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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Como Encontrar Descanso na Fidelidade de Deus? Com a Palavra A. W. Pink

 A infidelidade é um dos pecados mais proeminente nestes maus dias. Com raríssimas exceções, a palavra de um homem não é mais a sua fiança, nos negócios deste mundo. No mundo social, a infidelidade conjugal ocorre por todo lado, sendo que os laços matrimoniais são desfeitos com a mesma facilidade com que uma roupa velha é rejeitada. Na esfera eclesiástica, milhares que se comprometeram solenemente a pregar a verdade, sem nenhum escrúpulo a negam e a atacam. Nem o autor, como tampouco o leitor, podem arrogar-se completa imunidade deste pecado terrível: de quantas maneiras temos sido infiéis a Cristo, e à luz e aos privilégios que Deus nos confiou! Como é animador então, que indizível benção é erguer os olhos acima desta ruinosa cena e contemplar Aquele que, só Ele, é fiel, fiel em tudo, fiel o tempo todo.

      Deus é verdadeiro. Sua Palavra de promessa é certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo. Deus é fiel. Pode-se confiar nEle, com segurança. Nunca houve alguém que tivesse confiado nEle em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, pois o Seu povo precisa saber que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta é a base da nossa confiança nEle. Mas, uma coisa é aceitar a fidelidade de Deus como uma verdade divina, e outra coisa, muito diferente, é agir com base nisso. Deus “nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas”, mas nós contamos realmente com o seu cumprimento por Deus? Esperamos de fato que Ele vai fazer por nós tudo que disse que fará? Descansamos com implícita segurança nestas palavras: “... fiel é o que prometeu” (Hb 10:23)?

      Há ocasiões na vida de todos em que não é fácil, nem mesmo para os cristãos, crer que Deus é fiel. Nossa fé é provada dolorosamente, nossos olhos ficam toldados pelas lágrimas, e não conseguimos mais encontrar o rumo dos baluartes do Seu amor. Os nossos ouvidos se distraem com os ruídos do mundo, arruinados pelos sussurros ateísticos de Satanás, e não conseguimos mais ouvir a doce entonação da voz mansa e delicada do Senhor. Sonhos alimentados foram frustrados, amigos em quem confiávamos falharam conosco, um falso irmão ou irmã em Cristo nos traiu. Vacilamos. Procuramos ser fiéis a Deus, e agora uma trevosa nuvem O esconde de nós. Achamos difícil, impossível mesmo, à razão carnal harmonizar a Sua sombria providência com as promessas de Sua graça. Ah, alma titubeante, companheiro de peregrinação provado com tanto rigor, procure graça para ouvir Isaías 50:10: “Quem há entre vós que tema a Jeová, e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus”.


“Não julgues o Senhor por tua mente,
Porém, confia nEle por Sua graça.
Por trás de uma severa providência
Ele oculta um semblante sorridente.
Animai-vos, ó santos temerosos!
As nuvens que temíveis vos parecem,
Ricas são de mercês, e irromperão
“Em benção derramadas sobre vós.”

      A percepção desta bendita verdade calará as nossas murmurações. O Senhor sabe o que é melhor para cada um de nós, e um efeito da confiança nesta verdade será o silenciar das nossas petulantes reclamações. Deus é grandemente honrado quando, sob provação e castigo, temos bons pensamentos sobre Ele, vindicamos a Sua sabedoria e justiça, e reconhecemos o Seu amor mesmo em Suas repreensões.



PINK, A. W. Os Atributos de Deus. Trad. Odayr Olivetti, S.Paulo, PES, 1990. Cáp.: 10.

Lídia Santos
Facebook: https://www.facebook.com/lidiasantoss

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Bendito O Deus que não Atende Todas as Nossas Orações!

Deus é onisciente. Este é um de seus mais conhecidos atributos. No entanto este conhecimento é muitas vezes superficial e inadequado, ou no mínimo, não traz como reflexo nenhuma aplicação prática para nossa fé. Compreender este importante atributo é um recurso indispensável para todos aqueles que necessitam descansar seus corações na sabedoria inefável do Poderoso Deus. Se formos conscientes de nosso estado, todos serão unanimes em reconhecer que esta necessidade é geral, e alcança cada um de nós.

A onisciência de Deus não significa somente que ele sabe de todas as coisas, mas também que ele sempre escolhe os melhores caminhos nos momentos mais oportunos possíveis. É um atributo que nos revela uma sabedoria perfeita, inalcançável. Deus faz tudo da melhor forma possível. Ele controla de modo esplendoroso todos os meios assim como o fim de todas as coisas. Ele o faz com absoluta maestria, ainda que tais caminhos sejam absurdos por diversas vezes aos nossos frágeis olhos carnais.

Mas este atributo não é comunicado a nós, ou seja, nós não somos oniscientes. Sendo assim Ele não seria bondoso para conosco se SEMPRE atendesse os nossos pedidos, que muitas vezes nos fariam mal no fim das contas. As teologias que colocam o poder nas palavras dos homens, vindicando para si o direito de emitir decretos nos quais Deus torna-se um mero agente de suas "sábias" decisões, são heresias que não compreendem nem a infinita sabedoria de Deus, e tão pouco reconhecem as imensas limitações do intelecto humano.

Mas tenho uma excelente notícia: Ele é bom! Tão bom que nós diz não!

Veja o exemplo dos discípulos:

Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido.

"O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda".
Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? " "Podemos", responderam eles. (Mateus 20:20-22)

Eles queriam beber do cálice de Cristo. Ficar ao seu lado quando fosse erguido. Pensavam que isto significaria glória em Israel, reinando com Ele. Mas isto na verdade significa: Cruz, morte e humilhação. Aqueles posições seriam ocupados por dois ladrões crucificados co, Cristo. Jesus sabia o quão terrível seria o seu destino, ainda que os discípulos não o compreendessem, e por isso foi compassivo com eles, negando suas tolas pretensões. Eles não sabiam o que pediam, mas o mestre sempre soube o que lhes daria.

Em outra narrativa bíblica, percebemos Pedro em uma petição ainda mais nociva, mas que detinha uma aparência de extrema piedade. Obviamente esse pedido partiu de uma compreensão equivocada do discípulo, apesar de sua ótima intenção de preservar seu mestre tão amado, mas se fosse atendido teria consequências irreparáveis:

Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.
E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.


No entanto, como o decorrer do texto demostra, Jesus o repreendeu severamente. Ainda que seu pedido fosse compreensivo diante do carinho que tinha por Cristo, as consequências daquilo seriam terríveis. Se Jesus fosse poupado, Pedro não teria salvação. Todos nós estaríamos no inferno! Os nossos pedidos mais sinceros, por causa das inclinações de nosso coração, podem nos levar a caminhos de morte. Foi isto que ocorrera com Pedro.

GLÓRIA A DEUS, POIS ELE NOS DIZ NÃO!

Não sabemos o que pedimos, mas devemos saber a quem pedimos. Ele é totalmente digno de confiança! E é por saber que ele nos dirá não quando o nosso pedido for nossa armadilha, é que podemos abrir nossos lábios e corações para clamar a Ele com todas as nossas forças. Nosso Deus é tão bom que nos diz não. E há mais amor nesses desejos negados, no que numa prece atendida com consequências negativas inimagináveis.

Clamemos aquele que sempre cumpre sua vontade perfeita! Ele sabe escutar nossas orações e adequá-las ao seu plano soberano e imutável!

Rodrigo Ribeiro
Faceboook: https://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

UMP INDICA: Deus - Face a Face com Sua Majestade (John MacArthur)

No inicio das Institutas Calvino afirma que o verdadeiro conhecimento, sólido e confiável flui de uma correta compreensão acerca dos atributos de Deus e da nossa condição humana. E concordando com esta máxima a UMP indica este livro do Pr. John MacArthur que se revelou como uma ferramenta graciosa para conhecer um pouco mais daquilo que Deus revelou sobre si mesmo nas Sagradas Escrituras.

Pela providência de Deus, este foi o primeiro livro que estudamos no grupo de estudos da UMP da IV e fomos extremamente impacto pela verdades bíblias apresentadas nele, não somente acerca dos atributos de Deus mas também por causa da reflexão consequente ao contemplarmos nossas limitações. A leitura de cada capítulo nos constrange com a grandeza de Deus e nos humilha como pecadores que somos.

Mas tal conhecimento só ressalta a grandeza da graça de Cristo que nos torna filhos deste Deus tão maravilhoso que é Onipresente, Onisciente, Onipotente, Soberano, Misericordioso, Pai, Justo, que se Ira com o pecado e que é digno de ser Adorado.

Conheça mais o nosso Deus triuno com este livro extremamente bíblico, e que ainda dispõe de um excelente guia de estudos o que auxilia bastante aqueles que desejam estudar o material em grupo. Certamente será um tempo edificante.

Leia um trecho e adquira esta obra:
http://www.editorafiel.com.br/produto/5074997/Deus-Face-a-Face-com-Sua-Majestade
 

Rodrigo Ribeiro
Facebook: https://www.facebook.com/rodrigo.ribeiro.14811

sábado, 9 de março de 2013

O QUE É A IRA DE DEUS? Com a Palavra, Hernandes Dias Lopes


A Bíblia fala não apenas do amor de Deus, mas também sobre sua ira, e isso, sem constrangimento. Muitos pregadores ocultam esse tema, com medo de que esse tipo de mensagem fira a sensibilidade das pessoas. Deixamos claro que a ira de Deus não é temperamento descontrolado nem destempero emocional. A ira de Deus não é caprichosa nem pecaminosa como é, tantas vezes, a ira humana. A ira de Deus é santa e absolutamente compatível com seu caráter. É a santa repulsa de Deus com o mal. Sendo Deus santo, não pode reagir da mesma forma com o bem e com o mal. Sua santidade exige sua ira. A Bíblia diz que a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela mentira (Rm 1.18). A ira de Deus se acende contra todos aqueles que escarnecem da verdade e fazem troça da virtude. Não podemos nos esquecer de um alerta: Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Quem pode suportar a ira do Deus Todo-poderoso?

Hernandes Dias Lopes.
Facebook do autor

Rodrigo Ribeiro

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Imagino


“Quero te ver como tu És e não como eu imagino mais como tu és. Quero ouvir tua palavra, não como imagino mais como ela diz.”

Esse é o trecho de uma conhecida canção da banda Palavrantiga, e é sobre isso que vamos falar hoje.
Algumas palavras têm rodeado e desmanchado os meus conceitos nas últimas semanas. Conhecemos as boas novas? Conhecemos o Deus que cremos? Será que temos menção do tamanho de seu poder? Da reverência que devemos prestar? Do temor que devemos ter perante Ele? Ou será que temos uma visão superficial do que é cristianismo?

Martyn Lloyd-Jones em uma de suas reflexões escreve: “Uma visão superficial da obra de Cristo produz vidas superficiais.” e é bem ai que queremos chegar nesse texto.

Eu conheço o evangelho, você caro leitor, acredito que também conheça. Ou será que imaginamos conhecer e acabamos por pregar Cristo em um visgo limitado na nossa imaginação?

Acredito que não, Nós não conhecemos Cristo. Porque se conhecêssemos entenderíamos a sua obra de reconciliação, entenderíamos o zelo que deveríamos ter. Não pela a metade, não para agradarmos em troca de algo, mas entenderíamos que Ele é em tudo soberano, entenderíamos de fato aquele sacrifício naquela cruz, toda ira de Deus que estava sobre o pecador, sobre mim e você que foi derramada sobre aquela cruz. Aquela cruz nos trouxe vida. Cristo nos trouxe vida em tudo.

Quando em Mt 26-39 Cristo orava ao Pai dizendo: “afasta de mim esse cálice,” Ele não estava com medo daquela cruz, era a ira de Deus que fazia Cristo soar gotas de sangue ali. E nem você nem eu sabemos o que é está debaixo da ira de Deus porque se soubéssemos, todos os dias, todos os minutos haveria palavras de gratidão em nossas bocas, nossa adoração seria outra, nosso zelo com sua obra ganharia status de primícias, o significado daquela obra reconciliadora seria uma vida totalmente dedicada ao nosso Senhor.
A vida que levamos é muito distante da vida que deveríamos ter, um Cristianismo distorcido, moldados as nossas necessidades. Uma visão daquela cruz totalmente fora do que ela representa. Você pode está pensando: eu sei o significado daquela cruz. Não leitor, você não sabe o que foi carregar à ira de Deus. Se conhecesse teria uma vida bem diferente daquilo que tem. Entenderia o evangelho de Cristo.

Estamos tão acostumados a escutar, nos púlpitos de nossas igrejas, mensagem que fala tanto do que Deus pode fazer se fizermos tudo que ele nos manda que acabamos esquecendo-se de conhecê-lo. Cadê Cristo em nossos sermões? Cadê uma explanação bíblica de quem é Deus? O povo padece por falta de conhecimento e por negligência nos nossos sermões.

É sempre bom lembrar: Deus tem ira daquilo que lhe desagrada. É maravilhoso saber que seu amor é tão grande, mas, temos que compreender que sua justiça é proporcional a esse amor. Naquela cruz se fazia a justiça de Deus que deveria recair sobre nós. A palavra de Deus diz: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). Se conseguíssemos compreender o evangelho esse texto no mínimo nos deixaria aterrorizados ou com uma alegria quase que incompreensível a entender que tudo foi pago naquele madeiro.
Cristo nos salvou! Qual significado tem essa afirmação para você? Isso já não é suficiente pra se ter uma vida de verdadeira gratidão? A onde a cruz nos faz ter uma profunda reverência e zelo pela obra dEle. Reflita nisso: Deus não precisa de você para nada. É você que necessita dEle, é você que precisa procura-lo, tudo se reúne nEle e não em torno de nós.

Se conseguíssemos olhar o que estava dentro daquele cálice entenderíamos o evangelho. Se entendêssemos a natureza do pecado e a natureza de Deus seriamos bem mais cientes do poder daquela obra.

Precisamos compreender que existe vida logo mais. Precisamos viver a vida firmados na esperança de um dia estarmos juntos adorando o Senhor. Não perca seu tempo com coisas desse mundo que não te contribuem em nada.

Não leve o evangelho como uma brincadeira, ou Deus é tudo em sua vida ou Ele não é nada. Enxergue a ira de Deus sobre o pecado e entenda que existe vida eterna sim, mas á morte eterna também.

Não passe nem mais um segundo enganado, procure Cristo, procure entender o poder que tem nesse nome, pior do que está ciente que o pecado leva para o inferno é pensar que está na direção contrária quando na verdade você está se enganando. Essa não é uma palavra Dura é sim uma palavra de amor. E lembre-se: Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.
 Jeremias 29:13

Walber Arruda
https://www.facebook.com/walber.arruda.73?fref=ts

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Palavra de Deus: Uma Defesa Racional


Deixe-me desenvolver duas linhas de pensamento aqui, de forma a entender se a Bíblia é inequivocamente a Palavra de Deus ou não. E que Deus abençoe você que está lendo isso!

Primeiro precisamos saber se Deus possui o poder de, através de homens falhos, criar um livro exatamente como Ele deseja. Existem apenas duas respostas possíveis: sim e não. Se Deus possui esse poder, então é possível que a Bíblia seja a Palavra de Deus. Se não possui, então é impossível que ela seja 100% revelação de Deus.

Agora, qual seria o motivo pelo qual Deus não teria tal poder? Primeiro precisamos duvidar da onipotência de Deus, mas, para aqueles que não creem na Bíblia como revelação objetiva de Deus, isso não será problema. Em segundo lugar, precisamos crer que a natureza pecadora e má dos homens interferiu na Escritura, ou seja: a mão, que segurava a pena, havia cometido pecados e por isso não permitiria que a escrita fosse totalmente orientada por Deus, isto é, que o pecado produziria uma interferência.

Se crermos nisso, amados, imediatamente podemos descartar toda a possibilidade da nossa salvação. Isso porque, se Deus é incapaz de realizar tudo quanto deseja através do homem, se Deus é incapaz de fazer uma obra totalmente Sua e absolutamente perfeita, então a nossa salvação, tal qual a Sua Palavra, jamais será completa e totalmente obra divina, posto que nós mesmos a impediríamos inevitavelmente, se Deus não tem poder de purificar de forma eficaz. Bradar, como fazem os liberais, que a Bíblia não é senão que uma revelação imperfeita de Deus, é ter de admitir, igualmente, que a nossa salvação jamais poderá ser completa e assim, o Evangelho nada mais é que uma mentira.

Tendo isto claro, não podemos duvidar de que Deus tenha sido capaz de criar Sua Palavra de maneira perfeita. Mas permanece a questão: era esse Seu desejo? Foi assim que Ele fez?

Aqui, apenas uma opção se apresenta: Deus criou, de fato, Sua Palavra, absolutamente como Ele desejava, isso significando que, mesmo ela contendo a interferência humana ou não, ela é aquilo que Ele desejou que fosse. Resta-nos saber se ela possui interferência humana ou não. E creio que não é questão de duvidarmos da própria palavra, portanto, visto que Deus permitiu que ela possuísse as informações que possui. E ela diz dela mesma que é toda inspirada por Deus, que homens santos escreveram aquilo que o Santo lhes indicou, e que ela é um presente perfeito e maior que todas as riquezas do mundo. Se ela diz isso de si mesma, e se ela é, ainda que alguns considerem, em parte inspirada, então esses textos não são inspirados? Ou são medianamente? Ora, a Palavra também nos lembra que Deus não é Deus de confusão: Deus certamente não desejava que ficássemos confusos, ou que lêssemos essas passagens e duvidássemos se são palavras de Deus ou de homens.

Deixe, portanto, as opiniões de homens de lado. Se fôssemos acatar com as opiniões dos liberais, cada um tem a sua própria: um diz que não devemos aceitar os milagres de Jesus, porque foram escritos apenas para engrandecer sua história, mas não foram reais; outros nos dirão para abandonar os Seus discursos duros, que são apenas pregações moralizantes que os discípulos colocaram na boca do Cristo. Outros ainda irão dizer que os evangelistas erraram ao atribuir ao Senhor encarnado certas profecias antigas, e assim não teremos NADA do Evangelho, se aceitarmos as opiniões dos homens.

Daniel Campos

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Deus precisa de nós? Com a Palavra, D. A. Carson


Paulo disse isto: “[Deus] Nem é servido por mãos humanas como se de alguma coisa precisasse” (At 17.25). Isto não é admirável? Deus não precisa de você. E certamente não precisa de mim. Ele não precisa de nossas bandas de louvor. Isso não é como se Deus chegasse à tarde de quinta-feira e começasse a dizer: “Oh! mal posso esperar até domingo quando os rapazes darão um show com aquelas guitarras novamente. Estou me sentindo tão sozinho. Preciso ser estimulado aqui”. Ele não precisa de nossa adoração. Não precisa de nosso dinheiro. Não precisa de nós. Não precisa de nada. Na eternidade passada, antes que qualquer coisa, Deus estava lá; e ele era totalmente cheio de gozo e contentamento. Mesmo naquele tempo ele era um Deus amoroso, porque na complexidade da unicidade de Deus [...], o Pai amava o Filho [...]. Havia uma distinguinbilidade em Deus. Ele não criou os homens porque estava sozinho e pensou: “Meu trabalho como Deus será mais agradável se eu fizer um ou dois portadores da minha imagem que afaguem de vez quando”. Ele não precisa de nós. [...]

Não me entendam mal: o fato de Deus não precisar de nós não significa que ele não nos corresponda, que não se deleite em nós, que não se satisfaça em nós. Ele nos corresponde, mas faz isso não motivado por alguma necessidade intrínseca em seu ser ou caráter, e sim por total determinação de suas perfeições e vontade. Deus interage conosco não porque não prevê o futuro ou deixe as coisas saíres do controle ou por ter renunciado sua soberania ou nunca tenha sido soberano ou seja psicologicamente debilitado ou necessite de algo – antes, é motivado pelas perfeiçoes de tudo que ele é, com todas as suas características e atributos. Ele sempre corresponde em harmonia com seus atributos. Ele nunca é menos do que Deus.

CARSON, D. A. In: o Deus Presente. Traduzido por Francisco Wellington Ferreira.  São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2012. Capítulo 03: O Deus que escreve seus próprios acordos, pp. 66.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

20 coisas impossíveis para Deus

Talvez já tenha acontecido com você. Você está em uma roda conversando, sendo que alguns ali são ateus. De repente alguém vem com a pergunta: “Deus pode criar uma pedra tão grande que nem Ele mesmo possa levantar?”.

