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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Somente Cristo!

As palavras de John Newton ecoam ate hoje:

“Maravilhosa graça, quão doce o som”.
Que salvou um pecador como eu
Eu estava perdido, mas agora sou achado.
“Eu estava cego, mas agora eu vejo” - Amazing Grace.

Caro leitor, a reflexão que hoje vos trago vai além da expressão Solus Christus, e sim compreender o porquê somente Cristo pode nos trazer essa salvação.

O texto de Efésios 2:1 resume o que entendemos por depravação total do homem ao dizer que estávamos mortos em delitos e pecados. Senhores, nossa condição não poderia ser pior, estando mortos em pecados não tínhamos o mínimo movimento de qualquer vida espiritual. É inquestionável que possa haver algo de bom em nossos corações. O Salmista Davi disse: “O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.” Sl. 14:2-3.

Todos os homens são depravados, não somente seus atos são ímpios aos olhos de Deus, mas também seus pensamentos (Gn. 6:5), suas vontades, escolhas e desejos (Ef. 2:3, Ef. 4:22), suas emoções e mesmo seus corações (Jr. 17:9).

Spurgeon dizia: “Declaramos, sob a autoridade das Escrituras, que a vontade humana está tão desesperadamente em maldade, tão depravada, tão inclinada a tudo o que é mal, e tão pouco disposta a tudo o que é bom, que sem a influência sobrenatural, poderosa e irresistível do Espírito Santo, nenhuma vontade humana jamais se verá impulsionada para Cristo.” Com essa declaração, Spurgeon afirmou que a capacidade volitiva do homem pecador está paralisada, ele nem deseja em nem tem como se salvar, que ele está no poço de pecados e que seu coração anseia cada vez mais por pecar, o deixando incapaz de querer e quanto mais de fazer algo para sua salvação.

Senhores, mesmo hoje temos pecados impregnados em nossos corações que dia após dia testificam de como somos necessitados dessa graça, de como somos incapazes de produzir ou ajudar na salvação. Nem mesmo as nossas supostas boas obras tem valor para Deus. Não poderia haver outra Pessoa senão Cristo. Não haveria outro santo, sem pecado que poderia nos trazer vida eterna. Imaginar que podemos ter alguma contribuição na salvação é terrível, é afrontar o evangelho. É tirar de Cristo a supremacia, é por o seu sacrifício como insuficiente, é negar um Deus que se fez carne e no madeiro sentiu a ira que deveria recair sobre nós.

Não existe evangelho fora de cristo, não há o que completar em sua obra, Tudo se reúne nele, a bíblia Fala dele, Ele é o rei da glória e nós nos escoramos unicamente nessa maravilhosa graça, no escândalo que é a cruz, em um Deus santo que se entrega para salvar pecadores.

John Newton foi impactado por essa graça. A certeza de total dependência do seu salvador lhe fez debruçar-se em compreender o significado de ser salvo. Por muitas vezes ele ficava espantado por ver todo seu pecado, e somente na graça recebida ele descansava, pois sabia que apenas de Cristo vinha sua salvação.
Em suas palavras enxergamos o quão impactado por esse amo ele foi, e o quanto Deus revelou a ele o pecado que velozmente o levava para o inferno.

 "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!" John Newton

Que sigamos nossa carreira da fé rendendo toda gloria da nossa salvação a quem de fato nos direcionou.
A Cristo toda Gloria!

Walber Arruda

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

UMP INDICA: Maravilhosa Graça

Amazing Grace é, sem dúvida, um dos grandes hinos cristãos. Seu autor, o pastor inglês John Newton (1725-1807) resumiu sua vida na citação:  John  Newton. “Uma vez um infiel e libertino, Um servo de escravos na África, Foi pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo Preservado, restaurado, perdoado, E nomeado para pregar a fé que  ele Tinha se esforçado muito para destruir...”

Provavelmente Newton escreveu Amazing Grace entre 1760 e 1770. Baseado em I-Crônicas 17:16-17, passagem em que o rei Davi rememora a misericórdia de Deus para com um homem tão insignificante e pecador como ele. Foi escrita para ilustrar um sermão no dia de ano novo de 1773 e fez parte dos "Hinos Olney", hinário de músicas compostas por John Newton e seu amigo, o poeta William Cowper. A melodia talvez seja de uma música entoada pelos negros escravos que viajavam nos navios ingleses.

