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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

3 Formas de Orar por seu Inimigo

"Vocês ouviram o que foi dito: 'Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo”. Disse Jesus em seu famoso sermão do monte,” Mas eu digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 45:13-14)

Se você já se perguntou por que muitas pessoas se recusaram a seguir Jesus durante a sua vida, você acabou de ler um desses motivos.

Em nossos dias, temos usado tanto o termo "inimigo", que esta palavra perdeu muito do seu valor impactante. Hoje, "inimigo" é usado principalmente em referência a pessoas que são rudes conosco ou que nos tratam com grosserias. Nós até mesmo usamos a expressão "inimiga" para se referir a uma pessoa que finge ser amiga ou para alguém que realmente é um amigo, mas que também se caracteriza como rival.

Mas nos dias de Jesus, os judeus em Israel tinham inimigos reais. Durante toda a sua jornada de existência como um povo, eles tinham germinado muitos inimigos - da escravidão no Egito para o estado de ocupação por seu mais recente inimigo, o Império Romano.  Dizer-lhes para amar e orar pelos inimigos era semelhante a dizer aos cristãos no Iraque para amar e orar pelo Estado Islâmico.

No entanto, é exatamente o que Jesus estava dizendo. Quando Jesus deu o mandamento de amar e orar por nossos inimigos Ele sabia que um dia iria exigir oração por grupos extremistas islâmicos como o ISIS e Al-Qaeda que assassinam sua Noiva.  Jesus estava dizendo que quando pensamos dessas pessoas, já nem sequer deemos vê-los como inimigos. Como John MacArthur explica, "não devemos ser inimigos daqueles que podem ser inimigos para nós. Da perspectiva deles, nós somos inimigos; mas a partir de nossa perspectiva, eles devem ser nossos vizinhos. "

Mas como podemos fazer isso? Como devemos orar por esses vizinhos que querem assassinar membros de nossa família? Essa tarefa é difícil, mas existem três maneiras específicas de orar por aqueles que estão envolvidos na perseguição contra os cristãos:

1. Orar por sua conversão

Há duas razões principais para que não oremos pela conversão dos extremistas islâmicos. A primeira razão é que nós acreditamos que é absurdo pensar que eles vão se tornar cristãos. A segunda razão é que temos medo de que eles possam realmente se converter.

A primeira razão é mais comum, uma vez que orar para terroristas se converterem parece ser um apelo inútil. Reconhecemos a verdade teológica de que Deus pode fazer por eles o que ele fez por nós: proporcionar o dom da graça para que eles possam ser salvos (Efésios 2: 8). Mas olhamos para a situação "realista" e nos dizemos que a probabilidade de conversão genuína é tão perto de zero que seria um desperdício do nosso tempo (e do de Deus) se preocupar em pedir. 

Sem dúvida, tais conversões são improváveis ​​e raras. No entanto, devemos orar por elas de qualquer maneira. Se realmente amamos o nosso inimigo, como poderíamos não, pelo menos, rogar a Deus em seu nome?

Outra, menos freqüente, razão pela qual não oramos pela sua conversão é porque nós tememos que eles possam realmente se arrepender. Como Jonas em Nínive, queremos que os nossos inimigos recebam suas justas penas, não misericórdia e perdão. Considere todos os cristãos que obedientemente oraram pelos nazistas. Como eles se sentiriam se eles descobrissem que Hitler, nos momentos antes de sua morte, tinha realmente se arrependido de seus pecados e foi perdoado por Deus? Muitos desses cristãos teriam se sentido enganado, como se fosse injusto de Deus perdoar esses crimes horríveis. Eles provavelmente iriam querer reclamar, como Jonas fez quando Deus poupou os ninivitas, "Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar, mas depois te arrependes." (Jonas 4: 2)?

Mas é exatamente porque ele é um Deus clemente e compassivo que devemos orar pela conversão dos nossos inimigos. Como poderíamos fazer algo além do que pedir a Deus para mostrar-lhes a mesma graça que nos foi mostrado?

2. Ore para que o mal que eles fazem seja contido

Não há dicotomia em orar para o bem de nosso inimigo e orar para que suas más ações sejam contidas. É para o seu benefício, bem como o nosso, que eles sejam impedidos de cometer mais maldade. Para aqueles que endureceram seu coração contra Deus, seria melhor que a sua vida fosse encurtada do que se continuasse a perseguir seus filhos.

