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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Eu sou um Pastor Batista e amo outro Homem

Eu me sinto bem em finalmente poder tornar isso público – eu amo um homem. Eu sou um pastor batista da convenção do Sul dos Estados Unidos e isso é verdade. Permita-me lhe contar sobre isso.
Eu conheci esse homem na faculdade. Durante o curso de três anos, nós nos tornamos amigos muito próximos. Nós passávamos madrugadas juntos conversando – tanto assuntos sérios como ridículos. Nós celebramos vitórias juntos e apoiamos um ao outro em momentos difíceis, provas e relacionamentos. Eu gastei muitas noites adormecendo no carpete do seu quarto ou até mesmo em sua cama enquanto tentava quase que de coração estudar nas primeiras horas da manhã.
Depois da faculdade, ele se alegrou comigo e minha esposa, Mindy, em nosso casamento. Ele era tão exuberante quanto possível, realmente se alegrando com aqueles que se alegram. Quando eu me mudei para Lousville e ele para East Coast, poderíamos pensar que nosso relacionamento aos poucos iria acabar. Não acabou. Ao nos tornarmos maduros na fé e como homens, nosso amor um pelo outro apenas aumentou. Eu estava ocupado com o seminário, trabalhando com a igreja, casamento e depois filhos. Ele tinha um trabalho puxado e que lhe demandava muito tempo, contudo ele era fiel em manter a sua parte do nosso relacionamento através de cartões postais, telefonemas e visitas.
Ele celebrou o nosso primeiro filho conosco. Ele gastou o seu suado salário e precioso tempo para vir nos visitar diversas vezes nesses anos iniciais. Ele foi animado do mesmo jeito dar as boas vindas ao nosso segundo filho quando ele veio ao mundo. Ele tem sido um presente precioso para a nossa família, estimando nossos filhos e minha esposa. Suas visitas generosas geralmente eram acompanhadas pelos dons e sempre eram garantias de que os nossos corações seriam cheios da alegria do Senhor.
Nós gastamos incontáveis horas em conversas no telefone, no Skype e nos comunicando via e-mail. Geralmente nós falávamos por cerca de duas horas sobre dificuldades, eventos, estórias engraçadas e a graça do Senhor.
Quando eu e minha esposa nos mudamos para Newberry, South Carolina, suas visitas continuaram. De fato ele se voluntariou para pagar sua própria ida a fim de nos ajudar a nos mudar de Kentucky para South Carolina. Foi uma grande benção ter esse irmão conosco durante as dificuldades dos primeiros dias em Newberry.
Nós construímos coisas juntos. Nós corremos juntos. Nós aproveitamos a criação de Deus juntos.
Eu tive a benção de ver o Senhor mudando os seus desejos e o chamando para ser treinado para o ministério. Eu tive a maravilhosa oportunidade de escrever recomendações para esse homem a quem a minha alma ama. Eu tenho quietamente celebrado ao ver o Senhor liderando em um caminho que eu mesmo trilhei alguns anos atrás e tenho orado para que Deus proveja a ele uma fiel e amável esposa que o apóie.
Enquanto lutei durante o meu primeiro ano enquanto pastor, ele estava lá. Estava lá para chorar comigo. Estava lá para discutir pontos teológicos difíceis. Estava lá para orar por mim. Estava lá para me desafiar, encorajar e me amar. Ele, mais do que ninguém além da minha esposa, entende e está totalmente a par das minhas feridas mais profundas. Ele chorou comigo e Mindy durante o nosso aborto espontâneo. Ele se machucou junto com nossa família.
Por todas essas coisas e por um future cheio de mais esse tipo de amor, alegria e irmandade cristã, eu tenho que dizer: “Senhor, obrigado por esse homem que eu amo.”
A mentira
Dois grupos nos dizem que esse tipo de amor é impossível. Primeiro, o mundo. Se eu chegasse para alguém na rua e falasse que eu sinto isso por um homem, eles insistiriam que eu estava sentindo atração homossexual. Isso é mentira.
Segundo, a igreja. Muitas igrejas tem nos feito crer que o “amor de irmãos” que a Bíblia encoraja deve ser algo desenvolvido ao redor de uma partida de UFC. Isso também é uma mentira.
Nós como igreja temos cedido esse tipo de amor que eu divido com esse amigo à comunidade gay. Nós tememos. Temos medo de sermos mal interpretados pela nossa cultura, tememos a vulnerabilidade, tememos que isso seja antibíblico.
Isso é uma mentira do príncipe das trevas. Ele quer que irmãos em Cristo se sintam desconfortáveis ao verdadeiramente amarem uns aos outros. Ele tem pervertido a afeição de irmãos como homo-erotismo e o tornou totalmente inacessível para o crente. Nós como crentes não podemos conceber que esse tipo de amor que Pedro encoraja – um “amor fraternal, não fingido; amando-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” (1 Pe 1.22). Onde está o amor que é caracterizado por ser misericordioso e humilde (1 Pe 3.8)?
Satanás tem roubado os relacionamentos como o de Davi e Jonathan de nós, irmãos em Cristo. O que você fará quanto a isso? Amar outro homem como à sua própria alma (1 Sm 18.1) não é um amor homossexual; é o amor de Cristo. É realmente está disposto a dar sua própria vida pelos seus irmãos (1 Jo 3.16). Nós temos que construir esses tipos de relacionamentos uns com os outros: homens que realmente amam outros homens.
Irmãos, se nós demonstrarmos o amor de Cristo um pelo outro, nós podemos começar a estabelecer credibilidade com a comunidade gay. Eles não acreditam que nós podemos amar outros homens. Vamos provar que eles estão errados. Talvez, então, depois de ver a verdadeira luz do evangelho de Jesus, eles sejam atraídos das trevas nas quais Satanás os mantém cativos para a luz do maravilhoso amor auto-sacrifical de Cristo.

