsáveis: ”mas ai daquele por quem vierem! (Lc 17:1)”. Sabedor dos danos causados pelos escândalos, o Senhor já nos deixou o alerta. Devemos nos resguardar na confiança em Deus que é Justo Juiz e Senhor de Sua Igreja. Todos aqueles que envergonham o Evangelho haverão de prestar contas diante de dEle. Quem deve se afastar da Igreja são os escandalizadores (Mt 18:17; Rm 16:17), mas por vezes ocorre o contrário, os fiéis se afastam. 
Desejo fazer uma última consideração. Creio que até podemos ter motivos legítimos para abandonar a Igreja, como estes citados acima, mas em nenhum lugar na Bíblia encontramos conselhos para que os crentes se afastem. Pelo contrário, a Palavra sempre nos encoraja a continuarmos congregando, admoestando os irmãos e desfrutando de comunhão com os santos (Sl 133:1; Rm 15:14; Hb 10:25; Jd 1.3; Tg 5:16). Busquemos ao Senhor da Igreja, pois só ele pode nos sustentar, animar e nos fortalecer. Lembre-se que você faz parte de um corpo (Ef. 3:6; 1 Co 12:12) e não pode sobreviver sem ele, seu lugar é a Igreja do Senhor. Que mesmo imperfeita o Senhor pagou alto preço para que ela viva unida, assim como a perfeita unidade entre o Pai e o Filho (Jo 17:11).
Se você está afastado, retorne. Se está decepcionado, ore. Se magoado, perdoe. Se orgulhoso, humilhe-se. Não perca tempo. Volte agora!


Miss. Ericon Fábio

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Deus que Retribui em Secreto X O "deus" que Retribui em Curtidas

A nossa geração e as suas redes sociais tem algumas características bem peculiares, como por exemplo a ultra exposição da vida particular e a busca por aprovação social através de curtidas e compartilhamentos no Facebook. Nisto todos estamos inclusos, desde a jovem de 14 anos que posta foto fazendo biquinhos, até o preletor de 60 anos que posta fotos de eventos que participa. Todos nós, a sua maneira, estamos participando da maratona de curtidas.

No entanto a forma é nova, mas a inclinação sempre existiu, e faz parte de nossa natureza. É exatamente sobre isto que Jesus nos alerta em Mateus 6. Ele nos apresenta algumas recomendações bem específicas sobre a questão da publicitação das condutas espirituais. Em resumo ele nos oriente sobre:

01. OBRAS SOCIAIS: Quando fizermos nossos atos de justiça, obras sociais e de caridade, devemos fazer com discrição, sem objetivar holofotes, pois se queremos atenção a receberemos e esta será nossa recompensa. Mas se queremos agradar a Deus o faremos em secreto, e em secreto ele nos recompensará. (v. 1-4)

02. ORAÇÃO: Quando orarmos também devemos fazer de forma reservada e discreta, no nosso quarto em secreto, e assim Deus nos responderá. Aqueles que oram à vista de todos também receberão suas "curtidas" e esta será suam recompensa. (v. 5-6)

3. JEJUM: O mesmo se aplicar á outro exercício espiritual, a prática do jejum. Quando o praticamos não devemos nos esforçar para que os homens percebam em nossos rostos o nosso sofrimento, e o sacrifício decorrentes do Jejum. Pelo contrário, devemos ter uma aparência de ânimo e disposição para servir. (v. 16-18)

O que estas passagens nos ensinam? Certamente precisamos avaliar nossas ações e motivações. Nosso coração é tão corrupto que pode facilmente desvirtuar até mesmo as práticas mais louváveis de um cristão, como a oração, o jejum e as obras de justiça. Precisamos vigiá-los, e se o fizermos, certamente, iremos abrir mãos de muitas postagens lícitas, mas que no fim das contas alimentam vaidades e orgulhos incompatíveis com a santidade que devemos almejar. 

O nosso Deus não nos retribui com curtidas, pelo contrário, Ele nos orienta inclusive que aqueles que desejam viver de forma piedosa serão perseguidos por causa da justiça. Ele nos retribui em secreto e é assim que devemos andar. Mas isto não significa que devemos nos abster de redes sociais, pois elas em si mesmo não representam mal algum. Devemos tão somente por sempre à prova nossas motivações: qual é o meu desejo mais nesta postagem? Elevar minha reputação de piedade ou glorificar a Deus pela milagre que ele fez em usar um pecador tão miserável na sua obra? 

