segunda-feira, 14 de outubro de 2013

UMP INDICA: A Oração Muda as Coisas? (Sproul)

Se Deus já determinou todas as coisas por que devemos orar? Será que nossas orações realmente mudam as coisas? Ou até mesmo: será que nossas orações mudam Deus? Como devemos orar?

Estas são algumas das indagações que este livro da série Questões Cruciais, da Editora Fiel, irá ajudar a esclarecer. Nesta obra o Pastor Sproul, com uma didática fascinante, consegue transmitir lições profundas e bíblicas de maneira simples e agradável.

Estudamos este livro no grupo de Estudo da UMP da Quarta e fomos extremamente abençoadas e provocados a viver uma vida de oração. Pela a graça de Deus este livro foi disponibilizado gratuitamente na internet. Tá esperando o que para baixar e se edificar?

Eis o link:

Rodrigo Ribeiro

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Novo Ateu


por Rev. Ricardo Barbosa de Souza

Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador"

Sabemos que existem vários tipos de ateus. Existem aqueles que não crêem em Deus por não encontrarem respostas para os grandes dilemas da humanidade como violência, miséria e sofrimento. Não conseguem relacionar um Deus de amor com o sofrimento humano.

Outros não crêem porque não encontram uma razão lógica e racional que explique os mistérios da fé, como a criação do mundo, o dilúvio, o nascimento virginal, a ressurreição, céu, inferno, etc. Diante de temas tão complexos que requerem fé num Deus pessoal, Criador e Redentor, muitos não conseguem crer naquilo que lhes parece racionalmente absurdo.

Os dois tipos de ateus já mencionados são inofensivos. Na verdade, são pessoas que buscam respostas, são honestos e não aceitam qualquer argumento barato como justificativa para suas grandes dúvidas. São sinceros e lutam contra uma incredulidade que os consome, uma falta de fé que nunca encontra resposta para os grandes mistérios da vida e de Deus.

No entanto há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula. São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante.

Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.

Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.

Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com Ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino. A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.

Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.

A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos. A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dEle e a relevância da comunhão com Ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.

As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho. Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.

A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.

Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dEle para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.




Intercâmbio Feito por Walber Arruda

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Programa global "Amor & Sexo" promove cenas de nudez em sua reestreia

               

                Que a Rede Globo nudês de Televisão está em “queda vertiginosa” de conteúdo não é novidade alguma para todo mundo. Independente da religião, a opinião sobre tal emissora de TV é mais ou menos a mesma: “Só o jornal presta, e olhe lá”. Assim, programas como Domingão do Faustão, Esquenta, Caldeirão do Hulk, Estrelas e outros, constituem programas de conteúdo escasso e que acabam dando “seus pulos” para se virar com a audiência. Também não é novidade a criação de novos programas que tentem recuperar um pouco da grande audiência que já teve, quase todos tiros n’água, como exemplo, o Dentista Mascarado.
                Contudo, dentre os programas “mais novos”, que seguem o esquema de Temporadas, está o game show “Amor & Sexo”, que estreou a sua sétima temporada no canal do “plin, plin”. O programa que se propõe a debater sobres  temáticas relativas à sexualidade, desta vez, em sua última temporada marcou época e fez nada mais, nada menos que exibir figurantes nus!  Não, você não leu nada de errado... a Rede Globo exibiu cenas de nudismo explícito no início do programa e, como era de se esperar, a audiência média, subiu 2 pontos na estreia da nova temporada.
                Acha que é brincadeira? Então veja com seus próprios olhos:


                Não coloquei o vídeo como executável aqui no post, mas procurei um vídeo de imagens tão nítidas, para que você possa provar com seus próprios olhos.
               
                Bem, pra você que tinha a doce ilusão que a Rede Globo, abrindo espaço para meio gospel, com Troféu Promessas, estava se convertendo, acho bom parar de escutar “Sabor de Mel”, porque as provas amargas só começaram.