Original: http://thegospelcoalition.org/article/im-southern-baptist-and-i-love-a-man

Chad Ashby
Traduzido por Igor Sabino

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Amor de Irmãos

Geralmente nutrimos uma noção de nós mesmos que nem sempre corresponde à realidade. Achamos que está tudo bem, que conhecemos a Bíblia, que vivemos de acordo com ela e até criticamos a superficialidade da teologia dos nossos irmãos pentecostais. Perdura, no entanto, uma realidade muito triste: olhamos para as ruínas do lado de fora dos nossos muros, quando a destruição está rondando o sossego do nosso próprio regato.
Você já reparou como as família não tem se preocupado em aplicar o mandamento de amar o próximo dentro de casa? Nossas crianças sabem falar de cor o mandamento que resume a segunda tábua da lei, mas não sabem demonstrar carinho uma pela outra. Certa vez vi uma cena que me entristeceu muito. Um menino morrendo de sono numa igreja desejava se recostar no ombro de sua irmã mais velha, e ela, sem piedade alguma, o empurrava trazendo-lhe frustração e muito incômodo. Enquanto via aquela cena, eu me perguntava: por que irmãos crentes vivem assim? Quanto custa demonstrar compaixão e amor por quem vive ao nosso lado todos os dias e de quem sentiremos muita falta no futuro?
É muito comum o sentimento de frustração e remorso de quem teve oportunidade de amar e não o fez, quando já é tarde demais para correr atrás do prejuízo. Eu fico me lembrando de quando eu convivia com meus irmãos quando eu era criança. Foram muitas oportunidades de demonstrar carinho, atenção, amizade, que já se foram. Hoje moro a seis horas e meia de distância de uma irmã e de um irmão, dez horas do outro e oito horas da outra. Morro de saudades deles e não posso vê-los na hora em que quero. Jamais pensei em minha infância que eu ficaria distante deles. Provavelmente, ficarei a cerca de 12 horas de avião de distância deles no ano que vem. Queria voltar no tempo para fazer cafuné nas minhas irmãs, para andar de mãos dadas com elas no Shopping, para brincar mais com meus irmãos, conversar mais sobre carros, máquinas e games, e brigar menos com todos eles, mas o tempo não volta jamais.
Por que você, que hoje tem seus irmãos perto de você deveria tratá-lo apenas com rivalidade? Trate com amor! O mandamento de amar o próximo começa dentro de casa. Se você não ama a seu irmão, a quem vê, como amará a Deus, a quem não vê? Além disso, a Palavra de Deus nos exorta a amar o próximo não apenas de lábios ou de língua, mas de fato e de verdade. Não é só dizer “eu te amo” de vez em quando; é necessário ir além, fazer favores, buscar água quando ele pedir, pegar a toalha de banho quando ele entra no chuveiro e esquece, sem reclamar. A coisa mais rara hoje em dia é ver um irmão deitado no colo do outro recebendo carinho e afeto. Sim, alguma coisa está profunda e gravemente errada!
Se você leu essas palavras, e se elas pesaram em seu coração, não defenda sua consciência; não formule racionalizações para justificar sua omissão e falta de amor. Admita que você tem sido relapso quanto ao mandamento de amar o próximo dentro de casa. Quer alguém mais próximo do que o irmão ou irmã que mora na mesma casa? Se tem alguém que precisa o tempo todo de nosso amor, é o irmão com quem moramos. Peça perdão a Deus por sua atitude e se esforce a amar de fato e de verdade aquele que passa pelas mesmas lutas e alegrias que você no contexto familiar. Quando vêm as alegrias, vocês estão juntos; quando vêm as tristezas, vocês estão juntos também.
Ame agora, enquanto é tempo. Um dia o conto de fadas vai acabar e a realidade vai colocar milhares de quilômetros de separação. Aí só restará a saudade e a comunicação remota, quiçá a frustração de não ter amado como deveria antes. Infelizmente, será tarde demais.

REV. CHALES MELO

Publicado em: http://www.ipb.org.br/informativos/amor-de-irmaos-1488
Intercâmbio feito por Cícero da Silva Pereira

sexta-feira, 13 de junho de 2014

De que Forma Prática nós podemos Amar os Nossos Inimigos ou as Pessoas que não Temos Afeto Algum? Com a Palavra, C. S. Lewis

Normalmente, a afeição natural deve ser encorajada. No entanto, seria um erro pensar que o caminho que para obter a caridade consiste em sentar-se e tentar fabricar bons sentimentos [...] A regra comum a todos nós é perfeitamente simples. Não perca tempo perguntando-se se você "ama" o próximo ou não; aja como se o amasse. Assim que colocamos isso em prática, descobrimos um dos maiores segredos. Quando você se comporta como se tivesse amor por alguém, logo começa a gostar dessa pessoa. Quando você faz mal a alguém de quem não gosta, passa a desgostar mais ainda dessa pessoa. Já se, por outro lado, lhe fizer algo bom, verá que a aversão diminui [...] Sempre, porém, que fizermos o bem ao próximo por ele ser um "eu" igual a nós, criado por Deus, que deseja sua própria felicidade como nós desejamos a nossa, teremos aprendido a amá-lo um pouco mais, ou, no mínimo, a desgostar dele um pouco menos [...] O ímpio trata bem algumas pessoas por que "gosta" delas; o cristão, tentando tratar a todos com bondade, tende a gostar de um número cada vez maior de pessoas no decorrer do tempo - inclusive de pessoas de quem ele não imaginaria que um dia viesse a gostar. 

