segunda-feira, 26 de março de 2012

UMP Indica: O Legado da Alegria Soberana


É sensato aquele que caminha com o máximo de autonomia possível, sem olhar para trás buscando aprender com pessoas sábias e comprometidas com a verdade que viveram antes dele? Se sua resposta a esta indagação for negativa, temos uma ótima indicação para você: o livro O Legado da Alegria Soberana.

                Em poucas páginas, o Pr. Jonh Piper nos aproxima de um legado riquíssimo de grandes vultos do pensamento cristão, sendo estes, Agostinho, Lutero e Calvino, ressaltando aspectos biográficos, mas principalmente teológicos, destacando os pontos principais dos estudos desses homens e suas inestimáveis contribuições para o desenvolvimento do pensamento cristão.

                O nome do livro deriva de uma das ideias mais fortes e belas dessa obra, a visão privilegiada que Agostinho teve da Alegria Soberana que há em Cristo. Só Nele podemos encontrar a plena satisfação de nossas almas, ele é o ápice de nossa satisfação. Esta visão sublime é nos apresentada com toda a arte e poesia dos escritos de Agostinho.

                Em seguida, o autor nos aproxima da ideia do reformador Lutero e seu apego irremovível á doutrina da Palavra de Deus como revelação externa de sua vontade, nos mostrando seu pensamento, mas também a consequência prática desses ensinos na práxis do reformador. Por fim, somos presentados com um breve, mas apaixonante resumo da pregação expositiva e da obstinada exegese de Calvino.

                Essa obra é muito importante para todos, principalmente para líderes, porque precisamos resgatar esses valores: A alegria soberana, a confiança na Palavra de Deus e o zelo pela pregação da Escritura. Ressaltando sempre que o livro sempre destaca que, eram homens imperfeitos, mas precisamos de “pais imperfeitos” para que não haja idolatria, mas sim a nítida visão que Deus operou sua graça na vida destes homens e assim, podemos clamar para que faça o mesmo em nossas vidas.

Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 23 de março de 2012

Evangelização e Adoração - Parte II

               Graciosa, bondosa e misericordiosamente, como expressão do pacto da graça urdido nos invisíveis bastidores da eternidade pela Trindade, Deus Pai envia Deus Filho para morrer na cruz do calvário e, desse modo, quitar o pesado débito contraído por seu povo junto à sua lei. Deus Filho cumpre cabalmente a sua missão, retorna ao céu de glória, de onde, juntamente com o seu Pai, envia o seu Espírito, que, de modo sobrenatural, capacita a sua igreja para a tarefa gloriosa da evangelização de todos os povos.

                Em sua ação ministerial, o Espírito Santo tanto concede poder à igreja, a fim de que ela possa realizar a missão de proclamadora do evangelho, quanto opera eficazmente no coração do pecador, conduzindo-o ao arrependimento e à fé salvadora na pessoa de Jesus Cristo. Penso que já é possível estabelecermos os indisfarçáveis vínculos existentes entre a evangelização e a adoração.

                Na condição de irregenerados, os homens estão privados de cumprir a sua mais nobre finalidade existencial: “glorificar a Deus, e glorificá-lo para sempre”. Sendo assim, suas vidas não passam de mutilações ambulantes, “não tendo esperança e sem Deus no mundo”, conforme o realismo lingüístico empregado por Paulo em sua epístola endereçada à comunidade de Éfeso. Para terem o quadro das suas existências modificado, os homens precisam ouvir o evangelho, e somente o farão se forem eficazmente evangelizados. Assim, antes de mergulharmos no coração daquilo que efetivamente pode ser chamado de evangelização, precisamos refletir sobre o que não é evangelização.

                Embora pressuponha diálogo, respeito pelo outro, e afetividade no exercício interacional, evangelização não é um mero compartilhamento fraterno de idéias religiosas mais ou menos equivalentes às que são professadas por aqueles que vão nos ouvir, mas sim a proclamação da única verdade capaz de reconciliar o homem com Deus: Jesus Cristo, sua vida, morte e ressurreição. Evangelização não é o desfilar de promessas infundadas e desonestas para o pecador; um inventário de coisas que Deus nunca disse em sua Palavra que faria: conceder riqueza a todo o mundo, saúde perfeita, ausência completa de sofrimento, dentre outras.

