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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Cosmovisão Romanista dos Evangélicos Brasileiros

Introdução

É inverno na cidade chamada “Evangélicus City”. Inverno pesado, como nunca se viu antes. Dias muito sombrios, em que a neve passa dos joelhos e o vento, de tão gélido, adormece o juízo dos habitantes. As noites estão recheadas de horas intermináveis e que parecem passar duas vezes mais lentamente, intensificando ainda mais a sensação de dor nos ossos por causa do frio!

Na frente das lareiras das casas da “Evangélicus City” os moradores conversam e muitas considerações surgem sobre a situação em que vivem. Dentre elas, algumas se destacam e outras logo são descartadas. A pergunta que gerou essas considerações foi: como podemos ter sucesso diante das limitações climáticas impostas pela região em que “Evangélicus City” está fixada? Pergunta obvia e que trouxe respostas interessantes.

Pela óptica de alguns moradores de “Evangélicus City”, seria buscar, por meio de estudos em fontes confiáveis, o desenvolvimento tecnológico de ponta para oferecer melhor qualidade de vida, melhorando os pontos fortes e corrigindo os fracos na educação, captar recursos financeiros fora da cidade, descobrir recursos naturais, desenvolver o turismo, construir boa infraestrutura e outras tantas iniciativas. Por outro lado, um grupo de moradores propunha uma forma de atrair o sol e ponderavam que era necessário estar mais perto da linha do equador. Outro grupo propunha a feitura de uma grande fornalha, com metragem apocalíptica, a fim de diminuir a quantidade de neve e frio.

Essas duas últimas respostas ou propostas foram as mais aceitas por serem exequíveis. No entanto, a primeira proposta seria inexequível!

O sucesso almejado pelos habitantes de “Evangélicus City” é comovente, expressa um desejo de fazer dar certo e, munidos de boa intenção, batalhavam pela vida bem sucedida numa região inóspita do planeta. Diante dessa ficção ficamos com a clara sensação de estarmos diante dos tão temidos equívocos bem intencionados. A boa intenção nesse período de individualismo ou absolutização do subjetivo gera uma gama de seres humanos ensimesmados e mimados, com erros óbvios de análise, de resposta e praticabilidade. Faltou aos cidadãos de “Evangélicus City”, em sua maioria, uma visão correta, uma análise realista, uma resposta adequada e uma prática sadia por um simples motivo, havia uma amorosa boa intenção, todavia a boa intenção não basta. Faltou-lhes entendimento, referencial correta.

Notando as respostas propostas e as que foram mais aceitas, e tidas como exequíveis, obviamente há um caso de acefalia coletiva. Classificaria tais soluções como desesperadoras e desacreditadoras da raça humana. Parece o absurdo dos absurdos propor atrair mais sol, mais proximidade da linha do equador ou criar uma fornalha gigante em proporções apocalípticas. Ainda mais boquiaberto fico diante da inépcia dos que preferiram essas propostas em detrimento da primeira. Os asnos ficariam envergonhados!

Perguntas que não podem ficar sem resposta.

Por que, então, não contraímos a vergonha congênita dos asnos, que estão corados de vergonha, diante da situação do evangelicalismo brasileiro, que mais parece uma cosmovisão romanista do que bíblico-reformada? 

Onde, portanto, se revela o caminho de cegueira espiritual de grupos religiosos que não têm seguido o Evangelho, ainda que pensem estar? Onde estão as fontes de nossas considerações e ponderações como igreja? Será que não estamos fazendo as mesmas coisas que os cidadãos da “Evangélicus City”?

Algumas considerações se fazem necessárias para propor uma resposta:

1. A grande anciã por papado.

O Papa Francisco I esteve no Brasil e desferiu uma série de pronunciamentos ao povo brasileiro. Ele também deixou, por meio de suas atitudes, vários discursos que propõem claramente uma teologia esquerdista. O que poucos observaram em seus discursos foi a ausência de Bíblia – chegava a ser um silencia ensurdecedor! Ele não abriu a Bíblia e expôs um texto uma única vez! Muito se falou sobre sua humildade, sua abstinência de bens materiais e o quanto se mostrou identificado com o povo brasileiro, inclusive conquistando muitos seguidores evangélicos. No entanto, justamente por causa de nossa cosmovisão ou paixonite romanista, não obversamos que é justamente essa instituição que se levanta contra Cristo há séculos.