A proteção de inocentes de serem mortos pode exigir que os governos humanos  tomem uma ação militar contra os extremistas islâmicos. Estamos autorizados a apoiar o uso da força apenas para restringir esse mal. Mas devemos lembrar que, enquanto a morte dos terroristas pode ser a única forma eficaz de coibir suas ações, não devemos regozijar-nos o seu sofrimento ou morte (Provérbios 24:17).

3. Ore para que eles recebam a justiça divina

Assim como buscamos a justiça na terra das autoridades governamentais devidamente estabelecidas, podemos buscar a justiça divina de nosso Deus santo. Como John N. Day diz: "ao passo que amor e bênçãos são a ética característica dos crentes de ambos os Testamentos, julgar e pedir vingança divina são de extrema ética e podem ser expressos em circunstâncias extremas, contra endurecido, enganosidade, violência, imoralidade e pecadores injustos”.

Ao pedir que a justiça divina seja feita, devemos ter o cuidado de proteger os nossos motivos. Orar por justiça divina pode ser uma maneira de contornar o nosso dever de amar o nosso inimigo. É certo que devemos deixar a vingança para Deus, não devemos esquecer o que é ordenado de nós. Como Paulo escreve em Romanos 12: 19-21 :.

Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.
Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Em nossas orações, o pedido de justiça divina deve ser incluído como última opção, um apelo, para que se faça o necessário para aqueles que nem se voltarão para Deus, nem se afastarão da prática do mal.


Como ex-inimigos de Deus, devemos ser gentis e agradecidos por estarmos autorizados a orar por nossos inimigos atuais, com a certeza de que Jesus vai nos ouvir. Nós deveríamos ser gratos o suficiente pela graça de Deus, que nós deveramos deseja-la para os nossos inimigos também. Mas se eles se recusam e endurecem seus corações contra aquele que iria poupá-los, então devemos pedir que recebam o castigo divino, devido a todos para além da justiça de Cristo. 

Joe Carter
Publicado em: http://thegospelcoalition.org/article/3-ways-to-pray-for-our-enemies

Traduzido por Thiago Barros

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Igrejas na Guerra, apoie-as!

O título desse post pode sugerir uma série de temas referentes à Igreja de Cristo, uma guerra contra o pecado, uma batalha espiritual e etc. Contudo, irei falar sobre a situação de Igrejas que vivem literalmente em meio a guerras. É o caso da Igreja de Cristo no Oriente Médio, em especial na Síria, Palestina, Iraque e mais recentemente, no Egito.

Uma das coisas que mais amo no Cristianismo é que ele não é apenas uma religião local, ligada a algum país ou território físico, mas sim um Reino global composto por pessoas de todas as tribos e nações; o que significa que em todos os lugares do mundo, até mesmo nos mais hostis e remotos do mundo há uma parte da Igreja de Cristo, mesmo que seja apenas um pequeno remanescente fiel... Isso significa que nos lugares onde há guerras há também uma Igreja, a qual além de estar engajada nas lutas comuns a todos os cristãos, também sofre as consequências de uma guerra física, correndo diversos riscos, inclusive a do fim da vida na terra.

Como diz o Irmão André em seu livro "Força da Luz" sobre a Igreja Palestina, o fato de sermos cristãos não nos tira do mundo, nem nos impede de sofrer com os males que o afligem, inclusive as guerras. Assim, segundo ele, é papel da Igreja tentar vencer o mal com o bem como nos ensina as Santas Escrituras, por isso, é de fundamental importância que a Igreja de Cristo esteja presente nos locais em que há guerras, pois Cristo é o único caminho e a solução definitiva para paz. Entretanto, nem sempre é isso o que acontece. Nos últimos anos, com os crescentes conflitos no Oriente Médio, os poucos cristãos que ainda restam na região tem fugido em massa para o Ocidente e com eles a única esperança de paz.

Eu compreendo o quão difícil deve ser a vida em um contexto de guerra, mesmo nunca tendo-o experimentado e por isso não julgo os cristãos do Oriente Médio por emigrarem. Mas o que mais me entristece é saber que nada tem sido para evitar esse êxodo, principalmente por nós, cristãos do Ocidente e até mesmo do Sul. Se os cristãos não se dispõem a socorrer seus irmãos que vivem em contextos de guerra lutando para que eles possam permanecer em suas próprias casas em segurança, como poderemos esperar que a comunidade internacional ou os chefes de Estado o façam? Se como cristãos cremos que Jesus é realmente o Príncipe da Paz e a única solução para os conflitos do Oriente Médio, temos que fazer algo para a ajudar as Igrejas desses locais a permanecerem lá, firmes e fazendo a diferença, sendo uma pequena luz em meio à grande escuridão que os cerca. 


