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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Qual tem sido o motivo da nossa oração?


No livro de I Samuel 1,1-18 conhecemos a história de Ana uma mulher amargurada, insatisfeita e porque não dizer, marginalizada, levando-se em conta que a infertilidade na cultura em que vivia, era tido como uma maldição. Além do mais também naquela época era tido como normal a poligamia, e seu esposo Elcana embora a amassem muito tinha outra esposa, com a qual tivera filhos, esta outra mulher, valendo-se disso humilhava e irritava constantemente Ana.

Era de costume de Elcana de ano em ano subir até Siló (centro religioso israelita), para adorar ao senhor e apresenta-lhe sacrifício em seu nome e de sua família, e nessas ocasiões Ana se entristecia mais ainda chegando a ponto de deixar de comer, o que preocupava o esposo que de tudo fazia para vê-la feliz. Ana levada pela obsessão do seu sonho ignorava até seus esforços.

Mas aconteceu que certa vez a se ver diante do altar do Senhor ela foi tocada e seu coração se quebrantou de tal forma que ela orou desesperadamente e de uma forma totalmente diferente das outras vezes, em sua petição colocou sua vida inteiramente nas mãos de Deus, mudando sua motivação. Deixou de lado a autoestima, a competição com sua rival e qualquer sentimento de egoísmo, e com ele fez um voto: se o senhor lhe desse o filho tão desejado, assim que desmamado, o devolveria, para servi-lo por toda sua vida. O profeta Eli que a observava notou algo estranho nela, e julgo-lhe embriagada, Ana então lhe contou sua situação, e ele comovido despediu-a com sua benção. E o semblante dela já não era mais triste.

Assim como na vida de Ana. Muitas vezes fazemos petições ao Senhor, levados por nosso desespero, buscando o nosso bem-estar e satisfação, sem levar em conta, a vontade de Deus, e sem nos perguntar em que nossos desejos podem glorificar o seu nome, e muitas vezes a sua resposta é não! Analisando outro aspecto da vida de Ana podemos novamente nos identificar, com ela no momento em que deixamos de valorizar tudo de bom que já nos foi dado por Deus, e obsessivamente colocamos toda nossa razão de viver em algo que queremos ter e ainda não conseguimos ou talvez jamais tenhamos.

Depois de mudar a motivação de sua oração, Deus abençoou Ana e concedeu-lhe, o filho tão desejado, Samuel, que consagrado ao Senhor, foi um dos grandes profetas da história da bíblia, além de muitos outros filhos.

Que possamos assim como Ana, abrir os olhos e reconhecer, que o motivo de nossa oração tem que em primeiro lugar, agradar a Deus e glorificar seu nome. Em segundo lugar devemos ser eternamente gratos a Ele por nos proteger; e por fim, pedir-lhe que acima de tudo direcione nossas orações sejam sempre norteadas pelo amor que deve reger toda nossa existência, citando I Co 13;13“ Agora,  pois ,permanecem a fé , a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor”. E, sobretudo obedecendo ao que está escrito em Dt. 6;5”Amarás . pois o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda alma e de toda tua força.

Rosilda Barros
@rosildabarros1