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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Será que as Minhas Emoções Espirituais Provam que Eu Sou um Cristão Cheio do Conhecimento de Deus? Com a Palavra Jonathan Edwards

Emoções espirituais não são calor sem luz. Surgem da iluminação espiritual. O verdadeiro cristão sente porque vê e compreende algo mais sobre as coisas espirituais do que antes. Tem uma visão mais clara e melhor do que antes; ou recebe conhecimento novo da verdade de Deus ou recupera um conhecimento que teve, o qual perdeu. “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente ainda mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1.9). “Vos revestites de novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3.10).

Neste ponto, quero afirmar que há uma grande diferença entre o conhecimento doutrinário e conhecimento espiritual. Conhecimento doutrinário envolve somente o intelecto, porém o conhecimento espiritual é um sentimento do coração pelo qual vemos a beleza da santidade na doutrina cristã. Conhecimento espiritual sempre envolve o intelecto e o coração ao mesmo tempo. Precisamos entender intelectualmente o que significa uma doutrina das Escrituras, e degustar a santa beleza desse significado com nosso coração.

É possível ter grande conhecimento das doutrinas no intelecto e ainda assim não ter gosto pela beleza da santidade nessas doutrinas. A pessoa sabe intelectualmente em sua mente, mas não conhece espiritualmente em seu coração. Mero conhecimento doutrinário se assemelha a alguém que viu e tocou o mel. Conhecimento espiritual se assemelha a alguém que sentiu o gosto doce do mel em seus lábios. Este sabe muito mais sobre o mel do que aquele que somente olhou e tocou!

Segue-se que uma compreensão espiritual das Escrituras não significa uma compreensão de suas parábolas, tipos e alegorias. Uma pessoa pode saber interpretar todas estas coisas, sem que tenha tido sequer um raio luz espiritual em sua alma. “Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência...se não tiver amor, nada serei.” (I Corintios 13.2). O “significado espiritual” das Escrituras é a doçura divina de suas verdades, e não a correta interpretação de suas passagens simbólicas.

A Genuína Experiência Espiritual – Jonathan Edwards

LARYSSA LOBO

https://www.facebook.com/laryslobo

terça-feira, 30 de abril de 2013

Sinceros no Inferno

O “fenômeno” (ou desastre) Neopentecostal está cada vez mais firmando dentro de nossas igrejas, até mesmo nas mais tradicionais. Raras são as que relutam e posicionam-se contra tais princípios que a luz das Escrituras Sagradas são heréticos. Um dos principais ensinos que estes falsos mestres veem ensinando é que a “Doutrina”, a “ortodoxia”, o “Credo”, ou qualquer outra coisa que envolva o estudo de Teologia são danosos para o corpo de Cristo, fazendo-o enfraquecer e causando divisão. Eles utilizam o texto de 2 Coríntios 2:6 “A letra mata, mas o espírito que vivifica” para fundamentar seu argumento. Paulo nunca se colocaria contra o estudo da teologia, tendo em vista que Paulo fora um dos maiores estudiosos das escrituras que já existiu. Mas afinal, o que o apóstolo queria dizer com tal afirmação? Vou me utilizar de um comentário acerca desta passagem: “Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos.” ¹

Afirmar que esta passagem está se referindo ao poder destrutivo da doutrina é se utilizar da mesma estratégia de satanás ao tentar Jesus usando a passagem de Salmos 91:11.

A verdade é que as igrejas evangélicas de hoje têm “comichão nos ouvidos” (2Tm.4-3) e  não querem aprender e se aprofundar no estudo da Palavra de Deus. As consequências de tal fato são catastróficas, pois as igrejas estão formando “Crentes carnais” que estão indo para o inferno achando que estão caminhando para o céu. Isso porque foram ensinados que a ortodoxia limita, a doutrina divide, e que em vez de estudar teologia ou se aplicar no estudo das escrituras elas devem seguir o próprio coração, pois o que importa é a intenção e a sinceridade com o que você faz qualquer coisa.

 Enquanto os pregadores ensinam dessa forma, a Bíblia defende totalmente o contrário, e aqui irei deixar claras as contradições do ensino Neopentecostal em relação às Escrituras Sagradas.


1. Não devemos confiar nas intenções do nosso coração.


 “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? “ Jeremias 17:9


O profeta Jeremias não aliviou ao falar da corrupção coração humano. Desde a Queda de Adão o homem perde a capacidade de buscar a Deus (Rm 3), todas as inclinações do seu coração são pecaminosas, sua carne anseia pelo pecado e odeia a justiça. O ser-humano satisfaz exclusivamente a carne, sendo assim impossível agradar a Deus (Rm 8.5-8).

Após o novo nascimento, o homem que estava na carne, agora é nascido do espirito. E no lugar de seu coração de pedra (insensível a Deus) é lhe dado um coração de carne (Capaz de atender ao chamado de Deus). Então desta forma podemos crer que nosso coração posteriormente ao novo nascimento se torna integralmente confiável? A resposta é não!

É verdade que após a regeneração tempos condições de agradar a Deus, mas também é verdade que ainda não experimentamos a redenção por completo, e que ainda não estamos livres totalmente do pecado, pois ainda temos a nossa carne, que por sua vez milita contra o espirito, onde ganha quem for mais alimentado. (Gl 5.17). O fato é que algumas vezes que escutamos nossos corações estamos a escutar O Espirito Santo falando conosco, mas muitas das vezes quem está falando é nossa carne. 


Conclusão Bíblica

É válido confiar em nosso coração não regenerado? Não. É válido confiar em nosso coração regenerado? Sim, mas com o auxilio das Escrituras sagradas para saber se tal intenção ou sensação provém da carne ou se é ação do Espirito Santo.


2. Devemos ter a Palavra revelada de Deus como nossa única regra de Fé e Prática.

Uma das principais bandeiras levantadas pela reforma protestante foi o Sola Scriptura. Principio este que foi abandonado na modernidade pela maioria das instituições que se denominam evangélicas.

Vou citar alguns dos motivos pelos quais devemos estar sujeitos somente a Palavra revelada de Deus como nosso guia:

- Pelo testemunho que Cristo dava das escrituras.

Cristo tinha um zelo muito grande pelas escrituras, Jesus fazia questão de afirmar sempre que tudo que Ele fazia era para que se cumprisse “o que estava escrito.” A Bíblia dá testemunho a respeito do Messias, ao mesmo tempo em que Ele testemunhava á cerca das escrituras.

- Pelo testemunho que os escritores inspirados por Deus dava das escrituras.

O salmista Davi gastou muito tempo de sua vida escrevendo a respeito da perfeição, da importância e da imutabilidade da Palavra de Deus. Os profetas nos mostram a confiabilidade das profecias contidas neste livro, pois muitas se cumpriram, e algumas ainda se cumprirão. O apóstolo Pedro afirma que embora tudo passe, a Palavra de Deus é eterna. O apóstolo Paulo na sua carta a Timóteo, afirma a autoridade e suficiência das escrituras para toda boa obra.

Conclusão Bíblica

Á vista de que nossa carne muitas vezes quer nos enganar, e que quase sempre não sabemos discernir entre o que provém ou não de Deus, temos que nos apegar firmemente a Bíblia, assim como faziam os Bereanos, que se tornaram exemplos para todos os Cristãos por ter a plena convicção de que a Palavra de Deus, e somente ela é a verdade (At.17-11), pois este é o ensino da própria escritura e de Jesus Cristo, reafirmado pelos reformadores.


3. Nossas boas intenções, podem nos fazer pensar que corremos em direção ao céu, quando na verdade estamos a caminho do inferno.

Em Mateus capitulo 7 Jesus Cristo nos da um panorama assustador. Ele descreve a cena do Juízo final, onde o Deus mostrará toda sua justiça condenando os ímpios ao inferno. Essa já é uma verdade amedrontadora, pois como diria o autor de Hebreus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Mas a lição mais assustadora desta passagem de Mateus é que: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. ( Mt 7.22-23 )”
Percebe o que está acontecendo? As pessoas foram pegas de surpresa. Acharam que teriam a vida eterna, e que seriam absorvidas da condenação. Mas o veredicto de Jesus foi o pior que qualquer ser-humano poderia escutar: “APARTAI-VOS DE MIM!”. O messias acabara de condenar aquelas pessoas a uma eternidade longe da presença dEle, onde haverá choro e ranger de dentes, fogo consumidor, qualquer ausência de satisfação ou prazer. E aquelas pessoas não eram Ateístas, ou budistas, ou de qualquer outra religião. Elas pensavam que eram Cristãs, elas realmente pensavam que estavam indo para o céu, elas eram SINCERAS, mas estavam SINCERAMENTE erradas!

Conclusão Bíblica

Devemos ter muito cuidado, e sempre estarmos nos botando á prova, para sabermos se estamos realmente na fé (2 Co.13-5). E como faremos isto? Meditando na Lei de Deus, nas suas ordenanças e nos seus estatutos. Os livros de 1 e 2 João foram escritos para que os Crentes possam ter certeza Bíblica de salvação, devemos nos aplicar no estudo e compreensão de tais cartas. Pois não basta confessarmos á Jesus como Senhor, mas temos que fazer a vontade de Deus, que está expressa na sua Palavra.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” 
Mateus 7:21


                                  

Como disse alguém:

   “Se tratarmos as escrituras de maneira errada, creremos no deus errado, embarcaremos na salvação errada e vamos parar no CÉU ERRADO.”


Citações:
¹
http://bereianos.blogspot.com.br/2007/11/letra-mata-marginalizao-do-estudo.html#.UX8P3qKmitY


Guilherme Barros

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Porque os crentes fiéis devem reagir aos intensos ataques dos falsos mestres? Com a Palavra, John MaCarthur.



A verdade esta sofrendo ataques intensos, e há poucos guerreiros corajosos dispostos a lutar. Quando estivermos em pé diante do tribunal de Cristo, os crentes da presente geração não poderão justificar a sua apatia, queixando-se de que a luta no conflito pela causa da verdade parecia “sobremodo negativa” para o tipo de cultura a qual vivíamos- ou afirmando que as questões eram meramente doutrinárias” e, portanto, não valiam o esforço.

