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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Música na Igreja

 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. (Colossenses 3.16)

A discussão sobre a música na igreja e no culto é algo que sempre esteve nos debates da igreja. Não quero aqui bater o martelo sobre o assunto, pois há muitas variáveis envolvidas, mas podemos sim, iniciar um bom e saudável diálogo sobre o tema. Meu interesse aqui é partir de uma breve meditação sobre o texto acima a fim de aprendermos um pouco mais.

1) Paulo usa três termos distintos para falar sobre música entre os irmãos;

1.1) O termo SALMOS (Psalmos) deriva de uma palavra que significa tocar corda com os dedos . Indica os Salmos do Antigo Testamento (At 1.20; 13.33) (1 Co 14.26)

1.2) HINOS (Humnos) Um cântico de exaltação religiosa

1.3) CÂNTICOS (Ode) Poderia ser uma música sacra ou secular. Por isso a ênfase de Paulo em cânticos espirituais.

A ideia por trás dos três termos (SALMOS, HINOS E CÂNTICOS) enfatizam a diversidade de sons, ritmos e letras que podemos ter na igreja. Não há nenhuma referência bíblica que dê margem para se interpretar que apenas um tipo de música deva ser executada nos trabalhos da igreja. 

2) Paulo enfatiza o caráter pedagógico da música (INSTRUÍ-VOS)

Eis o papel fundamental da música. Não é de entreter, nem de amaciar o ego das pessoas, mas instruir as pessoas. Mas instruir em que? Ora, nós cristãos precisamos ser instruídos na verdade, que é a Palavra de Deus, para nossa santificação (Jo 17.17). Aí vem o papel daquilo que cantamos. As letras devem falar da verdade do evangelho. O que passar disso é fogo estranho. Ou seja, quem trabalha com a música na igreja deve buscar a sabedoria de Deus, instruir-se cada vez mais na Palavra de Deus. Quando Davi orientou os chefes dos levitas, para que estes escolhessem os músicos para o templo, estes escolheram homens sábios  e capazes, entre eles Asafe e Hemã (1 Cr 15.19). Sendo assim, cantar ou tocar na igreja não é para quem quer ou para quem acha isto bonito. Mas para quem Deus chama para este trabalho, vocaciona e para quem demonstra vontade  e zelo de servir ao Senhor com zelo e excelência, buscando aprimorar os dons dados pelo Espírito Santo. Vale ressaltar que esta orientação é válida para qualquer trabalho para o qual Deus vocacionar o crente, não apenas para a área de música na igreja. Tudo isto com o fim de glorificar a Deus, instruindo-nos mutuamente. 

3) A mensagem da música é muito forte

Não há ser humano que fique inerte ao ouvir uma música. Ela sempre gera as mais variadas emoções e sentimentos em nós. Desde a alegria extrema a uma euforia profunda, a música nos leva para dentro de um turbilhão de sensações incríveis. Pense num filme sem a sua trilha sonora. A gente quase sempre associa o filme á trilha e não o contrário. Paulo exorta os colossenses  a cantarem com gratidão em nossos corações. Gratidão a que? Ou a quem? Gratidão pelo que Ele é, pelo que faz, pela sua graça e misericórdia em nossas vidas. Assim, precisamos, para conhecer a este Deus, conhecer a sua Palavra, as Santas Escrituras. Quando agregamos a esta mensagem a força da música, estamos exaltando a Deus e colocando a música a serviço da Palavra. 

4) Enfim, para termos um norte, um direcionamento, devemos pensar na música sob os seguintes pontos:

1.A música deve ser centralizada em Deus. (Ex 20.3)
2.Deve promover uma visão elevada de Deus. (Ex 3.14)
3.Com ordem ( sob o controle do Espírito) (Jo 4.23) (1Co 14.40)
4. Conteúdo biblicamente saudável (2 Tm 3.16-17)
5. Promover a unidade da congregação (Sl 111.1)
6. Executada com excelência ( 1 Cr 15.22)
7. Prepara para a pregação do evangelho. (Cl 3.16)



Oremos pelos chamados por Deus para a música na igreja. 
Deus nos abençoe

Presb. Cícero da Silva Pereira




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cancelamento da promessa: o $how Parou!



