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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Música na Igreja

 Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. (Colossenses 3.16)

A discussão sobre a música na igreja e no culto é algo que sempre esteve nos debates da igreja. Não quero aqui bater o martelo sobre o assunto, pois há muitas variáveis envolvidas, mas podemos sim, iniciar um bom e saudável diálogo sobre o tema. Meu interesse aqui é partir de uma breve meditação sobre o texto acima a fim de aprendermos um pouco mais.

1) Paulo usa três termos distintos para falar sobre música entre os irmãos;

1.1) O termo SALMOS (Psalmos) deriva de uma palavra que significa tocar corda com os dedos . Indica os Salmos do Antigo Testamento (At 1.20; 13.33) (1 Co 14.26)

1.2) HINOS (Humnos) Um cântico de exaltação religiosa

1.3) CÂNTICOS (Ode) Poderia ser uma música sacra ou secular. Por isso a ênfase de Paulo em cânticos espirituais.

A ideia por trás dos três termos (SALMOS, HINOS E CÂNTICOS) enfatizam a diversidade de sons, ritmos e letras que podemos ter na igreja. Não há nenhuma referência bíblica que dê margem para se interpretar que apenas um tipo de música deva ser executada nos trabalhos da igreja. 

2) Paulo enfatiza o caráter pedagógico da música (INSTRUÍ-VOS)

Eis o papel fundamental da música. Não é de entreter, nem de amaciar o ego das pessoas, mas instruir as pessoas. Mas instruir em que? Ora, nós cristãos precisamos ser instruídos na verdade, que é a Palavra de Deus, para nossa santificação (Jo 17.17). Aí vem o papel daquilo que cantamos. As letras devem falar da verdade do evangelho. O que passar disso é fogo estranho. Ou seja, quem trabalha com a música na igreja deve buscar a sabedoria de Deus, instruir-se cada vez mais na Palavra de Deus. Quando Davi orientou os chefes dos levitas, para que estes escolhessem os músicos para o templo, estes escolheram homens sábios  e capazes, entre eles Asafe e Hemã (1 Cr 15.19). Sendo assim, cantar ou tocar na igreja não é para quem quer ou para quem acha isto bonito. Mas para quem Deus chama para este trabalho, vocaciona e para quem demonstra vontade  e zelo de servir ao Senhor com zelo e excelência, buscando aprimorar os dons dados pelo Espírito Santo. Vale ressaltar que esta orientação é válida para qualquer trabalho para o qual Deus vocacionar o crente, não apenas para a área de música na igreja. Tudo isto com o fim de glorificar a Deus, instruindo-nos mutuamente. 

3) A mensagem da música é muito forte

Não há ser humano que fique inerte ao ouvir uma música. Ela sempre gera as mais variadas emoções e sentimentos em nós. Desde a alegria extrema a uma euforia profunda, a música nos leva para dentro de um turbilhão de sensações incríveis. Pense num filme sem a sua trilha sonora. A gente quase sempre associa o filme á trilha e não o contrário. Paulo exorta os colossenses  a cantarem com gratidão em nossos corações. Gratidão a que? Ou a quem? Gratidão pelo que Ele é, pelo que faz, pela sua graça e misericórdia em nossas vidas. Assim, precisamos, para conhecer a este Deus, conhecer a sua Palavra, as Santas Escrituras. Quando agregamos a esta mensagem a força da música, estamos exaltando a Deus e colocando a música a serviço da Palavra. 

4) Enfim, para termos um norte, um direcionamento, devemos pensar na música sob os seguintes pontos:

1.A música deve ser centralizada em Deus. (Ex 20.3)
2.Deve promover uma visão elevada de Deus. (Ex 3.14)
3.Com ordem ( sob o controle do Espírito) (Jo 4.23) (1Co 14.40)
4. Conteúdo biblicamente saudável (2 Tm 3.16-17)
5. Promover a unidade da congregação (Sl 111.1)
6. Executada com excelência ( 1 Cr 15.22)
7. Prepara para a pregação do evangelho. (Cl 3.16)



Oremos pelos chamados por Deus para a música na igreja. 
Deus nos abençoe

Presb. Cícero da Silva Pereira




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Será que as Minhas Emoções Espirituais Provam que Eu Sou um Cristão Cheio do Conhecimento de Deus? Com a Palavra Jonathan Edwards

Emoções espirituais não são calor sem luz. Surgem da iluminação espiritual. O verdadeiro cristão sente porque e compreende algo mais sobre as coisas espirituais do que antes. Tem uma visão mais clara e melhor do que antes; ou recebe conhecimento novo da verdade de Deus ou recupera um conhecimento que teve, o qual perdeu. “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente ainda mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1.9). “Vos revestites de novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3.10).

Neste ponto, quero afirmar que há uma grande diferença entre o conhecimento doutrinário e conhecimento espiritual. Conhecimento doutrinário envolve somente o intelecto, porém o conhecimento espiritual é um sentimento do coração pelo qual vemos a beleza da santidade na doutrina cristã. Conhecimento espiritual sempre envolve o intelecto e o coração ao mesmo tempo. Precisamos entender intelectualmente o que significa uma doutrina das Escrituras, e degustar a santa beleza desse significado com nosso coração.

É possível ter grande conhecimento das doutrinas no intelecto e ainda assim não ter gosto pela beleza da santidade nessas doutrinas. A pessoa sabe intelectualmente em sua mente, mas não conhece espiritualmente em seu coração. Mero conhecimento doutrinário se assemelha a alguém que viu e tocou o mel. Conhecimento espiritual se assemelha a alguém que sentiu o gosto doce do mel em seus lábios. Este sabe muito mais sobre o mel do que aquele que somente olhou e tocou!

Segue-se que uma compreensão espiritual das Escrituras não significa uma compreensão de suas parábolas, tipos e alegorias. Uma pessoa pode saber interpretar todas estas coisas, sem que tenha tido sequer um raio luz espiritual em sua alma. “Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência...se não tiver amor, nada serei.” (I Corintios 13.2). O “significado espiritual” das Escrituras é a doçura divina de suas verdades, e não a correta interpretação de suas passagens simbólicas.

A Genuína Experiência Espiritual – Jonathan Edwards

LARYSSA LOBO

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