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sábado, 5 de julho de 2014

Quem Precisa de Restauração? Com a Palavra, Elben Lenz César

A pessoa que foi alcançada pela graça, que se arrependeu de sua vida pregressa, que se converteu ao evangelho, que experimentou uma mudança radical, que foi batizada, que se tornou habitação do Espírito Santo e que se fez voluntariamente membro comungante de uma igreja cristã -- ela tem o desejo e a obrigação de permanecer na fé e no estilo de vida que abraçou. O mesmo acontece com a pessoa criada desde a infância no temor do Senhor.


Em virtude de sua natureza pecaminosa, é possível -- mais possível do que imaginamos -- que ela ceda à tentação e passe a viver de modo contrário à sua vontade e à sua formação religiosa. A crise de fé e de conduta pode durar pouco ou muito tempo.



Por ser verdadeiramente comprometida com Cristo, essa pessoa entristece o Espírito que a selou para o dia da redenção final e entristece a si mesma, além de prejudicar ou interromper a sua comunhão com Deus. Ela também sofre porque a mão do Senhor pesa dia e noite sobre a sua cabeça (Sl 32.4) e a sua consciência a incomoda muito. Isso acontece mesmo que a igreja não saiba o que ela está fazendo de errado. É exatamente essa pessoa que precisa de restauração.



Temos dois exemplos clássicos de restauração, um no Antigo Testamento e o outro no Novo Testamento. Depois de cometer adultério com Bate-Seba e de mandar matar o marido dela, Davi logicamente precisava ser restaurado. Depois de negar covardemente o Senhor Jesus na madrugada da Sexta-Feira da Paixão, Pedro precisava ser restaurado.



Engana-se quem pensa que a restauração é necessária apenas para os cristãos que cometem pecados públicos e escandalosos, como os de Davi, de Pedro e daquele membro da igreja de Corinto que abusou sexualmente da mulher do próprio pai (1Co 5.1). O personagem do Salmo 73 precisava de restauração tanto quanto os acima mencionados. O problema de Asafe não era moral, mas uma crise de fé muito séria. Ele quase perdeu a confiança em Deus quando chegou à errada conclusão de que não adianta coisa alguma conservar-se puro e ter as mãos limpas do pecado, já que os ímpios sofrem menos do que os justos. A ponto de romper com Deus, o cantor precisava ter sua fé restaurada, o que aconteceu quando o Senhor lhe falou ao coração (Sl 73.17).



A restauração pode e deve acontecer depois de qualquer acidente de percurso, depois de qualquer escorregão moral, depois de qualquer queda, depois de qualquer desvio, depois de qualquer trapalhada, depois de qualquer período de frieza espiritual, depois de qualquer crise de fé, depois de qualquer desastre ético, depois de qualquer escândalo, depois de qualquer aborrecimento com a igreja militante.



A restauração espiritual traz de volta a paz interior, a alegria, o entusiasmo, a delícia da comunhão com Deus, a vontade de ler a Bíblia e de orar, a disposição para negar-se a si mesmo e para servir a Deus, à igreja e ao próximo!

Elben Lenz Magalhães Cézar é pastor jubilado da IPB, pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa, diretor de redação e jornalista responsável da Revista Ultimato. Texto publicado na edição 348 (maio-junho 2014).

Com a palavra feita por Cícero Pereira

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

UMP INDICA: Mochila nas Costas e Diário na Mão - A fascinante história de Ashbel Green Simonton

Este livro, escrito pelo Rev. Elben Lenz César e publicado pela editora ultimato, apresenta a biografia do Rev. Ashbel Green Simonton, pioneiro do presbiterianismo no Brasil. De fácil e agradabilíssima leitura, Simonton nos é apresentando ainda na infância nos EUA, passando pelo seu chamado ministerial, sua firme decisão de pregar o evangelho em terras brasileiras e a sua vinda para cá em 18 de junho de 1859, a bordo do navio Banshee e desembarque na Baía da Guanabara em 12 de agosto do mesmo ano. Seguindo-se a isso, são apresentados momentos diversos na vida de Simonton, como morte da esposa, a luta contra a escravidão, a organização da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, bem como do Presbitério de mesmo nome, a organização do primeiro jornal protestante da América do Sul (1864), o primeiro seminário (1867) e ordenação do primeiro pastor brasileiro, o Rev. José Manuel da Conceição, em 1865.

O autor também nos brinda com uma bela apresentação do contexto histórico do Brasil e do mundo. Em um dos casos, mostra como a abertura dos portos, promovida por D. João VI, abriu as portas para a evangelização em nossa terra.

Bom, agora é conhecer, ler e aprender mais com a vida desse homem que se dedicou a pregar o evangelho em terras tupiniquins.

Para adquirir e ver outros materiais acerca do livro , acesse o site http://ultimato.com.br/sites/simonton/

Presb, Cicero Pereira
@ciceroeiris


Uma conversa com o autor de Mochila nas Costas e Diário na Mão.
httpv://www.youtube.com/watch?v=4jH3Ctq5TOI