Hoje, em especial, há algumas Igrejas que precisam muito da nossa ajuda. Uma delas é a Igreja na Síria, uma Igreja que durante anos clamou a Deus por um avivamento genuíno e Deus os respondeu com uma guerra civil e inúmeras oportunidades de serem despenseiros do Seu amor em uma sociedade marcada pelo ódio e pela ganância pelo poder. Outras Igreja que está em meio a uma guerra severa e que precisa imensamente do nosso apoio é a Igreja Palestina, em especial na Faixa de Gaza. Além das opressões diárias que essa Igreja sofre por causa do Hamas que governa a região, eles também tem sofrido durante com os ataques israelenses, que tem ocasionado a morte de milhares de civis. Por fim, há também a Igreja do Iraque que nos últimos dias tem sido vítima de um verdadeiro genocídio por parte do grupo terrorista islâmico ISIS. Que não estejamos indiferentes a isso, mas nos levantemos a favor desses cristãos!

Igor Sabino

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Israel, a Palestina e os Cristãos

Nos últimos dias a mídia internacional tem sido inundada de notícias sobre o conflito Israel-Palestina, uma vez que esse tem sido o maior acirramento do conflito desde 2009. As imagens são chocantes, mísseis israelenses invadindo a Faixa de Gaza e gerando inúmeras vítimas civis, sobretudo crianças e mulheres. Daí não falta posts nas redes sociais escritos por cristãos que ou defendem Israel por crerem que esse ainda é o povo de Deus ou aqueles que embora tenham uma teologia correta com relação aos judeus, movidos por boas intenções, creio eu, assumem a posição do lobby pro-Palestina e acusam Israel de ser a praticamente a única manifestação da depravação humana na terra. Tudo isso me entristece profundamente, pois era contra essa ignorância com relação aos judeus que Paulo adverte a Igreja de Roma (Rm 11.25).

Em primeiro lugar é necessário esclarecermos que o atual Estado de Israel não é o cumprimento de profecias bíblicas, mas que foi criado mediante a soberania de Deus sobre a História a fim de cumprir os Seus próprios propósitos, uma vez que Deus é soberano e rege as nações (Sl 2). Isso, portanto, não significa que os cristãos devem apoiar o Estado judeu em todas as suas políticas e ações. Ao contrário, significa que nós como cristãos devemos ver o Estado de Israel como um Estado secular e pecador igual a qualquer outro, reconhecendo os seus erros e combatendo-os, principalmente as suas práticas abusivas que são implantadas contra os palestinos, as quais violam diretamente os seus direitos humanos e vão contra as atribuições estabelecidas por Deus para os Estados (Rm 13).

Um segundo esclarecimento necessário diz respeito à natureza do verdadeiro povo de Deus hoje em dia. Os judeus que hoje existem não são mais o povo de Deus, uma vez que na Nova Aliança através do sacrifício de Jesus na cruz a salvação se estende a todos os povos, de todas as etnias e nações (Is 19.23-25, Mt 28.19, At 2.11, Ap 5. 8-10). Isso pode ser visto claramente no que Paulo diz aos Gálatas, ao afirmar que os verdadeiros filhos de Abraão não são apenas os judeus, mas os eleitos de todas as nações (Gl 3.6-8). Isso significa que o verdadeiro povo de Deus hoje é formado não apenas por judeus, mas também por alemães, palestinos e árabes! Ainda hoje há judeus que se convertem ao Cristianismo ao reconhecer Yeshua (Jesus) como o messias e esses sim é que passam a ser o povo de Deus, mas não os outros judeus que rejeitam a Jesus, como é a grande maioria dos judeus que compõem o atual Estado de Israel.

Tudo isso me faz crer que se o povo de Deus é formado tanto por judeus quanto palestinos, no atual conflito não devemos ficar nem do lado de Israel tão somente, nem do lado dos palestinos como se eles fossem as únicas vítimas da História. Devemos levar em consideração os princípios bíblicos de justiça e ter em mente que no atual conflito, ambas as partes são injustas e cometem atrocidades mútuas, violando assim a Lei de Deus. Isso não significa, contudo, que devamos ser imparciais, até porque isso é impossível, mas sim que devemos ficar ao lado da Igreja, o povo de Deus e para isso precisamos saber onde eles estão e como tudo isso os afeta.