FONTE: O Significado do Casamento. Timothy Keller e Kathy Keller, tradução de Suzana Klassen. Edições Vida Nova, 2012. Páginas 122. Extraído de Mere Christianity. Harper San Francisco, 2001, p. 130-1.

sábado, 12 de abril de 2014

O que uma Esposa Espera de seu Marido? Com a Palavra Wanda Assumpção

Desde que Eva foi criada, muita coisa tem mudado na vida das mulheres, mas as coisas mais importantes, aquelas que nos trazem felicidade e realização, permanecem inalteradas por fazerem parte da essência da nossa feminilidade.
Ainda hoje, a esposa precisa que seu marido lhe dê três coisas que satisfarão as necessidades básicas do seu coração: segurança, liberdade e honra. E as três derivam do conceito do amor agape, o amor doador, sacrificial com que o marido é ordenado a amar sua esposa (Ef. 5:25).
O amor do marido traz segurança à esposa
É o amor que toma a iniciativa e o homem foi especialmente capacitado por Deus para ser o iniciador, o que busca, que corteja, que conquista, o que já faz parte da sua natureza. A mulher que é assim conquistada sente-se segura na sua feminilidade, na sua natureza mais responsiva.
O marido amoroso não apenas conquista o amor da esposa mas o alimenta através de atos carinhosos, como dar a mão a ela quando estão juntos; de palavras amorosas e elogiosas, pois sabe que a mulher é atraída pelo que ouve; de pequenos gestos e sacrifícios que para ele talvez nem façam muito sentido, como dar um presentinho, um ramalhete de flores, assistir a um filme romântico com ela ou planejar algum momento especial só para os dois; de respeito pela pessoa feminina que ela é, por sua maneira diferente de pensar e de se expressar.
O marido que trata a esposa como rainha terá uma rainha por esposa.
O amor do marido liberta a esposa
O amor doador nunca cerceia, antes visa a libertação da pessoa amada para ser tudo o que Deus a fez para ser. Ele não quer transformar a outra à sua própria imagem, mas se regozija na sua singularidade e beleza. “O amor edifica” (1 Cor. 8:1b), ajuda a esposa a crescer, a amadurecer, a revelar-se na sua essência. Reconhece seus dons particulares e encoraja-a a desenvolvê-los, provendo os meios para que ela possa fazê-lo, mesmo que isso envolva sacrifício pessoal. Ele não compele nem força, antes apoia, estende a mão, colabora.
O amor do marido honra a esposa
O amor do marido é como um manto sobre os ombros da esposa, símbolo de sua proteção e cuidado. Debaixo dele, ela sente-se valorizada, importante, respeitada por ser quem é, como é. Não precisa temer sua própria fragilidade nem o passar dos anos e a chegada das rugas e dos cabelos brancos, pois sabe que o marido vê nela a beleza que nunca diminui nem acaba mas que se renova e viceja a cada nova fase da vida.
O marido que ama a esposa como Cristo amou a igreja procura o aperfeiçoamento, o crescimento, o amadurecimento e a restauração da pessoa que sua esposa foi criada para ser, o que redundará em felicidade e gozo para ele próprio. Esse é o mistério do amor no relacionamento conjugal. Simbolizado pela redondeza contínua das alianças de ouro, ele dá início a um processo infindo de doação que conduz ao paradoxo de que é dando que se recebe, é doando a si mesmo que se cresce, é libertando que se liberta.

Fonte: Monergismo
http://www.monergismo.com/textos/familia_casamento/esposa_espera_esposo_wanda.htm

Rodrigo Ribeiro

sexta-feira, 14 de março de 2014

Por Que um Deus Triúno Criaria o Mundo? Com a Palavra, Tim Keller

O Pai, o Filho e o Espírito caracterizam-se em sua essência por um amor que se doa pelo outro. [...] Se este mundo foi criado por um Deus triúno, relacionamentos de amor são a essência da vida.

Veja bem, diferentes visões de Deus trazem implicações diferentes. Se Deus não existe – se estamos aqui por mero acaso, estritamente em consequência da seleção natural -  então, o que eu e você chamamos de amor não passa de uma reação química do cérebro. Os biólogos evolucionistas dizem que não há em nós nada que não esteja lá por ter ajudado nossos ancestrais a passar adiante com maior êxito nosso código genético. Se você sente amor, isso se dá apenas pelo fato de essa combinação de fatores químicos capacitar a sua sobrevivência a levar as partes do corpo para os ocais que eles precisam estar para transmitir seu código genético. Isto é tudo que é o amor: pura química. Por outro lado, se Deus existe, mas é unipessoal, houve um tempo em que Deus não era amor. Antes que ele criasse o mundo, quando havia apenas ama pessoa divina, não havia a quem amar, pois o amor só pode existir em um relacionamento. Se um Deus unipessoal tivesse criado o mundo e os que nele habitam, tal Deus em essência não seria amor. Seria poder e grandeza, possivelmente, mas não amor. No entanto, se por toda a eternidade, sem que tenha havido inicio ou fim, a realidade suprema é uma comunhão de pessoas que conhecem e amam umas às outras, então a realidade suprema tem a ver com relacionamentos de amor.