                Como diria o pastor presbiteriano e músico Marcão (Fruto Sagrado), estamos vivendo uma “involução total”, oremos!

Sem mais,


Felipe Medeiros



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

UMP Indica: Paulo César Baruk – Discografia




Tentei... mas não deu...
Tentei escolher uma ou algumas músicas de Paulo César Baruk, talvez até um album pra indicar aqui, mas são tantas músicas boas. E uma trajetória de belíssimas letras, que é o mais importante.


Sua carreira conta com trabalhos desde 1996 e seu album mais recente, que tem por título “ENTRE” foi lançado este ano(2013), com a participação de alguns convidados. Dois de seus álbuns mais conhecidos lhe renderam indicações ao Grammy Latino,  em 2010 e 2012 com os títulos Multiforme e Eletro Acústico 3, respectivamente.




Entre músicas próprias e interpretações aí vão algumas das mais belas:

O Meu Querer
Eu Corro Para Ti
Quando Entro em Tua Presença
Quanto Amor
Reina em Mim
Mais Que Uma Voz
Jardim da Inocência
Pois é... não consegui ser mais restrita na seleção das músicas, nenhuma dessas podia ficar de fora... e garanto que tem muita música linda além dessas.

Conheça no site oficial os seus trabalhos:


Karlla Christina






quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Regeneração: A Carta de Alforria da Alma


Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. (Ef 2:1)

A carta de alforria era o documento que garantia o direito de liberdade a um escravo, concedida por seu proprietário. A Bíblia descreve o homem comum como um servo do pecado, inclinado às práticas de desobediência a Deus. (Rm 6.16). E o mesmo também permanece subjugado até que lhe seja concedido o atestado de soltura espiritual, concedido exclusivamente pelo Espírito Santo, através da Obra de Cristo (Tt 3:4-6).
A ação atribuída a este ato do Espírito é chamada de Regeneração, ou Novo Nascimento: o meio pelo qual o homem abandona o terrível estado de escravidão que se encontra, tornando-se nova criatura (Jo 3:3-6). Essa transformação não ocorre por livre escolha e desejo do escravizado, pois o mesmo se encontra totalmente incapaz de tomar qualquer decisão desta ordem. Pois a Bíblia é enfática ao afirmar que o homem natural é servo do pecado (Rm 6:17). A raça humana está terrivelmente depravada. Não importa quem sejam, nem o que façam, todos estão aprisionados à sua natureza corrompida (Rm 3.23).

O fato mais curioso é que, diferentemente do escravo comum que deseja adquirir sua liberdade a todo custo. O homem natural não demonstra a mínima insatisfação com sua vida iníqua. Sente-se confortável com as práticas que comete e vive em declarada e espontânea afronta ao Criador (Cl 1:21; Rm 5:10). Ele é como um servo que ao receber Carta de Alforria do seu senhor, ver os portões abertos das senzalas, mas nega-se a ir embora, preferindo permanecer sujeito àquele que lhe aprisionou. Da mesma forma, porta-se o ímpio com relação a sua permanente condição de pecador.

Sendo assim, o homem nem quer, nem pode deixar de ser escravo. Seu estado espiritual é de morte. Portanto, ainda que as portas da prisão estejam escancaradas e suas algemas destrancadas, ele permaneceria inalteravelmente inerte, como todo ser sem vida.

Em meio a tudo isto, surge-nos uma pergunta: Como um indivíduo nesta situação pode de forma autônoma, e espontaneamente, buscar uma mudança, à parte do Espírito, ou mesmo de forma sinérgica? Os defensores do livre-arbítrio cometem um terrível equívoco ao presumir que a criatura pode optar pela liberdade ou não de sua alma. Algo impossível para alguém que está morto, portanto, totalmente incapaz de esboçar alguma atitude que altere sua condição. O mesmo depende indubitavelmente dAquele que sopra onde quer (Jo 3.8).

