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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

SOBRE APOLOGÉTICA: O ponto mais positivo (talvez o único) do filme Deus Não Está Morto.


Você com certeza já deve ter escutado alguém falar "Deus não precisa ser defendido". É bem comum ouvir isso quando se fala de apologética nas igrejas. Muitos olham para a apologética como uma prática teológica prepotente que tenta defender a Deus e a fé através de raciocínios humanos. Argumentam que Deus é maior e não precisa ser defendido por homens pequenos. Nesse sentido, Deus Não Está Morto fez um grande serviço ao que pensam dessa maneira ao despertar um interesse pelo assunto. Na verdade, ao fazer apologética estamos apenas cumprindo o chamado de 1 Pedro 3:15:

"Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês."

Creio que esse é um chamado para todos e quero, rapidamente, desmitificar alguns conceito e dar alguns conselhos sobre nossa defesa da fé. Vamos começar pelos mitos:

Mito 1: Apologética é somente para pastores, teólogos e cientistas cristãos. Não, o chamado de Pedro é para todos. Como você tem respondido aos que pedem a razão da sua esperança?

Mito 2: Eu preciso estudar filosofia, biologia, física quântica e evolucionismos para ser um apologeta. Não, o conhecimento bíblico é suficiente. Não devemos desprezar o conhecimento, mas é somente na Escritura que encontramos a razão da nossa esperança.

Mito 3: Apologética é feita apenas nos seminários teológicos, nas universidades e debates científicos. Não, a defesa da fé deve ser feita em todo lugar que existir um cristão. Nossa esperança deve ser explicada em cada casa, rua, empresa e colégio desse mundo.

Mito 4: Apologética atrapalha o evangelismo. De maneira nenhuma, uma boa defesa da fé trabalha junto com o evangelismo para ganhar almas. Ao defender estamos apresentando o evangelho.

Entendo que apologética também é tarefa nossa e que deve ser feita em todos os lugares, vamos aos conselhos simples e práticos:

1. Estude a palavra. Esse é o único conhecimento que, no final das contas, importa. Uma apologética vencedora é aquela que apresenta o evangelho fielmente.

2. Não vise ganhar debates. O mundo é hostil ao evangelho e a tendência é que mesmo ganhando nós saiamos deles derrotados. Uma apologética vencedora não ganha debates, ganha corações.

3. Não deixe de orar. Só se ganha corações através da obra do Espírito que chama pessoas através da proclamação do evangelho. Defenda a fé na dependência do Espírito e em oração.

4. Não caia no discurso da neutralidade. Não existe ambiente religiosamente neutro, nem mesmo o científico ou acadêmico. Quando alguém te convida para um debate neutro geralmente está te convidando para um debate segundo pressupostos do ateísmo. Fique com os seus pressupostos, use a palavra, não tente fazer apologética apenas com argumentos humanos (neutros). É aqui que começo nossa derrota.

5. Identifique os elementos da sua cultura que apontam para uma necessidade de Deus e vazio existencial. Use sua cultura para apresentar a Deus de uma forma mais ilustrativa com Paulo vez em Atenas em Atos 17.

6. Não faça isso apenas pela internet. Apologética pessoal é muito mais eficaz, pois podemos demonstrar nossas emoções, sentimentos e cuidado para com o outro.

E pra finalizar, antes que saiamos por ai defendo fielmente nossa fé, lembremo-nos do versículo seguinte de 1 Pedro 3:15:

"Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias." (1 Pedro 3:16)

Que nossa fé seja defendida e proclamada em todos os lugares por todos os cristãos! #SolaScriptura

Pedro Pamplona
Publicado em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=706122989462876&set=a.101636046578243.3692.100001955438804&type=1&theater&notif_t=like

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O que é Fé? Com a Palavra, John Stott

      
Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato de que Deus é digno de todo crédito. Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Ziclague, antes dos Filisteus terem matado Saul na batalha, um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência, os amalequitas tinham saqueado a sua aldeia, incendiado as suas casas, e levado cativas as suas mulheres e crianças, Davi e seus homens choraram "até não terem mas forças para chorar" e então, na sua amargura, o povo cogitou de apedrejar a Davi. Era uma crise séria e Davi facilmente poderia ter-se deixado cair no desespero. Mas, em vez disso, lemos que "Davi se reanimou no Senhor seu Deus" (1 Sm 30.16). Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos. Nem tentou criar sua própria auto-confiança, ou dizer a si mesmo que se sentia muito bem. Não. Ele se lembrou do Senhor seu Deus, o Deus da criação, o Deus da aliança, o Deus que prometeu ser o seu Deus e colocá-lo no trono de Israel. E à medida que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de Deus, sua fé crescia e se fortificava. Ele "se reanimou no Senhor seu Deus".

      Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR.


Trecho do Livro CRER É TAMBÉM PENSAR (página 36), publicado pela Editora da ABU.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Palavra de Deus: Uma Defesa Racional


Deixe-me desenvolver duas linhas de pensamento aqui, de forma a entender se a Bíblia é inequivocamente a Palavra de Deus ou não. E que Deus abençoe você que está lendo isso!

Primeiro precisamos saber se Deus possui o poder de, através de homens falhos, criar um livro exatamente como Ele deseja. Existem apenas duas respostas possíveis: sim e não. Se Deus possui esse poder, então é possível que a Bíblia seja a Palavra de Deus. Se não possui, então é impossível que ela seja 100% revelação de Deus.

Agora, qual seria o motivo pelo qual Deus não teria tal poder? Primeiro precisamos duvidar da onipotência de Deus, mas, para aqueles que não creem na Bíblia como revelação objetiva de Deus, isso não será problema. Em segundo lugar, precisamos crer que a natureza pecadora e má dos homens interferiu na Escritura, ou seja: a mão, que segurava a pena, havia cometido pecados e por isso não permitiria que a escrita fosse totalmente orientada por Deus, isto é, que o pecado produziria uma interferência.

Se crermos nisso, amados, imediatamente podemos descartar toda a possibilidade da nossa salvação. Isso porque, se Deus é incapaz de realizar tudo quanto deseja através do homem, se Deus é incapaz de fazer uma obra totalmente Sua e absolutamente perfeita, então a nossa salvação, tal qual a Sua Palavra, jamais será completa e totalmente obra divina, posto que nós mesmos a impediríamos inevitavelmente, se Deus não tem poder de purificar de forma eficaz. Bradar, como fazem os liberais, que a Bíblia não é senão que uma revelação imperfeita de Deus, é ter de admitir, igualmente, que a nossa salvação jamais poderá ser completa e assim, o Evangelho nada mais é que uma mentira.

Tendo isto claro, não podemos duvidar de que Deus tenha sido capaz de criar Sua Palavra de maneira perfeita. Mas permanece a questão: era esse Seu desejo? Foi assim que Ele fez?

Aqui, apenas uma opção se apresenta: Deus criou, de fato, Sua Palavra, absolutamente como Ele desejava, isso significando que, mesmo ela contendo a interferência humana ou não, ela é aquilo que Ele desejou que fosse. Resta-nos saber se ela possui interferência humana ou não. E creio que não é questão de duvidarmos da própria palavra, portanto, visto que Deus permitiu que ela possuísse as informações que possui. E ela diz dela mesma que é toda inspirada por Deus, que homens santos escreveram aquilo que o Santo lhes indicou, e que ela é um presente perfeito e maior que todas as riquezas do mundo. Se ela diz isso de si mesma, e se ela é, ainda que alguns considerem, em parte inspirada, então esses textos não são inspirados? Ou são medianamente? Ora, a Palavra também nos lembra que Deus não é Deus de confusão: Deus certamente não desejava que ficássemos confusos, ou que lêssemos essas passagens e duvidássemos se são palavras de Deus ou de homens.

Deixe, portanto, as opiniões de homens de lado. Se fôssemos acatar com as opiniões dos liberais, cada um tem a sua própria: um diz que não devemos aceitar os milagres de Jesus, porque foram escritos apenas para engrandecer sua história, mas não foram reais; outros nos dirão para abandonar os Seus discursos duros, que são apenas pregações moralizantes que os discípulos colocaram na boca do Cristo. Outros ainda irão dizer que os evangelistas erraram ao atribuir ao Senhor encarnado certas profecias antigas, e assim não teremos NADA do Evangelho, se aceitarmos as opiniões dos homens.

Daniel Campos

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O fato de a mente humana ser decaída, por causa do pecado, é razão para desprezarmos o intelecto em favor das emoções? Com a Palavra, John Stott


"O fato de que a mente do homem é decaída não nos pode servir de desculpa para batermos em retirada, passando do pensamento à emoção, já que o lado emocional da natureza humana está igualmente decaído. De fato, o pecado traz mais efeitos perigosos à nossa faculdade de sentir do que á nossa faculdade de pensar, porque nossas opiniões são mais facilmente controladas e reguladas pela verdade revelada do que nossas experiências."

Trecho do  livro CRER É TAMBÉM PENSAR DE JOHN STOOT  já indicado aqui ( http://ump-da-quarta.blogspot.com.br/2011/08/ump-indica-crer-e-tambem-pensar-um.html ), publicado pela editora ABU.

Presb. Cícero da Silva Pereira