quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gospel de Rapina


Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”.  Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são).  Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta énão. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.

Na paz,
+W

Bispo Walter MacAlister

Intercâmbio feito por Guilherme Barros

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Um pouco da História da Igreja Presbiteriana [Parte 1]




“ E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15

A Igreja Presbiteriana surgiu a partir da Reforma Protestante (Século XVI), é uma igreja histórica, porém nem todo presbiteriano conhece suas origens. Assim este artigo reúne informações históricas que buscam falar um pouco de como nossa denominação surgiu. Não por preciosismo nem por vanglória, mas para o resgate do contexto e importância nas quais surgiu a Igreja Presbiteriana.
No dia 31 de outubro de 1517, Lutero fixara as 95 teses que expunham os desvios da palavra por parte da Igreja Católica Apostólica Romana (doravante chamada de ICAR), mais precisamente nas portas da capela de Wittenberg (cidade da Alemanha, localizada no estado de Saxônia-Anhalt.)¹ com o intuito de fazer com que a Igreja passasse por uma reforma, porém foi excomungado pelo papa Leão X, forçando-o a romper com a ICAR. O movimento gerado por Lutero ficou conhecido como Luterianismo que desencadeou uma espécie de efeito dominó em outras regiões da Europa. Na Suíça, por exemplo, Zwinglio foi o antecessor de Calvino nesse movimento.
Calvino foi um dos reformadores mais importantes do Século XVI, nascido em Noyon (França)  no dia 27 de maio de 1564 e já aos 14 ano de idade ingressou na universidade de Paris e seis anos mais tarde, se formou em direito pela Universidade de Orleans. A importância de Calvino é ressaltada por uma das sistematizações bíblicas mais completas, As Institutas Cristãs (ou simplesmente As Institutas) constituem o sistema doutrinário conhecido hoje como Calvinismo. Enquanto Lutero queria reformar a ICAR, Calvino entendia que não era mais possível fazê-lo, então Calvino se viu na responsabilidade de organizar uma igreja que na doutrina, na liturgia e forma de governo fosse idêntica à Igreja Primitiva (pelo que se nota, a ICAR não pode ser considerada idêntica a Igreja de Atos, por muitos motivos, como por exemplo, as decisões na mão de um só homem, o papa, a forma de governo e principalmente a doutrina longe das Escrituras), surgindo assim a Igreja Presbiteriana, que como o próprio nome já remete, tem forma de governo através dos presbíteros.
A chegada do presbiterianismo no Brasil se deu no Século XVI. Em três tentativas fracassadas, a primeira pelos franceses que aqui chegaram em 1557, celebrando pela primeira vez a Ceia do Senhor, segundo o modelo bíblico calvinista, no Rio de Janeiro, porém eles foram expulsos do Brasil. A segunda tentativa e terceira tentativas feitas pelos holandeses, em 1624 e em  1630, mas anos mais tarde também foram expulsos do Brasil, e as comunidades presbiterianas que eles haviam implantado no nordeste, desapareceram. Um dos nomes mais conhecidos no Nordeste, Maurício de Nassau, era presbiteriano.  O presbiterianismo foi implementado definitivamente no Brasil com a chegada do missionário Rev. Ashbel Green Simonton, que chegou aqui no dia 12 de agosto de 1859 e ele tinha apenas 26 anos de idade, mas faleceu 8 anos depois em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 1867. Contudo a Igreja Presbiteriana a essa altura já possuía um presbitério (Presbitério do Rio de Janeiro), um Seminário, cerca de cinco pastores e três igrejas organizadas. Essas igrejas ficavam na cidade do Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas.




¹  ______________. Wittenberg. http://pt.wikipedia.org/wiki/Wittenberg .

                NASCIMENTO, Adão Carlos; A razão da nossa fé. Site Monergismo



Felipe Medeiros
           @felipe_ipb

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

UMP Indica: R.A.B.T (Rompendo a Barreira do Tempo) - Rodolfo Abrantes

Hoje a indicação da UMP da quarta vai de música. Chegou o novo CD de Rodolfo Abrantes em parceria com a Onimusic.

O Álbum que tem por título R.A.B.T "Rompendo as Barreiras do Tempo"foi produzido por Ricardo Vidal, conhecido por seus trabalhos com O Rappa. Este trouxe elementos de dub para o rock cru, cheio de distorções e energia já característicos dos trabalhos de Rodolfo, o que ocasionou numa mistura interessante e diferenciada do cenário de música gospel. É um cd bastante eclético, com canções que passeiam pelo punk rock, folk, dub, mas que tem como foco principal a mensagem de JESUS. O primeiro single desse projeto foi a música "Nível Raso" que em poucos dias alcançou milhares de visualizações no You Tube, e que tem atraído um público diferente, como muitos não-cristãos que tem se identificado com a mensagem e sonoridade.


Este é o quarto álbum de Rodolfo após sua conversão em 2001. Desde então, a adoração e o evangelismo têm sido a marca registrada de seu ministério.

Vale apena conferir: http://www.rabt.com.br/home

Assista o vídeo em HD da música "Nível Raso"

Parecido Contigo

Por Walber Arruda

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O fato de a mente humana ser decaída, por causa do pecado, é razão para desprezarmos o intelecto em favor das emoções? Com a Palavra, John Stott


"O fato de que a mente do homem é decaída não nos pode servir de desculpa para batermos em retirada, passando do pensamento à emoção, já que o lado emocional da natureza humana está igualmente decaído. De fato, o pecado traz mais efeitos perigosos à nossa faculdade de sentir do que á nossa faculdade de pensar, porque nossas opiniões são mais facilmente controladas e reguladas pela verdade revelada do que nossas experiências."

Trecho do  livro CRER É TAMBÉM PENSAR DE JOHN STOOT  já indicado aqui ( http://ump-da-quarta.blogspot.com.br/2011/08/ump-indica-crer-e-tambem-pensar-um.html ), publicado pela editora ABU.

Presb. Cícero da Silva Pereira

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Caminho da Sujeição [Intercâmbio UMP]



Rubinho Pirola
Já ouvi por várias vezes que até Jesus, um dia, teve uma oração não respondida, ou atendida por Deus.

Fico a me perguntar, como viverão os que assim crêem - e pior, que se dizem cristãos e, como tal, tem de ter em Cristo, o mediador, o supremo intercessor diante da presença de Deus, das nossas vidinhas frágeis e sempre metidas em confusão, desconcertos e descompassos?

Essa confusão toda refere-se quando, diante da perspectiva da cruz, no momento de agonia de Jesus, no horto, pediu ao Pai: "Afasta de mim esse cálice!".

Mas esquecemos-nos, ou ignoramos que o seu clamor não parou ai. Houve na mesma sentença um - "Contudo... (porém, entretanto, todavia...) não seja como eu quero, como a minha carne deseja e faça-se a Tua vontade." E PONTO. (Mt 26:38)

Não houve um mas, não houve uma desculpa, não houve contemporização...

Houve uma derradeira conclusão. E atitude própria de quem estava pronto a manifestar a sua maturidade e confiança no amor divino.

Mesmo em face a toda adversidade, ao momento supremo e inédito (pela primeira vez em toda a eternidade passada e futura) de uma separação entre ele e o Pai, Jesus declarou - estou disposto, me submeto, haja o que houver.

Alguém já disse que seguir Cristo, ser cristão, chamar-se por esse nome, é crer que tudo já foi feito, todas as coisas pendentes entre nós e Deus já foi resolvido e a dívida toda quitada por Cristo e agora resta-nos submeter-se a Ele, a quem Deus fez Senhor e Cristo. À sua vontade, à sua ordem e comando, crendo que, HAJA o que houver, nada nos poderá separar do amor de Deus, justamente naquele advogado e sumo-sacerdote fiel e que não pode ser ignorado ou negado pelo Pai. Ponto.

O resto, é alegoria, é coreografia, é religião.

Que vivamos esse dia nessa perspectiva hoje. Reconhecendo em cada acontecimento, seja ele um pneu furado, um mendigo à porta com a mão estendida, a uma glória recebida, e etcéteras todas, tendo Deus e o seu propósito e chamado a nós, para que o vivamos. Mesmo que tenhamos de nos negar a nós mesmos, aos desejos e conveniências da nossa carne, confiando na Sua vontade - que é boa, perfeita e agradável!

Bom dia a todos!


"Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. "
Romanos 14:8


Intercambio feito por
Felipe Medeiros
http://www.facebook.com/felipealexandremedeiros

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Estão julgando o Mensalão. E eu com isso?


Desde o mês de Agosto, o julgamento da ação penal 470, que tramita no Superior Tribunal Federal, vem causando bastante repercussão. Isto se deu a partir de uma ampla divulgação de todos os atos deste julgamento, que trata do que se convencionou chamar do caso “mensalão”, grande escândalo político que eclodiu entre os anos 2005 e 2006, no governo do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores. Diante da amplitude deste fato jurídico-político, muitos se envolvem, procuram debater o assunto e participar deste momento histórico, mas outros ficam alheios a isto tudo, como se estivessem perguntando-se: e eu com isso?

Antes de responder esta pergunta retórica, algumas considerações precisam ser feitas: este julgamento é sim um marco na história de nossa república. Seja pela magnitude da engrenagem que fora revelada, seja pelo tamanho do processo, pois os autos da AP 470 são compostos de 235 volumes e 500 apensos, somando cerca de 50.508 folhas, com 38 réus. De fato, este momento histórico é mais uma página importante de nossa recente democracia. No entanto, seria ingenuidade pensar que neste julgamento, a partir de uma sentença condenatória, seria extirpado de nossa sociedade o ranço pernicioso da corrupção, que a moralidade reinaria em nosso processo político-eleitoral e todos viverão felizes para sempre.

Esta ideia messiânica do julgamento, assim como dos ministros (vide a imagem de herói que tem pairado sobre alguns deles), não se adequa a uma leitura sincera de nossa realidade, haja vista que a corrupção não se veste apenas de vermelho, nem usa somente as vias abertas pelo “mensalão” para se propagar. Ela está ali, presente em todos os poderes, nas licitações, nos concursos fraudulentos, etc. Nós cristãos, que conhecemos o estado na da natureza humana pós-queda, assim como o efeito ampliador que o poder costuma causar naqueles que o possuem, não podemos seguir este caminho ilusório. Devemos sempre nos manter alerta, sem idolatrar qualquer político, partido ou qualquer ideologia. A nossa função profética, nos impõe uma distância que nos permita uma avaliação crítica segura, de todos os que governam, tanto situação e oposição, seja qual for a sua cor partidária.

Diante desta análise otimista, porém realista, precisamos refletir o nosso papel dentro desta tela que se desenhou: estaríamos de fora, somente contemplando, ou também somos partícipes? Uma das causas deste esquema, além de avidez dos homens por poder e dinheiro, se encontra no financiamento das campanhas, que dá vazão ao caixa 2, e vários outros procedimentos ilegais. Neste instante, devemos perceber nosso papel em todo este enredo. As campanhas caras, a compra de voto, ou a troca deste por favores pessoais, tudo isto são pequenas notas que por fim acabam se ampliando e formando a orquestra da corrupção. Quando escolhemos maus representantes, por conta de interesses ilegítimos e tão somente particulares, somos corresponsáveis pelos atos que estes praticam. Uma ação penal com 38 réus pode parecer algo espantoso, mas a bem da verdade, todos os que vendem o seu voto, e traem a sua consciência no período eleitoral, deveriam figurar no polo passivo desta ação.

Todo este julgamento deve produzir uma profunda reflexão em nós, como eleitores, e principalmente como cristãos. Não devemos confiar de maneira cega e idolatra em nenhum político, e principalmente, não devemos negociar o nosso voto. Devemos valorizá-lo, sabendo que seremos responsáveis pelos desmandos praticados em nosso nome. Reconhecer que temos tudo haver com o “mensalão” é o primeiro passo para construirmos uma nova visão política, pautadas em valores elevados do Reino de Deus, que visem o bem-estar da sociedade como um todo.

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

UMP NÃO Indica: Caixinha de Promessas

Vocês logo entenderão a razão dessa contraindicação que venho fazer a vocês desta vez. Trata-se da 'caixinha de (heresias) promessas'.
Algo inusitado me aconteceu essas semanas na minha casa. E foi algo que aumentou ainda o meu repúdio por tal método de utilização da palavra do Senhor.


Encontrei na minha casa um caixinha de promessas que ganhamos não me lembro de quem nem quando. E brincando com a minha irmã sobre a credibilidade das 'promessas' isoladas da mesma, e tirando os versículos que 'serviriam' pro meu ego ser massageado tive uma triste surpresa.Nela encontrei o seguinte versículo:
"Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade."
Salmo 9:27 ****



Na mesma hora eu travei. E fui correr na bíblia pra ver o que isso aí queria dizer. Pois sei que o coração é enganoso e os seus caminhos não são bons em si. Logo, percebi que o capítulo 9 de Salmos só vai até o versículo 20 (susto). 
Esse foi o primeiro impacto que tive diante de tal heresia.
Então fui pesquisar na internet pra se esse versículo estava em outro lugar na bíblia. E ENCONTREI. Trata-se a referência "Salmo 10:6".
Porém o segundo e maior impacto. O contexto em que o versículo se encontrava. Percebam:



"Por que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia?
Os ímpios na sua arrogância perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.
Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR.
Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus.
Os seus caminhos atormentam sempre; os teus juízos estão longe da vista dele, em grande altura, e despreza aos seus inimigos.
Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade."
Salmos 10:1-6


O contexto bíblico quebra totalmente a ideia que a caixinha de heresia nos passa.  O versículo isolado poderia enredar infinitas pregações neo pentecostais, fumaças, vitória carnal, massagem de ego e engrandecimento humano.

Dessa mesma forma, o contexto bíblico derruba as heresias de hoje. Daqueles que declaram algumas coisas fora de nexo e que inflam e estufam o seu peito dos soberbos. Do mesmo jeito que satanás tentou Jesus. Usando a própria palavra de Deus para tentar iludir. E foi replicado pelo uso correto da Palavra.

Por esta grave razão, eu indico que os irmãos destruam, incinerem, enterrem, sumam com alguma coisa do tipo (risos).

Busquemos o conhecimento na palavra!
Suspeitemos daquilo que parece nos engrandecer!
Joguemos no lixo todo aquele tipo de ensinamento que esteja fora do contexto da palavra do nosso Deus!