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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um Canto na Noite

“Deus meu Criador, que inspira canções durante a noite”,

Jó 35:10

Qualquer homem pode cantar durante o dia. Quando nosso cálice transborda, toda a inspiração deriva dali. Quando as riquezas abundam à sua volta, qualquer homem pode louvar ao Deus das grandes colheitas. É muito fácil para uma harpa Aeoliana emitir musica quando os ventos sopram de feição – a dificuldade será apenas quando os ventos são inconstantes e imprecisos. É fácil cantar sempre que pudermos ler as notas em plena luz do dia. Mas todo aquele que é experimentado canta mesmo quando nem um raio de luz existe para o deixar ver as notas, pois lê no seu coração.

Nenhum homem pode fazer uma música pela calada da noite por ele mesmo. Pode até tentar, mas logo descobrirá que uma canção noturna para sair bem, terá de ser divinamente inspirada. Que todas as coisas corram bem e poderei tecer musicas umas atrás das outras. Depois poderei ir cantarolá-las e compilá-las quando estiver perto das flores dum certo caminho. Mas coloquem-me num deserto áspero, onde nada de verde existe e com que compilarei um hino para o meu Deus ainda? Como poderá um mero mortal tecer uma coroa para o Senhor onde não existem jóias? Apenas que sua voz seja clara e seu corpo cheio de saúde e terá como cantar louvores a Deus.

Silenciem minha língua, coloquem-me numa cama de angústias: como poderei entoar ainda uma melodia de louvor a menos que Ele próprio seja o tema e me dê a musica? Não, não está no poder do homem cantar quando tudo lhe corre mal, a menos que uma brasa do altar lhe toque os lábios.

É uma música divina a qual Habacuque cantou, quando pela noite entoou: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. (18) Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”, Hab.3:17-18. Assim, porque nosso Criador nos dá a melodia pela calada da noite, vamos esperar pela oferta da música. Ó Tu, Maestro de nossa melodia, que nunca permaneçamos sem música em nossos corações por causa da aflição, mas afina nossas cordas numa melodia de agradecimento.

Spurgeon
Postado em: http://www.charleshaddonspurgeon.com/2011/11/um-canto-na-noite-c-h-spurgeon.html

Walber Arruda

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Música na Igreja

 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. (Colossenses 3.16)

A discussão sobre a música na igreja e no culto é algo que sempre esteve nos debates da igreja. Não quero aqui bater o martelo sobre o assunto, pois há muitas variáveis envolvidas, mas podemos sim, iniciar um bom e saudável diálogo sobre o tema. Meu interesse aqui é partir de uma breve meditação sobre o texto acima a fim de aprendermos um pouco mais.

1) Paulo usa três termos distintos para falar sobre música entre os irmãos;

1.1) O termo SALMOS (Psalmos) deriva de uma palavra que significa tocar corda com os dedos . Indica os Salmos do Antigo Testamento (At 1.20; 13.33) (1 Co 14.26)

1.2) HINOS (Humnos) Um cântico de exaltação religiosa

1.3) CÂNTICOS (Ode) Poderia ser uma música sacra ou secular. Por isso a ênfase de Paulo em cânticos espirituais.

A ideia por trás dos três termos (SALMOS, HINOS E CÂNTICOS) enfatizam a diversidade de sons, ritmos e letras que podemos ter na igreja. Não há nenhuma referência bíblica que dê margem para se interpretar que apenas um tipo de música deva ser executada nos trabalhos da igreja. 

2) Paulo enfatiza o caráter pedagógico da música (INSTRUÍ-VOS)

Eis o papel fundamental da música. Não é de entreter, nem de amaciar o ego das pessoas, mas instruir as pessoas. Mas instruir em que? Ora, nós cristãos precisamos ser instruídos na verdade, que é a Palavra de Deus, para nossa santificação (Jo 17.17). Aí vem o papel daquilo que cantamos. As letras devem falar da verdade do evangelho. O que passar disso é fogo estranho. Ou seja, quem trabalha com a música na igreja deve buscar a sabedoria de Deus, instruir-se cada vez mais na Palavra de Deus. Quando Davi orientou os chefes dos levitas, para que estes escolhessem os músicos para o templo, estes escolheram homens sábios  e capazes, entre eles Asafe e Hemã (1 Cr 15.19). Sendo assim, cantar ou tocar na igreja não é para quem quer ou para quem acha isto bonito. Mas para quem Deus chama para este trabalho, vocaciona e para quem demonstra vontade  e zelo de servir ao Senhor com zelo e excelência, buscando aprimorar os dons dados pelo Espírito Santo. Vale ressaltar que esta orientação é válida para qualquer trabalho para o qual Deus vocacionar o crente, não apenas para a área de música na igreja. Tudo isto com o fim de glorificar a Deus, instruindo-nos mutuamente. 