Infelizmente embora seja o berço do Cristianismo, a atual “Terra Santa” é um dos lugares onde há menos cristãos. Os números são bastante inexatos, mas crê-se que apenas 2% de toda a população de Israel e dos territórios palestinos ocupados (Faixa de Gaza e Cisjordânia) sejam cristãos. Isso se dá devido a dois fatores: conflitos na região e perseguição religiosa. A criação do Estado de Israel em 1948 e os conflitos que o seguiram geraram uma grande onda de refugiados palestinos, entre os quais estavam em sua maioria cristãos, fazendo com que a sua presença na região diminuísse significativamente já a partir daí.

A situação, porém, piorou ainda mais após a Segunda Intifada palestina quando a Autoridade Palestina passou a administrar a Cisjordânia e o Hamas a Faixa de Gaza, o que ocasionou o surgimento da perseguição aos cristãos palestinos, os quais passaram a ser identificados diretamente como aliados ao governo israelense e por isso perseguidos. Tal perseguição advém da própria sociedade palestina, majoritariamente muçulmana, mas é de certo modo legitimada pelos governos da Autoridade Palestina e do Hamas. Os abusos sofridos pelos cristãos na região são vários: há conversões forçadas ao Islã, mulheres cristãs sofrem violência por não usarem o véu islâmico, igrejas são bombardeadas e alguns líderes da igreja até mesmo assassinados. Não é à toa que segundo a Missão Portas Abertas, os territórios palestinos são o 34° lugar em uma escala de 50 em que os cristãos mais sofrem perseguição.

Tanto o Hamas quanto a Autoridade Palestina possuem claramente uma agenda islâmica anti-cristã e isso por si só já seria um grande motivo para os cristãos não os apoiá-lo. Mas por outro lado, e quanto a Israel? Israel é a única democracia do Oriente Médio e teoricamente o Estado assegura o direito de liberdade dos cristãos. Lá também é o único lugar do Oriente Médio em que a população cristã ao invés de diminuir tem crescido. Mas isso não significa que os cristãos não são perseguidos em Israel. Lá a perseguição existe sim e é impetrada por grupos de judeus radicais, os quais tem assento no Parlamento israelense e até criaram uma lei que proíbe a pregação do Evangelho em lugares públicos, como em ônibus. Além disso, também há perseguição por parte de setores mais extremistas da sociedade judaica que não aceita que judeus se convertam ao Cristianismo e persegue a pequena, porém crescente, comunidade de judeus messiânicos, os judeus cristãos. Ao mesmo tempo, o governo israelense também dificulta a migração de judeus messiânicos para Israel.

Tudo isso mostra que tanto em Israel quando na Palestina os cristãos sofrem e que ambos os lados cometem graves erros. Isso porque analisei apenas a questão da liberdade religiosa. No atual conflito entre Israel e o Hamas, por exemplo, é verdade que as bombas lançadas por Israel são proibidas pelas convenções internacionais devido aos danos que podem causar em seres humanos, sendo considerado um crime. Mas por outro lado, e quanto aos civis palestinos que são utilizados pelo Hamas como escudos humanos para se defender dos taques israelenses? Assim, qual deve ser a posição de um cristão diante disso tudo? Creio que Paulo nos diz em Romanos 11.25-27:

Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: "Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados".

            Paulo ao escrever aos Romanos os advertiu sobre a sua ignorância e presunção frente aos judeus. Provavelmente estava surgindo na Igreja alguma espécie de anti-semitismo. Talvez pelo fato de que ainda estivesse muito vívida a imagem de que foram os judeus quem mataram Jesus, o que sabemos ter sido apenas uma expressão da vontade de Deus, pois quem matou Jesus foi o próprio Deus. O fato é que infelizmente ao longo da História a Igreja tem sido ignorante com relação aos judeus e tem sido uma das maiores fontes de anti-semitismo. Vemos isso durante o período da Inquisição da Igreja Católica e até mesmo nos escritos de Lutero, o pai da Reforma que tanto admiramos e por quem somos tão gratos a Deus. Lutero, apesar de ter sido um homem muito piedoso e temente a Deus, era falho. Ele não compreendeu o mistério de Israel do qual Paulo fala em Romanos 11 e segundo alguns historiadores foi quem lançou as bases do anti-semitismo de Hitler. Essa mesma onda de anti-semitismo tem voltado a afetar a Igreja de Cristo nos dias atuais, mas com um novo nome: anti-sionismo!