Sondemos o nosso coração e busquemos cada vez mais este Deus que nos abençoa em secreto.



Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Narciso e a Idolatria do Espelho

A mitologia grega narra a historia de Narciso, um jovem muito bonito que despreza o amor da ninfa Eco, apaixonada loucamente pelo rapaz. O sentimento não correspondido custou a Narciso uma condenação: apaixonar-se por sua própria imagem espelhada na água. Este amor impossível o levou à morte, afogado em seu próprio reflexo. 

Embora fictícia, a historia mitológica toma contornos reais em nossos dias, em que as pessoas estão cada vez mais atraídas por sua própria imagem. Na verdade desde a Grécia antiga a beleza e a força têm sido exaltadas como atributo indispensável ao ser humano. No século 12, devido à ascensão do pensamento humanista, a feição corporal passou a ser apreciada com mais veemência e retratados principalmente através dos pintores e escultores da época. Já no século XXI a admiração passa a ser objeto de auto-adoração, de forma que não é exagero nenhum afirmarmos a existência da idolatria do espelho.

Mas paradoxalmente, esta veneração também tem sido acompanhada por grande insatisfação pessoal. Percebe-se que há um nítido desgosto do homem com sua própria aparência. Motivo este que o leva a buscar de várias formas a perfeição almejada, seja através do fitness, anabolizantes, dietas ou cirurgias plásticas. Alguma coisa em sua imagem está terrivelmente errada, ele tenta agradar-se do que vê em frente ao espelho, mas ainda parece sentir a ausência de algo que o torne realmente belo. Mas qual o motivo de tanto descontentamento?

Para responder, recorro à conclusão elaborada por Anthony Hoekema. Ele identifica que este desprazer é provocado por uma dupla perversão da auto-imagem do homem em decorrência da queda no Éden: primeiro, o orgulho- provocado pelo desejo que o homem passou a possuir de ser maior que o seu Criador (Gn 3.5,6; Rm 12.3); e, segundo, o sentimento de vergonha e menosprezo que o atingiu após o ato de transgressão da ordem Divina no Jardim (Gn 3.7,10). Explica Hoekema:

"Em primeiro lugar, desde a Queda o homem sempre esteve inclinado a ter uma opinião elevada demais a respeito de si próprio. [...] Por natureza, o homem não compreende sua dependência de Deus; pelo contrario é orgulhoso por suas próprias realizações e tem uma ideia exagerada de sua própria importância. [...] O segundo tipo de perversão é também normalmente encontrado no ser humano decaído: a de uma auto-imagem excessivamente baixa. Percebendo que esta longe de ser o que deveria, uma pessoa tende, muitas vezes ao menosprezo, desprezo e, talvez, inclusive o ódio de si mesma. De fato, algumas podem considerar a si próprias como totalmente sem valor." [1]

Perceba que ambos os casos são claramente percebidos em nossa sociedade narcisista. Por trás de todo desejo de perfeição existe na verdade a ambição de torna-se melhor que o outro. Há uma necessidade de mostrar que sua aparência é mais bela. Na verdade a beleza exterior, seja esta natural ou adquirida, pode levar consequentemente ao orgulho e dar vazão a celebração do culto à imagem, característica preponderante de nossos dias.

Mas a segunda afirmação de Hoekema é ainda mais contundente. A insatisfação humana com sua própria fotografia revela claramente sua incapacidade de aceitação de si mesmo. Sua busca pela perfeição, revela uma desesperada maneira de sentir-se importante, de ser notado, de atrair elogios, olhares e assim, suprir de alguma maneira sua "feiura" interior. A aparência pavorosa refletida no espelho o leva a um terrível complexo de inferioridade.

De fato, o homem caído é pobre de beleza, mas não dá beleza física e corporal, pois esta pode ser adquirida através de vários artifícios, como já citado. A única beleza que pode lhe satisfazer é a beleza espiritual, da formosura divina, adquirida somente através de Cristo, a imagem perfeita do Deus invisível (Cl 1.15). Apenas Nele o homem é capaz de satisfazer-se totalmente. Sua completude de prazer só será saciada quando ele se tornar parecido novamente com seu Criador. E nenhum esforço ou métodos próprios poderá lhe proporcionar esta dádiva, senão o Espírito do Senhor e enquanto buscar formosura à parte de Deus sempre se afogará em sua própria imagem decaída.

Em Cristo, Aquele que é a plenitude da beleza de Deus.

Ericon Fábio
Facebook: https://www.facebook.com/ericon.fabio


Citação:

[1] HOEKEMA, Anthony. Criados à imagem de Deus. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.  

sábado, 20 de julho de 2013

O Que É Ser Bem Sucedido? Com a Palavra Pr. Robson T. Fernandes.

Diante da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade, que não vêem outra coisa a não ser dinheiro e poder, é o mesmo que ser rico. É o mesmo que estar bem financeiramente.

Na verdade, "Bem Sucedido" é uma expressão que significa "obter um bom êxito em seu empreendimento". Mas, o que é empreendimento?

O termo empreendimento vem do latim "imprehendere", e significa "o ato, efeito ou resultado de apanhar, prender com as mãos".

Dessa forma, ser bem sucedido significa "obter um bom êxito com aquilo que está em suas mãos". Na verdade, o conceito de bem sucedido será determinado por aquilo que está em seu coração. Bem sucedido é alguém que alcança aquilo que seu coração deseja, "Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6:21).

O que para o homem pode parecer uma evidência de "bem sucedido", para Deus pode significar, simplesmente, vaidade, orgulho e avareza.


E aí, na ótica de Deus você é bem sucedido?


FONTE: Extraído do Facebook do autor.

Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 3 de julho de 2013

5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo

É importante reconhecer o fruto de autoglorificar-se em você e em seu ministério. Que Deus use esta lista para lhe conceder sabedoria diagnóstica. Que ele use esta lista para expor seu coração e redirecionar seu ministério.
Autoglorificar-se fará com que você:

1. Ostente em público o que deveria ser mantido em particular.

Os fariseus são um vívido exemplo primário para nós. Porque eles viam suas vidas como gloriosas, eles eram ligeiros em ostentar essa glória diante dos olhos de quem estivesse vendo. Quanto mais você pensa que você já chegou lá, e quanto menos você vê a si mesmo como necessitando de graça resgatadora, mais você tenderá à autorreferência e à autocongratulação. Por você estar atento à autoglorificação, você vai trabalhar para conseguir maior glória mesmo quando não estiver consciente de que está fazendo isso. Você tenderá a contar histórias pessoais que fazem de você o herói. Você encontrará maneiras, em cenários públicos, de falar de atos privados de fé. Por você se achar digno de aplausos, você buscará os aplausos de outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como “piedoso”.

Eu sei que a maioria dos pastores lendo esta coluna pensarão que nunca fariam isso. Mas estou convencido de que há mais “desfile de piedade” no ministério pastoral do que tendemos a pensar. Esta é uma das razões pelas quais eu acho conferências pastorais, reuniões de presbitério, assembleias gerais, convenções, e reuniões de plantação de igreja desconfortáveis às vezes. Após uma sessão ao redor da mesa, essas reuniões podem se degenerar a um “concurso de cuspe” de ministério pastoral, onde somos tentados a menos do que honestos sobre o que de fato está acontecendo em nossos corações e em nossos ministérios. Após celebrar a glória da graça do evangelho, há demasiado recebimento de glória autocongratulatória por pessoas que parecem precisar de mais aplausos do que merecem.

2. Seja demasiadamente autorreferente

Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isso, todos nós já ficamos desconfortáveis com isso, e todos nós já fizemos isso. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito de si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar mais de suas próprias opiniões do que das opiniões dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que suas histórias são mais interessantes e cativantes do que as dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que eles sabem e entendem mais do que os outros. Pessoas orgulhosas pensam que conquistaram o direito de serem ouvidas. Pessoas orgulhosas, por basicamente terem orgulho do que sabem e do que fizeram, falam muito sobre ambos. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas fraquezas. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas falhas. Pessoas orgulhosas não confessam pecado. Então pessoas orgulhosas são melhores em colocar os holofotes sobre si mesmas do que em refletir a luz de suas histórias e opiniões de volta para a gloriosa e completamente imerecida graça de Deus.

3. Fale quando deveria ficar calado.

Quando você pensa que já chegou lá, você é bem orgulhoso e confiante de suas opiniões. Você confia em suas opiniões, então você não está tão interessado nas opiniões dos outros quanto deveria estar. Você tenderá a querer que seus pensamentos, perspectivas e pontos de vista vençam em qualquer reunião ou conversa. Isso significa que você estará muito mais confortável do que você deveria estar com dominar um grupo com sua conversa. Você falhará em ver que na multidão de conselhos há sabedoria. Você falhará em ver o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida. Você falhará em reconhecer suas tendências e sua cegueira espiritual. Você não irá a reuniões formais ou informais com um senso pessoal de necessidade do que os outros têm a oferecer, e você controlará a conversa mais do que deveria.

