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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Preparando o Coração para a Adoração

Trecho do livro” Cinco Coisas que o todo Cristão Precisa para Crescer” de R.C. Sproul

É muito importante que tenhamos tempo para preparar o nosso coração para adorar a Deus antes de pôr o pé no santuário na manhã de domingo.  Deus deixou isso claro em meio às circunstâncias impressionantes da promulgação da lei em Êxodo 19. Deus chamou o povo para se preparar para entrar em Sua presença, ou para se achegar em Sua presença, mas na verdade não para a montanha onde ele iria falar com Moisés.

 “Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas roupas,E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.” (Êxodo 19:10-11)
Deus queria que o povo de Israel, antes que se achegassem, se preparassem  para se encontrar com ele.

Em nossa igreja, o culto começa às 10:30. Às 10:20, desligamos as luzes e começamos o prelúdio. Este é o sinal para o nosso povo  começar a se preparar para a adoração. Em contraste, Deus deu a Israel dois dias para se preparar. Ele exigiu que eles fossem consagrados e que lavassem suas roupas. Estas preparações foram adequadas para o que estava prestes a acontecer. Se eu disser à minha congregação que em três dias Deus irá aparecer visivelmente e que Ele queria que eles lavassem suas próprias roupas para a ocasião, tenho certeza que eles iriam o fazer. Isso parece ser um requisito insignificante para o grande privilégio de estar na presença física de Deus.  Êxodo 19:14 nos diz que Moisés fez exatamente o que Deus ordenou; Ele desceu, e santificou o povo. As pessoas também obedeceram, lavando suas roupas. Eles tomaram tempo para se preparar para a adoração. Nós devemos fazer o mesmo, ao ler a Palavra de Deus e orar por sua ajuda para adorá-Lo corretamente.

Parte de nossa preparação para o culto deve ser lembrando-nos de que Deus é o santo Senhor soberano. Voltando à Êxodo 19, lemos no verso 16:

“E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

Quando a trombeta soou e chegou o momento para o povo de Israel  se aproximar de Deus, todas as pessoas no arraial tremeram. Infelizmente, algumas pessoas não respondem mais a Deus em adoração dessa forma. Muitos se esqueceram de como é tremer  diante dele, pois não o consideram santo. Quão diferentes seriam suas respostas se eles pudessem vê-Lo como Ele se revelou aos israelitas:

E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.
E todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente.”

Êxodo 19:17-18

A todo momento Deus convidou o povo "Chegai-vos a mim." Mas esse convite foi limitado pelo que Deus disse após a morte de Nadabe e Abiú: ". 'Aos que de mim se aproximam santo me mostrarei”. Somos ordenados por Deus para entrar em Sua presença, para aproximar-se Dele. Não só isso, devemos chegar com confiança à Sua presença, como Hebreus 4:16 deixa claro. Mas há uma diferença entre o que vem com confiança na presença de Deus e o que vem arrogantemente. Quando chegamos confiantemente à Sua presença, ao se aproximar de Deus, devemos sempre lembrar de sua santidade.

Devemos lembrar também que não temos o direito de vir à presença de Deus por nós mesmos. Nenhuma preparação que nós possamos fazer é suficiente para nos fazer dignos disto.

Disponível no site http://www.ligonier.org/blog/preparing-your-heart-worship/
 Acesso em: 23/06/2014

Tradução Thiago Barros

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Qual a Diferença entre o Estudo da Teologia e o Estudo da Religião? Com a Palavra, Sproul.

Esse movimento para reduzir a religião à sua essência teve um efeito sutil, porém dramático. O estudo de religião tomou o lugar do estudo de teologia no mundo acadêmico. Essa mudança foi sutil, em que, para a população em geral, religião e teologia eram a mesma coisa, portanto as pessoas não sentiram nenhum impacto dramático. Mesmo no mundo acadêmico a mudança foi aceita em larga escada, quase sem lamúria ou protesto.

Há alguns anos fui convidado a falar ao corpo docente de uma conhecida faculdade do Centro-Oeste americano com uma rica tradição cristã e reformada. O educandário estava sem um presidente e o corpo docente estava envolvido num auto-estudo para definir a identidade da faculdade. Pediram-me para falar sobre a pergunta: ¨Quais são os pontos característicos, inconfundíveis e exclusivos de uma ímpar educação cristã?

Antes da conferência, o deão me levou para visitar o campus. Quando entramos no prédio de administração dos professores, observei um escritório com estas palavras reproduzidas na porta: Departamento de Religião.

Naquela noite, quando falava ao corpo docente, eu disse: ¨Durante minha excursão pelo prédio notei a porta de um escritório que anunciava Departamento de Religião. Minha pergunta é dupla. Primeiro, aquele departamento sempre foi chamado de Departamento de Religião?

Minha pergunta foi recebida com silêncios e olhares vagos. Em princípio pensei que ninguém pudesse responder à minha pergunta. Finalmente um dos professores mais antigos da faculdade levantou a mão e disse: ¨Não, antigamente era chamado de departamento de Teologia. Nós mudamos o nome há uns trinta anos¨.

¨Por que o mudaram?¨ Perguntei.

Ninguém na sala tinha idéia alguma, nem parecia se importar. O que se deixava supor era: ¨realmente não tem importância¨.

Lembrei ao corpo docente que há uma diferença profunda entre o estudo de teologia e o estudo de religião. Historicamente, o estudo de religião tem sido incluído sob os cabeçalhos de antropologia, sociologia, ou até mesmo psicologia. A investigação acadêmica de religião tem procurado ser fundamentada num método empírico-científico. A razão disso é bastante simples. A atividade humana é parte do mundo fenomenal. É uma atividade que é visível, sujeita à análise empírica. Psicologia pode não ser tão concreta como biologia, mas o comportamento humano em resposta a crenças, ímpetos, opiniões, etc. pode ser estudado de acordo com o método científico.

Para afirmar isso de modo mais simples, o estudo da religião é principalmente o estudo de certo tipo de comportamento humano, seja sob a rubrica da antropologia, sociologia ou psicologia. O estudo de teologia, por outro lado, é o estudo de Deus. Religião é antropocêntrica; teologia é teocêntrica. A diferença entre religião e teologia é, em última análise, a diferença entre Deus e o homem – dificilmente uma diferença pequena.

Outra vez, é uma diferença de assunto. O assunto da teologia em si é Deus; o assunto da religião é o homem.

C. R. Sproul
Livro:  O que é teologia Reformada
Editora Cultura Cristã.
Paginas: 6-7


Intercâmbio feito por Jhonatas Araujo

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Misericórdia VS. Injustiça

Neste trecho de sua série do ensino das parábolas de Jesus, RC Sproul distingue misericórdia de injustiça:

Agora eu vou desenhar um pequeno circulo Aqui no quadro. E este círculo representa o conceito de justiça. Agora tudo fora deste círculo pode ser colocado na categoria negativa de não justiça - que não é justiça, mas não justiça.  Para fins de ilustração, eu vou colocar uma pequena barreira lá, colocar outro círculo aqui, e tudo neste circulo aqui não é justiça. Mas há mais de um tipo de não justiça. Aqui nos temos a não justiça que é a injustiça, e que é injusto e mal. certo?

Aqui nós temos a graça, ou misericórdia. Existe algo mal na graça? Claro que não. Existe algo perverso em Deus ser misericordioso? Não. Quando Deus é misericordioso Ele não comete injustiça, Ele se compromete a não justiça.

Então o que acontece é para aqueles a quem Ele elege e salva soberanamente, recebem Sua graça. Aqueles que não recebem Sua graça recebem o que? Sua justiça; exatamente o que merecem. Agora, nós realmente acreditamos que Deus é soberano em sua graça? Paulo responde essa questão, existe injustiça em Deus? Deus não permite, de maneira nenhuma!

Deus não disse a Moises, “Eu vou ter misericórdia sobre quem eu tiver misericórdia”? Deus soberanamente tem o direito de ser generoso em Sua misericórdia para um, sem ser obrigado a dar- lhe para outro. 

RC. Sproul


Tradução feita por Jéssica Figueredo


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

UMP INDICA : O que É Teologia Reformada? (R.C. Sproul)

Há 496 anos, na Alemanha, inicia-se um movimento: a Reforma Protestante. Conhecendo a história da Igreja Protestante e suas bases, tendo como ponto central a Palavra de Deus, compreenderemos o que Calvino queria dizer quando afirmou: “Igreja reformada, sempre se reformando”, e veremos que não se trata de uma busca de novas referências e sim um retorno as Sagradas Escrituras.  Mas você sabe o que foi esse movimento? Que princípios foram defendidos? Quais foram rejeitados?  Como ela impacta a nossa vida cristã? 

   É para esclarecer essas e muitas outras questões que o blog Voltemos ao Evangelho, em comemoração à Reforma protestante, apresenta a série Mês da Reforma. Ela contém doze vídeos, divididos nos seguintes tópicos: Introdução; Católicos, Evangélicos e Reformados; Somente a Escritura; Somente a Fé - Parte 1; Somente a Fé - Parte 2; Pacto; Depravação Total - Parte 1; Depravação Total - Parte 2; Eleição Incondicional; Expiação Limitada; Graça Irresistível e Perseverança dos Santos. Juntos eles compõem uma exposição direta e clara do Dr. R.C. Sproul, com o título “O que é Teologia Reformada?”. Também é possível encontrar facilmente disponível para compra pela internet o DVD completo.


   Que a Reforma seja um exemplo para nós hoje, que a Palavra de Deus tenha sempre primazia e que assim o Seu nome seja sempre glorificado! 


Lídia Santos
Facebook: www.facebook.com/lidiasantoss

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

UMP INDICA: A Oração Muda as Coisas? (Sproul)

Se Deus já determinou todas as coisas por que devemos orar? Será que nossas orações realmente mudam as coisas? Ou até mesmo: será que nossas orações mudam Deus? Como devemos orar?

Estas são algumas das indagações que este livro da série Questões Cruciais, da Editora Fiel, irá ajudar a esclarecer. Nesta obra o Pastor Sproul, com uma didática fascinante, consegue transmitir lições profundas e bíblicas de maneira simples e agradável.

Estudamos este livro no grupo de Estudo da UMP da Quarta e fomos extremamente abençoadas e provocados a viver uma vida de oração. Pela a graça de Deus este livro foi disponibilizado gratuitamente na internet. Tá esperando o que para baixar e se edificar?

Eis o link:

Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 17 de junho de 2013

UMP INDICA: A Diferença entre nossa Santificação e nossa Glorificação. (R. C. Sproul)

Neste curto vídeo de poucos minutos, R. C. Sproul nos explica com toda a sua didática de grande professor de seminários reformados, a diferença entre nossa santificação e nossa glorificação, utilizando de figuras como Jesus, Hitler e Paulo para esta ilustração, com a ajuda de Steven Lawson.


Invista alguns minutos de seu dia e aprenda bastante neste vídeo bastante instrutivo: 

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

segunda-feira, 10 de junho de 2013

UMP INDICA: Posso Saber se Sou Salvo?

Graça e paz,
A minha indicação esse mês parte de um principio de questionamentos, onde muitos que frequentam igrejas há muito ou pouco tempo, ainda tem duvidas a cerca das escrituras.
A editora fiel lançou uma série de livros escrito por Dr. R. C. Sproul que nasceu em 1939 , no estado da Pensilvânia, Ministro presbiteriano, pastor da igreja St.  Andrews na Florida. E um dos seus livros fala a respeito a nossa salvação. Posso Saber se Sou Salvo?  Mostra que a segurança e algo possível e bíblico. A fim de ajudar os cristãos a alcançarem esta confiança. O Dr. Sproul define o que é segurança, mostra como é possível obtê-la e revela as bênçãos que ela oferece bem como os perigos da falsa segurança.
Espero que a  através desse boa leitura Deus venha te revelar o seu belo plano de salvação e te dando paz em saber que é possível ter a certeza da vida eterna e assim continuarmos Glorificando ao Rei que é digno de todo louvor.

Fábio Araujo

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Capacidade Humana de Escolher a Deus


É irônico que no mesmo capítulo, na verdade no mesmo contexto, em que nosso Senhor ensina a absoluta necessidade da regeneração para ver o reino, quanto mais escolhê-lo, visões não-reformadas encontram um dos seus principais textos-prova para argumentar que homens decaídos possuem uma pequena ilha de habilidade para escolher Cristo. É João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O que esse famoso versículo ensina sobre a capacidade do homem decaído de escolher Cristo? A resposta é: simplesmente nada. O argumento usado pelos não-reformados é que o texto ensina que todas as pessoas do mundo têm em si o poder para aceitar ou rejeitar a Cristo. Um olhar cuidadoso no texto revela, no entanto, que ele nada ensina sobre isso. O que ensina é que todos os que creem em Cristo serão salvos. Quem faz  A (crê) receberá B (vida eterna). O texto não diz nada, absolutamente nada, sobre quem vai crer. Ele não diz nada sobre a capacidade (moral) natural do homem decaído. Reformados e não-reformados, ambos, concordam plenamente que todos que creem serão salvos. Eles discordam plenamente sobre quem tem a capacidade de crer.

Alguns provavelmente responderão: “Tudo bem. O texto não ensina explicitamente que homens decaídos têm a capacidade de escolher Cristo sem antes nascerem de novo, mas ele certamente implica isso”. Não estou disposto a concordar que o texto implique uma coisa dessas. No entanto, mesmo se fizesse não faria diferença no debate. Por que não? Nossa regra de interpretação das Escrituras é que implicações extraídas das Escrituras devem sempre ser subordinadas ao ensino explícito das Escrituras. Nunca, nunca, nunca devemos reverter isso para subordinar o ensino explícito das Escrituras para possíveis implicações retiradas das Escrituras. Esta regra é compartilhada por pensadores reformados e não-reformados.

Se João 3.16 implicasse uma capacidade humana, natural e universal dos homens decaídos de escolher Cristo, então essa implicação seria apagada pelo ensino explícito contrário de Jesus. Acabamos de ver que Jesus ensinou explícita e inequivocamente que nenhum homem tem a capacidade de chegar a ele sem que Deus realize alguma coisa para lhe dar essa capacidade, isto é, atraí-lo.

O homem decaído está na carne. Na carne, ele não pode fazer nada para agradar a Deus. Paulo declara, “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7,8).
Perguntamos, então, “Quem são aqueles que estão ‘na carne?”. Paulo continua: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9). A palavra crucial aqui é “se”. O que distingue aqueles que estão na carne daqueles que não estão é a habitação do Espírito Santo. Ninguém que não é regenerado é habitado por Deus Espírito Santo. Pessoas que estão na carne não foram regeneradas. A menos que sejam primeiro regenerados, nascidos do Espírito Santo, eles não podem estar sujeitos à lei de Deus. Eles não conseguem agradar a Deus.

Deus nos ordena a crer em Cristo. Ele se agrada com aqueles que escolhem Cristo. Se as pessoas não regeneradas pudessem escolher Cristo, então poderiam se submeter a pelo menos um dos mandamentos de Deus, e poderiam pelo menos fazer algo que é agradável a Deus. Se é assim, então o apóstolo errou aqui em insistir que aqueles que estão na carne não podem estar sujeitos a Deus, nem agradá-lo.

Concluímos que o homem decaído continua livre para escolher o que deseja. Porém, porque os seus desejos são somente maus, ele não tem capacidade moral de chegar a Cristo. Enquanto ele permanece na carne, não regenerado, nunca chegará a Cristo. Ele não pode escolher Cristo precisamente porque não pode agir contra a sua própria vontade. Ele não tem desejo por Cristo. Ele não pode escolher o que não deseja. A sua queda é grande. É tão grande que somente a graça eficaz de Deus trabalhando em seu coração pode lhe trazer fé.

