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terça-feira, 29 de julho de 2014

A Lei e a Graça: Breves Considerações

Muitas pessoas hoje, assim como ao longo da história, tem certa dificuldade em compreender a relação destes dois termos essenciais para a vida do Cristão: A Lei e a Graça. Embora seja um assunto realmente complexo, relatarei alguns ensinamentos em tópico sobre estes dois termos:

LEI
• A Lei veio para mostrar o estado de pecador do homem. Pois o fato do homem ser pecador acarreta em não conseguir cumprir a lei.
• A Lei foi usada no levantamento dos profetas contra os pecados de Israel. Pois, embora não seja meio de salvação, serve de instrução para o povo de Deus no processo de santificação.
• A Lei não poderia ser cumprida por nenhum homem, se não Jesus Cristo, e na verdade não é à toa que ele é o próprio cumprimento da Lei.

GRAÇA
• A Graça nunca substituiu a lei, ela sempre andou lado a lado com a lei, atuando no novo e no velho testamento.
• A Graça nos salva e nos mostra que no nosso momento de aflição por entendermos nossa depravação no não cumprimento da Lei, podemos olhar para a Bíblia e ver que Jesus Cumpriu e entregou sua vida pelos eleitos.
• A Graça no momento que nos alcança também nos transforma, para que mesmo que hoje não possamos cumprir a Lei de maneira plena, precisamos santificar-nos e espelhar-nos nela, sabendo que um dia cumpriremos de maneira plena no Céu.

Mesmo falando da Lei e da Graça de maneira separada no texto, sempre tenhamos em mente que ao olharmos para a Lei enxergaremos sempre a Graça, enxergaremos Jesus Cristo. Nós precisamos enxergá-lo em tudo na nossa vida, CRISTO é tudo que precisamos. E hoje o cristão deve olhar a lei não como um meio de ser aceito por Deus, mas como uma forma de viver uma vida de oferta ao Deus que o aceita através de sua graça incomparável por meio de Cristo.

Soli Deo Gloria.

Caio Anderson
Este texto foi baseado na aula nº 13 da revista Expressão – Os 10 Mandamentos, publicada em 2014 pela Editora Cultura Cristã.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Livres de que?

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”
II Coríntios 3.17

Em primeiro momento entendesse que a liberdade falada seria de atuação do Espírito Santo na humanidade, a total intervenção de Deus na criação. Uma afirmação de liberdade tem seus perigos, sabemos que Deus tudo pode, e é o único que pode intervir de maneira total, o que não pode fazer é de qual quer jeito, de uma forma que fira sua própria palavra que nos foi relevada.

A liberdade que o Espírito Santo nos proporciona por intermédio do sacrifício de Cristo é algo grandioso em nossas vidas, mas alguns homens têm usado dessas afirmações usando somente versículos isolados e assim transformando aquilo que é verdadeiro em sua totalidade, em argumentos errôneos sobre essa liberdade. Liberdade de fazer o que por si só achar Lícito.  Levando assim muitos ao falso entendimento da liberdade que as escrituras nos confirmam e espírito nos testifica.

1.0 As escrituras e o seu poder libertador.

A palavra de Deus tem um poder libertador. O maior problema dessa afirmação é o seu significado ignorado e desagradável ao homem, quando analisamos a condição de escravidão vivida pelo homem depois da queda. As escrituras nos afirmam que Adão e Eva foram vendidos ao pecado, escravos do pecado, e todo o homem vive ou viveu nesta condição. Viver no pecado dá ao homem uma perspectiva de liberdade, pois não há lei a ser seguido, o homem é cego em suas atitudes e feliz, pois o pecado é prazeroso, mas essa felicidade e prazer têm seus prazos de validade, porque nunca é completa, a busca insaciável por satisfação e alegria nunca acabará, pois nunca é plena mais sim parcial, por isso a afirmação “Escravos do Pecado”, pois não controlam seus desejos de satisfação pessoal.  A liberdade descrita no Novo testamento não depende do homem, mas sim do sacrifício de cristo no calvário (Jo 8.36; Gl 2.4; 5.1) que nos concedeu o seu Espírito. A tentativa humana de alcançar essa liberdade com seus próprios méritos tende-se a ser frustrada, a liberdade que vem de cristo é através do reconhecimento Dele como Senhor e Salvador de nossas vidas. (Jo 8.32/Jo 14.6). Esse conhecimento já é uma revelação da graça de Deus, sem a obra do Pai e do Espírito nós jamais o reconheceríamos como nosso Salvador (Mt 11.27; 16.16-17; Co 12.3).


2.0 Somos livres de que?

2.1 Do pecado.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:23-24

Essa é a real situação do homem, o pecado nos fez seus escravos totalmente sobre seu domínio (Rm 6.14), fazendo-nos cativos como prisioneiros de guerra, habitando em nós. (Rm 7.17,20). Dando uma maior ênfase ao domínio do pecado sobre nós, antes do novo nascimento, Paulo escreve: “... sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14). A expressão “Vendida ao pecado” nos afirma que estamos sobre o domínio de um senhor onde somos submissos.  O homem entregue dessa forma não é mais livre que um animal sobre o julgo do seu dono (senhor) onde cabe a ele decidir o que se deve fazer Prendê-lo, vendê-lo ou matá-lo. Essa é a real situação do homem no pecado sem domínio algum sobre o certo ou errado, pois ainda não há lei atuante em sua vida e não houve a libertação por Cristo. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm 6:23)”.

Mas a graça de Deus nos libertou definitivamente do poder do pecado, (Mt 1.21; Jo 8.32-34; Rm 6.6, 17-18, 20; 8.2), do domínio moral e espiritual deste mundo, agora no novo nascimento o Espírito do Pai e do Filho. No entanto o pecado continuará em toda nossa jornada cristã para santificação total, ou seja, até a segunda volta de cristo. O pecado cairá sobre influência em nossas vidas, qual quer conceito de perfeccionismo espiritual que declare que o novo homem não peque é uma afirmação que não é bíblica. A palavra nos ensina que apesar do novo nascimento ainda continuamos pecado, a grande diferença é que não sentimos mais prazer nos atos pecaminoso que é bem diferente no antigo homem, antes o pecado tinha o total domínio e influência, mas hoje ele não reina mais. Isso indica  também a necessária mudança para novos hábitos pela pratica da verdade e do amor. Vale enfatizar que ainda com toda essa mudança continuaremos sendo pecadores até o fim dessa condição carnal em que vivemos. “Não há homem Justo sobre a terra, que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20).

OBS: Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gálatas 5:13)

Com tudo visto não necessitamos de algo paralelo em nossa vida cristã, nossas necessidades são supridas pelo Cristo Jesus. Não podemos usar dessa liberdade de outra forma que não seja para glorificar o nome de Deus.
2.2 Somos livres da morte espiritual eterna e do poder de Satanás.

Deus nos deu a vida (Ef 2.1,5), restaurando nossa comunhão com ele, livrando-nos da sua ira, A ira de Deus é a manifestação da sua justiça. Deus no salvou da condenação eterna e nos trouxe para a vida e assim desfrutar da sua gloria eternamente. Somos libertos definitivamente do poder de Satanás, Cristo o derrotou e agora ele não tem mais domínio sobre nós (Cl 1.13/2.15; Hb 2.14-15; 1Jo 3.7-8).

2.3 Somos livres do “Mundo”.

Cristo morreu e ressuscitou para nos libertar definitivamente desse mundo ambicioso e perverso, ou seja, valores desse mundo de uma ética egoísta e terrena. O contexto de “mundo” significa as transformações pelas quais o nosso tempo passa, conduzindo-o a degradação constante e valores transitórios de uma sociedade corrompida. Pertencer ao mundo significa está totalmente afastado de Deus, andar em caminho contrario a sua lei e não dar mérito algum ao verdadeiro significado do sacrifício de Cristo. E deixando ser governados por valores e perspectiva de vida mundana. A libertação do mundo em Cristo não é para uma atuação futura, mas ela se inicia em vida, somos salvos para viver livres dos valores do mundo até a consumação da nossa total liberdade na eternidade. Jesus veio para nos libertar definitivamente, Ele mesmo nos mostra isso em sua palavra dizendo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36/Mt 20.28). Essa libertação engloba a libertação do domínio da vontade satânica sobre a nossa vida. Satanás tem sua vontade na vida do homem, o homem sem Cristo naturalmente faz a sua vontade, já que o pecado o tornou eticamente filho do diabo (Jo 8.44).

2.4 Livres da superstição e da Maldição.

Nesta libertação do pecado, a Escritura nos mostra que fomos salvos da superstição, outrora não conhecíamos a Deus, servimos a deus que, por natureza não são. Éramos entregues crendices mundanas, baseando-se naquilo que nos fazia se sentir bem e em harmonia com esse deus.  O Homem inseguro do que o espera no futuro é mestre em criar deuses em sua imagem e semelhança que confortem em uma falsa segurança.  Deus nos resgatou da maldição da sua lei, a lei de Deus é boa e foi nos dada para o nosso bem, ele se tornou maldição pra nós em razão de termos pecado. A quebra da lei por meio do pecado fez que nós merecêssemos o justo castigo, a morte espiritual eterna.  Sem a lei fica com uma impressão que temos a vida correta e satisfatória, com isso em mãos não percebemos que precisamos da Salvação.

OBS: Analisando o que já foi apresentado, a palavra nos revela o cuidado e o amor que Deus tem sobre os seus eleitos, nos mostrou alguns dos livramentos que o Espírito do Pai e do Filho tem nos proporcionado de forma gratuita. Na nossa caminha cristã sabemos e temos convicção que fomos libertos de algo, alguns afirmam que pecado, do inferno e outras demais coisas e situações. O tratado de Deus vai muito alem dos prontos apresentados e nos faz refletir sobre tal liberdade.

Gostaria de encerrar citando um trecho da musica de John Newton.

Amazing Grace(Graça Maravilhosa)


“Graça Maravilhosa, quão doce o som
Que salvou um infeliz como eu
Eu estava perdido, mas agora fui encontrado”

Estava cego, mas agora eu vejo”

Fabio Araújo

Este texto foi baseado na aula nº 5 da revista Palavra Viva – O Espírito Santo, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.


domingo, 4 de agosto de 2013

Liberdade no Espírito

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”
II Coríntios 3.17

Em primeiro momento estendesse que liberdade falada seria de atuação do Espírito Santo na humanidade, a total intervenção de Deus na criação. Uma afirmação de liberdade tem seus perigos, sabemos que Deus pode tudo, e é o único que pode intervir de maneira total, o que não pode fazer é de qual quer jeito, de uma forma que fira sua própria palavra que nos foi relevada.

A liberdade que o Espírito Santo nos proporciona por intermédio do sacrifício de Cristo é algo grandioso em nossas vidas, mas alguns homens têm usado dessas afirmações usando somente versículos isolados e assim transformando aquilo que é verdadeiro em sua totalidade, em argumentos errôneos sobre essa liberdade. Liberdade de fazer o que por si só achar Lícito.  Levando assim muitos ao falso entendimento da liberdade que as escrituras nos confirmam e espiro nos testifica.

As escrituras nos mostra de que fomos libertos e pra que fomos libertos, uma análise mais profunda de liberdade contextualizada de maneira coerente das escrituras nos mostra que após a nossa libertação do estado de rendido ao pecado, não precisamos mais das coisas que antes nos fazia feliz, praticas errôneas que eram praticadas sem algum peso em nossa consciência, não tínhamos a visão da concreta e viva do sacrifício de Cristo.

As escrituras deixam bem claras o contexto de liberdade, nossa libertação gira ao redor de Cristo, O redentor. O novo nascimento indica que fomos livres para viver uma vida em santidade que glorifique o nome de Deus, não há motivo para vivermos uma vida secular para encontrar e suprir nossos desejos carnais, tudo que precisamos é da graça de Deus em nossas vidas.


E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (2 Coríntios 12:8).

Fábio Araújo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Reflexões sobre a Graça Comum e a Graça Especial


 A graça comum não traz perdão nem purifica a natureza do homem, e não efetua a salvação dos pecadores. No entanto, ela retém o poder destrutivo do pecado, mantém em certa medida a ordem moral do mundo, possibilitando assim uma vida ordenada e promove o desenvolvimento da ciência e da arte.

O nome
“graça comum” expressa a ideia de que esta graça se estende a todos os homens, povos, línguas e nações.:

“Contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.” Atos 14:17

Há também outro modo usado por Deus para manifestar sua graça, esse limita- se apenas aos escolhidos, é a chamada graça especial. Essa doutrina reformada nos mostra com muita clareza o quanto Deus é misericordioso com o homem, não sendo merecedor de tamanho favor, Deus graciosamente nos dá a Salvação eterna. Esta é a graça que nos salva.

A Graça comum na vida do cristão muitas vezes é entendida de forma distorcida, onde é separado o que é religioso “vida espiritual ” e o que é profano “vida secular”, trazendo consequências para a nossa vida. Sendo dividido assim, ”Santo” é ir a igreja, orar, ler a Bíblia,ouvir músicas evangélicas e conversar sobre assuntos religiosos. E as demais coisas cotidianas são vistas como seculares, gerando assim um erro gravíssimo, pois toda a vida humana tanto a área chamada espiritual como a secular são áreas onde a graça de Deus é manifesta. Deus é quem capacita através dos dons e talentos, quem dá saúde, que o sustenta em todos os momentos da vida sem distinções.

Visto que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, refletindo aquilo que Deus é, o próprio Deus o capacita para que de forma positiva realizem boas obras nas mais variadas áreas da vida como a cultura, a arte e a ciência. Por isso tanto os não cristãos como os cristãos são capazes de produzir coisas boas, nobres, bonitas, agradáveis e justas. Embora a natureza do homem seja caída e maculada pelo pecado, não devemos rejeitar o que ele produz. Contudo se aquilo que foi feito não reflita a glória de Deus, não é proveitoso; como por exemplo, uma canção feita por um cristão, se essa música não glorifica a Deus, não é útil nem agradável, deve ser rejeitada, mas uma música feita por um não cristão, sendo útil, agradável e proveitosa é lícito desfrutarmos dela, pois foi feita através da capacitação que Deus o deu. Os dois principais fins da Graça Comum são o favor e os privilégios dados aos eleitos, e a Glorificação de Deus.

Ruan Medeiros

 Este texto foi baseado na aula nº 08 da revista Palavra viva – Teologia Reformada, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sola Fide


              Segundo o dicionário, Fé (do Latim fides) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia. Está Fé se manifesta de várias maneiras, uma delas é pela questão emocional como o conforto em momentos de aflição, doenças ou angústias.

            Segundo o pensamento cristão, a verdadeira Fé é o conhecimento e a certeza de que é verdade tudo o que Deus nos revelou em sua palavra. (Sola Scriptura). Outro ponto defendido pela Reforma protestante, juntamente com a Sola Scriptura e a Sola Gratia foi a Sola Fide, onde os reformadores contestavam a Doutrina dos méritos, ou seja o merecimento, defendida pela Igreja Católica; e defendiam a doutrina da Salvação pela Fé. “Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8-9).

            Dizer que Jesus Cristo não é suficiente, e que além Dele, algo mais é necessário, significa dizer que Ele é um Salvador incompleto. O princípio da Sola Fide reconhece Jesus Cristo com todos os seus méritos, apropria-se dele e nada mais busca fora dele. Entretanto, não entendemos isso como se a própria fé nos justificasse, ela é somente o instrumento com que abraçamos a Cristo.

            Formalismo religioso e a fé sempre foram interpretados como se fossem a mesma coisa. As pessoas confundem um homem que cumpre todos os seus deveres religiosos e está frequente a todos os trabalhos de sua igreja, a um homem que vive em obediência ao Senhor e tem comunhão com Ele. Por outro lado também está presente em nossos dias o ateísmo Cristão onde nem sequer as práticas religiosas podem ser vistas, apenas em momentos difíceis.  “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2: 17).

            A fé é o único instrumento que Deus nos dá para nos manter com Ele na comunhão de todos os seus benefícios. Esses, uma vez dados á nos, são mais que suficientes para nos perdoar os pecados.

 “Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” (Romanos: 1. 16-17).

Ruan Medeiros

Este texto foi baseado na aula nº 04 da revista Palavra viva – Teologia Reformada, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.