No
programa matinal Mais Você do dia 02 de Abril de 2013, após uma
matéria sobre as finanças do lar e qual dos conjugues exercia o
controle sobre o dinheiro, a apresentadora Ana Maria Braga passou a
perguntar à sua equipe de produção acerca de como se dava esta
relação nos relacionamentos destes.
Após
algumas respostas, a apresentadora decidiu entrevistar um dos
funcionários de mais idade, a fim de saber como pessoas casadas há
muitos anos lidam com a questão das finanças do lar e foi neste
instante que ela foi surpreendida: o membro da produção entrevistado era
recém-casado, mais especificamente a 9 meses, e estava em seu oitavo
casamento. As expectativas de sua pergunta foram frustradas, pois
aquele senhor de idade não cultivava mais um relacionamento
duradouro, como podia aparentar.
De fato,
não posso dizer ao certo o quanto Ana Maria se surpreendeu com
aquilo, pois na sociedade em que vivemos tal descaso com o matrimonio, para nossa vergonha, não tem sido algo tão raro. É
bastante comum o acumulo de divórcios consecutivos assim como uma
infinita gama de novos casamentos, numa espécie de loteria
desenfreada em busca de uma felicidade conjugal utópica, egoísta e
inalcançável.
O
desprezo as recomendações bíblicas, como por exemplo as
encontradas em Efésios
5:22-28 e1 Pedro 3:7, aliados à expectativas infantis
e irreais, são a causa visível da ruptura com o conceito de divino
do casamento como uma aliança que não pode ser desfeita, uma união
indissolúvel. Mas na sociedade de mercado em que vivemos, onde até
mesmo as relações afetivas são vistas como produtos que podem ser
trocados ou devolvidos, não há espaço para nada que seja eterno.
O susto
maior não deve pertencer aqueles vivem segundo o curso deste século,
com suas mentes obscurecidas, mas nós, povo de Deus, é que devemos
ficar perturbados diante de tamanha distorção, que muitas vezes
invade as portas de nossos templos.
E esta
reflexão merece ainda um aprofundamento: ao ser questionado acerca
de sua conduta, o homem ainda alegou que na sociedade de hoje as
pessoas namoram como se estivessem casados, mas no entanto dormem em
casas separadas, e ele optou por casar de uma vez ao invés de
namorar ou noivar. Neste sentido, ele não está completamente
errado. Os relacionamentos “pré-casamento” tem roubado elementos
que pertencem tão somente àquele, e não digo isto somente com
relação ao sexo, mas também a certas intimidades sentimentais e
obrigações e deveres que só pertencem aqueles que são cônjuges.
O
escândalo de condutas como esta deve nos levar a refletir sobre a
desvalorização do sagrado vínculo conjugal, mas também deve nos
exortar a respeito dos relacionamentos que temos cultivados antes do
enlace matrimonial, como namoro e noivado, pois muitas vezes estes
nomes são apenas camuflagens para verdadeiros casamentos
irregulares, em oposição frontal à vontade revelada de Deus. Ainda
que o mundo caminhe cada vez mais neste tipo de conduta, a igreja de
Cristo não pode se conformar com isto e deve andar de forma a
revelar os valores eternos do Reino de Deus, os valores da imutável
Palavra de Deus.
Se nós
não nos assustamos ao se deparar com este quadro terrível, talvez
nosso coração esteja menos sensível do que o da própria Ana Maria
Braga, o que é bastante sério e preocupante. O problema é que
igreja tem se acostumado a ser um simples Louro José a repetir os
ensinamentos torpes que o mundo propaga. Isso precisa mudar.
Deus nos ajude.
Rodrigo
Ribeiro
@rodrigolgd
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