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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cancelamento da promessa: o $how Parou!



                Nesse dias, alguns dos site de notícias do meio evangélico, noticiaram que o Festival Promessas foi cancelado e que todos os premiados no Troféu Promessas receberão seus prêmios (troféu) pelo correio em suas casas. O festival estava marcado para acontecer quarta-feira, dia 13 de novembro no Teatro Oscar Niemeyer (Niterói – RJ).
                O site noticias.gospelprime.com.br indica que alguns dos possíveis ganhadores já haviam comprado passagem para ir ao Rio de Janeiro. Ainda cita que a GEO Eventos, produtora das Organizações Globo, vai encerrar suas atividades no com um dívida maior que R$ 60 milhões.
                Há quem afirme que o aquecimento do mercado de shows no Brasil, fez com que algumas produtoras tivessem prejuízos e no final de tudo, aquela velha história de que alguns shows não renderam o que era esperado somado os ingressos de meia entrada e os cambistas encarecem os custos.

                Sem querer fomentar discussões mais profundas sobre a área de eventos, a igreja evangélica brasileira foi quem realmente ganhou: Um festival onde alguns dos principais artistas cantam/compõem canções que passam longe da Bíblia, Pastores e “Pastoras” Superstars que vendem um evangelho diluído e causam vergonha alheia com declarações na mídia são apenas algumas das coisas que nos livramos por hora. Oremos para que no ano que vem, nem o troféu exista mais. 




                       Outro fato, esse inegável, é que a Rede Globo investiu alto na música evangélica nos últimos anos, crendo talvez em um retorno para a GEO Eventos que já vinha cabaleando das pernas há algum tempo. No fim das contas, as nossas orações fizeram efeito: $HOW PAROU!

Sem mais

Felipe Medeiros
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felipealexandremedeiros@outlook.com
ask.com/felipealexmedeiros

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O sabor amargo do Festival Promessas



Que mundo construímos? Quem é o inimigo?
Qual é a nossa religião? Não aprendemos a lição!
Como estamos longe de Deus... caminhamos para trás...
A cada vida ceifada por bombas lançadas daqueles que se dizem cristãos!
Não se engane!
(Musica De Deus não se zomba, Banda Fruto Sagrado, CD O que na verdade somos)

                No ultimo dia 10 de dezembro, a Rede Globo de Televisão realizou o chamado Festival Promessas, que se tornou um dos especiais de final de ano da emissora no dia 18 também de dezembro. O festival foi, digamos, a comemoração do premio Troféu Promessas, também promovido pela emissora. Reunindo cerca de 20 mil pessoas, 10% do esperado, o festival foi gravado no aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, contando com a participação de Pregador Luo, Diante do Trono, Eyshila, Fernandinho, Damares, Fernanda Brum e outros. O festival foi alvo de muitas criticas e o povo evangélico brasileiro esteve (e está) dividido quanto a aprovação do mesmo.

                Falando um pouco do público, que não foi o esperado. Especulou-se que a ausência de grandes nomes como o de Aline Barros e Cassiane foi o grande motivo da ausência das 200 mil pessoas esperadas. Argumento rebatido pelo fato de que o próprio Diante do Trono costumeiramente reúne publico até maior em seus shows a céu aberto. Outro ponto para justificar o baixo número foi a acessibilidade ao local, haja vista que o publico que o festival atinge é majoritariamente da classe B, C, D e E [1].  Isto é, como o aterro do flamengo é área nobre, a maioria das pessoas teria dificuldade para chegar ao local. Porém, se lembrarmos do show de Roberto Carlos ano passado na praia de Copacabana, que levou cerca de 1 milhão de pessoas em forte chuva, disto entendemos que quem gosta comparece.

