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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Neo pentecostalismo ou Neo messianismo?


Em meio à miséria do povo, surgiram homens que se intitulam enviados de Deus, e através de milagres, envolviam as multidões de miseráveis, os conduzindo a segui-lo de maneira cega, em busca do fim da injustiça, das desigualdades, das secas, enfermidades. Este fenômeno do século passado foi chamado de Messianismo, tendo marcas tão profundas na história do Brasil que se tornou um elemento da cultura nordestina, juntamente com o cangaço e outras manifestações culturais.

O discurso dos profetas do sertão se disseminou em meio à pobreza e o abandono, nos lugares onde o estado não chegava, tão pouco a igreja oficial da época, católica romana. De forma bastante carismática, estes andarilhos, embebeciam as multidões com demonstrações de poder e promessas de subversão da ordem social, implantando o reino de Deus em definitivos com todas as benesses materiais, acabado com o sofrimento daquele povo.

Alguns destes homens implantaram verdadeiros Estados paralelos, como no caso de Antônio Conselheiro, um dos mais célebres representantes do messianismo, mas outros protagonizaram matanças em rituais sanguinários, como no caso da Pedra Bonita. Mas a reação do poder político estabelecido quase sempre foi bastante hostil a estes grupos, citando como exemplo mais notórios o massacre de Canudos, onde nem crianças, mulheres e idosos foram poupados.

Ocorre que este movimento está longe de ser uma página virada em nossa história, e também não se trata de uma inovação brasileira. Os messias transloucados do sertão são os reflexos de uma situação espiritual muito mais antiga: Os falsos mestres. E no repertório destes lobos, frequentemente há uso de sinais miraculosos (Mateus 24:23-26). Os pregadores de falsos Cristos estão presentes desde sempre, mas assumem feições diferentes em contextos específicos.

Neste sentido, uma indagação torna-se inevitável: qualquer semelhança do discurso destes messias do passado com os atuais pregadores neo pentecostais é mera coincidência? A resposta sincera é não! São tão falsos mestres quanto os outros. Alimentam-se da pobreza, da ignorância e da cegueira espirituais tais quais os seus precursores. E ainda fazem usos de milagres e prodígios para validarem seus discursos carismáticos de poder, com uma forte carga mística, prometendo benefícios materiais a uma multidão faminta.

Bem que poderíamos chamá-los de PRÉ-NEO PENTECOSTALISMO, não é?

A mesma cegueira espiritual que brotava no castigado sertão, ainda tem alcançado a muitos de nosso país, e os falsos mestres, falsos apóstolos e bispos, tem se alimentando dos desvalidos espirituais para construir impérios. E esta é uma das grandes diferenças entre os antigos messias e os atuais: os da nova geração não perseguidos pelo poder político, alguns deles têm até aliança espúrias com os governantes, e também não vivem uma peregrinação miserável pelo sertão, mas gozam de bastante recursos e privilégio, sendo muitos destes milionários.

Diante destas contestações, acredito que a nomenclatura neo messiânicos faz mais jus a estes modernos pregadores de um falso evangelho do que o termo neo pentecostal, visto que apesar das discordâncias com os pentecostais, tal nomenclatura é ofensiva a estes, visto que não podem ser colocados junto com os charlatões da fé.

O Messianismo não morreu, e está presente aos nossos olhos, nos esperando em nossa televisão e na esquina da nossa casa. Talvez não haja mais um fim sangrento para seus seguidores, no entanto, caso persistam neste engano, um destino bem pior e terno os aguarda. Devemos denunciar as heresias destes falsos mestres, a fim de resgatar de suas mãos aqueles que pertencem ao Pai, afinal, só existe um Messias: Jesus Cristo, o Filho de Deus, que vive e reina para todo o sempre! Amém!

Que Deus ilumine o entendimento dos que depositam sua fé nesse homens, e nos dê a coragem e amor necessário para lutar contra o engano, proclamando o evangelho que salva tanto o sertanejo, como o sulista, ou o europeu. Salva todo o que Nele crê!


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O falso evangelho descarado de Mike Murdock e Silas Malafaia





E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 Pedro 2:1


            Algo que me chamou muito a atenção esses dias, foi o fato de ter assistido o vídeo em que no programa do telepastor Silas Malafaia e de sua respectiva igreja, Assembléia de Deus Vitória em Cristo, onde o já conhecido charlatão Mike Murdock. Nesse vídeo, as palavras iniciais, do Malafaia foram “ele (Murdock) tem uma palavra de Deus para mudar a história da sua vida”, mas o que se vê no vídeo, não é nada além do que um falso evangelho e o pior de tudo, de forma descarada contradiz os discursos de Cristo descrito nos evangelhos.
            Toda a pregação do Mike Murdock foi baseada em um de seus livros, “O Desígnio”, segundo ele, para todos os questionamentos que um ser humano por ter são respondidos pelo seu livro que constitui uma espécie de enciclopédia. Perceba, a priori que o livro substitui a Bíblia que mal é citada.
            Nessa “pregação”, algo muito sério é afirmado inicialmente:
“A coisa mais importante que faço todos os dias, não é orar, não é ler a Bíblia ... o que eu faço de mas importante a cada 24 horas é escrever perguntas. A pergunta é a semente para novas estações e períodos. O teu sucesso vai acontecer na velocidade das tuas perguntas”.
            Perceba a sutileza desta heresia, segundo Murdock orar e ler a bíblia não são mais importantes do que se fazer perguntas e escrevê-las. Neste ponto, o charlatão acaba de dar um veredito a si mesmo, eu poderia apenas dizer que “Orai sem cessar” 
(1 Tessalonicenses 5:17)
e já o estaria contradizendo, mas posso ir além. Embora não seja preciso muitos argumentos, sabemos que é de suma importância ler a Bíblia pois é nela que encontramos a respeito de Jesus.
            O teor deste ensejo gospel é de longe uma aberração. É de longe uma palavra de homem e não de Deus. Nós evangélicos quando estudamos a história da igreja, criticamos tanto a venda de indulgencias e agora fazemos o mesmo?
Fazemos não! Não se pode chamar isto de cristão, não se pode chamar isto de evangélico, não podemos mais dizer que fazemos parte da mesma religião... Não podemos nem ao menos chamar de irmãos em Cristo os que são filhos de Mamon! Recuso-me a considerar que esta pregação é Cristã. Não é novidade que pontos doutrinários causem certa divisão entre os evangélicos, mas não de pode afirmar que isto é causar divisões, pois nunca fomos um com que pensam que podem comprar o céu. Nunca fizemos parte do mesmo povo que prega vida fácil aqui na terra. Sinto-me envergonhado. Meu desabafo não é por raiva dos estelionatários da “fé”, mas por indignação pelos milhares de cegos sendo guiados por outros cegos. 
Não duvido que existam pessoas sinceras nessas denominações que supervalorizam os bens materiais, mas imagine quando uma dessas igrejas chegar diante de Deus e Ele disser: “ Nunca vos conheci, apartai-vos de mim”.


Recomendo que assistam o vídeo e reflitam !







Felipe Medeiros