Portanto, a transformação do homem é obra particular e exclusiva do Espírito Santo. Apenas por seu intermédio o pecador é regenerado, e a partir daí todos os seus atos de arrependimento surgirão em conseqüência à ação realizada pelo Espírito de Deus em seu coração.  Somente através deste agir sobrenatural, o homem pode gozar de plena liberdade espiritual. Por meio privativo do Regenerador, o servo do pecado poderá ver-se livre uma vez por todas da escravidão que assolava sua alma. A carta de alforria é definitiva e quem a concede é Poderoso para libertar o pobre pecador das enegrecidas e sujas prisões da perdição e transportá-lo para o Reino de Deus em total segurança (Cl 1:13) .

Ericon Fábio

A Mensagem que Veio do Céu

A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Deus é o seu autor, o Espírito Santo, seu intérprete e o Senhor Jesus, o seu assunto central. Ela expressa a vontade de Deus para o homem e lhe mostra o caminho da salvação.

Sondas especiais estão sendo enviadas ao espaço, para, entre outras coisas, tentar um contato com inteligências alienígenas. Acredita-se que muitos mistérios e enigmas da história deverão ser desvendados e, quem sabe, isso ajudará os seres humanos a resolver seus problemas mais agudos e, mais ainda, poderá responder àquelas clássicas perguntas: “De onde viemos? Quem somos? Para onde estamos indo?” A humanidade sente-se insegura diante dos problemas que se avolumam sem solução: desequilíbrio ecológico, perigos biológicos, escalada da violência, crime organizado, tráfico de drogas, acidentes nucleares, desemprego, fanatismo religioso, terrorismo, pobreza, fome, opressão. De alguma forma maneira, sentimos que precisamos desesperadamente, de respostas, mas não sabemos onde encontrá-las. O fracasso das utopias tem deixado um sentimento de torpor e desânimo, como aquela sensação do homem perdido no deserto que, ao ver uma miragem, pensou ter visto e só encontrou areia. Tendo, durante muito tempo, rejeitado qualquer revelação nos antigos escritos sagrados, o homem se viu num imenso, misterioso e silencioso universo.

Ultimamente, um número cada vez maior de esperançosos abandona o materialismo dos pais e segue à busca do místico, tentando resgatar a herança cultural e espiritual. Daí o renascimento de antigos cultos pagãos. Daí a voracidade pelos escritos sagrados da Antigüidade. Daí a crença no poder dos cristais e no uso de mantras. Do Livro dos Mortos às profecias de Nostradamus, a nova geração começa a acreditar que a resposta estava ali o tempo todo.

Mas quem garante que a sabedoria dos antigos merece confiança? E se tudo não for mais uma panacéia enganadora que, a seu tempo, também vai decepcionar? Muitos céticos se recusam a acreditar em verdades absolutas, por uma razão muito simples: como o homem, limitado em seu conhecimento e compreensão, pode chegar à certeza? A História é testemunha de que os homens erram muito. O máximo que podemos tentar é o chute filosófico, é a opinião que pode ou não pode ser mais válida que as opiniões dos outros.

A única possibilidade da verdade absoluta estaria na existência de um ser infinito, possuidor de todo conhecimento, sabedoria e poder. Esse ser faria afirmações verídicas e absolutas por que não estaria, como nós estamos, limitado ao espaço e ao tempo. Assim, esse ser poderia nos ajudar a compreender as coisas que estão além do nosso alcance. Certamente, esse ser não revelaria todo o seu conhecimento. Primeiro, porque seria necessário sermos infinitos para ter todo o conhecimento. Segundo, esse ser saberia o que era e o que não era apropriado revelar a nós. Dependeria de sua infinita sabedoria administrar a concessão do seu conhecimento. Milhões, hoje, acessam a rede internacional de computadores. A informação disponível é estonteante. Basta um computador, um modem e uma linha telefônica. Mesmo assim, esse conhecimento é limitado. Como seria ter uma Mente Infinita? Que tipo de pesquisa faríamos? Que área iria nos interessar mais?