Por que um Deus triúno criaria o mundo? Se ele fosse um Deus unipessoal, você poderia dizer: “Bem, ele criou o mundo para que tivesse seres que o amassem e o adorassem, que lhe trouxessem alegria.”. Mas o Deus triúno já tinha tudo isso – e em si mesmo recebia amor de uma forma muito mais pura e poderosa do que os seres humanos poderiam lhe dar. Então, por que iria nos criar? Há somente uma resposta. Ele deve ter nos criado não para receber alegria, mas para dar. Ele deve ter-nos criado para nos convidar a entrar na dança, para dizer: Se você me glorificar, se centralizar a sua vida em torno de mim, apreciar minha beleza por aquilo que sou em mim mesmo, então você entrará na dança, que é o motivo pela qual você foi criado. [...] Você é feito para entrar na dança divina com a Trindidade.



KELLER, Timothy. Capitulo 1: A Dança. In: A Cruz do Rei: a história do mundo na vida de Jesus, tradução de Maria K. A. de Siqueira Lopes. São Paulo, SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 2012.
Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Amando Cristo na Pratica

1. Quando amamos alguém, gostamos de pensar sobre ele.

Não precisamos ser lembrados dele. Não esquecemos o nome dele, sua aparência, seu caráter, suas opiniões, seus gostos, sua posição ou sua ocupação. Ele surge na nossa mente várias vezes durante o dia. Embora talvez muito distante, ele está frequentemente presente em nossos pensamentos. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! Cristo “habita em seu coração”, e se pensa nele mais ou menos todos os dias (Ef. 3.17). O verdadeiro cristão não precisa ser lembrado que tem um Mestre crucificado. Ele sempre pensa nEle. Ele nunca se esquece que Ele tem um dia, um motivo e um povo, e que o Seu povo é único. Afeição é o real segredo de uma boa memória religiosa. Nenhum homem do mundo pode pensar muito sobre Cristo, a menos que Cristo seja compelido a ser o centro do seu foco, porque ele não tem afeição nenhuma por Ele. O verdadeiro cristão pensa sobre Cristo todos os dias de sua vida, pela única e simples razão de que O ama.

2. Quando amamos alguém, gostamos de ouvir sobre ele.

Nós temos prazer em ouvir aqueles que falam dele. Nós nos interessamos sobre qualquer relato que os outros fazem sobre ele. Nós damos toda a atenção quando os outros falam sobre ele, e descrevem seus caminhos, suas falas, suas ações e seus planos. Alguns podem ouvir sobre ele e ficarem indiferentes, mas os nossos corações aceleram ao som do seu nome. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão se deleita ao ouvir sobre seu Mestre. Ele gosta mais dos sermões que estão mais cheios de Cristo. Ele gosta mais daquele grupo em que a maioria das pessoas fala de coisas que são de Cristo. Eu li sobre uma antiga crente galesa que costumava caminhar vários quilômetros todos os domingos para ouvir um pastor inglês, embora ela não entendesse uma palavra em inglês. Perguntaram por que ela fazia isso. Ela respondeu que esse reverendo fala o nome de Cristo tantas vezes em suas pregações que fazia com que ela se sentisse bem. Ela amava simplesmente ouvir o nome do seu Salvador.

3. Quando amamos alguém, nós gostamos de ler sobre ele.

Que prazer imenso há em uma carta de um marido ausente para sua esposa, ou uma carta de um filho ausente para a sua mãe. Outros podem ver noticias de pouco valor na carta. Eles mal se dão ao trabalho de lê-la inteira. Mas aqueles que amam o escritor vêem algo na carta que ninguém mais pode ver. E carregam isso com eles como se fosse um tesouro. Eles lêem várias vezes. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão sente prazer ao ler as Escrituras, porque elas falam para ele sobre seu Salvador amado. Ler não é uma tarefa cansativa para ele. Raramente ele precisa ser lembrado de pegar a sua Bíblia quando vai viajar. Ele não consegue ser feliz sem ela. Qual o porquê de tudo isso? Porque as escrituras testificam sobre Aquele a quem a sua alma ama, Cristo.

4. Quando amamos alguém, gostamos de agradá-lo.

Ficamos contentes em consultar suas vontades e opiniões, agir de acordo com seu conselho e fazer coisas que ele aprova. Nós até mesmo negamos a nós mesmos para satisfazer os seus desejos, nos abstemos de coisas que sabemos que ele não gosta e aprendemos coisas que não estamos naturalmente inclinados porque achamos que isso lhe dará prazer. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro Cristão estuda para agradar a Ele, ao ser santo no corpo e no espírito. Mostre a ele alguma coisa que ele pratica diariamente e que Cristo odeia, e ele deixará de praticá-la. Mostre a ele alguma coisa que Cristo se agrada, e ele a fará depois disso. Ele não murmura dos requerimentos de Cristo como sendo demasiadamente rígidos ou severos, como os filhos do mundo fazem. Para ele, os ordenamentos de Cristo não são dolorosos e o fardo de Cristo é leve. E por que tudo isso? Simplesmente porque ele O ama.