                Ao que parece, as razões para a não aceitação da proximidade dos conhecidos globais são outras além de condições sociais, de infra estrutura ou de gosto musical. Das quais listo algumas:

1º - A globo realizou uma premiação quase que totalmente desvinculada das grandes denominações evangélicas, organizando o Troféu Promessas e o Festival Promessas;
2º - Digamos, o pé atrás que os mais conhecedores da palavra possuem com a globo;  
3º - O uso do apelo espiritual e gírias "gospeis" de origem doutrinária neopentecostal (totalmente duvidosas e questionáveis) enfaticamente usadas em todo o marketing dos eventos.

                O primeiro ponto por si só é esclarecedor, pois para quem acessou o site do evento, viu  no regulamento do troféu que um Comitê Gestor, responsável escolher os indicados, era composto pelas principais gravadoras e mídias gospeis[2]. Por aí se imagina que os critérios de indicações foram totalmente desvinculados das tendências de moda musical gospel atual (risos tendenciosos).

                Sobre esse segundo e terceiro ponto vamos observar a partir do próprio site do evento, afirmando que
 “Mais do que uma simples premiação, o Troféu Promessas torna-se instrumento para honrar a vida daqueles que se dedicam a exaltar fielmente o Senhor por meio da musica [...] Gerações foram impactadas pelas letras inspiradas de inúmeros cantores e grupos de louvor que iniciaram, há anos, uma história que se perpetua ao longo do tempo. As promessas de Deus têm se cumprido da musica evangélica. Prova disso são as composições inovadoras, mostrando que inspiração e unção fazem, sim, diferença na vida das pessoas.” [3]

Poder-se-ia argumentar facilmente que as justificativas para que a premiação exista são de caráter econômico e intere$$e no mercado fonográfico gospel, haja vista que com toda pirataria, os evangélicos ainda são um segmento que valoriza a compra de CDs originais. Ainda admitindo que a Globo teve a melhor das intenções com a criação do premio e exibição do festival, os que ainda estudam a bíblia e sabem distinguir o que é musica de qualidade e mesmo não tendo nascido há muitos anos, conseguimos lembrar do tempo em que cantávamos “distante de ti Senhor, não posso viver, não vale a pena existir” ou “pai eu me rendo diante da tua vontade”.

Ah! bons tempos em que se fazia ao menos um esforço para expressar o amor e submissão a Deus e sua vontade, mas os tempos mudaram e o que se vê hoje é “vão dizer que você nasceu pra vencer, que já sabiam que você tinha mesmo cara de vencedor ... quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vai se arrepender, vai estar entre a platéia e você no palco...” e não para por aí “minhas palavras liberam minha fé e o que declaro muda situações”.

Esses são apenas alguns exemplos das musicas do cenário gospel atual. Elas são as composições inovadoras relatadas na citação [3] acima, essas sim mostram os efeitos da inspiração e unção dos compositores fazem diferença na vida das pessoas... Realmente, o premio está justificado! Com a devida licença, vou fazer uso de um comentário que vi no facebook sobre o festival:

“O Evangelho foi pregado? Através de músicas como "Agora é só Vitória", "Sabor de Mel", "Sonhos de Deus" etc? Músicas antropocêntricas não evangelizam. Na verdade, trazem uma mensagem agradável ao ego humano! E não interessa aos seus intérpretes se utilizam textos descontextualizados para escrever canções tão tolas!
"Desde que pregue o Evangelho..." O de Jesus ou que foi inventado por aqueles que não querem se dobrar diante das imutáveis verdades das Escrituras!
[4]

                Deus é o que é, ele é o EU SOU!  Suas palavras e feitos serão conhecidos por todos, a própria natureza já o revela. O verdadeiro evangelho não precisa da Globo. Os cantores, músicos e compositores do evangelho da cruz visam a gloria de Deus e não reconhecimento. A Rede Globo precisa dos evangélicos, porém a recíproca não é verdadeira. Deus não é exaltado por festivais ou prêmios, nem tão pouco sua palavra é eficazmente pregada através de grandes ajuntamentos, mas é pregada eficazmente pela vida de quem traz as boas novas, o que na minha opinião, não condiz com a Globo.
               
                 O grande problema não é somente o evento em si ou as músicas entoadas, pois outros como este já aconteceram em outros momentos e vão acontecer como também ainda ouviremos muitos outros CDs no mesmo estilo antropocêntrico. O grande problema é a divulgação, em rede nacional, de um evento que NÃO REVELA o autêntico sentido de ser um cristão evangélico como também NÃO REVELA o autêntico evangelho da cruz e isto dá espaço uma imensidão de heresias além das que já existem. Ou seja, ao falar ou cantar atrocidades e besteirol gospel em nome de Deus está se prestando um desserviço ao reino de Deus e assim, servindo de pedra de tropeço para os fracos desconhecedores da palavra, que nesse Brasil imenso, não são poucos.

                Em poucas palavras, não considero o Festival Promessas como uma autêntica manifestação de um verdadeiro evangelho. Os argumentos estão acima. Leia e confirme-os na palavra!

Soli Deo Gloria
                

 por Felipe Medeiros - @felipe_ipb              



[1] ______________________. Economia das Religiões: Aspectos locais e ascensão social. Fundação Getulio Vargas. Agosto de 2011.
[3] Disponível em http://www.trofeupromessas.com.br/o-trofeu/ . Acesso dia dia 19 de dezembro de 2011.
[4] Disponível em http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=206047472812293&id=100002211256528 . Acesso dia 19 de dezembro de 2011.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

And The Oscar Goes To


Em dezembro, um dos especiais de fim de ano da Rede Globo de televisão será voltado ao público “evangélico”. Será o Troféu Promessas, que se trata de uma premiação aos melhores da música gospel. Talvez haja quem comemore tal evento como uma conquista do evangelho, ao conquistar espaço tão nobre. Mas vou numa corrente contrária a esta e acho que temos mais a lamentar do que comemorar numa hora como esta.

Os dons dados por Deus para a edificação do seu povo não deve servir como fonte de disputa. Agora os ministros do Senhor vão disputar entre si para ver de quem o povo gosta mais. Tenha a santa paciência. Já imaginou Davi e Asafe concorrendo na categoria melhor salmista? E Mateus, Marcos, Lucas e João, uma eletrizante disputa pelo troféu de melhor evangelista? E na categoria missionário, acho que teria até documento pedindo pra Paulo ser excluído do certame, pois aí seria covardia. Meu Deus, aonde chegaremos? Somos membros do corpo de Cristo, não para disputa, mas para complementaridade. Somos sua igreja que ele fez santa e imaculada para Si e não para disputa de prêmios e prestígio popular.
Antes de sentar em frente à TV para ver tal coisa, sugiro uma análise séria das escrituras, da razão pela qual Deus derrama dons e talentos no meio do seu povo e de como Ele requer toda glória e honra para Si. Ou seja, não há lugar para espetáculo, não há lugar para a centralidade do homem e muito menos para fazer negociata com as coisas de Deus.

Por fim, atente para a maioria dos músicos envolvidos no Troféu Promessas e analise a qualidade de suas músicas. Na maioria são letras centradas no homem, na teologia da prosperidade e numa musicalidade pobre e sem essência nenhuma. Por isso mesmo, são descartáveis. Se fizermos uma pesquisa, a maioria das pessoas não consegue dizer uma música desses “grandes cantores” com mais de 5 anos.
Há saída? Há. Muitos músicos cristãos buscam fazer sua arte com cuidado, esmero, qualidade e fidelidade às Santas Escrituras, e entendem que seu dom não é comércio, não é fonte de disputa e procuram glorificar a Deus. Aqui mesmo no UMP Indica já mostramos exemplos desses servos. Não vou citar nomes, mas você já ouviu falar em canções como “Essência de Deus”, “Situações”, “Portas Abertas”, “Rei das Nações” e outras tantas? Pois é. Basta procurar que a gente encontra.

Vamos em frente, na graça do Pai.


Presb. Cícero Pereira
@ciceroeiris