                Nesse dias, alguns dos site de notícias do meio evangélico, noticiaram que o Festival Promessas foi cancelado e que todos os premiados no Troféu Promessas receberão seus prêmios (troféu) pelo correio em suas casas. O festival estava marcado para acontecer quarta-feira, dia 13 de novembro no Teatro Oscar Niemeyer (Niterói – RJ).
                O site noticias.gospelprime.com.br indica que alguns dos possíveis ganhadores já haviam comprado passagem para ir ao Rio de Janeiro. Ainda cita que a GEO Eventos, produtora das Organizações Globo, vai encerrar suas atividades no com um dívida maior que R$ 60 milhões.
                Há quem afirme que o aquecimento do mercado de shows no Brasil, fez com que algumas produtoras tivessem prejuízos e no final de tudo, aquela velha história de que alguns shows não renderam o que era esperado somado os ingressos de meia entrada e os cambistas encarecem os custos.

                Sem querer fomentar discussões mais profundas sobre a área de eventos, a igreja evangélica brasileira foi quem realmente ganhou: Um festival onde alguns dos principais artistas cantam/compõem canções que passam longe da Bíblia, Pastores e “Pastoras” Superstars que vendem um evangelho diluído e causam vergonha alheia com declarações na mídia são apenas algumas das coisas que nos livramos por hora. Oremos para que no ano que vem, nem o troféu exista mais. 




                       Outro fato, esse inegável, é que a Rede Globo investiu alto na música evangélica nos últimos anos, crendo talvez em um retorno para a GEO Eventos que já vinha cabaleando das pernas há algum tempo. No fim das contas, as nossas orações fizeram efeito: $HOW PAROU!

Sem mais

Felipe Medeiros
www.facebook.com/felipealexandremedeiros
felipealexandremedeiros@outlook.com
ask.com/felipealexmedeiros

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dias Melhores: Um anseio presente em Habacuque, Asafe e Jota Quest.

Todo dia ligamos a TV e vemos bandidos invadindo casas, adolescentes matando pessoas á sangue frio e políticos corruptos que roubam todo o dinheiro da nação e enriquecem suas contas bancárias, enquanto milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema. E nos últimos dias estamos também sendo comovidos pela situação em que se encontra a Síria. Milhares de pessoas mortas, entre elas muitas crianças. É realmente um retrato horrível do nosso planeta. E é sempre em meio á essas situações que vem as perguntas: “Onde está Deus?” “Deus não está vendo isso?”.


Com certeza muito de nós já nos fizemos esta pergunta. Inclusive o “Ateu” as usa para negar a existência do mesmo! Mas, e qual a resposta? Por que um Deus tão justo e bom permite tanto sofrimento e injustiça no mundo? 


Para nos ajudar em meio á todos esses dilemas temos, é claro, a Bíblia Sagrada, que é apta para instruirmos em toda boa obra. Vou mostrar dois casos Bíblicos em que ao olhar para injustiça do mundo pessoas fizeram essas mesmas perguntas, e qual foi a reposta que receberam de Deus. Visto que Deus não muda, a resposta valerá para nós também!


O livro de Habacuque é o principal retrato dessa injustiça predominante no mundo, pois o período em que o profeta viveu foi marcado por grande degradação moral do povo de Israel. E no primeiro capítulo de seu livro Habacuque faz a seguinte pergunta a Deus: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?” Habacuque 1:2

E a resposta do Senhor está no capítulo 2, quando Ele diz: “O justo viverá pela fé.” Deus estava dizendo para Habacuque esperar pela justiça de Deus, que com certeza virá! O profeta deve viver em meio ás injustiças confiante que o Seu Deus um dia porá tudo à vista, e não deixará nenhum mal impune! Isso é viver pela fé!