R. S. Sproul

Texto publicado em: http://diarioreformado.com/2012/03/21/a-capacidade-humana-de-escolher-a-deus/
Fonte original da tradução: iprodigo.com

Por Rafaelle Amado

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Somos salvos de quê? Com a Palavra Sproul


Certa vez me defrontei com um jovem, na Filadélfia, que me perguntou: "Você está salvo?" Minha resposta foi: "Salvo do quê?" Minha pergunta pegou-o de surpresa. Obviamente não tinha pensado muito profundamente sobre o significado da pergunta que estava fazendo às pessoas. Certamente eu não estava salvo das pessoas que me paravam na rua e me importunavam com a pergunta: "Você está salvo?"

(Ez 36.26,27; Sf 1; Jo 3.16,17; Rm 1.16-17; 1 Co 1.26-31; 1 Ts 1.6-10)
A questão sobre estar salvo é a suprema questão da Bíblia. O tema principal das Sagradas Escrituras é a salvação. Jesus, quando foi concebido no ventre de Maria, foi anunciado como o Salvador. Salvador e salvação caminham junto. O papel do Salvador é salvar.
Perguntamos novamente, salvos de quê? O significado bíblico de salvação é amplo e variado. Em sua forma mais simples, o verbo salvar significa "ser resgatado de uma situação perigosa ou ameaçadora". Quando Israel escapava das derrotas nas mãos de seus inimigos em batalhas, dizia-se que fora salvo. Quando as pessoas se recuperam de uma enfermidade grave, experimentam salvação. Quando a colheita é poupada das pragas e das secas, o resultados se chama salvação.
Usamos a palavra salvação de maneira semelhante. Dizendo que um boxeador foi "salvo pelo gongo" se o assalto termina antes que o juiz possa fazer a contagem que determina o nocaute. Salvação significa ser resgatado de alguma calamidade. Entretanto, a Bíblia também usa o termo salvação num sentido específico para referir-se à nossa redenção suprema do pecado e à nossa reconciliação com Deus. Neste sentido, somos salvos da pior de todas as calamidades - o juízo de Deus. A salvação suprema é concretizada por Cristo, o qual "nos livra da ira vindoura" (1 Ts 1.10).
A Bíblia anuncia claramente que haverá um dia de julgamento quando todos os seres humanos prestarão contas diante do tribunal de Deus. Para muitos, este "dia do Senhor" será um dia de trevas, sem luz alguma. Será o dia quando Deus derramará sua irá sobre o ímpio e impenitente. Será o holocausto supremo, a hora mais triste, a pior calamidade da história da humanidade. Salvação suprema significa ser poupado da ira divina que certamente virá sobre o mundo. Esta é a operação que Cristo realiza por seu povo como seu Salvador.
A Bíblia usa o termo salvação não só em muitos sentidos, mas também em muitos tempos verbais. O verbo salvar aparece em praticamente todos os tempos verbais possíveis da língua grega. Existe um sentido no qual nós fomos salvos (desde a fundação do mundo); estávamos sendo salvo (pela obra de Deus na História); somos salvos (por estarmos num estado justificado); estamos sendo salvos (sendo santificados ou sendo feitos santos); e seremos salvos (experiência da consumação da nossa redenção no céu). A Bíblia fala da salvação em termos de passado, presente e futuro.
Às vezes relacionamos a salvação presente em termos de justificação, a qual é presente. Ouras vezes vemos a justificação como um passo específico na ordem total ou plano da salvação.
Finalmente, é importante notar outro aspecto central no conceito bíblico de salvação. A salvação  procede do Senhor. Salvação não é um empreendimento humano. Os seres humanos não podem salvar a si próprios.A salvação é uma obra divina; é concretizada e aplicada por Deus. A salvação pertence ao Senhor e provém do Senhor. É o Senhor quem nos salva da ira do Senhor.

R. C. Sproul
Extraído do site: http://www.ocalvinismo.com/2010/03/salvacao-r-c-sproul.html

Walisson Alves