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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

UMP Entrevista: Pr. Euder Faber, Presidente da VINACC


Pastor e Presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã), Euder Faber nos falará nesta entrevista de dua experiência neste ministério que já existe a 13 anos e que organiza o maior evento neste estilo da América Latina, a Consciência Cristã, além de nos informar sobre a programação deste ano:

01 - Pastor, como surgiu a VINACC? Desde o inicio houve a expectativa que a Consciência Cristã tivesse as proporções tem hoje ou isso foi acontecendo de forma natural?
A vinacc surgiu da necesssidade que o Encontro para a Consciência Cristã tinha de ter um representante legal que vinhesse a caracterizar o evento como um projeto interdenominacional, daí surgiu a Vinacc em 2001. No princípio não tinhamos ideia que o encontro iria se transformar no que é hoje, tudo surgiu naturalmente ao longo dos anos.

02 - Depois de vários anos de experiência, quais são as maiores dificuldades enfrentadas pela VINACC e quais as maiores conquistas?
Um evento com a proposta da Consciência Cristã sempre vai encontrar dificuldades interna e externamente, contudo, creio que a principal dificuldade que temos é a falta de consciência por parte de muitos cristãos em se solidarizar com o evento, seja orando, participando e contribuindo. Vejo que a principal conquista foi de ver boa parte das denominações evangélicas da cidade se irmanando em participar e ajudar na realização desse projeto, sem levar em conta seus interesses denominacionais.

03 - A VINACC também atuou em algumas situações organizando mobilizações contra movimentos que afrontavam princípios bíblicos, como no caso da lei que criminaliza a homofobia. Tal postura desencadeou oposição e pressão por parte de grupos políticos? Como a evitar a influência política em entidades como essa?
É sempre um desafio manter a fidelidade a Deus e nos relacionarmos com os poderes constituidos, o ideal seria que o evento fosse mantido apenas pelo povo de Deus, infelizmente falta visão e sensibilidade, contudo, temos procurado manter  apenas uma relação institucional com os poderes públicos.


04 - Quais os destaques da Consciência Cristã para esse ano, e as principais diferenças do evento com as versões anteriores?
Temos procurado renovar o evento a cada ano, em 2012 teremos a participação do Dr. Norman Geisler, que considero um dos principais apologistas cristãos da atualidade e estará vindo pela primeira vez no país. Outra ação importante que teremos em 2012 será o Apoloteen, esse evento acontecerá no período diurno do evento, entre os dias 16 a 21 de fevereiro. Em parceria com a AMME Evangelizar cerca de 200 jovens da cidade e de várias partes do país, estarão sendo treinados e manterão contatos com a população local coletando perguntas sobre Deus, vida após a morte, origem do universo e da vida, entre outras. Essas perguntas serão discutidas pelos adolescentes e posteriormente serão respondidas tanto via e-mail, quanto pelo Correio.

05 - Por fim, gostaríamos de agradecer a disponibilidade, externando toda nossa admiração pelo trabalho realizado pelo Senhor a frente da VINACC, e pedir que deixe uma mensagem para todos os internautas que frequentam este blog.
Eu agradeço pela atenção que me está sendo dada e apelo para que todos possam estar orando, divulgando e participando do Encontro, pois creio que Deus estará abençoando todos quantos estiverem participando do evento.

Entrevista Feita por Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

UMP ENTREVISTA: Rodrigo Ribeiro, presidente da UMP da Quarta em 2012


Membro da IV Igreja Presbiteriana em Campina Grande, fundador do blog UMPdaQuarta e presidente da UMP no ano de 2012. Conversamos com Rodrigo Ribeiro a respeito de sua trajetória nas sociedades internas da IPB e das metas da UMP para o ano vindouro:

01. Conte-nos como foi até aqui sua trajetória em trabalhos de sociedades internas na igreja, e que aprendizado você tirou de todo esse período?
Minha trajetória começou na adolescência quando ingressei na UPA e guardo ótimas recordações desta época, pois naquele período tivemos momentos de muita descontração e edificação, essencial para a formação de muitos de nós. Esta era sem sombra de dúvidas uma sociedade ativa e forte. Entretanto, há alguns anos atrás enveredamos pelo caminho que hoje julgo equivocado: extinguimos as sociedades internas e agrupamos todos os jovens e adolescentes em um ministério. 

Inicialmente esta medida conseguiu movimentar os trabalhos de maneira diferenciada, mas pouco tempo depois as coisas foram perdendo o ritmo e a força. Fui tanto presidente da UPA, como líder do ministério jovem e hoje, entendo que o problema não é a burocracia das sociedades, mas uma questão de identidade e dinâmica, que não é exclusividade de um ministério, e este ainda perde no quesito interação com outras igrejas, por causa da ausência de federações e etc. Por fim, a UMP foi reativada, e acredito que esse ano será um período muito frutífero para esta sociedade, se assim Deus permitir.

02. Por que 2012 seria o ano ideal pra você não abrir mão de ficar à frente da UMP da IV Igreja Presbiteriana de CG?
Sou o tesoureiro da atual gestão da UMP, e até para essa função fui bastante resistente em me comprometer. As razões que me faziam recuar no desejo de participar da diretoria passada, se tornaram maiores para esse ano, pois irei concluir o curso de Direito, o que acarreta momentos de bastante dedicação como a conclusão do TCC, além da famigerada prova da OAB. Mas, apesar disto, eu não poderia me eximir de realizar a tarefa que Deus havia me confiado. A certeza deste chamado é o que me fez transpor o temor das várias responsabilidades que certamente terei em 2012. 

Acredito que este ano será muito importante para UMP da Quarta, e sei que as bases dele começaram aqui neste blog, e por isso como membro ativo e fundador deste espaço, sinto que não poderia me acovardar, e perder a oportunidade de contribuir para o fortalecimento desta sociedade. Desde o inicio dos trabalhos virtuais, Deus estava sempre me incomodando para realizar algo semelhante no plano físico, em nossa igreja local. É isso que a diretoria da UMP almeja fazer, e convidamos todos que desejam o mesmo para nos ajudar. O Blog nos deu a identidade que tanto buscávamos, agora é de trabalharmos para consolidá-la.


03. Quais são as principais metas dessa diretoria para fazer um trabalho eficaz nesse próximo ano? O que vinha acontecendo em anos anteriores que deverá ser mudado para o devido alcance dessas metas?
Temos objetivos bem claros para este ano, assim como as características de nossa atuação a frente da UMP da Quarta. Isto foi fruto das experiências que tivemos com os anos anteriores, tanto os acertos como os erros, além de observações a respeito do trabalho com jovens em geral. São três as palavras que definirão nosso modo agir: pretendemos ser uma sociedade Consistente, Criativa e Constante. 

Resumindo em linhas gerais, desejamos ir além da acanhada visão de que o ministério de jovens tem o objetivo de entreter os jovens na igreja, para que não se sintam seduzido pelo mundo “lá de fora”. Isso é muito pouco. Precisamos capacitá-los para enfrentar os desafios “lá de fora” e não esconder-se em um mundo de fantasia e superficialidade, sempre tendo em mente que uma juventude forte doutrinariamente, é garantia de uma igreja firme, pois os jovens serão os futuros líderes e oficiais. Por isso a consistência teológica. A UMP da Quarta precisa se aprofundar no conhecimento bíblico.

Além disso, não podemos e não queremos desprezar uma das notas características de nossa juventude: a criatividade. Por isso sempre buscaremos refletir nosso dinamismo em nossas programações. O conteúdo não implica em uma forma engessada. Tal meta também nos conduzirá a reativar as secretárias e envolver mais pessoas no trabalho, crendo que a inclusão gera sempre um ambiente mais criativo.

Nada disso adiantará, no entanto, se os membros da UMP não vestirem a camisa do projeto. Por isso pretendemos realizar um trabalho constante, baseados em um planejamento simples, enxuto, mas viável. Desejamos que os membros acreditem neste projeto, por que sabem que ele pode ser realizado, e já está sendo, semanalmente. Por isso, exceto o aniversário, não faremos grandes programações, mas pretendemos fazer o básico de forma habitual, como os cultos nos sábados (2º e 4º semana de cada mês) e o grupo de estudo nos domingos pela manhã (1º e 3º semana de cada mês). Devemos planejar e executar para assim ganhar credibilidade e confiança.

04. E acerca do Blog, qual o balanço que você faz desses primeiros meses no ar? Tem alcançado os objetivos? E como deve proceder o trabalho tanto através desta como de outras ferramentas da internet para alcançar e abençoar a vida dos jovens?
Mais uma vez, temos sido surpreendidos por Deus, pois nem em nossos planos mais ambiciosos, imaginávamos que este trabalho iria gerar os frutos que hoje estamos observando. Começamos com o blog em junho e no final de 2011 já alcançamos mais de 21.000 acessos, além de termos textos nossos republicados por outros blogs que admiramos (como o Púlpito Cristão e o Genizah), e ainda entrevistamos grandes homens de Deus e banda que sempre ouvíamos. Isso sem falar no crescimento pessoal, por que para que possamos escrever textos que edificam, e indicar material de qualidade, temos de nos alimentar e buscar primeiramente, o que tem gerado enorme crescimento em nossas vidas. Pretendemos, com a graça de Deus, continuar a realizar com afinco e dedicação esta obra, procurando glorifica-lo cada vez mais no ambiente virtual e no real.

05. Por fim, muito obrigado pela sua disponibilidade em nos atender, que Deus continue abençoando o desenvolvimento de seus ministérios para glória do nome Dele. E queria que você deixasse uma mensagem de motivação para os acompanhantes do nosso Blog para um novo ano de muito trabalho, se assim Deus nos permitir.
Convido a todos, sejam jovens, adultos, idosos, para juntos colocarmos em nosso coração o firme propósito de fazer de 2012 um ano completamente diferente em nossas vidas, marcado por nosso entusiasmo, dedicação e satisfação em glorificar o nome de Deus em todas as áreas de nossa vida. Que possamos nos afastar das coisas sem menor importância e focar nossos olhos naqueles que nos dá a verdadeira satisfação, que possamos falar como Agostinho: “Quão suave se tornou de repente para mim a privação dos prazeres infrutíferos, os quais eu tanto temia perder! Tu afastaste estes prazeres de mim, tu que és a verdadeira, a ALEGRIA SOBERANA.”.

Que nossa satisfação esteja Nele e possamos nos dedicar a glorificar aquele que é digno de toda honra e glória, “Por que dele e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11:36).


Para encerrar, agradeço a todos os que compõe a UMP da Quarta, pelo grande ano de trabalho árduo e realizações aqui no campo virtual, e peço que estejamos unidos mais uma vez para que possamos transpor as barreiras da internet, e ter um trabalho forte também em nossa igreja local. Agradeço a Deus também pela vida de todos que frequentaram, oraram e apoiaram este blog neste ano, só Ele pode recompensá-los. Sigamos firmes e juntos por meio de Cristo!

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

Entrevista feita por Everson Franklin
@eversonekarlla

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UMP Entrevista: Artur Mendes, diretor da APECOM


1) Você fez parte de Vencedores por Cristo, trabalhando com o Nelson Bomilcar, Sérgio Pimenta e outros. Conte-nos um pouco sobre esse momento.

Foram talvez, um dos melhores e mais ricos momentos da minha vida. VPC foi um marco na minha existência. Foi um enriquecimento musical e espiritual, que mudou inclusive o rumo da minha carreira profissional. Naquela época, lá pelos idos de 1977, eu já trabalhava no meu sonho de criança. Queria ser publicitário e já estava começando minha carreira. Com VPC percebi que poderia ser publicitário e trabalhar para o maior cliente do mundo: Deus! O que me fez enxergar isso, foi exatamente a intima convivência com pessoas como o Sérgio Pimenta, o Nelsão Bomilcar, Oziander Shaft, Ivailton dos Santos e meu eterno parceiro e amigo mais que irmão, Edy Chagas.

Naquele tempo respirávamos música dia e noite. Bastava estar junto, pra sair uma nova cançãoo. Serjãoo, apesar de militar, era uma criatura doce. Tinha música nas veias. Ao lado dele, numa tarde trigueira, fiz “Vou chegar”. A música é minha, mas o violão é dele. Serjão estraçalhava o violão. Onde eu via um acorde, Serjão montava três! Já o Edy Chagas, meu amigo Edão, é o meu arroz com feijão. Crescemos juntos. Fizemos muitas músicas juntos. Na Igreja Presbiteriana de Bauru, onde tinha música, lá estávamos eu, o Edy, o Bilão. Éramos o “trio Bauru”. E foi exatamente ali, na IP Bauru que VPC descobriu o “trio Bauru”.

2) Como músico, produtor e diretor de programação (eita quanta coisa) como você vê a música chamada evangélica hoje no Brasil?

No meu tempo musica evangélica chamava “corinho” e soltar a voz. Tocar instrumentos com maestria era querer aparecer.

Hoje, nossos músicos cresceram. Estão tocando e cantando muito bem. Já temos grandes artistas de estúdio e palco. A música cristã evangélica se profissionalizou até no ambiente de muitas igrejas. Os antigos conjuntinhos viraram grupos musicais.

E quanto à produção musical, diria que hoje somos muito mais pluralistas. Não seria demais afirmar que o disco De Vento em Popa, de VPC, foi um divisor de águas. Antes dele, as músicas predominantes eram as baladas americanas e as marchas e valsas europeias. De Vento em Popa libertou a criatividade nacional. Hoje nossos compositores refletem bem a riqueza de estilos da nossa cultura musical. Temos do baião ao fandando gaúcho, passando pelo frevo, samba, bossa nova e ate sertanejo. Afinal a musica é de Deus, mas o ritmo é dos homens, do cidadão local. Cada povo reflete sua cultura. O que faz diferença é a letra centrada na bíblia e o coração de quem faz.


3) Fale-nos um pouco sobre a APECOM, sua função e importância na comunicação da IPB?

A Igreja Presbiteriana do Brasil ao longo de seus 152 anos, sempre foi uma igreja seria e “low profile”, pouco se expõe. Mas a partir da criação da APECOM, Agencia Presbiteriana de Evangelização e Comunicação novos ares estão surgindo. Hoje já temos cruzadas presbiterianas feitas em praças públicas, duas rádios, uma tv, programa de televisão em rede nacional.

Vivemos um novo tempo. Se no passado perdemos alguns bondes da historia, hoje estamos no bonde certo e na hora certa. A IPB está praticamente presente em todas as grandes mídias do momento. Estamos no Facebook, Twitter, temos um grande portal na internet com mais de 400 mil pages views por mês.


Temos a radio IPB com mais de 60 mil ouvintes por mês, temos a radio ipb2 instrumental, dirigida a um público mais conservador que gosta de velhos e bons hinos e temos também a ipbtv com uma programação 24 horas por dia e também a redeipbtv, uma rede de igrejas Presbiterianas com 43 canais transmitindo cultos e eventos ao vivo. Se antigamente, e não tãoo longe assim, só tínhamos a praça publica e o púlpito, hoje a IPB praticamente está presente em todos os devices, aparelhos e mídias disponíveis no mundo moderno.

A IPB esta no iPhone, iPad e os novos aparelhos, como o Roku, uma nova fonte de entretenimento já presente em milhares de lares americanos.

Como coordenador de comunicação da APECOM, meu trabalho consiste em gerenciar as rádios, a tv e o portal, produzir material pra todas as mídias e colocar tudo isso no ar, 24 horas por dia. Nossa equipe é enxuta. Pra fazer tudo isso andar, eu tenho a ajuda de duas pessoas: para o portal, a jornalista Cibele Lima. Cibele alimenta o portal e o noticiário da radio IPB. Já na rádio, o reverendo de Goiânia, Natsan Matias, é meu braço direito nas edições e na locução dos programas.