No Salmo 73, Asafe se encontra na mesma situação, e diz ter quase tropeçado na fé ao invejar a prosperidade dos ímpios. O Salmista via homens exploradores, que passavam por cima de tudo e de todos para ter o que eles queriam, que roubavam e matavam, mas ainda assim, conseguiam se dar bem na vida. Ele os via como os intocáveis, que nunca seriam castigados pelo que fizeram, pois via muitos deles chegarem ao final de suas vidas impunes. Mas a partir do versículo 17, um novo panorama surge, o músico afirma que ao entrar no santuário do Senhor entendeu qual seria o fim deles e qual seria o seu. Ai então ele se alegra no Senhor, pois ainda que sua carne desfalecesse o Senhor era sua porção que ele teria eternamente. Diferente dos ímpios que prosperaram na carne, mas vão desfrutar de uma terrível eternidade distantes de Deus, onde o sofrimento é para sempre! E no último verso ele diz: “Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras.” Salmos 73:28

Asafe repetiu as palavras de Habacuque. Por nossa confiança no Senhor é viver por fé! Ou seja, o segredo de enfrentarmos esse mundo, com todas as suas maldades e injustiças é um só: Viver por fé!
  

A verdade é que Deus não responde essas perguntas. Sabemos que ele permite tudo o que acontece, e que até mesmos a injustiça coopera para nosso bem! (Rm 8.28) Mas ele não nos deixa sem norte, ele nos ensina como enfrentar essas situações. Não devemos contestar a Deus e seus propósitos. Mas viver por fé!

Assim como Habacuque, também vivemos dias de grande depravação moral em nossa sociedade, que por acaso parece ficar pior a cada hora que se passa. Da mesma forma que acontecia na época de Asafe, os ímpios ainda prosperam à custa dos pobres, e na maioria das vezes são vistos como intocáveis, que nunca serão punidos. Temos por exemplo o mensalão. Muitos são condenados, declarados publicamente culpados de roubar á nação, mas nenhum vai preso. E não chegam nem a perderem seus mandatos. Enquanto isso nós pensamos: “Eles nunca vão ser punidos!” Eu não tenho mais esperança que eles paguem pelo que fizeram!” Mas esse não deve ser o pensamento Cristão. Nós devemos entender que embora eles possam prosperar nessa vida, e nunca serem punidos enquanto vivos, o grande julgamento os aguarda, onde todas as suas obras más serão expostas e a Ira de Deus de manifestará contra toda impiedade e injustiça.

Mas onde entra Jota Quest nessa história? Essa banda de pop rock nacional entendeu bem qual é o nosso lado da moeda. E como devemos nos portar em meio a um mundo tão cruel e desigual. Em uma música maravilhosa composta por eles, podemos ver a esperança no coração humano de que um dia toda injustiça acabará e teremos dias melhores para sempre. Isso é viver por fé! Exemplo claro que de Graça comum de Deus presente na letra desta linda canção. 


Então façamos coro a Jota Quest, fitemos nossos olhos em Cristo, prosseguindo em nossa carreira Cristã, e cantando alegre e confiadamente: “Vivemos esperando, o dia em que seremos para sempre. Vivemos esperando: Dias melhores para sempre!”. 

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...



Guilherme Barros
Facebook: https://www.facebook.com/GuilhermeBarroos

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Música Viciada e Mantra Traduzido: É Isso que Chamam de Boa Música Cristã?

Faz tempo que não ouço a música denominada Gospel. Muito embora o meu repertório seja bastante eclético, passeando do Tango ao Reggae, do Samba ao Jazz, confesso que quando o assunto é música cristã (ou para muitos, Música Gospel) eu continuo a me deleitar dos mesmos discos de antigamente, com exceção de algumas novidades que por meio de pesquisa acabo descobrindo.

Como ainda trabalho na área musical na comunidade em que congrego, e esporadicamente tenho visitado algumas igrejas no Estado em que vivo, percebo o quanto os repertórios musicais são praticamente iguais quando se chega ao tal momento de louvor.

Ultimamente visitei várias igrejas, dentre elas batistas, presbiterianas, pentecostais, congregacionais e assisti até cultos “On Line” em tempo real, de igrejas neopentecostais. Com raras exceções de momentos específicos onde se cantava uma canção do “Hinário antigo” o restante da parte musical foi bastante recheada daquelas canções que tem o incrível poder de: ou encharcar o irmão da fumaça e o levá-lo ao “Santo dos Santos” em delírios, embora pessoais, mas esquisitos; ou perfurar a mente alheia com notas musicais que se repetem eternamente a ponto de a letra cantada ser o que menos chama atenção diante do tamanho incômodo – mantra melódico “apelacional”.