5. Quando amamos alguém, gostamos de seus amigos.

Estamos favoravelmente inclinados a eles, mesmo antes de conhecê-los. Somos atraídos a eles pelo laço comum de amor em comum a uma mesma pessoa. Quando os encontramos não sentimos como se fossemos completos estranhos. Há um laço de união entre nós. Eles amam a pessoa que nós amamos, e isso por si só é uma apresentação. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão considera todos os amigos de Cristo como seus amigos, membros do mesmo corpo, filhos da mesma família, soldados do mesmo exército, viajantes em direção ao mesmo lar. Quando ele os conhece, sente como se já os conhecesse há muito tempo. Ele se sente mais em casa com eles em alguns minutos do que com muitas pessoas do mundo depois de anos de intimidade. E qual é o segredo de tudo isso? É simplesmente a afeição pelo mesmo Salvador e o amor ao mesmo Senhor.

6. Quando amamos alguém, somos cuidadosos com seu nome e honra.

Nós não gostamos de ouvir algo contra ele sem poder falar por ele e defendê-lo. Sentimo-nos obrigados a defender seus interesses e a sua reputação. Nós consideramos a pessoa que o trata mal tão desagradável como se tivesse maltratado nós mesmos. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão protege com piedoso ciúme todos os esforços de denegrir a palavra, o nome, a igreja ou o dia do seu Mestre. Ele O confessará diante dos príncipes, se necessário, e será sensível à menor desonra direcionada a Ele. Ele não vai se contentar com a sua paz, e suportar a causa do Mestre ser envergonhada, sem testemunhar contra isso. E por que isso? Simplesmente porque O ama.

7. Quando amamos alguém, nós gostamos de falar com ele.

Dizemos a ele todos os nossos pensamentos, e abrimos nosso coração. Não encontramos dificuldade alguma em descobrir assuntos para conversar. Por mais silenciosos e reservados que sejamos com os outros, achamos muito fácil conversar com um amigo muito amado. Independente da frequência com que nos encontramos, nunca ficamos sem assunto para conversar. Sempre temos muito a falar, muito para perguntar, muito a descrever, muito a comunicar. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O verdadeiro cristão não encontra dificuldade em conversar com seu Salvador. Todos os dias ele tem algo para contar a Ele, e não fica feliz enquanto não conta. Conversa com Ele em oração toda manhã e toda noite. Conta para Ele suas vontades e desejos, seus sentimentos e seus medos. Ele lhe pede conselhos nas dificuldades. Ele lhe pede conforto nas adversidades. Ele não consegue evitar. Ele deve conversar com seu Salvador continuamente, ou ele se enfraqueceria pelo caminho. E por que isso? Simplesmente porque ele O ama.

8. Quando amamos alguém, gostamos de estar sempre com ele.

Pensar, ouvir, ler e ocasionalmente conversar tem o seu espaço. Mas quando nós realmente amamos alguém, nós queremos algo mais. Nós ansiamos em estar sempre em sua companhia. Desejamos em estar continuamente em sua presença e manter comunhão com ele sem interrupção ou despedida. Bem, é isso que ocorre entre o cristão verdadeiro e Cristo! O coração do verdadeiro cristão anseia por aquele dia abençoado em que verá o Mestre face a face. Ele anseia em finalmente deixar o pecar e se arrepender e crer, e começar a vida eterna, quando verá como tem sido visto, e não pecará mais. Ele tem considerado agradável viver pela fé e sente que será mais agradável ainda viver pelo que ver. Ele considerou agradável ouvir sobre Cristo, falar sobre Cristo e ler sobre Cristo. Quão mais agradável ainda será ver Cristo com seus próprios olhos, e não deixá-lo nunca mais! “Melhor”, ele sente, “contentar-se com o que os olhos vêem do que sonhar com o que se deseja.” (Eclesiastes 6.9). E por que isso tudo? Simplesmente porque ele O ama.
Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui
Intercâmbio feito por Lídia Santos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Em Busca de Serviço

Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo , deseja uma nobre função. 1 Timóteo 3:1


Não é incomum que aqueles que são logo desde a juventude vocacionados ao sagrado ministério se vejam numa situação inquietante em relação às eleições dos cargos que Deus usa para comunicar Sua vontade em relação ao governo da igreja (1 Tm 4:12-16). O dilema parece ser, na maioria dos casos, entre a convicção interna do chamado e a relativa demora do reconhecimento dele pela comunidade através da ordenação do cargo.

Desejar o presbiterato é desejar uma nobre FUNÇÃO, que Deus designa a quem quer, conforme Sua vontade e edificação do corpo (Ef 4:11-17). É uma característica marcante dos falsos mestres o desejo do cargo pelo poder eclesiástico que se constitui ou a deferência da comunidade (3 João 1:9-12).

Esses, que pensam que o presbiterato é uma ascensão social, sempre acabam expostos como de fato são: carnais. Antes da eleição sempre disponível, ativo na obra, piedoso e exemplar. Porém ao ser eleito, ausenta-se sem motivo justo, não tem prioridade em estudar e ensinar as Escrituras ou muito menos viver uma vida comum com os irmãos para ser exemplar (2 Tm 2:1-8).

Para não incorrer nesse erro, jejue e ore sobre o assunto pedindo a Deus que lhe esclareça quais são as verdadeiras motivações que habitam seu coração. Arrependa-se de todas que não sejam iguais a de Jesus: servir em amor (Jo 13:12-18). Quem quer servir em amor:

  1. Não se ressente do resultado das eleições, pois sabe que o escrutínio é acima de tudo um instrumento de Deus para eleger aqueles que Ele mesmo já determinou pela sua livre  e soberana vontade (At 14:21-24).
  2. Não quer "mostrar serviço", para de alguma forma alcançar popularidade e aceitação necessárias para a eleição. Quem assim age é como Absalão que por muita conversa e bajulação quis usurpar o trono de Davi (2 Sm 15:1-7). Considere bem o fim dele, morto por causa de sua própria vaidade,  e não queira o mesmo pra si (2 Sm 18:9-18)
  3. Não quer provar quem é, não precisa ter seu "ponto de vista" imposto aos outros ao custo da verdade em amor que deve ser vivida na igreja. Quem quer ser inquestionável, não pode ser irrepreensível. O verdadeiro servo dá a outra face, anda a segunda milha. Ensina com doutrina e mansidão. (2 Tm 2:15-26).
  4. Deseja o bem da comunidade e não submetê-la a sua própria vontade. Esforça-se em por em prática o amor na disposição de servir a igreja com seus dons e talentos, ou seja, com a capacitação sobrenatural do Espírito Santo e com os recursos disponíveis que Deus lhe confiou para receber do Senhor a recompensa (1 Pe 5:1-5).

Se você deseja ser usado por Deus em sua fraqueza para o benefício da sua igreja e assim glorificar a Deus, não faltarão oportunidades no corpo para que você possa servir.


Presb. Gleidson Lacerda

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cuidado com as Aparências


Diz o ditado popular: “Nem tudo o que reluz é ouro”. Em outras palavras, algo pode parecer bom à primeira vista, mas um exame mais detido irá revelar que é exatamente o contrário do imaginado. A Escritura confirma essa realidade quando declara: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12). A história do cristianismo está repleta de ilustrações desse fato. Um bom exemplo é o caso do herege Marcião ou Márcion, no segundo século. Esse cristão era natural da cidade de Sinope, na província do Ponto, norte da Ásia Menor (atual Turquia). Pertencia a uma rica família de proprietários de navios e seu pai era bispo. No final da década de 130, foi para Roma e começou a pregar uma mensagem que a princípio parecia muito bonita, bíblica e verdadeira – a mensagem do Deus de amor.

Para Márcion, o amor era um atributo moral tão importante do Ser Divino que na prática ofuscava todos os demais. Na sua concepção, Deus era exclusivamente um Ser de graça, bondade e misericórdia, e não de justiça ou santidade. Isso significava que Deus não poderia punir ninguém, perdoando a todos indistintamente, quer cressem nele ou não. Ele ensinou aquilo que hoje se denomina “universalismo soteriológico”, ou seja, que todos irão se salvar, porque Deus não pode agir de outra maneira. Não existe condenação, inferno ou retribuição de qualquer espécie. Márcion foi influenciado por uma filosofia religiosa chamada gnosticismo. Os gnósticos eram dualistas, acreditando que havia duas realidades opostas no mundo – o bem, identificado com o mundo espiritual, e o mal, identificado com a matéria. No entender desse herege, o Deus da dispensação judaica era uma divindade inferior, o criador da matéria, um ser vingativo e justiceiro. O Deus supremo, pai de Jesus Cristo, era retratado na nova aliança como um Deus de amor e perdão sem limites.

O problema de Márcion foi não submeter as suas idéias religiosas ao crivo da revelação bíblica e do ensino apostólico. Ele se julgava no direito de decidir sozinho o que era e o que não era Escritura Sagrada, entre aquilo que ele podia e aquilo que ele não podia aceitar. Tanto é que criou o seu próprio cânon ou lista de livros tidos como inspirados, que incluía somente o Evangelho de Lucas e as cartas de Paulo às igrejas, dos quais eliminou todas as referências ao Antigo Testamento. A igreja de Roma prontamente rejeitou as idéias desse homem e o excluiu das suas fileiras. Ele então fundou sua própria organização, que subsistiu por alguns séculos.

A história de Márcion serve de advertência para os cristãos brasileiros do século 21. Hoje em dia, muitos livros, púlpitos e programas de televisão transmitem ensinos que à primeira vista parecem genuínos, salutares e transformadores. Parecem falar de uma vida espiritual mais dinâmica, maior dependência do poder de Deus, maior confiança nas promessas da Escritura. Todavia, examinados de perto revelam horríveis distorções doutrinárias; interpretação bíblica esdrúxula, subjetiva e interesseira; ênfase em valores, alvos e comportamentos mais ditados pela cultura secular do que pela fé cristã histórica. Porém, a mistura desses erros com aspectos da verdade os torna atraentes, fascinantes mesmo. E muitos têm se rendido a esses enganosos cantos de sereia. Daí a oportunidade da advertência paulina: “Julgai todas as coisas; retende o que é bom” (1 Ts 5.21).

Alderi de Souza Matos

Walber Arruda

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Qual a Importância de se Cultivar a Amizade no Casamento? Com a Palavra, Joel Beeke

          A palavra "cultivo" teve origem na atividade agrícola. A semente é plantada e tempos depois surgem tenros brotos; contudo, eles não conseguem florescer se não forem cultivados. O cultivo é um trabalho gratificante, pois resulta em uma colheita abundante quando Deus a multiplica. Mas é um trabalho duro. Ninguém acorda de manhã e tem a agradável surpresa de descobrir que, sem esforço de sua parte, apareceu em seus campos uma safra de milho pronta para ser colhida.

     Da mesma forma, cultivar a amizade no casamento é trabalho duro, porém muito gratificante. Muitas pessoas em nossa cultura acham que o amor é um relacionamento em que se entra e sai com facilidade. Isso pode valer para emoções passageiras, mas a amizade verdadeira se baseia no cultivo: é preciso arrancar do solo do coração as atitudes ruins, plantar a cada dia sementes de amor um pelo outro, limpar as ervas daninhas e combater as pragas que ameaçam sufocar o relacionamento, regar as plantas com oração diária para que fiquem tenras e, em seguida, dedicar tempo para colher amor e prazer na companhia um do outro.

Trecho do Livro Amigos e Amantes (p. 29), publicado por Edições Vida Nova em 2012
Todos os direitos reservados

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Torna-te Padrão!

"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza." (1 Timóteo 4:12)

Quando o apóstolo Paulo partiu da Ásia pela última vez, ele severamente avisou os presbíteros de Éfeso acerca de "lobos vorazes" e "homens falando coisas pervertidas" que se levantariam no meio deles (Atos 20:17, 29-30). (4:1-5).  Na sua carta enviada a Timóteo em Éfeso (1:3), Paulo novamente avisa pelo Espírito que "alguns apostatarão da fé" (4:1). Este desvio da fé seria o resultado da obediência a "espíritos enganadores e a ensinos de demônios" (4:1). Pessoas encantadas pela mentira de falsas doutrinas agem contra a sua própria consciência (4:2; veja Romanos 2:14-16) e fazem coisas que os "que conhecem plenamente a verdade" jamais devem fazer (4:3-5; veja os avisos em 2 Tessalonicenses 2:9-12 e 1 João 4:1). Se esforçavam por encobrir sua perversidade interior mediante ritos externos, com o objetivo de descrever atos meritórios de salvação!

Desta forma, para que as pessoas não caíssem neste erro, Paulo exorta o jovem Timóteo à fidelidade e à diligência no ministério. Era necessário que homens fiéis como Timóteo ensinassem cada vez mais "as palavras da fé e da boa doutrina" que eles mesmos praticavam (4:6), rejeitando as "fábulas profanas" que eram tradições de homens tolos. Pois estas celeumas traziam constantemente, discussões sem fim como ele falou em 1:4.

Diante daquele quadro, Paulo escrevendo ao jovem presbítero (Ordenado pelo próprio apóstolo como vemos em 1:18) o entreteceu a disciplina pessoal com as obrigações oficiais. Só o ensinamento da verdade daria aos homens o que era necessário para a prática espiritual.

Assim como é necessário o exercício físico para manter o corpo em boa forma, também é necessário exercitemos a nossa alma "na piedade" (4:7).  Posto ser o exercício espiritual muito mais proveitoso do que o físico, pois prepara pessoas para terem a força de lutar e esforçar-se na esperança, de nossa graciosa salvação.

Uma exegese bem acurada, nos mostra ainda que além de tímido e acanhado, Timóteo era mais jovem em relação aos outros Presbíteros. Porém Paulo não queria que isso fosse uma barreira para ele pregar o evangelho. : "Que ninguém pense pouco de você". Desta forma, o apóstolo também tinha como objetivo, que a carta fosse lida perante toda a igreja. Muitos estavam desprezando a autoridade do então jovem ministro, por causa de sua juventude.

Timóteo deveria então tornar-se exemplo, estabelecer sua autoridade através de uma vida piedosa. Sem gabar-se de ter sido ordenado presbítero. Paulo não queria que a juventude de Timóteo impedisse a sua eficácia como pregador da palavra de Deus. Afinal, o que faz de um servo de Cristo um bom ministro não é a sua idade, mas sua fidelidade para com a palavra que lhe fora conferida (4:12-13, 16; veja 1 Coríntios 4:1-4).

Torna-te padrão na Palavra!
Paulo enfatiza que o bom ministro deveria de ser, um bom modelo dos crentes através Palavra, pregando e protegendo a Doutrina, dedicando-se fiel e laboriosamente ao estudo das Sagradas Escrituras, pois aqui reside nossa confiança suprema. O que levou Charles Hodge a dizer certa vez: “O evangelho é tão simples que as crianças pequenas podem compreendê-lo, e é tão profundo que os estudos dos mais sábios teólogos nunca vão esgotar suas riquezas.”

Já João Calvino, dizia que para alguém chegar a Deus, o Criador, é necessário que tenha a Escritura por guia e mestra. Pois o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. Isto porque, a Escritura é a única regra inerrante de fé e prática da vida da igreja.

“É a Verdade que santifica e liberta, porque a Palavra de Deus é a verdade”. A interação com a Escritura é essencial para a saúde espiritual da congregação e sem ela o crescimento espiritual é impossível.

Não podemos permitir sermões e mensagens rasas em nossos púlpitos! Se quisermos uma congregação saudável, devemos conceder-lhes uma boa nutrição.

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.”
Salmos 119:97-105

Torna-te padrão no procedimento, na conduta, nos costumes!

        O jovem ministro, deve empenhar-se cada vez mais, por manter uma postura exemplar. Ele haverá de educar as suas ovelhas, também atravéz de seus atos.

Devendo ser movido irresistivelmente por afeições Santas.  Pois alertava Edwards, que as afeições Santas são suficientemente fortes para levar à ação. As afeições Santas, envolvem a cooperação coordenada de mente, vontade e emoções. Por serem as inclinações mais fortes da alma humana, as afeições se manifestam em todas as partes da pessoa: pensamentos, sentimentos e conduta.

Mostra-me tua vida, que direi tua teologia!

Torna-te padrão no amor!

        De que forma?

No profundo e mais sincero apego pessoal a seus irmãos, com uma genuína preocupação por seu próximo (inclusive seus inimigos). Aqui o amor, indica uma relação horizontal. Você tem chorado com os que choram na sua igreja? Você tem se alegrado por uma conquista de suas ovelhas? Ou tem sido indiferente a todas estas coisas?


Torna-te padrão na Fé!

                     Como tem sido o exercício de suas orações? Ou seja, o exercício desse dom de Deus deve brotar de uma relação vertical. Como tem tomado decisões?

            O que Neemias fez quando soube que o povo de Jerusalém encontrava-se numa situação precária e insegura, sujeito às agressões dos povos que controlavam as regiões adjacentes à cidade? A Bíblia diz que dia e noite. Neemias orava continuamente.(Neemias 1.6)

Modernamente ouvimos muito sobre os grandes homens do passado em nossa teologia, mas será que os temos copiado?

Além das confissões, também estão presentes as ações de Agostinho de hipona, por exemplo?

John Huss (pré- reformador) quando morreu queimado na fogueira, orou dizendo: “confio que pela graça de Deus ainda hoje hei de beber dele no Seu Reino. Os bispos retrucaram: Nós entregamos a tua alma aos demônios do inferno. Neste momento, Huss orou ao Senhor dizendo: E eu entrego o meu espírito nas tuas mãos, oh Senhor Jesus Cristo. A ti entrego a alma que tu salvaste!”

Jeronimo de Savonarola liderou uma reforma política e cultural na Itália, mas antes disso se entregou em oração.  Na época, o povo abandonou a literatura torpe e mundana para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socorriam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e queimou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!”

Assim fizeram também os reformadores:

Martinho Lutero foi um homem de oração. Dizia ele, que orava regularmente duas horas todos os dias e sempre que tinha muita coisa para fazer, ele dobrava para quatro horas o seu tempo em oração.

E o que dizer das orações de John Knox? As quais redundaram em tão grande avivamento na Escócia, que certa vez: a Rainha da Inglaterra exclamou: "Eu temo mais as orações de John Knox do que um exército de 10 mil homens marchando contra nós."

Assim fizeram os puritanos, assim fizeram os grandes homens. Alimentavam diariamente a sua fé, com sua vida de oração.

A história também conta, que quando Edwards pregou “pecadores nas mãos de um Deus irado”, as pessoas pediam para que ele parasse.  Algumas se agarravam nos pilares, outras por tão forte temor, acreditaram que o juízo havia chegado. Mas poucos sabem que, antes de pregar neste dia, Edwards por 3 dias não se alimentou, por 3 noites não dormiu, ele rogou a Deus sem cessar, “daí-me a nova Inglaterra!”

Afirma-se que um teólogo, que um ministro normal, deve orar no mínimo, 350 horas por ano, John Wesley, orava 700 horas por ano, assim ele fez por 54 anos. Ele recebeu o apelido de o “Tição de fogo”.

David Brainerd, antes de sair e pregar às tribo dos peles-vermelhas, índios canibais, escreveu em seu diário:  “assim passei a tarde orando, para que não confiasse em mim mesmo.”

Por fim, certa vez perguntaram a Spurgeon, que pastoreava uma igreja de 12 mil membro na Inglaterra, o tabernáculo metropolitano, qual segredo de tão grande crescimento? e ele respondeu: “Oração!”

Passe o que passar, aja o que houve, continue orando! Pois: “Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

Torna-te padrão na pureza!

        Torna-te perfeito e reto na completa conformidade, de pensamento e ato, com a lei moral de Deus. É preciso que o jovem ministro tenha uma vida movida para santidade, guiado com “Luz na mente e fogo no coração!”. Pois Se a impiedade é o seu deleite aqui na terra, o que lhe agradará no céu, onde tudo é limpo e puro? Você não seria feliz lá se você não é santo aqui.  Ou, como disse Spurgeon, "seria mais fácil um peixe viver numa árvore que um descrente no Paraíso".


Parafraseando Paul Washer, vos digo que a teologia moderna, os manterá como meninos, porque os homens são perigosos. Satanás sabe que um homem piedoso e íntegro é uma das coisas mais perigosas na face da terra!

Finalizo exclamando:

Firme-se na palavra!
Tenha uma conduta digna de respeito e retidão!
Ame os seus irmãos!
Tenha sua fé por inabalável!
Conserve a pureza!

E só assim, não haverá lobo enganador, falso profeta, ou qualquer homem que um dia possa enganar o teu povo. Muito menos, nenhum ímpio deste mundo podre e vil, poderá de ti dizer qualquer coisa torpe!

Torna-te padrão!

Wollney Ribeiro
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