sexta-feira, 20 de março de 2015

O QUE SIGNIFICA CRER NO PERDÃO DOS PECADOS? COM A PALAVRA C.S. LEWIS



        Falamos muita coisa na igreja (e também fora dela) sem pensar no que estamos falando. Por exemplo, dizemos no credo: “Eu creio no perdão dos pecados”. Fiquei repetindo isso por muitos anos antes de me perguntar por que isso estava no credo. À primeira vista, parece difícil valer a pena explicar. “Quando alguém é cristão”, pensei comigo, “é claro que acredita no perdão dos pecados. É uma evidência gritante.” Porém, parece que quem escreveu e compilou os credos achou que essa era uma parte da nossa crença que precisávamos lembrar toda vez que fôssemos á igreja. Depois que me dei conta disso, se me perguntassem hoje, eu diria que eles estavam certos. Acreditar no perdão dos pecados não é tão simples quanto eu pensava. A crença real nesse tipo de coisa facilmente nos escapa se não tivermos a disciplina de continuar alimentando-a.
       Acreditamos que Deus perdoa os nossos pecados, mas também que ele não o fará a menos que nós perdoemos os pecados que as outras pessoas cometem contra nós. Não há dúvida sobre a segunda parte dessa declaração. Está escrito no Pai-Nosso e foi fortemente enfatizado pelo nosso Senhor. Se você não perdoar, não será perdoado. Não há parte mais clara no ensinamento de Jesus, e ela não dá margem a exceções. Deus não diz que devemos perdoar os pecados dos outros se eles não forem tão assustadores ou desde que existam circunstâncias atenuantes ou algo desse tipo. Devemos perdoá-los todos, não importa o quanto eles sejam malignos, miseráveis e frequentes. Se não o fizermos, também não seremos perdoados de nenhum dos nossos.

Extraído de O Peso de Glória, escrito por C.S. Lewis.

LÍDIA SANTOS
https://www.facebook.com/lidiasantoss?ref=ts&fref=ts



quinta-feira, 19 de março de 2015

É MUITO FÁCIL DE NOVO?


E mais uma vez falo sobre a facilidade de ser conselheiro de uma turma como a UMP da IV. Pode parecer repetitivo, mas é verdade. Uma turma de jovens cientes de sua condição de pecadores e carentes da graça de Deus. E, por meio dessa graça, vem buscando viver o Evangelho para a glória do Senhor. A prova disso é que eles tem me suportado já há algum tempo. Tempo no qual tenho aprendido muito, crescido ao entender o ânimo, a vontade de trabalhar, as precipitações naturais da juventude, suas ansiedades, frustrações, alegrias, vitórias e derrotas. Mas acima de tudo, um desejo imenso de servir ao Senhor e amá-lo de toda a sua alma, com todas as suas forças e entendimento. E aprender com professores desse naipe é muito fácil, realmente. Por isso que eu digo ser fácil ser conselheiro dessa turma. O que tento passar pra vocês aprendo com vocês mesmo. Teria melhor fonte? Duvido.
Foi assim nos vários momentos que Deus nos proporcionou.  DJP em Natal (2013), Congresso da Sinodal (2013), Congressos da Federação, Aniversários de nossa UMP (2013, inesquecível e 2014 estão ai de testemunha). E muito ainda virá, pois temos muito a crescer na graça e conhecimento de Deus.
 E aqui chegamos. Nesta semana, reiniciamos os trabalhos do blog, teremos o primeiro culto na igreja dirigido pela UMP na igreja (depois de amanhã) e na próxima quinta reiniciaremos o grupo de estudos com o novo livro. Vocês perceberam que todas estas coisas concentraram-se nesses dias? E vendo isso, só me resta louvar a Deus pela vida de cada um de nossos jovens e que Ele, sem sua graça e sabedoria, nos mantenha alegres na esperança, fortes na fé, dedicados no amor, unidos no trabalho.
E trabalho não falta este ano. E o primeiro deles, aqui em curso. Que Deus abençoe grandemente os leitores de nosso blog. Que nossos textos venham carregados de graça e sabedoria. Teremos ainda o Dia do Jovem Presbiteriano em João Pessoa, no mês de maio, Congresso da Sinodal em Julho, Congresso da Federação em dezembro e uma série de trabalhos neste ano. Nosso 22º aniversário, onde teremos o Rev. Paulo Brasil e o retorno de Gladir Cabral. E, em cada um deles, oportunidades de aprender mais com vocês. Deus seja conosco. E não vou me cansar de dizer: É muito fácil.

Vamos em frente.





quarta-feira, 18 de março de 2015

Tens Certeza Que És Salvo?





O Pastor Paulo Júnior traz uma breve meditação descrevendo como enxergar a diferença entre dois tipos de "crentes": o nascido de novo, alguém que teve uma experiência verdadeira com o Espírito Santo e um "Simpatizante" do Evangelho ou mero religioso.

O vídeo nos faz refletir sobre como está a nossa caminhada com Deus. Reflitam e sejam edificados!

Clique abaixo e assista.

Tens Certeza Que És Salvo ? - Paulo Junior

terça-feira, 17 de março de 2015

Uma lição que é aprendida em meio a lágrimas

Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.
Salmos 39:5

Confiamos demais em nós mesmos. Apresentamos um quadro grave de fobia ao desconhecido e inesperado. Até os mais aventureiros entre nós, só desejam a adrenalina nos limites da sua diversão, pois uma coisa é permitir que seu corpo seja atirado do alto de uma ponte, amarrado apenas por uma corda, outra totalmente diferente é permitir que alguém tenha acesso irrestrito a nossa conta bancária e que cuide de nossos interesses em nosso. Odiamos perder o controle de nossas vidas. Isso nos apresenta um diagnóstico: o problema não é que confiamos pouco nos outros, mas significa que confiamos demais em nós mesmos, e só.
            Tal procedimento, quando direcionado aos homens, encontra algum respaldo, mas quando direcionamos esta desconfiança a Deus, incorremos numa atitude de completa insensatez e incredulidade. Mas o melhor de tudo é que o Senhor, se nos ama, não permitirá que fiquemos nesta situação. Ele nos arrancará dela. De que forma? O repertório de medidas a serem tomadas por sua santa mão são infinitos, no entanto, estejamos certo que por vezes serão dolorosos, embora sempre bons e necessários.
O Salmista expõe diante de nós um coração que aprendeu estas verdades a custo de bastante sofrimento. Ao contemplar a finitude e brevidade da vida, em comparação com a eternidade de Deus, como podemos procurar estabilidade e segurança em nós mesmos? Seria uma carteira assinada ou imóvel livre de hipoteca mais seguro que a mão que firma todo o universo? Pensamos que estamos no controle de nossas vidas. A dor nos desperta desta imensa tolice. É por isso que muitas vezes, em um minuto tudo vira pó e os planos se desmancham. Se nós somos mera neblina, que dirá de nossos sonhos tão frágeis? A verdade indubitável encontra-se na consciência bíblica de nossas limitações, como afirma o poeta:
Desenho planos, traço a vida, como se eu fosse autor
Pura ilusão eu sei, e acordo sempre que há dor. [...]
Ainda que a vida às vezes doa contigo eu quero prosseguir
Não sei pra onde, quando, nem muito menos como
Mas sem com que eu vou
Sei a quem eu vou seguir (Gladir Cabral)
As decepções são alertas do Senhor. Deus as usa para nos lembrar de nossa fragilidade. Nossa alma só está segura quando repousa Nele. Sem ansiedade, e sem a tola pretensão de controlar os rumos de nossa vida.
Quando os sonhos que transformamos em ídolos tornam-se pó diante de nossos olhos, a misericórdia do Senhor nos acolhe, enxuga nossas lágrimas e aplica a nossos corações a mais preciosa promessa para os momentos de dor: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará (Salmos 37:5).
É assim que devemos andar. Olhos fitos Nele e corações curvados diante de sua soberania. Ele deseja ser o nosso único recurso infalível, e para isso irá frustrar todas as nossas rotas de fuga, todos os sonhos que nos prometam estabilidade a parte Dele. E quanto isto ocorrer, levante a cabeça e siga. Confie no mestre que vai à sua frente. Ele cuida de seu povo e seu grande e soberano plano jamais será frustrado. Os teus podem se frustrar, mas os dele não. E acredite: os Dele são sempre melhores. Viva pela fé!

Pb. Rodrigo Ribeiro

terça-feira, 10 de março de 2015

Rejeitando a Governança de Deus: Uma exposição de 1 Samuel 12




Temos ouvido e aprendido em nossa carreira cristã sobre a soberania de Deus e sobre o seu governo eterno sobre tudo. Esse, sem dúvidas, é o atributo de Deus que mais deve dar segurança aos seus filhos. Pois nenhum dos seus desígnios será frustrado e todas suas promessas serão cumpridas.
No livro de 1 Samuel capítulo 12, vemos a narrativa da ocasião em que Samuel resigna o seu cargo e entrega ao povo o governo de um rei. Pois o povo de Israel clamara anteriormente por essa forma de governo, alegando que as outras nações têm um rei para si que governa absolutamente sobre o povo.  E, antes de fazer qualquer exposição do capítulo 12 de 1 Samuel, lembro-me paralelamente do conhecido texto de Romanos 12:2:
 ”E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. 
O primeiro erro é identificado desde a motivação do povo de Israel em parecerem-se mais com o mundo, com a forma de governo das regiões vizinhas. No entanto, sigamos no texto de nosso estudo para tentarmos extrair fielmente o que nos dizem as escrituras. Leiamos:
Então disse Samuel a todo o Israel: Eis que ouvi a vossa voz em tudo quanto me dissestes, e constituí sobre vós um rei.
Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje.
Eis-me aqui; testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei.
Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém.
E ele lhes disse: O Senhor seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.
1 Samuel 12:1-5
O profeta começa sua defesa declarando ao povo a sua integridade na obra que o Senhor havia entregado em suas mãos. O povo queria um rei, como em outros povos. Mas Samuel os adverte sobre os impostos, opressão e outras consequências do que aconteceria após essa mudança na nação de Israel, enquanto mostra também que nunca foi achado em opressão para com o povo. 
E prosseguimos:
Então disse Samuel ao povo: O Senhor é o que escolheu a Moisés e a Arão, e tirou a vossos pais da terra do Egito.
Agora, pois, ponde-vos aqui em pé, e pleitearei convosco perante o Senhor, sobre todos os atos de justiça do Senhor, que fez a vós e a vossos pais.
Havendo entrado Jacó no Egito, vossos pais clamaram ao Senhor, e o Senhor enviou a Moisés e a Arão que tiraram a vossos pais do Egito, e os fizeram habitar neste lugar.
Porém esqueceram-se do Senhor seu Deus; então os vendeu à mão de Sísera, capitão do exército de Hazor, e na mão dos filisteus, e na mão do rei dos moabitas, que pelejaram contra eles.
E clamaram ao Senhor, e disseram: Pecamos, pois deixamos ao Senhor, e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos da mão de nossos inimigos, e te serviremos.
E o Senhor enviou a Jerubaal, e a Bedã, e a Jefté, e a Samuel; e livrou-vos da mão de vossos inimigos em redor, e habitastes seguros.
1 Samuel 12:6-11
Aqui está um ponto deste capítulo que muito me encanta e deve ser perceptível aos nossos olhos constantemente nas escrituras. Após defender-se e em exortação ao povo, Samuel não opta por falar por si próprio e também não há uma nova revelação em que o povo seja exortado. Mas Samuel faz menção aos acontecimentos anteriores, ou seja, às escrituras. 
É disso que nós precisamos. Púlpitos que preguem os ‘acontecimentos anteriores’, pregadores que tenham um fiel compromisso com as escrituras; que rejeitem veementemente outras revelações, outro evangelho, outro Cristo. É assim que Samuel combate a rejeição a governança de Deus: fazendo menção à própria Palavra de Deus.
E é sobre essa rejeição que o próximo versículo fala. Vejamos:
E vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra evós, me dissestes: Não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o Senhor vosso Deus, o vosso rei.
1 Samuel 12:12
Aqui fica claro o ponto chave da nossa observação. O tema central sobre o que estamos discorrendo. O povo de Israel, a quem Deus havia operado maravilhas, dado livramentos, conduzido desde Abraão, Moisés até aqui, rejeitou o senhorio de Deus. Rejeitou a sua governança.
Oh, igreja! Vens fazendo isso repetidamente nos tempos. Todas as vezes que rejeita a palavra de Deus, sempre que diz que seu juízo de valor é melhor do que o de Deus; rejeitas o governo de Deus!
Ora, não foi isso que fez Adão quando decidiu que comeria do fruto desobedecendo a Deus? Por esse instante julgou Adão que a sua vontade era melhor que a vontade do seu Criador. Por esse instante, constituiu sobre si um rei que não era o Deus Todo Poderoso. Constituiu-se rei sobre sua vontade.
O fato é que Deus reina sobre a história da humanidade e não há nada que jamais tenha saído do controle de suas poderosas mãos. E, da mesma forma que a queda de Adão não foi um contratempo, o propósito eterno de Deus estava se cumprindo na vinda de um rei sobre Israel. Um dia, sobre esta nação, reinaria aquele que é Rei dos reis. E que o seu trono seria eterno! Glória a Deus!
E essa soberania já começa a revelar-se em outros atributos de Deus revelados nos próximos versículos: a sua misericórdia e a sua justiça. Trazendo o povo um chamado a obediência e pactuando novamente com o seu povo. Leiamos:
Agora, pois, vedes aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o Senhor tem posto sobre vós um rei.
Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus.
Mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, e antes fordes rebeldes ao mandado do Senhor, a mão do Senhor será contra vós, como o era contra vossos pais.
1 Samuel 12:13-15
Que grande maravilha! Se dependesse de Israel qualquer ponto do cumprimento do pacto feito a Abraão, não teríamos hoje as boas novas do Evangelho. Mas Deus, em seu imenso amor, senso de justiça, misericórdia e soberania selou sozinho o pacto feito com Abraão (Gênesis 15:12-20). Deus é soberano! E ele mostra isso através do profeta Samuel dos versos seguintes:
Ponde-vos também agora aqui, e vede esta grande coisa que o Senhor vai fazer diante dos vossos olhos.
Não é hoje a sega do trigo? Clamarei, pois, ao Senhor, e dará trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes feito perante o Senhor, pedindo para vós um rei.
Então invocou Samuel ao Senhor, e o Senhor deu trovões e chuva naquele dia; por isso todo o povo temeu sobremaneira ao Senhor e a Samuel.
1 Samuel 12:16-18
O Deus de Israel é poderoso! Nada foge das suas mãos. Antes de dar ao povo um rei, Ele prova sua soberania. Aí é como se ele estivesse dizendo ao povo: ‘Vocês querem um rei sobre si, como os outros povos. Mas eu faço a minha vontade e EU colocarei sobre vocês o rei que pedem’.
O povo temeu o que Deus poderia lhes fazer. Pois o que diferenciava o povo de Israel dos demais povos era o governo e o senhorio do Deus Vivo indo adiante deles e ordenando tanto a lei, quanto dando as diretrizes do que haveria de ser feito. Agora, o poder de Deus se mostrou mais uma vez ao seu povo que se rebelara contra Ele. Por isso a palavra diz que eles temeram ao Senhor e a Samuel, o profeta do Senhor. 
Estamos terminando o capítulo e aos nossos olhos, vemos que a ira do Senhor deveria consumir esse povo rebelde. Mas se olharmos nossas faces no espelho das escrituras, veremos que esse povo rebelde somos nós, todas as vezes que decidimos que a nossa vontade é melhor do que o senhorio de Deus. Mas, por causa do Seu nome, da Sua fidelidade ao pacto, Deus usa de misericórdia para o seu povo, sempre os trazendo ao arrependimento e à obediência:
Então disse Samuel ao povo: Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi ao Senhor com todo o vosso coração.
E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.
Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo; porque aprouve ao Senhor fazer-vos o seu povo.
1 Samuel 12:20-22
Como não ser quebrado por Deus ao ler esse capítulo das escrituras? Quantas facetas do nosso Senhor nos são reveladas nessa passagem? Deus é fiel a Si. Ele é santo, justo, irado, misericordioso, amoroso, compassivo. E temos visto isso no que temos lido agora. O capítulo é encerrado com o sacerdote continuando cumprindo a sua função:
E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.
Tão-somente temei ao Senhor, e servi-o fielmente com todo o vosso coração; porque vede quão grandiosas coisas vos fez.
Porém, se perseverardes em fazer mal, perecereis, assim vós como o vosso rei.
1 Samuel 12:23-25
O sacerdote ora pelo povo, admoesta o povo, pastoreia. E esse final nos dá a segurança em um Deus soberano, que sustenta os seus sacerdotes e que os susterá até a sua vinda. Nos dá uma nova perspectiva de governo onde ele continua soberano, mas temos a figura de um rei, apontando posteriormente para Cristo como também na sua intervenção sacerdotal através de Samuel. Cristo é o Rei soberano e o Sacerdote Supremo.
Nos alegremos e confiemos pois nEle. O Rei dos reis, Soberano sobre toda a terra e que tem o trono e o reino estabelecido até a eternidade. Somente a Ele toda a Glória.

Walisson Alves

sábado, 4 de outubro de 2014

Quem é o autor da regeneração? Com a Palavra, Heber Campos e Wellerson Duarte

Todas as opera ad extra, isto é, as obras de Deus que terminam na criação, são feitas pelas três Pessoas da Trindade, com exceção apenas da encarnação e morte do Redentor, que é exclusiva da Segunda Pessoa encarnada. De todas as outras obras, como a criação, providência e redenção, as três Pessoas da Trindade participam ativamente, embora haja maior ênfase em uma das pessoas dependendo da obra a ser feita. 

Nenhum grupo genuinamente cristão-evangélico nega que as pessoas da Trindade, e mais particularmente o Espírito Santo, seja o autor da regeneração. Todavia, as diferenças entre eles aparecem quando tratamos da regeneração como um ato exclusivo de Deus, no que os calvinistas são contestados pelos arminianos. Ambos os grupos — calvinista e arminiano — são conhecidos como monergismo e sinergismo, respectivamente. Eles possuem concepções diferentes a respeito da autoria da regeneração. 

Os dois termos — monergismo e sinergismo — possuem obviamente na sua raiz a mesma palavra grega “ergo” que significa uma unidade de trabalho. Os dois termos que se distinguem são “mon” (que significa “um”)e syn (que significa “dois”). Portanto, as palavras por si só se explicam. A primeira significa uma só pessoa trabalha; a segunda significa que duas pessoas trabalham em cooperação. 

A regeneração (assim como o novo nascimento), portanto, é uma obra totalmente monergista. O Espírito Santo trabalha sozinho, e nós somos absolutamente passivos. Somente um trabalha, e este é o Espírito de nosso Deus. Ele simplesmente implanta o princípio vital no pecador e o torna vivo, desperto, ressurreto. Somente respondem à chamada do evangelho aqueles que são tornados vivos pela obra monergista de Deus. O exercício da fé e do arrependimento são conseqüências dessa obra monergista anterior feita por Deus, não a causa dela. Todos os regenerados que vão desfrutar a vida cristã neste mundo certamente responderão em fé e arrependimento.