4. Fique quieto quando deveria falar.

A autoglorificação pode ir para o outro lado também. Líderes que são muito autoconfiantes, que involuntariamente atribuem a si mesmos o que poderia apenas ser efetuado pela graça, frequentemente veem reuniões como uma perda de tempo. Por serem orgulhosos, eles são muito independentes, então as reuniões tendem a ser vistas como uma interrupção irritante e inútil de uma agenda ministerial já sobrecarregada. Por causa disso, ou eles acabarão com todas as reuniões ou as tolerarão, tentando finalizá-las o mais rápido possível. Então eles não lançam suas ideias para consideração e avaliação porque, francamente, eles não acham que precisam. E quando suas ideias estão na mesa e sendo debatidas, eles não entram na briga, porque eles pensam que o que eles opinaram ou propuseram simplesmente não precisa de defesa. A autoglorificação fará com que você fale demais quando você deveria ouvir, e com que você não sinta necessidade de falar quando você certamente deveria.

5. Se importe demais com o que os outros pensam de você.

Quando você caiu no pensamento de que você é alguma coisa, você quer que as pessoas reconheçam esse “alguma coisa”. Novamente, você vê isso nos fariseus: avaliações pessoais de autoglorificação sempre levam a um comportamento de busca por glória. Pessoas que pensam que chegaram a algum lugar podem se tornar hipersensíveis a como outras pessoas reagem a elas. Por você ser hipervigilante, observando a maneira pela qual as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem sequer percebe como você faz as coisas por autoaclamação.

É triste, mas frequentemente ministramos o evangelho de Jesus Cristo por causa de nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou a redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu já fiz isso. Eu já pensei durante a preparação de um sermão que um certo ponto, colocado de certa maneira, poderia ganhar um detrator e eu já fiquei observando à procura da reação das pessoas enquanto eu pregava. Nesses momentos, na pregação e na preparação de um sermão, eu abandonei meu chamado como embaixador da eterna glória de outro pelo propósito de conseguir para mim o louvor temporário dos homens.

PAUL TRIPP



LARYSSA LOBO

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Por que Deus odeia tanto o pecado do orgulho? Com a palavra C. J. Mahaney


Eis a razão: O orgulho é quando seres humanos pecadores desejam o prestigio e a posição de Deus, e se recusam a reconhecer sua dependência Dele.

Certa vez, Charles Bridges observou como o orgulho exalta o coração das pessoas contra Deus, e “disputa por supremacia” com Ele. A seguinte definição da essência do orgulho é bíblica e repleta de discernimento: Disputar com Deus por supremacia e exaltar o coração contra Ele.

Por razões pessoais, comecei a adotar esta definição de orgulho alguns anos atrás, depois de perceber que, em certa medida, eu ficara indiferente ao orgulho em minha vida. Embora reconhecesse que eu era orgulhoso, sabia que não estava suficientemente convicto disso. Assim, em vez de apenas confessar a Deus que “eu fui orgulhoso naquela situação” e implorar seu perdão, aprendi a dizer: “eu fui orgulhoso naquele momento, com aquela atitude e ação, eu estava disputando contigo por supremacia. Foi isto que aconteceu. Me perdoe.”

E, em vez de confessar a uma outra pessoa: “Foi com orgulho que fiz aquele comentário, por favor, você me perdoa?” Passei a dizer: “o que acabei de fazer foi disputar com Deus por supremacia”, e somente então pedia o perdão da pessoa. Esta prática aumentou, em meu coração, o senso de culpa quando à seriedade desse pecado.

O orgulho assume inumeráveis formas, mas possui apenas uma finalidade: autoglorificação. Este é o motivo e propósito final do orgulho – roubar de Deus a legítima glória e buscar autoglorificação, disputando com Ele por supremacia.  A pessoa orgulhosa procura glorificar a si mesma e não a Deus, tentando assim privar Deus de algo que somente Ele é digno de receber.

Não admira que Deus se oponha ao orgulho e o odeie. Que esta verdade permaneça em seu pensamento.


Mahaney, C. J. In: Humildade. A verdadeira Grandeza. Traduzido por Ana Paulo Eusébio Pereira.  São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2011. Capítulo II: Os perigos do orgulho, pp. 30.

  
Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd