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sexta-feira, 7 de março de 2014

O que nos Ordena o Primeiro Mandamento? Com a Palavra, D. A. Carson

O primeiro os dez mandamentos nos dirige ao reconhecimento da exclusividade de Deus: "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3). Observe o contexto em que o mandamento foi dado. "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão" (Êx 20.2). Até este ponto da narrativa bíblica, Deus é revelado como o Criador, aquele que fez tudo e todos. Como Criador, ele é o Deus a quem temos que prestar contas, o Deus de quem somos dependentes, o Deus que nos dá vida e respiração, saúde e força e tudo mais. Isso é verdade quanto a todos os seres humanos. Mas, nesse texto de Êxodo, o foco está no que Deus fez por alguns seres humanos específicos, os descendentes de Abraão. Deus os tirou da escravidão. Por consequência dessa libertação, Deus disse: "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3)

Este é um tema reiterado constantemente na Bíblia. Tanto por ser criador como por ser libertador do povo da aliança, há uma repetida exigência de lealdade ao Deus presente. Dois capítulos à frente, lemos: "Quem sacrificar aos deuses e não somente ao Senhor será destruído" (Êx 22.20). Um capítulo depois deste, lemos: "Do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca" (Êx 23.13). Onze capítulos depois, lemos: Não adorarás outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele" (Êx 34.14). Ou, novamente: "Eu sou o Senhor, e não há outro" (Is 45.5). "Só contigo está Deus, e não há outro que seja Deus" (Is 45.14).

Talvez a princípio fiquemos inquietos quanto à noção de um Deus zeloso ou ciumento. Você quer que seu cônjuge seja constantemente ciumento? Mesmo no contexto de casamento, certamente você deseja que haja um pouco de ciúme, não deseja? Ou seu casamento será do tipo aberto, em que ambos os cônjuges tem permissão de fazer sexo com várias pessoas, sem repercussões - todos são felizes com isso? Não há um senso de que, se vocês estão realmente comprometidos um com o outro, certo tipo de ciúme, que preserva o relacionamento, é bom e saudável, uma reação sábia? E essa reação existe entre pares, entre amigos íntimos. Agora pense em Deus, o Deus que criou todas as coisas. Retornamos à situação que descobrimos em Gênesis 3. A natureza da primeira rebelião foi idolatria. O que Deus deveria ter dito? "Oh! desenvolvam a espiritualidade de vocês à medida que vivem. Inventem seu próprio deus. Eu realmente não me importo". Esse tipo de reação nega o caráter de Deus. Nega o seu papel como Criador. nega a sua função exclusiva como sustentador soberano da vida. Em Êxodo 20, ele é o Deus que resgatou seu povo da escravidão. Poderia ele dizer: "Vocês podem fingir que outro deus os livrou, se quiserem. Podem fazer seus próprios deuses"?

Ele é o Senhor, cujo nome é Zeloso.

Na verdade, esse assunto também visa ao bem do povo. Se Deus dissesse: "Vocês podem fazer o que quiserem", eles simplesmente cairiam em incessante autojustificação, amor próprio e egoísmo. Eles se tornariam indistintos dos pagãos que viviam ao seu redor. Logo ofereceriam seus filhos a Moloque. Por que não? Os seus vizinhos faziam isso. Essa insistência na centralidade em Deus visava o bem dos israelitas. Na verdade, era um ato de amor, de grande generosidade. "Eu sou o Senhor teu Deus, que tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. (Êx 20.2-3). O primeiro dos Dez Mandamentos nos ordena a reconhecer a exclusividade de Deus.

Trecho do livro O Deus Presente, publicado pela Editora Fiel, 2012
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Presb. Cícero da Silva Pereira


terça-feira, 15 de outubro de 2013

O Deus Presente

Na última semana, tivemos o privilégio de participar da vigésima nona Conferência Fiel para Pastores e Líderes, na cidade de Águas de Lindóia, São Paulo. Estiveram conosco o Rev. Fábio, os irmãos Ericon Fábio, Rodrigo Ribeiro, Guilherme Barros, Iris Bernardo, além do irmão Wollney Ribeiro, da Congregacional Zona Sul. O evento, promovido pela Editora Fiel, teve como tema "O Deus Presente". Em várias palestras e workshops, palestrantes como Augustus Nicodemus, Dave Harvey, D. A. Carson, Heber Campos Jr., Michael Horton entre outros, abordaram a presença de Deus em nossas vidas, das mais variadas formas.