Lembrem-se de que em Apocalipse 2 e 3, Cristo repreendeu as igrejas que toleravam falsos mestres em seu meio (2.14-16, 20-23). Cristo elogiou especificamente a Igreja de Éfeso por haver examinado as alegações de certos falsos apóstolos e tê-los desmascarado como mentirosos (2.2). As igrejas têm o nítido dever de guardar a fé e agir contra os falsos mestres que se infiltram nelas o próprio Cristo exige isto.

Ao mesmo tempo, precisamos notar, com cuidado que, uma defesa polêmica da fé não é, de modo algum, garantia de uma igreja saudável, e muito menos, de um cristão saudável. Cristo também repreendeu os crentes doutrinariamente sadios de Éfeso por abandonarem o seu primeiro amor (Ap 2.4). Por mais vital que seja o nosso alistamento na guerra pela verdade e na batalha pela nossa fé, mais importante ainda é lembrarmos por que estamos lutando- não meramente pela emoção de vencermos um inimigo ou ganharmos um argumento, mas por causa do amor genuíno a Cristo, que é a encarnação viva e dinâmica de tudo quanto considerarmos verdadeiro e digno de lutarmos em seu favor.

Macarthur, John. In: A guerra pela verdade. Traduzido por Gordon Chown. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2008. pp. 27, 28.

Por Ericon Fábio

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Toda discussão teológica é do diabo? Com a Palavra Augustus Nicodemus

De vez em quando leio comentários de cristãos nas mídias sociais dizendo, "eu sou mais a Bíblia, eu só quero Jesus, esse negócio de discussão doutrinária só divide a igreja, é coisa de homem e do diabo".

É claro que eles estão certos se a discussão doutrinária for movida por interesse mercenários e pela luta pelo poder. Todavia, este tipo de juízo generalizado revela uma falsa piedade enorme e uma ignorância ainda maior.

Se hoje estes queridos têm a Bíblia no Brasil para ler em português e conhecem o Jesus que ela ensina é por que:

♦A Igreja reconheceu os 66 livros somente depois de muita polêmica contra Marcião e Montano no séc. II a III; sem isto, nem Bíblia teríamos ou então, uma mutilada;
♦Os Reformadores quebraram o pau na Idade Média para dizer que a Bíblia é a revelação final de Deus e com isto conseguir que ela voltasse para as mãos do povo; sem isto, estaríamos escutando missa em latim até hoje e sem uma Bíblia em nossa língua para conferir;
♦Comitês de tradução brigam e disputam teologia para saber qual a melhor tradução do grego e hebraico para o português; imagino que estes irmãos "piedosos" não lêem nem grego e nem hebraico e que dependem do português para ler a Bíblia;
♦Teólogos e mestres crentes lutaram e brigaram contra os liberais para que as igrejas ficassem com o Evangelho puro acerca de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sem estas disputas teológicas, estaríamos reverenciando um Jesus diferente daquela da Bíblia.

Portanto, acho que estes irmãos estão simplesmente cuspindo no prato em que comem todo dia, ao condenar as disputas teológicas ao mesmo tempo que lêem sua Bíblia em português.

Walisson Alves
@walisson_alves

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O que é teologia e qual a sua importância? Com a palavra, Joshua Harris.


Quando falamos sobre o conhecimento de Deus, estamos falando sobre teologia. Em palavras simples, teologia é o estudo da natureza de Deus. – quem Ele é, como Ele pensa e age. [...] Todos nós estamos constantemente “fazendo” teologia. Em outras palavras, todos nós temos alguma ideia ou opinião sobre quem é Deus. [...]

O que sabemos a respeito de Deus muda nossa maneira de pensar e viver. O que você crê sobre a natureza de Deus – o que Ele é, o que Ele quer de você, se você corresponde ou não a Ele – afeta cada parte de sua vida.

Sei que a ideia de “estudar” sobre Deus afeta as pessoas de modo errado. Parece fria e teórica, como se Deus fosse um cadáver de um sapo a ser dissecado em um laboratório ou um conjunto de ideias que memorizamos como numa prova de matemática.

No entanto, o estudo sobre Deus não deve ter essa conotação. Você pode estuda-lo como estuda um pôr-do-sol que o deixa sem palavras. Pode estuda-lo como um homem estuda a esposa que ele ama apaixonadamente. Alguém o culpa por observar tudo que ela gosta ou não gosta? Ele é insensível se deseja conhecer os desejos e os anelos dela ou quer ouvi-la falar?

Conhecer não precisa ser algo frio e sem vida. [...] Ou estamos edificando nossa vida sobre a realidade de quem é Deus verdadeiramente ou a estamos alicerçando sobre nossa imaginação e conceitos errados. Todos somos teólogos. A questão é se o que sabemos a respeito de Deus é verdadeiro.

HARRIS, Joshua. In: Cave mais fundo: o que você acredita? Porque isso importa? Traduzido por Editora Fiel.  São José dos Campos, São Paulo: Editora Fiel, 2011. Capítulo 1: O meu ruspringa, pp. 27-29. 


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd