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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se João Batista Fosse Famoso


Luzes, câmeras, multidão. Esta é a marca do sucesso. Esta é a dica de que algo está funcionando. Pelo menos é isso que a gente vê hoje em dia. João Batista era um “produto exportação” do seu tempo. Tinha até estilo exclusivo (“usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato”, v.6). Hoje em dia isso aumentaria o seu sucesso e alavancaria os multiprodutos com a sua marca: Grife JB, Snacks em forma de grilo com gostinho de mel, artigos de couro do João, além da família de bonecos. Pelo menos quatro linhas de produtos de sucesso, sem contar os milhões de acessos garantidos nos reprodutores de mídia online que lhe dariam bons retornos financeiros com os patrocínios no seu canal exclusivo.
Ele tinha uma mensagem forte, tinha uma imagem forte, tinha uma presença marcante; ele tinha um público fiel, tinha influência sobre as pessoas, era popular. Ele tinha tudo pra ser a estrela da sua geração. Ele tinha seus seguidores, seus discípulos. Ele até foi confundido com o Messias que haveria de libertar o povo. Talvez muitos a sua volta o serviam, davam presentes, ofereciam seus “préstimos”. Tudo estava dando certo. Tudo estava correndo bem. Dá até pra imaginar o “ar” de satisfação de seus “assessores e diretores de marketing”.
No “auge da sua carreira”, entretanto, João faz uma declaração que poderia deixar todos perplexos. Ele diz que havia alguém “mais importante do que ele”. Isso não é uma coisa que uma celebridade pode dizer a qualquer um e a qualquer momento. Ele vai além: “não mereço a honra de me abaixar e desamarrar…”. Como pode João falar isso?! Primeiro, abaixar-se para alguém é um sinal de submissão; segundo, desamarrar as correias de uma sandália era função de um escravo bem “rebinha”, talvez o de mais baixo valor da casa; terceiro, ele diz que isso seria uma honra; quarto, ele reconhece que não merece tal honra. Que que é isso, rapaz!
No auge do sucesso João se coloca na mais baixa condição. Mas ele não se importa, nem treme, nem sua a frio, nem titubeia. Declara de boca cheia e com imensa convicção. Este antimarketing poderia causar um grande prejuízo nos empreendimentos com a sua marca e sua imagem. Mas ele não se importava, porque sabia que maior que o seu discurso era aquele a quem ele estava preparando o caminho. João sabia que mais valiosa que a sua popularidade era a integridade da sua missão. Sabia que o melhor lugar era estar aos pés de Jesus, mas que isso não dependia dos seus méritos, e sim da graça divina.
Ao avaliar o decorrer da história, logo chego à conclusão de que mais alto que o topo do mundo é o lugar onde reconhecemos que desamarrar as sandálias do nosso Senhor é uma honra, e não a merecemos.
Popularidade hoje é fácil de conquistar. Integridade e fidelidade à missão é uma outra história. Façam as suas escolhas.
“Muitos moradores da região da Judeia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão… Ele dizia ao povo: – Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”. (Marcos 1.5-7)


Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro

A Família Sob Ataque


A família brasileira está encurralada por crises medonhas. Há uma orquestração perversa contra essa vetusta instituição divina, com o propósito de solapar seus alicerces e desconstruir seus valores. Abordaremos, aqui, quatro forças poderosas que se voltam contra a família nos dias presentanos.

            Em primeiro lugar, a mídia televisiva. A televisão é ainda o mais poderoso instrumento de comunicação de massa em nossa nação. É considerado o quarto poder. A televisão brasileira é conhecida em todo o mundo pela sua descompostura moral. As telenovelas brasileiras são as mais imorais do mundo. Talvez nenhum fenômeno exerça mais influência sobre a família brasileira do que as telenovelas da Rede Globo. O argumento usado para essa prática é que a televisão apenas retrata a realidade. Ledo engano. A televisão induz a opinião pública. Ela não informa, mas deforma. Não esclarece, mas deturpa. Agora, de forma desavergonhada a televisão brasileira abraçou a causa homossexual com o propósito de induzir a sociedade a aceitar como opção legítima a relação homo afetiva. Não se trata de um esclarecimento ao povo sobre o referido assunto, mas uma indução tendenciosa. Os programas que tratam da matéria são feitos com a intenção de escarnecer dos valores morais que sempre regeram a família e exaltar a prática homossexual, que a Escritura chama de um erro, uma torpeza, uma abominação, uma disposição mental reprovável, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).