Assista um vídeo com uma das versões deste clássico:


Walber Arruda
Facebook: https://www.facebook.com/walber.arruda.73

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Livres de que?

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”
II Coríntios 3.17

Em primeiro momento entendesse que a liberdade falada seria de atuação do Espírito Santo na humanidade, a total intervenção de Deus na criação. Uma afirmação de liberdade tem seus perigos, sabemos que Deus tudo pode, e é o único que pode intervir de maneira total, o que não pode fazer é de qual quer jeito, de uma forma que fira sua própria palavra que nos foi relevada.

A liberdade que o Espírito Santo nos proporciona por intermédio do sacrifício de Cristo é algo grandioso em nossas vidas, mas alguns homens têm usado dessas afirmações usando somente versículos isolados e assim transformando aquilo que é verdadeiro em sua totalidade, em argumentos errôneos sobre essa liberdade. Liberdade de fazer o que por si só achar Lícito.  Levando assim muitos ao falso entendimento da liberdade que as escrituras nos confirmam e espírito nos testifica.

1.0 As escrituras e o seu poder libertador.

A palavra de Deus tem um poder libertador. O maior problema dessa afirmação é o seu significado ignorado e desagradável ao homem, quando analisamos a condição de escravidão vivida pelo homem depois da queda. As escrituras nos afirmam que Adão e Eva foram vendidos ao pecado, escravos do pecado, e todo o homem vive ou viveu nesta condição. Viver no pecado dá ao homem uma perspectiva de liberdade, pois não há lei a ser seguido, o homem é cego em suas atitudes e feliz, pois o pecado é prazeroso, mas essa felicidade e prazer têm seus prazos de validade, porque nunca é completa, a busca insaciável por satisfação e alegria nunca acabará, pois nunca é plena mais sim parcial, por isso a afirmação “Escravos do Pecado”, pois não controlam seus desejos de satisfação pessoal.  A liberdade descrita no Novo testamento não depende do homem, mas sim do sacrifício de cristo no calvário (Jo 8.36; Gl 2.4; 5.1) que nos concedeu o seu Espírito. A tentativa humana de alcançar essa liberdade com seus próprios méritos tende-se a ser frustrada, a liberdade que vem de cristo é através do reconhecimento Dele como Senhor e Salvador de nossas vidas. (Jo 8.32/Jo 14.6). Esse conhecimento já é uma revelação da graça de Deus, sem a obra do Pai e do Espírito nós jamais o reconheceríamos como nosso Salvador (Mt 11.27; 16.16-17; Co 12.3).


2.0 Somos livres de que?

2.1 Do pecado.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:23-24

Essa é a real situação do homem, o pecado nos fez seus escravos totalmente sobre seu domínio (Rm 6.14), fazendo-nos cativos como prisioneiros de guerra, habitando em nós. (Rm 7.17,20). Dando uma maior ênfase ao domínio do pecado sobre nós, antes do novo nascimento, Paulo escreve: “... sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14). A expressão “Vendida ao pecado” nos afirma que estamos sobre o domínio de um senhor onde somos submissos.  O homem entregue dessa forma não é mais livre que um animal sobre o julgo do seu dono (senhor) onde cabe a ele decidir o que se deve fazer Prendê-lo, vendê-lo ou matá-lo. Essa é a real situação do homem no pecado sem domínio algum sobre o certo ou errado, pois ainda não há lei atuante em sua vida e não houve a libertação por Cristo. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm 6:23)”.

Mas a graça de Deus nos libertou definitivamente do poder do pecado, (Mt 1.21; Jo 8.32-34; Rm 6.6, 17-18, 20; 8.2), do domínio moral e espiritual deste mundo, agora no novo nascimento o Espírito do Pai e do Filho. No entanto o pecado continuará em toda nossa jornada cristã para santificação total, ou seja, até a segunda volta de cristo. O pecado cairá sobre influência em nossas vidas, qual quer conceito de perfeccionismo espiritual que declare que o novo homem não peque é uma afirmação que não é bíblica. A palavra nos ensina que apesar do novo nascimento ainda continuamos pecado, a grande diferença é que não sentimos mais prazer nos atos pecaminoso que é bem diferente no antigo homem, antes o pecado tinha o total domínio e influência, mas hoje ele não reina mais. Isso indica  também a necessária mudança para novos hábitos pela pratica da verdade e do amor. Vale enfatizar que ainda com toda essa mudança continuaremos sendo pecadores até o fim dessa condição carnal em que vivemos. “Não há homem Justo sobre a terra, que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20).

