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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Em Adão

A aderência do pecado original

Ele adere em nós como o negror à pele do etíope, de tal modo que não podemos nos livrar dele. Paulo pôde sacudir a víbora de sua mão, mas não foi capaz de se livrar dessa corrupção engendrada. Pode ser comparada à figueira brava crescendo pela parede, que mesmo com as raízes arrancadas ainda brota pelas pequenas fibras nas juntas dos tijolos e que não sumirá até a parede ser destroçada. A concupiscência original não é como um convidado que passa a noite, mas um morador: "o pecado que habita em mim" (Rm 7.17).

O pecado é "um espírito maligno" que nos persegue aonde quer que vamos: "os cananeus persistiam em habitar nessa terra" (Js 17.12).

O pecado original põe obstáculo à adoração

O pecado nos atrasa e atrapalha no exercício da adoração a Deus. De onde vêm toda essa apatia e falta de vida na religião? É o fruto do pecado original. Isso é o que nos faz adormecer nos deveres: "Porque não faço o bem que prefiro" (Rm 7.19). O pecado é comparado a um peso (Hb 12.1). Um homem que tem pesos amarrados às suas pernas não pode correr rapidamente. É como aquele peixe, de que Plínio fala, uma lampreia marítima, que se gruda à quilha do navio e atrapalha seu deslocamento ao navegar.

O pecado original mostra sua força repentinamente

Embora esteja latente na alma, o pecado original é como uma fonte subterrânea, que sempre explode inesperadamente. Cristão, creia que o mal que está no teu coração pode romper repentinamente, caso Deus permita. Veja o caso de Hazael, que disse: "Pois que é teu servo, este cão, para fazer tão grandes coisas?" (2Rs 8.13), ele não podia acreditar que tinha tal raiz de amargura em seu coração, tanto que seria capaz de rasgar o ventre de mulheres grávidas. É teu servo um cão? Sim, e ainda pior que um cão, quando a corrupção original dentro de nós é provocada. Se alguém tivesse dito a Pedro: "Pedro, dentro de algumas horas você vai negar Cristo", ele teria dito: "É teu servo um cão?" Porém, que impressionante. Pedro não conhecia o próprio coração, nem por quanto tempo aquela depravação prevaleceria sobre ele.

O mar pode estar calmo e até parecer límpido, mas quando o vento sopra, ele esbraveja e espuma. Assim é o teu coração, embora agora ele pareça bom, quando a tentação sopra, como o pecado original se revela, ele te faz espumar com concupiscência e com cólera. Quem pensaria encontrar adultério em Davi, bebedeira em Noé e blasfêmia em Jó? Se Deus deixasse o homem por si mesmo, quão rápido e escandalosamente o pecado original romperia nos homens mais santos da terra.

THOMAS WATSON


Publicado em: http://www.fidesreformata.com/2011/07/em-adao-thomas-watson-1620-1686.html

Intercâmbio feito por Walber Arruda

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um Canto na Noite

“Deus meu Criador, que inspira canções durante a noite”,

Jó 35:10

Qualquer homem pode cantar durante o dia. Quando nosso cálice transborda, toda a inspiração deriva dali. Quando as riquezas abundam à sua volta, qualquer homem pode louvar ao Deus das grandes colheitas. É muito fácil para uma harpa Aeoliana emitir musica quando os ventos sopram de feição – a dificuldade será apenas quando os ventos são inconstantes e imprecisos. É fácil cantar sempre que pudermos ler as notas em plena luz do dia. Mas todo aquele que é experimentado canta mesmo quando nem um raio de luz existe para o deixar ver as notas, pois lê no seu coração.

Nenhum homem pode fazer uma música pela calada da noite por ele mesmo. Pode até tentar, mas logo descobrirá que uma canção noturna para sair bem, terá de ser divinamente inspirada. Que todas as coisas corram bem e poderei tecer musicas umas atrás das outras. Depois poderei ir cantarolá-las e compilá-las quando estiver perto das flores dum certo caminho. Mas coloquem-me num deserto áspero, onde nada de verde existe e com que compilarei um hino para o meu Deus ainda? Como poderá um mero mortal tecer uma coroa para o Senhor onde não existem jóias? Apenas que sua voz seja clara e seu corpo cheio de saúde e terá como cantar louvores a Deus.

Silenciem minha língua, coloquem-me numa cama de angústias: como poderei entoar ainda uma melodia de louvor a menos que Ele próprio seja o tema e me dê a musica? Não, não está no poder do homem cantar quando tudo lhe corre mal, a menos que uma brasa do altar lhe toque os lábios.

É uma música divina a qual Habacuque cantou, quando pela noite entoou: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. (18) Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”, Hab.3:17-18. Assim, porque nosso Criador nos dá a melodia pela calada da noite, vamos esperar pela oferta da música. Ó Tu, Maestro de nossa melodia, que nunca permaneçamos sem música em nossos corações por causa da aflição, mas afina nossas cordas numa melodia de agradecimento.

Spurgeon
Postado em: http://www.charleshaddonspurgeon.com/2011/11/um-canto-na-noite-c-h-spurgeon.html

Walber Arruda

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Santidade é o Princípio Chave

1.         O plano das escrituras para a vida de um cristão é duplo: primeiro, que sejamos instruídos na lei para amar a retidão, porque por natureza, não estamos inclinados a fazê-lo; segundo, que aprendamos umas regras simples porém importantes, de modo a não desfalecermos nem nos debilitarmos em nosso caminho.

Das muitas recomendações excelentes que a Escritura faz, não ha nenhuma melhor que este princípio: "Sede santos porque eu sou santo."

Quando andávamos espalhados como ovelhas sem pastor, e perdidos no labirinto do mundo, Cristo nos chamou e nos reuniu para que pudéssemos nos voltar a Ele.


2.         Ao ouvir qualquer menção de nossa união mística com Cristo, deveríamos recordar que o único meio para desfrutá-la é a santidade. A santidade não é um mérito por meio do qual podemos obter a comunhão com Deus sem um dom de Cristo, o qual nos capacita para estarmos unidos a Ele e a segui-lo. É a própria glória de Deus que não pode ter nada a ver com a iniqüidade e a impureza; portanto, se queremos prestar atenção à sua exortação, é imprescindível que tenhamos este princípio sempre presente.

Se no transcurso de nossa vida cristã queremos seguir vinculados aos princípios mundanos, para que então fomos resgatados da iniqüidade e da contaminação deste mundo?

Se desejamos pertencer a seu povo, a santidade do Senhor nos admoesta a que vivamos na Jerusalém santa de Deus.

Jerusalém é uma terra santa, portanto, não pode ser profanada por habitantes de conduta impura.

O salmista disse: Jeová, quem habitará em teu tabernáculo? Quem morará em teu monte santo? O que anda em integridade, faz justiça e fala a verdade em seu coração."
O santuário do altíssimo deve manter-se imaculado. Ver (Lev. 19.2; 1 Ped. 1.16; Is. 35.10; Sal. 15.1, 2 e 24.3, 4.)

   A santidade significa obediência total a Cristo


1. A escritura não nos ensina somente o princípio da santidade, como também nos diz que Cristo é o caminho a este princípio.

Posto que o Pai nos tem reconciliado consigo mesmo por meio de Cristo, nos ordena que sejamos conformes à sua imagem.

Aqueles que pensam que os filósofos têm um sistema melhor de conduta, lhes pediria que nos mostrem um plano mais excelente que obedecer e seguir a Cristo.
A virtude mais sublime de acordo com os filósofos é viver a vida de acordo com a natureza, porém a Escritura nos demonstra Cristo como nosso modelo e exemplo perfeito.
Deveríamos exibir o caráter de Cristo em nossas vidas, pois o que pode ser mais efetivo para nosso testemunho e de mais valor para nós mesmos?

2.         O senhor nos tem adotado para que sejamos Seus filhos sob a condição de que revelemos uma imitação de Cristo, que é o Mediador de nossa adoção.
A menos que nos consagremos de maneira devota e ardente à justiça de Cristo, não só nos afastaremos de nosso Criador, como também estaremos renunciando voluntariamente ao nosso salvador.

3.         A Escritura acompanha sua exortação com as promessas sobre as incontáveis bênçãos de Deus e o fato eterno e consumado da nossa salvação.

Portanto, posto que Deus tem revelado a si mesmo como Pai, se não nos comportarmos como seus filhos seremos culpados da ingratidão mais desprezível.

Posto que Cristo nos tem unido ao seu corpo como membros, deveríamos desejar fervorosamente não desagradá-lo em nada. Cristo, nosso cabeça, tem ascendido aos céus; por tanto deveríamos deixar para trás os desejos da carne e elevar nossos corações a Ele.

Posto que o Espírito Santo nos tem consagrado como templos de Deus, proponhamos a nós mesmos, em nossos corações, não profanar Seu santuário, antes manifestar Sua glória.

Tanto nossa alma como nosso corpo estão destinados a herdar uma coroa incorruptível. Devemos, então, manter ambos puros e sem mancha até o dia do nosso Senhor.

Estes são os melhores fundamentos para um código correto de conduta. Os filósofos nunca se elevam por sobre a dignidade natural do homem, porém, a Escritura aponta-nos nosso salvador sem mancha, Cristo Jesus. Ver Rom. 6.4; 8.29.