            Em segundo lugar, a suprema corte. A suprema corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, legitimou os direitos da relação homo afetiva. A nação brasileira já colocou o pé na estrada do relativismo moral, da absolutização do erro, do desbarrancamento da virtude, da conspiração irremediável contra a família. Os juízes de escol da nossa nação reconheceram como legal e moral a relação de um homem com um homem e de uma mulher com uma mulher. Precisaremos, portanto, redefinir o verbete casamento e criar um novo conceito para família. Estamos colocando os valores morais de ponta cabeça. Estamos desmoronando o que Deus edificou. Estamos nos insurgindo não apenas contra a família, mas contra o próprio Deus que instituiu o casamento e estabeleceu a família. Desta forma, julgamo-nos sábios, mas tornamo-nos loucos, pois ninguém pode desfazer o que Deus faz e ninguém pode insurgir-se contra Deus e prevalecer.

            Em terceiro lugar, o ministério da educação. Com os recursos suados dos trabalhadores brasileiros que, com dignidade mourejam para o progresso da nação, o ministério da educação está lançando um kit gay, para ser distribuído nas escolas públicas, cuja finalidade, mais uma vez, não é esclarecer crianças e adolescentes sobre a sexualidade, mas induzi-los à prática homossexual. Querem tirar das famílias o privilégio de orientar seus filhos. Querem domesticar a consciência das nossas crianças, induzindo-as a essa prática que avilta o ser humano, escarnece da família e afronta ao criador. É preciso tocar a trombeta aos ouvidos da sociedade, para repudiar essa iniciativa infeliz do ministério da educação, que em vez de sair em defesa da família, e promover a educação, lança sobre ela seus dardos mais mortíferos.

            Em quarto lugar, o congresso nacional. Está na pauta do congresso nacional um projeto de lei que visa criminalizar aqueles que se manifestarem contra a prática homossexual, contrariando, assim, a constituição federal, que nos faculta a liberdade de consciência e de expressão. Contrariando, outro assim, os preceitos da Palavra de Deus que, considera a relação homossexual como algo contrário à natureza e uma abominação para Deus (Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1Co 6.9-11). Essa lei visa não apenas legitimar o ilegítimo, tornar moral o imoral, mas também, punir com os rigores da lei, aqueles que, por dever de consciência, não podem se curvar ao erro. Povo de Deus, não podemos nos calar diante dessas ameaças!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Contato com autor feito por Fábio Araújo

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Susto de Ana Maria


No programa matinal Mais Você do dia 02 de Abril de 2013, após uma matéria sobre as finanças do lar e qual dos conjugues exercia o controle sobre o dinheiro, a apresentadora Ana Maria Braga passou a perguntar à sua equipe de produção acerca de como se dava esta relação nos relacionamentos destes.

Após algumas respostas, a apresentadora decidiu entrevistar um dos funcionários de mais idade, a fim de saber como pessoas casadas há muitos anos lidam com a questão das finanças do lar e foi neste instante que ela foi surpreendida: o membro da produção entrevistado era recém-casado, mais especificamente a 9 meses, e estava em seu oitavo casamento. As expectativas de sua pergunta foram frustradas, pois aquele senhor de idade não cultivava mais um relacionamento duradouro, como podia aparentar.

De fato, não posso dizer ao certo o quanto Ana Maria se surpreendeu com aquilo, pois na sociedade em que vivemos tal descaso com o matrimonio, para nossa vergonha, não tem sido algo tão raro. É bastante comum o acumulo de divórcios consecutivos assim como uma infinita gama de novos casamentos, numa espécie de loteria desenfreada em busca de uma felicidade conjugal utópica, egoísta e inalcançável.

O desprezo as recomendações bíblicas, como por exemplo as encontradas em Efésios 5:22-28 e1 Pedro 3:7, aliados à expectativas infantis e irreais, são a causa visível da ruptura com o conceito de divino do casamento como uma aliança que não pode ser desfeita, uma união indissolúvel. Mas na sociedade de mercado em que vivemos, onde até mesmo as relações afetivas são vistas como produtos que podem ser trocados ou devolvidos, não há espaço para nada que seja eterno.

O susto maior não deve pertencer aqueles vivem segundo o curso deste século, com suas mentes obscurecidas, mas nós, povo de Deus, é que devemos ficar perturbados diante de tamanha distorção, que muitas vezes invade as portas de nossos templos.

E esta reflexão merece ainda um aprofundamento: ao ser questionado acerca de sua conduta, o homem ainda alegou que na sociedade de hoje as pessoas namoram como se estivessem casados, mas no entanto dormem em casas separadas, e ele optou por casar de uma vez ao invés de namorar ou noivar. Neste sentido, ele não está completamente errado. Os relacionamentos “pré-casamento” tem roubado elementos que pertencem tão somente àquele, e não digo isto somente com relação ao sexo, mas também a certas intimidades sentimentais e obrigações e deveres que só pertencem aqueles que são cônjuges.

O escândalo de condutas como esta deve nos levar a refletir sobre a desvalorização do sagrado vínculo conjugal, mas também deve nos exortar a respeito dos relacionamentos que temos cultivados antes do enlace matrimonial, como namoro e noivado, pois muitas vezes estes nomes são apenas camuflagens para verdadeiros casamentos irregulares, em oposição frontal à vontade revelada de Deus. Ainda que o mundo caminhe cada vez mais neste tipo de conduta, a igreja de Cristo não pode se conformar com isto e deve andar de forma a revelar os valores eternos do Reino de Deus, os valores da imutável Palavra de Deus.

Se nós não nos assustamos ao se deparar com este quadro terrível, talvez nosso coração esteja menos sensível do que o da própria Ana Maria Braga, o que é bastante sério e preocupante. O problema é que igreja tem se acostumado a ser um simples Louro José a repetir os ensinamentos torpes que o mundo propaga. Isso precisa mudar.

Deus nos ajude.

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd
Facebook:  http://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Novos moldes - O Cristianismo do século XXI e suas transformações

Não queria falar sobre esse assunto. Afinal, uma notícia bombástica como a renúncia do Papa Bento XVI está em todo lugar, em toda manchete e acaba saturando rapidamente. Pois repetidamente, declarações iguais são ditas e a mesmice das páginas informativas, jornais impressos e a própria TV traz cansaço aos ouvidos. Porém, quero trazer um ponto de vista um pouco diferente quanto ao fato. Sim, talvez alguém já tenha dito o mesmo que direi. Mas quero fazer uso do fato para expor meu pensamento e estas breves palavras quanto ao ocorrido.
De cara, sabemos que o pretexto dado pelo Papa não cola. É, a grande maioria do Papas, se não todos, chegam ao cargo em idade avançada. Porém, todos desfrutam de uma mordomia oferecida pela igreja católica. Não tendo eles esforço físico para realização de suas tarefas sacras. E também não quero falar de uma tal relação da renúncia dele com Apocalipse 17. A opinião mais convincente e que nos é mais possível estudar é a de opressão política do estado (Vaticano).
No entanto, a opinião que me chamou atenção essa semana foi o comentário da jornalista paraibana Rachel Sheherazade, ancora do SBT Brasil, que está sendo veiculada na internet.