Deus está presente todo tempo, em tudo e em todo lugar . A presença de Deus em nosso sofrimento nos dá a certeza de que Ele nos ensina e nos molda, a fim de glorificá-lo, além de fazer-nos entender que a sua graça é tudo que nos basta. A presença de Deus em nosso ministério e família nos dá a força e capacidade para compreendermos que o progresso de um trabalho depende dEle, será no tempo dEle, e a nós cabe sermos fiéis e perseverantes, sabendo tão somente de estarmos caminhando na direção apontada por Nosso Senhor, e que Ele está no controle, e nós não. Graças a Deus. Descansemos pois, na sua soberania.

Fomos lembrados que Deus também está assentado no seu alto e sublime trono, reina sobre tudo e todos, e a Ele devemos reverência. Ao nos achegarmos a Ele, façamo-lo com a consciência de estarmos diante do Senhor todo poderoso, criador dos céus e da terra, e sustentador de todas as coisas.

Por fim, Deus estará na nova terra e novos céus. Isto deve alimentar, cada vez mais em nós, a esperança da glória. Que isto redunde em uma vida fiel ao Pai enquanto aqui vivermos, sabendo que nossa esperança não é vã.

As sensações de quem participa de um evento como este, sem dúvida o maior do país, são diversas e difíceis de serem descritas, mas uma coisa é certa: a palavra de Deus foi fielmente exposta. Sendo assim, resta-nos meditar e clamar ao Espírito Santo por iluminação para entendermos a Palavra, e por Ele, sermos conduzidos a obedecer. Louvamos a Deus por este tempo de refrigério e aprendizado, clamando sua graça em nossas vidas e sabedoria para transmitir o que aprendemos aos irmãos, para a glória de Deus.

Em 2014, a trigésima conferência ocorrerá de 13 a 17 de outubro e terá como tema "A obra do Espírito Santo".

Presb. Cícero da Silva Pereira

segunda-feira, 6 de maio de 2013

UMP INDICA: Escândalo (D. A. Carson)

D.A. Carson é professor pesquisador do Novo Testamento na Trinity Evangelical Divinity School, em Deerfield, IL, é doutor pela Universidade de Cambridge e um dos mais importantes biblistas e teólogos evangélicos da atualidade.



Em seu livro “Escândalo” publicado pela Editora Fiel, Carson traz cinco sermões expositivos dos textos que ele julga serem os mais proeminentes da Bíblia. Mensagens que giram em torno da Cruz de Cristo e suas consequências, fazendo-nos meditar em como tais verdades podem ser aplicadas em nossas vidas.




Meu destaque vai para o Capítulo dois, onde Carson expôs o texto de Romanos 3.21-26, o qual ao longo da história da igreja vem sendo nomeado por grandes teólogos ( Lutero, Calvino e etc. ) como “O centro de toda a Bíblia”, que é o próprio nome do capítulo. Esses versículos maravilhosos de Romanos são muito difíceis de se compreender, mas a mensagem que tal texto trás é arrebatadora. E o teólogo consegue de forma muito simples e profunda extrair a mensagem principal e trazer aplicações extremamente edificadoras desse trecho das escrituras que fala sobre a Justificação pela Fé.




Todos os capítulos do livro são ótimos, e recomendo a todos que buscam se deleitar nas verdades confrontadoras, confortadoras e arrebatadoras do Escândalo da Cruz de Cristo.

Guilherme Barros

segunda-feira, 25 de março de 2013

UMP INDICA: O Deus que Criou Todas as Coisas (D. A. Carson)


A ump da quarta hoje indica essa pequena reflexão de D.A. Carson. Neste vídeo, ele fala sobre uma implicação de Gênesis 1: “Deus simplesmente é”, mostrando que Deus e não nós é o padrão último e a fonte de todas as coisas.
"Deus simplesmente é. A Bíblia não começa com um grande conjunto de provas para provar a existência de Deus; não começa com uma abordagem de baixo para cima; nem começa com algum tipo de analogia adjacente ou semelhante. Apenas começa: “No princípio, Deus.” Agora, se os seres humanos são o teste para tudo, isso não faz o menor sentido, porque, então, nós temos o direito de sentar e julgar se é provável que Deus exista, avalie a evidência, e venha com: “Há uma certa probabilidade que talvez Deus de uma maneira ou de outra exista.” E assim nós nos tornamos os juízes de Deus. Mas o Deus da Bíblia não é assim. Apenas começa: “No princípio, Deus.” Ele é. Ele não é o objeto que nós avaliamos, ele é o Criador que nos criou. Isso muda toda a dinâmica."
D.A. Carson

Assista o vídeo:

Walber Arruda

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Qual o significado da morte de Jesus? Com a Palavra, D. A. Carson

Jesus era o Messias prometido, mas também era o Servo Sofredor. Certamente, Ele era o supremo Rei que reivindicava possuir toda a autoridade, mas ele também era o cumprimento de inúmeros séculos de sacrifícios sangrentos, que apontavam para o único e supremo sacrifício que podia lidar eficazmente com o pecado. Jesus morreu sob maldição de Deus, não por causa de seu próprio pecado, e sim por causa de meu pecado. E o valor do seu sacrifício é comprovado mais espetacularmente por meio do fato mais notável da História: Deus O ressuscitou dentre os mortos.

Trecho do livro A Cruz e o Ministério Cristão,
Editora Fiel

Presb. Cícero da Silva Pereira

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Devemos pregar sobre o inferno? Com a Palavra, D. A. Carson


Muitos crentes de nossos dias querem dizer: “Certamente, é melhor pensar no inferno como um lugar que haverá punição temporária, até que todas as pessoas percam, finalmente, toda a consciência: aniquilação”. Outras acham que é manipulador e cruel pensar no inferno: “Fale sobre o amor de Deus”. Há diversas coisas que devem ser ditas. Este não é um assunto fácil, mas tem de ser dito.

            Jesus foi quem apresentou as imagens mais horríveis e vívidas. Ele falou abertamente para os seus discípulos que estavam em risco de serem crucificados, espancados e sofrerem outras atrocidades: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanta alma quanto o corpo (Mt 10.28). Ele falou sobre algemas, cadeias, trevas exteriores. Às vezes, pessoas dizem: “Quero ir para o inferno. Todos os meus amigos estão lá”. Não há amigos no inferno. Jesus falou sobre choro e ranger de dentes. Portanto, não é surpreendente que ele tenha chorado sobre a cidade quando as pessoas não se arrependeram e creram.

            Então, se pessoas acham que falar sobre o inferno é manipulador, elas têm de acusar Jesus de manipulação. Contudo, a acusação será sensível apenas se a ameaça do inferno não for real.  Advertir as pessoas a abandonar um prédio em chamas, contando-lhes as consequências terríveis de permanecer ali e suplicar-lhes que se apressem a sair dele, nunca seria chamado de manipulação. Visto que o inferno é real, terrível e tem de ser evitado urgentemente, seria falta de amor e compaixão da minha parte não advertir as pessoas, exatamente como o seria da parte Jesus não advertir as pessoas de sua época.

CARSON, D. A. In: o Deus Presente. Traduzido por Francisco Wellington Ferreira.  São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2012. Capítulo 13: O Deus bastante irado, pp. 295-296.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Deus precisa de nós? Com a Palavra, D. A. Carson


Paulo disse isto: “[Deus] Nem é servido por mãos humanas como se de alguma coisa precisasse” (At 17.25). Isto não é admirável? Deus não precisa de você. E certamente não precisa de mim. Ele não precisa de nossas bandas de louvor. Isso não é como se Deus chegasse à tarde de quinta-feira e começasse a dizer: “Oh! mal posso esperar até domingo quando os rapazes darão um show com aquelas guitarras novamente. Estou me sentindo tão sozinho. Preciso ser estimulado aqui”. Ele não precisa de nossa adoração. Não precisa de nosso dinheiro. Não precisa de nós. Não precisa de nada. Na eternidade passada, antes que qualquer coisa, Deus estava lá; e ele era totalmente cheio de gozo e contentamento. Mesmo naquele tempo ele era um Deus amoroso, porque na complexidade da unicidade de Deus [...], o Pai amava o Filho [...]. Havia uma distinguinbilidade em Deus. Ele não criou os homens porque estava sozinho e pensou: “Meu trabalho como Deus será mais agradável se eu fizer um ou dois portadores da minha imagem que afaguem de vez quando”. Ele não precisa de nós. [...]

Não me entendam mal: o fato de Deus não precisar de nós não significa que ele não nos corresponda, que não se deleite em nós, que não se satisfaça em nós. Ele nos corresponde, mas faz isso não motivado por alguma necessidade intrínseca em seu ser ou caráter, e sim por total determinação de suas perfeições e vontade. Deus interage conosco não porque não prevê o futuro ou deixe as coisas saíres do controle ou por ter renunciado sua soberania ou nunca tenha sido soberano ou seja psicologicamente debilitado ou necessite de algo – antes, é motivado pelas perfeiçoes de tudo que ele é, com todas as suas características e atributos. Ele sempre corresponde em harmonia com seus atributos. Ele nunca é menos do que Deus.

CARSON, D. A. In: o Deus Presente. Traduzido por Francisco Wellington Ferreira.  São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2012. Capítulo 03: O Deus que escreve seus próprios acordos, pp. 66.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd