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sábado, 2 de agosto de 2014

O Que é a Teologia da Glória? Com a Palavra, R.C. Sproul Jr


Existe uma tensão apropriada na relação entre os cristãos e o mundo. Servimos a um Senhor que veio para trazer vida abundante (João 10.10), que venceu o mundo (João 16.33), que está sujeitando todas as coisas aos seus pés (Efésios 1.22), que verá todo joelho se dobrar e toda língua confessar que Ele é Senhor, para a glória do Pai (Filipenses 2.10). Jesus é o segundo Adão que teve sucesso onde o primeiro Adão fracassou, não somente por obedecer à lei de Deus perfeitamente, não somente por expiar nossa falha em guardar a lei, mas por cumprir o mandato de domínio. A igreja, que é a segunda Eva, ou noiva do segundo Adão, é uma ajudadora idônea de Jesus para cumprir esse chamado. Estamos em união com ele, ossos de seus ossos. Devemos estar engajados em insistir sobre os direitos régios do Rei Jesus.
O problema é que nós, como os discípulos antes de nós, frequentemente somos mais zelosos pelo nosso próprio sucesso, pela nossa própria glória do que o somos pelo reino. Eles queriam saber quem seria o primeiro no reino. Muitas vezes fazemos o mesmo. A noção de “a teologia da glória” é um meio de nos advertir contra essa tentação. Fundamentada no pensamento luterano, somos lembramos que as armas da nossa guerra não são carnais (2 Coríntios 2.10), que o primeiro será o último e o último será o primeiro (Mateus 20.16). Somos chamados a morrer pelos nossos inimigos, e não a matá-los; a dar livremente em vez de tomar; a oferecer a outra face; e até mesmo a viver em paz e quietude com todos os homens, tanto quanto possível. Isso os luteranos chamam sabiamente de “a teologia da cruz”. Devemos viver vidas de sacrifício.
Um retrato desequilibrado do lado da glória é encontrado no evangelho da prosperidade. Essa heresia ensina que é a vontade de Deus que todos nós desfrutemos de grande saúde e riqueza, que como filhos do Rei todos devemos viver como príncipes. Um retrato desequilibrado do lado da cruz é encontrado na heresia ascética – não coma, não beba, não toque. Aqui as bênçãos de Deus são malvistas, vistas como sinal de mundanismo e não como dons das mãos de Deus. Aqui a pobreza é vista como uma virtude em si mesma. O pior de tudo é que essa perspectiva pode se degenerar numa negação do reinado de Cristo sobre todas as coisas.
Nosso chamado não é buscar nosso próprio conforto, muito menos nossa glória. Antes, somos chamados a tornar conhecida a glória do nosso Rei. Devemos tornar visível o reino invisível de Deus. Contudo, fazemos isso através de meios ordinários. À medida que trabalhamos fielmente, em vez de subir a escada financeira, à medida que trocamos fraldas, em vez de contar o nosso ouro, à medida que Ele é exaltado e nós humilhados, não estamos evitando a glória da cruz, mas sim abraçando a glória da cruz. Vivemos morrendo. Vencemos perdendo. Conquistamos recuando. Nos orgulhamos de nossa fraqueza.
Jesus reina. Mas quanto a nós, seus súditos, não são muitos os sábios, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres. Portanto, aquele que se gloria glorie-se no Senhor. Quando mais manifestamos a Cristo e ele crucificado, mais manifestamos o seu reinado soberano.
Fonte: http://www.monergismo.com/rcsprouljr/o-que-e-a-teologia-da-gloria/

Presb. Cícero da Silva Pereira

sábado, 20 de julho de 2013

O Que É Ser Bem Sucedido? Com a Palavra Pr. Robson T. Fernandes.

Diante da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade, que não vêem outra coisa a não ser dinheiro e poder, é o mesmo que ser rico. É o mesmo que estar bem financeiramente.

Na verdade, "Bem Sucedido" é uma expressão que significa "obter um bom êxito em seu empreendimento". Mas, o que é empreendimento?

O termo empreendimento vem do latim "imprehendere", e significa "o ato, efeito ou resultado de apanhar, prender com as mãos".

Dessa forma, ser bem sucedido significa "obter um bom êxito com aquilo que está em suas mãos". Na verdade, o conceito de bem sucedido será determinado por aquilo que está em seu coração. Bem sucedido é alguém que alcança aquilo que seu coração deseja, "Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6:21).

O que para o homem pode parecer uma evidência de "bem sucedido", para Deus pode significar, simplesmente, vaidade, orgulho e avareza.


E aí, na ótica de Deus você é bem sucedido?


FONTE: Extraído do Facebook do autor.

Rodrigo Ribeiro

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A raiz do Cristianismo


“A plena satisfação em Deus é algo perigoso mesmo. Pode lhe custar os amigos. Pode custar-lhe a reputação e até mesmo sua vida. Mas valerá a pena, “pois a graça de Deus é melhor do que a vida!” (Sl.63.3)” Jonh Piper.