Para um leigo musical, tudo bem. Ele pode até adorar ao ouvir aquele mantra, e pode até compreender o conteúdo da canção, caso esta não objetive apenas tirar o pé do chão. Mas, pra quem não pretende viver na mediocridade, e que há anos vem acompanhando esta ‘involução’ musical midiática, não é tão simples ver tamanha pobreza musical e achar tudo normal.

Nas minhas impressões, suposições, ou coisa do tipo, imagino que alguns grupos musicais, após levarem puxões de orelhas de suas lideranças quanto ao conteúdo teológico das canções, têm sido mais prudentes em relação a este item. Mas, venhamos e convenhamos, ainda acho que apenas observar a qualidade do conteúdo não quer dizer que a coisa está resolvida.

Os grandes estudiosos da música elencam que é necessário que haja uma relação equilibrada entre forma e conteúdo – como por exemplo, cantar uma letra que fala de alegria numa base harmônica tensa, com ritmo down deixa a coisa contraditória não é? Veja aonde quero chegar: a forma em muitos casos tem suprimido o conteúdo, acredite! Sabe aquela história que, de ‘tanto ouvir ruído do ventilador, nem o percebi enquanto lia um livro’, ou ‘de tanto gritarem ininterruptamente nem entendi o que diziam’? – João Alexandre chamou isso que tentei discorrer de “Meras Repetições”.

Talvez você discorde de tudo que escrevi, ou a trate como irrelevante, tudo bem, esse é um direito seu, já que tratamos com um pouco de subjetividade, no entanto, enquanto músico, micro-pesquisador, e com sinceras motivações para a área musical e artística cristãs, sonho ainda que os nossos ajuntamentos comunitários sejam repletos de autenticidade, simplicidade e criatividade – com equilibrio entre forma e conteúdo.

Diante deste tema, o que tenho notado é um certo despercebimento da Verdade cantada em virtude desta estar atrelada a uma relação pobre (quando viciada) entre forma e conteúdo. Diretamente ligado a esta problemática, diagnosticamos como uma das causas, a “febre” das canções traduzidas (de preferências originadas do grupo Hillsong – que não tenho nada contra) e “estouradas” nos repertórios das estrelas do Gospel.

Traduzindo, o que discorri em termos mais práticos vejamos abaixo:

- Faça o seguinte, pegue aquela sequencia de quatro acordes: D | A | Bm | G | + um “Loop melódico” (de preferência do Hillsong) + letra traduzida e com repetição de poucas palavras no refrão + Compasso 4/4 + metrônomo 70 + Ritmo de Balada + Voz genérica + frases introdutórias sobre qualquer besteirol + uma guitarra rotativa com 123 repetições de notas agudas e…Booommm.

Olha só, esta forma tem feito mais gente chorar e se arrepiar do que as verdades eternas de Deus lidas e pregadas. Numa outra direção, esta forma também tem desacostumado a igreja local a se relacionar com outras concepções musicais.

Meu discurso não é segmentador. Não tenho nada contra uma canção que contenha os elementos citados acima, mas tenho tudo contra o vício da forma. Ou não foi o que ocorreu quando surgiram milhares de “Anas Valadetes” ministrando louvores nos domingos a noite pelo Brasil? Não tem como discordar que o encantamento pela forma, modelo (na maioria das vezes assediada pela mídia), muitas vezes arranca de nossa comunidades a autenticidade e liberdade musical e artística.

Não quero ser generalizador. Mas, diante dos desencontros que mencionei entre forma e conteúdo, da mediocridade musical e do vício da forma, somos nós que temos o dever de tentar mudar, pelo menos a nível local esta situação.

Líderes de igrejas:

- Estimulem seus músicos a estudarem música

- Sugiram repertórios ecléticos que abarquem toda uma diversidade de estilos e ritmos

- Ensinem sobre o as utilidades da música no culto: contrição, exaltação, comunhão, celebração, descrição, etc.

- Apresentem um panorama da música cristã brasileira

- “Des-viciem” a ideia da Gospel midiático

- Digam sobre a importância da consciência teológica na canção cristã

- “Des-levitem” o efetivo de músico e esclareçam o que de fato significa adorador

- Conscientizem para se faça arte com excelência

São algumas breves  sugestões que faço, com amor e temor.

Antognoni Misael
Publicado Originalmente em: http://www.artedechocar.com/2013/08/musica-viciada-mantra-raduzido-e-isso-que-chamam-de-boa-musica-crista/#comment-3750

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 22 de abril de 2013

UMP INDICA: A Poesia Caminha, Histórias de Viagens por Cidades e Sonhos (Gladir Cabral e Jorge Camargo)


Estava me segurando pra fazer essa indicação mais tarde, mas não consegui. Este é o novo trabalho em parceria de Gladir Cabral e Jorge Camargo. A POESIA CAMINHA, HISTÓRIAS DE VIAGENS POR CIDADES E SONHOS, faz um percurso maravilhoso pela história, pelos ritmos de cidades muito conhecidas como Rio, Londres, Havana, e até uma passagem pelas famosas Pasárgada, em citação a Manuel Bandeira e a maravilhosa  Nárnia de C.S. Lewis. Boa música e poesia em alto nível de dois dos maiores músicos brasileiros da atualidade. 

A obra está disponível na livraria cultura, através do link

Veja a capa do disco:
Assista ao Teaser do trabalho

Não custa nada lembrar que em Agosto, Gladir estará conosco na comemoração dos 20 anos da UMP da IV. Todos mais que convidados.

Presb. Cícero da Silva Pereira


segunda-feira, 4 de março de 2013

UMP Indica: Dominic Balli


Dominic Balli é uma banda de Santa Bárbara / Los Angeles, EUA. E desde o lançamento do seu primeiro EP em 2006 têm sido sucesso no gênero. Dominic Balli procura fazer uma fusão do reggae, rock e hip hop. Trazendo uma roupagem inovadora e interessante. Essa fusão de gêneros trás a musicalidade dele mais pra perto da nossa brasilidade. Pois, assim como a música brasileira, o Dominic trás uma proposta dessa mescla de estilos.

O que mais chama atenção nas cansões do Dominic, apesar de toda qualidade artística e musical, são as suas letras voltadas para a reconciliação e louvor a Deus. Tendo uma cosmovisão cristocêntrica e que remetem o pensamento à cruz.

"Por todo o mundo você pode senti-lo mover
Agitando fundações, acordando nações
Escute o som, você pode ouvi-lo chamando
Não importa os gravetos e pedras
O amor é mais forte"

Em uma de suas canções há a participação de Nengo Vieira, que já tocou juntamente com nomes como Tribo de Jah, Edson Gomes, Lazzo, dentre outros. E que, na década de 80, tornou-se usuário de maconha e conheceu Bob Marley.
Tendo sido convertido ao cristianismo no ano de 1994. Trata-se da canção “Favela”

“Por que choras favela
Porque falta o pão
Se te faltou a água
Não te falta o perdão
Como a luz da criança
Tua esperança chegou
Vem brilhar sol da liberdade do amor”

Para quem gosta de uma boa música cristã, é uma boa pedida. Uma arte voltada para a glória somente a Deus e que vem restaurando vidas com a palavra de Deus contida em suas letras.
“A musica para mim é uma expressão, um suporte, uma maneira de viver, um retrato do que esta acontecendo dentro do meu coração, mente, e de minha vida.” Dominic Balli.

Walisson Alves


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

UMP INDICA: Salmo 40 (U2)

A indicação de hoje é musical e bíblica, ainda que "secular", usando com todas as ressalvas possíveis. Pois no encerramento da turnê 360º, a banda irlandesa U2 brindou a todos nós com uma bela versão do Salmo 40, dando um banho de conteúdo bíblico em uma severa porção da música gospel.

São momentos como estes que fazem as divisões artificiais, do sagrado e secular, se dissolveram diante da amalgama musical. A arte e o belo unem-se ao conteúdo imante das escrituras e nos apresentam um espetáculo estético, que glorifica a Deus. Aprecie este canção e seja abençoado. 

Aqui está o link do vídeo. Deus o abençoe:



Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

UMP Indica: Tanlan


A UMPdaQuarta hoje traz uma banda gaúcha que como tantas aqui já citadas vêm caminhando na contra mão do "tudo previsível." Essa é a Banda Tanlan.

Uma levada inteligente e digna de comparação ao bom pop rock britânicas, com letras que tentam mostrar um Cristianismo poético e profundo, coisa rara no cenário brasileiro.

Tanlan vem lançando seu mais novo trabalho intitulado "Um Dia a Mais", e é assim que o seu vocalista define esse novo trabalho:
“'Um dia a mais' é uma nova chance de recomeçar. De perdoar. De ter esperança. De fazer tudo certo. E assim a gente vai vivendo o melhor da vida que Deus criou para ser vivida, um dia de cada vez. Também nada acontece na vida como que por mágica. Tudo é reflexo de uma caminhada, em que tropeçamos, caímos, mas sempre nos levantamos. Um dia após o outro, buscando sermos melhores. Porque o nosso alvo é um ser perfeito."

Ouvindo a banda conseguimos notar uma nítida aparência na poesia cantada pelo a Banda mineira Palavra antiga. Que não fica só na subjetividade já que a ultima canção, vaidade, traz a participação de marcos Almeida.

O vocalista Zé Bruno, da banda resgate, assim publicou sobre a Banda Tanlan:
"Parabéns aos novos diferentes que mantém a alegria de sentir que o vinho pode ser novo todo dia em todos os sentidos."

Fica a Dica:


Walber Arruda

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A orquestra de Veneza


Conta-se a estória de uma orquestra que se apresentava num velho teatro da cidade de Veneza. Apesar do som harmonioso, pouquíssimas pessoas assistiam aquelas apresentações. Mesmo com o som harmonioso e a excelente qualidade dos músicos, muitas vezes apenas funcionários do edifício os acompanhavam no espetáculo. Percebia-se que a cada exibição pouco a pouco os integrantes do grupo iam perdendo o prazer de tocar. E alguns chegaram a abandonar o grupo.

O que há de errado com a nossa música que as pessoas não querem ouvi-las? Eles mesmos se interrogavam.

Certo dia o regente daquela orquestra resolveu levar o conjunto musical para apresentar-se numa praça que havia em frente ao teatro. De início os seus integrantes resistiram àquela ideia.

Uma praça não é o lugar ideal para tocarmos as nossas sinfonias, e além do mais, as pessoas deste lugar não apreciam a verdadeira música, diziam alguns.

Até que com muita insistência o maestro conseguiu convencer-lhes: Será apenas uma única vez e basta.

Até que chega o dia marcado.

Fazia uma linda tarde em Veneza. Quando aquela orquestra começou a tocar os seus instrumentos, de forma magistral e encantadora o som misturava-se ao dos pássaros que sobrevoavam aquele lugar, as árvores pareciam acompanhar cada nota entoada. Até o vento suavemente cantarolava. Aos poucos as pessoas foram se aproximando. Jovens, velhos e crianças, se exprimiam. Todos queriam ouvir aquelas lindas canções.

Ao final da apresentação os ouvintes aplaudiram de forma entusiástica.

Queremos ouvi-los mais vezes. Onde podemos vê-los novamente? Perguntavam.

Apresentamo-nos todos os fins de semana no teatro da cidade - Avisou-lhes o regente.

Surpreso um ouvinte exclamou: Mas porque não nos avisaram antes. Se soubéssemos o que faziam naquele teatro certamente já teríamos acompanhado-os a tempo.

Desde então uma verdadeira multidão como nunca houvera antes se reunia a cada espetáculo daquela orquestra. Era inacreditável ver como aquelas músicas traziam paz e alegria aos corações dos moradores daquela cidade.

Veneza nunca mais foi à mesma desde que descobriram a beleza da música. 


Ericon Fábio
Um missionário que sonha com uma igreja que sai e transmite seu som da esperança à céu aberto.