4) Um dos movimentos mais interessantes na internet é o Chat da IPB rádio, do qual eu sou um dos CHATeados. Como se dá essa dinâmica na rádio e como ela tem servido a IPB e a igreja cristã como um todo?

A interatividade é a grande alma da internet. É impossível conceber uma rádio web, uma tv web ou até qualquer rádio normal, sem a participação do ouvinte. E a internet, o chat, facilita esse encontro do radialista com seu ouvinte. O chat é o sangue pulsando. Ele anima, dá vida a programação e até me ajuda a encontrar o caminho certo. O chat é meu termômetro, tanto de audiência quanto do agrado. É ali que percebo as músicas e programas que agradam e as músicas que não agradam. E, no caso de nossa igreja, o chat da rádio ipb, tem sido sem sombra de dúvidas, um agregador de irmãos dos quatro cantos do Brasil e do mundo. Com certeza, muitos irmãos jamais se conheceriam, não fosse o chat da rádio ipb.

5) Artur, quero agradecer pela paciência e compreensão em nos ceder esta entrevista. Como de praxe, deixe uma mensagem para os leitores do blog e o convite para todos conhecerem a programação da rádio e da TV.

Bem Cicero, meu negocio é musica. Respiro música desde que nasci. Na minha casa sempre se tocou de tudo. Cresci ouvindo de Orlando Silva a Bach.
Quando me converti, na Igreja Presbiteriana de Bauru, fiz de tudo musicalmente: cantei em Coral, quartetos, conjunto jovem. Tive a felicidade de ser pastoreado por bons pastores, como Rev. Wilson Castro Ferreira e Rev. Miguel Orlando de Freitas, pastores que incentivavam a música e a produção musical local. A música é um adorno do culto a Deus. Ela prepara a alma e o sentimento. Uma igreja que quer o jovem pra si, não pode tolher nem censurar a música. O bom pastor tutela a música e o músico, porém com laços de ternura.

Artur Mendes
@arturmendes

Entrevista feita pelo Presb. Cícero Pereira
@ciceroeiris

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

UMP Entrevista: Jamila de Sousa, Presidente da Federação da Borborema


Jamila Silva de Sousa, Presidente da Federação de Mocidades da Borborema, 2º Secretaria na Sinodal, membro da igreja Presbiteriana de Boa Vista e cursa Psicologia pela UEPB. Neste fim de semana de congresso, conversamos com a presidente da federação sobre assuntos que envolvem o trabalho com as UMP’s. Leia:

01 - Primeiramente gostaria que nos contasse um pouco a respeito de sua história com a UMP e de como enxerga o papel desta sociedade no desenvolvimento das igrejas locais.
Desde que comecei a congregar sempre estive envolvida com os trabalhos da UMP. Fui durante 5 anos presidente da minha mocidade local, hoje atuo como vice-presidente, também tive  cargo de vice- presidente por dois anos na federação e atualmente sou 2º secretaria da Confederação Sinodal

Vejo a UMP como uma importante ferramenta de integração e ação a serviço dos jovens presbiterianos. Integração porque permite que os jovens estejam em contato uns com os outros possibilitando assim comunhão bem como o crescimento mutuo, e ação porque o trabalho da UMP, quando bem planejado e executado é capaz de causar impacto positivo na sociedade possibilitando que mais pessoas conheçam a Cristo.

02 - A uma tendência presente em nossas igrejas atualmente de se substituir as sociedades internar por ministérios jovens. Qual sua opinião acerca deste assunto?
Bom, o trabalho realizado tanto no ministério quanto na sociedade é praticamente o mesmo, no entanto a sociedade funciona de forma democrática possibilitando que os sócios através do voto escolham quem os representará, enquanto no ministério essa escolha é feita por indicação direta do pastor, o que faz com que o jovem perca a oportunidade de estar escolhendo quem o representa e também a possibilidade de representar os outros jovens.

A continuidade dessa tendência é vista por mim como uma ameaça a existência das federações assim como das sinodais e porque não dizer da CNM, pois quando se estabelece um ministério no lugar de uma sociedade as relações entre a “ex-sociedade” e a federação são “cortadas”, e o ministério tende a se fechar em torno do seu próprio individualismo, perdendo assim a oportunidade de estar ampliando o trabalho juntamente com outros jovens.

03 - Neste ano de 2011 você ocupou um papel muito importante e de grandes responsabilidades na federação da Borborema. Como foi aceitar tamanho desafio de ser presidente da federação? Era algo que já vinha sendo planejado ao longo dos anos ou surgiu de forma inesperada?
Para se assumir um cargo seja ele qual for na obra de Deus é necessário que se tenha consciência de que o trabalho não é nosso portanto, temos que dar o máximo de nós para a execução do mesmo. Ser presidente de Federação não era algo que eu planejava, no entanto não aconteceu de forma inesperada visto que eu já vinha sendo vice- presidente por dois anos consecutivos.

Sem dúvida está à frente da Federação foi um desafio muito grande pra mim, não dá pra aceitar um compromisso desse tamanho e não sentir o peso da responsabilidade, pois não é um trabalho muito fácil de ser realizado, no entanto eu não estive só, ao meu lado estiveram pessoas que acreditam como eu no trabalho da UMP e me auxiliaram durante todo ano.

04 - Como foram os trabalhos da Federação neste ano que está próximo do encerramento? Quais os principais problemas enfrentados e quais as maiores conquistas?
Em uma caminhada é inevitável não enfrentar problemas, acho que o maior deles durante esse ano foi o fato de alguns membros da diretoria terem deixados seus cargos, mesmo sendo por motivos de força maior a ausência deles pôde ser sentida pelos demais. Além do fator financeiro, que sempre pesa, pois para se trabalhar a nível de federação é importante que se tenha o mínimo possível de recuso, e nem isso tivemos, no entanto as conquistas só vem quando não deixamos as dificuldades nós paralisar, e a  nossa maior conquista   é sem dúvida a realização de um congresso com a presença de representantes de todas as mocidades do presbitério, o que e uma resposta positiva ao trabalho por nós realizado. Pois a nossa proposta principal esse ano era está trazendo as mocidades a participarem diretamente da federação e tudo começa, em um congresso.

05 - Por fim, gostaríamos de agradecer a disponibilidade e pedir que deixe uma mensagem a todos que estão lendo esta entrevista, principalmente aos jovens que já fazem parte da mocidade e aqueles que ainda não se envolveram neste trabalho. 
Eu que agradeço pela oportunidade  e  parabenizo o blog pela iniciativa.

Pensando no tema adotado pela federação neste ano: Juntos somos um só corpo em Cristo Jesus. Quero convidar os jovens que por algum motivo ainda não se envolveram com os trabalhos da UMP a estarem conscientes de que por mais que o trabalho esteja sendo realizados existe a necessidade de que você também  sejam parte integrante  dessa sociedade interna, pois somos um corpo só, é precisamos que  todos os membros estejam  juntos. Lembrando, pois que você só o tem a contribuir com esse trabalho.  Não perca tempo precisamos de você junte-se a nós!

Quanto aos jovens que já estão envolvidos com a UMP convido-os a continuar os trabalhos tendo o cuidado de estarem buscando sempre a integração com as outras mocidades, pois se muito podemos sozinhos, imaginem unidos e com o mesmo propósito, sei não é algo tão fácil na pratica, no entanto não é impossível afinal somos um.

Fortalecei-vos, serdes firmes, tendes fé e vamos trabalhar!

