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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Porquê de não Cantar Música Católica em Culto Evangélico


Assim como os evangélicos, os católicos há muito tempo cantam. Na verdade, a música sacra sempre fez parte da ICAR em sua liturgia. Paulo, em Efésios 5.19 e em Colossenses 3.16, já encorajava os cristãos a usarem salmos, hinos e cânticos espirituais como forma de ensino e de gratidão. Então vemos que o uso da música é antigo, bem mais antigo do que a ICAR ou o Protestantismo, era também bastante presente no meio Judaico.

A música no meio cristão sempre foi uma forma de proclamação da fé e embora a música sacra católica fosse proferida em latim, ela nunca esteve ausente, embora não fosse popular. No meio evangélico, a música foi popularizada no início do século XIX, nos EUA, tendo origens no blues e jazz, a chamada música gospel, crescendo e ganhando espaço até hoje. Já a música católica, se popularizou em meados do século XIX, após o concílio do Vaticano II, solidificando o movimento carismático. A música popular católica, surgiu como resposta ao mercado predominantemente protestante.

A popularização e o fortalecimento da música de cunho religioso, proporcionou a chegada de maior quantidade e qualidade nos lares de nosso país. Nesse sentido, católicos, por suas poucas composições, usavam em suas liturgias muitas músicas protestantes, mas a recíproca não era verdadeira. A música protestante, por seu maior volume, não perdia seu lugar, até a chegada mais enfática da música popular católica em 1998, com o Padre Marcelo Rossi. Pela crescente qualidade, as músicas produzidas pela renovação carismática tem alcançado não apenas a sua religião, mas também tem chegado aos templos evangélicas. Disto surgem os debates sobre fato de ser lícito ou não, inserir algumas das músicas católicas em suas liturgias de culto.

Mas realmente é aconselhável o uso dessas músicas em cultos evangélicos? A resposta é não! Vejamos alguns porquês:

● O primeiro problema com a música católica reside na cosmovisão que possui a religião do compositor. A música é um influente meio para qualquer se expressar a ideologia e por consequência, atrair a atenção. Em uma geração que é mais guiada pelo que ouve do que pelo que lê na Bíblia é importante proteger a comunidade local de tais músicas e de sua possível influência.

● Os autores não deixaram de ser católicos, por isso defender os dogmas do catolicismo, que bem sabemos, estão demasiadamente distantes das verdades bíblicas. Alguns dos dogmas (decisão ou opinião absoluta) antibíblicos não são claramente expostos, mas estão presentes. Por exemplo, a divindade, a permanência da virgindade e assunção ao céu em corpo e alma de Maria, presente na música “linda menina” da banda Rosa de Saron.

● O fato das músicas serem compostas e gravadas por grupo católicas, tais músicas representam o segmento católico, logo, quando os protestantes cantam em seus cultos músicas católicas, faz-se uma associação de forma que em muitos casos, cria-se a ideia de que não existe nenhuma diferença entre catolicismo e o protestantismo. O ecumenismo é uma mácula que deve ser evitada e combatida.

Embora alguns dos cânticos e hinos entoados pelo segmento católico, como salmos, por exemplo, sejam verdades bíblicas, “Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! entrará no reino dos céus” (Mateus 7. 21). É necessário por todos esses pontos citados acima (e alguns outros não citados), tomar cuidado e levar em consideração que nem toda piedade é sincera e agradável a Deus, pois “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3.5).

Por fim, mesmo que a música seja boa, contenha passagens e verdades bíblicas, creio que o meio protestante não precisa de nenhuma música católica. Embora estejamos em uma época que temos de analisar tudo, mesmo aqueles compositores que se dizem protestantes, ainda temos boa música, bíblica e centrada na palavra de Deus. Temos de considerar que até certas músicas ditas evangélicas (gospel) não cabem em um culto, por conterem desvios bíblicos sérios, quanto mais músicas de uma outra religião, como a música católica. Os fins não justificam os meios.


Felipe Medeiros

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Hebreus, a Reforma, e o Séc. XXI

Venho meditando há um bom tempo na carta aos Hebreus. E mais uma vez, ao ler as sagradas escrituras vejo que mesmo sendo escrita há tanto tempo atrás, ela ainda nos alcança e traz advertências sérias as nossas práticas hoje. Isso se deve a dois detalhes muitos importantes. O primeiro é que nada é novidade, como já disse o Rei Salomão: “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol.” Eclesiastes 1:9. E o segundo é que tudo que nós conhecemos e vemos vai passar, mas a palavra de Deus permanecerá para sempre. Nas palavras do próprio Cristo: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.” Lucas 21:33. A muitos outros motivos pelos quais a palavra de Deus fala para nós hoje, mas vou me ater a estes dois.

O livro de Hebreus foi escrito cerca de 70 anos após a morte e ressurreição de Cristo. Este período foi marcado por uma terrível perseguição aos Cristãos por parte do império Romano, que não aceitava o Cristianismo como religião, apenas o judaísmo. 

Mediante a este cenário, muitos Cristãos estavam enfraquecendo na fé. Visto que muitos deles não foram testemunhas oculares de Jesus e sua ressurreição. Eles acreditavam nos testemunhos de uma minoria que ainda estava viva.

Os Cristãos estavam abandonando o Cristianismo e voltando as velhas práticas judaicas.

O autor de Hebreus (não se sabe ao certo quem foi) escreveu esta carta, para encorajar os Cristãos a permanecer em Cristo. O apóstolo durante todo seu escrito mostra toda a riqueza da vida e do ministério de Cristo, como sua superioridade a todas as coisas existentes. Ele queria mostrar que Cristo é imensamente superior ao Judaísmo. Nas palavras de Stuart Olyott: “Afastar-se de Cristo é afastar-se de algo imenso para algo menor – muito, muito menor. É afastar-se do ser mais glorioso que há em direção a algo comum. É dar as costas ao esplendor da glória de Deus para andar nas trevas exteriores.”

No período da Idade média (séculos V a IX), a igreja proporcionou o que foi chamado de idade das trevas. Onde a igreja era o estado, e como tal reprimia todo e qualquer desenvolvimento cientifico, intelectual, e artístico, se tais conhecimentos não fossem aprovados pela a instituição chamada igreja católica. Se observarmos as obras artísticas, e cientificas, todas eram relacionadas a questões religiosas. Esse período foi marcado pela forte repressão religiosa da igreja, onde somente o clero poderia interpretar as escrituras, e somente eles tinham acesso a tal.

Essa época foi marcada por fortes distorções doutrinárias, e éticas vindas da própria igreja. Suas convicções eram fundamentadas pela tradição, e as escrituras não tinha sua autoridade dentro da igreja. A instituição se colocava como mediadora entre Deus e os homens. Chegando a vender terrenos no céu (as famosas indulgências.), e colocando o Papa como cabeça da igreja e substituto de Cristo. Qualquer pessoa que se opusesse a tais “verdades” era levada a julgamento pela inquisição, e muitas vezes condenados a morte.

Diante deste cenário Deus levantou grandes homens para batalhar pelas verdades bíblicas, e trazer a verdade à tona. Entre eles estavam Lutero, Calvino, Zwinglio e etc. Estes homens lutaram para romper com os falsos ensinos da igreja católica. Entre os quais eu queria destacar 5 deles, e como o livro de Hebreus os ajudou os reformadores a combaterem tais ensinos:

1. A igreja é a mediadora entre Deus e os homens.

2. A tradição e o papado tem tanta autoridade quanto as escrituras.

3. O Papa é o substituto de Cristo como cabeça da igreja.

4. Padres são sacerdotes a quem devemos nos confessar e ter nossos pecados perdoados.

5. A salvação vem pelo sacrifício de Cristo, mas juntamente com isto tem de vir o dízimo, as penitências e a participação em atividades eclesiásticas. Somente o sacrifico não salva.


No Séc. XXI a principal afronta ao Cristianismo não vem da Igreja católica, visto que tal já foi identificada como herética. E há uma separação entre as igrejas protestante e católica. Mas o maior inimigo, ao meu ver, do cristianismo nos nossos dias é um movimento que vem surgindo dentro das nossas igrejas, o chamado Neopentecostalismo.

Após 496 anos da reforma protestante muita coisa aconteceu dentro das igrejas frutos da reforma. Muitas divisões aconteceram, diferentes denominações surgiram por algumas divergências doutrinárias, mas toleráveis. Visto que por sermos limitados por nossa natureza pecaminosa, nunca chegaremos a unidade de pensamento, pois enquanto não formos redimidos por completo nunca chegaremos a conhecer a verdade de maneira plena.

Mas da década de 80 para cá, um movimento chamado de Neopentecostalismo vem crescendo significativamente no meio protestante. Esta SEITA (como eu gosto de nomeá-la...) traz ensinamentos que ferem em grande parte o que foi defendido pelos reformadores, levando mais uma vez a igreja a práticas muito parecidas com as que praticava na idade das trevas.

Os líderes desse movimento estão muito preocupados com a influência política da igreja, para satisfazerem seus interesses. Montam grandes impérios com o dinheiro que ganham dos fiéis. Com toda sua influência e oratória formam “crentes” a cada dia mais ignorantes em relação as escrituras, botando-as em segundo plano em seus púlpitos e reuniões.

Deste movimento queria destacar 5 pontos em que se assemelha a igreja católica:

1. As igrejas mais uma vez se tornam mediadoras entre Deus e os homens. Grandes líderes detém o poder de curas, milagres e outros tipos de poderes sobrenaturais. E as pessoas que quiserem ter acesso a esses benefícios tem de procurá-los.

2. Com o surgimento de novos “apóstolos”, vem novas revelações diretamente de Deus para esses homens. Que muitas vezes vão de encontro as escrituras sagradas.

3. Esses grandes apóstolos funcionam como os donos da verdade. O que é dito por eles é lei. Não se pode contestá-los pois são “ungidos do Senhor”. E quem vai de encontro a suas ideias são chamados de inimigos da fé. Alguns chegam a amaldiçoar seus perseguidores. (Qualquer semelhança com o papado não é mera coincidência).

4. As indulgências voltam, mas disfarçadas de ofertas, “dízimos”, objetos abençoados e etc. Todas essas coisas são vendidas aos fiéis com a promessa de alcançarem o favor de Deus.

5. Diminuem a figura de Cristo a ponto de colocar em dúvida a sua Divindade.

Agora, tomando como base o livro de Hebreus vou apresentar Biblicamente o quanto essas práticas estão equivocadas:

1. Os capítulos 5, 7 e 8 de Hebreus apontam para Cristo como mediador da nova aliança, apontando para ele como sumo-sacerdote da ordem de Melquisedeque. Que diferente dos sacerdotes comuns, não adentou no santo dos santos, mas sim na presença do próprio Deus nos céus. Sendo desta forma o mediador entre Deus e os homens. Somente nEle temos livre acesso a Deus.

2. O capítulo 1 de Hebreus trata de afirmar a revelação messiânica como sendo a última e superior revelação de Deus para nós. Superior as dos anjos e dos profetas. Sendo Cristo a chave hermenêutica para se interpretar toda a bíblia. E que qualquer revelação diferente da de Cristo deve ser descartada.

3. Porque Cristo precisaria de substituto? A igreja católica age como se Jesus tivesse morrido e continuado morto. E sendo assim precisa que alguém cumpra sua função. Mas a Bíblia afirma que Cristo ressuscitou, e que continua comandando sua igreja, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. E diz noutro lugar: "Tu és sacerdote PARA SEMPRE, segundo a ordem de Melquisedeque". Hebreus 5:6

4. A bíblia nos diz que cristo é nosso advogado junto ao pai. Que nEle temos perdão de pecados. E que devemos nos confessar a Cristo, pois ele está a direita de Deus intercedendo por nós! (Hebreus 5,6 e 7)

5. A carta aos Hebreus nos ensina claramente que o sacrifício de Cristo foi único e suficiente, para nos redimir. Visto que os sacerdotes faziam sacrifícios uma vez ao ano, para redimir os seus pecados e os do povo. Cristo se ofereceu uma única vez por nós. Sendo ele mesmo entregue em sacrifício. O cordeiro puro, imaculado, unigênito de Deus com sua morte nos garante a vida eterna. (Hebreus 9 e 10).


É evidente o quanto foi importante o estudo do livro de Hebreus para se combater os falsos ensinos da Igreja católica da idade das trevas, e daí surgir o protestantismo, trazendo Cristo de volta pro Cristianismo. E ainda hoje ele serve muito bem para nos alertar sobre os ensinos heréticos atuais. Como se pode observar a muitas semelhanças entre as práticas da igreja anterior a reforma e as que estão sendo resgatadas pelo movimento Neopentecostal atual.

Não há nada de novo. A igreja já combateu esses ensinos uma vez. E por meio desse texto venho convocar a igreja para mais uma vez entrar na guerra pela verdade. Não deixemos Cristo e sua obra mais uma vez serem postos de lado dentro de nossas igrejas. Cristo é o DONO DA IGREJA. E tal só existe por que e Ele a edificou!

Para terminar esse texto deixo o alerta que o Autor de Hebreus fez aos Cristãos da época, que estavam querendo descartar Cristo e voltar ao judaísmo. Que serviu muito bem na reforma, e que serve para hoje, onde Cristo não tem lugar dentro de “nossas” igrejas. Deus requer a glória devida ao seu Filho, e todos nós um dia estaremos diante do Deus vivo para lhe prestar contas!

“Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: "A mim pertence a vingança; eu retribuirei"; e outra vez: "O Senhor julgará o seu povo". Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!Hebreus 10:29-31



Guilherme Barros

sábado, 7 de setembro de 2013

Ecumenismo, Progresso ou Ameaça? Com a Palavra Hernandes Dias Lopes




A união de todas as religiões e de todas as crenças é um progresso ou uma ameaça à igreja de Cristo? Para responder a essa questão, precisamos perguntar: Existe verdade absoluta? Nossa resposta é um sonoro SIM. Portanto, podemos unir verdade e mentira, luz e trevas, salvação pelas obras e salvação pela fé? Nossa resposta é um sonoro NÃO. O que está por trás dessa tentativa de unir todas as crenças? É a heresia de que todo caminho leva a Deus. O ecumenismo é um engano. Não há comunhão entre luz e trevas. Não há união entre verdade e mentira. A ideia de que toda religião é boa e de que toda religião conduz o homem a Deus é um engano fatal. Nenhuma religião pode levar o homem a Deus. Somente Jesus é o caminho para Deus. Somente pela fé em Cristo o homem pode ser salvo. Portanto, afirmamos, à luz da Palavra de Deus, que o ecumenismo não é um progresso, mas uma ameaça à igreja de Cristo!

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Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Cosmovisão Romanista dos Evangélicos Brasileiros

Introdução

É inverno na cidade chamada “Evangélicus City”. Inverno pesado, como nunca se viu antes. Dias muito sombrios, em que a neve passa dos joelhos e o vento, de tão gélido, adormece o juízo dos habitantes. As noites estão recheadas de horas intermináveis e que parecem passar duas vezes mais lentamente, intensificando ainda mais a sensação de dor nos ossos por causa do frio!

Na frente das lareiras das casas da “Evangélicus City” os moradores conversam e muitas considerações surgem sobre a situação em que vivem. Dentre elas, algumas se destacam e outras logo são descartadas. A pergunta que gerou essas considerações foi: como podemos ter sucesso diante das limitações climáticas impostas pela região em que “Evangélicus City” está fixada? Pergunta obvia e que trouxe respostas interessantes.

Pela óptica de alguns moradores de “Evangélicus City”, seria buscar, por meio de estudos em fontes confiáveis, o desenvolvimento tecnológico de ponta para oferecer melhor qualidade de vida, melhorando os pontos fortes e corrigindo os fracos na educação, captar recursos financeiros fora da cidade, descobrir recursos naturais, desenvolver o turismo, construir boa infraestrutura e outras tantas iniciativas. Por outro lado, um grupo de moradores propunha uma forma de atrair o sol e ponderavam que era necessário estar mais perto da linha do equador. Outro grupo propunha a feitura de uma grande fornalha, com metragem apocalíptica, a fim de diminuir a quantidade de neve e frio.

Essas duas últimas respostas ou propostas foram as mais aceitas por serem exequíveis. No entanto, a primeira proposta seria inexequível!

O sucesso almejado pelos habitantes de “Evangélicus City” é comovente, expressa um desejo de fazer dar certo e, munidos de boa intenção, batalhavam pela vida bem sucedida numa região inóspita do planeta. Diante dessa ficção ficamos com a clara sensação de estarmos diante dos tão temidos equívocos bem intencionados. A boa intenção nesse período de individualismo ou absolutização do subjetivo gera uma gama de seres humanos ensimesmados e mimados, com erros óbvios de análise, de resposta e praticabilidade. Faltou aos cidadãos de “Evangélicus City”, em sua maioria, uma visão correta, uma análise realista, uma resposta adequada e uma prática sadia por um simples motivo, havia uma amorosa boa intenção, todavia a boa intenção não basta. Faltou-lhes entendimento, referencial correta.