                Evangelização não é um ativismo agressivo voltado para o pragmático aumento do número de membros da minha denominação, os quais serão depois, pomposamente, exibidos nas estatísticas do triunfalismo e do orgulho. Evangelização também não é a multiplicação de discursos subjetivistas, nuclearizados pelos famosos testemunhos do que Deus fez por mim, na maioria das vezes, mirabolantes, sensacionalistas, e inteiramente desprovidos da chancela da Palavra de Deus.

                Evangelização, à luz das Escrituras Sagradas, é a transmissão fiel de todo o conselho de Deus, isso pressupõe, de acordo com o que pontua Mark Dever em seu excelente livro Deliberadamente Igreja, um anúncio claro de quem Deus é e do que faz; quem é o homem, seu pecado e estado de perdição; quem é Jesus Cristo, e a portentosa obra de redenção por Ele consumada na cruz do calvário; e, por fim, um anúncio sobre as duas prementes e inegociáveis exigências que o evangelho faz a todos os homens: que eles se arrependam dos seus pecados, ponham toda a sua confiança na pessoa e na obra de Jesus Cristo, e passem, em seguida, a viver por meio da sua Palavra, e do poder iluminador e santificador do seu Santo Espírito.

                Nenhuma atividade evangelizadora que se pretenda forrada de biblicidade pode prescindir desses pressupostos que recobrem a proclamação da salvação que há em Jesus Cristo. 


Presb. José Mário
Igreja Presbiteriana Central de Campina Grande

A ÚLTIMA PARTE DO TEXTO SERÁ PUBLICADA NA PRÓXIMA SEMANA

segunda-feira, 19 de março de 2012

UMP Indica: 10 Acusações contra a Igreja Moderna

Esse pequeno livro, do Pastor Norte Americano Paul Washer, é a transcrição de uma pregação na qual a igreja é admoestada em relação às coisas que tem acontecido de errado em seu meio. As advertências são feitas através de 10 acusações, como o nome sugere, que nos levam a perceber a luz das escrituras tudo aquilo que tem entrado sorrateiramente nas igrejas cristãs em todo o mundo.

É um livro de uma leitura fácil e atrativa que nos coloca em uma ótica crítica da igreja e nos leva a pensar em como nos prevenir de algumas doutrinas, ensinos e alguns métodos litúrgicos que vão de encontro à palavra de Deus.

E pra quem não tem acesso a este livro, colocamos abaixo os links da pregação que o originou:


Assista, se edifique e se possível adquira o livro, pois esse é um livro que não pode faltar em sua biblioteca.

Walisson Alves
@Walisson_alves

terça-feira, 13 de março de 2012

Evangelização e Adoração - Parte I

A primeira pergunta do Breve Catecismo, um dos mais importantes Símbolos de Fé das igrejas que professam uma confessionalidade de base reformada, é a seguinte: “Qual o fim principal do homem? O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”.

                Eis o propósito maior e indesviável para o qual o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus: viver de uma maneira permanentemente agradável ao Senhor, amando-o de todo o seu coração, obedecendo de modo prazeroso todos os seus mandamentos, encontrando, enfim, em seu Criador, a sua completa e suficiente fonte de alegria. Em suma: o homem foi criado para adorar a Deus em todo o seu pensar, sentir e agir.

                Assim sendo e procedendo, o homem seria plenamente feliz, destituído de qualquer modalidade de carência. Isso no plano vertical, num tipo de relacionamento amplamente desimpedido entre e Criador e a criatura. Na outra ponta, no plano horizontal, matizado pelas relações entre as pessoas, a perfeita comunhão entre Deus e o homem desembocaria numa vida comunitária igualmente assentada nos pilares do amor mútuo, da fraternidade recíproca, do carinho mais efetivo, da irmandade mais íntima e indestrutível.

                Contudo, esse jardim de delícias foi um dia manchado pela nódoa terrível do pecado de Adão e de Eva, os quais, depois de darem ouvidos à perversa e diabólica tentação protagonizada pelo terrível adversário das nossas almas, quebraram a ordenança do Senhor, violaram o seu santo pacto, decaíram da graça e, ato contínuo, tornaram-se corrompidos em todas as dimensões constitutivas do seu ser. A esse estado de integral falência moral e espiritual, as Escrituras Sagradas chamam de morte espiritual, depravação radical, desconformidade explícita com a lei de Deus, expressão do seu caráter e da sua perfeita santidade.