Jamila de Sousa

Entrevista feita por Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

UMP Entrevista: Banda Resistência

Banda de Campina Grande, composta por alguns jovens da UMP da Quarta e de outras denominações, a Banda Resistência vem desenvolvendo um trabalho que apesar do pouco tempo já tem obtido bons frutos. Conversamos com ele sobre a história da banda, projetos futuros e outras coisas mais. Leia:

01. Primeiro, como começou a banda e porque o nome RESISTÊNCIA?
Marco Júnior - A banda surgiu de um desejo em comum de todos os participantes, o de levar o evangelho de Cristo através da música. Dessa forma nós estaríamos realizando do ide de Jesus e realizando nossos sonhos. Um grupo de jovens, com talentos musicais e com um propósito firmado no coração, então por que não nos juntarmos, não é verdade? O próprio Jesus se dirige a nós como fortes que já venceram o maligno. Sendo assim, no dia 04 de fevereiro do ano de 2011 ocorreu a primeira reunião da nossa banda que até então era sem nome. E o que nós pudemos ver foi o mover de Deus em nosso favor. Porque bem do nada, nós já tínhamos um convite e ver o nosso sonho se concretizando fez com que a nossa vontade aumentasse, na mesma medida em que o nosso coração se enchia de esperança e de alegria.

Nós passamos um bom tempo como “A Banda que não pode dizer o nome”, será marketing? Não, era a falta de um nome que nos chamasse atenção.  Até que um de nossos integrantes sugeriu ‘Resistência’ e teve a aprovação de todos. O nome da banda trata de uma situação comum na vida de um cristão, a bíblia diz: “resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós”, e ser um jovem cristão, requer muita perseverança e resistência. Dessa forma o nome proposto condizia com a nossa postura como banda, nós nos unimos para na andar ou estar contra mão do mundo, ir em direção ao nosso alvo que é Cristo. Nós somos testados por várias situações diariamente, e diante de nós sempre se põe dois caminhos: resistir ou se entregar. Nós estamos resistindo com a graça de Deus, e mostrando ao mundo a força que tem a união firmada Nele.

02. A RESISTÊNCIA tem um conhecimento mais expressivo a nível local hoje. Esse é o público alvo da banda ou almeja vôos mais altos?
Walisson Alves - Graças a Deus, a banda tem atingido um bom público na cidade e na circunvizinhança desde que gravamos um CD ao vivo em uma de nossas ministrações. São pessoas que têm nos acompanhado nas ministrações, redes sociais e sempre estão dando força para novos trabalhos desse grupo que tem sido tão bem aceito. Chegamos a ser o assunto mais falado em Campina Grande no Twitter pela repercussão desse trabalho. 

Porém, a banda tem um propósito evangelístico. Recentemente estivemos ministrando na cidade de Sossego – PB e tivemos a oportunidade de levar a palavra de Deus não só através de música, mas também de estudos bíblicos com Rodrigo Ribeiro (teclado) e Guilherme Barros (baixo). Nossa meta é, então, levar a palavra de Deus até onde Ele nos permitir que cheguemos. Através dos nossos dons e talentos procurando pregar a genuína palavra de Deus com a música, com ministrações, estudos.
Seguimos, pois, firmes na certeza de que, na intenção de glorificar o nome de Deus e louvá-lo, Ele nos ajudará nessa jornada com misericórdia e alargando as nossas fronteiras para que possamos levar o seu nome, sua história e seus ensinamentos para um povo cada vez mais sedento de sua palavra.


03. O repertório do ministério é formado basicamente por músicas de outros cantores e grupos conhecidos nacionalmente. A banda tem em algum desses artistas sua grande influência? E se a banda já tem alguma ou algumas músicas próprias em andamento.
Guilherme Barros - Especificamente não temos um cantor (a) que nos influencie de modo direto, apesar de termos várias pessoas e bandas, que gostamos de ouvir e admiramos. Cantamos musicas de vários cantores como Fernandinho, André Valadão, PC Baruk e etc. Mas nós gostamos muito de pegar músicas antigas e reformula-las, pois elas contem letras maravilhosas e com muito conteúdo, diferente da maioria das músicas "gospel" de hoje em dia. E sim, nós estamos trabalhando nas nossas músicas e em breve estaremos as divulgando, querermos caprichar o máximo nas melodias e letras para que o nome de Deus possa ser glorificado!

04. Essa tem sido uma pergunta frequente quando tratamos de música em nossas entrevistas. Por se tratar de um tema muito abrangente e que, inclusive, pode gerar opiniões divergentes. Como vocês vêem o crescimento do movimento e da música intitulada gospel hoje no Brasil? Há diferenças ou é tudo pra Deus e pronto?
Rodrigo Ribeiro - O crescimento da música gospel apesar de parecer algo muito bom, tem trazido mais prejuízos do que benefícios ao cristianismo. Essa afirmação é dura, mas é também um desabafo. O nome de Deus não é glorificado quanto notamos a criação de canções cada vez mais baseadas em formulas mágicas de sucesso, sem a mínima criatividade ou intenção de fazer arte. O que é belo glorifica a Deus; O que é falso e superficial, pode até vender muito, mas não o faz. Essa é uma realidade.

Mas a questão crucial é que a música gospel não é mais sinônimo de evangelho. Por isso não há progresso para o reino de Deus quando milhares de lares cantam canções que não falam dos atributos de Deus, do pecado e a incapacidade do homem de salvar-se, da condenação e da irá que está sobre os pecadores e da graça maravilhosa revelada na cruz. Isso é evangelho, mas você encontra muito pouco desta mensagem nas músicas de hoje.

Não podemos ser injustos. Existem exceções, músicos cristãos que fazem arte de qualidade e que tem letras onde o evangelho é o centro. Mas o fato destes serem minoria, e muitas vezes nem simpatizarem com o “mercado gospel” só confirma esta análise. Por isso que nós temos resgatado canções antigas no nosso repertório, pois encontramos verdades bíblicas e uma devoção que está cada vez mais difícil de encontrar. Na música gospel nem tudo é pra Deus. Muitos agradam os mercados e seus fãs, já outros direcionam canções a um Deus que não é o que a bíblia nos revela.

Entretanto também existem aspectos positivos, por causa do maior espaço concedido em lugares que outrora eram inacessíveis. Ainda que isto ocorra por interesses comerciais, poderia ser muito bem aproveitado para proclamar a loucura da pregação através da música. O grande problema é que os têm estas oportunidades, não transmitem esta mensagem de modo digno. Por fim, é importante refletir: será que os músicos cristãos tem desperdiçado uma bela oportunidade, ou está oportunidade só existe por causa da ausência do evangelho em boa fatia do mercado gospel?

              
05. Apesar do não muito tempo, a Resistência desde sua formação tem feito várias “apresentações” em igrejas e esse ano de 2011 também pela primeira vez no cantinho da bênção. O que a banda tem colhido dessas grandes oportunidades que Deus tem dado que possa deixar de aprendizado para o futuro do grupo?
Wellison Anacleto - Bem, creio que Primeiramente estar dependente de Deus tem sido o nosso maior aprendizado. Quando queremos fazer algo de nós mesmos, não flui, mas quando buscamos saber o que Deus quer tudo ocorre de forma sobrenatural. Outro aprendizado tem sido a amizade do grupo, pois mesmo com falta de tempo, temos um carinho e respeito muito forte por cada um. São dois aprendizados que se levarmos conosco a banda será sempre uma ferramenta nas mãos de Deus.

06. Já agradecido pela participação no UMP DA QUARTA e desejando que Deus guie cada passo da banda, usando-a como instrumento para alcançar vidas para Ele, quero pedir que deixem uma mensagem para os acompanhantes do nosso blog.
Agradecemos a oportunidade de participar deste espaço, e a mensagem que nos deixamos para os jovens que lerão essa entrevista é a mesma que Paulo deixou a igreja de Corinto: Façam tudo para a glória de Deus. Se nós colocarmos isso como meta em nossa vida, poderemos resistir ao pecado, ao diabo, proclamar o evangelho, a salvação que só há em Cristo e assim crescer na graça e no conhecimento para que o nome de nosso Senhor possa ser glorificado em nossas vidas. Que o espírito santo de Deus nos ajude nessa missão!

