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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Motivados pela ALEGRIA

Obter a alegria não é fácil. Todos nós passamos por dificuldades, tristezas, perdas, e parece impossível obter uma felicidade genuína que seja maior que tudo isso. Da mesma forma, Jesus sofreu na terra para obter alegria. A Bíblia mostra que “Em troca da alegria que lhe estava proposta, [Jesus] suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra de Deus” (Hb 12.2)’. Foi necessário ele enfrentar o caminho do calvário para experimentar a alegria.

            Que alegria era essa que Jesus esperava receber, e que por conta dessa alegria suportou a cruz? A alegria de se reunir novamente com o Pai após a ressurreição; a alegria de vencer o pecado, a morte, o diabo, visto que “despojando os principados e potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz’’; a alegria de ser exaltado sobremaneira por Deus, tendo o nome acima de todo o nome; A alegria de obter novamente a glória divina, retornando à destra de Deus. Além disso, ele viu que ao ressurgir dos mortos, reuniria muitos seguidores, que o louvarão eternamente dizendo “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e louvor’’. Enfim, como disse um teólogo dos nossos dias : A alegria foi o poder que motivou Jesus a levar a sua cruz.

            O mais incrível disso tudo é que Jesus não entrou na mais perfeita alegria e nos deixou na angústia. Ele, por outro lado, disse: “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo’’ (Jo 15.11). Os que confiam em Jesus como Senhor e salvador de suas vidas regozijarão com a mesma alegria dele.

            Porém, o caminho para nós também não é fácil. A vida cristã exige entrada por uma porta estreita e um andar diário num caminho estreito. O caminho cristão não é um caminho intermediário entre dois extremos, e sim um caminho estreito entre dois precipícios. O próprio Jesus nos alertou: “No mundo, tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” e "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. É árduo, mas como a esperança da alegria proposta deu a Jesus força para suportar a cruz, a esperança da alegria que nos está proposta nos capacita a sofrer com ele.
           
          “Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande é o vosso galardão nos céus” (Mt 5.11,12) Na cruz de Cristo, nossa alegria foi comprada, e hoje sofremos, padecemos, morremos a cada dia para nós mesmos e para o pecado, mas nossa recompensa será nos deleitar em Deus com a mesma alegria que Jesus tem em seu Pai. Um dia, o pecado será definitivamente deixado para trás, o mal será extinto, e não haverá mais lágrimas, tristezas, dores, tentação ou morte. Serviremos eternamente a Cristo, reinaremos com Ele no firmamento de Sua glória, na comunhão dos santos e dos anjos. Que esperança tremenda!

            Que nos gloriemos na cruz de Cristo, tomando nossa cruz, unindo-nos a Cristo na estrada do calvário, que é a estrada da verdadeira alegria, com a certeza que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18).
Referências

BEEKE, Joel. Vencendo o Mundo. Editora Fiel
PIPER, John. A Paixão de Cristo. Editora Cultura Cristã


Felipe Augusto Lopes Carvalho
Facebook: https://www.facebook.com/felipeaugusto.lopescarvalho

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

UMP INDICA: XXVI Aniversário da UMP IPMS

Este semana teremos uma indicação extraordinária em virtude do aniversário da UMP da Igreja Presbiteriana do Monte Santo. O preletor será o capelão do Seminário Presbiteriano do Norte, o Rev. Victor Ximenes.
Será uma programação imperdível e a UMP da Quarta não somente recomenda como também se fará presente se assim for a vontade de nosso Deus.

Nos vemos lá!

Rodrigo Ribeiro

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um convite Divino


   
     Jesus Cristo viveu nessa terra, como homem, sabendo que o caminho da sua vida o levaria até sua morte em Jerusalém, mais precisamente no Calvário. Ele “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém’’. Ninguém o impediria em sua missão de morrer. Tudo estava acontecendo conforme o plano: “Tudo isto ... aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos Profetas’’.

     Como já dito, o Calvário foi o local onde Cristo passou pelo sofrimento e morte de cruz. A estrada do calvário é, em certo sentido, onde sempre Jesus se encontra com um homem – a caminho da cruz. Neste encontro, Ele diz: “Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, a cada dia tome a sua cruz e siga-me’’, e ainda diz: “quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim’’. É bem verdade que Jesus já trilhou esse caminho: morreu, ressuscitou e reina no céu até que volte.

      A razão desse encontro com Cristo no calvário não é que ele tenha de morrer de novo, mas que nós temos de morrer. Quando ele nos chama a tomarmos nossa cruz, ele na verdade quer dizer, venha e morra. A cruz representava a pior forma de execução da época, e não um objeto para se usar em volta do pescoço.

      Quando sigo a Jesus como Salvador e Senhor, o velho auto-determinado e egocêntrico eu deve ser crucificado. Esse é o caminho da verdadeira vida: “considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus’’.

       Ser companheiro na estrada do Calvário também significa estar disposto a sofrer escárnio por Ele. Se necessário, até mesmo o martírio. “Venceram (a Satanás) pelo sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida’’. O Cordeiro de Deus morreu para que pudéssemos vencer o diabo, confiando em seu sangue e derramando nosso próprio sangue.

     Por que as igrejas estão com cada vez mais pessoas, mas com uma espiritualidade fraca? Pois não se vêem tantos na Estrada do Calvário, morrendo para o pecado, calculando o preço de verdadeiramente seguir a Cristo.

      Jesus nos chama para a estrada do Calvário. Estamos dispostos a viver essa vida dura e boa, que tem conseqüências eternas gloriosas? Como disse Spurgeon:
“Será que um homem que ama o seu Senhor estaria disposto a ver Jesus vestindo uma coroa de espinhos, enquanto ele mesmo almeja uma coroa de louros? Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? Não seja tão fútil em sua imaginação. Avalie o preço; e, se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”.

Felipe Augusto
Igreja Presbiteriana do Monte Santo
Campina Grande PB

OBS: A partir deste mês, em toda última quinta-feira, teremos um texto de algum irmão de outra igreja reformada, abençoado nossa vidas, nos edificando e engradecendo este espaço.