Até agora consideramos isso uma hipótese. Não obstante, se isso for realidade? E se, de fato, esse ser já se revelou e entrou em contato com os seres humano? Existe algum indício na História de que isso já terá acontecido? Muito mais do que indícios. Através dos séculos, diversos homens alegaram ter recebido revelações do próprio Criador. Certamente muitos deles não passavam de enganadores e provaram isso pela fragilidade das suas informações ou pela falta do cumprimento de suas profecias. Mas isso significa, necessariamente, que todos aqueles que alegaram receber revelações de Deus estão mentindo? Não é um fato que a existência do dinheiro falso pressupõe a existência do verdadeiro? Não seria de se esperar que o mesmo Deus que nos criou se preocuparia em se comunicar conosco? Não seria o próprio sentimento religioso um sinal, dentro da personalidade humana, de que há alguém lá em cima e desejoso de se relacionar conosco? Vejamos alguns homens que afirmam acreditar nessa revelação.

Os Profetas do Velho Testamento
Eles alegam ter recebido revelações de Deus. Esses homens, através dos séculos, escreveram livros que, segundo eles, eram mensagens enviadas pelo próprio Deus. Não devemos dispensá-los como fanáticos antes de ouvir o que têm a dizer: Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas. (Am 3.7). Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. (...) e falarás tudo quanto Eu te mandar. (Jr 1.9 e 7). Vejamos, também, os seguintes passos de Packer: “A fórmula Assim diz o Senhor, que introduz no Antigo Testamento oráculos proféticos, trezentas e cinqüenta e nove vezes, serve de testemunha da realidade da revelação, uma testemunha do fato de que o profeta não criava suas próprias mensagens, mas falava como porta-voz de Deus, de tal modo que aquilo que dizia precisava ser recebido, não como adivinhações, ou especulações humanas nem como idéias fantasiosas, mas como declarações divinas, sendo por isso mesmo verdades infalíveis.” (Packer, p.17). Os profetas estavam tão cônscios da responsabilidade de entregar a mensagem de Deus que muitas vezes pediam a Deus que os poupasse desse peso.

Os Escritores do Novo Testamento

Estes são unânimes em reconhecer a revelação do Velho Testamento como originária da inspiração divina. O autor da carta aos Hebreus, por exemplo, enfatiza a realidade da revelação não somente através dos profetas, mas principalmente através de Jesus: Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho (...). (Hb 1.1 e 2). A este respeito, afirma, de maneira clássica, o apóstolo Pedro: Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura foi dada por vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. (2 Pd 1.20 e 21). As profecias do Velho Testamento não eram especulações particulares sobre a História de Israel nem hipóteses levianas. O Espírito Santo, onisciente, impelia os profetas de tal maneira que o que registravam era a Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo também afirma isso: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. (2 Tm 3.16). O Deus que soprou o fôlego de vida nos seres viventes é o mesmo que soprou Sua Palavra nas consciências dos Seus profetas.

A Igreja Primitiva estava plenamente consciente da natureza sobrenatural e divina das Escrituras. Quando o Colégio Apostólico se viu na necessidade de um novo apóstolo, Pedro lembrou que a traição de Judas fora predita: Irmãos, covinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu, anteriormente, pela boca de Davi. (At 1.16). Além disso, os escritores do Novo Testamento também reconhecem ter sido guiados pelo Espírito Santo para registrar novas revelações de Deus. De acordo com a promessa do próprio Jesus, o Espírito Santo lembraria de tudo o que Ele havia ensinado e os guiaria a toda a Verdade.

Mais Evidências

Se o próprio Espírito Santo supervisionou a entrega e o registro da revelação, Ele, sendo Deus onipresente, onisciente e onipotente, garantiu que isto seria feito sem erros. De imediato, as pessoas dizem que a Bíblia é livro de homens. Em outras palavras, falha e imperfeita. Por mais sinceros, eruditos e criteriosos que fossem os profetas, eles ainda estavam sujeitos às limitações da sua época e do seu conhecimento. Como poderiam deixar de errar? É natural, assim, esperar que a Bíblia apresente erros gritantes em questões filosóficas, científicas, literárias ou históricas. Os milagres, por exemplo, são vistos como lendas da Antigüidade, tão verdadeiros e históricos quanto Branca de Neve e os Sete Anões. De fato, tais conclusões seriam inevitáveis se o fator sobrenatural fosse descartado. Mas, se o Espírito Santo, sendo o mesmo Deus, estava por trás da produção da Bíblia, então é perfeitamente admissível que homens falhos fossem instrumentos para transmitir informações infalíveis. E foi exatamente isso o que ocorreu. Acostumamo-nos tanto a destacar as chamadas discrepâncias da Bíblia que, muitas vezes, perdemos de vista fatos relacionados com ela tão fantásticos que somente poderiam ser explicados por sua origem divina.

A Unidade da Bíblia

A Bíblia, na verdade, não é um livro, mas uma coleção de livros. São sessenta e seis escritos distinto. Alguns deles têm autoria em comum como, por exemplo, o Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos. Mas, na sua maioria, foram escritos por pessoas distintas, em épocas e locais diferentes e locais diferentes. Entre seus escritores, figuram um erudito como Isaías e um caipira como Amós, um rabi e um médico, além de profetas, reis, pescadores, poetas, historiadores. Viveram num período de pelo menos mil e quatrocentos anos em lugares tão diversos, como a Grécia, a Palestina e a Pérsia. Apesar dessa diversidade, o que chama a atenção do leitor da Bíblia é a sua espantosa unidade. Parece uma só história, grandiosa e abrangente. Do Gênesis ao Apocalipse, Deus figura como protagonista. As promessas da chegada do Messias, no Velho Testamento, são cumpridas no Novo. Como explicar esta unidade sem levar em conta a intervenção daquele que é o único e infalível Senhor da História?

A Mensagem Singular da Bíblia

Outro fato interessante é o conteúdo da mensagem bíblica. Entre a Bíblia e os outros escritos religiosos e filosóficos existe um abismo intransponível. Certamente valores como a verdade, a honestidade, e justiça e o altruísmo são comuns aos melhores escritos da humanidade. Nisso a Bíblia se identifica com todos os outros. Mas o que dizer do Deus apresentado pela Bíblia? Que contraste com a energia impessoal do Hinduísmo ou com os frágeis e grotescos deuses dos panteões greco-romanos! Deus se apresenta em toda a Sua majestade e grandeza: santo, justo, fiel, onipotente e onisciente; perfeito em amor e misericórdia, imutável em todos os Seus atributos. O próprio mistério da Santíssima Trindade demonstra um Deus maior que nossa razão. O homem, na Bíblia, é retratado no seu melhor e no seu pior estado. Enquanto na Filosofia o homem é deificado como senhor do seu próprio destino, na Bíblia o homem é criatura de Deus, pecador e dependente. Enquanto em algumas crendices o homem é parte de um jogo de dados cósmicos, joguete nas mãos de forças poderosas, na Bíblia o homem é criado por Deus com dignidade e sentido na História. O caminho bíblico para a salvação vai de encontro à idéia arraigada, no espírito humano, de que cada um deve promover a sua própria salvação. Na Bíblia, a salvação é um presente que não pode ser comprado, mas recebido com gratidão. O perdão dos pecados não ocorre por cerimônias vazias, mas mediante a morte do Filho de Deus na cruz, no lugar de pecadores. O destino final, na Bíblia, não é a aniquilação da personalidade nem um paraíso de prazeres carnais, mas a comunhão com Deus por toda a eternidade. E isto somente para aqueles que um dia aceitaram o caminho oferecido por Deus. Nenhum homem conceberia a idéia de um inferno de sofrimento eterno.

O Poder Transformador da Bíblia

Um outro fato impressionante, em relação à Bíblia, é o poder dela para transformar vidas. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. (Hb 4.12). A simples leitura da Bíblia tem libertado viciados, regenerado criminosos, purificado pervertidos. O poder deste livro sagrado produz amor onde existe ódio, promove a paz onde existe a guerra, desenvolve conhecimento espiritual onde existe ignorância. Alguns céticos eruditos se aproximaram dela para ridicularizá-la e não conseguiram resisti-la. Hoje a defendem com todas as suas forças. Apesar de muitas vezes queimada e banida, a Bíblia continuou exercendo sua influência benéfica na raça humana. Que outro livro tem trazido tantas influências positivas na vida de pessoas e sociedades quanto a Bíblia?

O Cumprimento das Profecias

A Bíblia também demonstra sua origem divina pela precisão com que suas profecias são cumpridas. Os escritos de Nostradamus impressionam por ter, supostamente, predito acontecimentos que de fato tiveram lugar neste século. Mas suas afirmações são nebulosas e obscuras, sujeitas a diferentes interpretações. Por outro lado, as profecias bíblicas são cristalinamente específicas. Note, por exemplo, as profecias relacionadas com a pessoa do Messias. Centenas de anos antes, os profetas predisseram de que tribo seria Jesus, onde nasceria, como seria a Sua obra, como morreria. Tais fatos foram tão exatos, que não podem ser atribuídos a outras épocas nem a outras pessoas. Um dos fatos históricos mais marcantes foi o restabelecimento do Estado de Israel, após quase dois mil anos de exílio e sofrimento. A Bíblia, séculos antes, afirmara que isso ocorreria.

Deus, Senhor da História, com Seu poder e sabedoria infinitos, orquestrou, com exímia precisão, Seu processo de revelação. Levando em conta a cultura e personalidade de cada um dos profetas, Deus provê a raça humana de uma revelação e fez questão de preservá-la e dissemina-la, para que os homens tivessem acesso às riquezas de Sua sabedoria.

Juiz Supremo

É uma afirmação fantástica conferir à Bíblia a autoridade do próprio Deus. O caminho mais fácil é receber os escritos judaico-cristãos como impressões pessoais, sujeitas ao crivo de nossa razão ou preferência pessoal. Entretanto, como vimos, esta alternativa não é deixada para aqueles que crêem em Cristo como Filho de Deus. Na verdade, os cristãos têm afirmado, através dos séculos, que acreditam num milagre, aliás, numa série de milagres ocorridos no espaço e no tempo. Homens limitados e falhos receberam e registraram, sobrenaturalmente, revelações do próprio Deus, as quais deveriam ser publicadas a todos os homens. Sem dúvida, tais reivindicações são tão sérias quanto o fato de acreditar na ressurreição literal de Cristo e no julgamento final. Em última instância, trata-se de uma questão de fé. Entretanto, esta fé não é um salto no escuro, mas uma firme convicção na veracidade e no poder de Deus.

A partir do instante em que aceitamos a autoridade da Bíblia, somos chamados pela força da Palavra a nos submetermos à autoridade de Deus. Se Ele, o Criador, de fato se revelou aos homens através de palavras, tal revelação tem a força de lei para as Suas criaturas. Como Soberano do Universo, Deus tem o direito de exigir plena obediência às Suas ordens e fazer valer Sua autoridade através de justo julgamento. Deus, sendo onisciente e eterno, faz da Sua Palavra autoridade para todas as áreas da vida humana, sejam elas espirituais, morais, intelectuais e físicas.

