Mostrando postagens com marcador Brigas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brigas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de julho de 2013

As Múltiplas Formas do Amor Cristão

                 O amor é um preceito basilar da vivência cristã, como todos sabemos, mas muitas vezes o nosso amor fica muito restrito aos nossos próximos mais próximos e esquecemos que o amor cristão deve ser estendido a todos os que nos rodeiam, ainda que sejam eles nos desafetos.

                Corroborando essa afirmação, lemos em Lucas 06: 32-33: “E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo”.

                Entretanto, que difícil missão amar aqueles que não nos são caros! E como se pode forçar o coração humano e falho a amar aqueles que nos fazem mal? Deus, onisciente e onipotente, não nos daria um encargo o qual não seríamos capazes de cumprir e isto porque há diversas formas de amar.

1. Amar através das palavras

Poucas coisas iniciam discórdias com tanta eficácia quanto as palavras. Basta um comentário fora do contexto ou mal interpretado para que intrigas sejam criadas. E como é difícil não alimentar sentimentos ruins por pessoas que nos difamam! No entanto, Jesus nos orienta a bendizer aqueles que nos maldizem (Lucas 6:28). Isso também é reforçado Romanos 12:14: “Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis”.  Bendizer, ou abençoar com as palavras, pode ser considerado um tipo de amor, pois você rompe a força da maldade e, ao bendizer, você também começa a quebrantar o seu coração em relação ao seu ofensor.

2. Amar através da oração

Ainda em Lucas 6:32 recebemos a orientação que devemos orar pelos que nos caluniam. A oração é um poderoso lenitivo espiritual que nos coloca em comunhão com Deus e que nos dá paz. No momento em que direcionamos as nossas orações para aquelas pessoas que não nos querem bem, também estamos colocando-a aos pés do Pai e retirando a força do desafeto que está envolvendo ambas as partes. Orar pelo nosso próximo também é uma forma de amar.

3. Amar através das ações

Muitas vezes, aquelas pessoas que nos maltratam vem a precisar de nós. Esse é o momento de realmente externar o Cristo que habita em nós e fazer o bem, como está escrito em Lucas 6:27: “fazei bem aos que vos odeiam”. Se essa pessoa vier a cair, que não seja pelas suas mãos. Faça o que estiver ao seu alcance para que o problema ou a necessidade daquela pessoa seja suprida. Isso também é uma forma de amor.

4. Amar através da fé em Deus

Às vezes temos tanto medo de que a influência daqueles que nos atacam nos alcance que adotamos a defensiva e passamos a alimentar sentimentos de mágoa, rancor, raiva. Entretanto, não devemos esquecer que “Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido”. (Salmos 91:7). Quando temos a certeza de que Deus está a nos guardar e que nada de ruim há de advir sobre nós, não nos deixamos envolver em intrigas e não nos enlaçamos em sentimentos pequenos.

Que estejamos mais atentos, com a sabedoria concedida pelo Espírito Santo, a não nos enredar em sentimentos que nos afastam de Deus e que pode nos colocar em vergonha diante dos homens. Que estejamos comprometidos em cumprir o nosso papel cristão de amar a todos os que nos rodeiam, dando testemunho do nosso amor a Cristo, pois “onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Lucas 12:34).

Andrea Grace
 Facebook: https://www.facebook.com/andreagce



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando se Faz Necessário Calar


              A noção de democracia, que rege a nossa sociedade nos dá uma falsa impressão de que, para sermos respeitados, temos que opinar sobre tudo, alardear nossas opiniões, comprar discussões infrutíferas e nos envolver em polêmicas.

            Entretanto, a palavra de Deus, em Tiago 1: 19-20, alerta que: “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. /Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.

            Algumas das situações citadas acima, que nos são colocadas no cotidiano, ao invés de glorificar o nome do Senhor, às vezes nos envolvem em ciladas que culminam em falatórios vazios, mal estar desnecessário e uma mancha em nossa comunhão com Deus.

            Em vários trechos da Bíblia, fica claro que a boca é caminho para a perdição e que as palavras, tanto traduzem sabedoria, quanto tolice, como é possível observar em Provérbios 15:2: “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a tolice”.

Diante de tantas situações que envergonham os mandamentos de Deus, muitas vezes, esperar a resposta vinda do Senhor é mais produtivo do que se expor em situações que desagradam o Pai.

            As polêmicas, as grandes divulgações que ferem a santidade da palavra de Deus, as distorções da moral e da ética cristã, muitas vezes devem nos servir de reflexão e alerta individual para a prática do “vigiar e orar” e não do “discutir e irar-se”, pois a figueira seca está, por si só, infrutífera diante da glória do Pai.

            Não busquemos a exaltação e a glória diante dos homens, através de palavras para que não sejamos envergonhados, mas que tenhamos a sabedoria e a humildade de sempre clamar à Deus: "Dirige os meus passos nos teus caminhos" (Salmos 17:5)

Andrea Grace

quinta-feira, 21 de março de 2013

Palavras Perigosas!


                  As nossas palavras são perigosas. Essa é uma verdade incontestável.  E o alto poder que elas possuem foi expresso por Jesus na passagem: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”. (Mateus 15:11). Muito além daquilo que pode adentrar a boca humana, o que Jesus enfocou é o que saía dela, usando, inclusive, o verbo “contaminar”, que significa “sujar, manchar aquilo que é puro ou respeitável”.

                Através da palavra, tão convincente e tentadora da serpente, Eva foi levada a pecar. Através de nossas palavras, nós ferimos, machucamos e testemunhamos contra o amor de Deus em nossas vidas. Cotidianamente pecamos com palavras impensadas em momentos de raiva, com palavras agressivas de revide, palavras de mentira, com palavras que levam a contendas, comentários maldosos, observações não construtivas sobre a vida alheia e com a tão na moda hoje, a tal das indiretas. E não apenas da boca dos ímpios que essas palavras saltam.  As bocas que pregam o evangelho e que falam do amor de Cristo, longe dos púlpitos e das rodas de estudo bíblico, invariavelmente, também ferem a comunhão com Cristo utilizando-se de palavras que contaminam o templo do Espírito Santo que somos nós.

                Segundo está escrito no livro de Provérbios 6: 12: “O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida” e aquele que teve o novo nascimento em Cristo anda em sentido contrário às articulações de palavras não edificantes, como se lê em Colossenses 03: 08-10: “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. /Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, /E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.

                Na boca daquele que nasceu para a vida em Jesus não cabe a expressão de palavras que sirvam como forma de contendas, diminuição ou mágoas. Pensar antes de falar e praticar o amor ao próximo são atitudes que nos permitem manter a comunhão com o Pai e que nos resguarda de termos as nossas bocas como portas para a prática do pecado.

                Como nos diz o Senhor: “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. /Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”. (Mateus 12:36-37). A palavra que proferimos nos pode aproximar ou afastar do Pai, pode nos salvar do pecado, quando professamos a Cristo, ou nos manter nas trevas.

                Portanto, que nós possamos verdadeiramente esconder a Palavra de Deus dentro de nós, como expressa o Salmo 119, para que possamos não pecar contra o Pai.

Andrea Grace

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Fique de olho

                Todo mês de janeiro é o mesmo alvoroço: O Big Brother Brasil vai começar. A mídia inicia toda a especulação dos participantes e milhares de brasileiros passam a acompanhar todos os passos, palavras, gestos, brigas, intrigas e romances desses participantes que estão em busca de fama e dinheiro, de uma forma, convenhamos, não muito digna.

                E o que esse isso tem a ver com a nossa vida espiritual? Essa é a pergunta que todos nós, que queremos ter uma vida em comunhão com Deus, devemos nos fazer diante das situações que a vida nos coloca, tendo em vista que a palavra de Deus nos orienta: “quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 1 Coríntios 10:31. Desde as coisas essenciais, como comer e beber, até as demais coisas devem ser feitas para a glória de Deus.

                Voltamos novamente à pergunta: O que o programa de TV citado tem a ver com a nossa vida espiritual? Estar em comunhão com Deus implica em estar em contato com tudo o que nos faça chegar mais perto Dele, que nos permita conhecê-Lo mais, que nos fortaleça espiritualmente. Nesse sentido, um programa que explora a nudez, os relacionamentos descompromissados, as discussões vazias e que estimula a curiosidade pela vida alheia, não parece contribuir para o nosso crescimento espiritual. Antes de qualquer coisa, o referido programa evidencia todos os aspectos da depravação total do homem, ressaltando-os de forma positiva, a ponto de suscitar nos telespectadores uma avidez em beber tais comportamentos, considerá-los normais e dignos de interesse.  Obviamente que tornarmo-nos sedentos por tais coisas não nos aproxima do Pai.

                No livro de Salmos, capítulo primeiro, versículos de 1 a 4, Davi afirma que: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. /Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. /Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará./ Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha”. A partir dos versículos transcritos é possível elencar algumas características que devem ser rejeitadas pelos cristãos: os conselhos dos ímpios, o caminho dos pecadores e congregar com os escarnecedores.

             Analisando, pelo menos os dois últimos comportamentos estão sendo estimulados pela programação em questão, o que, de certa forma, fere a nossa comunhão com Deus, pois, como salienta a palavra de Deus, “onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Lucas 12:34).

                O jargão do programa afirma: “Fique de olho”. Esse também poderia ser o imperativo do cristão diante das ciladas do mundo. Uma serpente estimulou o rompimento da comunhão do homem com Deus no princípio. Hoje, o inimigo de nossas almas tem se utilizado de artifícios mais modernos e chamativos para continuar a nos afastar de Deus, portanto “Fique de olho”.

Andrea Grace   

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Evitando Brigas Desnecessárias


"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira".
Provérbios 15:1

Poucas passagens bíblicas nos ajudam tanto a evitar desgastes desnecessários com pessoas como este verso. O conselho é simples e de fácil compreensão. É possível aplacar a ira de alguém por meio do ato de regular internamente o que vai sair dos nossos lábios como resposta.

O que caracteriza a resposta branda? Em primeiro lugar, é a resposta que procura entender antes de falar. Nada mais insensato do que nos precipitarmos a falar sem antes ouvir. Qual a razão da demanda? Por que a pessoa se acha tão indignada? São razoáveis os seus motivos? Diante do que me está sendo apresentado, qual a melhor forma de lidar com o problema?

Em segundo lugar, trata-se de uma resposta que visa a edificação em vez de visar sair vitorioso numa discussão. Se a meta foi determinada pelo amor, certamente, sairemos em busca da melhor forma de expressão para que o nosso intento não seja estragado pelo descuido no modo de falar.

Em terceiro lugar, a resposta branda parte sempre da pressuposição de que não é da natureza humana ouvir quem fala com arrogância. Se você quer convecer seu interlocutar de algo que julga importante, jamais fale de modo irritante e procure sempre ganhar a mente pela via do coração.

Em quarto lugar, a resposta branda leva em consideração sempre as condições emocionais e o caráter do interlocutor. Tem gente que não tem estrutura para ouvir certas verdades. Há daqueles que são propensos a distorcer tudo o que é falado, tendentes a menosprezar a verdade, mais interessados em proteger seus egos frágeis do que lidar com fatos. Em suma, não dê suas pérolas aos porcos e respeite os limites das pessoas. Algumas, momentaneamente, não podem ouvir. Outras, talvez, não ouvirão nunca.

Em último lugar, todo aquele que visa edificar através do que fala, sempre levará em consideração suas próprias circunstâncias pessoais. Tenho acesso a todos os lados da questão? Encontro-me no melhor do meu estado emocional para iniciar a conversar? O momento é propício? O sábio sabe o tempo e o modo de dizer as coisas. Nada pior do que gente que está mais preocupada em ser sincera do que em amar.

Considere a quantidade de problema que você deixará de atrair para a sua vida por seguir este conselho de Salomão. Pense no desgaste de subitamente você passar a ter inimigos na vida por haver se envolvido numa contenda tola. 

É claro que Deus não espera de você o absoluto silêncio. Faz parte do compromisso com a verdade proclamá-la com intrepidez e coragem. O conselho é para você saber que brigas comprar, como evitar atrair conflitos desnecessários, a aprender a transformar inimigos em amigos e a sempre falar em amor. Na minha vida, confesso com tristeza, este é um dos pecados que mais me trouxeram sofrimento, que espero, agora que não sou mais garoto, dele largar. Deus não me chamou para usar a língua para ferir, mas sim para curar.


Antônio C. Costa
TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE EM: http://palavraplena.typepad.com/accosta/2013/01/evitando-brigas-desnecessárias.html

Intercâmbio feito por Rodrigo Ribeiro