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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Por que o Facebook e (sua Igreja) Podem estar te Deixando Triste

Russell D. Moore

Fomos avisados que mídia social pode nos distrair diminuir nossa atenção, nos desligar de relacionamentos da vida real. Agora um novo estudo sugere que o Facebook também pode tornar-nos infeliz. Eu suspeito que há alguma medida de razão nisto, e não é apenas sobre o Facebook. Trata-se de nossas igrejas.
A revista Slate cita um artigo em uma revista de psicologia social que iniciava com uma observação sobre como os estudantes universitários se sentiam mais desanimados após fazerem logon no Facebook. Havia algo que os entristecia ao “percorrer outros perfis e fotos legais, biografias vencedoras, e atualizações de status.” Os alunos tiveram o humor obscurecido porque acreditavam que todo mundo era mais feliz que eles.
A jornalista Libby Copeland especula que o Facebook pode “ter um poder especial de nos fazer mais tristes e solitários.” Como pode acontecer isso, no entanto, quando o Facebook geralmente é assim… bem, feliz, cheio de rostos sorridentes e famílias bonitas? Bom, esse é justamente o ponto.
“Ao apresentar a parte mais espirituosa, alegre de vidas tão bonitas, e convidar as pessoas a constantes comparações em que tendemos a nos ver como os perdedores, o Facebook parece explorar o calcanhar de Aquiles da natureza humana”, escreve Copeland. “E as mulheres, um grupo especialmente infeliz, podem tornar-se especialmente vulneráveis ao se informarem sobre o que imaginam ser a felicidade dos vizinhos.”
Sim, Copeland escreve, o Facebook pode registrar crianças bonitinhas e momentos agradáveis, mas isso nunca é o todo, ou mesmo a maior parte, da história de vida de qualquer pessoa. “Lágrimas e acessos de raiva raramente são registrados, nem os surtos de maluquices”, escreve ela.
Agora, em um sentido, quero falar com quem realmente se preocupa com o Facebook. Se você é aquele que se compara aos outros, desligue a tela do computador e faça uma desintoxicação do brilho azul dela. Mas ao mesmo tempo, me parece, o mesmo fenômeno está presente nos bancos de nossas igrejas cristãs.
Nossos “bem sucedidos” pastores e líderes sabem sorrir. Alguns deles fizeram escovinhas e usam abotuaduras, outros são grunges e usam cabelo bagunçado. Mas eles estão aqui para nos “empolgar” sobre “o que Deus está fazendo em nossa igreja.”
Nossas músicas de adoração são tipicamente celebrativas, tanto nas letras quanto na expressão musical. Na última geração, uma canção triste sobre a crucificação foi animada com um coro bem alegre: “Foi ali pela fé que um dia eu vi, e agora estou feliz o dia todo!”
Este não é apenas um problema da grande geração reavivalista. Mesmo as músicas de adoração contemporâneas que vêm diretamente dos Salmos tendem a se concentrar em salmos de crescimento ou de exuberância alegre, não salmos de lamento (e certamente não em salmos imprecatórios!).
Podemos facilmente cantar com o profeta Jeremias: “grande é a tua fidelidade” (Lm 3:23). Mas quem pode se imaginar cantando, na igreja, com Jeremias: “Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste. Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração. Como escória e refugo nos puseste no meio dos povos.”(Lm 3:43-45).
Essa sensação de jovialidade forçada é visto nas “liturgias” ad hoc¹ da maioria das igrejas evangélicas na saudação e na despedida. Ao começar o culto temos um pastor sorrindo ou um líder de louvor empolgado: “É ótimo ver você hoje!” Ou “Estamos felizes por você estar aqui!”. Ao terminar o culto o mesmo semblante sorridente e cheio de dentes diz: “Vejo vocês no próximo domingo! Tenham uma ótima semana!”
Claro que teremos. O que mais poderíamos fazer? Estamos alegres no Senhor, não estamos? Queremos incentivar as pessoas, não é? E, no entanto, o que estamos tentando fazer não está funcionando, mesmo nos termos que estabelecemos para nós mesmos. Suspeito que muitas pessoas em nossos bancos olham ao redor e acham que os outros têm a  felicidade que continuamos prometemos, e se perguntam por que ela passou por elas sem avisar.
Ao não falar, quando a Bíblia fala, sobre toda a gama de emoções humanas, incluindo a solidão, a culpa, a desolação, raiva, medo, desespero, apenas deixamos o nosso povo perguntando por que eles simplesmente não podem ser “cristãos” o suficiente para, afinal de contas, sorrir.
O evangelho fala uma “língua” diferente, no entanto. Jesus diz: “Felizes os que choram, porque serão consolados” (Mt 5:4). No reino, recebemos o conforto de uma forma muito diferente do que somos ensinados em nossa cultura. Recebemos o conforto não por, de um lado, chorar por nossos direitos ou, por outro lado, fingir nossa felicidade. Somos consolados quando vemos o nosso pecado, nossa fragilidade, nossa situação desesperadora, e lamentamos, choramos, clamamos por libertação.
É por isso que Tiago, irmão de nosso Senhor, parece tão fora de sintonia com o ethos contemporâneo evangélico. “Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai”, ele escreve. “Converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza” (Tiago 4.9). O que aconteceria a um líder de igreja que terminasse o culto dizendo ao seu povo: “Tenha um dia infeliz!” Ou “Espero que todos chorem bastante esta semana!” Soaria como louco. Jesus sempre  parece louco para nós, à primeira vista (Jo 7.15, 20).
Ninguém é tão feliz quanto parece no Facebook. E ninguém é tão “espiritual” quanto  parece com o que julgamos como “espiritual” o bastante para o culto cristão. Talvez o que precisamos em nossas igrejas são mais lágrimas, mais falhas, mais confissão de pecados, mais orações de desespero que são profundas demais para palavras.
Talvez, então, os solitários, culpados e os desesperados entre nós verão que o evangelho não chegou para o feliz, mas para os contritos de coração, não para o saudável, mas para o doente, não para os achados, mas para os perdidos.
Portanto, não se preocupe com as pessoas felizes e deslumbrantes do Facebook. Elas precisam de conforto e libertação tanto quanto você. E, mais importante, vamos deixar de ser essas pessoas felizes e deslumbrantes quando nos reunimos em adoração. Não tenhamos vergonha de gritar de alegria e não tenhamos vergonha de chorar de tristeza. Vamos nos educar, não para fazer publicidade, mas, para a oração, por arrependimento e por alegria.
¹ Ad hoc = que tem uma finalidade especifica

LARYSSA LOBO

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Como Posso ter um Feliz 2014?

Se nossa alegria depender das circunstâncias, não haverá garantia alguma, tão pouco formulas que propiciem um 2014 calmo, sereno e tranquilo. Não temos como controlar de forma absoluta os acontecimentos do ano vindouro, por mais diligentes e esforçados que sejamos. Toda pretensão neste sentido será vã.


No entanto nós temos um esteio infalível. Um abrigo para os nossos corações que independe das surpresas que 2014 nos revela: A fé no Deus Soberano. O seu imenso poder, acompanhando de sua misericórdia, são o arrimo de nossa alma. A nossa confiança repousa Naquele que não poupou seu próprio filho em nosso favor. Ele é digno de todo o crédito.

E esta fé deve nos acompanhar até mesmo nos momentos mais obscuros que podem nos acometer neste ano que se avizinha, pois é isto que devemos aprender com Davi no Salmo 13. O Salmista encontrava-se em um momento de aflições gigantescas e duradouras, ao ponto de se questionar se Deus estava contemplado-o:

Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Salmos 13:1

Nos momentos de luta é normal que nossa carne se incline à dúvida e ao questionamento, mas devemos fazer como Davi e direcioná-las ao único que pode nos responder e socorrer, ainda que aos nossos olhos humanos Ele pareca demorar-se. Somente ele pode iluminar nossos olhos, que no caso deste texto se refere ao próprio ato de dar a vida. Sem Deus não há esperança, apenas morte: 

Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?
Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos, do contrário dormirei o sono da morte; os meus inimigos dirão: "Eu o venci", e os meus adversários festejarão o meu fracasso.

Salmos 13:2-4

Porém o Salmo não termina de forma melancólica. O Salmista direciona seus olhos para o futuro, muito além das águas turvas em que se encontra no momento. A sua esperança em Deus aquece e acalma seu coração, enchendo o de alegria, mesmo em meio à aflição e a dor: 

Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação.
Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito.

Salmos 13:5-6

Está é a formula para um ano feliz, o que não é sinônimo de uma no sem tribulações e adversidades. A felicidade está em Deus e em sua maravilhosa presença. Ainda que a noite escura nos envolva, Cristo é a nossa luz. Devemos direcionar nossa vista cansada para Ele, assim nossa alegria não será destruída em meio aos desafios de 2014.

Esta é a lição do Salmista, pois como comenta João Calvino:

"É possível que não vivamos totalmente livres de sofrimento, não obstante é necessário que essa fé regozijante se erga acima dele e nossa boca se abra de cântico por conta da alegria que está reservada para nós no futuro, embora ainda não seja experimentada para nós."

Te desejo um feliz 2014!
Com muita alegria e paz, mas acima de tudo a presença de Deus, que nos sustenta e nos alegra até mesmo em meio as tempestades mais inesperadas e amedrontadoras

RODRIGO RIBEIRO

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Onde encontrar a Felicidade?

“A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais."
Soren Kierkegaard

Na sociedade em que vivemos a um incentivo para que prevaleça o EU, como forma de alcançar bom êxito na vida, o individualismo torna-se uma prática comum para nós, pensar no nosso bem estar, significa muitas ignorar as necessidades do nosso próximo. Essa visão colide frontalmente com a frase Kiekegaar, mas qual está correto? Que tipo de felicidade a Bíblia ratifica?

A maior demonstração de amor ao próximo que nos vem é o exemplo de Jesus, que sendo Deus, desceu do céu, abriu mão de sua posição gloriosa e assumiu a postura de servo, por amor a nós pecadores que nada merecíamos, e nos seus ensinamentos ele nos mostra que sua postura humilde e piedosa, incomodava muito mais que sua doutrina, como podemos observar na passagem das Escrituras que se segue:

“E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.
E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus,
Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi.
Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo:
Disse o Senhor ao meu Senhor:Assenta-te à minha direita,Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?
Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?
E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.”
Mateus 22:34-46

O capitulo 22 de Mateus, nos relata o incomodo que as atitudes e palavras de Jesus causava para as pessoas, principalmente aos religiosos, Sauduceus, Fariseus. Eles tentavam de toda forma testar aquele a quem chamavam de Mestre acerca de questões que poderiam ser interpretadas como injustiça, como o caso do pagamento de tributos, ou as leis de Moises a respeito da ressurreição dos mortos.
No texto acima mencionado um intérprete da lei fariseu reunido em conselho em torno de Jesus o interrogava sobre seu posicionamento acerca da lei.

Dos versículos 34 ao 36, percebemos a organização dos fariseus em grupo para tentar pôr Jesus à prova questionando-o qual seria o mais importante mandamento, na sua visão eles já eram herdeiros  do reino de Deus, por serem descendentes de Abrão, e tão somente teriam que seguir determinados rituais impostos pela lei , tipo, guardar o sábado, circuncisão  entre outros de menor importância, para agradar a Deus, ou seja agradar a Deus era simplesmente cumprir rituais, mas a resposta de Cristo nos direciona a outro caminho:

01 – AMOR A DEUS

No versículo 37, Jesus sabiamente responde: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Ou seja, o amor a Deus tem que nortear toda a nossa vida, deve ser a razão maior de nossa existência, deve vir sempre em primeiro lugar. ("Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” Mateus 10:37)  O nosso coração deve transbordar de amor por Deus e nossa alma deve ansiar  por este amor, e a razão deve conduzir esse amor de forma a tentar mudar as coisas que são contrárias a vontade  de Deus.

Jesus responde enfatizando "o amor" primeiramente direcionado a Deus, que revela da seguinte forma:

No coração - De onde provém todo o desejo humano, aquilo que motiva a nossa vida. Mt. 6-21
Na alma- Todo nosso ser, toda nossa força. (atividade emocional do homem)
No entendimento- Fé é também  pensar, razão, não nos conformar com este mundo  mas transformá-lo.

02 – AMOR AOS OUTROS

O segundo mandamento que se encontra no versículo 39, ordena “Amarás o teu próximo como a ti mesmo." O que significa dizer que devemos, contrariando o que o mundo nos orienta, viver de forma que o nosso amor ao próximo deve ser igual a amor a nós mesmos, que devemos nos despir de todo o egoísmo e individualismo e viver em comunhão com o nosso próximo fazendo da sua luta a nossa luta e das suas vitórias as nossas vitórias, seguindo o exemplo e orientação de Jesus. No entanto só estaremos aptos a fazer isto se desfrutarmos de uma verdadeira comunhão com Deus, pois ele é a expressão maior de amor.

03 – QUEM É CRISTO?

Nos versículos 41 e 42, Jesus invertendo a posição, interroga os fariseus perguntando: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Jesus mediante esta resposta, pergunta: Se ele é filho de Davi, porque então o próprio Davi o chama de Senhor em suas orações? Cristo quis dizer que Davi reconhecia seu senhorio, e foi o Espírito Santo através de sua palavra que lhe revelou isto, Jesus é a única porta que nos leva ao pai. (“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens." João 10:9).

Cristo queria mostrar, que era o verdadeiro Deus, Senhor de Davi que eles tanto admiravam, citando palavras do próprio Davi, dirigido pelo espírito santo no salmo 110.  Eles só poderiam ser reconciliados com Deus se compreendessem a Cristo, ele é a porta que torna possível o acesso do homem a Deus, através do seu sangue.

CONCLUSÕES

Entre tantas outras lições que podemos aprender com as palavras de Jesus, quero destacar algumas:  

1-O homem foi criado para a glória de Deus, e só vai conseguir isto, quando ele amar a Deus sobre todas as coisas até mesmo sua família. Jesus afirmou:
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. Mateus 10:37
Este amor a Deus tem que nortear toda a sua vida, em tudo que planejamos Deus deve vir em primeiro lugar.

2- É necessário o resgate do amor ao próximo, o individualismo tem invadido as igrejas, e o projeto de Deus para seu povo é um corpo que vive em união, perdão, piedade e compaixão. Porem só podemos realizar isto, quando cheios do espírito santo de Deus.

3- O homem só é capaz de se realizar e viver o verdadeiro amor quando ele compreende Cristo.

Nossa sociedade tenta nos ensinar que vivendo uma vida voltada totalmente para as realizações pessoais nós vamos encontrar a felicidade, porém isto é mentira. Cristo nos mostra que a verdadeira felicidade não está dentro de nós e sim, no Deus fiel, bom e misericordioso, e Jesus é a única porta de acesso a ele, e quando o seu espírito nos iluminar, a compreender isto, ele nos liberta da escravidão pecaminosa do egoísmo, e nós começamos a perceber a verdadeira felicidade de servir a um Deus  Santo , eterno, e  único merecedor de toda honra e glória, contemplar a sua criação  e amar o nosso próximo  com a nós mesmo, segundo a lição de JESUS.


Quem é Cristo para você?

Presb. Aluísio Ribeiro

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Como Não Idolatrar meu Namorado?

Como fazer pra que a pessoa com quem você está nunca se torne, em nenhum sentido, mais importante na sua vida do que Cristo? Porque no começo dos relacionamentos, geralmente, as pessoas ficam tão entusiasticamente apaixonadas que acabam deixando que a pessoa, mesmo sem perceber, se torne um ídolo. Como resolver isso?

***

Para mim, é complicado falar sobre “começo de relacionamento”, uma vez que só comecei um namoro na vida, quando eu tinha 15 anos e continuo nele até hoje. Então, vou me basear mais no que eu observo no decorrer do meu namoro e no que eu pude observar no namoro de alguns amigos que já aconselhei (muitos destes, relacionamentos que findaram em fracasso).

Acredito, a priori, que tudo começa com uma visão correta da importância de Cristo. Uma vez que você tem Cristo como o centro de sua existência e vê Nele o sentido de tudo o que existe, você não deixa nada tirar a pessoa de Jesus do altar que há no seu coração. Se o trono está ocupado, ninguém pode sentar lá. Então, lute para pôr Cristo no altar e nada conseguirá tomar o lugar Dele.

Em segundo lugar, precisamos de uma visão correta do relacionamento em si. Precisamos entender que nossa felicidade não depende de estar ou não com a outra pessoa, mas estar com Cristo – ainda que o outro seja uma fonte constante de alegria e perdê-lo cause dor sem tamanho. A longo prazo, Cristo é a felicidade, não o outro; e ter o outro sem ter Cristo é como ter uma moeda que não é mais válida ou como ter um cartão de crédito, mas estar em uma loja sem a maquininha. Aquilo tem valor, mas se torna inútil, pois o que dava o real significado daquilo não está lá.

Em terceiro lugar, creio que precisamos de uma visão correta de nós mesmos. Se entendermos bem para quê fomos chamados e aquilo que temos em Cristo, e compreendermos profundamente a inconstância de nosso coração, saberemos como lidar com as tolices de nosso interior corrupto. De modo que, ao olharmos nossa própria pecaminosidade, vamos buscar cada vez mais a Cristo em oração, na Sua palavra, e buscaremos fugir do mal – o que nos deixará mais firmes para raciocinar e sentir corretamente a luz do Evangelho, o que impedirá de elevarmos o outro como algo mais importante que o próprio Deus.

Três breves testes práticos:

1. Imagine que o namoro acabou. Qual seria sua reação?  Normal responder com sofrimento desesperador e excruciante, mas consegue imaginar uma vida sem a pessoa amada? Ou suicídio é uma opção? Ou acha que nunca mais vai sair de casa na vida? Acha que vai simplesmente definhar e morrer para sempre? Se toda a sua existência está nas mãos desta pessoa, é provável que algo esteja errado.

2. Se ele/ela te dissesse: “vou sair da igreja, ou sai comigo ou termino”, qual sua escolha? Se houver pelo menos um titubear, um único momento de dúvida, uma fagulha de incerteza, é melhor questionar seu coração sobre este assunto: abandonar a fé por um relacionamento não deveria nem ser uma opção.

3. Vocês vivem em devassidão constante? É normal que relacionamentos tragam lutar contra o pecado é bastante comum que, muitas vezes, os casais tropecem pelo caminho, mas vocês vivem na prática constante e ininterrupta do pecado, sem qualquer crescimento em santificação e não estão dispostos a terminar o relacionamento por isto? Então você está dizendo que prefere a prática do mal com seu namorado do que a comunhão com Cristo.

Yago Martins
Publicado Originalmente em: http://yagomartins.com/2012/12/como-nao-idolatrar-meu-namorado/

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

terça-feira, 9 de julho de 2013

Algumas reflexões sobre o comportamento e o papel do cristão na sociedade do consumo

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;”

1 Timóteo 6:17

                O mundo de hoje é dinâmico e acaba por solicitar de nós que o acompanhemos em cada uma das suas transformações ano a ano, de tempos em tempos. Nesse sentido e sem querer tudo demonizar e colocar a culpa no capiroto - como a religiosidade sugere, estas mudanças podem fatidicamente nos afastar de Deus. Assim, entende-se claramente que o alerta de Paulo em Efésios 5:16 “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Em 1978, John Stott falando sobre o sermão do monte, afirma no prefácio de seu livro Contracultura Cristã, que se 

De fato, se a Igreja   tivesse  aceitado   realisticamente   os  seus  padrões  e  valores,   como  aqui   demonstrados,   e  tivesse   vivido segundo   eles,   ela   teria   sido   a   sociedade   alternativa   que   sempre  tencionou  ser,   e   poderia   oferecer   ao  mundo uma autêntica contracultura cristã.¹

                Anos depois deste importante escrito de Stott, uma pergunta parece pertinente: Os cristãos têm conseguido oferecer uma contracultura a dinâmica consumista na qual estão inseridos?

Para começarmos essa breve reflexão, primeiramente lembremos que a nossa sociedade advém do resultado de uma das mudanças mais drásticas vividas pelo homem chamada industrialização Os processos de produção de bens de consumo, até o início do século XVIII, eram meramente artesanais (manufatura), mas em meados do mesmo século, a Revolução Industrial inaugurava um processo produtivo que passou a ter uma produção desenfreada de forma que o estimulo quanto ao consumo foi gerados nas pessoas e finalmente com tudo isto, passamos a ser conhecidos pelo adjetivo “consumidor”. A carapuça serviu tão fortemente que o comprar passou a ser motivado pelo querer, em detrimento do que realmente é necessidade. “Esta é a sociedade que na qual o Senhor nosso Deus nos chamou para servi-lo. [...] Ser discípulo de Cristo numa sociedade de consumo é nosso desafio”, aponta Portela e Campos Jr. (2012, et al) ².

                A questão do consumismo então, passou a ser uma característica outorgada a qualquer segmento social e, a religião, que outrora era a cultura vigente que prometia a satisfação na vida do ‘porvir’, foi colocada de lado como mais uma cultura e consequentemente fora substituída pela possibilidade de uma felicidade no ‘agora’. Disto herdamos dois adágios, o primeiro mais ligado ao consumismo como meio de felicidade, que pode ser resumido como “Dinheiro traz felicidade” e o outro implícito a isto, talvez uma marca capitalista intitulado “você vale o quanto tem”. De longe essas máximas consumistas são incompatíveis com o cristianismo, mas temos sido pouco a pouco envolvidos por elas.

                No texto de 1ª Timóteo 6:17 “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, ponham a esperança na incerteza das riquezas”, Paulo exorta para que nosso olhar sobre tais coisa deve ser bastante diferenciado dos padrões da sociedade vigente, ele queria mostrar aos crentes ricos que o que eles possuem não os faz melhores ou mais importantes do que os demais, ou seja, nitidamente para Deus o valor do homem não se encontra naquilo que ele possui. Também não há segurança naquilo que a traça e a ferrugem destroem. Outra lição imediata está na continuação do versículo “... mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos”, onde Paulo parametriza, nas dádivas divinas a nossa felicidade, que nos leva a entender que inexiste a possibilidade de satisfação fora da presença de Deus. Assim o consumismo claramente não é a resposta para a felicidade do homem por ser efêmero e, portanto não proporciona qualquer satisfação duradoura. O interessante é que mesmo sabendo destas verdades como cristãos que somos, “parecemos freqüentemente tão envolvidos e imersos na promessa de felicidade proposta pelo consumismo quanto qualquer outra pessoa.” ³ (Benton, 2002).  Isso nos mostra que grande parte dos cristãos de nossa época, além de não refutarem biblicamente a falsa ideia das promessas de felicidade terrena atreladas ao consumismo, tem pelo contrário aderido cegamente a tal estratégia, que sem sombra de dúvidas, é obra satânica com a finalidade única nos distanciar do Senhor.