                Desse modo, criado para glorificar a Deus com todo o seu ser, desfrutá-lo para sempre, e adorá-lo em espírito e em verdade, o homem, ao pecar, errou o alvo, e ficou destituído da glória e da graça de Deus. Coroa da criação divina, o homem, como conseqüência da cósmica rebelião engendrada contra Deus, foi destronado, destituído da privilegiada condição de mordomo amoroso da terra, ficando, em seguida, subjugado pelo império da abominável idolatria que, daí por diante, passou a conferir régua e compasso ao seu desviante comportamento.

                Na epístola endereçada aos romanos, em seu capítulo introdutório, o apóstolo Paulo discorre sobre algumas das etapas percorridas pelo homem em seu itinerário de gradativo afastamento de Deus. O ponto seminal da argumentação paulina radica nas pressuposições inerentes à revelação natural de Deus, esculpida na admirável e assombrosamente diversificada ordem da criação. Por meio dela, e das impressões digitais de Deus espalhadas em todas as suas vastas latitudes, os homens são todos considerados indesculpáveis, dado que a criação revela os principais atributos de Deus, o seu poder majestoso, o suficiente, enfim, para que os homens reconhecessem o senhorio de Deus, a sua evidente divindade e, desse modo, o adorassem, rendendo-lhe a glória somente a Ele devida.

                Contudo, caminhou noutra direção a resposta dada pelo homem à amorosa revelação de Deus consubstanciada na criação. A corrupção começou na mente do homem, alojou-se no seu coração, infeccionou-lhe vontade, e fez dele uma espécie de contumaz produtor de pecados, sendo uma das suas expressões mais grosseiras a que frutificou no território de uma sexualidade cultivada à revelia do projeto originalmente concebido por Deus; e que tinha, e tem, no par dicotômico e complementar homem vs. mulher a sua expressão mais eloquente.

                Temos procurado demonstrar, ao longo de todo este texto, que, por deliberada e pecaminosa decisão, o homem rejeitou o propósito original para o qual foi criado: “glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”, isto é, desprezou o privilégio de ser um adorador contumaz do seu benfeitor supremo e, em direção contrária, preferiu fazer do pecado a sua cogitação existencial mais acalentadamente perseguida. Que fez Deus, então, diante da ingratidão suprema daquele que se constitui na obra-prima de suas mãos?

A RESPOSTA DESTA PERGUNTA SERÁ DADA SEMANA QUE VEM, NO PRÓXIMO TEXTO DA SÉRIE.

José Mário da Silva
Presbítero da Igreja Central de Campina Grande


segunda-feira, 12 de março de 2012

UMP Indica: Evangelização: Conteúdo, motivação e métodos.


No último fim de semana, dia 10 de Março de 2012, na Igreja Presbiteriana Central de Campina Grande, houve o I Primeiro Simpósio sobre Evangelismo da Federação de UMPs da Borborema, conforme já havíamos indicado aqui em nosso blog. Certamente foi uma noite muito edificante e com bastante conteúdo.

Mas a boa noticia que temo agora é a seguinte: o preletor Presb. Carlos Ximenes, nos enviou todo material usado no simpósio. Então todos os que participaram e desejam ter esse valioso material, assim como quem não esteve presente também, podem ter acesso a este rico material. Trata-se de uma apresentação de Power Point com 60 slides a respeito de evangelismo, recheados de bíblia e com inúmeras citações de autores como Augustus Nicodemus, João Calvino, Hermister Maia, John Piper, Sproul e tantos outros.

Eis um material que não pode faltar no HD daqueles que desejam aprofundar-se no conhecimento das Santas Escrituras, em especial na anunciação do Evangelho.

Veja os Slides, e sigam o Presb. Carlos Ximenes no twitter (@carlosXimenes_)

Caso alguém deseje ter essa apresentação, basta colocar seu e-mail nos comentários que prontamente enviarei.



Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002712106642

quarta-feira, 7 de março de 2012

Minha Igreja, Minha Vida.


Imagine um pai, que com muita sabedoria, compra uma grande caixa, cheia de brinquedos para seu filho, onde existem jogos que visam o entretenimento da criança, sua diversão, mas também existem brinquedos educativos, que a farão crescer. O recipiente grande e colorido certamente chamará a atenção do menino. Entretanto, sempre que brincar, o garoto deverá guardar todos os brinquedos na caixa, e, além disso, o seu tamanho dificulta o transporte dela, mas se ele a deseja terá que superar essa dificuldade. Para concluir essa metáfora, pense: seria correto essa criança abandonar o brinquedo e seus variados benefícios, só por causa das dificuldades que ele também traria? E seu pai, como se sentiria diante de tal recusa?