Banda Resistência
Twitter: @resistenciaband
Assista alguns de nossos vídeos neste canal: http://www.youtube.com/user/Guilherme8x

Entrevista feita por Everson Franklin
@eversonekarlla

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

UMP Entrevista: Missionária Do Carmo


Membro da IV IPCG, missionária ligada a Missão Novas Tribos do Brasil, prega o evangelho entre os Indios Kanamari, no Amazonas. Formada pelo Seminário Betel Brasileiro, em João Pessoa. Nesta entrevista a Missionária Du Carmo fala sobre sua conversão, o chamado para missões transculturais, a Missão Novas Tribos do Brasil, Indios Kanamari e muitos outros assuntos.

1 – Conte-nos um pouco sobre sua conversão e como se deu o chamado para missões transculturais?
Bem, quando completei dez anos de idade meu pai deixou a casa e foi morar com outra mulher. Assim, minha mãe ficou sozinha com seis filhos para cuidar. Desde então, tudo em nossas vidas mudou, mas em meio a tudo isso, minha avó por parte de mãe e uma tia já haviam conhecido o Senhor e nos levava pra igreja.  Eu não gostava, pois eu era muito envolvida com a igreja católica, mas lá na igreja congregacional eu conheci a missionária Dione e achava muito bonito ela falando, e lá eu tive a oportunidade de ter uma boa instrução na escola dominical. Mas depois disto eu comecei a me rebelar e me envolver com álcool e não queria ir pra igreja de jeito nenhum. Mas já morando nas Malvinas, eu conheci a congregação da igreja presbiteriana central, a qual hoje é a IV Igreja, e fui convidada a conhecer. Nesta época era bem pequena e não tinha nenhum adolescente ou jovem. E na escola eu evangelizava algumas amigas que foram se convertendo e indo para IV igreja, mas eu mesmo não queria nada com Jesus. Então, uma dessas minhas amigas me convidou pra ir ao batismo dela e eu nem acreditei, mas era época de são João e eu queria ir para o parque do povo. E realmente fui. Depois de um tempo lá ouvi uma voz que me dizia aqui não é seu lugar. Eu não entendi, pensei que já estava embriagada, mas eu não tinha bebido naquele dia, e aquilo se repetiu. Então resolvi visitar o cantinho da paz, o qual eu havia participado da fundação, e lá eu percebi que precisava mudar de vida. Eu resolvi ir para o batismo da Sandra e da Josenilda e foi assim que ao vê-las se batizando eu pensei que poderia ser o meu. Não contei conversa, procurei o Rev. José Alves e lhe falei que queria entregar minha vida pra Jesus. Eu não lembro mais o dia, mas já tinha 15 anos.  Desde então, sirvo ao Senhor e depois todos da minha casa foram entregando suas vidas pra Jesus.

QUANTO AO CHAMADO:
Deu-se logo depois que me converti. Eu tinha um desejo muito grande de fazer mais pela igreja, pois na época sofríamos muito sem um pastor fixo e eu queria saber mais para poder ajudar mais. Um dia eu tive sonho colhendo trigo e muitas frutas, mas o caminho pra isso era bastante difícil e eu sofria muito e me machucava bastante, mas eu não entendi nada do sonho e para mim era apenas um sonho. Mas um dia, indo para uma visita junto com Elizângela, uma irmã da Assembleia de Deus que eu nunca tinha visto nos parou no caminho e me disse: - Deus mandou eu te dar este verso da palavra dele. É uma confirmação pra você era o verso de Isaias 43:6. Nessa época eu estava de namorado e estávamos orando pra casarmos.  Então pensei: é a confirmação do meu casamento. Mas que nada. Quando li o verso não entendi nada. Procurei no domingo o seminarista, hoje Rev.Fabio Brasileiro pra conversar e ele me falou que Deus estava me chamando pra obra missionária. Eu não entendia nada sobre missões, mas eu disse pra Deus que eu estava disposta a dar a minha vida em sua obra e assim começou o processo de renuncias. Terminar o namoro, sair de casa, deixar a igreja, os meus planos pessoais. Mas tudo valeu a pena e eu faria tudo de novo se preciso fosse. Em seguida começou o processo de avaliação junto ao conselho da igreja mãe, a IPB CENTRAL. Fui aprovada e no ano de 1994 fui pra o Seminário Betel Brasileiro com o apoio da mesma. Lá no Seminário eu ouvi a necessidade de tradução de Bíblia entre os povos tribais quando eu dava uma aula sobre a Guatemala.  Lá havia apenas um casal da Sil trabalhando com os descendentes dos Ikas e Maias. Diante desta situação, eu falei pra Deus que estava me dispondo para esta obra. Assim deu-se meu chamado transcultural quando eu ainda fazia meu segundo ano de seminário. E não esquecendo: meu pai voltou pra casa depois de 16 anos fora, chegou no dia da minha formatura do seminário e se converteu em 2004. O nosso Deus é fiel ele sempre cuida dos seus.

2 – Qual o grande desafio da Igreja hoje no tocante a missões?
Eu acredito que a igreja precisa atentar para sua tarefa suprema que é a realização de missões. Ela precisa cumprir o que está escrito em Mt.28:18-20, Mc.16:15, e isto se dá quando ela conscientiza a cada salvo da sua responsabilidade de falar de Jesus aonde ele estiver, pois lá é o seu campo missionário. Outro desafio é que a igreja precisa tirar os olhos de dentro de si mesma e olhar pra os campos, que estão brancos pra ceifa. Hoje a preocupação está em construções monumentais, grandes reformas, placas denominacionais e na aparência da igreja. Não que essas coisas não sejam importantes.  Os membros precisam de conforto, um lugar agradável. Mas deixar missões por isto é onde está o erro de muitas igrejas hoje. Precisamos lembrar que o rebanho precisa ser pastoreado de todas as maneiras e a necessidade de alimento espiritual genuíno está gritante em nossas igrejas. Precisamos primeiro cuidar dos nossos e desenvolver neles a visão missionária. Isto também é realizar missões. Outro desafio da igreja hoje é preparar a próxima geração para dar continuidade a visão e execução no que diz respeito à realização de missões. Como será o futuro de missões se esta geração não for preparada e se a mesma não tem a visão correta de missões?  Outro desafio que a igreja tem é de enxergar o trabalho dos missionários de base, pois pra que haja um retorno do missionário que está no campo, é preciso que outros estejam na cidade trabalhando para eles, fazendo suas compras, pagando suas contas, sendo a ponte entre seus familiares e igrejas e etc. Eles são tão missionários e precisam de apoio quanto os que estão no campo. Outro desafio da igreja hoje está em realizar missões de maneira simultânea. Ela precisa despertar para esta realidade, e que ele pode sim fazer isto de forma responsável. Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra podem sim ser alcançado pela igreja hoje através das orações, contribuições e no envio daqueles que recebem um chamado específico. Eu sempre falo que não é difícil fazermos missões. O que nos falta é a visão das coisas do alto. Enxergarmos a necessidade das almas perdidas, o anseio pela volta de Cristo e a motivação correta em nossos corações para obedecermos ao IDE. A igreja tem a ordem, ela tem a mensagem, ela tem os chamados e ela conta com Aquele que arregimentou. Outro desafio em minha opinião que é um dos principais é a igreja ter a visão que, investindo em missões, ela está investindo no Reino de Deus. E a igreja que não realiza missões é uma igreja morta, pois ela está fora da visão de Deus, que é todas as etnias diante do trono e do cordeiro.


3 – Conte-nos sobre as angústias e alegrias de ser uma missionária longe da família, de amigos, da igreja local.
A alegria é de ser privilegiada por Deus de fazer parte daqueles que estão indo em busca dos perdidos e poder vê-los se rendendo a Cristo. O estar longe da família, amigos e irmãos é muito doloroso, mas com isto aprendemos a depender do nosso Deus em tudo e termos a consciência que faz parte do nosso trabalho a renúncia. Mas não é fácil não. E tudo é superado quando você traz à memoria o objetivo de estar lá entre o povo. A solidão e o isolamento são muito difíceis de encarar, mas a GRAÇA do nosso Deus é bem maior e é presença constante conosco. Sou grata a Deus por tudo que tenho aprendido durante estes quatro anos aqui.