3) A mensagem da música é muito forte

Não há ser humano que fique inerte ao ouvir uma música. Ela sempre gera as mais variadas emoções e sentimentos em nós. Desde a alegria extrema a uma euforia profunda, a música nos leva para dentro de um turbilhão de sensações incríveis. Pense num filme sem a sua trilha sonora. A gente quase sempre associa o filme á trilha e não o contrário. Paulo exorta os colossenses  a cantarem com gratidão em nossos corações. Gratidão a que? Ou a quem? Gratidão pelo que Ele é, pelo que faz, pela sua graça e misericórdia em nossas vidas. Assim, precisamos, para conhecer a este Deus, conhecer a sua Palavra, as Santas Escrituras. Quando agregamos a esta mensagem a força da música, estamos exaltando a Deus e colocando a música a serviço da Palavra. 

4) Enfim, para termos um norte, um direcionamento, devemos pensar na música sob os seguintes pontos:

1.A música deve ser centralizada em Deus. (Ex 20.3)
2.Deve promover uma visão elevada de Deus. (Ex 3.14)
3.Com ordem ( sob o controle do Espírito) (Jo 4.23) (1Co 14.40)
4. Conteúdo biblicamente saudável (2 Tm 3.16-17)
5. Promover a unidade da congregação (Sl 111.1)
6. Executada com excelência ( 1 Cr 15.22)
7. Prepara para a pregação do evangelho. (Cl 3.16)



Oremos pelos chamados por Deus para a música na igreja. 
Deus nos abençoe

Presb. Cícero da Silva Pereira




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Porquê de não Cantar Música Católica em Culto Evangélico


Assim como os evangélicos, os católicos há muito tempo cantam. Na verdade, a música sacra sempre fez parte da ICAR em sua liturgia. Paulo, em Efésios 5.19 e em Colossenses 3.16, já encorajava os cristãos a usarem salmos, hinos e cânticos espirituais como forma de ensino e de gratidão. Então vemos que o uso da música é antigo, bem mais antigo do que a ICAR ou o Protestantismo, era também bastante presente no meio Judaico.

A música no meio cristão sempre foi uma forma de proclamação da fé e embora a música sacra católica fosse proferida em latim, ela nunca esteve ausente, embora não fosse popular. No meio evangélico, a música foi popularizada no início do século XIX, nos EUA, tendo origens no blues e jazz, a chamada música gospel, crescendo e ganhando espaço até hoje. Já a música católica, se popularizou em meados do século XIX, após o concílio do Vaticano II, solidificando o movimento carismático. A música popular católica, surgiu como resposta ao mercado predominantemente protestante.

A popularização e o fortalecimento da música de cunho religioso, proporcionou a chegada de maior quantidade e qualidade nos lares de nosso país. Nesse sentido, católicos, por suas poucas composições, usavam em suas liturgias muitas músicas protestantes, mas a recíproca não era verdadeira. A música protestante, por seu maior volume, não perdia seu lugar, até a chegada mais enfática da música popular católica em 1998, com o Padre Marcelo Rossi. Pela crescente qualidade, as músicas produzidas pela renovação carismática tem alcançado não apenas a sua religião, mas também tem chegado aos templos evangélicas. Disto surgem os debates sobre fato de ser lícito ou não, inserir algumas das músicas católicas em suas liturgias de culto.

Mas realmente é aconselhável o uso dessas músicas em cultos evangélicos? A resposta é não! Vejamos alguns porquês:

● O primeiro problema com a música católica reside na cosmovisão que possui a religião do compositor. A música é um influente meio para qualquer se expressar a ideologia e por consequência, atrair a atenção. Em uma geração que é mais guiada pelo que ouve do que pelo que lê na Bíblia é importante proteger a comunidade local de tais músicas e de sua possível influência.