Sabe que presente é esse? A IGREJA. Pois é. Deus nos dá um enorme beneficio, ao nos colocar entre pessoas que o amam, para que possamos em conjunto adorá-lo, aprender a servir e amar uns aos outros, exercer nossos dons e crescemos em graça e conhecimento juntos. Não é possível ser cristão em uma ilha deserta. Fazemos parte de um corpo, e nossas funções só ganham sentido nele. Ainda assim, muitos a vem como um fardo. É como a caixa do brinquedo: por diversas vezes pode ser pesada e dar trabalho, mas o pai nos deu com sabedoria, para que cresçamos e também tenhamos alegria Nela.

A respeito desse assunto, Davi afirma: "Quanto aos Santos que há na terra, são ele os notáveis, nos quais tenho todo o meu prazer." (Salmo 16:3), e sobre esse texto, João Calvino comenta: Devemos, pois, valorizar e apreciar de forma sublime os genuínos e devotados servos de Deus, e não considerar nada mais importante que nossa participação em sua sociedade. E isso realmente faremos se sabiamente refletirmos sobre em que consiste a genuína excelência e dignidade, e não permitir que o vão esplendor do mundo e suas pompas ilusões ofusquem nosso olhos.

A comunhão com os santos deve ser valorizada em nosso meio. É um tesouro, é precioso, e não um fardo, uma obrigação. Essa visão equivocada é fruto do pecado, que turva nossa visão. Cada um dos irmãos de sua igreja, são pessoas que Deus escolheu, salvou, redimiu e uniu a você para que juntos demostrem a glória Dele no meio de vocês. Não desperdice essa dádiva do céu, por causa de detalhes ínfimos e insignificantes. Já diz o autor de Hebreus: “não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.” (Hebreus 10:25)

Aos meus amigos e irmãos da IV Igreja, só posso agradecer a Deus pela a graça de tê-los sempre comigo. Vocês são mais preciosos do que muita riqueza. Senhor, muito obrigado por estas pessoas únicas e abençoadas. Estes são notáveis e me enchem de prazer. Tem sido assim desde o inicio da minha caminhada cristã e espero que essa união persista até a eternidade.


Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd

sexta-feira, 2 de março de 2012

UMP Entrevista: Derly Lana Cordeiro, sobre o livro de Números


O grupo de leitura anual no Facebook, conclui mais livro, e neste percurso fomos bastante edificados com a leitura e meditação nas escrituras, além dos debates e reflexões no grupo, por isso fizemos mais uma entrevista com o membro Derly Lana Cordeiro a respeito do livro de Números. Leia:

01 - Quais os objetivos gerais que podem ser observados no livro de Números?
Vemos que em primeiro lugar o livro de números seria o censo do IBGE que Deus usou para que o povo Judeu e nos soubéssemos hoje quantos estavam peregrinando no deserto. Neste livro Deus mostra também que na época da lei ou o povo seguia a lei ou a Ira de Deus sobreviria sobre eles, como foi o caso de Coré e dos que o apoiaram (cap 16).

02 - Qual a reflexão mais impactante que você teve durante a leitura deste livro?
Que Deus não dorme, Ele vê todas as coisas e nada pode ir contra Ele, Ele é amor porem é Justiça, e não queira que a Ira do Senhor caia sobre a sua cabeça.


03 - Qual o personagem que mais chamou atenção e por quê?
O sacerdote Eleazar, filho de Arão, que diferente de seus irmãos (Cap 3 vers 4), foi um sacerdote digno diante do Senhor, e o mesmo assumiu o posto de Sumo Sacerdote quando seu pai Arão morreu.

04 - Com base no que foi lido nesse livro, deixe uma mensagem dizendo porque a leitura fez diferença prática em sua vida, e assim incentive outros a lerem também.
Bem se alguém me pergunta: “porque eu leria Números”? Eu te diria primeiro que toda a Bíblia tem que ser lida, segundo lhe diria que através da leitura deste livro Deus nos mostra a sua Soberania, seriedade e seu braço forte, onde nada nem ninguém podem ir contra Deus.

Derly Lana Cordeiro

Entrevista feita por Rodrigo Ribeiro
@rodrigolgd