4 – Você é ligada a Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB) e atua junto aos índios Kanamari. Fale-nos um pouco sobre o trabalho que você realiza.
O trabalho entre o povo Kanamari existe há mais de 40 anos e já houve uma igreja forte entre eles. Hoje não mais. Por isso estamos começando tudo do zero no que diz respeito ao aprendizado da língua e cultura do povo para, assim, podermos ensinar a palavra de Deus na língua que lhes fala ao coração. Meu trabalho é no estudo da língua e cultura, mas auxilio dando aulas de português e trabalho com a saúde também. Eu precisei me preparar melhor nesta área, por termos uma região endêmica de malária. Então hoje eu sou microscopista lá entre o povo também. Como é do conhecimento dos irmãos, a situação lá na área de saúde é bem precária e nós missionários é quem damos assistência quando a CASAI OU FUNASA não estão presentes. Eu trabalho junto ao Erick e Marita, um casal de alemães. Graças a Deus são ótimos colegas e juntos estamos desenvolvendo um bom relacionamento com o povo, visando cumprir o nosso alvo de vê-los salvos, pois cremos que o nosso Deus tem os seus em meio aos Kanamari. Também trabalho ajudando ao povo na construção das suas roças e quando fazem farinha. Ensino as mulheres a fazerem pão e bolo com aquilo que elas têm na roça. Sempre estamos ensinando como manter a higiene pessoal e coletiva na aldeia, e no ano passado nós os incentivamos a fazer roçados comunitários. Foi muito bom ver o resultado. E quando estamos na cidade, os ajudamos com documentação, aposentadorias, compras e até nos médicos, servindo de interpretes às vezes.

5 – Muitos dos nossos leitores são membros da IV Igreja Presbiteriana de Campina Grande que não te conhecem, pois vieram para a igreja após sua ida pro Amazonas. Deixe então uma mensagem para estes, e para os leitores em geral do nosso blog. Desde já, agradecemos a tua participação.
 Minha mensagem é que eles amem ao Senhor e busquem ser fiéis a Ele e viver uma vida de acordo com o que a palavra nos ensina, lembrando sempre de quem são em Cristo: mais que vencedores. E que em meio aos desafios da vida busquem olhar pra Jesus, pois no final tudo dará certo.
A saudade de vocês é grande, mas ameniza quando lembro que vocês estão juntos comigo através das orações e apoio.
Continuem firmes no Senhor, pois vale apena servi-lo.
Eu agradeço a oportunidade e o privilegio da entrevista e espero que ajude a muitos que se sentem desafiados para obra missionária.

Miss. Du Carmo.

Entrevista feita pelo Presb. Cícero Pereira
@ciceroeiris

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

UMP Entrevista: Antognoni Misael, Editor do "Arte de Chocar"


Editor do blog "A Arte de Chocar" (www.artedechocar.blogspot.com), colaborador do Púlpito Cristão, Historiador Especialista em História Cultural, Professor de Música, Policial Militar e membro da Igreja Presbiteriana de Guarabira. Conversamos nesta entrevista com nosso conterrâneo Antognoni Misael, sobre  assuntos referentes as várias áreas que ele tem atuado. Confira:

01- Em algumas cidades do interior a propagação do evangelho encontra imensas dificuldades, principalmente em decorrência da influência de padres e demais lideres católicos. Como é a realidade atual das igrejas reformadas em Guarabira, principalmente da Igreja Presbiteriana, da qual você faz parte?
Um fato curioso em relação aos evangélicos na cidade de Guarabira ocorreu quando a Primeira Igreja Congregacional foi apedrejada por fanáticos do então Frei Damião em 1937. Tirando esse episódio tenso entre protestantes locais e católicos, não acredito que as maiores dificuldades encontradas quanto a pregação do evangelho aqui esteja relacionada a influência de algum tipo de liderança católica. Ao que me parece, as maiores dificuldades encontraram-se dentro do próprio grupo evangélico local, isso devido à antiga bipolarização (entre as duas maiores igrejas que não se entendiam) e a atual multipolarização (capitaneada pelos neopentecostais e suas variações).
Quanto às igrejas de visão reformada temos além da igreja Presbiteriana, duas igrejas Congregacionais – outras sustentam ainda o nome de alguma denominação tradicional, mas não há como afirmar que são reformadas.
A igreja Presbiteriana de Guarabira particularmente tem buscado fazer diferença nesta cidade cujo evangelho pregado por muitos anos foi o evangelho de condenação em detrimento das boas novas. Graças a Deus temos um pastor presente, que sabe equilibrar bem a teologia, arte e música nos dando suporte para uma vida cristã madura e sem extremismos. Nosso lema “A Igreja que valoriza a pessoa glorificando a Deus”, almeja constantemente que nossa igreja seja reconhecida não como a igreja de grandes obras e milagres, mas como uma igreja que ama, valoriza e cuida dos seus membros.
Vale registrar o fato de que recentemente Guarabira foi bombardeada por novas igrejas independentes. A cada esquina tem alguém reproduzindo o discurso da cura e benção material, o que acaba promovendo um grande contraste entre o discurso reformado e as demais denominações. Nossa responsabilidade aumenta no sentido de que precisamos pregar o evangelho, ratificar a graça de Deus e ao mesmo tempo combater as vãs doutrinas que cercam e sugam muitos fracos na fé. De uma forma resumida, nossa realidade é de tempos difíceis e desafiadores na defesa da fé e proclamação da Verdade.

02 - Em seu blog A Arte de Chocar, continuamente vemos a coerência das publicações com o título do projeto. Por que este enfoque na questão do chocar, da polêmica? E principalmente, os que se chocam, escandalizam-se com o conteúdo dos textos ou com a própria palavra de Deus?
A ideia do blog surgiu por perceber que algumas pessoas só atentavam para um determinado assunto inerente a igreja, vida cristã, de uma forma geral, quando se sentiam surpreendidas por algum comentário ou colocação. De fato pareceu ter algum sentido. Isto porque numa cultura tão hedonista, muitos cristãos não possuem opinião formada sobre assuntos diversos; parece que o “Cogito, ergo sum” (Descartes) não anda fazendo jus ao significado de protestante. Então, partindo dessa sensação, a primeira coisa a fazer foi fisgar o leitor mediante o impacto visual, textual ou conceitual. É o venho tentando (se bem que ultimamente acho que não venho chocando ninguém (rs)).
Penso seriamente que existe uma diferença entre escândalo e “analfabetismo” teológico. Se somos protestantes e em nada temos para protestar ou denunciar, torna-se estranho não? Os evangélicos no Brasil têm doutrinas distintas, diferenciados usos e costumes, o que por natureza gera um tipo de auto-estranhamento. Há um choque em alguns pentecostais tradicionais quando dizemos crer na doutrina da eleição? Ou quando batizamos crianças? Acredito que em parte sim. Isso seria escândalo?
Existe uma diferença entre o que seria escândalo por caráter cultural e verdade bíblica, assim como ninguém deve estar fadado a morrer como criança espiritual. Para este segundo caso, a palavra “escândalo” está inapropriada.
Sei das implicações do “Arte de Chocar”, mas tenho pedido perseverança e sabedoria para saber chocar na medida correta, se é que existe tal porção. (risos)