● Os autores não deixaram de ser católicos, por isso defender os dogmas do catolicismo, que bem sabemos, estão demasiadamente distantes das verdades bíblicas. Alguns dos dogmas (decisão ou opinião absoluta) antibíblicos não são claramente expostos, mas estão presentes. Por exemplo, a divindade, a permanência da virgindade e assunção ao céu em corpo e alma de Maria, presente na música “linda menina” da banda Rosa de Saron.

● O fato das músicas serem compostas e gravadas por grupo católicas, tais músicas representam o segmento católico, logo, quando os protestantes cantam em seus cultos músicas católicas, faz-se uma associação de forma que em muitos casos, cria-se a ideia de que não existe nenhuma diferença entre catolicismo e o protestantismo. O ecumenismo é uma mácula que deve ser evitada e combatida.

Embora alguns dos cânticos e hinos entoados pelo segmento católico, como salmos, por exemplo, sejam verdades bíblicas, “Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! entrará no reino dos céus” (Mateus 7. 21). É necessário por todos esses pontos citados acima (e alguns outros não citados), tomar cuidado e levar em consideração que nem toda piedade é sincera e agradável a Deus, pois “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3.5).

Por fim, mesmo que a música seja boa, contenha passagens e verdades bíblicas, creio que o meio protestante não precisa de nenhuma música católica. Embora estejamos em uma época que temos de analisar tudo, mesmo aqueles compositores que se dizem protestantes, ainda temos boa música, bíblica e centrada na palavra de Deus. Temos de considerar que até certas músicas ditas evangélicas (gospel) não cabem em um culto, por conterem desvios bíblicos sérios, quanto mais músicas de uma outra religião, como a música católica. Os fins não justificam os meios.


Felipe Medeiros

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Música Viciada e Mantra Traduzido: É Isso que Chamam de Boa Música Cristã?

Faz tempo que não ouço a música denominada Gospel. Muito embora o meu repertório seja bastante eclético, passeando do Tango ao Reggae, do Samba ao Jazz, confesso que quando o assunto é música cristã (ou para muitos, Música Gospel) eu continuo a me deleitar dos mesmos discos de antigamente, com exceção de algumas novidades que por meio de pesquisa acabo descobrindo.

Como ainda trabalho na área musical na comunidade em que congrego, e esporadicamente tenho visitado algumas igrejas no Estado em que vivo, percebo o quanto os repertórios musicais são praticamente iguais quando se chega ao tal momento de louvor.

Ultimamente visitei várias igrejas, dentre elas batistas, presbiterianas, pentecostais, congregacionais e assisti até cultos “On Line” em tempo real, de igrejas neopentecostais. Com raras exceções de momentos específicos onde se cantava uma canção do “Hinário antigo” o restante da parte musical foi bastante recheada daquelas canções que tem o incrível poder de: ou encharcar o irmão da fumaça e o levá-lo ao “Santo dos Santos” em delírios, embora pessoais, mas esquisitos; ou perfurar a mente alheia com notas musicais que se repetem eternamente a ponto de a letra cantada ser o que menos chama atenção diante do tamanho incômodo – mantra melódico “apelacional”.

Para um leigo musical, tudo bem. Ele pode até adorar ao ouvir aquele mantra, e pode até compreender o conteúdo da canção, caso esta não objetive apenas tirar o pé do chão. Mas, pra quem não pretende viver na mediocridade, e que há anos vem acompanhando esta ‘involução’ musical midiática, não é tão simples ver tamanha pobreza musical e achar tudo normal.

Nas minhas impressões, suposições, ou coisa do tipo, imagino que alguns grupos musicais, após levarem puxões de orelhas de suas lideranças quanto ao conteúdo teológico das canções, têm sido mais prudentes em relação a este item. Mas, venhamos e convenhamos, ainda acho que apenas observar a qualidade do conteúdo não quer dizer que a coisa está resolvida.

Os grandes estudiosos da música elencam que é necessário que haja uma relação equilibrada entre forma e conteúdo – como por exemplo, cantar uma letra que fala de alegria numa base harmônica tensa, com ritmo down deixa a coisa contraditória não é? Veja aonde quero chegar: a forma em muitos casos tem suprimido o conteúdo, acredite! Sabe aquela história que, de ‘tanto ouvir ruído do ventilador, nem o percebi enquanto lia um livro’, ou ‘de tanto gritarem ininterruptamente nem entendi o que diziam’? – João Alexandre chamou isso que tentei discorrer de “Meras Repetições”.

Talvez você discorde de tudo que escrevi, ou a trate como irrelevante, tudo bem, esse é um direito seu, já que tratamos com um pouco de subjetividade, no entanto, enquanto músico, micro-pesquisador, e com sinceras motivações para a área musical e artística cristãs, sonho ainda que os nossos ajuntamentos comunitários sejam repletos de autenticidade, simplicidade e criatividade – com equilibrio entre forma e conteúdo.

Diante deste tema, o que tenho notado é um certo despercebimento da Verdade cantada em virtude desta estar atrelada a uma relação pobre (quando viciada) entre forma e conteúdo. Diretamente ligado a esta problemática, diagnosticamos como uma das causas, a “febre” das canções traduzidas (de preferências originadas do grupo Hillsong – que não tenho nada contra) e “estouradas” nos repertórios das estrelas do Gospel.

Traduzindo, o que discorri em termos mais práticos vejamos abaixo:

- Faça o seguinte, pegue aquela sequencia de quatro acordes: D | A | Bm | G | + um “Loop melódico” (de preferência do Hillsong) + letra traduzida e com repetição de poucas palavras no refrão + Compasso 4/4 + metrônomo 70 + Ritmo de Balada + Voz genérica + frases introdutórias sobre qualquer besteirol + uma guitarra rotativa com 123 repetições de notas agudas e…Booommm.

Olha só, esta forma tem feito mais gente chorar e se arrepiar do que as verdades eternas de Deus lidas e pregadas. Numa outra direção, esta forma também tem desacostumado a igreja local a se relacionar com outras concepções musicais.

Meu discurso não é segmentador. Não tenho nada contra uma canção que contenha os elementos citados acima, mas tenho tudo contra o vício da forma. Ou não foi o que ocorreu quando surgiram milhares de “Anas Valadetes” ministrando louvores nos domingos a noite pelo Brasil? Não tem como discordar que o encantamento pela forma, modelo (na maioria das vezes assediada pela mídia), muitas vezes arranca de nossa comunidades a autenticidade e liberdade musical e artística.

Não quero ser generalizador. Mas, diante dos desencontros que mencionei entre forma e conteúdo, da mediocridade musical e do vício da forma, somos nós que temos o dever de tentar mudar, pelo menos a nível local esta situação.

Líderes de igrejas:

- Estimulem seus músicos a estudarem música

- Sugiram repertórios ecléticos que abarquem toda uma diversidade de estilos e ritmos

- Ensinem sobre o as utilidades da música no culto: contrição, exaltação, comunhão, celebração, descrição, etc.

- Apresentem um panorama da música cristã brasileira

- “Des-viciem” a ideia da Gospel midiático

- Digam sobre a importância da consciência teológica na canção cristã

- “Des-levitem” o efetivo de músico e esclareçam o que de fato significa adorador

- Conscientizem para se faça arte com excelência

São algumas breves  sugestões que faço, com amor e temor.

Antognoni Misael
Publicado Originalmente em: http://www.artedechocar.com/2013/08/musica-viciada-mantra-raduzido-e-isso-que-chamam-de-boa-musica-crista/#comment-3750

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Memória e a Esperança nos Acompanharão na Glória? Com a Palavra William Hendriksen


O homem rico na parábola (Lc 16.28) se lembra que ele tem cinco irmãos na terra. No dia do julgamento certos indivíduos se lembrarão de que profetizaram, expeliram demônios e que fizeram muitos milagres (Mt 7.22). Não terá o justo lembrança de nada? Acontece exatamente o oposto. Além disso, como os redimidos poderão cantar a canção nova sempre, na qual eles louvam a Deus por seus maravilhosos atos de redenção, se eles não têm nenhuma memória desses atos? E até mesmo entoar um novo cântico (Ap 14.3; 15.3,4; cf. 5.9) não implica um certo movimento ou progressão do tempo da linha que foi cantada para a linha que está sendo cantada e, assim, para a linha que está a ponto de ser cantada? Isto não implica em passado, presente e futuro mesmo no céu? Realmente é fato, sem dúvida, que a maioria dos redimidos na glória não tem nenhuma voz até o dia da ressurreição. Mas está cantando é impossível, então? Refrões gloriosos não estão soando em seu coração? E não é verdade aqui neste plano terreno que “em meu coração soa uma melodia... soa uma melodia de amor”? Chame estas canções de símbolos, se você desejar, pois elas certamente são símbolos de algo que é muito real.

Mas e sobre a esperança com referência ao futuro? O fato de que a esperança vai conosco para a glória é ainda a melhor interpretação de 1Coríntios 13.13. A esperança, como também a fé e o amor, permanece quando "vier o que é perfeito" e quando nós virmos "face a face". Até, mesmo agora, os espíritos dos redimidos no céu sabem que isto é nada mais do que o estado intermediário. Eles estão avançando para alcançar a hora em que receberão seus corpos, gloriosamente ressuscitados, e estarão unidos a todos os outros que vão um dia pertencer ao número de redimidos. Eles estão ansiando pelo tempo em que herdarão "o novo céu e a nova terra" e quando o Senhor será publicamente honrado. 


No céu, então, as almas dos redimidos estão realmente vivas, agradecendo a Deus a sua benção no passado, ligados a ele no presente e ainda esperando por um futuro mais glorioso que o presente, no qual eles já se regozijam. A vida em três tempos, então, existe até mesmo na glória.

HENDRIKSEN, William. In: A vida futura segundo a Bíblia. Traduzido por Marcus Ferreira.  São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2004. pp.


Guilherme Barros

segunda-feira, 2 de abril de 2012

UMP Indica: MUITO MAIS QUE LOUVOR: Uma abordagem franca sobre a adoração na igreja. (Pastor Renato Vargens)


Muito Mais que Louvor é um livro de contrastes. Ele tem poucas páginas e muitas verdades. Seu autor é um exímio biblista e teólogo, mas qualquer leigo compreende a sua mensagem. Conquanto o assunto tratado nestas páginas seja da mais alta seriedade, ele é apresentado com leveza e bom humor. Todas essas características tornam esta obra sui generis. Seu objetivo é apresentar — mediante a refutação de heresias e modismos verificados no evangelicalismo brasileiro — a conceituação correta, bíblica, da adoração e seu intercâmbio com o louvor e a música.

Bom seria que todos os cantores e músicos cristãos, inclusive os mais famosos, lessem este livro, a fim de compreenderem o real significado da adoração e abandonarem as “esquisitices da música e do movimento gospel”. Uma delas é a famigerada “adoração extravagante”, que abarca inúmeros comportamentos e manifestações exóticos, perpetrados por aqueles que se dizem “levitas”.

Este livro não poderia terminar de forma melhor, com vários “precisamos”, os quais nos remetem aos lemas da Reforma Protestante.
Precisamos voltar às Escrituras. Quantos, hoje, já não consideram a Bíblia a sua fonte primacial de autoridade?

Precisamos cantar as Escrituras. Chega de “sonhos de Deus”, “sabor de mel” e outros bordões antropocêntricos!

Precisamos fortalecer a Escola Bíblica Dominical, que continua sendo a melhor instituição de ensino do povo de Deus.

Precisamos voltar às verdades da cruz. Afinal, “os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado” (1 Co 1.22,23).

Enfim, precisamos ler esta obra!
(Trecho do Prefácio – Pr. Ciro Zibordi, Assembléia de Deus - RJ)


Agora uma opinião pessoal: QUE LIVRO IMPRESSIONAAANTE!

Não dá pra parar de lê enquanto não chega ao fim, uma temática polêmica, abordada de uma forma explicativa que vai trazer entendimento à luz da Palavra de Deus pra sua vida.

Muito bom mesmo! Já quero ler outro livro do autor, chamado: Cristianismo ao Gosto do Freguês, título sugestivo, não?!

Até o próximo UMP Indica e que a Palavra de Deus em nós implantada venha a produzir muitos e bons frutos!

Karlla Morais
@eversonekarlla