OBS: Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gálatas 5:13)

Com tudo visto não necessitamos de algo paralelo em nossa vida cristã, nossas necessidades são supridas pelo Cristo Jesus. Não podemos usar dessa liberdade de outra forma que não seja para glorificar o nome de Deus.
2.2 Somos livres da morte espiritual eterna e do poder de Satanás.

Deus nos deu a vida (Ef 2.1,5), restaurando nossa comunhão com ele, livrando-nos da sua ira, A ira de Deus é a manifestação da sua justiça. Deus no salvou da condenação eterna e nos trouxe para a vida e assim desfrutar da sua gloria eternamente. Somos libertos definitivamente do poder de Satanás, Cristo o derrotou e agora ele não tem mais domínio sobre nós (Cl 1.13/2.15; Hb 2.14-15; 1Jo 3.7-8).

2.3 Somos livres do “Mundo”.

Cristo morreu e ressuscitou para nos libertar definitivamente desse mundo ambicioso e perverso, ou seja, valores desse mundo de uma ética egoísta e terrena. O contexto de “mundo” significa as transformações pelas quais o nosso tempo passa, conduzindo-o a degradação constante e valores transitórios de uma sociedade corrompida. Pertencer ao mundo significa está totalmente afastado de Deus, andar em caminho contrario a sua lei e não dar mérito algum ao verdadeiro significado do sacrifício de Cristo. E deixando ser governados por valores e perspectiva de vida mundana. A libertação do mundo em Cristo não é para uma atuação futura, mas ela se inicia em vida, somos salvos para viver livres dos valores do mundo até a consumação da nossa total liberdade na eternidade. Jesus veio para nos libertar definitivamente, Ele mesmo nos mostra isso em sua palavra dizendo: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36/Mt 20.28). Essa libertação engloba a libertação do domínio da vontade satânica sobre a nossa vida. Satanás tem sua vontade na vida do homem, o homem sem Cristo naturalmente faz a sua vontade, já que o pecado o tornou eticamente filho do diabo (Jo 8.44).

2.4 Livres da superstição e da Maldição.

Nesta libertação do pecado, a Escritura nos mostra que fomos salvos da superstição, outrora não conhecíamos a Deus, servimos a deus que, por natureza não são. Éramos entregues crendices mundanas, baseando-se naquilo que nos fazia se sentir bem e em harmonia com esse deus.  O Homem inseguro do que o espera no futuro é mestre em criar deuses em sua imagem e semelhança que confortem em uma falsa segurança.  Deus nos resgatou da maldição da sua lei, a lei de Deus é boa e foi nos dada para o nosso bem, ele se tornou maldição pra nós em razão de termos pecado. A quebra da lei por meio do pecado fez que nós merecêssemos o justo castigo, a morte espiritual eterna.  Sem a lei fica com uma impressão que temos a vida correta e satisfatória, com isso em mãos não percebemos que precisamos da Salvação.

OBS: Analisando o que já foi apresentado, a palavra nos revela o cuidado e o amor que Deus tem sobre os seus eleitos, nos mostrou alguns dos livramentos que o Espírito do Pai e do Filho tem nos proporcionado de forma gratuita. Na nossa caminha cristã sabemos e temos convicção que fomos libertos de algo, alguns afirmam que pecado, do inferno e outras demais coisas e situações. O tratado de Deus vai muito alem dos prontos apresentados e nos faz refletir sobre tal liberdade.

Gostaria de encerrar citando um trecho da musica de John Newton.

Amazing Grace(Graça Maravilhosa)


“Graça Maravilhosa, quão doce o som
Que salvou um infeliz como eu
Eu estava perdido, mas agora fui encontrado”

Estava cego, mas agora eu vejo”

Fabio Araújo

Este texto foi baseado na aula nº 5 da revista Palavra Viva – O Espírito Santo, publicada em 2013 pela Editora Cultura Cristã.