João Calvino


Intercâmbio feito por Lídia Santos
Facebook: https://www.facebook.com/lidiasantoss


sábado, 19 de outubro de 2013

Deus Espera com a Mão Estendida? Com a Palavra João Calvino


Em Jeremias (32:39-40) Deus diz: "Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias"; "Porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim." E logo no princípio da profecia de Ezequiel (11:19): "Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne." Deus considera nossa conversão como criação de um novo espírito e um novo coração. Como então poderia Ele reivindicar mais claramente para Si mesmo tudo o que é bom e reto na vontade do homem?

Com isso estão de acordo as orações dos santos. Salomão disse: "O Senhor nosso Deus seja conosco... a fim de que a si incline os nossos corações para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos." (1 Rs. 8:57-58). E no Salmo 119 achamos a oração: "Inclina o meu coração a teus testemunhos, e não à cobiça" (v. 36). Davi pede a Deus que crie nele um coração puro, e renove nele um espírito reto, reconhecendo que seu coração está cheio de impureza e seu espírito de perversidade, e reconhecendo que a pureza que pede em oração é criação de Deus.

O testemunho de Cristo a respeito deste ponto fica claro para todos aqueles que não fecham seus olhos deliberadamente: "Eu sou a videira; vós os ramos; meu Pai é o agricultor. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira; assim nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim." (Jo. 15:1, 4-5). Se não podemos produzir mais frutos por nós mesmos do que um ramo de videira arrancado do seu tronco e privado de seiva, então não precisamos ir mais longe em busca da nossa capacidade natural para o bem. Igualmente decisiva é a conclusão de Cristo: "Sem mim nada podeis fazer."

O apóstolo Paulo, numa passagem que já citei, atribui a Deus todas as boas obras: "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fil. 2:13). A primeira parte de uma boa obra é a vontade de praticá-la; a segunda é um esforço eficaz para realizá-la; o autor de ambas é Deus. Portanto, furtamos a

Deus tudo quanto arrogamos a nós mesmos, seja com respeito ao querer ou ao fazer. Deus tanto inicia como completa. Vem da parte dEle que nossa vontade conceba o amor daquilo que é certo, seja inclinada a desejá-lo, e seja despertada para procurá-lo; que nossa escolha, nosso desejo e nosso esforço não fracassem, mas sim sejam realizados; que continuemos nas boas obras e perseveremos nelas até o fim.

Deus move a vontade do homem na conversão, de modo eficaz, não deixando à escolha do pecador se ele obedecerá ou desobedecerá. Devemos rejeitar, portanto, uma declaração de Crisóstomo, freqüentemente citada: "Aquele que é atraído por Deus é atraído voluntariamente", pela qual subentende que Deus espera com a mão estendida para ver se queremos aceitar Sua ajuda, ou não. O apóstolo não nos diz que a graça de uma vontade renovada nos é oferecida na condição de a aceitarmos, mas que a própria vontade é gerada por Deus em nós; ou seja, que o Senhor pelo Seu Espírito dirige, molda, regula nosso coração e reina nele como no Seu próprio reino.

Teria ficado igualmente certo que a perseverança deva ser considerada o dom gratuito de Deus, se não fosse a prevalência do erro grave de que a perseverança é a recompensa do mérito humano, e é dada àqueles que foram devidamente gratos pela graça recebida. Mas visto que este erro brotou de um outro que já refutei, a saber, que depende do homem aceitar ou rejeitar a graça que Deus oferece, o erro originador tendo sido refutado, o segundo cai por terra.

E agora, escutemos Agostinho. Suas palavras mostrarão que não somos, conforme alegam nossos adversários, contraditos pela voz unânime dos pais antigos. Farei um esboço breve da opinião de Agostinho, usando suas próprias palavras.

"Foi concedido a Adão ficar firme se fosse da sua vontade assim fazer; a nós é dado querer e a vencer o mal pela vontade. Ele teria o poder, se apenas tivesse a vontade; Deus nos dá tanto a vontade quanto o poder. Sua liberdade era esta: ser capaz de não pecar; a nossa é maior, a saber: não ser capaz de pecar (1 Jo. 3:9). Se naquela fraqueza, em que o poder de Deus se aperfeiçoa, os santos

fossem deixados a exercerem sua própria vontade, e se Deus não operasse neles para querer e para realizar, a vontade deles falharia devido à própria fraqueza em meio às suas muitas tentações, e não seriam capazes de perseverar. Deus atrai os homens pela própria vontade deles, mas Ele mesmo opera naquelas vontades."

Noutro lugar, Agostinho diz que a graça não priva o homem da sua vontade, e sim transforma-a de uma má vontade para uma boa vontade, e depois passa a assisti-la; com isso quer dizer que o homem não é forçado, por assim dizer, por algum impulso externo, e sim está tão afetado interiormente que obedece de coração. Diz também, numa das suas cartas: "Sabemos que a graça de Deus não é dada a todos os homens; e que, onde é dada, não o é na base dos méritos das obras do homem nem da vontade do homem, mas pela livre graça; e sabemos que onde não é dada, é retida pelo justo julgamento de Deus." E em certo lugar resume admiravelmente a questão inteira desta forma: "Humana voluntas non libertate gratiam, sed gratia consequitur libertatem, isto é, a vontade humana não obtém a graça mediante a liberdade, e sim a liberdade mediante a graça."

João Calvino (1509-1564)


Rodrigo Ribeiro

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

UMP Indica: Não Banalize o Perdão!

Como temos tratado nossos pecados diante de Deus? A nossa confissão tem sido sincera ou simplesmente confessamos porque sabemos que ele derrama sua misericórdia sobre nós? Temos usado algo tão valioso como o perdão de Deus, para o simples fato de alivio de consciência, um sentimento de "fiz minha parte por ter pecado, vim pedir perdão" essa indicação vem falando sobre a banalização do pedido de perdão a Deus, será que realmente sabemos o peso do pecado sobre nossas vidas?

É com o intuito de nos ajudar nesta importante reflexão que a UMP Indica neste semana um vídeo do Pr. Josemar Bessa tratando sobre este assunto.

Assista o vídeo:

Fábio Araújo
Facebook: https://www.facebook.com/fabio.araujo.58173

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

De Spurgeon para Rob Bell

Cada geração de bom grado costuma querer forjar ser próprio “evangelho”, e a geração presente não tem estado atrás nesse desejo mórbido. Muitos estão prontos para se ligar a líderes neste projeto presunçoso. Alguns teólogos, pastores... alcançam a eminência minando o evangelho que eles fingem defender, e forjam novas teorias sobre as bigornas de sua própria fantasia.

Homens que nunca teriam sido conhecidos se tivessem agido honestamente, ganharam notoriedade barata vendendo heresia enquanto fingiam vestir a roupa e comer o pão da ortodoxia. A forma mais elegante deste mal agora é a produção de novidades no que diz respeito ao futuro e a punição dos ímpios. Falsos profetas profetizam coisas agradáveis e falam de uma esperança “maior” do que a descrita por Deu, ou seja, de que os homens possam viver muitos como eles gostam segundo suas mentes caídas e corações irregenerados, e de que de uma forma ou de outra, o “amor” operará sobre o destino, e os justos e os ímpios estarão em pé de igualdade no Dia do Juízo. O “amor” tem sido a palavra mais usada no propagação de heresias.  Esta é a velha doutrina da mentira com a qual o pecador abençoa-se em seu coração, dizendo: “Terei paz, ainda que ande na teimosia do meu coração.” É óbvio que doutrinas como essas encontraram aconchego nos corações mundanos e irregenerados. Um líder não poderia enveredar-se por caminhos mais diabólicos do que esse.

O castigo sobre o pecado foi algo do qual o homem duvidou desde o início em sua loucura. Essa heresia – de o amor fingiria não ver a desobediência, esteve presente no Jardim do Éden. Mas o que aconteceu? Deus não cumpriu sua ameaça? O chefe, que inspira a todos os líderes que flertam com o universalismo disse a muito tempo atrás: “Você não morrerá – Coma o fruto!” – Parecem palavras de esperança... Como se dissesse: “Deus é amor, a morte e destruição não entrará no mundo por causa de um fruto” – Com essas palavras de “esperança” o filósofo serpente tentou a mulher e arruinou a nossa raça. Satisfeito com o seu sucesso, ele continua a usar o mesmo artifício – não disfarçado de serpente, mas de pastores, líderes... Ele usa o mesmo artifício, afirma que o pecado é trivial, ou que alguma “sinceridade” pode removê-lo, ou que o inferno é temporário, ou que a alma será aniquilada, ou alguma outra forma dessa mesma mentira radical pronunciada na aurora da existência humana por uma serpente: “a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.” - Gênesis 3:4

O grito perpétuo da serpente ecoa de púlpitos ainda: “Você certamente não irá sofrer daquilo que Deus ameaça... Ele não fará isso... você pode pecar, viver em pecado, mas um Deus de amor não fará nada a respeito, são ameaças vazias, Ele mente... há uma esperança maior do que o sangue derramado na cruz que deixou evidente o ódio de Deus ao pecado...”

Neste falso refúgio, na há Cristo – Não o revelado nas Escrituras – não há verdadeira fé nele, e certamente não há nada que conduza a santidade. Mas, como não podia deixar de ser, o homem que ama seus pecados adora a pregação que a serpente fez no Jardim: “...Certamente não morrereis.” - Gênesis 3:4 – É a maior de todas as tragédias quando o único esconderijo do homem é construído no refúgio da mentira.

Josemar Bessa

Intercâmbio feito por Walber Arruda
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