O Papa, segundo a teologia católica, é infalível quando defini, de acordo com o seu ministério, a fé e a prática do cristianismo. Nós cremos, há muitos séculos, que somente a Bíblia deveria ser autoridade infalível na igreja e que somente a Bíblia poderia determinar fé e moral aos Cristãos. O sexto parágrafo do capítulo 25 da Confissão de fé de Westminster nos ensina: “Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode ser o papa de Roma o seu cabeça, senão que ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja de Cristo e contra tudo o que se chama Deus”.

A autoridade de um ministro só é legítima quando está submissa à Palavra, segundo a genuína doutrina dos apóstolos que tem sido transmitida ao logo dos séculos. Nas igrejas reformadas a Palavra não é de particular interpretação. Em seus pontos cardinais, é elucidada pelos credos e confissões produzidos pela Igreja Cristã ao longo dos séculos. Isso quer dizer que em dois pontos divergimos essencialmente dos papistas: primeiro, não aceitamos a autoridade de um homem sobre todos os cristãos de forma infalível e, segundo, não aceitamos a autoridade de um homem sobre todos os cristãos dando ordenações sobre a fé e a moral dos mesmos.

O evangelicalismo tem produzido bispos, apóstolos, paipostolos, patriarcas, semiarcanjos e pastores que estão extrapolando até mesmo o papado. Esses homens são dominadores de suas igrejas. Eles controlam de forma absoluta, e nem mesmo os papas mais terríveis da história, puderam alcançar tal poder. Obversando o texto da Confissão, a conclusão é clara: esses tais pastores, bispos ou patriarcas, os nossos Papas, usurpam pela exaltação de si mesmo e pela substituição de Cristo por eles, o lugar de Jesus Cristo na igreja - isto é, eles também têm o espírito do anticristo (1Jo 2: 18 e 22). E como se não bastasse, massas inteiras de frequentadores de igreja, seguem, sem notar ou se incomodar, tais líderes. O pior não é isso, o pior é que o fazem em detrimento de Jesus Cristo!

2. O culto idolatra.

O segundo mandamento tem sido esquecido por muitas igrejas no Brasil. Jesus, Deus ou o Espírito Santo estão sendo tocados, cheirados, mentalizados e ensinados por meio de uma imagem criada pela nossa imaginação – seja materializada ou simplesmente imaginada. A pergunta 109 do Catecismo Maior de Westminster nos ensina: “Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento? Os pecados proibidos no segundo mandamento são - o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; o fazer qualquer imagem de Deus, de todas e qualquer das três pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de criatura alguma; toda a adoração dela, ou de Deus nela ou por meio dela; o fazer qualquer imagem de deuses imaginários e todo o culto ou serviço a eles pertencentes; todas as invenções supersticiosas, corrompendo oculto de Deus, acrescentando ou tirando dele, quer sejam inventadas e adotadas por nós, quer recebidas por tradição de outros, embora sob o título de antiguidade, de costume, de devoção, de boa intenção, ou por qualquer outro pretexto; a simonia, o sacrilégio; toda a negligência, desprezo, impedimento e oposição ao culto e ordenanças que Deus instituiu.”

Fica cada vez mais difícil participar de um culto onde se adore a Deus, mediado por Jesus Cristo, ensinado pelo Espírito Santo, pela fé. Estamos sendo ensinados pelas músicas e pregações a tocar, sentir, cheirar, existencializar, experimentar ou provar. E mais um ingrediente que se soma a isso, pois em nossas músicas litúrgicas, Deus não tem sido mencionado fora de nossas experiências. Normalmente, fala-se de Deus quando Ele nos toca, nos molda e nos fortalece a prosperar! Raramente cantamos os atributos de Deus. Atipicamente cantamos o que Deus fez pela coletividade. Tem estado fora de questão cantar na primeira pessoa do plural. Os cultos públicos são cada vez mais expressões de uma invencionice humana, escrava do novo ou do tradicionalismo e cheios de coisas atrativas aos homens. Os lugares de culto pelo Brasil estão cada vez mais cheios de pessoas que não sabem o que fazer diante de Deus e usam suas boas e sinceras intenções para adorar a Deus; o pior é que isso não basta!