Este deslize traz consigo algumas claras consequências. Por exemplo, primeiramente o consumismo tem se caracterizado como um deus, configurando de vez a ideia que em nada somos diferentes do mundo que se entrega dia-a-dia à felicidade contida na fugacidade do “aqui”. Imediatamente, atrelada a esta idolatria, outra consequência que se configura, é a de que a verdade que tanto afirmamos ser a única, tem sido desacreditada ainda mais. O consumismo é um claro sinal de que não temos crido na promessa da felicidade eterna da salvação e se nem nós temos acreditado, que dirá o mundo, inundado pelo traiçoeiro contentamento imediatista. Estes cristãos consumistas não tem uma mensagem salvadora para a sociedade, pois claramente o consumismo produziu um impacto tão grande na espiritualidade que, por meio destes, talvez até o evangelizar e o levar das boas novas, tenha perdido a credibilidade.

O caráter do cristão está posto à prova em mais um dos níveis da conjuntura social moderna e somos exatamente nós, que vivemos nesse contexto, os chamados por Deus para fazermos a diferença nessa época. Porém antes de tudo, o desafio é verdadeiramente estar satisfeito na obra de Cristo para que por meio dEle e da sua palavra possamos ser ouvidos em uma sociedade que dorme o sono da morte chamado consumismo. Nesse sentido, Deus chama esta geração para ser transformada e para transformar, não com a visão inocente de que isto mudará o mundo por completo, mas com a certeza do cumprimento no nosso papel como verdadeiros embaixadores do evangelho.


Referências

¹ STOTT, John R. W. Contracultura Cristã: A mensagem do Sermão do Monte. Prefácio. São Paulo-SP, Editora ABU, 1981. Versão digital: Fabricio Valadão Batistoni. 

² CAMPOS JR, Heber C. de; PORTELA, Solano et al. Nossa Fé: A opção Cristã – questões éticas atuais. Cap. 4. Ed. Cultura Cristã, 2012.

³ BENETON, John. Cristãos em Uma Sociedade de Consumo. Editora Cultura Cristã, 2002, pag. 42.


Felipe Medeiros

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Relações Perigosas

Em busca da tão sonhada felicidade, muitos cristãos tem se envolvido em relacionamentos com não-crentes. De forma inconsequente  tem se aventurado em tais relações, pondo a sua vida espiritual e emocional sob risco. E são muitas as justificativas utilizadas: “Ele(a) é um(a) pessoa sincera"; "Não é crente, mas me ama de verdade”; “Eu creio que ele(a) irá se converter.”; “Não achei ninguém na igreja, para casar, então tive que ir à procura.”; “Eu me apaixonei sem querer, não mando em meu coração”.

Seja qual destas forem utilizadas, elas só servirão para amenizar a própria consciência da pessoa, que já está totalmente decidida a embarcar nesta aventura sentimental. Uma tragédia anunciada.

Embora a Bíblia não trate diretamente sobre a questão do namoro, já que este tipo de relacionamento não existia naquela época, podemos aprender com os princípios sobre o casamento, contido nas Escrituras.

No Antigo Testamento, o patriarca Abraão, demonstrou preocupação com a escolha da mulher com quem o seu filho Isaque iria casar-se. Sua inquietude fica evidente quando ele comissiona um dos seus servos a ir junto à sua parentela em busca de uma esposa (Rebeca) para o herdeiro da promessa (Gn 24).

No Livro de Deuteronômio, Moisés fez uma advertência solene ao povo de Israel:

Quando o SENHOR, teu Deus, te introduzir na terra a qual passas a possuir, e tiver lançado muitas nações de diante de ti, [...] não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria. (Dt 7.1-4)

No Novo Testamento o apóstolo Paulo admoesta os crentes sobre o jugo desigual:

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (2 Co 6.14)

Poderíamos pontuar outros textos, contudo entendo que estes já são bastante esclarecedores, mostrando o posicionamento bíblico, quanto à união do povo de Deus com os que são notoriamente ímpios.

Mesmo com todas estas advertências, muitos cristãos continuam insistindo com essa ideia.  Custando a entender que os filhos de Deus não comungam com os valores deste mundo. Qualquer tipo de união com incrédulos, incluindo o namoro, compromete a integridade espiritual dos filhos de Deus.  E sempre que há esta aproximação indevida entre luz e trevas, a Igreja sofre e os crentes padecem.

Creio que estas perguntas possam ajudar-nos a compreender melhor sobre o perigo dessas relações:

VOCÊ CONTROLA O SEU CORAÇÃO?

Existe o mito que afirma ser impossível dominar o coração humano. Geralmente é depositado sobre ele toda a culpa por envolvimentos proibidos. Não há culpados, mas somente vítimas de suas artimanhas. Como um ser indomável e livre ele se apaixona por quem quer, e geralmente, por quem não deve.

Realmente o coração é traiçoeiro e enganoso. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17.9). Mas não irreprimível, pelo menos para nós cristãos, que somos a morada do Espírito e produzimos o fruto do Domínio próprio. Portanto, você tem condições de resistir aos seus intentos, se for vigilante em todo o tempo. Controlar o coração requer um exercício de abnegação diário.

Sujeite suas emoções ao senhorio de Cristo. A melhor coisa a fazer é trancar a porta do quarto de suas emoções e entregar as chaves nas mãos do seu Senhor, para que nele não entre nenhum intruso.

VOCÊ É PACIENTE?

Por trás de todo relacionamento misto, existe um coração que não conseguiu esperar as coisas acontecerem da maneira certa. Alguns até aguardaram por um rapaz (ou moça) do meio evangélico, por um pouco de tempo, ou por anos. Sua preferência realmente era por namorar alguém da Igreja, mas não apareceu.

Por mais compreensível que seja esta atitude, imagine só se em todas as ocasiões em que as coisas estivessem difíceis de serem concretizadas, nós resolvêssemos dá um basta, e fôssemos fazer as coisas da nossa própria maneira, em busca de uma solução mais rápida? Certamente a situação não iria melhorar.

Ainda que o tempo passe e o cansaço bata na sua porta. Descanse a sua alma em Deus. Não olhe para o relógio, olhe para o alto, é de lá que vem o nosso auxílio. Sujeite-se à vontade do Senhor e creia que nada foge ao Seu controle. Ele renovará as suas forças.

Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam. (Is 40.29-31)


VOCÊ QUER SER FELIZ?

Quando alguém resolve iniciar uma relação amorosa com outra pessoa, ela esta em busca de um objetivo. Alcançar a felicidade. O amor entre um homem e uma mulher é algo totalmente normal e o desejo de ter um relacionamento bem sucedido é lícito. Mas será que este é o único motivo de felicidade de um crente?

Existem servos de Deus vivendo frustrados por não terem encontrado a pessoa ideal. E, por isso afirmam: “Eu não sou feliz!”. Então resolvem namorar um não-crente, jogando tudo para o alto. Decepcionados, logo percebem que não encontraram a felicidade tão almejada.

Sabe por que não encontraram? Porque ainda não aprenderam que a verdadeira felicidade para um crente independe do sucesso ou fracasso na vida amorosa. Seu contentamento deve estar em fazer à vontade de Deus, cumprindo os seus mandamentos dia após dia, e vivendo para a Sua glória. Portanto, o justo não deseja ser feliz. Ele já possui a felicidade plena, vinda dos céus.

Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor! (Sl 119:1)

Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam!
(Sl 119:2)

Por fim, é importante ressaltar que não estamos levando em conta questões relacionadas ao caráter ou a conduta de uma pessoa incrédula, visto que entre os filhos do mundo pode haver pessoas honestas, fiéis e sinceras, mesmo estando num estado de morte espiritual. Mas alertar sobre o compromisso que o cristão deve ter em sujeitar-se aos Ensinamentos Bíblicos. Entendendo que a sua observância redundará em bênçãos (Dt 8), inclusive no seu namoro e casamento.

Em Cristo,

Miss. Ericon Fabio