Muitos cristãos fiéis, por crerem nos pressupostos aqui assumidos no início do texto sobre os judeus e ao verem os erros que o atual Estado de Israel tem cometido contra os palestinos acabam assumindo lobby pro-Palestino, o qual não quer simplesmente o fim da ocupação israelense e justiça para os palestinos, mas sim a destruição do Estado de Israel. Soma-se a isso um grande aumento em escala global do extremismo islâmico, que tem como principais alvos cristãos e judeus. Ou seja, se o Estado de Israel deixar de existir hoje, veremos um banho de sangue judeu maior do que o Holocausto. Um vislumbre que podemos ter disso é a perseguição aos cristãos em contextos islâmicos.

Devemos sim, como cristãos lutar por justiça para os palestinos e criticar determinadas ações do Estado judeu, mas não sermos anti-semitas. Digo isso, porque logo alertar a Igreja a não ser arrogante quanto aos judeus, Paulo revela o “mistério de Israel” que consiste no fato de que os judeus serão reconciliados por Deus após a plenitude dos gentios se completar. Isso significa que após o Evangelho do Reino ser pregado a todos os povos (Mt 24.12), haverá um avivamento entre os judeus e um grande número deles será salvo, completando assim o número de eleitos e preparando o caminho para a volta de Cristo. Entretanto, vale salientar que para que a plenitude dos gentios se complete eleitos de todas as nações devem ter ouvido a pregação do Evangelho.

Hoje os povos menos alcançados pelo Evangelho são exatamente aqueles que mais odeiam os judeus: são as diversas etnias árabes e os povos do Oriente Médio que professam o Islã. Os palestinos mesmo são considerados um povo não alcançado pelo Evangelho. O Islã é a última fronteira missionária para o Cristianismo e o Evangelho tem que voltar à Jerusalém, completando assim a plenitude dos gentios para que haja o avivamento entre os judeus e assim a paz seja estabelecida no Oriente Médio. Ou seja, Jesus, o Príncipe da Paz e o Seu Evangelho são a solução para o conflito entre árabes e judeus. O que os dois povos precisam é o Evangelho!

Paulo fala que a conversão dos gentios levará os judeus ao ciúme e assim eles serão novamente enxertados na oliveira, que é Jesus. Por isso, o papel de um cristão diante do conflito Israel-Palestina é orar para que o Evangelho seja pregado entre os árabes. Orar por um avivamento na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Um cristão de verdade deve amar os palestinos, pois assim estará também amando aos judeus e a Cristo. É por isso que como cristãos devemos tomar o lado da Igreja. Devemos fortalecer a Igreja nos territórios palestinos e em Israel. Devemos nos levantar contras as injustiças cometidas em ambos os lados. Mas acima de tudo devemos pregar o Evangelho a eles. A salvação dos judeus passa pela salvação dos palestinos. A paz na Faixa de Gaza é a paz em Israel e vice-versa.

Uma das coisas que tem me incomodado é perceber como no Oriente Médio muitos vêem no Islã a solução para o conflito e não temem divulgar isso. Aqui no Ocidente, sobretudo na academia, crer-se que ideologias humanistas como o Marxismo é que fará isso. Mas se realmente somos cristãos e cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, veremos que é o Evangelho é que é a solução para todos os problemas. Por que, então, tememos afirmar isso?

É por isso que oro a Deus para que os cristãos da minha geração não ignorem o mistério de Israel. Que não cometamos os erros que a Igreja cometeu no passado com relação aos judeus. Que amemos os judeus, mas também amemos os palestinos. Que nos lembremos que a maior injustiça social é a falta de pregação fiel do Evangelho e a maior ocupação é a ocupação espiritual por sofismas e falsas ideologias que se opõem a Cristo. Que uma das nossas demonstrações de amor por Cristo seja amar os judeus e consequentemente os palestinos.

Igor Sabino

Graduando em Relações Internacionais pela UEPB
Facebook: https://www.facebook.com/igorhsabino

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O que Significa a "Marca da Besta" citada no livro de Apocalipse? Com a Palavra, William Hendriksen.