Excerto da apostila sobre Soteriologia do Curso de Especialização em Estudos Teológicos do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper

Presb. Cícero da Silva Pereira

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Não Negligencie a Provisão de Deus

Qualquer menção da geração do deserto, quase imediatamente chama a atenção para as 
queixas das pessoas e falta de confiança no Senhor. De fato, como o apóstolo Paulo
escreveu aos Coríntios: "No entanto, Deus não se agradou da maior parte deles, 
por isso foram prostrados no deserto. " ( 1 Cor 10. 5 ). Libertados do Egito, mas ainda 
não trazidos para a Terra Prometida, a vida de Israel no deserto não era apenas sobre 
um lugar, mas um um tempo, caracterizado pela transição e testes, uma vez exigindo 
confiança e perseverança.

Agora, quando nos damos conta de que o Novo Testamento, em vez de forma 
consistente retratar a vida da Igreja na presente época como sendo "no deserto", 
então a dura realidade de um deserto coberto com os cadáveres de pessoas de Deus 
(embora apóstata) torna-se profundamente preocupante. O que deu errado que 
tantos milhares de israelitas  que tinham sido libertados do cativeiro egípcio, 
no entanto, não conseguiram entrar na terra que mana leite e mel? Que esta questão 
seja relevante para nós, como o povo de Deus na nova aliança é inevitável para os 
apóstolos, longe de dispensar ou diminuir a ameaça de um fracasso em perseverar, 
pressione a possibilidade com urgência. Na verdade, Paulo, que acabamos de citar, 
estava advertindo à igreja de Corinto contra a presunção 
da graça de Deus, explicando que os israelitas do passado, assim como eles, também 
tinha sido batizado e também tinha comido pão espiritual, mas eles ainda acabaram 
espalhados pelo deserto em juízo e estes "se tornaram nossos exemplos" 
(1 Cor 10. 1-6., ver também Heb 2: 1-3; 4:11; 10:29). Então, mais uma vez, o que deu
errado? Como podemos, pela graça de Deus, ser diligentes a perseverar através desta 
era de deserto?

Parte da resposta,  creio eu, é encontrado na observação surpreendente de Paulo sobre 
a rocha da qual os israelitas obtiveram água no deserto: “Aquela pedra era Cristo”
( 1 Cor 10: 4. ). Em outras palavras, todas as provisões de Deus para os israelitas no 
deserto foram mediadas por Cristo, sinais de Cristo. Isto significa que qualquer falha 
em progredir para a Terra Prometida foi devido à negligência de provisão de Deus 
para o deserto, isto é, Cristo. Assim entendido, quão trágico suas reclamações soam 
agora: "nossa alma abomina este pão sem valor" (Números 21: 5 NVI; ver João 6.) 
sem Admirar, então, Paulo passa a tratar da Ceia do Senhor de modo metódico 
nos capítulos seguir.

O ponto para nós é o de considerarmos ps "meios da graça" de Deus como precioso e 
vital. A pregação da Palavra, o batismo, a Ceia do Senhor, a comunhão divina, estes são 
meios "normais", com certeza, muitas vezes desprezados e deslocados na vida da Igreja, 
mas não se enganem, eles são totalmente insubstituíveis: estes são os meios que Deus
providenciou para nós a progredirmos; estes são os meios pelos quais Deus nos dá cada 
vez mais de Cristo. E através de Cristo, certamente vai perseverar para a 
Terra Prometida.

Dr. Michael L. Morales 
Publicado em: http://www.ligonier.org/blog/dont-neglect-gods-provision/
Traduzido por Jéssica Figueredo