03 - Provavelmente, por causa de sua formação, notamos um destaque muito grande no aspecto musical, muitas vezes com uma abordagem crítica do cenário nacional da música evangélica. Quais os principais desafios de um músico cristão desejoso em fazer uma boa arte com conteúdo e que se depara com a realidade do mercado "gospel"?
Temos uma história de nossa música cristã brasileira assim como também temos uma história de músicos cristãos brasileiros. Acho um tanto quanto desrespeitoso alguém querer fazer música cristã sem ter o mínimo desejo de conhece sobre ela, ou seja, conhecer a gente que desbravou nossa música superou o monopólio dos cânticos europeus, e que deu um toque de brasilidade e poesia em nossa canção. Aqui me valho de gente como Jayrinho, Sérgio Pimenta, Janires, Bomilcar, João Alexandre, Logos, Jorge Camargo, dentre muitos.
Quanto aos desafios para um músico cristão, elenco o desfio da arte: "Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo” (sl 33.3). Acredito que a música cristã tem sido uma arte mais rendida a fórmula do que a criatividade e verdade de quem a produz. Acho também que o músico cristão precisa não se enveredar por esse caminho; precisa buscar nas referências desses precursores exemplos e experiências que vão além da noção de $uce$$o.
O músico precisa tratar as músicas cristãs não pela popularidade, mas pela excelência bíblica, estética e sonora. Desafio também é acreditar que músicos são apenas canais de Deus. Não são “super-ministros”, Levitas, ou redutos de unção. Precisam aprender a serem servos em outras áreas além da música, precisam ser peritos não só nas notas musicas, mas na leitura da palavra, no diálogo e participação com a sociedade, etc. O desafio envolve, da mesma forma, o fazer música no sentido de adoração buscando dar a melhor letra, o melhor arranjo, na busca de um novo cântico. Desafio é principalmente não se render aos fetiches do mercado - creio que para a igreja ser edificada através da música não é preciso tocar sempre o “sucesso do momento”; uma canção que contém verdades bíblicas jamais soará vazia, portanto tiremos essa responsabilidade de querer embriagar a igreja em sua totalidade com mantras que são apenas “mais do mesmo”, mas, do contrário, cantemos a verdade, o amor, a arte, sob os requisitos da excelência, sabendo que Deus sempre nos fará um canal.

04 - Muitos têm notado um processo de crescimento nos hemisfério sul, das antigas doutrinas da graça, conhecidas também por Calvinismo. Neste processo os jovens tem se destacado. O estágio atual das ferramentas da internet, como as redes sociais tem relação direta com isto? E quais a importância e os desafios dos blogueiros reformados diante deste processo?
Com certeza. Essa nova interface de comunicação nos proporciona contatos e influências que no mundo do real vivido durariam décadas. Hoje um simples blog de apologética, música ou arte cristã não vive estanque, isolado, mas chega rapidamente nas redes de twitter, facebook, orkut, myspace, etc., levando ideias, pensamentos e acima de tudo a Palavra de Deus - é o que fazemos comumente no nosso dia-dia, não é?
Um dos maiores desafios para os blogueiros é perserverar, nunca desacreditar no trabalho. Há quem subestime esse oficio, ou quem o minimize sua eficácia, mas não há dúvidas de que o blog é uma ferramenta que transforma que influencia, e edifica pessoas. Poderíamos citar vários casos... Eu sou um exemplo vivo!

05 - Gostaria que você nos falasse um pouco das dificuldades que você enfrentou na área acadêmica ao cursar um curso como o de história, e também que deixasse uma mensagem para os leitores deste blog que passam pelos mesmos desafios diariamente.
Entrei no curso de História no ano de 2001 e confesso que foi muito difícil neste início lidar com as ciências humanas em geral. Enquanto Santo Agostinho afirmava que o conhecimento nos aproximava de Deus eu percebia que aquilo tudo que eu lia, discutia em nada convergia com a Verdade defendida pela minha igreja. Levava anotações e dúvidas para o templo, mas as respostas não convenciam, a ponto que as ciências humanas acabavam por mais atraentes e presentes na minha política e social do que os estudos bíblicos sobre o tabernáculo ou escatologia. Sentia que na universidade havia o prazer pelo pensar, enquanto na igreja havia o prazer pelo reproduzir os conceitos prontos, fechados e nunca postos à mudanças (a saber uma Teologia engessada e muita tradição humana). Foi uma época de crise e desencontros.
Atualmente, trabalho com a área de História Cultural, e tem sido uma ótima experiência. Hoje, menos imaturo que a dez anos atrás, percebi que posso tirar proveito de muitos conceitos de filósofos, historiadores, sociólogos, etc. Contudo para que se tenha um curso prazeroso e saudável espiritualmente, é necessário fazer ajustes e pontes com as Verdades de Deus: quando Hegel entendia que sua dialética se movia por uma força idealista, o espírito, eu posso atribuir nitidamente isso ao que a Bíblia confirma sobre “Ele” como Senhor da história; as “relações de poder” de Foucault, as “representações” de Roger Chartier, por exemplo, são conceitos admissíveis até mesmo numa interpretação bíblica da humanidade. É isso que tenho feito, sem relativizar, claro, a Verdade.
Sugiro urgentemente aos que cursam algum curso das ciências humanas que leiam literaturas cristãs relacionadas a sua área. É de suma importância a defesa da fé de uma forma racional, lógica e inteligente – ser cristão é estar a frente do óbvio, é ver além das coisas. É isso que tenho tentado fazer e acredito piamente que é isso que Deus deseja: que sejamos agentes de transformação em todas as áreas da vida, e com certeza na área acadêmica.
Um abraço, e muito obrigado pela entrevista.

Antognoni Misael
@Artedechocar

Entrevista feita por Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

terça-feira, 8 de novembro de 2011

UMP Entrevista Especial: Pr. Robson Cruz


Depois de muitos contratempos, é com grande alegria que postamos o vídeo da entrevista com o Pr. Robson Cruz, da cidade de Macéio. Agradecemos aos Pastor pela disponibilidade e também aproveitamos para parabenizar todos que enviaram as perguntas e fizeram desta entrevista um momento de edificação. Deus abençoe a todos!


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UMP Entrevista: Banda Aeroilis


Banda Catarinese, com dez anos de estradas e belas composições que misturam melodias envolventes e letras com conteúdo introspectivo e cristão, Aeroilis é formada pelo quarteto Raphael Campos, Alan Wenning, Fernando Silveira e Arvid Auras. Conversamos com eles sobre a banda, seus projetos e suas convicções:

01 - Antes do início do AEROILIS, certamente vocês oraram, sonharam e idealizaram como tudo seria. Contem-nos como foi o começo de tudo e quais foram as maiores dificuldades e/ou dúvidas que se levantaram diante de vocês nessa fase inicial, que além de muito empolgante, deve vir acompanhada de muitos questionamentos.
(Raphael) Na realidade o início da banda não foi bem planejado ou idealizado. Tudo se deu de forma bem natural. Éramos um grupo de amigos, músicos, de longo tempo e tínhamos no gosto musical e na caminhada de fé o "algo em comum". Um dia marcamos pra fazer um som juntos. Foi esse o início da banda, sem muitas pretensões. Com a saída de dois amigos da banda, o Eduardo (baixista) em 2004 e o Fejaum (guitarrista) em 2008, entraram dois outros grandes amigos que foi o Alan e o Fi. Todos somos praticamente amigos de infância. Acredito que se estamos juntos até hoje é por causa do vínculo de amizade que temos. Nós nos divertimos muito quando tocamos e a banda se tornou o elo que une todos nós e nossas famílias. Quanto às dificuldades, foi difícil quando o Eduardo e o Fejão deixaram a banda. De vez em quando também rola alguns desentendimentos entre a gente, mas nada que não se resolva com uma rodada de café. Na verdade, não me recordo de grandes dificuldades com relação a banda, até porque sempre a colocamos em segundo plano nas nossas vidas. Cada um tem sua família e elas estão em primeiro lugar.