Para se entender a expressão “marca da besta”, devemos nos lembrar que não apenas o gado, mas também os escravos eram marcados com um sinal de propriedade. A marca significava que o escravo pertencia ao seu dono. Logo, a expressão “receber marca de alguém” começou a ser usada para indicar que alguém servia ou cultuava alguém. Provemos esse ponto. Em apocalipse 14.9, lemos: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão”. Aqui, “receber a marca da besta” parece significar pertencer a besta e adorá-la. Igualmente, em Apocalipse 14.11: “e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome”. (cf. também Ap 20.4). Assim, “receber a marca da besta” parece significar “pertencer à besta e adorá-la”. A “marca besta” é a oposição a Deus, a rejeição a Cristo, o espírito do anticristo de perseguição da Igreja, onde e quando ela se manifesta. Essa marca está impressa na fronte e na mão direita (cf. Dt. 6.8) A fronte simboliza a mente, a vida em termos de pensamento, da filosofia da pessoa. A mão direita refere-se às obras da pessoa, a ação, o comércio, a indústria. Portanto, receber a marca da besta na fronte e na mão direita, significa que a pessoa pertence à companhia dos que perseguem a Igreja, e nisso – quer eminentemente no que ela pensa, diz, escreve ou, mais enfaticamente no que faz – o espírito anticristão se torna evidente.

Essa interpretação se harmoniza perfeitamente com nossa explicação com respeito ao selo que o crente recebe em sua fronte[1]. O selo indica que ele pertence a Cristo, adora-o, respira seu Espírito e pensa seus pensamentos. Igualmente, a marca da besta simboliza que o não-crente, que persiste em iniquidades, pertence à besta e, assim, a Satanás, a quem adora. Observe, entretanto, que há uma diferença. O crente recebe um selo, não apenas uma marca. Através da dispensação tem-se demonstrado verdadeiro (lembre-se Tiatira)[2] que aqueles que não recebem a marca da besta e que adoram o seu nome sofrem restrições em seus negócios. São impedidos e oprimidos. Não lhes é permitido comprar ou vender enquanto permanecem leais aos seus princípios. À medida que nos aproximamos do fim, essa oposição aumentará. Não obstante, que o crente não se desespere. Que ele se lembre de que o numero da besta é número de homem. Ora, o homem foi criado no sexto dia. O numero seis, sobretudo, não é o número sete e jamais chega a sete. Falha sempre em atingir a perfeição, isto é, nunca se torna sete. Seis significa não atingir a marca, significa falha. Sete significa perfeição ou vitória. Regozije-se, ó Igreja de Deus! A vitória está do seu lado. O número da besta é 666. Isto é, falha sobre falha![3] É número de homem, pois a besta se gloria no homem; e tem de falhar!

HENDRIKSEN, William. Capitulo 11: Apocalipse 12-14: Cristo versus o dragão e seus aliados. In: Mais que Vencedores, tradução de Wadislau Martins Gomes. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2011.
Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd




[1] Ver pp. 89ss., 133ss - Esta nota específica não está originalmente neste local, mas coloquei aqui a fim de facilitar a procura daqueles que tenham o livro e tem o desejo de ler mais para entender melhor a questão relativa à marca na fronte do crente defendida por Hendriksen. (Rodrigo Ribeiro)
[2] Ver Capítulo 8, p.91s.
[3] [...] A tentativa de se chegar a uma interpretação pela adição de valores numéricos ao nome de Nero, Platão, etc., não leva a parte alguma juntamente porque leva a tudo. O apocalipse é um livro de símbolos, não um livro de charadas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

UMP Indica: Torturado por amor a Cristo


Minha indicação é o livro Torturado por amor a Cristo, escrito pelo pastor romeno Richard Wurmbrand, um importante líder da Igreja subterrânea do século passado. Ele narra as suas muitas experiências vividas durante os quatorze anos em que foi mantido preso pelos comunistas.

O livro mistura relatos do terrível sofrimento dos prisioneiros cristãos com belíssimos testemunhos de conversões dos soldados russos. Seu conteúdo é tão real que é impossível não se emocionar a cada nova página lida.  Fiquei impressionado com a coragem dos crentes perseguidos. “As coisas que relato aqui não são excepcionais. O sobrenatural tornou-se natural para os crentes da Igreja Subterrânea.” Escreveu Richard.

Creio que para nós que não sofremos aberta perseguição por causa do Evangelho, esta leitura é de fundamental importância, pois nos faz refletir sobre a maneira como temos aproveitado esta liberdade de adorar a Deus e pregar a Sua Palavra.

Ler um livro como este leva-nos à conclusão de que aqueles que estão presos sentem-se mais livres do que nós para anunciar a Salvação. 

Você pode adquirir este material através do site da editora www.editorarw.com.br ou em livrarias evangélicas.
Boa leitura!

Miss. Ericon Fábio
@ericonfabio