Em sua crítica a apresentadora questiona qual a posição que deve ser tomada pela fé cristã. Se a fé deve se adaptar ao cristão ou se é o homem que deve se dobrar diante da fé; se a igreja deve se moldar ao mundo moderno. Logo, não há como não lembrar do texto de Romanos 12:2:
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Sim. A apresentadora está corretíssima a fazer tal questionamento. Afinal, não é a partir desse fato isoladamente que se deve chegar a essa conclusão de que a igreja está tomando rumos pecaminosos. Pois estamos lidando com uma igreja que tem buscado a qualquer custo elementos tipicamente mundanos para sobrepor à Palavra de Deus. Colocando na frente da Verdade Revelada coisas que tiram a glória de Deus para agradar ao mundo mostrando ser uma instituição simpática e avessa à totalidade da palavra de Deus, relativizando-a para moldar-se ao mundo.
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Tiago 4:4
“Quantas caras a igreja deve ter para atrair mais e mais fiéis?” Essa dura pergunta é o que deve ser o questionamento levantado para o Brasil gospel que parece ser a oposição do Brasil corrupto e imoral. Mas que na verdade tem feito alianças com o mundo construindo uma relação amistosa com práticas mundanas. Contudo, acabo a minha observação com a frase da referida jornalista: “de fato, passarão muitos Papas, mudarão costumes, dogmas. Só uma coisa não pode mudar: as palavras sagradas”.
“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.” Marcos 13:31
Walisson Alves

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Fique de olho

                Todo mês de janeiro é o mesmo alvoroço: O Big Brother Brasil vai começar. A mídia inicia toda a especulação dos participantes e milhares de brasileiros passam a acompanhar todos os passos, palavras, gestos, brigas, intrigas e romances desses participantes que estão em busca de fama e dinheiro, de uma forma, convenhamos, não muito digna.

                E o que esse isso tem a ver com a nossa vida espiritual? Essa é a pergunta que todos nós, que queremos ter uma vida em comunhão com Deus, devemos nos fazer diante das situações que a vida nos coloca, tendo em vista que a palavra de Deus nos orienta: “quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 1 Coríntios 10:31. Desde as coisas essenciais, como comer e beber, até as demais coisas devem ser feitas para a glória de Deus.

                Voltamos novamente à pergunta: O que o programa de TV citado tem a ver com a nossa vida espiritual? Estar em comunhão com Deus implica em estar em contato com tudo o que nos faça chegar mais perto Dele, que nos permita conhecê-Lo mais, que nos fortaleça espiritualmente. Nesse sentido, um programa que explora a nudez, os relacionamentos descompromissados, as discussões vazias e que estimula a curiosidade pela vida alheia, não parece contribuir para o nosso crescimento espiritual. Antes de qualquer coisa, o referido programa evidencia todos os aspectos da depravação total do homem, ressaltando-os de forma positiva, a ponto de suscitar nos telespectadores uma avidez em beber tais comportamentos, considerá-los normais e dignos de interesse.  Obviamente que tornarmo-nos sedentos por tais coisas não nos aproxima do Pai.

                No livro de Salmos, capítulo primeiro, versículos de 1 a 4, Davi afirma que: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. /Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. /Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará./ Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha”. A partir dos versículos transcritos é possível elencar algumas características que devem ser rejeitadas pelos cristãos: os conselhos dos ímpios, o caminho dos pecadores e congregar com os escarnecedores.

             Analisando, pelo menos os dois últimos comportamentos estão sendo estimulados pela programação em questão, o que, de certa forma, fere a nossa comunhão com Deus, pois, como salienta a palavra de Deus, “onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Lucas 12:34).

                O jargão do programa afirma: “Fique de olho”. Esse também poderia ser o imperativo do cristão diante das ciladas do mundo. Uma serpente estimulou o rompimento da comunhão do homem com Deus no princípio. Hoje, o inimigo de nossas almas tem se utilizado de artifícios mais modernos e chamativos para continuar a nos afastar de Deus, portanto “Fique de olho”.

Andrea Grace