No atual clima de relativismo, a opinião parece ser o único referencial para o que a pessoa deve crer ou praticar. Dentro desse contexto, o aborto e o homossexualismo devem ser analisados por critérios puramente pragmáticos. O fato de Deus ter revelado os limites da sexualidade humana e o respeito pela vida não é mais válido para o homem moderno. Ele não acredita que Deus tenha falado. Entretanto, para os evangélicos que aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus, pesa a responsabilidade de levar essa convicção a sério. Não obstante, é triste notar que, também neste caso, a teoria está longe da prática. Hoje em dia, supostas revelações místicas têm mais autoridade do que a clara exposição da Bíblia. Cremos em idéias jamais ensinadas pelos profetas, por Jesus ou pelos apóstolos: regressão psicológica, decreto, entre outras coisas que jamais foram ensinadas na Bíblia. Então, por que as praticamos? [O motivo é ] Por que funcionam? [O motivo é] Por que atraem as pessoas?

Assumir a autoridade da Bíblia implica enfatizar aquilo que ela enfatiza. Em nome da relevância, estamos assimilando filosofias da época atual e saímos à busca de textos fora de contexto para justificá-las. Uma pregação teocêntrica enfatizará a mensagem da Bíblia. Certamente, ela não é popular. Nunca o foi. Se o crescimento numérico fosse o critério para a verdade, Jesus não teria tido muito sucesso na Sua vida terrena, pois até alguns dos Seus discípulos mais próximos O abandonaram quando Ele começou a expor todas as implicações do discipulado. Se cremos na Bíblia como a Palavra de Deus, devemos pregá-la, quer ouçam quer deixem de ouvir. Em flagrante contraste com a mensagem bíblica, a pregação atual promete benesses sem compromisso, auto-afirmação em lugar de auto-negação. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse: Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mc 8.34).

Assumir a autoridade da Bíblia implica recebê-la como a sabedoria de Deus na solução dos problemas humanos. Já na época de Jeremias, havia profetas auto-proclamados que ofereciam cura barata, mas ineficaz. Deus diz através do profeta: Curam superficialmente a ferida do meu povo. (Jr 6.14; 8.11). O povo de Deus abandona as águas cristalinas da verdade para beber nas cisternas furadas e apodrecidas do erro. O remédio de Deus parece ser mais amargo, porém é eficaz.

Assumir a autoridade da Bíblia implica em fazer de seus princípios referencias absolutos de ética. Não é de hoje que o mundo é pervertido e corrupto. Os cristãos da Igreja Primitiva tinham que enfrentar, diariamente, as pressões corruptoras do degradado Império Romano – o que, muitas vezes, os conduziram à tortura e ao martírio. Eles levaram a sério o mandamento de Jesus para serem sal da terra e luz do mundo. Atualmente, muitos evangélicos não têm sido conhecidos pela integridade. Pelo contrário, os mesmos critérios ou a falta de critérios são usados nos negócios e nas relações inter-pessoais. Pessoas não-evangélicas ficam impressionadas com a alta cumplicidade, entre alguns evangélicos, na corrupção praticada com tanta naturalidade. Se afirmamos ser a Bíblia a Palavra do próprio Deus, somos responsáveis de acatar as ordens do Rei.

Rev. Jorge Noda


Fonte: Revista Raio de Luz, Ano 28 – Edição 111, Outubro de 1998.


Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Confissão de Fé de Westminster e o Valor Supremo das Escrituras Sagradas


De forma extremamente coerente a Confissão de Fé Westminster inicia o primeiro capítulo tratando das questões relativas à bibliologia, em perfeita consonância com o principio formal da reforma protestante, o Sola Scriptura. Se um dos lemas mais preciosos dos reformadores dizia respeito justamente à autoridade exclusiva das Escrituras como regra de fé e prática, é natural que a confissão de Fé iniciasse sua jornada teológica a partir deste ponto de partida: a doutrina das escrituras sagradas.

Neste sentido destaca-se o seguinte artigo que trata exatamente da doutrina da revelação: Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestam de tal modo a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, todavia não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade, necessário à salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna a Escritura Sagrada indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo (Confissão de Fé de Westminster, 1:1).