Notando as respostas propostas e as que foram mais aceitas, e tidas como exequíveis, obviamente há um caso de acefalia coletiva. Classificaria tais soluções como desesperadoras e desacreditadoras da raça humana. Parece o absurdo dos absurdos propor atrair mais sol, mais proximidade da linha do equador ou criar uma fornalha gigante em proporções apocalípticas. Ainda mais boquiaberto fico diante da inépcia dos que preferiram essas propostas em detrimento da primeira. Os asnos ficariam envergonhados!

Perguntas que não podem ficar sem resposta.

Por que, então, não contraímos a vergonha congênita dos asnos, que estão corados de vergonha, diante da situação do evangelicalismo brasileiro, que mais parece uma cosmovisão romanista do que bíblico-reformada? 

Onde, portanto, se revela o caminho de cegueira espiritual de grupos religiosos que não têm seguido o Evangelho, ainda que pensem estar? Onde estão as fontes de nossas considerações e ponderações como igreja? Será que não estamos fazendo as mesmas coisas que os cidadãos da “Evangélicus City”?

Algumas considerações se fazem necessárias para propor uma resposta:

1. A grande anciã por papado.

O Papa Francisco I esteve no Brasil e desferiu uma série de pronunciamentos ao povo brasileiro. Ele também deixou, por meio de suas atitudes, vários discursos que propõem claramente uma teologia esquerdista. O que poucos observaram em seus discursos foi a ausência de Bíblia – chegava a ser um silencia ensurdecedor! Ele não abriu a Bíblia e expôs um texto uma única vez! Muito se falou sobre sua humildade, sua abstinência de bens materiais e o quanto se mostrou identificado com o povo brasileiro, inclusive conquistando muitos seguidores evangélicos. No entanto, justamente por causa de nossa cosmovisão ou paixonite romanista, não obversamos que é justamente essa instituição que se levanta contra Cristo há séculos.

O Papa, segundo a teologia católica, é infalível quando defini, de acordo com o seu ministério, a fé e a prática do cristianismo. Nós cremos, há muitos séculos, que somente a Bíblia deveria ser autoridade infalível na igreja e que somente a Bíblia poderia determinar fé e moral aos Cristãos. O sexto parágrafo do capítulo 25 da Confissão de fé de Westminster nos ensina: “Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode ser o papa de Roma o seu cabeça, senão que ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja de Cristo e contra tudo o que se chama Deus”.

A autoridade de um ministro só é legítima quando está submissa à Palavra, segundo a genuína doutrina dos apóstolos que tem sido transmitida ao logo dos séculos. Nas igrejas reformadas a Palavra não é de particular interpretação. Em seus pontos cardinais, é elucidada pelos credos e confissões produzidos pela Igreja Cristã ao longo dos séculos. Isso quer dizer que em dois pontos divergimos essencialmente dos papistas: primeiro, não aceitamos a autoridade de um homem sobre todos os cristãos de forma infalível e, segundo, não aceitamos a autoridade de um homem sobre todos os cristãos dando ordenações sobre a fé e a moral dos mesmos.

O evangelicalismo tem produzido bispos, apóstolos, paipostolos, patriarcas, semiarcanjos e pastores que estão extrapolando até mesmo o papado. Esses homens são dominadores de suas igrejas. Eles controlam de forma absoluta, e nem mesmo os papas mais terríveis da história, puderam alcançar tal poder. Obversando o texto da Confissão, a conclusão é clara: esses tais pastores, bispos ou patriarcas, os nossos Papas, usurpam pela exaltação de si mesmo e pela substituição de Cristo por eles, o lugar de Jesus Cristo na igreja - isto é, eles também têm o espírito do anticristo (1Jo 2: 18 e 22). E como se não bastasse, massas inteiras de frequentadores de igreja, seguem, sem notar ou se incomodar, tais líderes. O pior não é isso, o pior é que o fazem em detrimento de Jesus Cristo!

2. O culto idolatra.

O segundo mandamento tem sido esquecido por muitas igrejas no Brasil. Jesus, Deus ou o Espírito Santo estão sendo tocados, cheirados, mentalizados e ensinados por meio de uma imagem criada pela nossa imaginação – seja materializada ou simplesmente imaginada. A pergunta 109 do Catecismo Maior de Westminster nos ensina: “Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento? Os pecados proibidos no segundo mandamento são - o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; o fazer qualquer imagem de Deus, de todas e qualquer das três pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de criatura alguma; toda a adoração dela, ou de Deus nela ou por meio dela; o fazer qualquer imagem de deuses imaginários e todo o culto ou serviço a eles pertencentes; todas as invenções supersticiosas, corrompendo oculto de Deus, acrescentando ou tirando dele, quer sejam inventadas e adotadas por nós, quer recebidas por tradição de outros, embora sob o título de antiguidade, de costume, de devoção, de boa intenção, ou por qualquer outro pretexto; a simonia, o sacrilégio; toda a negligência, desprezo, impedimento e oposição ao culto e ordenanças que Deus instituiu.”

Fica cada vez mais difícil participar de um culto onde se adore a Deus, mediado por Jesus Cristo, ensinado pelo Espírito Santo, pela fé. Estamos sendo ensinados pelas músicas e pregações a tocar, sentir, cheirar, existencializar, experimentar ou provar. E mais um ingrediente que se soma a isso, pois em nossas músicas litúrgicas, Deus não tem sido mencionado fora de nossas experiências. Normalmente, fala-se de Deus quando Ele nos toca, nos molda e nos fortalece a prosperar! Raramente cantamos os atributos de Deus. Atipicamente cantamos o que Deus fez pela coletividade. Tem estado fora de questão cantar na primeira pessoa do plural. Os cultos públicos são cada vez mais expressões de uma invencionice humana, escrava do novo ou do tradicionalismo e cheios de coisas atrativas aos homens. Os lugares de culto pelo Brasil estão cada vez mais cheios de pessoas que não sabem o que fazer diante de Deus e usam suas boas e sinceras intenções para adorar a Deus; o pior é que isso não basta!

A verdade é que cultuamos numa situação, hoje, bem pior do que a dos católicos romanos! Eles cantam a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo e à Maria e outros santos. Nesses cânticos, normalmente, se fala do que é elogiável nesses personagens. Eles estão adorando o que está fora deles. Os chamados evangélicos no Brasil têm adorado a si mesmos de forma descarada, sem vergonha alguma, sem pudor e discernimento.

3. A esperança.

Esse é um diferencial do Evangelho de Jesus Cristo. Há vivida confiança na esperança de vida eterna (At 24: 14-15; Rm 5: 5; 8: 24-25; 1Co 15: 19). Hoje, quando fazemos uma pesquisa entre os evangélicos no Brasil, descobrimos que a maioria não sabe se será realmente salvo da condenação eterna ou não sabe o porquê será salvo da infernal condição de condenado (Hb 10: 23).

Ora, a teologia católica é justamente essa. Para eles ninguém pode dizer convictamente que será salvo da condenação eterna. E os evangélicos têm crido similarmente e tem exposto isso de quatro formas: 1. Crendo e ensinando sobre o Evangelho de forma muito deficiente ou errada. 2. Vivendo de forma indigna o Evangelho e por isso leviana; e mesmo assim se publicando conhecedor do Evangelho. 3. Se declarando não convicto da esperança de vida eterna. 4. Dizendo que está em busca dessa convicção por meio das obras da lei evangélica no Brasil.

Quando ligamos nossas TV’s e rádios logo observamos que o Evangelho Bíblico não tem sido pregado! Há raras exceções! Bastava ouvir uma única exposição das Escrituras e depois comparar com o conteúdo e forma de apresentação das demais para chegarmos a essa conclusão. Esses tais pastores, cantores, cantoras e pastoras estão se comportando como falsos profetas, mestres e guias. O que mais chama atenção é ver que, em detrimento da verdade, o ibope dessas pessoas no meio evangélico é altíssimo! Desfrutam de grande fama! O conteúdo do que ensinam, de longe passa pelas Escrituras e mesmo assim são ovacionados pela nossa inclinação papista, idolatra e, por fim, desapegada da verdade!

E é aqui que está a razão das duas outras observações feitas acima. Ora, como esse povo poderá reconhecer verdadeiros pregadores, pastores, presbíteros ou diáconos se eles não conhecem o Evangelho? Ora, será que foram convertidos?  Como conhecerão o Evangelho e se converterão dos seus maus caminhos, se a eles não foi pregada a Palavra de Cristo (Rm 10: 13-17)? Sabemos que essas coisas que se discernem espiritualmente (1Co 1: 18; 2: 14; 2Co 4: 3-6), não conhecidas e cridas pela força ou engenhosidade humana. É o Espírito com a Palavra que convence o homem! A doutrina, assim, de nosso Senhor Jesus Cristo, precisa ser pregada para que exista fé verdadeira e havendo fé verdadeira se conhecerá e se prestará culto verdadeiro. Para se prestar culto verdadeiro é necessário, indispensável, essencial que se conheça o Evangelho, pois sem ser salvo não se pode prestar culto aceitável a Deus.

O que tem a esperança de herdar a vida eterna não se deixará levar por muito tempo por essas coisas que têm constituído as pregações, os ensinos e sido instrumento de motivação, crescimento e conformação de muitas igrejas.

 As respostas

Parece que vivemos um dos momentos mais frios espiritualmente de nossa história como Igreja Neotestamentária. Ainda que se propale que este é o momento de maior avivamento da história e ele acontece aqui no Brasil, os sinais, no entanto, depõem no sentido oposto se interpretados pela óptica das Escrituras. 

Normalmente, muitos falam mal da Idade Média e em muitos casos sem discernimento, pois a nossa geração está numa condição muito pior. Vejamos se não: no final da Idade Média foi criado o dogma da indulgência e com ele se oferecia a oportunidade de abrandamento ou até mesmo a total exclusão de qualquer castigo intermediário entre o céu e o inferno – o purgatório. Trocando em miúdos, isso quer dizer que as pessoas compravam perdão e assim a possibilidade de estar com Deus. Essa pregação certamente não faria sucesso em nossos dias e entendo que não seria pelo motivo que temos em mente. A pregação que tem funcionado é aquela que ensina os crentes a determinar bênçãos para as situações do agora e não a respeito de coisas do por vir. Esse tipo de pregação tem feito um sucesso que até os mais carrascos inquisidores e vendedores de indulgências se sentiriam envergonhados.

Logo, é evidente por meio deste único e simples exemplo que não vivemos um avivamento. O evangelho ensinado e que está em voga ou desfrutando de muita aceitação não é o Evangelho! Essencialmente a negação do Evangelho na Idade Média e a rejeição ao Evangelho de Jesus Cristo hoje é a mesma, mesmíssima! Todavia, há diferenças que assombram, pois, mais do que nunca, estamos a observar a desenfreada opção por coisas ainda mais descaradamente ímpias e infernais. Mais do que em outros momentos, desfrutamos do infortúnio de presenciar multidões “evangélicas” optando pela opção de negar o Evangelho – a verdadeira forma de prosperar enquanto pessoa e também na condição de grupo.

Os nossos antepassados ouviram dos apóstolos, os mesmos transmitiram a homens fieis e esses homens com muito esforço e sangue passaram às gerações a sã doutrina. Hoje uma geração inteira se julga mais bíblica, mais sábia, mais justa e mais humilde do que as anteriores e estão propõe reinventar a roda. Pregam como novidade e ensinam como vanguarda, contudo, não passa de heresia velha sob título novo e linguagem desconstrucionista.

Sim, sim, invariavelmente sim. Infelizmente sim, é isso mesmo! Nós estamos fazendo a escolha absurda, estúpida, desqualificadora, abestalhadora, emburrecedora ou amalucada mesmo, pela solução ou pelo caminho que nos leva a ruína. Se depender dos caminhos que temos trilhado enquanto igreja evangélica brasileira, fatalmente pereceremos.

Entendo que a Igreja de Jesus Cristo jamais acabará, perecerá, será estúpida a esse ponto de escolher o autoenforcamento. No entanto, igrejas locais, que durante gerações, até, clamaram genuinamente pelo nome do Senhor podem definitivamente colher o que plantaram e assim serem rejeitadas pelo Senhor Jesus. É certo que se o Cabeça da Igreja sempre terá um povo que chamará pelo seu precioso nome. É certo também que o Cabeça da Igreja não precisa de qualquer porção de seres humanos para que sua obra continue a alcançar povos, nações, etnias e línguas de sobre a face da terra. Aos eleitos, dentre todos os povos, Deus suscitará herança.

Portanto, assim como as igrejas do passado, que presentemente não existem mais, tal como a igreja de Eféso, na Ásia Menor, plantada pelo apóstolo Paulo no primeiro século da era cristã, pastoreada por ele por mais de dois anos, que posteriormente foi pastoreada por Timóteo, que recebeu três cartas do apóstolo Paulo (Efésios, 1Timóteo e 2Timóteo), que entre os seus presbíteros pode-se contar com a presença do apóstolo João e que depois, por fim, recebeu uma carta do Senhor dos candeeiros dizendo que os membros daquela igreja deveriam voltar ao primeiro amor, pois se não fosse assim removeria o candeeiro, ou seja, a igreja deixaria de existe ali (Ap 2: 5), hoje as igrejas locais, de uma região ou até mesmo de um país podem degringolar na fé e finalmente fechar as suas portas – abraçando outra fé. A região da Turquia é principalmente mulçumana hoje em dia, no passado era principalmente cristã.

Conclusão

A boa intencionada busca pelo crescimento, sucesso e proclamação das atividades da igreja ao mundo tem proporcionado um emaranhado de confusões. A igreja passou a existir por causa de Cristo e em Cristo ela deve viver. Sua diretriz deve ser buscada em Cristo e não se pode almejar tal direção a partir de mentes e corações comprometidos e apaixonados por coisas não bíblicas ou que não partem de pressupostos bíblicos.

Precisamos de um retorno às Escrituras, à oração, ao arrependimento, ao compromisso com a Igreja de Jesus Cristo e com o próprio Cristo Jesus da Igreja. As igrejas locais estão revelando uma cosmovisão romanista quando estão planejando, almejando, “sonhando com o futuro da igreja”, propondo soluções aos problemas e na prática revelando o que creem. A começar pelas nossas crenças, se estendendo em nossos métodos e findando em nossas práticas, temos ultrapassado o catolicismo romano medieval em muitos pontos.

Isso se deve em primeiro lugar à nossa paixão em comum pela autonomia, depois à nossa abstinência de doutrina bíblica, à nossa escassez de compromisso com a oração, ao ardoroso comprometimento com os enfadonhos cultos tradicionalistas ou devoção aos cultos cheios de invencionismo que mascara, assim como o tradicionalismo, a nossa impiedade, a nossa permeabilidade a santidade, a nossa estúpida teimosia em insistir querendo viver por nós mesmo, por nossos motivos. Voltemos ao Evangelho!

Três conselhos fundamentais e que certamente nos ajudam a “espantar” a cosmovisão romanista que assola o evangelicalismo brasileiro:

1.      Precisamos conhecer mais o Senhor Deus Eterno. Conhecê-lo em Seu Filho e guiados pelo Espírito Santo. O Espírito conduz a Cristo pela Palavra. Cristo conduz a Deus e o Pai testifica do Filho. Precisamos os conhecer.

2.      Precisamos conhecer a nós mesmos. E é na medida em que conhecemos a Deus, que nos conhecemos de verdade, de fato, de direito, apropriadamente – redentivamente. Quando conhecemos a nós mesmo, passamos também a perceber ainda mais a grande diferença entre nós e Deus, proporcionando, assim, mais conhecimento de Deus, que promove ainda mais conhecimento de nós mesmo. É um ciclo retroalimentado pela justiça de Cristo.

3.      Precisamos conhecer a Palavra, participar dos sacramentos corretamente, endossar com santo temor a disciplina eclesiástica e nos dedicar a oração. Viver como Igreja de Jesus Cristo e não como igreja local. Viver como igreja local só é legítima quando se é Igreja de Jesus Cristo. O culto precisa voltar a ser Cristocêntrico! Precisa voltar a ser Teocêntrico! Precisa voltar a ser Espiritocêntrico! Como eles nos ensinaram.

Deus nos abençoe com entendimento e discernimento. Lembrando sempre: O princípio da sabedoria é o temor ao Senhor.

Abraço fraterno,

Rev. Renan de Oliveira

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A JMJ e o Evangelho da Marcha Ré

Não há como negar ‘o papa é pop’ e não somente entre os católicos apostólicos romanos, mas dentre muitos outros, adeptos das mais diversas religiões. Mesmo que ‘o pop não poupe ninguém’, as manifestações contra a visita do bispo de Roma em nada ofuscaram a sua presença e participação ilustre na JMJ (Jornada Mundial da Juventude), na cidade do Rio de Janeiro.

Com o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28:19), a JMJ se diz como “mais que um encontro que reúne milhares ou mesmo milhões de jovens, a Jornada Mundial da Juventude dá testemunho de uma Igreja viva e em constante renovação.”, uma pequena mostra de que a ICAR realmente está preocupada com o avanço das outras religiões mundo a fora e em especial aqui no Brasil. O destaque é para o protestantismo que cresceu 61% entre 1990 e 2010, porém há uma diluição dos membros da ICAR em outros credos, como o espiritismo Kardecista (2%) e o ateísmo ou agnosticismo (8%). E nesse sentido, vemos que a música da vez é o tango, já que o estilo alemão de dançar foi ‘obrigado’ a renunciar e o baile polonês não durou pra sempre, embora tenha começado tudo isto.

Algo que ICAR retomou a pouco, com João Paulo II, o intuito do evento no Rio de Janeiro, foi a evangelização. Contraditoriamente em um país de maioria católica este ato se faz necessário pelos motivos de perca de membros. E como disse um amigo meu “o marketing do Vaticano é muito bom”, pois soube realmente quem colocar no pontificado para dançar conforme a música do momento, pois como bem sabemos a expressa humildade de Francisco é atraente até para os evangélicos que possuem líderes mais soberbos do que qualquer ímpio que não conhece a Cristo. Aí ficou fácil até demais agradar, porque se por um lado ‘sobra dinheiro’ ao segmento neopentecostal, falta humildade em todos os sentidos e no sentido mas amplo da palavra. Lembremos também que todo esse investimento de renovação também se expande a música, o argumento é o mesmo, ficou fácil com o cenário musica gospel do “agora é só vitória” em contraste com "tudo é do Pai".

Contudo a 28ª JMJ passou, mas alguns de seus objetivos foram cumpridos. Ao contrário do emocionalismo contido nos breves e raros momentos que algum evento protestante trouxe algo de mais chamativo, a religião romana conseguiu atrair para si a ideia de que juntamente com ela, as outra religiões podem juntamente coexistir sem divergir. E mais, podem até compactuar da visão una de que Cristo realmente morreu por todos, já que o seu amor é imensamente maior do que sua justiça e ira. Infelizmente, a teologia burra do quantitativo (e não qualitativo) evangelicalismo atual do Brasil é criança demais para comer da solidez da palavra e entender, às claras, que o catolicismo está demasiadamente distante do que Cristo realmente ensina a Palavra. A JMJ e a visita do Papa ao Brasil fizeram mais estrago ao protestantismo do que uma simples admiração cega a uma falsa humildade marqueteira. A afinidade de alguns líderes ou simples membros, ditos cristãos, com o papa é entendível: ambos estão mais preocupados com a quantidade de membros e sua hegemonia do que com a mensagem do evangelho de forma que a nova onda de ecumenismo juntou a fé e a vergonha quando a simples afirmação "somos todos irmãos" foi proferida. Em última análise, estamos voltando ao tradicionalismo onde a religião realmente não faz diferença.


“Você pode ter sido batizado na igreja, criado na igreja, servido na igreja. Pode ser que tenha se casado na igreja, morrido na igreja, ter sido velado na igreja e ainda assim acordar no inferno caso esteja meramente na igreja e não em Cristo” (Mark Driscoll) . Estar em Cristo é uma necessidade impar e transcende qualquer religião, mas não é possível ter fé se você não está em uma religião que te faça ouvir as verdadeiras palavras da fé dos evangelhos como afirma o verdadeiro apóstolo de Jesus, Paulo de Tarso, em Romanos 10.17, ponto. 

Felipe Medeiros
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Por Que os Evangélicos Estão se Surpreendendo Tanto com o Papa Francisco?

Antes de qualquer coisa preciso afirmar que não sou católico e que respeito a opção de fé de quem quer que seja. Afirmo também que possuo sérias divergências com o Catolicismo Romano quanto a aspectos doutrinários e teológicos os quais considero fundamentais. Discordo da veneração dos "Santos", da "mariolatria", da infabilidade papal, do ecumenismo, de sua soteriologia universalista, bem como de sua cristologia miscigenada.

Isto posto, vamos ao artigo:

A vinda do Papa Francisco ao Brasil tem despertado não somente a atenção da população em geral, como também dos evangélicos que  não se cansam de elogiar o bispo de Roma. Basta olharmos as mídias sociais que constataremos isso. Na verdade , tornou-se comum encontramos evangélicos enaltecendo publicamente a postura simples do Papa.

Diante disto resta-nos indagar o por que de tal comportamento, visto que o protestantismo possui inúmeras divergências teológicas com o catolicismo romano.

Na minha opinião a valorização do Papa se deve em parte a insatisfação que os evangélicos tem feito quanto ao comportamento de alguns dos seus líderes, senão vejamos:

1- O papa passa uma imagem de simplicidade, enquanto os "apóstolos" tupiniquins ostentam riquezas.

2- O papa demonstra gostar de gente e de se relacionar com o povo, já os "apóstolos" tupiniquins preferem a ostentação de títulos eclesiásticos, além é claro da nítida e clara separação do restante do povo.

3- Ainda que tenha MUITO dinheiro, mesmo porque a Igreja Católica Romana é milionária, O Papa Francisco ostenta uma vida simples, sem muitas riquezas que se reflete na forma com que vive; já os "apóstolos" tupiniquins, fazem questão de ostentar riqueza, poder e glória.

4- O Papa Francisco demonstrou simplicidade em voar num avião comercial, em carregar sua própria mala, em dormir num mosteiro numa cama de solteiro, em andar em carro comum, em se relacionar com o povo sem protocolos, pompa ou exigências. Já os "Apóstolos" tupiniquins andam de avião particular, exigem hotéis cinco estrelas, além é claro de exigirem uma série de obrigações a todos àqueles que os convidam para pregar o Evangelho de Cristo.

5- O Papa tem falado de Cristo,  os "apóstolos" tupiniquins só falam em dinheiro.

Caro leitor, a falta de compostura por parte de alguns dos líderes evangélicos, além é claro das heresias propagadas por "apóstolos" fraudulentos que teimam em contrapor-se aos ensinos das Escrituras, tem levado aos cristãos protestantes desse imenso país a valorizar pessoas como Francisco, que mesmo tendo uma fé diferente do protestantismo histórico, comporta-se (pelo menos aparentemente) como homens de Deus deveriam se comportar.

Pense nisso!

Renato Vargens


Alineane Cabral
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Maior de Todas as “Heresias” Protestantes


Comecemos com uma pergunta de prova de história da igreja. O cardeal Roberto Belarmino (1542-1621) não foi uma figura para se desconsiderar. Ele era o teólogo pessoal do Papa Clemente VIII e uma das figuras mais capazes no movimento de Contra-Reforma no Catolicismo Romano do século dezesseis. Em uma ocasião, ele escreveu: “A maior de todas as heresias protestantes é ______________.” Complete, explique e discuta a afirmação de Berlarmino.

Como você responderia? Qual a maior de todas as heresias protestantes? Talvez a justificação pela fé? Talvez o Sola Scriptura, ou uma das palavras de ordem da Reforma?

Tais resposta fazem sentido lógico. Mas nenhuma delas completam a frase de Belarmino. O que ele escreveu foi: “A maior de todas as heresias protestantes é a certeza.”

Um momento de reflexão explica o motivo. Se a justificação não é apenas pela fé, apenas por Cristo, apenas pela graça — se a fé precisa ser completada por obras; se a obra de Cristo é de alguma maneira repetida; se a graça não é gratuita e soberana, então alguma coisa sempre precisa ser feita, ser “adicionada” para que a justificação final seja nossa. Este é exatamente o problema. Se a justificação final é dependente de algo que temos de completar, não é possível desfrutar da certeza de salvação. Pois então, teologicamente, a justificação final é contingente e incerta, e é impossível para qualquer um (à parte de uma revelação especial, concedida por Roma) ter certeza da salvação. Mas se Cristo fez tudo, se a justificação é pela graça, sem obras contributivas; é recebida pelas mãos vazias da fé — então a certeza, mesmo “certeza completa” é possível para todo crente.

Não me admira que Belarmino tenha pensado que a plena, gratuita e irrestrita graça era perigosa! Não me admira que os Reformadores tenham amado a carta aos Hebreus!

Eis o motivo. Conforme o autor de Hebreus pausa para respirar no clímax de sua exposição da obra de Cristo (Hebreus 10:18), ele continua seu argumento com um “pois” ao estilo de Paulo (Hebreus 10:19). Ele, então, nos urge a aproximarmo-nos “em plena certeza de fé” (Hebreus 10:22). Nós não precisamos reler toda a carta para ver o poder lógico de seu “pois”. Cristo é nosso Sumo Sacerdote; nossos corações foram purificados de uma má consciência assim como nossos corpos foram lavados com água pura (v.22).

Cristo se tornou de uma vez por todas o sacrifício por nossos pecados, e foi ressurreto e vindicado no poder de uma vida indestrutível como nosso sacerdote representativo. Pela fé nele, somos justos diante do trono de Deus como ele é justo. Por sermos justificados em sua justiça, sua justificação singular é nossa! E nós podemos perder essa justificação tanto quanto ele pode cair do céu. Assim, nossa justificação não precisa ser completada nada mais do que a justificação de Cristo precisa!

Com isso em vista, o autor diz: “com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hebreus 10:14). A razão pela qual podemos ficar de pé diante de Deus em plena certeza é porque agora experimentamos nossos corações “purificados de má consciência” os corpos “lavados com água pura” (Hebreus 10:22).

“Ah,” replicou a Roma do Cardeal Berlamino, “ensine isso e aqueles que creem nisso viverão em licença e antinomismo.” Mas ouça, então, à lógica de Hebreus. Desfrutar desta certeza leva a quatro coisas: Primeiro, uma firme fidelidade à nossa confissão de fé apenas em Jesus Cristo como nossa esperança (v.23); segundo, uma cuidadosa consideração de como podemos encorajar uns aos outros ao “amor e às boas obras” (v.24); terceiro, uma comunhão contínua com outros cristãos em adoração e todo aspecto de nossa amizade (v.25a); quarto, uma vida na qual exortamos uns aos outros para nos mantermos olhando para Cristo e sendo fieis a ele, conforme o tempo de sua volta se aproxima (25b).

Esta é a boa árvore que produz bons frutos, não o contrário. Nós não somos salvos pelas obras; somos salvos para as obras. De fato, nós somos o trabalho de Deus trabalhando (Efésios 2:9-10)! Assim, ao invés de levar a uma vida de indiferenças moral e espiritual, a obra definitiva de Jesus Cristo e a plena certeza da fé que ela produz, fornece aos crentes o mais poderoso ímpeto para viver para a glória e o prazer de Deus. Ademais, tal plena certeza é arraigada no fato de que o próprio Deus fez tudo isso por nós. Ele revelou seu coração a nós em Cristo. O Pai não requer a morte de Cristo para persuadi-lo a nos amar. Cristo morreu porque o Pai nos ama (João 3:16). Ele não está à espreita atrás de seu Filho com um intento sinistro desejando nos fazer mal se não fosse pelo sacrifício que seu Filho fez! Não, mil vezes não! — o próprio Pai nos ama no amor do Filho e no amor do Espírito.

Aqueles que desfrutam de tal certeza não vão aos santos ou a Maria. Aqueles que olham apenas para Jesus não precisam olhar para nenhum outro lugar. Nele nós desfrutamos a pena certeza da salvação. A maior de todas as heresias? Se for uma heresia, deixe-me desfrutar da mais bendita de todas as “heresias”! Pois ela é a verdade e a graça do próprio Deus!

Por Sinclair Ferguson. Extraído do site ligonier.org. © Ligonier Ministries. Original: What is the Greatest of All Protestant “Heresies”?
Tradução: Alan Cristie
Fonte: Editora Fiel

Autor: Sinclair Ferguson

Intercâmbio Feito por Walber Arruda