No mês de outubro deste ano de 2012, tive a rica oportunidade de participar da Conferência Fiel para pastores e líderes – Alicerces da fé Cristã. E foram dias de muita edificação e aprendizado. Lá havia muitos pastores renomados, preletores de fora do País, verdadeiras referências do estudo da teologia reformada. Porém a maior lição que aprendi lá, e cujo vou compartilhar com vocês não foi Paul Washer que me ensinou, também não foi Joel Beeke, ou qualquer outro dos palestrantes ali presente. Por incrível que pareça, a pessoa que me levou a refletir sobre esta valiosa e essencial reflexão nem estava participando da conferência (nem se quisesse, pois não teria condições).  Ao fim desta reflexão contarei essa história que me levou a entender e contemplar tamanha verdade que deve habitar nossos corações, e o quanto isso vai interferir nas nossas vidas.

Em meio há tantas aberrações teológicas no que diz respeito à jornada Cristã, à nossa peregrinação aqui na terra, a teologia reformada sempre enfatizou o fato de não pertencermos a esse mundo, de que não devemos viver focados no hoje e no agora, e que aqui passaremos por lutas, aflições, provações e etc. Disso todo Cristão deveria saber. Mas até que ponto essa verdade invade nossos corações? Será que nós conseguimos entender o que essa verdade tem de acarretar no nosso modo de ver e de viver neste mundo? Será que ansiamos a volta de Cristo para buscar a sua noiva? A resposta é clara: Não.

A grande verdade, a raiz do evangelho, a essência do Cristianismo é A plena satisfação em Deus. Você deve está pensando em sua cabeça que todo mundo sabe disso, que isso não é novidade para ninguém. Mas para muito de nós essas palavras não passam de “letras pretas em um fundo branco”. Ou seja, eu sei o que estou lendo, mas eu não entendo o sentido literal desta frase: A plena satisfação em Deus.

No capítulo 6 do evangelho de João, Jesus realiza alguns milagres em certo dia, então no dia seguinte muitas pessoas vão ao encontro dEle. Cristo inicia um discurso sobre o fato de que Ele é o pão da vida, e quem comer dEle jamais voltará a ter fome. Tal discurso não foi bem aceito por aquelas pessoas, que começaram a contestar o fato de que Deus havia mandado maná do Céu para seus antepassados, ou seja, eles queriam satisfação imediata, queriam que Jesus os desse algo que os satisfizessem fisicamente. Mas Jesus continuou com seu discurso, afirmando que os seus antepassados comeram do maná e morreram, mas Ele é o pão da vida, quem comesse desse teria a vida eterna. Ele continua a pregar essa verdade até que muitos discípulos se retiram. Sobre o que Jesus estava pregando ali? O que Jesus estava falando? Ele estava afirmando que Ele é suficiente, que só Ele basta para nossas vidas, que só Ele e mais nada é o caminho para a vida eterna.
O rei Davi ao escrever o Salmo 23 reconhece que Deus era suficiente para ele, que não importava onde ou como ele estivesse, a certeza que Deus estava com ele era o suficiente para lhe consolar. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Salmo 23.4).

Nós Cristãos temos que ter essa mesma consciência, de que podemos e vamos passar por tribulações, que nesse mundo teremos aflições, que podemos perder tudo (família, bens, poder). Mas que podemos se regozijar na certeza de que Deus sempre estará conosco, e que se estamos nEle temos TUDO. Não porque Ele nos dará tudo, mas porque Ele é nosso TUDO. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

Para encerrar meu texto, volto á me referir à pessoa que me ensinou uma maravilhosa lição nos dias da conferência: um morador de rua que me viu falando ao telefone com a Bíblia em baixo do braço na sacada do hotel e veio falar comigo. Enquanto ele se aproximava tive certo receio, e de repente ele me saudou com um surpreendente: “Jesus está comigo!” Nossa! Essa afirmação veio como uma facada no meu coração. Eu olhei para mim mesmo, me vi com uma boa roupa, um celular, em uma viajem, hospedado em um hotel confortável, e então pensei: “ Eu tenho motivos para afirmar isso, mas esse cara, como ele pode afirmar isso com tanta certeza?!” E ele seguiu me contando sua história. Contou que já foi preso, mas que agora morava em uma praça, e afirmava com toda certeza de que Deus tinha lhe perdoado, e que estava com ele em todo tempo. Maravilhado e ao mesmo tempo envergonhado com a história daquele homem, só consegui dizer uma frase aquele rapaz, eu disse: “Se você não tem nada, e tem á Jesus, você tem TUDO!” E ele me respondeu: “Nossa! Este sou eu! Eu não tenho nada, mas tenho Jesus, eu tenho TUDO! Isso vai passar, então eu vou morar com Ele.” Como escutar tal testemunho e não lembrarmos das palavras do profeta Habacuque?: ”Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:17-18).

Esse morador de rua não tinha o que comer, o que vestir, nem mesmo onde morar, mas reconhecia a sua suficiência em Cristo, e nós que temos tudo que gostaríamos ter, será que realmente não nos falta TUDO?!

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Guilherme Barros