A verdade é que cultuamos numa situação, hoje, bem pior do que a dos católicos romanos! Eles cantam a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo e à Maria e outros santos. Nesses cânticos, normalmente, se fala do que é elogiável nesses personagens. Eles estão adorando o que está fora deles. Os chamados evangélicos no Brasil têm adorado a si mesmos de forma descarada, sem vergonha alguma, sem pudor e discernimento.

3. A esperança.

Esse é um diferencial do Evangelho de Jesus Cristo. Há vivida confiança na esperança de vida eterna (At 24: 14-15; Rm 5: 5; 8: 24-25; 1Co 15: 19). Hoje, quando fazemos uma pesquisa entre os evangélicos no Brasil, descobrimos que a maioria não sabe se será realmente salvo da condenação eterna ou não sabe o porquê será salvo da infernal condição de condenado (Hb 10: 23).

Ora, a teologia católica é justamente essa. Para eles ninguém pode dizer convictamente que será salvo da condenação eterna. E os evangélicos têm crido similarmente e tem exposto isso de quatro formas: 1. Crendo e ensinando sobre o Evangelho de forma muito deficiente ou errada. 2. Vivendo de forma indigna o Evangelho e por isso leviana; e mesmo assim se publicando conhecedor do Evangelho. 3. Se declarando não convicto da esperança de vida eterna. 4. Dizendo que está em busca dessa convicção por meio das obras da lei evangélica no Brasil.

Quando ligamos nossas TV’s e rádios logo observamos que o Evangelho Bíblico não tem sido pregado! Há raras exceções! Bastava ouvir uma única exposição das Escrituras e depois comparar com o conteúdo e forma de apresentação das demais para chegarmos a essa conclusão. Esses tais pastores, cantores, cantoras e pastoras estão se comportando como falsos profetas, mestres e guias. O que mais chama atenção é ver que, em detrimento da verdade, o ibope dessas pessoas no meio evangélico é altíssimo! Desfrutam de grande fama! O conteúdo do que ensinam, de longe passa pelas Escrituras e mesmo assim são ovacionados pela nossa inclinação papista, idolatra e, por fim, desapegada da verdade!

E é aqui que está a razão das duas outras observações feitas acima. Ora, como esse povo poderá reconhecer verdadeiros pregadores, pastores, presbíteros ou diáconos se eles não conhecem o Evangelho? Ora, será que foram convertidos?  Como conhecerão o Evangelho e se converterão dos seus maus caminhos, se a eles não foi pregada a Palavra de Cristo (Rm 10: 13-17)? Sabemos que essas coisas que se discernem espiritualmente (1Co 1: 18; 2: 14; 2Co 4: 3-6), não conhecidas e cridas pela força ou engenhosidade humana. É o Espírito com a Palavra que convence o homem! A doutrina, assim, de nosso Senhor Jesus Cristo, precisa ser pregada para que exista fé verdadeira e havendo fé verdadeira se conhecerá e se prestará culto verdadeiro. Para se prestar culto verdadeiro é necessário, indispensável, essencial que se conheça o Evangelho, pois sem ser salvo não se pode prestar culto aceitável a Deus.

O que tem a esperança de herdar a vida eterna não se deixará levar por muito tempo por essas coisas que têm constituído as pregações, os ensinos e sido instrumento de motivação, crescimento e conformação de muitas igrejas.

 As respostas

Parece que vivemos um dos momentos mais frios espiritualmente de nossa história como Igreja Neotestamentária. Ainda que se propale que este é o momento de maior avivamento da história e ele acontece aqui no Brasil, os sinais, no entanto, depõem no sentido oposto se interpretados pela óptica das Escrituras. 

Normalmente, muitos falam mal da Idade Média e em muitos casos sem discernimento, pois a nossa geração está numa condição muito pior. Vejamos se não: no final da Idade Média foi criado o dogma da indulgência e com ele se oferecia a oportunidade de abrandamento ou até mesmo a total exclusão de qualquer castigo intermediário entre o céu e o inferno – o purgatório. Trocando em miúdos, isso quer dizer que as pessoas compravam perdão e assim a possibilidade de estar com Deus. Essa pregação certamente não faria sucesso em nossos dias e entendo que não seria pelo motivo que temos em mente. A pregação que tem funcionado é aquela que ensina os crentes a determinar bênçãos para as situações do agora e não a respeito de coisas do por vir. Esse tipo de pregação tem feito um sucesso que até os mais carrascos inquisidores e vendedores de indulgências se sentiriam envergonhados.

Logo, é evidente por meio deste único e simples exemplo que não vivemos um avivamento. O evangelho ensinado e que está em voga ou desfrutando de muita aceitação não é o Evangelho! Essencialmente a negação do Evangelho na Idade Média e a rejeição ao Evangelho de Jesus Cristo hoje é a mesma, mesmíssima! Todavia, há diferenças que assombram, pois, mais do que nunca, estamos a observar a desenfreada opção por coisas ainda mais descaradamente ímpias e infernais. Mais do que em outros momentos, desfrutamos do infortúnio de presenciar multidões “evangélicas” optando pela opção de negar o Evangelho – a verdadeira forma de prosperar enquanto pessoa e também na condição de grupo.

Os nossos antepassados ouviram dos apóstolos, os mesmos transmitiram a homens fieis e esses homens com muito esforço e sangue passaram às gerações a sã doutrina. Hoje uma geração inteira se julga mais bíblica, mais sábia, mais justa e mais humilde do que as anteriores e estão propõe reinventar a roda. Pregam como novidade e ensinam como vanguarda, contudo, não passa de heresia velha sob título novo e linguagem desconstrucionista.

Sim, sim, invariavelmente sim. Infelizmente sim, é isso mesmo! Nós estamos fazendo a escolha absurda, estúpida, desqualificadora, abestalhadora, emburrecedora ou amalucada mesmo, pela solução ou pelo caminho que nos leva a ruína. Se depender dos caminhos que temos trilhado enquanto igreja evangélica brasileira, fatalmente pereceremos.

Entendo que a Igreja de Jesus Cristo jamais acabará, perecerá, será estúpida a esse ponto de escolher o autoenforcamento. No entanto, igrejas locais, que durante gerações, até, clamaram genuinamente pelo nome do Senhor podem definitivamente colher o que plantaram e assim serem rejeitadas pelo Senhor Jesus. É certo que se o Cabeça da Igreja sempre terá um povo que chamará pelo seu precioso nome. É certo também que o Cabeça da Igreja não precisa de qualquer porção de seres humanos para que sua obra continue a alcançar povos, nações, etnias e línguas de sobre a face da terra. Aos eleitos, dentre todos os povos, Deus suscitará herança.

Portanto, assim como as igrejas do passado, que presentemente não existem mais, tal como a igreja de Eféso, na Ásia Menor, plantada pelo apóstolo Paulo no primeiro século da era cristã, pastoreada por ele por mais de dois anos, que posteriormente foi pastoreada por Timóteo, que recebeu três cartas do apóstolo Paulo (Efésios, 1Timóteo e 2Timóteo), que entre os seus presbíteros pode-se contar com a presença do apóstolo João e que depois, por fim, recebeu uma carta do Senhor dos candeeiros dizendo que os membros daquela igreja deveriam voltar ao primeiro amor, pois se não fosse assim removeria o candeeiro, ou seja, a igreja deixaria de existe ali (Ap 2: 5), hoje as igrejas locais, de uma região ou até mesmo de um país podem degringolar na fé e finalmente fechar as suas portas – abraçando outra fé. A região da Turquia é principalmente mulçumana hoje em dia, no passado era principalmente cristã.

Conclusão

A boa intencionada busca pelo crescimento, sucesso e proclamação das atividades da igreja ao mundo tem proporcionado um emaranhado de confusões. A igreja passou a existir por causa de Cristo e em Cristo ela deve viver. Sua diretriz deve ser buscada em Cristo e não se pode almejar tal direção a partir de mentes e corações comprometidos e apaixonados por coisas não bíblicas ou que não partem de pressupostos bíblicos.

Precisamos de um retorno às Escrituras, à oração, ao arrependimento, ao compromisso com a Igreja de Jesus Cristo e com o próprio Cristo Jesus da Igreja. As igrejas locais estão revelando uma cosmovisão romanista quando estão planejando, almejando, “sonhando com o futuro da igreja”, propondo soluções aos problemas e na prática revelando o que creem. A começar pelas nossas crenças, se estendendo em nossos métodos e findando em nossas práticas, temos ultrapassado o catolicismo romano medieval em muitos pontos.

Isso se deve em primeiro lugar à nossa paixão em comum pela autonomia, depois à nossa abstinência de doutrina bíblica, à nossa escassez de compromisso com a oração, ao ardoroso comprometimento com os enfadonhos cultos tradicionalistas ou devoção aos cultos cheios de invencionismo que mascara, assim como o tradicionalismo, a nossa impiedade, a nossa permeabilidade a santidade, a nossa estúpida teimosia em insistir querendo viver por nós mesmo, por nossos motivos. Voltemos ao Evangelho!

Três conselhos fundamentais e que certamente nos ajudam a “espantar” a cosmovisão romanista que assola o evangelicalismo brasileiro:

1.      Precisamos conhecer mais o Senhor Deus Eterno. Conhecê-lo em Seu Filho e guiados pelo Espírito Santo. O Espírito conduz a Cristo pela Palavra. Cristo conduz a Deus e o Pai testifica do Filho. Precisamos os conhecer.

2.      Precisamos conhecer a nós mesmos. E é na medida em que conhecemos a Deus, que nos conhecemos de verdade, de fato, de direito, apropriadamente – redentivamente. Quando conhecemos a nós mesmo, passamos também a perceber ainda mais a grande diferença entre nós e Deus, proporcionando, assim, mais conhecimento de Deus, que promove ainda mais conhecimento de nós mesmo. É um ciclo retroalimentado pela justiça de Cristo.

3.      Precisamos conhecer a Palavra, participar dos sacramentos corretamente, endossar com santo temor a disciplina eclesiástica e nos dedicar a oração. Viver como Igreja de Jesus Cristo e não como igreja local. Viver como igreja local só é legítima quando se é Igreja de Jesus Cristo. O culto precisa voltar a ser Cristocêntrico! Precisa voltar a ser Teocêntrico! Precisa voltar a ser Espiritocêntrico! Como eles nos ensinaram.

Deus nos abençoe com entendimento e discernimento. Lembrando sempre: O princípio da sabedoria é o temor ao Senhor.

Abraço fraterno,

Rev. Renan de Oliveira

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Por Que os Evangélicos Estão se Surpreendendo Tanto com o Papa Francisco?

Antes de qualquer coisa preciso afirmar que não sou católico e que respeito a opção de fé de quem quer que seja. Afirmo também que possuo sérias divergências com o Catolicismo Romano quanto a aspectos doutrinários e teológicos os quais considero fundamentais. Discordo da veneração dos "Santos", da "mariolatria", da infabilidade papal, do ecumenismo, de sua soteriologia universalista, bem como de sua cristologia miscigenada.

Isto posto, vamos ao artigo:

A vinda do Papa Francisco ao Brasil tem despertado não somente a atenção da população em geral, como também dos evangélicos que  não se cansam de elogiar o bispo de Roma. Basta olharmos as mídias sociais que constataremos isso. Na verdade , tornou-se comum encontramos evangélicos enaltecendo publicamente a postura simples do Papa.

Diante disto resta-nos indagar o por que de tal comportamento, visto que o protestantismo possui inúmeras divergências teológicas com o catolicismo romano.

Na minha opinião a valorização do Papa se deve em parte a insatisfação que os evangélicos tem feito quanto ao comportamento de alguns dos seus líderes, senão vejamos:

1- O papa passa uma imagem de simplicidade, enquanto os "apóstolos" tupiniquins ostentam riquezas.

2- O papa demonstra gostar de gente e de se relacionar com o povo, já os "apóstolos" tupiniquins preferem a ostentação de títulos eclesiásticos, além é claro da nítida e clara separação do restante do povo.

3- Ainda que tenha MUITO dinheiro, mesmo porque a Igreja Católica Romana é milionária, O Papa Francisco ostenta uma vida simples, sem muitas riquezas que se reflete na forma com que vive; já os "apóstolos" tupiniquins, fazem questão de ostentar riqueza, poder e glória.

4- O Papa Francisco demonstrou simplicidade em voar num avião comercial, em carregar sua própria mala, em dormir num mosteiro numa cama de solteiro, em andar em carro comum, em se relacionar com o povo sem protocolos, pompa ou exigências. Já os "Apóstolos" tupiniquins andam de avião particular, exigem hotéis cinco estrelas, além é claro de exigirem uma série de obrigações a todos àqueles que os convidam para pregar o Evangelho de Cristo.

5- O Papa tem falado de Cristo,  os "apóstolos" tupiniquins só falam em dinheiro.

Caro leitor, a falta de compostura por parte de alguns dos líderes evangélicos, além é claro das heresias propagadas por "apóstolos" fraudulentos que teimam em contrapor-se aos ensinos das Escrituras, tem levado aos cristãos protestantes desse imenso país a valorizar pessoas como Francisco, que mesmo tendo uma fé diferente do protestantismo histórico, comporta-se (pelo menos aparentemente) como homens de Deus deveriam se comportar.

Pense nisso!

Renato Vargens


Alineane Cabral
Facebook: https://www.facebook.com/alineane.cabral

segunda-feira, 18 de março de 2013

UMP INDICA: Comentário sobre a Renúncia do Papa (Rev. Alderi Sousa de Matos)

Por mais que o assunto já tenha sido debatido exaustivamente nas últimas semanas, ainda não foi esgotado e uma nova opinião abalizada sempre será edificante e útil, por isto, indicamos hoje um vídeo do Rev. Alderi Souza de Matos onde o mesmo faz alguns comentários sobre a Renuncia do Papa Bento XVI.

Neste curto vídeo, o historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, Th.D., professor de Teologia Histórica, coordenador do STM e editor de Fides Reformata; faz uma análise sobre a renúncia do Papa, traz alguns dados históricos e faz uma crítica sobre o papado em relação ao pensamento reformado.

Recomendamos a todos que desejam compreender melhor o momento histórico em que vivemos, assim como a história da Igreja e deseja ter mais informações sobre assuntos como a sucessão apostólica e o primado de Pedro.

Aqui está o link do vídeo. Deus o abençoe:



Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Papa aos Olhos de um Presbiteriano


O mundo parou para ver quem seria o Papa anunciado pela fumaça branca da Capela Sistina. O cerimonial belíssimo e litúrgico só foi quebrado quando a simpatia e humildade do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o novo Papa, ecoava sua voz diante de milhares de fiéis pedindo orações para seu antecessor Bento XVI e para si mesmo, agora, Papa Francisco.

A Igreja Católica Romana inova de várias formas. Pela primeira vez um Jesuíta de linha Franciscana assume o cargo de Senhor Apostólico da Igreja. Também é a primeira vez que um integrante do Novo Mundo é apontado como o Cabeça da Igreja.

Sob o ponto de vista social, parece estarmos diante de um homem profundamente preocupado com os pobres – daí, possivelmente, tenha escolhido o nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, e com isso o mundo possa esperar um Vaticano menos pomposo. Quem sabe, como diria o poeta baiano Castro Alves, vejamos: “a púrpura servindo ao povo para cobrir os ombros nus”.

Teólogo conservador, mas com uma fama de bom de diálogo, a tendência é vermos o Catolicismo mantendo sua pegada firme em questões em que a ética do mundo anda na contra-mão dos postulados Apostólicos, como o homossexualismo e o aborto por exemplo; fazendo com que nessas matérias, unamos nossas vozes contra a tendência da mídia que tenta cada vez mais relativizar o que cremos ser absoluto.

Sendo assim, como curioso observador do mundo das religiões, vejo que a maior religião do mundo em várias matérias, se mantêm como um baluarte firme daquilo que nós, biblicamente, devemos seguir, sem medo das repercussões que sempre vêm de forma irrefletida e fanática.

Mas o momento também nos faz olhar mais de perto para o próprio conceito de Papado. Não encontramos na história a figura do Papa anterior ao Século V, embora Pedro, o Apóstolo, seja apontado pela Igreja como sendo aquele a quem o Papa sucede, algumas características do pescador descalço parecem não bater muito como o que vemos no Vaticano.

Casado, por isso não celibatário, não há nenhuma evidência histórica convincente que Pedro tenha ido à Roma; nunca aceitou nenhuma veneração, andava no meio do povo na simplicidade da Galileia e só escreveu de forma infalível suas cartas, pois foi designado por Cristo para fazê-lo, em época em que o Cânon, ainda aberto para o testemunho Apostólico, estava em fase final de fechamento.

Os títulos atribuídos a ele, então, devem ser objeto de estudo sincero, para que a profecia de Jesus não seja diretamente ligada ao fato de darmos ao Apóstolo, títulos que ele nunca deveria ter: “Arreda, Satanás, tu és para mim pedra de tropeço, pois não cogitas das coisas de Deus, mas dos homens” (Jesus Cristo).

Jesus disse isso logo após uma das mais belas confissões de fé da Novo Testamento. Ao ser perguntado quem ele era aos olhos do povo, muitas respostas vieram, mas Pedro sabia quem Jesus era: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, disse ele.

Essa afirmação, “essa pedra”, foi usada por Cristo para que a Igreja de Jesus fosse edificada sobre ela. Aliás, o próprio Pedro reconhece isso em sua carta (I Pedro 2:4-8).

Sendo assim, de acordo com Hebreus 1:1-3, nenhum homem após o fechamento das Escrituras pode ter a sua palavra infalível ou inerrante. Cristo não precisa de um vigário, pois quando entregou as chaves do Reino para os Apóstolos, não deixou para Pedro, somente, mas “onde estiverem dois ou três reunidos”, portanto, os Presbíteros, segundo a compreensão Apostólica em Atos 15.

Por mais nobre e zelosa que seja a liturgia de Roma, e por diversas outras razões históricas, impressionantemente admiráveis, um Estado Nacional (Vaticano) vai de encontro à pregação de Cristo quando afirmava: “o meu Reino não é desse mundo”.

Aquele que “não tinha onde reclinar a cabeça” não deixou uma Igreja para possuir bens e riquezas, mas para espalhar a paz, o amor e a compaixão. Aquele que andou no meio dos leprosos, das prostitutas e dos mendigos para lhes restaurar os bens, não deixou uma instituição onde a opulência é tão clara.

Quais são os pontos de contato, então? São vários. Temos o mesmo credo: 
“Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.”

Mas talvez a maior e mais profunda diferença, seja um Princípio relembrado pela Reforma Protestante (pré-Trento) há meio milênio atrás: O Sola Scriptura. Acreditamos que apenas a Bíblia é a Palavra de Deus e que ela não pode jamais ser contradita ou ser colocada em pé de igualdade com qualquer outro documento ou palavra humana: “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”.

Sendo assim, amigo Católico, chamo você a refletir na Escritura. Se o conceito do Papado for compatível com o que nela está escrito, eu preciso recuar e admitir que a Igreja Católica é muito mais que uma instituição séria e corajosa (como é), mas é a mais pura expressão absoluta e inequívoca da verdade.

Mas se a Bíblia caminha em outra direção, que não seja tradição, família ou intransigência que faça você permanecer numa igreja onde Cristo é representado por quem ele não autorizou, e portanto, é você quem deve dar esse passo atrás.

Como discernir a verdade, então? Se aprofundando nas Escrituras, e é isso que eu chamo você para fazer nesses dias.

Rev. Samuel Vitalino
Publicado em: http://bibliacomisso.blogspot.com.br/2013/03/o-papa-aos-olhos-de-um-presbiteriano.html

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Novos moldes - O Cristianismo do século XXI e suas transformações

Não queria falar sobre esse assunto. Afinal, uma notícia bombástica como a renúncia do Papa Bento XVI está em todo lugar, em toda manchete e acaba saturando rapidamente. Pois repetidamente, declarações iguais são ditas e a mesmice das páginas informativas, jornais impressos e a própria TV traz cansaço aos ouvidos. Porém, quero trazer um ponto de vista um pouco diferente quanto ao fato. Sim, talvez alguém já tenha dito o mesmo que direi. Mas quero fazer uso do fato para expor meu pensamento e estas breves palavras quanto ao ocorrido.
De cara, sabemos que o pretexto dado pelo Papa não cola. É, a grande maioria do Papas, se não todos, chegam ao cargo em idade avançada. Porém, todos desfrutam de uma mordomia oferecida pela igreja católica. Não tendo eles esforço físico para realização de suas tarefas sacras. E também não quero falar de uma tal relação da renúncia dele com Apocalipse 17. A opinião mais convincente e que nos é mais possível estudar é a de opressão política do estado (Vaticano).
No entanto, a opinião que me chamou atenção essa semana foi o comentário da jornalista paraibana Rachel Sheherazade, ancora do SBT Brasil, que está sendo veiculada na internet.

Em sua crítica a apresentadora questiona qual a posição que deve ser tomada pela fé cristã. Se a fé deve se adaptar ao cristão ou se é o homem que deve se dobrar diante da fé; se a igreja deve se moldar ao mundo moderno. Logo, não há como não lembrar do texto de Romanos 12:2:
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Sim. A apresentadora está corretíssima a fazer tal questionamento. Afinal, não é a partir desse fato isoladamente que se deve chegar a essa conclusão de que a igreja está tomando rumos pecaminosos. Pois estamos lidando com uma igreja que tem buscado a qualquer custo elementos tipicamente mundanos para sobrepor à Palavra de Deus. Colocando na frente da Verdade Revelada coisas que tiram a glória de Deus para agradar ao mundo mostrando ser uma instituição simpática e avessa à totalidade da palavra de Deus, relativizando-a para moldar-se ao mundo.
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Tiago 4:4
“Quantas caras a igreja deve ter para atrair mais e mais fiéis?” Essa dura pergunta é o que deve ser o questionamento levantado para o Brasil gospel que parece ser a oposição do Brasil corrupto e imoral. Mas que na verdade tem feito alianças com o mundo construindo uma relação amistosa com práticas mundanas. Contudo, acabo a minha observação com a frase da referida jornalista: “de fato, passarão muitos Papas, mudarão costumes, dogmas. Só uma coisa não pode mudar: as palavras sagradas”.
“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.” Marcos 13:31
Walisson Alves

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pedro foi Papa? Com a Palavra, Hernandes Dias Lopes


Teria sido Pedro, o apóstolo de Jesus Cristo, o sacerdote universal, o cabeça da igreja, a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada, o sumo pontífice e vigário de Cristo na terra? O que a Bíblia diz a esse respeito? Pedro nunca foi papa nem o papa é sucessor de Pedro. Pedro nunca exerceu pontificado nem mesmo em Jerusalém. Pedro foi um pescador, transformado por Jesus em apóstolo. Tornou-se líder natural do grupo, muito embora tenha revelado suas constantes fraquezas, a ponto de negar a Jesus. Mas, Jesus não desistiu de Pedro. Restaurou-o e usou sua vida de forma poderosa. O livro de Atos dedica praticamente seus doze primeiros capítulos para registrar o ministério de Pedro, assim como dedicada a segunda parte para destacar o ministério de Paulo. Pedro nunca se apresentou como o líder maior do grupo apostólico nem os demais apóstolos o consideraram como tal. Pedro se apresenta como um presbítero entre outros presbíteros e não acima dos deles. Também, a Bíblia desconhece a questão da sucessão apostólica. A igreja apostólica hoje não é aquela que está sob o papa, suposto sucessor de Pedro, mas aquela que segue a doutrina apostólica, conforme ensinada no Novo Testamento. Não podemos ir além das Escrituras nem ficar aquém. Essa reflexão é importante, porque nossa fé precisa estar fundamentada na Palavra de Deus e não na tradição dos homens.

Hernandes Dias Lopes.
Fonte: Página Oficial do Facebook

Rodrigo Ribeiro