02 - Nas músicas de vocês é possível perceber de forma bem nítida que as composições são bastante introspectivas e subjetivas, soando quase sempre como um relato de experiências particulares transformadas em canções, e isso acaba por fazer com que outros se identifiquem com elas. Isto é feito de maneira proposital, por uma postura filosófica e teológica da banda, para alcançar pessoas que muitas vezes fogem do "evangeliquês", ou ocorre naturalmente, por uma questão de estilo de composição?
(Raphael) .  As nossas letras refletem a nossa verdade. Cada um da banda tem um estilo distinto de escrever. Acredito que nenhum da banda se sentiria confortável em utilizar uma linguagem de "estética gospel" ao compor, simplesmente porque não seria a verdade de ninguém da banda.  Não temos nada contra, porém não é assim que somos e não mudaríamos pra se enquadrar em um padrão de linguagem. Como nós tratamos a nossa música como arte e não temos compromisso em ter que vender cds em igrejas, nos sentimos livres pra escrever o que quisermos, sem obrigação de ter que agradar um segmento.  Por outro lado, como somos cristãos, nossas experiências de vida e de fé estarão inevitavelmente estampadas nas letras.


03 - Na comunidade oficial do orkut percebemos que entre as comunidades relacionadas estão as de Coldplay e Travis. A influência do rock britânico é perceptível no som de vocês, o que acaba criando uma sonoridade singular em nosso cenário musical. Em se tratando, da chamada música "secular", ainda temos um tabu de nosso meio evangélico, como vocês lidam com estas questões? Também compreendem que as manifestações musicais, são arte e assim revelam a graça comum de Deus?
(Raphael) O Rock britânico sempre foi uma das nossas fortes influências, realmente. Além desses, somos bastante influenciados pelo rock Americano e pelas bandas de rock Australianas. Em se tratando de ouvir música "secular", o problema do meio evangélico é que se criam essas "regras" do que  pode e do que não se pode fazer. Antigamente em algumas igrejas, não se podia assistir televisão porque era "pecado". Hoje em dia nessas mesmas igrejas, a tv já é liberada e não é mais pecado. É triste, porque essas regras só impedem que o cristão pare, pense e avalie o que realmente faz mal para si. Ora, se ouvir aquela música não vai te fazer mal nenhum, vai e ouça. Se ir ao cinema sábado a tarde não vai te fazer pecar, vai e assista o filme. Agora, se essas coisas te fazem pecar, então não ouça, não veja, não faça. Cada um avalie o que faz mal para si.

04 - Os grandes admiradores da banda não deixam de notar que um de seus maiores objetivos, senão o maior, é divulgar a palavra de Deus, vemos isso claramente em suas letras e também onde quero me deter, que é na atitude de disponibilizar os álbuns para download em vez de comercializá-los. Quais as pretensões da banda quanto a isso e seus motivos?
(Raphael) Disponibilizar o álbum para download gratuitamente foi a maneira que encontramos para divulgar as nossas canções, tendo em vista que não tínhamos uma distribuidora ou gravadora por trás para lançar esse disco. Porém, não temos nada contra a vender cd. Não tem nada de errado nisso e não somos contrários a isso. Inclusive estamos prensando para os próximos meses o cd físico do álbum "Nada Mais Além". Vamos lançar no formato SMD - (semi metalic disc) para baratear o custo final que vai ficar em torno de R$5,00. Porém o álbum continuará disponibilizado gratuitamente para download no site oficial da banda.


05 - Já vimos vocês falarem que têm de conciliar os trabalhos da banda com os seculares, por a banda ainda não dar condições de se dedicarem somente a ela. Como vocês lidam com isso mediante o crescimento do conhecimento do AEROILIS Brasil a fora e como a banda se vê situada hoje no cenário da música cristã nacional?
(Arvid) O Aeroilis quase sempre foi uma banda independente, acho que até por nossa postura de sempre ir um pouco contra a maré. Não só pelo fato de que nossos CD's foram gerados por recursos próprios, salvo o período intermediário que passamos pela gravadora Bompastor, mas por algumas particularidades acordadas desde o princípio da banda. Para exemplificar melhor, em 2001, praticamente todas as bandas cristãs tinham o nome com algum significado bíblico, escolhemos um que não tivesse essa conotação, por que em nossa concepção não seria o nome que nos faria uma banda cristã. Naquela época as letras das bandas seguiam um padrão, novamente optamos por outro caminho, falar de uma maneira mais reflexiva e poética, sem fazer uso do "evangeliquês", para podermos ir além do meio cristão. Em vários momentos fomos questionados e até criticados, mas por esse caminho conseguimos chegar a pessoas que gostam de música, mas que não tem contato com a igreja e também em outras pessoas que estão no meio cristão, mas que estão cansadas do "mainstream gospel". O porém disso tudo é que acabamos longe dos grandes eventos e rádios.
Como não podemos nos dar ao luxo de viver exclusivamente da música e somos meros mortais, que tem contas a pagar, temos que trabalhar mesmo, cuidar das nossas famílias e ainda achar tempo para a banda, é difícil, mas com 10 anos de banda acho que já estamos maduros quanto a isso.

06 - Acompanhamos com muita ansiedade o longo período para o lançamento do segundo trabalho da banda. Quando vocês anunciaram e o disponibilizaram para download no site oficial, postaram também algumas palavras emocionantes que pareciam retratar esse sentimento de realização de mais uma etapa de muito trabalho. Queria que vocês falassem aqui pra gente mais um pouco, até pra quem infelizmente não viu naquela oportunidade, sobre o que aquele momento representou pra vocês. E se a banda já tem novos projetos a caminho.
(Arvid) Cada CD é como se fosse um filho. Desde quando as primeiras músicas novas começam a surgir, as letras, quando começamos a discutir a linha que vamos trilhar, gravações, correr atrás de parcerias para fazer tudo acontecer, isso é às vezes cansativo e até um pouco desgastante, mas altamente recompensador.  Nossas famílias sempre foram nosso maior apoio, temos bons amigos, por isso podemos dizer que o CD do Aeroilis quando finalizado, não foi construído apenas pelo Raphael, Arvid, Alan ou Fi, mas por um grupo de pessoas que contribui de alguma forma para que aquilo seja uma etapa muito bem cumprida.
O álbum "Nada Mais Além", foi lançado primeiramente na internet e agora que irá sair a versão física, em SMD. A opção de liberar o CD foi para que um número maior de pessoas pudesse conhecer nosso trabalho, bem como a prensagem no formato SMD, baretando o custo para a venda, por que nós queremos dividir esse trabalho com o maior número de pessoas possível.
Pode ser que 2012 seja um bom ano para lançarmos um novo trabalho, mas não temos como afirmar com certeza.



07 - Que conselho a banda Aeroilis pode dar aos músicos novatos que se dedicam com amor a obra de Deus, mas, muitas vezes, passam dificuldades por falta de apoio dos levitas mais experientes?
Enviada por Zihane Twitter: twitter.com/zihane (e-mail: ziane_151@hotmail.com)
Igreja do Evangelho Universal de Sobral - CE

(Arvid) Tem uma frase em inglês que resume bem a situação: No pain, no gain. Se você não corre atrás, não se esforça não se dedica, dificilmente você conseguirá chegar onde almeja. O conselho que podemos dar é que os novos músicos tenham foco, sejam criativos, não tenham medo de sair do lugar comum e por fim, tenham uma autocrítica muito apurada.

08 - Pra terminar, vemos que vocês têm além do site oficial da banda a comunidade no Orkut, twitter, etc. Como vocês analisam o uso dessas ferramentas nos dias de hoje, bem como de blogs como esse, no meio evangélico. E queremos desde já, agradecer a disponibilidade da banda em nos atender, desejando que o nosso Deus ilumine cada vez mais o caminho do AEROILIS para que o Seu reino seja engrandecido cada vez mais através da vida e dedicação de vocês.

(Arvid) Atualmente as ferramentas da internet estão sendo muito bem utilizadas pelos artistas cristãos, até por que estamos chegando num nível de profissionalismo muito próximo ao do meio secular. Acho que a criatividade ainda é um desafio a parte no meio cristão, mas boas novidades tem surgido, como por exemplo as bandas Palavrantiga e a Tanlan.
Nós que agradecemos a oportunidade e o espaço. Aproveito o momento para convidar o pessoal a entrar em nosso site: www.aeroilis.com.br e a fazer o download completo de nossos dois CDs. Grande abraço a todos.


Entrevista feita por Everson Franklin
@eversonekarlla