A intenção da pergunta é mostrar que Deus não é onipotente. Ou Ele não pode criar a pedra, o que mostra que Ele não pode fazer qualquer coisa, ou Ele pode criá-la, mas não pode movê-la, o que também mostra que Ele não pode fazer qualquer coisa. A pergunta parece não deixar saída, mas apenas confirmar que Deus não é onipotente.
A pergunta é bem antiga. Ela tem, pelo menos, 800 anos. E há registros de uma versão semelhante de 1.500 anos atrás. Ela é comumente conhecida como “O Paradoxo da Pedra”.
Essa pergunta não prova nada contra a onipotência de Deus. Ela fere os princípios da lógica. A pergunta faz tanto  sentido  quanto  perguntar  “Vai  chover  ontem?”,  “É  possível  fazer  um  triângulo  redondo?”  ou “Quanto poder é necessário para fazer 2+2 ser igual a 5?”. Ela mistura duas premissas que não podem existir juntas. Deus pode criar uma pedra de qualquer tamanho. Ele também pode mover qualquer pedra. Mas misturar essas duas premissas em um mesmo universo fere o princípio da não-contradição. Filósofos e Apologetas cristãos têm respondido satisfatoriamente a essa pergunta ao longo dos anos1. Ela não é nenhuma ameaça para o poder ilimitado de Deus.
Mas a partir dessa pergunta, fiquei pensando em coisas que são impossíveis para Deus. Aqui vai uma lista de 20 coisas impossíveis para o nosso Santo e Todo-Poderoso Deus:
1.     É impossível para Deus mentir.
Deus não é homem para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa (Números 23.19a).
Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem. (Romanos 3.4a).
2.    É impossível para Deus ser injusto.
Não fará justiça do Juiz de toda a terra? (Gênesis 18.25b).
Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto (Deuteronômio 32.4b).
Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! (Apocalipse 15.3c).
3.     É impossível para Deus ser tentado.
Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta (Tiago 1.13).
4.   É impossível para Deus deixar de existir.
Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus (Salmos 90.2).
Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso (Apocalipse 1.8).
5.    É impossível para Deus fazer algo mal.
O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras (Salmos 145.9).
O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam (Naum 1.7).
6.   É impossível para Deus fazer algo impuro.
Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar (Habacuque 1.13a).
7.     É impossível para Deus não estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá (Salmos 139.7-10).
8.   É impossível para Deus negar quem Ele é.
Se  somos  infiéis,  ele  permanece  fiel,  pois  de  maneira  nenhuma  pode  negar-se  a  si  mesmo  (2 Timóteo 2.13).
9.   É impossível para Deus não se irar contra o pecado.
Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá (Salmos 1.5-6).
10.  É impossível para Deus deixar de agir graciosamente para conosco.
Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? (Romanos 8.32)
11.   É impossível para Deus ser limitado por alguém.
E segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? (Daniel 4.35b)
12.  É impossível para Deus ficar cansado.
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga?(Isaías 40.28)
13.  É impossível para Deus ganhar algum conhecimento novo.
Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento (Jó 12.13).
Grande é o Senhor nosso e mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir (Salmos 147.5).
14.  É impossível para Deus dormir.
É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel (Salmos 121.2).
15.  É impossível para Deus nos abandonar.
E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século (Mateus 28.20b).
16.  É impossível para Deus perder algum dos seus.
Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos (Jeremias 23.3).
Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora (João 6.37).
17.  É impossível para Deus deixar de cumprir suas promessas.
Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo ele falado, não o cumprirá? (Números 23.19b).
Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará (Habacuque 2.3).
18.  É impossível para Deus não completar Sua obra em nós.
Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus(Filipenses 1.6).
19.  É impossível para Deus ter alguma necessidade externa.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais (Atos 17.24-25).
20. É impossível para Deus abrir mão de sua glória.
Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória não darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura (Isaías 42.8).
O fato de haver coisas impossíveis para Deus não o torna menos Deus. Pelo contrário! Isso o exalta ainda mais. O único Deus verdadeiro é infinitamente bom, justo e santo. Por causa de sua natureza divina, Ele não faz nada contrário às suas infinitas perfeições. Ele nunca peca, nunca é injusto ou faz algo que não seja santo. Que Deus grandioso nós temos! Que maravilha viver em um mundo governado por um Deus assim! Aí está uma coisa impossível: não adorá-lo.
1Uma delas em português aqui
Alex Daher
Intercâmbio feito por Rafaelle Amado

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Por que a Lei de Deus é perfeita e revela a Deus (Sl 19.7). Qual a evidência disto? Com a Palavra, Jorge Max da Silva





A primeira e maior evidência incontestável da perfeição da lei divina é que ela é, como temos até aqui considerado, revela e expressa os atributos de Deus, que são características de sua natureza, logo, do seu Ser. Isso significa que a própria natureza divina é a fonte de onde brotam os mandamentos de Deus, portanto, quem determina o que é moralmente bom, correto, justo e eticamente aprovado, em última instância é a natureza de Deus. Sabendo, através da revelação do Senhor, que Ele é absolutamente perfeito e que seus mandamentos procedem de Si mesmo, então, eles são exatamente como Deus é, perfeitos. Assim sendo, os dez mandamentos não são éditos arbitrários, autoritários e caprichosos de algum tirano despótico, mas são preceitos morais do Deus três vezes santo, sábio, justo, reto, amável e soberano, que zela por Sua própria glória e pelo bem do seu povo.


Trecho do livro A GLÓRIA DA GRAÇA DE DEUS, (cap. 25, pag. 576) editado por Franklin Ferreira e publicado pela Editora Fiel.



Presb. Cícero Pereira