Posteriormente a Confissão trata dos seguintes temas: Doutrina da Revelação (parágrafo I; O Cânon e a Inspiração das Escrituras (parágrafos II e III); Autoridade das Escrituras (parágrafos IV e V); Suficiência das Escrituras (parágrafo VI); Clareza das Escrituras (parágrafo VII); Preservação e Tradução das Escrituras (parágrafo VIII); Interpretação das Escrituras (parágrafo IX) e O Juiz Supremo das Controvérsias Religiosas (parágrafo X).

No tocante à doutrina da revelação, a CFW professa a doutrina da revelação natural, afirmando que a natureza, seja o macrocosmos (estrelas, plantas e etc) ou o cosmo (terra, os mares, o próprio homem e etc) consistem em uma pregação acerca da existência de Deus. Mesmo o homem pós-queda, nasce com uma versão da lei de Deus em si, impulsionando-o à adoração, e consequente idolatria para naqueles que não foram regenerados. Este doutrina tem como fundamentos diversas passagens das Escrituras, como por exemplo Sl 19:1-4 e Rm 2:14-15. Esta revelação torna o homem indesculpável diante de Deus.

Ao compreender esta doutrina somos inclinados a observar as ciências sob uma nova ótica, não mais como inimiga dos cristãos, mas sim como uma forma de descobrir a glória de Deus mediante o estudo de suas obras, pois como afirma Paulo Anglada: “As ciências podem até ser consideradas departamentos da teologia, especializações que estudam a criação e a providência. O estudo da química, da física, da matemática, da biologia, da geografia, da política, da antropologia, da história, etc., deve ter por fim último a glória de Deus. Não é sem razão que muitos dos primeiros cientistas dignos do nome eram cristãos sinceros, como Isaac Newton e Faraday. “

O direcionamento materialista e ateísta percebido nas academias só atestam a ação do pecado na vida de muitos cientistas, que se esmeram em compreender a criação, mas são absolutamente cegos e rebeldes diante do Criador de todas as coisas. Estes homens são indesculpáveis.
Diante da insuficiência da revelação natural para salvar os homens, haja visto que a cegueira causada pelo pecado o faz distorcer completamente o testemunho da criação, aprouve a Deus revelar-se de maneira especial e graciosa a sua igreja.

O Senhor do universo escolheu um povo para si e passou a se revelar de forma gradual e progressivamente, primeiramente através dos patriarcas, profetas e por fim através do seu próprio filho encarnado, Cristo Jesus (Hb 1:1-2). Esta revelação entregue à igreja é único meio eficaz do homem alcançar o caminho que o leva a salvação, restaurando sua comunhão com o Criador.

A fim de resguardar este imenso tesouro de valor imensurável, Deus instruiu seu povo para escrever sua revelação, e assim preservá-la de posteriores adições e deturpações. Ainda que esta processo tenha sido efetuado pelos homens, cremos que o próprio Deus esteve por trás destes atos, resguardando o conteúdo de nossa fé, o caminho para a salvação e a piedade.

Diante deste breve mais profundo relato presente nas Escrituras e organizando na Confissão de Fé de Westminster devemos nutrir um apreço intenso pela Palavra de Deus, dando a esta graça que nos foi dada toda a honra merecida, e nos esforçando para permanecer puros e firmes em seus preceitos pois ela é a orientação que vem dos céus para nos levar para junto de nosso Deus.

Nenhuma tradição deve tomar o seu lugar de honra, e nenhuma outra revelação deve suplantar ou concorrer com seu poder normativo. Seu valor é inestimável pois se não fosse esta preciosa revelação todos nós seríamos condenados. Que esta seja nossa Confissão, mas que também seja a nossa verdade. Sola Scriptura!



Rodrigo Ribeiro
Este texto é fruto de um trabalho feito do módulo de BIBLIOLOGIA da Especialização em Estudos Teológicos do Andrew Jumper, ministrado pelo Prof. LEANDRO LIMA, e que teve como base um resumo feito de um trecho do livro de Paulo R. B. Anglada, Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo: Editora Os Puritanos, 1998), 25-31.